Pico, Açores
Rui Soares | Pico, Açores
Rui Soares

O guia completo do Pico: 30 sítios para comer, dormir e visitar

Entre adegas de pedra vulcânica, mergulhos no mar e petiscos locais, eis o roteiro para descobrir a ilha-montanha.

Mauro Gonçalves
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Estamos na segunda maior ilha do arquipélago, vértice de um triângulo que agrega Faial e São Jorge. O Pico, vulcão activo que se ergue a mais de 2300 metros, impõe-se na paisagem. Esta não podia ser mais diferente ao longo da ilha. À medida que rumamos a Este, o postal vulcânico, onde predominam as vinhas e a pedra basáltica, dá lugar a cenários de vegetação luxuriante. A mesma ilha, uma segunda cara.

Com cerca de 14 mil habitantes, o Pico tem uma das densidades populacionais mais baixas dos Açores. A vinha é rainha e soma 500 anos de história. O solo, pouco arável, exigiu trabalho pesado ao longo dos séculos. Com a pedra retirada da terra construíram-se muros para abrir os vinhedos e outras culturas. Os currais são, depois da montanha, a marca mais identitária da ilha, Património Mundial da UNESCO desde 2004. Diz-se, inclusive, que a extensão total dos muretes da ilha equivale a duas voltas à Terra.

Dos hotéis de charme às provas de vinhos locais, das iguarias tradicionais ao fine dining, dos mergulhos em piscinas naturais ao desafiante caminho até ao cume, traçamos o roteiro ideal para quem planeia umas férias na ilha-montanha, com o melhor que o Pico tem para dar.

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Onde comer e beber

  • Pico

Abriu em Agosto de 2025 e é uma ode à cozinha tradicional da ilha – mas com um piquinho a modernidade. É o primeiro projecto próprio de Olavo Pereira, o jovem chef picaroto que quis montar uma cozinha sobre uma base de comida afectiva e receitas de família. A carta é sucinta, muda todas as estações e convoca alguns dos produtos mais humildes, historicamente associados à dieta dos habitantes do Pico – a farinha de milho, a batata-doce, o inhame, a fava seca, entre outros. O peixe é rei, a carne maturada em casa. Até os cocktails de assinatura são pensados a partir de produtos locais, como é o caso da infusão de gin e conchas de lapas, da linguiça caseira e da néveda, um licor típico da ilha. Tudo a pensar nos finais de tarde que, no Verão, se tornam especialmente apetecíveis na esplanada do Atafona. Além de vinhos e outros refrescos, há também um menu de snacks a pensar na ocasião.

  • Pico

É quase uma hora de caminho, pelo menos para os condutores menos habituados à estrada, para chegar da Madalena aos Foros, já nas Lajes do Pico. É lá que encontramos o Bioma, restaurante de fine dining do argentino Franco Pinilla e do açoriano Rafael Melo Ávila. Juntos, construíram uma cozinha assente nos ingredientes que o arquipélago (e sobretudo esta ilha) lhes dá, nos micro produtores da região e no melhor que cada estação do ano tem para oferecer. O resultado são três menus de degustação, preparados a quatro mãos, harmonizados com alguns dos melhores vinhos do Pico. O objectivo é continuar a inventariar tudo o que se cultiva e produz no meio do Atlântico e a alavancar novos negócios e culturas – do café que cresce na ilha à conservação do ramo grande, a raça bovina autóctone dos Açores, cuja carne alimenta o Bioma o ano inteiro. O restaurante tem também a própria horta, onde crescem vegetais, aromáticas e leguminosas. E vai tudo da terra para a mesa.

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  • Pico

Abriu em 2015 e, no ano seguinte, já estava a receber o prémio de Edifício do Ano, da plataforma de arquitectura ArchDaily. É, até hoje, umas das edificações contemporâneas mais emblemáticas do Pico, de tal maneira que até o mar ficou com uma certa inveja e, em 2017, destruiu-o parcialmente. Mas o Cella Bar reergueu-se e continua a ser paragem obrigatória para quem visita a ilha pela primeira vez. Tem uma sala cheia de pinta, um rooftop com vista para o Faial (e para o Pico, se a meteorologia ajudar), vinhos feitos ali à volta, cocktails e um menu de petiscos à altura de ambos.

  • Pico

Desde o início de 2026 que a Azores Wine Company (que já incluía adega e hotel) tem o seu próprio restaurante. Enquadrado numa paisagem que é Património Mundial da UNESCO, o Latitude gira em torno de uma cozinha aberta, chefiada por Rui Batista, uma mesa com lugar para dez pessoas e um balcão que aproxima os comensais de tudo o que acontece nos bastidores. A carta é composta por diferentes menus de degustação, com várias alternativas de harmonização vínica. Afinal, em casa de vinhos, opções não faltam.

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  • Japonês
  • Pico

Numa ilha onde peixe não falta, parecem estar reunidas as condições para servir sushi – e este é o melhor que vai provar por estas bandas. José Sousa é o sushiman de serviço. Trocou a Maia por esta ilha perdida no Atlântico e abriu um restaurante onde só entra peixe dos Açores. A partir daí, a matéria-prima é tratada com todo o respeito. Não espere, por isso, o habitual sushi de fusão, porque a iguaria japonesa segue a linha mais purista. Tudo isto numa sala com ambiente informal e, quando o tempo ajuda, numa esplanada com vista mar.

  • Pico

Se há sítio capaz de lhe proporcionar uma introdução digna à cozinha regional do Pico é este. O Petisca, perto da Cooperativa Vitivinícola, não é só uma mesa de petiscos (passamos a redundância) para ir enganando a fome, é uma mesa de pesadas travessas, daquelas que rendem horas e horas de convívio à mesa. Mas comecemos pelos primeiros. Bolo de milho frito, lapas grelhadas, erva-patinha salteada, favas de festa e linguiça com doce de amora. Outras especialidades são só por encomenda. É o caso das codornizes fritas e do caldo de peixe – uma travessa com diferentes peixes cozidos e um saboroso molho servido à parte, bebido numa malga. Manda a tradição que se junte uma pinga de vinho tinto e que se acompanhe o repasto com batata-doce e pão velho.

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  • Cafés
  • Pico

Não é um restaurante, nem tem pretensões de sê-lo. Apesar de a morada ser um edifício todo moderno, inaugurado em 2016, a Padaria Andrade é um estabelecimento fundado em 1899 – mesmo na viragem do século – e já vai na quarta geração da família Andrade. O fabrico próprio é o grande orgulho desta casa. Aqui, faz-se pão, vários tipos de bolos, biscoitos, chocolates e até granolas para levar para casa.

  • Pico

Aqueles que acreditam que a grelha é uma ciência não podem deixar o Pico sem passar pelo Ritinha. Situado na própria localidade das Lajes do Pico, em plena marginal, este negócio familiar tem no peixe grelhado a sua grande especialidade. E não falha, nem na variedade, nem no ponto. Barrigas de atum, lulas no espeto, espetadinhas de mero, choupa ou bagre – tudo o que vem para a mesa revela um total domínio da grelha. Pergunte sempre pelo peixe que há no dia. Aqui, é o mar que manda.

Coisas para fazer

Subir o Pico

Todas as pessoas fisicamente aptas podem subir a montanha (mediante uma espécie de check-in e pagamento de um valor simbólico na Casa da Montanha, a casa de partida no sopé do Pico), mas, dependendo do nível de preparação e da experiência nestas lides, talvez seja boa ideia fazê-lo na companhia de um guia. Os da Lost in Pico levam-no direitinho ao cume da montanha, que se ergue a 2351 metros de altitude. Afinal, é a montanha mais alta de Portugal.

A meteorologia varia em função da altura do ano, mas levar vestuário e calçado apropriado à missão é indispensável. A subida demora, em média, quatro horas, contando já com a subida do piquinho (recta final, especialmente íngreme, depois da cratera do vulcão). A descida dura, em média, três horas.

A experiência pode ser diurna, com partida da Casa da Montanha às 08.00, mas também nocturna, se o que pretende é ver o nascer do sol lá em cima. Nesse caso, prepare-se para iniciar a subida às duas da manhã. Há também quem prefira pernoitar nas alturas, o que é totalmente permitido por lei – se bem que, nesse caso, a presença de um guia parece-nos honestamente imprescindível. Se quiser sondar outras opções, espreite os préstimos da eXPerience2351, do guia Renato Goulart, ou os serviços da Atipico. É tudo boas companhias.

Ir ver baleias

Estávamos em 1987 quando foi caçada a última baleia no Pico. Dois anos depois, nascia o primeiro projecto de avistamento de baleias (o chamado whale watching), o Espaço Talassa. Da captura à conservação, a empresa foi pioneira nesta área e continua até hoje a levar turistas a passear naquele que dizem ser um dos dez melhores sítios para ver baleias ao vivo, em todo o mundo – baleias e outros cetáceos, como os golfinhos. Tem uma taxa de sucesso de 98% e um pequeno império nas Lajes do Pico: uma loja, um restaurante e um pequeno hotel. Se vai no Verão convém reservar uma saída de observação de cetáceos com antecedência.

Existem outras empresas que se fazem ao mar, entre elas a CW Azores, com sede na Madalena e a operar desde 2007. Além dos passeios para avistar mamíferos marinhos, também o levam a fazer mergulho e a nadar com golfinhos.

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Dar um salto ao Faial (ou a São Jorge)

São as vantagens de se estar num triângulo. A ilha mais próxima é o Faial, à distância de uma viagem de barco que dura entre 20 e 30 minutos, sempre operada pela Atlânticoline. Há mais do que uma embarcação a fazer a travessia do estreito, entre Madalena e Horta – uma é só para passageiros, a outra permite levar também veículos, o que dá um jeitão caso queira alugar carro para andar a passear entre ilhas. Há várias viagens ao dia, mas garanta a sua com alguma antecedência, sobretudo no Verão. Um percurso ronda os 8€ por pessoa, com automóvel fica pelos 31€.

Para chegar a Velas, em São Jorge, a viagem é um pouco mais longa (entre 50 minutos e 1h20) e também mais cara. Se não levar carro, pode partir de São Roque do Pico e fazer a travessia mais breve (cerca de 17€). Se quiser fazer a travessia com viatura própria, já terá de embarcar na Madalena. O bilhete, nesse caso, vai rondar os 44€.

Descobrir a ilha num buggy

Os fãs de velocidade e adrenalina vão certamente preferir percorrer a ilha – ou, pelo menos, uma parte dela – a bordo de um carrinho destes. No que depender da Adega na Quinta Adventures a diversão está praticamente garantida. A começar pelo passeio de uma hora que o leva a conhecer o “lado mais selvagem” da ilha. Se estiver com tempo, embarque no percurso Vaquinhas Felizes. O nome não engana – é uma incursão pelas paisagens rurais do Pico e que inclui parar para assistir ao momento da ordenha. As emoções mais fortes estão no percurso que vai até à Casa da Montanha, ponto de partida para quem quer subir o Pico. Espere um percurso acidentado, com altos e baixos. Por fim, se é mais de sentir o chamamento da vinha, pode sempre percorrê-la por entre quilómetros de muretes. A experiência dura três horas e é feita de aceleramentos repentinos, curvas apertadas, travagens bruscas e muita poeira.

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Andar de bote baleeiro

Outrora usados para caçar baleias, estes barcos de madeira hidrodinâmicos fazem hoje parte do património do arquipélago, em particular desta ilha. Adaptados para barcos de recreio – com mastro e vela, muitas vezes engalanados e muito usados em regatas populares –, os botes baleeiros são a grande especialidade de Filipe Fernandes, que é campeão e capitão da Whaleboat Tales. A par da actividade ligada ao Clube Náutico das Lajes do Pico, é através desta empresa que nos leva a passear – sempre a bordo de um destes botes, claro. Atenção, é preciso o mínimo de perícia para equilibrar a embarcação, dada a sua constituição leve, estreita e esguia. A experiência varia consoante a hora do dia. Pela manhã, o passeio é descrito como sereno. À tarde é rápido e energético. E há ainda a possibilidade de ver o pôr-do-sol a partir do mar.

Adegas e provas de vinho

  • Adegas
  • Pico

A combinação do solo vulcânico com a proximidade do mar torna os vinhos do Pico praticamente inconfundíveis. Que o diga a Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico (que viu recentemente o seu nome abreviado para A Cooperativa), que há mais de 70 anos se dedica à produção de vinho a partir das castas tradicionais brancas. É o maior produtor açoreano com um catálogo de 18 vinhos, entre brancos, tintos, rosés, espumantes e licorosos. As provas acontecem sob marcação, para grupos até 14 pessoas. No horizonte está já a modernização do espaço da cooperativa. As instalações renovadas vão permitir melhorar a experiência de prova, mas também de compra.

  • Hotéis
  • Pico

A adega nasceu em 2014, pelas mãos de Filipe Rocha, Paulo Machado e do enólogo António Maçanita, com o nobre propósito de produzir “vinhos brancos de excelência” e de enaltecer as castas açorianas. Dito e feito. Além de um valor arquitectónico assinalável, a Azores Wine Company realiza provas de vinhos – existem três à disposição e uma quarta que inclui visita guiada. Entretanto, tornou-se também alojamento, composto por cinco quartos e um apartamento T2. A complementaridade entre vinho e pernoita valeu à Azores Wine Company a distinção de melhor enoturismo do país em 2026, pela Associação Portuguesa de Enoturismo.

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  • Adegas
  • Pico

O projecto nasceu em 2017, com Arinto dos Açores a norte e Verdelho a sul. Dois anos depois, um segundo enólogo juntou-se à equipa. Hoje, a Entre Pedras de André Ribeiro e Ricardo Pinto tem um portfólio de nove vinhos de intervenção mínima e uma adega de pedra basáltica, onde decorrem provas de vinhos por marcação. Prefere aparecer, pedir um copo e uma tábua de petiscos? Também pode.

  • Adegas
  • Pico

O enólogo Paulo Machado é uma espécie de entidade omnipresente no Pico. Além de estar envolvido em vários projectos de vinificação espalhados pela ilha, tem a sua própria adega. A Insula nasceu em 2006 e tem hoje grande parte da sua extensão de vinha – 24 hectares, pelo menos – na zona de São Mateus. Depois, tem também vinhas junto ao aeroporto e na zona histórica de Criação Velha. Numa montra com nove referências, predominam os brancos e as castas nativas, embora o enólogo tenha dedicado cada vez mais tempo às castas tintas. Recentemente, começou também a fazer espumante, com uvas da Graciosa.

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  • Adegas
  • Pico

Dentro da adega ou nos 22 hectares de vinha, Tito Silva é o anfitrião. Começou com um pequeno terreno de família e foi comprando as propriedades adjacentes. Hoje, A Cerca dos Frades, nome pelo qual também é conhecida a Tito’s Adega, um vinho monovarietal por cada casta presente na vinha – arinto dos Açores, verdelho e terrantez – e ainda um blend que resulta da mistura das três. Escusado será dizer que a adega abre portas para provas e petiscos, sempre com a vinha de um lado e o mar do outro.

+ Quatro vinhos da Ilha do Pico: um terroir fascinante no meio do Atlântico

5 praias para ir a banhos

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O chão é duro, a rocha negra e o mar apresenta-se num azul límpido em dia de sol. Com um bar mesmo ali, para satisfazer todos os apetites, as Piscinas Naturais da Criação Velha, a cinco minutos da Madalena, são um postal balnear, envolvidas pelos currais de vinha – Património Mundial da UNESCO – e com o Faial lá ao fundo.

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Eis uma estrutura balnear que agrada a todos os gostos. Afinal, as Piscinas Naturais da Furna de Santo António são compostas por piscinas naturais e por piscinas artificiais, de maneira que assim ninguém se chateia. E se o mar estiver menos apetecível, dá sempre para dar umas braçadas.

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É um autêntico refúgio natural, bem ao estilo da paisagem açoriana. A Poça das Mujas, na Calheta de Nesquim, na zona sul da ilha, é uma daquelas piscinas bem escondidas entre as rochas. Durante a época alta, inclui um escorrega virado directamente para o mar.

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É a típica praia açoriana, o que significa: muita rocha, umas rampas de cimento onde estender a toalha e olhos bem abertos para topar águas-vivas (alforrecas) e ouriços do mar. A água até pode ser fria, a falta de areia pode desmotivar, mas o cenário compensa tudo, com a ilha de São Jorge lá ao fundo.

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Mais para os lados de São Roque do Pico, encontra um conjunto de piscinas naturais de fazer inveja a muitas piscinas artificiais – os vulcões e a lava solidificada batem aos pontos o trabalho de muitos ateliers de arquitectura. Na mesma zona, encontra a Praia do Canto da Areia, conhecida por ser o único areal da ilha.

Onde ficar

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  • Pico

Abriram no início de 2026 e destacam-se pelo engenho na hora de projectar novas soluções de alojamento para a ilha. Sofia Barata trocou Aveiro pelo Pico em 2023. Trouxe a família e, de uma casa que estava fechada há 50 anos, fez um novo lar. Hoje, a moradia em Feiteira é também onde recebe os hóspedes dos Abrigos Baleeiros, mas também onde lhes serve o pequeno-almoço. Os quartos ficam mais acima. São seis, no total, semi enterrados na encosta e com os telhados cobertos de vegetação. Além de interferirem pouco na paisagem, a opção ajuda ainda a climatizar os espaços durante todo o ano, dispensando ar condicionado. Esta não foi a única opção ecológica que fizeram – a inclinação do terreno leva as águas dos duches até um sistema de filtragem, de onde são depois enviadas para os autoclismos. Por muito confortáveis que sejam as acomodações, o intuito dos Abrigos Baleeiros é promover o turismo de natureza na ilha – sejam trilhos pedestres ou caiaques no mar.

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Se for antes bater à porta da Aldeia da Fonte, vai deparar-se com seis casas de pedra vulcânica, mais próximas da tradição baleeira do que da exploração vinícola – até há uma antiga vigia onde pode subir para ver se avista algum cetáceo. O ordenamento é um encanto e as vistas para a montanha, de cortar a respiração.

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Em Pontas Negras, no lado sul da ilha, a árvore que predomina na paisagem ditou o nome de um dos alojamentos mais típicos da região, as Casas de Incensos. Voltada para o mar, a encosta verde exibe pequenas casas de basalto negro. A dar o toque final estão as portadas, pintadas de vermelho vivo. Na origem do empreendimento está uma pequena aldeia, morada de três famílias. Ao fim de décadas de abandono, o projecto de recuperação chegou pelas mãos de um arquitecto, que manteve a configuração da antiga aldeia.

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Na verdejante localidade de Santo Amaro, encontramos as Lava Homes – alojamento que tem tanto de idílico como de contemporâneo. São 14 casas independentes, em pedra vulcânica e voltadas para o oceano. Além da sensação de total imersão na natureza, com todas as comodidades deste século, o complexo inclui também uma piscina infinita, uma sauna, um estúdio de yoga e um restaurante chamado Magma.

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Antes que se deixe encantar pela arquitectura deste hotel e queira arrancar já com a família toda atrás, um aviso: a idade mínima para poder fazer check-in neste quatro estrelas superior é 14 anos. Pode, por isso, esperar silêncio e tranquilidade, seja num dos seis quartos com terraço privativo ou numa das cinco suites à disposição, com piscina. Conte ainda com uma piscina interior aquecida e um menu de massagens – para fazer antes, depois ou independentemente da prova de vinhos.

Outras viagens

  • Coisas para fazer

A Associação Bandeira Azul da Europa ultrapassou mais uma vez as quatro centenas de praias premiadas em Portugal, com uma redução de seis bandeiras em relação a 2025. Continua a haver vários areais onde pode estender a toalha com a certeza de que está num lugar em boas condições.

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  • Parques temáticos

Não há nada mais divertido (nem refrescante) do que um parque aquático no pico do Verão. Sim, já sabemos: as filas, os preços, o número de pessoas por metro quadrado. Mas, sejamos honestos, toda a gente guarda na memória pelo menos um dia imensamente feliz num destes recintos. É dos melhores sítios para se estar quando o calor não dá tréguas.

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