Experimentou o Lifestyle e a Cultura e nunca mais quis outra coisa. Bastou uma rápida passagem pela redacção do Público (corria o ano de 2011) para perceber o bem que se está por estas bandas. A Time Out encarregou-se do resto – de o levar a conhecer os cantos à cidade de Lisboa e fazê-lo ganhar um gostinho por lojas, artesãos e novas marcas locais. A moda esteve sempre no topo da lista, dentro e fora da redacção. À mesa, será sempre um eterno dividido entre as modernices do nosso tempo e todos aqueles lugares que pararam no tempo. Se tudo um resto falhar, um bom croquete vai sempre fazê-lo feliz.

Mauro Gonçalves

Mauro Gonçalves

Editor Executivo, Time Out Lisboa

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Articles (228)

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Maio de 2026

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Maio de 2026

Maio é assumidamente dos meses mais quentes do ano – e não estamos a falar de graus celsius, mas sim da intensidade da agenda cultural. A Primavera está no seu auge e os eventos ao ar livre regressam em força. Mas não só – há concertos, festivais de cinema, peças de teatro, exposições, feiras de arte, eventos gastronómicos e festas para dançar até às tantas. São 31 dias de aquecimento para o forrobodó que está por vir (embora já haja bailaricos a espreitar mais para o final do mês, incluindo o Santo António à la Time Out, claro). E lembre-se: quando Maio acabar, o Verão vai estar ao virar da esquina.  Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa  
As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

Chegados a Maio, a agenda começa a rebentar pelas costuras – é para nos irmos habituando, porque o mês que vem a seguir promete ser ainda mais carregado de planos. E por falar em antecipações de Junho, é já este fim-de-semana que acontece o primeiro arraial popular do ano, em Benfica, que arranca mais uma edição do IndieLisboa e que acontecem os tão aguardados concertos de Carminho no Coliseu dos Recreios. Não lhe chega? Tem novas exposições nos museus de Belém e um festival de hambúrgueres na Doca da Marinha. Haja apetite. Recomendado: Fim-de-semana perfeito em família
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

A Primavera pode ser conhecida por deixar os jardins e canteiros da cidade todos floridos, mas o efeito que tem na agenda de exposições não é muito diferente. Este fim-de-semana, há duas razões de peso para rumar a Belém. Uma delas fica no MAC/CCB, que acaba de inaugurar uma exposição antológica de José Pedro Croft. A outra está no MAAT e é o segundo capítulo de um olhar do museu sobre o seu próprio acervo, a Colecção de Arte Fundação EDP. Em Alvalade, arranca mais um Ciclo Narrativa, com uma exposição do mexicano Yael Martínez no espaço da galeria. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As exposições em Lisboa a não perder este mês

As exposições em Lisboa a não perder este mês

Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa. Recomendado: As melhores coisas para fazer com crianças este mês
Mamma mia! 20 presentes para o Dia da Mãe

Mamma mia! 20 presentes para o Dia da Mãe

Somos pela celebração do Dia da Mãe todos os dias do ano, mas encaramos este domingo, 3 de Maio, como um lembrete. E não acredite nas mães que dizem que não ligam nenhuma à data ou que dispensam presentes. A verdade é que sabe sempre bem receber um miminho, ainda mais numa data especial. Não sabe o que oferecer? Não se preocupe e seja generoso, que nós já nos adiantámos no trabalho de casa. Damos-lhe 20 ideias de presentes para o Dia da Mãe, adaptadas ao orçamento de cada um. E ao perfil de mão, já agora. Recomendado: As melhores lojas do Cais do Sodré
Museus em Lisboa: as obras de arte que tem mesmo de ver

Museus em Lisboa: as obras de arte que tem mesmo de ver

Lisboa pode não ter um Louvre, mas não é por isso que os seus acervos museológicos não guardam tesouros dignos de serem vistos ao vivo – e sem o mar de gente que, diariamente, circunda a pobre Mona Lisa. Da Arte Antiga aos autores contemporâneos, da pintura à escultura, passando ainda pelas artes decorativas e pela arte urbana, juntámos as obras de arte que (na nossa humilde opinião) tem de ver ao vivo pelo menos uma vez na vida. E nem sequer tem de apanhar um avião. Está tudo aqui, à mão de semear. Recomendado: Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana
Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores, abertos nos últimos meses. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher.  Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
Dos 5€ aos 300€: presentes de Dia do Pai para todos os bolsos

Dos 5€ aos 300€: presentes de Dia do Pai para todos os bolsos

Dia do Pai é todos os dias, mas temos o 19 de Março a servir de lembrete para os mais distraídos. Sabemos que ninguém gosta de deixar a data passar em claro – nem que seja para poder arrastar o pai para ir jantar fora ou para ir beber um copo. A pensar nisso, fomos às compras, sempre a pensar em todos os orçamentos. Escolhemos as melhores prendas para pais, sejam eles mais clássicos ou desportivos, mais sérios ou descontraídos. Agora, não deixe para a última e aproveite estas 21 ideias de presentes para o Dia do Pai.  Recomendado: As novas lojas em Lisboa que tem mesmo de conhecer
Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses) crescem a olhos vistos. Afinal, o nosso vinho é um dos melhores do mundo e fica bem em diversas ocasiões. Seja para se refrescar a meio da tarde, aconchegar-se ao fim do dia ou até para ganhar balanço numa noite de festa, reunimos os melhores bares de vinho em Lisboa, onde além de conseguir beber um copo (muitas vezes de referências fora da caixa) pode forrar o estômago com alguns petiscos tradicionais. Beber de barriga vazia é que não.  Recomendado: Os 20 melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa
Prepare a cesta! Vai enchê-la nas melhores feiras e mercados em Lisboa

Prepare a cesta! Vai enchê-la nas melhores feiras e mercados em Lisboa

Acredite: Lisboa tem feiras e mercados capazes de agradar a todos os gostos e necessidades. O princípio é sempre o mesmo e passa por trocar lojas e grandes cadeias por estes corredores de bancas, estejam elas a vender hortaliças ou obras de arte para pendurar na parede. Ao ar livre ou dentro de portas, semanais ou mensais, convém estar atento ao calendário para que não lhe escape nada. Damos uma ajuda: neste guia encontra as melhores feiras e mercados que esta cidade tem para dar. Prepare a cesta a vá às compras como antigamente. Recomendado: Lojas históricas em Lisboa – velhas e boas  
Nestas floristas de Lisboa é sempre Primavera

Nestas floristas de Lisboa é sempre Primavera

Jarros, malmequeres, peónias, rosas, frésias, girassóis, narcisos e tulipas. A lista continua, até porque, nas melhores floristas em Lisboa, uma das características é precisamente a diversidade. Mas não basta ter muitas flores – e diferentes. É preciso ter um dom para juntar diferentes espécimes, combinar cores, equilibrar proporções e construir ramos originais, ou então centros de mesa harmoniosos e que encham o olho. Seja para oferecer a quem mais gosta ou para alegrar a casa ou o escritório, tome nota deste roteiro floral: são as nossas floristas favoritas na cidade. E não tem de esperar pela Primavera. Recomendado: As melhores lojas para comprar plantas em Lisboa  
Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Que não lhe faltem opções se a ideia for entrar num bar para se surpreender com a carta de cocktails, ou então ter uma mão-cheia de vinhos escolhidos a dedo à disposição. Em Lisboa, o roteiro de bebidas depois do pôr-do-sol tem crescido – no centro da cidade, ou em localizações mais inesperadas. Se a novidade é o critério que mais valoriza, vá por nós, que acabámos de reunir numa lista os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer. Quanto ao brinde, não podemos fazê-lo por si. Recomendado: Karaoke em Lisboa: sítios para cantar fora do duche  

Listings and reviews (27)

Homecore

Homecore

Alexandre Guarneri conheceu Portugal há 30 anos, na mesma altura em que fundou a sua própria marca de moda e lhe deu um nome que perdura até hoje, Homecore. Disposta em dois expositores, a colecção divide-se entre as linhas masculina e feminina. No vestuário, há um tipo de minimalismo que privilegia os cortes e os materiais. Muitas das roupas são reversíveis e feitas com tecidos provenientes de stocks parados de fábricas portuguesas. Mas há mais para descobrir nesta loja. Veja, os ténis que andam nas bocas do mundo, estão aqui e são, também eles, um projecto de amigos. La Boite Concept, uma marca francesa de colunas, gira-discos e sistemas de som, demonstra uma verdadeira valorização do design, enquanto as cerâmicas de Cécile Mestelan incorporam as linhas de algumas das peças da Homecore. A montra fica completa com a perfumaria e cosmética da bicentenária Buly e com as almofadas do Flores Textile Studio.
Sons of the Silent Age

Sons of the Silent Age

É a última inauguração de Bruno Lopes e Tiago Andrade, também conhecidos como os senhores da moda vintage. A loja que nasceu como projecto fotográfico ganhou um espaço físico, mesmo em plena pandemia. Ao lado de peças mais especiais (o que inclui Chanel, Dior ou Saint Laurent), há peças personalizadas pelos próprios proprietários. Além do espaço na Calçada do Combro, a Sons of the Silent Age também já chegou à Rua do Ouro, no número 172.
Relíquias da Memória

Relíquias da Memória

Mais do que uma loja, este é um daqueles sítios onde nos podemos perder — em épocas e acabamentos, em detalhes e medidas, a visualizar como esta ou aquela peça ficariam lá em casa. Os objectos são às centenas e atravessam séculos de história. No espaço anteriormente ocupado pela República das Flores, as peças de decoração, mobiliário e luminária são a perder de vista. Há de tudo um pouco: arte sacra, móveis oitocentistas, candeeiros da década de 60, porcelanas orientais, lustres, letreiros e até um antigo posto de gasolina.
Boudoir Vintage Boutique

Boudoir Vintage Boutique

Entrar na Boudoir Vintage Boutique é como afastar a cortina que separa esta antiga sala, reservada à intimidade feminina, do resto da casa. Entre corpetes cor-de-rosa, luvas de renda, camisas de noite e combinações de toque sedoso e robes acetinados, a abertura da loja, em Abril de 2021, veio aumentar o nível de especificidade dos espaços já dedicados ao segmento da segunda mão em Lisboa. Aqui, brilha a roupa interior. A roupa interior não é a única coisa à venda na Boudoir Vintage Boutique. Como complemento, existem expositores com outras peças em segunda mão, algumas com assinatura de designer. 
Studiorise

Studiorise

É no estúdio onde tudo acontece. É escuro, tem capacidade para 20 pessoas e está equipado com um sistema de som digno de uma pista de dança. Porém, dançar só mesmo com os pés atarraxados nos pedais. Sim, porque estas aulas exigem calçado próprio, disponibilizado pelo estúdio e a fazer lembrar as velhas idas ao bowling. O studiorise abriu em Outubro de 2021 com uma versão festiva das habituais aulas de cycling. São 45 minutos non stop, o que significa que tem de ir preparado para suar em bica, do princípio ao fim. Não se preocupe porque no escurinho da sala não dá para ver nem a pessoa que está ao lado. Quanto à música, tudo depende de quem dá a aula. A trupe de instrutores é a jóia da coroa do Studiorise. São sete e cada um leva para o estúdio os seus ritmos favoritos.
American Vintage

American Vintage

Foram anos a conquistar a clientela lisboeta com um estilo minimalista de inspiração mediterrânica. Em 2021, a francesa American Vintage decidiu expandir-se na capital portuguesa e abrir uma loja na artéria mais luxuosa da cidade, a Avenida da Liberdade. Com cerca de 150 metros quadrados, o espaço reúne as colecções feminina e masculina da marca e faz parte de um plano de novas aberturas que contempla várias cidades europeias.
Drogaria Oriental

Drogaria Oriental

Quem diria que a loja que vende as famosas toucas às flores já tem mais de 120 anos? Nada mal. Ao contrário dos velhos negócios familiares que passam de pais para filhos, entre os três proprietários que a Drogaria Oriental já teve, não há qualquer parentesco. Nas prateleiras mantêm-se as especialidades da casa e não há grande superfície que lhes faça sombra. São escovas de fios de seda, sabonetes Ach. Brito, cremes Benamôr, perfumaria avulsa (ainda com os frascos antigos) e, claro, as toucas que um dia Cristina Ferreira descobriu e que, depois disso, começaram a sair que nem pão quente para todos os pontos do país. E o balcão é mesmo o original.  
Galeria Underdogs

Galeria Underdogs

Nascida em 2010 num armazém colossal do Braço de Prata, por aí passam alguns dos mais mediáticos artistas da actualidade. Dantes, o grande corpo artístico que é a Underdogs vivia com um pé em Marvila e outro no Cais do Sodré, mas os pés juntaram-se para caberem todos dentro do armazém na Rua Fernando Palha. Se antes havia duas casas a albergar obras de arte, agora passa a haver só uma – a Underdogs Art Store está agora instalada em Marvila, junto da galeria que sempre esteve por ali. Além disso, há também a Underdogs Capsule, dedicada a pequenas exposições e projectos experimentais.
Smile You Are in Spain Studio Part I

Smile You Are in Spain Studio Part I

Não, esta exposição não é financiada pelo Instituto de Turismo de España, embora a campanha publicitária lançada em 2004 tenha inspirado, e muito, o artista em questão. O objectivo foi, desde o início, ter magotes de gente a passar férias pelo país inteiro. Ora, o português Luís Lázaro Matos fez-lhes a vontade. Pisou os cenários paradisíacos dos anúncios e olhou para a forma como a paisagem, as tradições, as pessoas e a arte depressa são convertidas em coisas pontas a consumir. Daí, nasceu “Smile You Are in Spain Studio”. A primeira parte acaba de inaugurar na galeria Madragoa; a segunda, na forma de uma instalação performativa, vai ter de esperar até dia 24 de Fevereiro, dia em que arranca mais uma edição da ARCO, em Madrid. Mas, afinal, que postais trouxe o artista desta gincana por terras espanholas? Bem, talvez seja melhor saber primeiro o que levou na mala. Um smile e, por oposição, O Grito, de Edvard Munch, aqui, símbolo do amargo de boca trazido pela crise económica que bateu à porta, anos depois. A obra-prima foi à praia, tirou fotografias e agora o cenário veraneante veio para Lisboa, com paredes amarelas, desenhos na fachada da galeria e com a música “Hay Que Venir Al Sur”, de Raffaella Carrà, a ecoar ao longo da exposição. Vídeo, fotografia e desenho abrem o apetite para ver o capítulo seguinte. Até lá, é na Madragoa que o Verão espanhol estende a toalha.
Second Chance

Second Chance

Para João Figueiredo, não há como o retrato clássico. É no meio de intrigas palacianas e caprichos da nobreza que o artista ocupa a Galeria Espaço Arte Livre até meados de Janeiro. Nos últimos anos, este tem sido o cenário trabalhado por João e o resultado é agora trazido para a Avenida. Há uma instalação e um vídeo, mas é nas pinturas que o autor desafia os visitantes e desvendarem as histórias das personagens que lhe têm povoado o imaginário. Da condessa de peitos fartos e olhar superior ao barão de ar comprometido, em alguns casos as expressões denunciam que estão ligados entre eles e pelas razões mais rocambolescas. A relação de quem visita “Second Chance” com as pinturas é, por isso, imediata, numa espécie de big brother setecentista. No final, muito fica por desvendar, não fosse o artista um perito em aguçar curiosidades.
Barahona Possollo

Barahona Possollo

Depois do retrato oficial do ex-presidente da República, já muita tinta correu do pincel de Carlos Barahona Possollo. Ainda assim, esta é a primeira exposição do pintor, desde que a obra-prima veio a público, momento a que o próprio chama de “impacto mediático”. Se o nome continua fresco na cabeça dos lisboetas, isso só o número de entradas no Espaço Cultural Mercês o dirá. O que garantimos, desde já, é que Barahona Possollo volta ao Príncipe Real em preparos bem diferentes dos da última vez. O homoerotismo esbateu-se. Há corpos sim, mas muito mais próximos do nu mitológico, daquele que tem as curvas e protuberâncias todas no sítio, mas que não faz corar tanto. Dado o primeiro aviso, o segundo: aqui, o pintor diversificou o formato. Mal entramos, tanto damos de caras com o rapaz saudável com meia melancia (do mais próximo dos trabalhos anteriores de Possollo que vai ver por aqui), como nos apercebemos da quantidade de pequenas telas espalhadas pelas paredes. É caso para dizer que o artista se rendeu ao encanto das coisas pequenas. “Sinto que nos quadros pequenos posso arriscar mais do que nas grandes telas. Nessas, acho que não me dou tanta liberdade”, explica. E quando olhamos de perto, o realismo de Barahona Possollo ganha outros ares. Atraído pela mancha impressionista, passou o último ano de volta de paisagens: falésias, rochedos, colinas e, em dois casos muito particulares, a cidade de Lisboa. Ao longo dos quase 30 quadros, a figura humana ficou para segundo plano, numa
Pontas Soltas

Pontas Soltas

O senhor da imagem está bem, não se preocupe. Por estes dias, a loja e galeria Mona, nas Janelas Verdes, recebe a exposição “Pontas Soltas”, de Ivo Purvis, mais uma mente criativa da publicidade que se deu conta de que o que faz todos os dias talvez tenha o seu quê de artístico. E parece que algumas boas ideias não se chegaram a conveter em anúncios. Aqui, a avalanche de bonecada foi inevitável. Homem dos Bonecos é uma das imagens que pode ver durante as próximas semanas.

News (951)

Teatro, performance, cinema. Tudo em várias salas ao mesmo tempo no Temps d’Images

Teatro, performance, cinema. Tudo em várias salas ao mesmo tempo no Temps d’Images

Dividido em dois momentos, o Temps d’Images regressa para a sua 24.ª edição. De 21 de Maio a 7 de Junho e de 8 a 31 de Outubro, o festival que agrega cinema, performance, teatro e instalação conta, este ano, com cinco espectáculos em estreia absoluta e sete estreias em Lisboa, num total de 14 criações. Quanto aos palcos por onde o programa do Temps d’Images vai passar, encontramos casas privadas, teatros e galerias, entre outros. No Planetário da Marinha, nos dias 21, 22 e 23 de Maio, estaciona Hotel Paradoxo, "experiência que cruza, cinema e astrofísica" concebida por Alex Cassal. O dramaturgo apresenta uma hipotética viagem no tempo, com Marco Mendonça como protagonista. Má Criação'Hotel Paradoxo', de Alex Cassal Outra estreia em palcos lisboetas é Quando os Anjos Falam de Amor (21-24, 27-29 de Maio), performance-ritual com quatro actores, que vai entrar em casas privadas previamente inscritas. Incursões anteriores deram origem ao documentário, com o mesmo título, realizado por Maria João Guardão e apresentado em antestreia a 31 de Maio, na Duplacena77. Pela primeira vez em Lisboa é também apresentado o espectáculo Souvenir, de Tiago Cadete. A investigação da história da migração da sua família paterna para França na segunda metade do século XX vai a cena no Teatro Ibérico, nos dias 28 e 29 de Maio. A mesma sala acolhe Ao longe, o fim do mundo, do colectivo Retorno Contínuo, nos dias 5 e 6 de Junho. No texto, da autoria das irmãs irmãs Beatriz e Leonor Wellenkamp Carretas
Com visitas e sessões de jardinagem, vêm aí dois fins-de-semana de Jardins Abertos

Com visitas e sessões de jardinagem, vêm aí dois fins-de-semana de Jardins Abertos

Maio é mês de Jardins Abertos. Nos dias 23, 24, 30 e 31 de Maio, o programa volta a convidar o público a entrar em jardins e espaços verdes de Lisboa, seja em visitas guiadas ou visitas livres e, assim, ficar a conhecer melhor e valorizar o património verde da cidade. Entre palácios, hortas comunitárias, florestas urbanas e projectos de vizinhança, o programa é totalmente gratuito. Há cinco novos espaços para conhecer este ano – o Jardim Comunitário da Escola Gil Vicente, o Jardim da Liga para a Protecção da Natureza, ao Bairro da Bela Flor, a Quinta do Ferro e a Rua Cidade de Manchester, num total 20 locais. A lista volta a incluir jóias roteiro verde da cidade, como é o caso da Estufa Fria, do Jardim Gulbenkian, do Parque Florestal de Monsanto e do Parque Botânico do Monteiro-Mor, mas também lugares nem sempre visitáveis, como o Jardim do Tribunal Constitucional e o Jardim da Procuradoria Geral da República. Durante os quatro dias de Jardins Abertos, as oficinas prometem ocupar o público determinado a pôr as mãos na massa. Haverá sessões dedicadas à permacultura urbana, à fotografia de jardim, compostagem, pintura, desenho e plantas aromáticas. O programa inclui ainda actividades para famílias. O Meu Primeiro Herbário, Construção de Terrários, Missão Polinizadores e Os Óculos Mágicos do Jardineiro são algumas das sessões propostas para envolver os mais pequenos e as respectivas famílias nestes dias dedicados aos espaços verdes em meio urbano. Outro dos destaques do alinhame
Do Galeto aos Pastéis de Belém, Open House segue o rasto da arquitectura, mas também da comida

Do Galeto aos Pastéis de Belém, Open House segue o rasto da arquitectura, mas também da comida

A fórmula é simples e de sucesso: visitas guiadas por arquitectos e outros especialistas em urbanismo e património em espaços onde, em alguns casos, não temos a oportunidade de entrar. A 15.ª edição do Open House Lisboa mantém a dinâmica e acontece nos dias 9 e 10 de Maio para mais uma ronda pelo manancial arquitectónico lisboeta. Com o historiador Anísio Franco e a arquitecta Mariana Sanchez Salvador como comissários, a edição deste ano tem como tema "Sobre Arquitectura e Comida" e desafia-nos a conhecer 77 espaços da cidade, sendo mais de metade – 42 – uma novidade no roteiro. As estreias não ficam por aí. Há cinco novos percursos urbanos, um passeio sonoro narrado pela jornalista Alexandra Prado Coelho, um programa de actividades paralelas e actividades para os mais pequenos. "As cidades e a arquitectura foram, desde a sua origem, pensadas para responder às necessidades essenciais da humanidade, como o abrigo e o acesso a recursos básicos, como a água e a alimentação. Esses factores moldaram historicamente a sua localização, estrutura e desenho, mas também a sua magia. São essas dimensões da cidade que os visitantes irão descobrir nesta edição do Open House Lisboa", referiu José Mateus, presidente da Trienal de Arquitectura de Lisboa, citado em comunicado. Quais os novos sítios a visitar? Comecemos pelos novos espaços. São 42 e entre eles estão lugares como a Cervejaria Trindade, as fábricas dos Pastéis de Belém, da Gleba e da Dois Corvos, o Mercado da Ribeira, o Galeto, a
A celebrar 10 anos, MAAT expõe tesouros do acervo – todos de artistas nacionais

A celebrar 10 anos, MAAT expõe tesouros do acervo – todos de artistas nacionais

Em Fevereiro, o MAAT continuava em clima de festa. O décimo aniversário, formalmente celebrado em Outubro do ano passado, deu origem a um programa expositivo especial, que culminou na inauguração de "Turn Around. Um olhar sobre a Colecção de Arte da Fundação EDP". Mas a selecção de obras apresentada no início do ano era apenas uma primeira e tímida amostra do que estaria por vir. Esta quarta-feira, 29 de Abril, inaugura a segunda parte de uma exposição que coloca o foco sobre o acervo da casa e que ocupa várias salas do edifício da antiga Central Tejo (MAAT Central). Entre pintura, escultura, fotografia e vídeo, são mais de 60 obras (totalizando cerca de 90) de 58 artistas, numa viagem pela produção de arte contemporânea em Portugal, da década de 60 aos dias de hoje. "O público merece ver as exposições dos museus. Não só merece, como reclama – as pessoas querem ver as exposições dos museus. Num inquérito que fizemos, percebemos que uma das coisas que as pessoas queriam era ver as obras que guardamos e os artistas que temos", assinala João Pinharanda, director do museu e co-curador da exposição, ao lado de Margarida Almeida Chantre e Sérgio Mah, que no próximo mês assume a direcção do CAM Gulbenkian. Bruno Lopes Enquanto a primeira parte da exposição privilegiou obras de maior escala, algumas do território da instalação, a segunda abre espaço para os formatos mais clássicos e bidimensionais, como a série fotográfica de Jorge Molder (originalmente composta por 13 fotografias,
Está na altura de apanhar o elevador do Hotel Mundial – rooftop reabre a 30 de Abril

Está na altura de apanhar o elevador do Hotel Mundial – rooftop reabre a 30 de Abril

A Primavera instalou-se e com ela os primeiros ecos da reabertura de terraços e esplanadas na cidade. Depois de o IDB ter marcado a grande reabertura para 24 de Abril e do restaurante Casa do Lago by SOI já ter anunciado mais uma temporada no jardim do Pestana Palace, eis que o Rooftop Bar Mundial também regressa para mais uma época de copos e fins de tarde nas alturas. A vista é a de sempre. A partir deste nono andar do Martim Moniz, alcança-se o rio, o castelo e a Baixa Pombalina. Na carta, o forte continuam a ser os cocktails de clássicos, mas também os petiscos. A reabertura oficial acontece na quinta-feira, 30 de Abril, mas vai ser preciso esperar pelo mês seguinte para ver retomadas as Golden Hour Sessions. Sempre às quartas e sextas-feiras, há DJ sets e actuações ao vivo. Entre as 18.30 e as 21.30, o ambiente é de festa no último andar do Hotel Mundial, a começar pela primeira sessão, dia 8 de Maio, com Pedro Orvalho e Diogo Mendes (envolve guitarra portuguesa). Nem só de música ao pôr-do-sol se faz este terraço. A partir das 12.30, servem-se também almoços. Convém ainda ficar atento às happy hours – um copo ou outro sempre acompanharam bem os fins de tarde. Praça do Martim Moniz, 2 (Martim Moniz). 10.30-23.00 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Yoga, treino funcional, banhos gelados e acupuntura. Neste ginásio nem o surf fica de fora

Yoga, treino funcional, banhos gelados e acupuntura. Neste ginásio nem o surf fica de fora

O que vemos da rua é, no mínimo, intrigante – uma sala pintada de terracota, pranchas de surf alinhadas e um balcão que se assemelha a uma cafetaria. Mesmo depois de entrarmos, nada nos diz que forma óbvia que estamos num ginásio. Mas estamos, só que num ginásio muito à frente. Movimento, recuperação, nutrição, comunidade e natureza são os pilares que sustentam o Aimara, um clube de membros na Calçada da Estrela, projecto idealizado pelo italiano Niccolò Bagarotto, praticante de surf que também já competiu no ski. Na base de tudo está o conceito de longevidade. "Não no sentido de viver o máximo de anos possível, mas mais como é que, no tempo que vivemos, podemos viver de uma forma saudável e activa, aproveitando a natureza. E vem daí, de ter um espaço onde podemos ajudar as pessoas a trabalhar nessa longevidade", explica Catarina Pereira Coutinho, investidora e parceira de negócio. Giorgia Rossi De volta aos cinco pilares, começamos pelo movimento. O Aimara é muito maior do que aparenta. À medida que exploramos o resto do espaço, descobrimos balneários e um estúdio para aulas. Animal Flow – sessão de treino de mobilidade inspirado na locomoção de quadrúpedes –, pilates, yoga e Movement são as principais opções para quem quer alinhar numa aula de grupo. Existem ainda aulas de condicionamento para surfistas (daí as pranchas à porta) e artes marciais. No total, são 14 os instrutores. No final do corredor, encontramos a sala das máquinas – o ginásio propriamente dito. Além de
O Village Underground faz anos e vai celebrar com 15 horas de festa

O Village Underground faz anos e vai celebrar com 15 horas de festa

Há 12 anos, Mariana Duarte Silva concretizava o sonho de erguer um polo criativo e cultural ali para os lados de Alcântara, usando velhos autocarros e contentores como escritórios e bares. O Village Underground mantém-se de pé e, no dia 9 de Maio, convida para uma festa de aniversário que se estende da tarde de sábado à madrugada de domingo. O alinhamento ainda não foi revelado, mas sabe-se que envolverá música, arte, performance, exposições e outras experiências, com a presença de artistas nacionais e vindos de outras paragens. A programação será contínua ao longo de 15 horas, distribuída entre os espaços do Club, da Esplanada e do Beco. A entrada é gratuita, mediante registo prévio e sujeita à lotação do espaço. Avenida da Índia, 52 (Alcântara). Sab 9 Mai 15.00-06.00. Entrada livre 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
IDB Rooftop by Mīrārī reabre com programação para toda a família

IDB Rooftop by Mīrārī reabre com programação para toda a família

Está marcada para esta sexta-feira, 24 de Abril, a reabertura do IDB Rooftop by Mīrārī, terraço de dimensões generosas, localizado entre os Olivais e Moscavide, que fecha portas durante o Inverno para regressar aos primeiros raios de sol. Para a primeira de muitas noites no topo do Innovation & Design Building Lisbon, a proposta é um serão dançante, com petiscos à mistura. A Tropicana Open-Air acontece das 17.00 à 01.00, com curadoria musical da Tropicana Records e da Oasis Records e um alinhamento que promete paragens em várias estações – house, ritmos brasileiros ou UK garage. Vicky P, C4stro, Ramirezz e Martim Tonic são os nomes em cartaz. Ao serviço dos convidados estará o leque gastronómico da casa. Do ano passado vêm clássicos como os hambúrgueres do Dedé e as pizzas do Irmão Zap. A novidade deste ano é também do campeonato da street food e chama-se Mais do Mesmo - Pregaria. O evento é de entrada livre, mas é necessário inscrever-se previamente. Um fim-de-semana para toda a família A liberdade é o mote para o programa de sábado, ou não fosse dia 25 de Abril. A agenda fica marcada pelo MiniRari | Cravo Market, evento para famílias dedicado à "partilha, criação e descoberta". O mercado inclui bancas de algumas marcas, mas também workshops e outras actividades em torno da arte e da gastronomia. O evento acontece entre as 10.00 e as 18.00. Para as 15.00 está marcado um quiz: o Quiz dos Pedros. Domingo, 26 de Abril, é dia de Sunset on Wheels. O terraço abre-se a patinadores
Casa do Lago by SOI: o asiático do Pestana Palace reabre esta semana

Casa do Lago by SOI: o asiático do Pestana Palace reabre esta semana

Nem vai ser preciso esperar pelo Verão. É já esta quinta-feira, 23 de Abril, que o restaurante pop-up Soi, que no ano passado ocupou a Casa do Lago do Pestana Palace, reabre para mais uma temporada de pratos asiáticos, cocktails e refeições ao fresco. Depois de uma primeira edição, a experiência repete-se, fiel ao conceito que o restaurante já pratica no Cais do Sodré – o de street food asiática –, enquadrado num cenário idílico em plena cidade. A informalidade da carta mantém-se, mas com novidades face ao ano passado. Entre elas, o bao de porco desfiado (12€), o nam pla de atum (28€), o cracker de arroz e corvina (19€), a garoupa com caril chakran (32€) e o kung pao beef (25€). Além das cartas de almoço e jantar, o Casa do Lago by SOI tem ainda um menu executivo, composto por um prato do dia, couvert, uma bebida e café. Custa 30€ por pessoa. DRMaurício Vale "Estamos num edifício em tons avermelhados, cheio de janelas e com elementos de inspiração oriental. O casamento com a cozinha do chef Maurício Vale é, por isso, perfeito. Rodeada por um jardim romântico de finais do século XIX, período em que o Marquês de Valle-Flôr ergue aqui a sua pequena Versalhes, a antiga casa de chá da propriedade esteve até há pouco reservada a eventos excepcionais", escreveu a Time Out no Verão do ano passado, a propósito da primeira edição deste pop-up. À semelhança do ano passado, a música faz parte do cardápio. Sobretudo à sexta-feira, dia que contará com Stuart, Elena Eskina, Davide Pinheir
Cinema ao ar livre: Black Cat anuncia mais de 120 filmes até Outubro

Cinema ao ar livre: Black Cat anuncia mais de 120 filmes até Outubro

Com o bom tempo, Lisboa volta a declarar aberta a temporada dos ciclos de cinema ao ar livre. A Black Cat Cinema nem espera pela chegada do Verão e estreia um novo ciclo já no dia 13 de Maio. Durante cinco meses, vai alternar entre o claustro da Igreja da Graça e o terraço do Palácio do Grilo. São mais de 120 filmes que compõem o ciclo de 2026 – cerca de metade exibidos pela primeira vez pela Black Cat Cinema. Quanto aos filmes escolhidos, são uma "celebração da cultura pop", segundo a organização. As sessões acontecem sempre às 19.00. As datas, filmes e locais podem ser consultados online. A sessão de estreia, a 13 de Maio, na Graça, acontece com Batalha Atrás de Batalha, que este ano recebeu o Óscar de Melhor Filme. Destaque ainda para a sessão de 18 de Maio, no Palácio do Grilo, com Saltburn. A comédia negra de Emerald Fennell é projectada em grande tela pela primeira vez em Portugal. De volta aos filmes premiados, o cartaz deste ano inclui fitas como Foi Só Um Acidente (8 Jul), filme iraniano vencedor da Palma de Ouro em Cannes, O Agente Secreto, o sul coreano Sem Alternativa ou ainda a produção norueguesa Valor Sentimental, estes três ainda sem data. Também Anora, premiado com o Óscar de Melhor Filme em 2025, vai ser exibido a 19 de Maio. Com sessões já anunciadas até Julho – e bilhetes a 15€ –, há espaço no calendário para clássicos como Pulp Fiction (20 Mai), A Vida é Bela (3 Jun), 10 Coisas de Odeio em Ti (21 Jun), que contará com a presença do produtor executivo Seth
A arte e a alta-costura na mesma sala. A nova exposição da Gulbenkian é um elogio à beleza

A arte e a alta-costura na mesma sala. A nova exposição da Gulbenkian é um elogio à beleza

As paredes foram pintadas de preto e os focos de luz estrategicamente apontados. Tudo foi pensado para enaltecer as peças em exposição, não dando margem para distracções. É fácil seguir este plano à medida que percorremos a sala. "Arte & Moda", que abre ao público este sábado, 18 de Abril, no Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, apresenta cerca de 140 peças de alta-costura ao lado de tesouros do acervo do museu (que reabre este Verão, depois de mais de um ano fechado para obras). O diálogo entre as duas é essencialmente estético, mas também histórico ou conceptual. E é sempre rico, sublimado pelo virtuosismo de mestres como Rembrandt, Rubens e Monet e pela excelência de criadores como Dior, Balenciaga e Alaïa. Um projecto único na história do museu, nas palavras de Xavier F. Salomon, que no início deste ano tomou posse como director do Museu Gulbenkian. Mas também o resultado de um longo trabalho de pesquisa, como recorda António Filipe Pimentel, ex-director do museu. Pedro Pina "Nasceu da ideia de que, ao contrário do que se imagina, o Sr. Gulbenkian era um homem fascinado pela moda. A moda tinha, para ele, o mesmo encanto que toda a arte. A partir daí, desafiei o Eloy Martínez de la Pera Celada a fazer esta exposição. Foram anos de trabalho – a exposição foi evoluindo e evoluindo até chegar a este grande momento das comemorações dos 70 anos da fundação", assinala António Filipe Pimentel, que vê assim inaugurar a última exposição programada por si enquanto direct
De galeria a estúdio – Underdogs recebe cinco artistas em residências abertas ao público

De galeria a estúdio – Underdogs recebe cinco artistas em residências abertas ao público

Já arrancou o mais recente projecto da Underdogs, em Marvila. Desde 10 de Abril que Rita João, co-fundadora do Pedrita Studio, ocupa o espaço da galeria, usando-o como espaço de criação e produção artística. Até dia 17 de Abril, a artista portuguesa é o primeiro de cinco nomes desafiados a integrar "The Studio", um programa de residências durante o qual a galeria permanece aberta ao público. Quem aparecer poderá, assim, ver os artistas em acção. Trata-se de um "formato centrado no processo, na proximidade e no acesso público", como refere a galeria em comunicado. Focada no universo da arte urbana e nas práticas artísticas que com ele mantenham afinidades, a galeria convidou cada um dos artistas a desenvolver in situ um "conjunto de obras únicas em papel". Cada um dos cinco artistas fará do espaço o seu próprio estúdio durante uma semana. "Ao longo dos anos, a Underdogs tem crescido ao lado dos artistas com quem trabalha, através de exposições, obras em espaço público, edições e uma troca contínua de ideias. O que permanece destas colaborações é uma linguagem partilhada: uma forma de cumplicidade construída ao longo do tempo, assente na confiança e na experimentação. Esta residência abre uma janela para essa relação", afirma Pauline Foessel, mentora da galeria, no seu texto curatorial. Depois de Rita João, será a vez de Tamara Alves (18 a 24 de Abril). Seguem-se Nuno Viegas (28 de Abril a 2 de Maio), ±MaisMenos± (5 a 8 de Maio) e, por fim, Wasted Rita (9 a 14 de Maio). Durant