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Ilha da Madeira, Paisagens, Passeios
©Thomas ReaubourgIlha da Madeira

Nove coisas que tem de saber sobre a Madeira

Toda a gente sabe que a Madeira é muito azul e verde, tem muitos frutos exóticos (a banana e o maracujá são só dois deles), cascatas, trilhos e grutas e bom tempo a toda a hora.

Escrito por
Inês Garcia
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Se não sabe, devia saber que é a terra de um dos maiores futebolistas do nosso tempo – não se atreva a pisar pé no aeroporto com t-shirts de nenhum rival ou clube concorrente –, tem um Carnaval que mais parece o do Rio de Janeiro com samba a sério, uma festa que homenageia a Primavera e as flores madeirenses, e alcunhas para continentais e naturais da ilha. Nesta lista deixamos-lhe nove curiosidades sobre a Madeira.

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É a terra de Cristiano Ronaldo e ai de quem falar mal dele
©DR

1. É a terra de Cristiano Ronaldo e ai de quem falar mal dele

Não se atreva a aterrar na ilha da Madeira com uma t-shirt de Lionel Messi. O amor e devoção dos madeirenses a Cristiano Ronaldo, filho da terra com museu e estátua no centro do Funchal, é real e se falar do arqui-inimigo do jogador, o mais provável é levar uma reprimenda à séria. Cristiano Ronaldo é sagrado e os madeirenses falam aos sete ventos sobre tudo o que ele fez pela ilha, desde as doações à própria promoção como destino. Não é por acaso que até o aeroporto tem o nome do jogador português.

Está sempre bom tempo
©Monika Guzikowska

2. Está sempre bom tempo

Se é daquelas pessoas que precisa de sol para viver, este é destino certo para si. Qualquer que seja o mês ou estação do ano, as temperaturas estão amenas e o sol brilha. Sim, também tem dias de chuva e até temporais feios, mas é coisa rápida. Vá à confiança e encha a mala maioritariamente t-shirts.

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Pode mergulhar em alto mar em Dezembro
©Gonçalo F. Santos

3. Pode mergulhar em alto mar em Dezembro

O item que não se pode mesmo esquecer numa viagem à ilha da Madeira é o fato-de-banho ou os calções de banho. Porque mesmo que tenha de vestir um casaco leve para não apanhar nenhum resfriado com uma corrente de ar, a temperatura do mar está sempre nos 19º, mais coisa menos coisa. Significa que vai sempre poder mergulhar, mesmo que seja 31 de Dezembro. Ir à Madeira e não mergulhar no mar é tal e qual ir a Roma e não ver o papa.

Há uma festa da flor
©DR

4. Há uma festa da flor

É um dos eventos que marca a Primavera na ilha e que atrai pessoas de todo o mundo. São criados tapetes de flores nacionais para tapar as artérias centrais da cidade do Funchal, que fica colorida e cheirosa. Durante este festival há o Cortejo Alegórico da Flor, a principal atracção do evento, durante o qual dezenas de carros alegóricos percorrem as ruas enfeitados com flores e com figurantes também vestidos a preceito.

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O pau para misturar a bebida típica chama-se caralhinho
©DR

5. O pau para misturar a bebida típica chama-se caralhinho

Pau da poncha ou mexelote são os nomes mais dignos desta espécie de varinha mágica artesanal que é usada para misturar os ingredientes que dão origem à poncha, uma das bebidas típicas da ilha e uma das mais perigosas (parece um suminho mas upa upa). Mas na gíria é também conhecido como “caralhinho” e não há visitante que não fique com as bochechas coradas quando ouve o nome pela primeira vez. Mas diga sem medos e leve um caralhinho para casa. Para fazer poncha, está claro.

O Carnaval é (quase) como no Rio de Janeiro
©DR

6. O Carnaval é (quase) como no Rio de Janeiro

As Festas de Carnaval na Madeira começam na sexta que antecede o entrudo e até terça-feira são sempre a abrir. Há um cortejo alegórico com os grupos de samba a invadir as ruas do Funchal, com trajes e pezinho de dança a rivalizar com o Rio e um outro desfile, o “trapalhão”, onde cada um pode participar com o disfarce que quiser. Ambos os desfiles têm um itinerário próprio definido e terminam na Praça Municipal, onde a festa continua com música ao vivo e concursos de figurino. Nesta altura, também é comum os hotéis incluírem na sua programação espectáculos de dança e música com alguns dos grupos carnavalescos da ilha. A festa é rija a sério.

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Há um espectáculo de fogo-de-artifício incrível na noite de passagem de ano
©DR

7. Há um espectáculo de fogo-de-artifício incrível na noite de passagem de ano

É um dos maiores espectáculos pirotécnicos do mundo. A tradição do fogo-de-artifício na noite de passagem de ano na Madeira começou no século XVIII, altura em que a comunidade inglesa residente na ilha começou a lançar foguetes para marcar o início de um novo ano. Um século depois, um banqueiro madeirense, João José Rodrigues Leitão, recriou a tradição e a partir daí as famílias mais endinheiradas da ilha começaram a fazer uma espécie de competição de foguetes, acabando por criar um espectáculo de luzes visível de qualquer parte. Em 2006 este espectáculo ganhou reconhecimento internacional no livro de recordes do Guinness, como o “maior espectáculo de fogo-de-artifício do mundo”.

O nascer e o pôr-do-sol são acontecimentos celebrados por todos os madeirenses
©Stephen Lemmens

8. O nascer e o pôr-do-sol são acontecimentos celebrados por todos os madeirenses

Pode parecer cliché, mas qualquer madeirense lhe dirá que acordar de madrugada para ir ver o nascer do sol é um sacrifício que vale a pena – tal como ver o pôr do sol é outra coisa a não perder na ilha. As paisagens idílicas ajudam a transformar o início ou o fim de mais um dia num momento inesquecível, seja numa das pontas mais altas da ilha (muitas vezes com direito a show das nuvens e a fotografias daquelas que vale a pena emoldurar) ou num miradouro mais baixo, junto à praia. Se o tempo estiver incerto, há webcams nos principais pontos da ilha que pode consultar online, para não sair da cama em vão.

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9. Cubanos, vilhões, xavelhas e profetas

A gíria madeirense tem nomes para os continentais, os madeirenses com sotaque cerrado, os naturais da vila piscatória de Câmara de Lobos ou até para os vizinhos da ilha de Porto Santo. Não repita aleatoriamente porque nem todos concordam com as terminologias, mas nós ensinamos-lhe na mesma: os cubanos são os continentais e acredita-se que começaram a ser chamados assim na altura do 25 de Abril, como forma de criticar o novo rumo político do país. Entretanto perdeu a conotação política, mas ficou o termo. Vilhões ou vilhoas são os naturais da ilha que têm um sotaque mesmo cerrado, os xavelhas são os de Câmara de Lobos e os profetas, calmos e tranquilos, vêm de Porto Santo.

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