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Pico Ruivo do Paul, Ilha da Madeira, Miradouro
Alex Meier / UnsplashPico Ruivo do Paul

As melhores coisas para fazer na Madeira

Há uma série de checks que precisa de meter na sua primeira viagem à ilha. Estas são as melhores coisas para fazer na Madeira.

Escrito por
Inês Garcia
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A Madeira é o destino certo para qualquer altura do ano, seja amante de mergulho, de caminhada, de se estender numa espreguiçadeira sem fazer nenhum ou de ficar à mesa horas sem fim a comer iguarias. Nesta lista encontrará planos mais turísticos e outros menos, porque há coisas que tem mesmo de fazer numa primeira ida à ilha da Madeira, como sentir a adrenalina de descer os carrinhos de cesto empurrados pelos carreiros do monte, provar maracujás no Mercado dos Lavradores ou acordar de madrugada para ver nascer o sol num lugar idílico da ilha (também vale a pena o pôr do sol). Das levadas e miradouros incontornáveis às praias e piscinas naturais, tem aqui planos para fazer sozinho, em casal, com amigos ou com toda a família. Há fãs de Cristiano Ronaldo em casa? Também temos umas dicas. Com tempo, pode até ir à ilha do lado, o Porto Santo.

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As melhores coisas para fazer na Madeira

Visitar o museu do Ronaldo
©Facebook/CR7 Museu

1. Visitar o museu do Ronaldo

Não é preciso ser grande fã de futebol para pelo menos já ter ouvido o nome de Cristiano Ronaldo, filho da ilha. No limite, ouviu ao aterrar, já que o aeroporto da Madeira adoptou o nome do jogador em 2017. Os madeirenses adoram o seu primogénito – lançamos-lhe, aliás, um desafio: durante a estadia, conte quantos madeirenses ou turistas apanha vestidos com a camisola nº 7. Em 2013 nasceu na ilha o Museu CR7, que compila bem mais do que as centenas de medalhas e galardões que Cristiano Ronaldo arrecadou até agora. Tem também duas estátuas de cera, feitas à escala, uma com o equipamento da selecção nacional e outra com o equipamento da Juventus, equipa para a qual joga actualmente. Camisolas, chuteiras, paredes cobertas com as lembranças que os fãs de todo o mundo lhe enviam, uma timeline interactiva com a vida do jogador a descoberto. Há um pouco de tudo. Se não conhecia todo o historial e prémios, sai daqui pronto para responder a um quiz sobre Ronaldo. A entrada é paga (5€).

Agarrar-se bem nos carros de cesto
©Facebook/Carros do Monte

2. Agarrar-se bem nos carros de cesto

Se é a sua primeira vez na ilha, não pode falhar esta experiência, embora fique o aviso que possa ser imprópria para cardíacos. Os carreiros do monte apareceram no início do século XIX, época em que eram usados como meio de transporte público pelos residentes locais que queriam chegar o mais rápido possível à cidade do Funchal. Actualmente é uma atracção turística que mantém os carrinhos tal e qual. São feitos em vime, montados em dois “patins” de madeira e depois empurrados por dois condutores, os “carreiros”, que se vestem de branco e usam chapéus de palha. São senhores experientes que usam botas com sola de borracha para conseguir reduzir a velocidade sempre que for necessário (é raro o acidente, afiançam-nos, mas deixam ali a margem de dúvida para garantir a adrenalina). O passeio começa abaixo dos degraus da Igreja do Monte e acaba no terminal do Livramento – vai passar por estradas íngremes e sinuosas e é capaz de ir até aos 38 quilómetros por hora, pelo que o melhor é agarrar-se bem e ter cuidado com as selfies no percurso. A meio da viagem tiram-lhe uma foto, que pode comprar no final – treine o sorriso mesmo que sinta que está em queda livre, é uma bonita recordação.

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Andar de teleférico
©Gonçalo F. Santos

3. Andar de teleférico

Se gosta de andar nas alturas e ter vistas panorâmicas diferentes, andar de teleférico é sempre uma boa experiência e a Madeira tem vários para ir fazendo check ao longo dos seus dias na ilha. O Teleférico do Funchal pode ser um dos primeiros na sua lista. Viaja desde a zona velha do Funchal até ao Monte (560 metros de altitude) durante cerca de 20 minutos. Uma vez lá em cima, pode descer nos carros de cesto, cujo ponto de partida é próximo do final desta viagem. O Teleférico do Jardim Botânico é um percurso mais rápido, de apenas nove minutos, e tem uma vista aérea sobre o Vale da Ribeira de João Gomes, chegando a atingir uma altitude de 100 metros. Há, depois, o Teleférico das Achadas da Cruz, uma das principais atracções da costa norte da Madeira, em Porto Moniz, a 450 metros de altitude. A quarta viagem por essa ribanceira que lhe sugerimos é a do Teleférico do Garajau, a 15 minutos de carro do Funchal. Fica junto à estátua do Cristo Rei e são 150 metros em ascensão vertical, que lhe dão acesso à praia do Garajau. Vá mais ao final do dia e deixe-se ficar para o pôr-do-sol. Há ainda o Teleférico da Fajã dos Padres, na Quinta Grande. É uma descida de 300 metros para chegar a um local idílico onde pode escolher passar o dia inteiro. Tem restaurante com bons petiscos e praia para mergulhar.

Ir às compras ao Mercado dos Lavradores
Martha Dominguez de Gouveia / Unsplash

4. Ir às compras ao Mercado dos Lavradores

As pilhas de fruta tropical e colorida impressionam logo à entrada. Estão cuidadosamente ordenadas nas várias bancas e são as primeiras a levarem com um flash. O Mercado dos Lavradores foi inaugurado em 1940 e tem uma arquitectura própria do Estado Novo. Tornou-se o grande pólo abastecedor da cidade e actualmente continua a ser muito visitada por locais, além dos turistas em busca da prova de maracujás puros ou cruzados com outras frutas, mangas ou frutos nunca vistos. Enquanto enche o saco de pano (que deve levar consigo nesta visita), aponte a câmara aos painéis de azulejos da Faiança Batisttini de Maria de Portugal, datados de 1940 e pintados com temas regionais, que ornamentam tanto a fachada como a porta principal e zona do peixe.

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Visitar uma ilha dentro da ilha
©Gonçalo F. Santos

5. Visitar uma ilha dentro da ilha

Nesta lista já leu este nome, por culpa de um dos teleféricos da ilha. Mas pode e deve saber mais sobre a Fajã dos Padres, um refúgio paradisíaco junto ao mar. A ilha é toda bonita e tropical, mas uma vez saído do teleférico que o leva até aqui (pode aceder também por meio marítimo, em barco de passeio ou alugado para o efeito), entra numa outra dimensão. Há quem lhe chame “uma pequena ilha dentro da ilha da Madeira” e faz sentido. Tem casas de turismo onde pode pernoitar (oito villas e um bungalow), uma praia exclusiva de calhau rolado com um pequeno cais, duches e espreguiçadeiras, um restaurante à beira-mar a servir a cozinha regional, com pratos de atum e outros peixes frescos em destaque e sobremesas feitas com os produtos da propriedade – pode reservar mesa através do site https://fajadospadres.com/faja/index.php/pt/restaurante-pt. Pós-almoço, ou quando quiser descansar de tanto mergulho, pode fazer um passeio pelo terreno. Desde 2008 que toda a produção da Fajã é certificada com o rótulo de agricultura biológica, onde há um hectare de vinha da casta Malvasia Cândida (peça um copinho do vinho aqui produzido no restaurante e verá que não se arrepende), dois hectares de mangueiras com cerca de 20 variedades, bananas, pêra abacate, pitanga, tabaibos, maracujás, tamarilhos e ainda uma horta carregadinha de legumes que abastecem o restaurante.

Fazer desenhos na areia da praia do Porto do Seixal
Stephen Lammens / Unsplash

6. Fazer desenhos na areia da praia do Porto do Seixal

Em vez de calhaus, como na maioria das praias da ilha, a do Porto do Seixal, na freguesia do Seixal, em Porto Moniz, tem areia preta, de origem vulcânica. Não tem vigilância, pelo que deve ter cuidado, mas tem um duche externo e é perfeita para fazer desenhos na areia, qual criança, e ficar a observar a rebentação do mar a desfazê-los. Também pode aproveitar para fazer uma exfoliação corporal ali mesmo. Esqueça as praias de areia branca de países tropicais asiáticos, esta também merece que pouse como uma sereia ou um tritão, o deus marinho filho de Posídon e Anfitrite (a representação masculina da sereia, pois claro).

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Ver o nascer-do-sol
©Gonçalo F. Santos

7. Ver o nascer-do-sol

Plano de fim-de-semana de um madeirense: despertador para as 04.00, estrear a roupa de Inverno que não consegue vestir durante a estação, seguir caminho até ao pico mais alto para assistir ao nascer do sol com amigos. Sol no alto, é hora de seguir para uma venda para beber umas ponchas e aquecer o que o sol ainda não conseguiu a esta hora da manhã. Depois, ala para a cama que o dia só começa mais logo. Faça como os amigos madeirenses, que eles é que a sabem toda e na ilha este é um evento bem bonito de se ver, pelo menos uma vez na vida.

Ver o pôr-do-sol
©Tiago Aguiar/Unsplash

8. Ver o pôr-do-sol

Depois de um dia a explorar museus, levadas ou jardins tropicais, termine o dia de forma tranquila, a ouvir apenas os passarinhos enquanto os montes e vales em torno de si vão ganhando tons de laranja mais escuros, até a escuridão se impor. Pico do Areeiro, Paúl do Mar (aqui tem bares à beira-mar, para brindar ao fim de mais um dia), Cabo Girão, Miradouro Cristo Rei no Garajau ou Ponta do Pargo são as nossas sugestões para assistir a este fenómeno da natureza.

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Mergulhar a meio de um passeio de barco
©Gonçalo F. Santos

9. Mergulhar a meio de um passeio de barco

Qualquer altura do ano é boa para mergulhar no mar da ilha, cujas temperaturas são sempre amenas. Aproveite para o fazer a meio de um passeio de barco, uma das experiências imperdíveis na Madeira. Há várias empresas que organizam passeios de meio dia ou dia inteiro e é quase garantido que vai ver golfinhos. Com sorte, pode ver também tartarugas ou baleias, sempre com direito a explicação do capitão do barco. Não se esqueça de tomar comprimido para o enjoo – por mais campeão que seja, os catamarãs não são para brincadeiras e queremos que esteja tudo menos tonto para poder avistar estes amigos marinhos.

Beber poncha
©Gonçalo F. Santos

10. Beber poncha

Não há uma hora para beber poncha, portanto não tente encaixar o plano de provar uma das bebidas mais típicas (e perigosas) da Madeira ao final da tarde ou depois de jantar. Madeirense que é madeirense dir-lhe-á que de manhã é que se começa o dia. A bebida feita com aguardente de cana-de-açúcar, açúcar e sumo de limão ou laranja, nas versões mais tradicionais, pode ser bebida em qualquer pequena tasca.

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Comer lapas e caramujos
©Gonçalo F. Santos

11. Comer lapas e caramujos

As lapas grelhadas são um dos pratos típicos da gastronomia madeirense e vai encontrar como opção de entrada em vários restaurantes da ilha, como no Pátio das Babosas (um bom sítio para almoçar depois de subir no teleférico do Funchal e enquanto se prepara para descer nos carrinhos de cesto), na Casa da Pedra na Madalena do Mar ou na Quinta do Furão – a lista de sítios para os comer é interminável, portanto mais vale ir para a zona que quiser visitar no dia e, a partir daí, encontrar o sítio que sirva lapas. Não vai ser difícil. São grelhadas na frigideira na própria concha e temperadas com manteiga e alho, tão simples como isso. Pode acrescentar gotas de limão fresco já na mesa. Já os caramujos são muitas vezes deixados para segundo plano numa ida à ilha mas também merecem destaque. Este molusco comestível, também conhecido como caracol do mar por ter o mesmo aspecto, é muito comum na zona costeira de Portugal e é cozido com água, sal e alho. Também pode deitar limão por cima, como fizemos à mesa do Vila do Peixe, em Câmara de Lobos, ou no restaurante da Fajã dos Padres. Com qualquer uma desta entrada, o sabor a mar está garantido.

Tirar uma foto nas casas de Santana
Daniela Turcanu / Unsplash

12. Tirar uma foto nas casas de Santana

As casas com telhados cobertos de colmo são um dos cartazes turísticos da Madeira e vai fartar-se de encontrá-las em ímanes e postais. Ficam na zona de Santana, a norte da ilha, e pode tirar a sua própria foto-postal junto ao ponto de turismo do concelho, mas é importante que saiba a história, mais que não seja para contar aos seus amigos e familiares. Originalmente estas casas eram compostas por um sótão, onde se guardavam os produtos agrícolas, e no piso térreo era a área habitacional, dividida em duas partes. O concelho de Santana, que em 2011 recebeu a distinção de “reserva da biosfera” pela UNESCO, tem também o Parque Temático da Madeira e a Reserva Natural da Rocha do Navio, que pode visitar. Encontra aqui também os percursos pedestres da Vereda do Pico Ruivo, Levada do Rei e Levada do Caldeirão Verde.

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Fazer uma levada e queimar umas calorias
©Gonçalo F. Santos

13. Fazer uma levada e queimar umas calorias

Tanto bolo do caco (vai ser impossível resistir à manteiga barrada neste pãozinho ou às sandes recheadas) vai precisar de ser abatido e um passeio é a melhor opção. Mantém-se activo, queima calorias e entra realmente na natureza. Aqui vai dar de caras com o nome “levada”. As levadas são pequenos canais de irrigação feitos em pedra que servem para redireccionar as águas de uma zona para outra. A sua origem remonta ao século XV, altura em que tinham como função levar e distribuir a água das zonas mais chuvosas do norte pelas zonas mais a sul. Ou seja, durante um passeio destes, vai poder entrar natureza adentro, seguindo um trilho que acompanha a levada. Muitas das levadas percorrem a floresta Laurissilva, património mundial da UNESCO desde 1999 e uma das sete maravilhas de Portugal. Têm diferentes níveis de dificuldade (dependendo do seu nível de actividade física mas também de quem o acompanha, algumas são perfeitas para fazer em família e outras são indicadas apenas para os mais resistentes), mas entre as mais conhecidas estão a Levada do Alecrim, Levada dos Cedros, Levada do Rei, Levada da Ribeira da Janela, Vereda dos Balcões ou a Levada do Caldeirão Verde.

Visitar o Jardim Tropical Monte Palace
©Gonçalo F. Santos

14. Visitar o Jardim Tropical Monte Palace

Fica no cimo de uma colina e por isso garante vistas incríveis para a baía do Funchal. A propriedade transformou-se em quinta no século XVIII, pelas mãos do Cônsul inglês Charles Murray e depois de passar por várias mãos, foi em 1987 que chegou a Joe Berardo, que a doou à Fundação que o próprio criou e baptizou de Monte Palace Tropical Garden. Desde a aquisição tem sido renovado com plantas exóticas endémicas de vários países ou com plantas indígenas das florestas madeirenses. Tem também lagoas com peixes Koi, uma colecção de cerâmica, um painel de azulejos vidrados terracota que conta as aventuras dos portugueses no Japão ou outros painéis com acontecimentos da História de Portugal, bem como uma exposição de pedras preciosas impressionantes. O passeio contará também com a companhia de pavões, galinhas, patos ou cisnes brancos. Está aberto todos os dias, das 9.30 às 18.00 e no caminho pode visitar o Green House Coffee Roaster (Caminho do Monte, 174), para beber um café de especialidade ou fazer uma refeição ligeira.

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Conhecer o Curral das Freiras
©Daniela Turcanu

15. Conhecer o Curral das Freiras

Foi em 1566 que um ataque de piratas terá levado um grupo de freiras do Convento de Santa Clara a fugir com o tesouro do convento e encontrar refúgio neste vale profundo, que ficou assim baptizado de Curral das Freiras ou Vale das Freiras. Na década de 1960 foi criada uma estrada que ligava o Funchal a esta zona e só a partir daí passou a estar aberto a todos os madeirenses e turistas, mostrando-se como local de tranquilidade, rodeado por enormes montanhas. Aqui há plantação de variadas árvores de fruto, como laranja, limão, ginja, cereja, ameixas e especialmente castanhas – há aliás uma grande festa dedicada à castanha no Outono, no mês de Novembro, e é nessa altura que se mostram as várias possibilidades de cozinhados com castanha, entre broas, bolos, sopas, licores ou compotas, para além das tradicionais castanhas assadas ou cozidas. Para ter uma vista panorâmica, pode visitar o Miradouro Eira do Serrado, a uma altitude de 1095 metros, cujo acesso se faz por uma vereda que faz parte da Estalagem Eira do Serrado.

Subir ao Cabo Girão
©Thibault Mokuenko

16. Subir ao Cabo Girão

O Cabo Girão é um dos pontos mais altos da Europa, com 580 metros de altitude. O miradouro tem uma plataforma em vidro, a Skywalk, pronta a testar as vertigens dos mais corajosos (a partir daqui pode também lançar-se em experiências de bungee jumping ou parapente) e uma vista incrível para a vila piscatória de Câmara de Lobos, onde pode comer peixinho fresco na Vila do Peixe (Rua Doutor João Abel de Freitas, 30A) e beber boa poncha nos pequenos bares.

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Ver trutas de perto
©Gonçalo F. Santos

17. Ver trutas de perto

A truta é um peixe alongado que pode atingir os 60 centímetros e os 2 quilos. O seu dorso tem cores que variam do esverdeado ao castanho. Porque é que esta lenga-lenga sobre um peixe interessa numa lista das melhores coisas para fazer na Madeira? Porque existe um viveiro de trutas arco-íris em Ribeiro Frio, no Parque Florestal, um bom sítio para visitar antes de se aventurar na Levada do Furado ou na Vereda dos Balcões. O objectivo deste posto aquícola é produzir trutas para o repovoamento das linhas de águas da ilha da Madeira e consegue aqui observar os peixes jovens e os adultos e as diferenças entre si, tudo com a envolvente verde da floresta. Esta piscicultura funciona já desde 1960 e a entrada custa 1€.

Meter as mãos na massa numa aula de cozinha
©Gonçalo F. Santos

18. Meter as mãos na massa numa aula de cozinha

Comer bem na Madeira não é difícil, mas voltar para casa e tentar reproduzir o que andou por lá a comer e beber pode já não ser tarefa tão fácil. Pode juntar uma ida ao Mercado dos Lavradores com uma aula de cozinha dada por quem sabe do assunto – Alexandra e Luísa, que têm até o seu restaurante próprio na zona residencial da Nazaré, o Entre Amigos, com uma carta muito à base de petiscos e produtos da ilha. O projecto Madeira Cook Experience começou da vontade de dar a conhecer “os paladares inesquecíveis da Madeira” e proporcionar uma “perspectiva particular e especialmente local”, explicam. Acontece tudo no Armazém do Mercado (Rua Hospital Velho, 28), a poucos passos do Mercado dos Lavradores – é, aliás, com uma visita que começa tudo, para escolher o peixe fresco e os melhores legumes e fruta para a refeição. Ensinam-lhe, depois, a amanhar o peixe, a temperá-lo e cozinhá-lo, do atum ao espada, a fazer acompanhamentos saborosos e, claro, a fazer a verdadeira poncha. A experiência é totalmente personalizável e fica a 50€ por pessoa com a refeição que cozinhou (se não quiser sujar as mãos, pode ficar só tirar notas e a atirar bitaites enquanto Luísa cozinha) – há descontos para famílias e grupos a partir de cinco pessoas. www.facebook.com/Madeira-Cook-Experience, cookexperience@armazemdomercado.com

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Actualizar as redes sociais no Véu da Noiva
©Luís Cardoso

19. Actualizar as redes sociais no Véu da Noiva

O miradouro do Véu da Noiva, entre as vilas do Seixal e São Vicente, tem vista privilegiada para a cascata do Véu da Noiva, uma cortina de água com 30 metros que escorre pela montanha e desagua no Oceano Atlântico. A água cai com tanta força contra as rochas do percurso que parece fazer uma espuma branca, a lembrar os véus brancos que as noivas usam nas cerimónias matrimoniais. Do miradouro consegue ter uma vista sobre o mar e encosta norte da ilha, mais um postal da paisagem natural da ilha para levar no smartphone.

Ir ao Porto Moniz
©Steve Douglas

20. Ir ao Porto Moniz

Numa ida à ilha da Madeira é obrigatório visitar o Porto Moniz, a cerca de 35 minutos do centro do Funchal. As piscinas naturais vulcânicas de água salgada são o cartão de visita do concelho, com água cristalina (sempre a boa temperatura) a rebentar nas rochas de lava. O complexo balnear tem uma zona paga (1,50€) com parque infantil, duches e cacifos para guardar os bens pessoais. Estão abertas durante todo o ano. Há outra zona gratuita, sem vigilância, mas onde também é possível mergulhar sem problemas. Esta zona tem ainda uma promenade com cafés, restaurantes e lojas de lembranças e o Centro de Ciência Viva, perfeito para quando já não conseguir aguentar os miúdos mais tempo no clube. Depois da visita às piscinas, pode também ir até ao Miradouro da Santa, com vista para todo o Porto Moniz.

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Comer estrelas Michelin
©DR

21. Comer estrelas Michelin

Há 28 restaurantes com estrela Michelin em Portugal. Dois deles estão na Madeira e são o Il Galo D’Oro e o William. No Bib Gourmand, que distingue os restaurantes que oferecem boa comida a preços mais moderados que aqueles que detêm a insígnia principal, estão também assinalados os restaurantes Armazém do Sal, Casal da Penha, Villa Cipriani, The Dining Room ou Avista.

Visitar as Grutas de São Vicente
©DR

22. Visitar as Grutas de São Vicente

Apesar de formadas a partir de uma erupção vulcânica no Paul da Serra há milhares de anos, só em 1996 é que as grutas de São Vicente abriram ao público. Se tem claustrofobia, talvez este não seja o passeio certo para si, mas se lida bem com espaços fechados, esta é uma visita bem diferente e bonita – o percurso subterrâneo (8€ por pessoa) tem cerca de um quilómetro e a altura vai variando entre os cinco e os seis metros, sendo que tem sempre um guia junto a si para lhe ir contando a história e acalmando os nervos, se necessário. Pelo caminho, vai encontrando nascentes e pequenos lagos de água cristalina, sempre com uma música ambiente. No final do percurso pode visitar o Centro do Vulcanismo, onde há espectáculos audiovisuais a recriar a evolução geológica das grutas bem como a simulação do nascimento do arquipélago da Madeira.

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Sair à noite na Zona Velha
©Facebook/Venda Velha

23. Sair à noite na Zona Velha

Ainda que possa ser armadilha para turistas no que a restaurantes diz respeito – mas provámos e aprovámos o sushi fresco do Hostel Santa Maria (Rua de Santa Maria, 145) –, a zona velha do Funchal é sítio bonito para visitar de dia e à noite. À noite faz lembrar o Bairro Alto, perfeito para beber uns copos com amigos. Sugerimos a Venda Velha (Rua de Santa Maria, 170), que faz a poncha como manda a regra tradicional e tem sempre música e animação ao vivo garantida.

Ir a uma fábrica conhecer os produtos made in Madeira
©Gonçalo F. Santos

24. Ir a uma fábrica conhecer os produtos made in Madeira

Há pelo menos cinco sítios que pode visitar para ver a produção in loco e conhecer melhor a história de produtos da ilha e estamos a falar de propostas tão diferentes que vão do rum aos bordados da Madeira. No Blandy’s Wine Lodge (Avenida Arriaga, 28) poderá explorar os 200 anos de história do vinho Madeira, que continua a ser gerido pela família Blandy, agora com Chris Blandy na linha da frente. Aqui pode pedir uma visita guiada, de segunda a sexta (e esta pode ser em português, inglês, alemão, francês ou espanhol) e dar de caras com os 650 barris e cubas onde envelhecem os melhores vinhos, no tradicional método de canteiro. No final tem direito a prova. No campeonato das bebidas, e não aconselhamos que faça estas visitas seguidas, também pode visitar a Companhia Engenhos do Norte (Sítio Casas Próximas), em Porto da Cruz, e conhecer a produção de aguardente de cana-de-açúcar/rum de acordo com os processos originais e provar, entre as demais, a aguardente branca e a envelhecida 970 Reserva. Na Bordal (Rua Dr Fernão Ornelas, 77) tem o piso de loja, onde pode começar a tratar do enxoval ou complementá-lo, e o piso de fábrica, onde pode ver como ainda tudo é feito como antigamente, com bordadeiras à séria, sem máquinas, e com muito amor e carinho. A Fábrica Santo António (Travessa do Forno, 27) é outra das lojas com produção própria à vista que pode visitar. Foi fundada em 1893 e dedica-se ao fabrico artesanal de doçaria madeirense, que encontra à venda em muitas lojas e até no aeroporto, mas aqui pode pedir para provar e espreitar a produção. Não saia sem o bolo de mel. Por fim, a mais recente fábrica é a da UAU Cacau de Tony Fernandes, cuja primeira loja fica na Rua da Queimada de Baixo, no centro do Funchal. A chocolataria aumentou o volume de negócios brutalmente no último ano e ganhou um espaço maior, um “chocolab” na zona industrial da cidade, onde munido de touca e com um guia, que pode até ser o chocolateiro-mor, pode ver como são pintados os chocolates à mão, como se fazem as formas e descobrir as impressionantes fontes de chocolate. Em breve vão ter também workshops e uma loja para não sair da visita de mãos a abanar.

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Apanhar o barco para o Porto Santo
©Gonçalo F. Santos

25. Apanhar o barco para o Porto Santo

Embora o avião da Madeira para a ilha do Porto Santo seja cerca de 15 minutos, a experiência de ir a bordo do Lobo Marinho é engraçada. Isto se não tiver nem com pressa, nem tiver enjoos a andar de barco. O navio faz este percurso desde 2003 e é impressionante por si só, tendo capacidade para 1153 passageiros e 145 carros, para poder ir de casa às costas se assim o desejar. No interior há restaurante e bares, tabacaria, gift shop, salas de jogos, de cinema ou salões multimédia, qual cruzeiro madeirense. Os valores da viagem começam nos 30€, ida e volta. A viagem dura aproximadamente duas horas e meia e uma vez no Porto Santo, siga até ao Pico de Ana Ferreira, lambuzar-se com lambecas (os gelados mais famosos da ilha, que abrem apenas na época alta), provar o vinho do Porto Santo, fazer umas caminhadas ou simplesmente ficar espojado no areal dourado, a relaxar.

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