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Praia, Cascais, Mexilhoeiro
©Arlindo CamachoMexilhoeiro

Comer, comprar e passear: as melhores coisas para fazer em Cascais

Um roteiro cheio de boas ideias para fazer em Cascais. Porque na vila há mais do que boas praias, ondas para surfar e peixe fresco na mesa.

Escrito por
Vera Moura
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Às praias idílicas junta-se uma agenda de eventos preenchidérrima, somam-se restaurantes fantásticos, imeeeenso espaço para fazer desporto e, claro, algumas lições de história. Para quem acha que em Cascais não há nada mais do que praias bonitas e ondas para surfar, temos 30 sugestões que provam o contrário e dão matéria para passar um dia completo (e os que mais quiser) na vila, com actividades desde o nascer do sol ao nascer da lua. Entre comer, comprar e passear, vai de certeza ficar com vontade de ir dar um mergulho. Se o tempo não estiver para brincadeiras, pode fazer uma pausa para um café e um mimo, doce ou Salgado.

Recomendado: O que há de novo em Cascais

Comer, comprar e passear: as melhores coisas para fazer em Cascais

  • Atracções
  • Parques e jardins

Cascais tem vários parques e jardins – alguns até desconhecidos dos moradores da vila, imagine-se –, mas aquele que mais adeptos soma é o Parque Marechal Carmona, onde há entretenimento para todas as idades. Para os mais novos há dois parques infantis, um para bebés, outro para mais crescidos, com baloiços, escorregas e outras diversões, além dos curiosos pavões, patos, galos, galinhas; para os miúdos existe ainda uma biblioteca infantil e juvenil, além de um laboratório de exploração de materiais improváveis, a OhFicina, e do clube de actividades Cascalitos. Os jovens têm vários recantos para namorar e um extenso relvado onde se apanham banhos de sol; e a faixa acima, aquela que se interessa por flores e outras espécies, tem dezenas de canteiros bonitos, além do Museu Condes de Castro Guimarães, uma viagem aos tempos em que a nobreza aqui se instalou.

  • Restaurantes
  • Vegetariano

Este restaurante de comida vegetariana, com um encantador terraço, já era uma das melhores razões para ir a Cascais. Mesmo que fosse só para beber um sumo de frutas ou picar um snack do Médio Oriente. Entretanto, ao longo do tempo, o espaço foi ganhando novidades: primeiro veio um pátio, no largo em frente, onde se pode fumar e levar o cão; descendo as escadas em direcção ao centro, veio o restaurante mais a sério, com um buffet de quentes e frios e esplanada.Tudo vegetariano, tudo com sabores do Médio Oriente, tudo muito bom. Não admira que a House of Wonders esteja entre os melhores restaurantes saudáveis em Lisboa, com uma lista que não é fixa: varia consoante a sazonalidade dos alimentos e conta com pratos de raw food (comida crua e vegan) da chef Fionna Lynne Harrower.

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  • Coisas para fazer
  • Mercados e feiras

O mercado de Cascais, baptizado em 2014 como Mercado da Vila, nasceu em 1952. Há uns anos foi 100% reformulado e transformou-se num pólo de restaurantes, bares e mercados temporários, que lhe apresentamos em três pontos essenciais:

Os Frescos
Há peixe, fruta, legumes e flores todos os dias, mas o verdadeiro mercado, cheio de comerciantes nas suas bancas coloridas, acontece às quartas e sábados. A feira à portuguesa, às quartas de manhã, a acompanhar o mercado de frescos, instala-se no parque de estacionamento ao ar livre e vende desde sapatos para pés de todos os tamanhos a loiças para a cozinha. E até pode regatear.

Os Residentes
O Cantinho da Luísa, conhecido pelos queijos e enchidos, tem também serviço de sandes, bolos e pães; no HM Caneira pode abastecer-se de leitão assado; o Lugar dos Frutos Secos vende todos os frutos secos possíveis e imagináveis para fazer granola. Há também um bar de vinhos e um de cerveja artesanal.

Os Restaurantes
Se quiser pizzas e massas, sente-se à mesa do Gulli, um italiano com ingredientes de qualidade; para petiscos ibéricos e boas carnes, tem o Rubro; para uma mariscada a sério, nada como o Marisco na Praça; as opções mais saudáveis estão no Local - Your Healthy Kitchen; e os snacks à portuguesa, para dividir pela mesa toda, são no Páteo do Petisco. Todos têm esplanada.

Esplanadas e lojas: Seg-Qui e Dom 09.00- 00.00, Sex e Sáb 09.00-02.00; Peixaria e Talho: Ter-Qui e Dom 08.00-14.00, Qua e Sab 06.30-15.00; Flores, fruta e legumes: Ter e Qui-Dom 08.00-16.00, Qua e Sáb 06.30-15.00, Mercado Saloio: Qua e Sáb 06.30-14.00.

  • Compras
  • Boutiques

O tamanho da CURA STYLE Essentials, no Monte Estoril, é inversamente proporcional à pinta do que vende. Marcas de roupa e acessórios na linha do minimalista, onde se encontram desde as marcas portuguesas +351, com t-shirts e fatos de banho de homem, Komono, de óculos de sol e relógios, e Le Mot, de t-shirts com frases francesas, a outras vindas do estrangeiro. Há ainda carteiras, perfumes e peças de roupa com o selo CURA.

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  • Restaurantes
  • Pastelarias

As areias, clássicos bolinhos secos que, uma vez esmagados, parecem o balde de areia de uma criança, têm os primeiros registos em Cascais no século XIX; as nozes de Cascais, uns bolos mais húmidos, terão nascido no Convento de Nossa Senhora da Piedade, construído no século XVI (onde hoje mora o Centro Cultural de Cascais). Têm uma cobertura de açúcar vidrado, mais estaladiça, e meia noz em cima. Ambos estão à venda na Bijou de Cascais, uma pastelaria clássica, ideal para um café e um bolo.

  • Atracções
  • Praias

Os mares calmos das primeiras praias do Paredão, a da Conceição e a da Duquesa, podem ser um aborrecimento para quem gosta de furar ondas e fazer carreirinhas, mas são um deleite para quem descobriu as maravilhas do stand up paddle (SUP). A técnica aprende-se em menos de nada: só tem de alugar uma prancha, vestir o colete, agarrar a pagaia, subir a bordo da prancha e desfrutar. Dimitar, dono da empresa Sup-paddle board Ocean Activities, com lugar cativo na Praia da Conceição há uns bons anos, trata de tudo.

Preço: 10€ (30 minutos), 15€ (1 hora), por aluguer de prancha. 965 583 155. 

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É um ginásio a céu aberto
©Duarte Drago

7. É um ginásio a céu aberto

Se andar em Cascais é provável que se cruze com muita gente vestida de desporto. O Paredão e a Ciclovia convidam a puxar pelo físico com passeios mais ou menos rápidos e o ginásio inaugurado em 2017, na Avenida Diana Spencer, perto da Casa da Guia, com oito estações de treino, veio ajudar à festa. Há postos informativos para usar os aparelhos sem fazer lesões e o melhor de tudo ficou para o fim: O Fitness Park da Guia tem uma bela vista para o mar.

  • Restaurantes
  • Petiscos

Chama-se Taberna Clandestina, mas de secreta tem pouco – até porque a esplanada e a janela virada para a rua amarela onde se pode empoleirar para pedir bebidas dá nas vistas. Na zona interior, há cantos e recantos feitos para refeições para dividir. Funciona como um restaurante de petiscos às horas de luz solar – sobretudo à base de tábuas de queijos e enchidos – e à noite vira bar. Como não é fácil arranjar mesa e só aceitam reservas até 19.00, o que muito boa gente faz é passar na Clandestina, como é conhecida, para beber um gin tónico, um copo de vinho português ou italiano, uma cerveja ou um cocktail da casa, com sumo de limão, manjericão, ginger beer e gin.

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  • Compras
  • Decoração

Prepare-se para entrar na casa mais excêntrica do Estoril. O Cabinet of Curiosities é um conjunto de pequenas salas que formam um mundo encantado onde se encontram peças de decoração diferentes de tudo o que conhece, escolhidas a dedo por Gracinha Viterbo, a dona do pedaço. Há móveis, almofadas, candeeiros, quadros, tapetes, acessórios de moda e até flores frescas.

  • Restaurantes
  • Haute cuisine

A morada é sempre a mesma: o restaurante Fortaleza do Guincho, primeiro nas mãos de um austríaco, depois de um francês, que o passou a um português, que por sua vez o passou a outro chef de naturalidade portuguesa, Gil Fernandes. Assim que chegou a veia portuguesa, passaram a apostar mais na matéria-prima vinda do mar, sempre com grande preocupação sazonal. Tudo regado com vinhos de excelência, vindos da incrível garrafeira do hotel.

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É um centro de arte urbana
©Arlindo Camacho

11. É um centro de arte urbana

Cascais acolhe desde 2014 o festival Muraliza, responsável por encher várias paredes da vila com as cores e os desenhos de street artists portugueses como Gonçalo Mar, Kruella d’Enfer ou Mário Belém. Boa parte dos trabalhos fica no bairro da Torre, que em 2018 acolheu pela primeira vez o Festival Infinito, aumentando de 13 para 21 as paredes pintadas. Descubra ainda a peça de Vhils e Pedro Pires “Terra Mar”, um trabalho que representa um pescador de Cascais; e a peça de Bordalo II “One Strange Rock”, encomendado pela National Geographic, ambas no Museu do Mar Rei D. Carlos.

  • Compras
  • Livrarias

Chama-se Déjà Lu, fica no primeiro andar do restaurante Taberna da Praça e é uma livraria especial, com “livros já lidos” vendidos por uma causa solidária: 100% das receitas revertem a favor de associações ligadas à trissomia 21. Em vez das clássicas divisões por secções, estão organizados de forma original como “livros que metem meeeedo” ou “literatura marota”.

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  • Restaurantes
  • Japonês

Um dos mais antigos japoneses de Cascais sopra este ano 12 velas. São 12 anos a encantar quem o visita através de uma cozinha com toques de fusão, mas onde também há espaço para pratos tradicionais e para comer umas das melhores saladas da vila (herança de um antigo café francês que ali existiu). Serve sushi dos bons às refeições e saladas a qualquer hora do dia. Em dias de sol, é de aproveitar a esplanada.

Paragens obrigatórias no Bairro dos Museus em Cascais
©Arlindo Camacho

14. Paragens obrigatórias no Bairro dos Museus em Cascais

Cascais criou um verdadeiro microclima cultural com a implementação daquilo a que chamou Bairro dos Museus. O conceito é simples e só requer que dê umas voltinhas pelo perímetro que concentra um conjunto de equipamentos dedicados à cultura na vila. Concebido pela Câmara Municipal de Cascais e pela Fundação D. Luís I, o Bairro dos Museus em Cascais distingue-se pela forte componente de inovação e coerência cultural. Para entrar nos edifícios pode optar (vá por nós, que compensa) por comprar o bilhete único. Custa 13€ e dá acesso a todos os equipamentos. Preparado para a maratona? O Centro Cultural de Cascais, a Casa Sommer, o Museu Conde Castro Guimarães, a Casa das Histórias de Paula Rego e a Casa de Santa Maria são alguns dos pontos de paragem obrigatória neste roteiro cultural. Prometida (não se sabe para quando) está a abertura do Museu de Arte Urbana e Contemporânea, a próxima grande atracção da zona.

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Há uma rua colorida que se transforma num Hub gastronómico
©Duarte Drago

15. Há uma rua colorida que se transforma num Hub gastronómico

O fenómeno vinha acontecendo há alguns verões, nas noites de sexta e sábado e véspera de feriados e em 2020 ganhou novo fôlego e nomenclatura. A Rua Amarela é um conjunto de restaurantes que saem, literalmente, à rua e atendem os clientes nas mesas montadas no meio da estrada, propositadamente fechada ao trânsito para o evento. São vários espaços de um eixo que compreende as ruas Nova da Alfarrobeira, Alexandre Herculano e Afonso Sanches, onde se encontram, por exemplo, os tártaros, carpaccios e piadinas do La Contessa, os hambúrgueres da Hamburgueria do Bairro, os mexilhões do Moules & Gin, os petiscos da Taberna Clandestina, os tacos do Malacopa, os caldos de noodles do Soya e as carnes do The Grill.

  • Compras

Resta acrescentar: ainda em funcionamento. A Drogaria Costa fica mesmo no centro e é dos poucos exemplares do género que resiste. Tem 127 anos e é um negócio de família, com esfregonas e detergentes, vassouras e regadores, tomadas eléctricas e trinchas. Tem de tudo: até a receita caseira de um óleo, vendido a granel, para limpar móveis.

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  • Compras
  • Mercearias

A Cajoar é para muitos locais a melhor drogaria da Linha (e do mundo), capaz de resistir à era das grandes superfícies e ter tudo o que uma família precisa. E isto vale não só para as borrachas protectoras das janelas do carro ou as lâmpadas para todos os casquilhos, mas também para as colecções de duas das melhores marcas de cerâmicas de Portugal: a Bordallo Pinheiro e a Vista Alegre.

  • Restaurantes
  • Petiscos

Ao contrário do sinal de pontuação, dificilmente este Hífen, restaurante em plena baía de Cascais, será confundido e apelidado de traço ou tracinho. Neste duplex há um bar no rés-do-chão que se quer bem ligado à cozinha. Há mesas comunitárias (duas com mais de dez lugares), pratos para dividir e uma bela carta de cocktails, incluindo uma caipirinha de aipo. Destacam-se ainda os pregos dentro de um bolo do caco feito com cerveja (uma colaboração com a Central de Cervejas), as lapas à madeirense e, nas sobremesas, uma mousse que é um statement: “odiamos mousse de chocolate líquida”. Ao fim-de-semana, há música até às duas.

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Tem um solário natural onde nunca está vento
©Arlindo Camacho

19. Tem um solário natural onde nunca está vento

Chama-se Mexilhoeiro, fica na Avenida Rei Humberto II de Itália e é o segredo mais mal guardado dos cascalenses. O acesso não é para meninos, aliás, o aviso de arribas instáveis está lá para advertir o perigo (proibição?) da descida, mas há sempre alguém que se arrisca pelas escadas de pedra e se estende nas rochas, ao sol, naquele que é dos únicos sítios onde não faz vento, nem nos dias em que a vila está virada do avesso. Estacione junto à carrinha amarela dos cachorros quentes, desça as escadas e instale-se numa rocha lisa. Daí é só atirar-se para o mar. Com cautela, claro está.

  • Restaurantes
  • Petiscos

Se o que procura é um restaurante para celebrar a moda de petiscar, voilá. Um corrupio de empregados anda entre as salas interiores e a esplanada, carregados de travessas com cascas de batatas, pimentos padrón, ovos com espargos, croquetes de alheira, pregos ou bifes. Sabores mais portugueses não há. Preços mais em conta, por aqui não encontra. Não esquecer de pedir o balde de minis para acompanhar – o abre caricas está pendurado na mesa por alguma razão – e o doce da casa no final para rematar em grande. Tem um irmão mais novo no Mercado da Vila e um primo mais requintado a caminho do Guincho (Páteo do Guincho).

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  • Atracções
  • Parques e jardins

Chama-se Parque das Gerações e o nome não é à toa, já que está sempre cheio de pessoas de todas as idades. Foi inaugurado em 2013 depois de vencer o concurso do Orçamento Participativo, que põe os munícipes a opinar e lançar ideias de novos projectos. São cerca de dez mil metros quadrados de rampas e desníveis, divididos em várias zonas, perfeitos para andar de skate, bicicleta ou patins. E não interessa se não tem experiência, porque neste skate parque tanto andam os grandes atletas sobre rodas como os mais novinhos, que ainda mal se equilibram em cima da tábua. Cereja no topo do bolo, tudo tem vista para o mar.

  • Restaurantes
  • Italiano

A melhor pizzaria tem uma história insólita Humberto, um brasileiro que ficou famoso em Cascais graças a uma marca de biquínis nos anos 90, em boa hora decidiu estudar a cozinha de Itália, tornar-se pizzaiolo e trazer para a vila a vera pizza napolitana, com bordas grossas e centro húmido, feita com as tradicionais farinhas dos antigos moinhos da cidade de Nápoles, que enriquecem o paladar. Para se sentar à mesa da Lambrettazzurra, convém marcar com antecedência. E antes de atacar as pizzas, não se esqueça dos deliciosos queijos, salames e presuntos de Itália, da burrata da Campânia e dos famosos tomates San Marzano, cultivados à volta do Vesúvio.

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  • Atracções
  • Espaços públicos

É um projecto cascaense do século XXI, tem capacidade para 650 embarcações e já foi palco de diversas actividades de vela, com condições bastante favoráveis para esse tipo de eventos. Porém, se é dono de um barco, já deve saber esta informação de cor e salteado. O que aqui apresentamos é um plano de ataque à Marina de Cascais para o comum dos mortais. Ora, a Marina é um sítio onde qualquer pessoa pode ir comprar o jornal, passear o cão, beber um café, fazer uma sessão fotográfica – se a atravessar até ao fundo, o cenário é bem bonito –, fazer refeições, comprar artigos náuticos, andar de kart a pedais e até adquirir um casaco de peles. Sim, aqui tem uma das melhores lojas de peles do país, a Casa das Peles. Tem também uma box de crossfit e alguns bares que atraem clientela adepta da noite. Nas comidas, pode petiscar no Valério, comer entrecôte com batatas fritas na Brasserie de L’Entrecôte, pizzas e massas na Mercearia Vencedora e fazer uma mariscada na bonita esplanada do Marisco da Praça, com uma grande vista.

  • Bares
  • Cafés/bares

É um ícone entre os locais, com gente que o frequenta qualquer que seja o estado do tempo. Em dias de sol, para potenciar a absorção de vitamina D, em dias de vento, para almoçar abrigado e ao sol, e em dias de frio, para aproveitar a lareira acolhedora. Em qualquer um deles, é pedir os petiscos de entrada e finalizar com uma tosta Guincho, com ovo estrelado dentro.

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  • Restaurantes
  • Cachorros quentes

Ok, podemos não ter provado todos os cachorros do mundo, mas sabemos que estes são especiais. São vendidos num quiosque da Casa da Guia, de seu nome Hot Dog Fusão, e consistem num fofíssimo pão (algo enfarinhado), uma salsicha sempre quente, dois molhos caseiros – branco e cor-de-rosa – que fazem toda a diferença e batatas palha em cima. Pode acrescentar vários outros ingredientes, como queijo ou cenoura, e depois é devorá-lo sem cerimónias. Não pense levar aqui um primeiro date, porque é garantido que vai ficar com molho até no nariz. Acompanhe o repasto com um dos sumos de fruta do menu, sempre com produtos frescos.

  • Atracções
  • Parques e jardins

Em várias partes do mundo as dunas são zonas protegidas (e ainda bem). A Duna da Cresmina não é excepção, está vedada a caminhadas, mas dotada de vários passadiços de madeira para a explorar à vontade. O primeiro ponto é o Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina, onde pode aderir a uma visita guiada ou apanhar um folheto explicativo sobre a fauna e flora da zona e percorrer os quilómetros que levam, por exemplo, até ao Guincho. Antes ou depois do passeio, sente-se na esplanada, com uma vistaça para o mar e a Serra de Sintra, e peça uma salada, um crepe ou uma tosta em pão escandinavo e regue tudo com um sumo natural.

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  • Museus
  • História

O Farol de Santa Marta, ainda activo na ajuda à navegação, foi totalmente recuperado em 2007, pela dupla de arquitectos portugueses Francisco e Manuel Aires Mateus. A zona exterior tem uma épica esplanada virada para o mar, que pode visitar sem pagar, mas é no interior, antiga residência de faroleiros, que se aprende mais sobre o equipamento. No primeiro núcleo da visita estão alguns objectos ligados aos faróis portugueses, como as lentes de Fresnel, especiais para faróis, e no segundo está a descrição do dia-a-dia da vida de um faroleiro, com o respectivo diário. Para saber mais ainda, guarde 15 minutos para assistir ao filme que conta a história dos Faróis de Portugal. Em 2020 ganhou um novo café e esplanada, o Lusophonica, com uma rádio própria.

  • Atracções
  • Edifícios e locais históricos

Vila de pescadores, a sorte de Cascais muda em 1870, quando o Rei D. Luís decide transformar o Palácio da Cidadela de Cascais em residência de veraneio. Assim foi até ao fim da Monarquia, em 1910, e mais tarde, residência de vários presidentes, tanto de Verão, como oficial. Após largos anos ao abandono, em 2004, o Museu da Presidência da República começou os trabalhos de recuperação do espaço, que hoje recebe os convidados da Presidência, com quartos montados para o efeito. É possível conhecer algumas salas do palácio, muitíssimo bem recuperadas, como o salão nobre, a sala árabe e a incrível varanda fechada, com uma grande vista sobre a Baía.

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29. A tradição piscatória estende-se além das comezainas

Se perguntar aos habitantes locais qual a razão pela qual não trocam Cascais por nenhuma outra terra, é provável que lhe respondam que tem a ver com a proximidade ao mar. Dá gosto vê-lo todos os dias, dá ainda mais gosto poder mergulhar nele metade do ano – ou todo, se usar um fato – e dá gosto aproveitar o que ele nos dá. Por isso, é de louvar que uma das actividades mercantis da vila se prenda com a venda de artigos feitos com conchas e búzios, onde as várias gerações de mulheres das famílias cascalenses passam desde sempre para comprar um colar, uma pulseira ou uns brincos. As bancas estão no Largo Cidade de Vitória, algumas há 40 anos, depois de terem passado uma vida em frente à Baía. Aqui vendem-se colares, espanta-espíritos, candeeiros, tudo feito com artigos vindos do mar – mesmo que as contas já sejam, à data de hoje, encomendadas de outros países. Todos os dias das 09.30 até ao pôr-do-sol.

  • Restaurantes
  • Geladarias

Santini. É um nome que vai memorizar para sempre, depois de ter dado a primeira lambidela num destes gelados. Diz-se que é a melhor geladaria portuguesa e, bom, se não é a melhor, anda lá muito perto. Nasceu na Praia do Tamariz, no Estoril, em 1949, pelas mãos de Attilio Santini, um italiano que se mudou para Portugal e trouxe consigo a história da família que já fazia gelados em Itália desde o século XIX. Da Praia do Tamariz saltou para a Avenida Valbom, mesmo no centro de Cascais, criou legiões de fãs que vinham do país inteiro só para provar estes gelados e esperavam seis meses que a loja voltasse a abrir – até meados dos anos zero era sazonal. Em 2009, parte da marca foi comprada por empresários locais, parte ficou nas mãos da família Santini, e desde então tem conhecido uma expansão de lojas e sabores, mantendo sempre a qualidade.

Avenida Valbom 28 F, Cascais. Seg-Dom 11.00-00.00;
Alameda dos Combatentes da Grande Guerra 100, Cascais. Seg-Dom 11.00-00.00;
Rua Nova da Estação 5, São João do Estoril. Qua-Dom 11.00-20.00;
Estrada da Torre - Gelados Santini, Carcavelos. Seg-Dom 11.00-00.00.

Outras sugestões

  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios

Se houve lição aprendida com a pandemia foi a de que o nosso corpo precisa realmente de receber oxigénio puro. Se ele vier das árvores, tanto melhor. Passear em espaços verdes deixou de ser só um belo momento de descontracção: passou a ser igual a receber um bilhete premiado da lotaria. Cascais tem vindo a trabalhar na requalificação e abertura de diversos parques, a dotá-los de equipamentos de ginástica, atracções para os mais novos ou apenas zonas acessíveis para se esticar ao sol. De toda essa oferta, fizemos a nossa própria selecção dos melhores parques e jardins. Com um bónus: um que se divide entre Sintra e Cascais e permite ser explorado infinitamente. Verde mais verde… não há.

  • Coisas para fazer

Cascais pertence ao núcleo designado por Lisbon Golf Coast, com mais de 20 campos de golfe, e já por duas vezes vencedor do prémio melhor destino de golfe da Europa, pela International Association of Golf Tour Operators (IAGTO). Cascais tem um quota parte de responsabilidade pelo prémio, aos quais se juntam outros campos nas redondezas. Falamos de sete, alguns mesmo no coração da zona, com incríveis vistas para o Atlântico, outros já virados para a Serra de Sintra, outro cenário idílico para a prática da modalidade que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal. Eis o mapa dos melhores campos de golfe em Cascais e arredores.

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  • Coisas para fazer

A vila pode ser mais conhecida pelos mergulhos nas praias, os passeios ao ar livre e o peixinho fresco. Mas há mais, muito mais. Até porque também é preciso abastecer as despensas – ou as estantes lá de casa – e manter a economia a circular. Como? Com uma série de feiras e mercados para diferentes tipos de necessidades, que acontecem ora diariamente, ora semanalmente, ora uma vez ao ano. Seja para comprar os melhores frescos (lembre-se que Cascais é rodeado de verde e da região saloia vêm produtos de alta qualidade), seja para comprar um prato de loiça como souvenir da vila ou para viver a experiência de uma autêntica feira portuguesa, é, como se diz em bom português: à escolha do freguês.

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