Experimentou o Lifestyle e a Cultura e nunca mais quis outra coisa. Bastou uma rápida passagem pela redacção do Público (corria o ano de 2011) para perceber o bem que se está por estas bandas. A Time Out encarregou-se do resto – de o levar a conhecer os cantos à cidade de Lisboa e fazê-lo ganhar um gostinho por lojas, artesãos e novas marcas locais. A moda esteve sempre no topo da lista, dentro e fora da redacção. À mesa, será sempre um eterno dividido entre as modernices do nosso tempo e todos aqueles lugares que pararam no tempo. Se tudo um resto falhar, um bom croquete vai sempre fazê-lo feliz.

Mauro Gonçalves

Mauro Gonçalves

Editor Executivo, Time Out Lisboa

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Articles (228)

As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

Agora com temperaturas bem mais amenas, Julho presenteia a cidade com o melhor da agenda ao ar livre. Entre o fresquinho de galerias e museus e as propostas musicais ao cair da noite, o refresco serve-se sob a forma de arte, música, cinema, teatro e gastronomia. Enquanto os termómetros sobem e descem, continua a haver exposições para todas as sensibilidades artísticas, concertos vibrantes, cinema ao ar livre um pouco por toda a cidade e novos restaurantes para pôr o paladar à prova. Organize-se, caso contrário dois dias não vão dar para tudo. Recomendado: Fim-de-semana perfeito em família
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Em Julho sobem as temperaturas e os museus e galerias surgem como oásis, não apenas de arte e cultura, mas também no sentido térmico. E opções não faltam, para todas as sensibilidades artísticas, mesmo que o ritmo de inaugurações abrande. Não é o caso desta semana, contudo. Reabre o Museu Gulbenkian – o grande acontecimento deste fim-de-semana na cidade. Está renovado, fica aberto até à meia-noite e a entrada é gratuita até 26 de Julho. Na Culturgest, a retrospectiva de João Penalva foi prolongada por mais uma semana. Pode ser visitada até domingo e vai ter uma visita guiada no sábado. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As novas lojas em Lisboa que tem mesmo de conhecer

As novas lojas em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Lisboa não pára de somar novos balcões e montras que merecem uma visita. Entre marcas nacionais empenhadas em promover um consumo sustentável, uma nova vaga de lojas de segunda mão, roupa para ir a banhos, cosmética coreana – e até um gigante da fotografia –, o roteiro de compras está em permanente renovação. Para que não lhe escape nada, passamos a cidade a pente fino e reunimos os espaços mais surpreendentes que abriram portas nos últimos meses. Prepare a carteira e vá para a rua conhecer as melhores novas lojas de Lisboa. Recomendado: Estas livrarias em Lisboa dão-lhe mais que fazer
O tecido do futuro, sem efeitos secundários

O tecido do futuro, sem efeitos secundários

Este artigo foi originalmente publicado na edição de Primavera 2022 da Time Out Lisboa. Só através do toque é possível perceber a real robustez do cânhamo. Numa pequena loja do Príncipe Real, Elsa Lima examina cada peça como se fossem páginas de um mesmo livro. As notas poéticas ficam para mais tarde – são os detalhes técnicos a prioridade desta designer de moda. Em 2019, criou o Cura, um estúdio com um propósito bem definido: propor um guarda-roupa intemporal, produzido localmente e com uma pegada ambiental reduzida. “O Cura nasce com este compromisso de criar um vestuário cuidado e de dignificar o cânhamo. Ele tem sido trabalhado por grandes marcas de forma muito pontual. Achei que estava na hora de ter o papel principal”, explica em conversa com a Time Out. Tudo começa num pequeno estúdio lisboeta, onde esboços, moldes e amostras de tecidos fazem parte da rotina de trabalho. “Não há stock, praticamente, fazemos tudo por encomenda ou para colocar em quantidades muito limitadas em alguns pontos de venda. E a produção é feita em pequenos ateliers da região de Lisboa.” O cânhamo é, de facto, o protagonista, mas não o único actor desta trama – é preciso equilibrar os tecidos com porções, ainda que menores, de algodão orgânico, seda e poliéster reciclado. Um processo que tem lugar do outro lado do mundo, na China. ©Ricardo Lopes Elsa começou por estudar esta fibra ao detalhe. Como gosta de dizer, faz parte da “primeira fornada” do curso de Design de Moda da Faculdade de Arquit
Não serve a um, serve a outro: sete lojas de segunda mão para crianças

Não serve a um, serve a outro: sete lojas de segunda mão para crianças

A economia circular baseia-se na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de energia e materiais. No fundo, substitui o conceito de “final de vida útil” da economia linear e, no que à moda diz respeito, contraria o impacto negativo provocado pela indústria têxtil. Mas como? Bem, através da venda e compra de artigos em segunda mão, por exemplo. Ao dar-lhes uma segunda ou terceira vida estamos a combater o consumismo e a salvar o planeta. Se não acredita, não se preocupe: estes sete projectos que reunimos explicam-lhe tudo. Recomendado: Comprar usado? Descubra estas lojas online de segunda mão
Na moda, na arte e no design, eles são mestres de colecção

Na moda, na arte e no design, eles são mestres de colecção

Luz não falta neste último andar lisboeta. Estamos em São Bento, onde a pacatez das pequenas ruas contrasta com o alvoroço dos principais eixos da cidade. Aqui, a vida segue praticamente imperturbável, além de preenchida e colorida. Mais pé-direito houvesse e Sofia Tillo saberia exactamente o que pendurar. Afinal, são já mais de dez anos a comprar arte e o mínimo que uma coleccionadora pode exigir da sua nova casa é que tenha muitas e generosas paredes para encher a seu bel-prazer. “Lembro-me da primeira peça que comprei. Foi um estudo para um quadro grande de uma artista chamada Caroline Walker. Apaixonei-me e queria mesmo comprar aquilo. Foi a primeira coisa que comprei e que era mesmo uma peça de arte, um original, uma coisa única. Custou 900€, nunca me vou esquecer”, recorda. Este artigo foi originalmente publicado na edição de Verão 2023 da Time Out Lisboa.
Estas jóias são para eles

Estas jóias são para eles

Pulsos, decotes, dedos e lóbulos – se há anatomias universais são aquelas em que as jóias vão ao encontro do corpo. São adereços femininos por convenção, mas humanos por direito. No último ano, designers de moda e stylists inauguraram um novo capítulo, uma reaproximação do masculino à joalharia, em particular, mas também um novo entendimento das silhuetas e das formas que se estende a todo o vestuário – o género relativiza-se, enquanto a moda se torna (ainda mais) um léxico da livre expressão. Lá fora, as jóias para homens, ou simplesmente sem género, brilham cada vez mais. Nomes como Alan Crocetti, Le Gramme e Fry Powers propõem uma abordagem futurista, bem ao estilo da geração z, minimal, para ir ao encontro dos apetites mais sóbrios, ou naïf, a fazer lembrar os acessórios de missangas que usávamos em miúdos. Junte-lhe uns quantos embaixadores – Harry Styles, Timothée Chalamet, Lewis Hamilton e Machine Gun Kelly incluídos – e terá uma amostra do que está por vir. Este artigo foi originalmente publicado na edição de Outono 2022 da Time Out Lisboa. 
Em tecido, pele ou vime. Oito marcas portuguesas de malas e carteiras

Em tecido, pele ou vime. Oito marcas portuguesas de malas e carteiras

Não há limites para o que nos podemos lembrar (ou precisar) de pôr dentro de uma mala. E quando abertas, são autênticas caixinhas de surpresas. Não obstante o conteúdo, há que tem em conta a forma. Grandes ou pequenas, arredondadas ou rectangulares, em pele ou em tecido, rígidas ou maleáveis, sóbrias ou garridas – felizmente, há malas a carteiras para todos os gostos. Estas são de produção nacional e algumas delas honram longas tradições locais, como é o caso do trabalho do vime. Saiba onde encontras estas e outras marcas portuguesas de malas e carteiras. Recomendado: As melhores lojas de ténis em Lisboa
Aulas de cerâmica: quatro novos estúdios para pôr as mãos na massa

Aulas de cerâmica: quatro novos estúdios para pôr as mãos na massa

Numa era de ecrãs, são cada vez mais as pessoas que usam actividades manuais para se abstraírem do mundo digital e dos seus constantes estímulos e exigências. E a cerâmica está no topo da lista. Mesmo quem não domina a técnica de moldar o barro procura formas de espairecer pondo as mãos na massa e, claro, sujando-as sem preocupações. Em Lisboa, abundam os estúdios dedicados a este ofício – são quase todos detidos ou partilhados por artesãos, que usam as aulas para complementar o orçamento. Estes quatro abriram no último ano e recebem aprendizes de todos os níveis, até os que nunca pensarem que um dia iriam fazer a própria caneca do pequeno-almoço. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa este mês
Cor, equilíbrio e criatividade: eles dominam a arte das flores

Cor, equilíbrio e criatividade: eles dominam a arte das flores

Seja Primavera, Verão, Outono ou mesmo o mais rigoroso dos invernos. As flores são para todas as estações. Sobretudo se quem as trabalhar tiver em atenção a sazonalidade, a evolução das tonalidades ao longo do ano pode revelar-se surpreendente. Esqueça as floristas tradicionais – nada contra, são só outro campeonato –, estes cinco projectos (quatro individuais, um assente numa dupla) são autênticos mestres do flower design, capazes de tornar momentos verdadeiramente inesquecíveis, usando o que a natureza lhes dá e muita imaginação à mistura. Alguns, até já receberam atenção internacional. Ora espreite. Este artigo foi originalmente publicado na edição de Primavera 2024 da Time Out Lisboa. Recomendado: 👙 Biquíni ou fato de banho? Fique de olho nestas marcas portuguesas
Os melhores ciclos de cinema ao ar livre em Lisboa

Os melhores ciclos de cinema ao ar livre em Lisboa

Os dias estão mais quentes e as noites tendem a ficar demasiado agradáveis para as passar em frente à televisão. A solução? Aproveitar ao máximo a cidade e trocar as salas fechadas por um ecrã gigante montado debaixo do céu estrelado. Assistir a sessões de cinema ao ar livre em Lisboa tornou-se num dos programas obrigatórios para quem quer aproveitar os meses de Verão – sozinho, em família ou num encontro romântico. Desde os grandes filmes em cartaz exibidos em jardins e praças históricas até às projecções mais independentes em esplanadas e terraços com vista para o Tejo, há propostas para todos os gostos. Pelo sim, pelo não, leve um casaquinho. Eis o roteiro dos melhores ciclos de cinema que vão ocupar as noites da cidade. Recomendado: Os melhores sítios para ver as estrelas em Lisboa (e arredores)
As melhores coisas para fazer em Lisboa em Julho de 2026

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Julho de 2026

Julho pode não ser o virote do mês anterior, mas concorre ao lugar de época mais quente do ano (não literalmente, que aí Agosto pode muito bem levar a taça). O Verão atinge o seu auge, as multidões rumam à praia (ou à piscina) e, na cidade, quase ninguém faz planos para ficar dentro de portas (há excepções, contudo). As festas, os concertos e os ciclos de cinema vão para a rua. É o mês dos grandes festivais, de dançar na Gulbenkian, das esplanadas cheias e de continuar a acompanhar o Mundial pelo ecrã. Já está com calor? Nós também. Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa  

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Raw & Fire

Raw & Fire

Há encontros que têm tudo para fazer faísca, e este é um deles. Ao final da tarde, as atenções viram-se para o Emme on Fire, o restaurante ao ar livre do hotel Immerso, na Ericeira. Entre a brisa do Atlântico e o calor dos fire pits, o chefe residente Alexandre Silva acende as brasas para receber Paulo Alves, mestre em cruzar a matéria-prima local com o rigor e a sensibilidade das técnicas japonesas. O pretexto para este frente a frente gastronómico? O atum rabilho, o incontornável rei dos mares. Juntos, os dois chefes assinam um menu exclusivo onde o corte milimétrico, a criatividade e o fogo ditam as regras. A experiência terá sete momentos e será acompanhada por DJ set.
Personagens e Intérpretes

Personagens e Intérpretes

Cada instalação de João Penalva é, por si só, uma exposição. Em torno de um processo, de um acontecimento, de uma figura. Numa altura em que imersivo é terminologia banalizada, a obra do artista – que começou por ser bailarino – absorve e demora-nos. "Personagens e Intérpretes" é a exposição que ocupa todas as galerias da Culturgest. Patente até 12 de Julho, a densidade da mostra pode implicar mais do que visita. Já a pensar nisso, adaptou-se a bilheteira – um único bilhete pode ser usado mais do que uma vez.
Todos Contam

Todos Contam

O mês de Julho vai trazer um novo espectáculo de Fernando Alvim, que quer recuperar "o prazer de escutar alguém contar uma história do princípio ao fim". O radialista apresenta Todos Contam, em que leva o storytelling para o palco do Cinema São Jorge. Mas não vai estar sozinho. A lista de convidados é, no mínimo, diversa e conta com a jornalista Tânia Laranjo, a humorista Beatriz Gosta, o ex-futebolista Jorge Andrade, o humorista Hugo van der Ding e o autor Poeta da Cidade, todos eles incumbidos de partilhar uma história real na primeira pessoa. Durante cerca de duas horas, haverá humor, bastidores de futebol, jornalismo e poesia urbana.
Benfica ao Luar

Benfica ao Luar

Há uma nova forma de passar as noites de Verão em Benfica. O ciclo de cinema Benfica ao Luar está de volta, com sessões ao ar livre em várias localizações da freguesia, sempre aos sábados, às 22.00. A entrada é livre, mas sujeita à lotação de cada espaço. O programa é itinerante, começando no sábado, 18 de Julho, com o filme O Pátio da Saudade, no Bairro da Boavista. Seguem-se fitas como Ler Lolita em Teerão (25 Jul - Quinta da Granja), Vida Privada (1 Ago - Calhariz Velho), O Agente Secreto (8 Ago - Jardim do Eucaliptal), O Professor Inglês (15 Ago - Jardim do Mercado), Hotel Amor (22 Ago - Jardim das Oliveiras) e Marty Supreme (29 Ago - Palácio Baldaya).
VÉNUS – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos

VÉNUS – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos

Para assinalar o seu 10.º aniversário, o MAAT recebe a exposição a rentrée do MAAT vai ser marcada pela inauguração da exposição "VÉNUS – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos". Num percurso desenhado pela própria artista, os visitantes vão poder encontrar mais de 30 criações de Valentino Garavani, entre alta-costura e pronto-a-vestir. Joana Vasconcelos, por sua vez, desenvolveu uma peça de grande escala, inspirada no legado do criador. Chama-se Valkyrie Venus. Pinturas em Crochet e Sacre Cuore, uma escultura têxtil suspensa, são outras duas obras inéditas de Vasconcelos. A par dessas, expõe também trabalhos como Marilyn, Jardim do Éden e Coração Independente #3.
Marilyn Revisited

Marilyn Revisited

No ano em que o mundo assinala o centenário do nascimento de Marilyn Monroe, o MACAM expõe um conjunto de cinco álbuns de Artur Casais, uma obra composta por milhares de recortes, colagens e fotomontagens – tudo em torno a inconfundível imagem da diva de Hollywood. A partir deste trabalho, cinco artistas contemporâneos foram convidados a intervir livremente sobre um dos álbuns, dando origem a uma nova obra autónoma. São eles Adriana Molder, Nuno Nunes-Ferreira, Pedro Valdez Cardoso, Pires Vieira e Tomás Cunha Ferreira.
from here to ear v.26

from here to ear v.26

Nesta exposição, são os pássaros os músicos. Na sua estreia em Portugal, o artista francês Céleste Boursier-Moungenot apresenta no MAAT uma das suas obras mais emblemáticas. from here to ear v.26 é composta por 20 guitarras eléctricas, tocadas por uma centena de mandarins-diamante, pequenas aves que circulam livremente na galeria e que produzem som ao poisarem e saltitarem sobre as cordas dos instrumentos. A obra foi apresentada pela primeira vez em 1995 e chega agora a Lisboa naquela que é a sua 26.ª versão. Quanto às aves, provêm de um criador português, foram devidamente introduzidas e ambientadas à galeria (com cerca de 500 metros quadrados), ainda antes da inauguração e são cuidadas diariamente por uma equipa dedicada. No final da exposição, vão voltar para o criador de origem. "Ao integrar o vivo na instalação, o espaço torna-se um ecossistema onde o visitante se vê como o elemento circundante de um estado natural desconhecido: uma sociedade de pássaros músicos com necessidades, uma vida comunitária, rituais de sedução dos quais gostamos de supor que a música é a expressão imediata", explica François Quintin, curador da exposição e director do museu de arte contemporânea Collection Lambert, em Avignon, citado em comunicado. A exposição pode ser visitada até 31 de Agosto. Até ao final de Agosto, os visitantes podem também usufruir do horário especial de Verão. Às quintas e sextas, o museu fica aberto até às 21.00, sendo que a partir das 19.00 os bilhetes custam metade do
Trafaria na Brasa

Trafaria na Brasa

O primeiro fim-de-semana de Agosto traz mais uma edição do Trafaria na Brasa, um festival gastronómico que ocupa a zona ribeirinha desta vila piscatória da Margem Sul. Os ingredientes voltam a ser os chefs e os restaurantes locais, juntamente com concertos, DJ sets, vinho e muitas grelhas de brasas bem acesas – para não falar no peixe e marisco fresco, a dieta base do evento. A entrada é gratuita, mas é necessário reservar bilhete previamente.
Pop-Up Store MarÀvic

Pop-Up Store MarÀvic

Durante seis dias, a marca espanhola criada pelas irmãs Victoria e Alba Cardiel em 2021 aterra em Lisboa. Na mala, traz êxitos da mais recente colecção de Verão, um guarda-roupa colorido, sem pudores em combinar motivos e padrões e que aposta nos volumes para enfrentar as altas temperaturas ibéricas. Pela primeira vez, a marca realiza uma pop-up store em solo português (embora já tenham marcado presença em mercados urbanos) – uma combinação feliz, já que a estética encaixa na perfeição no estilo portuguese girlie. Com produção em Espanha, os tecidos estão no centro do processo criativo. A pop-up store da MarÀvic instala-se na Lisboa Paper Company, para os lados do Cais do Sodré.  
Peso-Contra-Peso

Peso-Contra-Peso

A tridimensionalidade está sob o foco na mais recente exposição do Museu de Arte Contemporânea Armando Martins. Em "Peso-Contra-Peso", as curadoras Adelaide Ginga e Carolina Quintela exploraram as três dimensões dentro da colecção do MACAM e organizaram as obras em núcleos temáticos – natureza, abstracção, escala, resistência e urbanismo. Entre os artistas que encontramos expostos, destaque para Alberto Carneiro, Ângela Ferreira, Daniel Buren, José Damasceno, Seung Yul Oh, Pedro Calapez, Alexandre Farto, Carlos Garaicoa, entre muitos outros.
Cinema na Esplanada

Cinema na Esplanada

A Cinemateca abre oficialmente a época do cinema ao ar livre. Na esplanada do restaurante, no primeiro andar, a mais reputada das instituições cinematográficas da cidade dedica a primeira leva de filmes deste Verão a três entidades – Bruce Springsteen, o realizador argentino Hugo Fregonese e o género musical. Há sessões de segunda a sábado. Destaque para os filmes The Searchers, de John Ford (13), 25th Hour, de Spike Lee (21), ou The Wrestler, de Darren Aronofsky (23). Consulte toda a programação aqui.
Gaivotas no Pátio

Gaivotas no Pátio

Todos os verões o Polo Cultural Gaivotas | Boavista prepara uma programação especial para o pátio, aproveitando o facto das noites estarem mais quentes e dos lisboetas quererem estar ao fresco. Este ano não é excepção. Há teatro, concertos e até um espectáculo de circo, embora os filmes sejam o prato forte. O ciclo tem, este ano, o título "O lugar onde vivemos!", prevê sempre uma sessão de discussão e a curadoria de Os Filhos de Lumière. Os filmes em cartaz são Nuvens Passageiras, de Aki Kaurismaki (15 Jul); Feliz como Lázaro, de Alice Rohrwacher (22 Jul); As Estações, de Maureen Fazendeiro (29 Jul); O Céu Gira, de Mercedes Álvarez (5 Ago); Tão de Repente, de Diego Lerman (12 Ago); Misericórdia, de Alain Guiraudie (19 Ago); Onde Bate o Sol, de Joaquim Pinto (26 Ago); Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini (2 Set); e Arena, de João Salaviza (9 Set).

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Almoçar à beira da piscina? É possível e em plena Avenida da Liberdade

Almoçar à beira da piscina? É possível e em plena Avenida da Liberdade

O Verão em Lisboa consegue ser quente (aquele emoji cor de laranja, de tão afogueada, suado e com a língua de fora), razão que nos leva a apreciar ainda mais os pequenos oásis que a cidade tem para oferecer. Este, em particular, não estava ao alcance do público em geral. Até agora reservado aos hóspedes do Tivoli Avenida da Liberdade, o Pool Bar abre, este ano, como restaurante para todos. Além de uma carta pensada para refeições leves e um copo de final de tarde, também a piscina do hotel passa a fazer parte da equação. O espaço é um desses oásis que a cidade guarda em segredo. Não fica no topo do edifício, mas si nas traseiras – com o hotel de um lado e as copas luxuriantes, dos jardins que outrora pertenceram a antigos palacetes burgueses, do outro. A piscina tem a forma de um círculo perfeito, rodeado de espreguiçadeiras e totalmente resguardado do burburinho da Avenida. A esplanada está montada e as mesas postas. Como em qualquer paraíso, a sombra abunda e a brisa é levemente fresca. DRPool Bar Tivoli É o chef Miguel Silva, que já comanda a cozinha da Cervejaria Liberdade, a assinar o menu. Há refrescos para qualquer hora do dia – seja uma sopa fria de abacate e coco (16€), um ceviche de robalo (25€), ou as viciantes tempuras de camarão (24€, seis unidades). No capítulo das sanduíches, encontramos clássicos como a club sandwich (28€) e o prego do lombo (29€), ou o saboroso bun de camarão (31€). As refeições mais robustas chegam na forma de uma Margherita (23€), de uma
Museu Gulbenkian reabre este sábado. A entrada é gratuita até 26 de Julho

Museu Gulbenkian reabre este sábado. A entrada é gratuita até 26 de Julho

Encerrado deste Março de 2025, o Museu Gulbenkian reabre este sábado, depois de meses de obras para melhorar as condições técnicas das galerias. A reabertura está marcada para este sábado, dia 18 de Julho, momento que servirá também para assinalar o 70.º aniversário da Fundação Gulbenkian. As portas do museu abrem sábado, às 10.00, e, nesse primeiro dia, só fecham à meia-noite. No dia seguinte, domingo, o museu encerra às 20.00. A entrada é gratuita até 26 de Julho e será feita em intervalos de dez minutos, segundo informa o museu no seu site oficial. Aderentes do Cartão Gulbenkian poderão reservar bilhetes gratuitos online. Os 70 anos da fundação servem ainda de pretexto para outras iniciativas. Até Outubro, o Átrio da Biblioteca de Arte Gulbenkian acolhe a exposição "Gulbenkian, 70 anos em cartaz", com uma selecção de 70 cartazes de uma colecção de mais de 1500 exemplares, produzidos entre 1957 e 2026. No sábado, às 19.00, há também um concerto comemorativo que junta o Coro e a Orquestra Gulbenkian, o maestro Carlo Rizzi e a soprano Sonya Yoncheva. O alinhamento inclui composições de Bizet, Puccini e Verdi, entre outros. Depois do fim-de-semana inaugural, o museu que alberga os tesouros da colecção de arte de Calouste Gulbenkian retoma o seu horário normal – aberto de quarta a segunda, das 10.00 às 18.00, encerrado à terça-feira, e aberto até mais tarde (21.00) ao sábado. Avenida da Berna, 45 A (Praça de Espanha). Fim-de-semana inaugural: Sáb 10.00-00.00, Dom 10.00-20.00. E
Nome novo, loja nova. Occasion2Smile é agora Mitso e tem ainda mais produtos de beleza coreanos

Nome novo, loja nova. Occasion2Smile é agora Mitso e tem ainda mais produtos de beleza coreanos

Em Junho de 2025, noticiávamos a abertura de uma loja exclusivamente dedicada à k-beauty, ali para os lados de Entrecampos. Mais de um ano depois, a Occasion2Smile mudou de morada e de identidade. Chama-se agora Mitso e ocupa uma loja novinha em folha – maior e com mais visibilidade. "As pessoas procuravam muito outras marcas, o que nos fez querer ampliar. Esta nova loja também acaba por ser mais acolhedora e por deixar os clientes mais à vontade", resume Inês Moreira, uma das sócias deste negócio familiar. "No início, como era a primeira loja, não sabíamos muito bem como é que ia ser a procura. As coisas correram bem. Mas, sobretudo aos fins-de-semana, a loja ficava caótica, já não estava a ser confortável para os clientes", completa Rodrigo Moreira, irmão e sócio. O interesse pela k-beauty tem levado os dois irmãos a fazer um trabalho constante de procura por novas marcas. Com uma loja maior, a Mitso aumentou o portfólio, mas também as áreas dentro do universo da cosmética e do bem-estar. A nova loja reúne, por isso, novas famílias de produtos, para além do skincare, nomeadamente a maquilhagem, que tem tido cada vez mais procura no mercado português. A par desta nova secção há também novidades ao nível dos produtos para o cabelo e dos produtos de banho, outros dos segmentos ainda pouco explorados no mercado português. Marcas como a Medicube, SKIN1004 e VT Cosmetics, cobiçadas por todos os aficcionados da k-beauty, continuam presentes na loja. A exclusividade de alguns rótul
E vão duas! A Parlamento abriu uma nova loja na rua da Boavista

E vão duas! A Parlamento abriu uma nova loja na rua da Boavista

A Parlamento chegou à Rua da Boavista em 2023. E a isto se chama chegar, ver e vender, porque passados três anos, o amor a esta artéria lisboeta, a meio caminho entre Santos e o Cais do Sodré, é tal que resolveu abrir uma segunda loja, a apenas alguns metros de distância. O portfólio de marcas cresceu, a carteira de clientes também e a rua está, na verdade, a transformar-se num centro comercial a céu aberto. Em vez de ir apalpar terreno noutra zona da cidade, o projecto de Alexandra e João Figueiredo, dedicado a marcas de nicho na área do streetwear, quis manter-se por perto. "A ideia era sempre abrir uma loja grande, onde pudéssemos ter mais espaço e onde as peças que vendemos pudessem respirar. Coisa que não acontecia na lojinha ali", começa por indicar Alexandra, enquanto aponta na direcção de Santos, onde fica a outro espaço. Entretanto, na Rua do Norte, no Bairro Alto, o negócio não fluiu como esperado e o encerramento da loja acabou por servir de empurrão para expandir sem ir muito longe. Rita ChantreParlamento Lisboa "Estando na mesma rua podemos dividir os dois conceitos", resume. "Foi juntar o útil ao agradável. O nosso cliente não estava na Rua do Norte, o nosso cliente está aqui. Foi bom encontrarmos um segundo espaço nesta rua, porque acho que há aqui um grande potencial para o retalho local. O nosso brand mix também tem evoluído tanto, o espectro está tão alargado, que precisamos de dois espaços que possam comunicar devidamente cada uma destas selecções", compl
Quais foram os melhores concertos do Nos Alive 2026? Escolhemos seis

Quais foram os melhores concertos do Nos Alive 2026? Escolhemos seis

O Nos Alive chegou ao fim no sábado, depois de três dias em que passaram mais de 120 artistas, bandas e autores pelo Passeio Marítimo de Algés (autores porque o festival estreou um novo palco, dedicado à literatura). É virtualmente impossível acompanhar tudo. Ainda assim, fizemos um esforço para ir ao máximo de espectáculos possível. Entre tudo o que vimos, escolhemos os seis melhores (curiosamente, dois de cada dia, mas é um acaso, não foi deliberado). Outras pessoas fariam com certeza outra escolha. E não faltará gente com opiniões entre todas as 160 mil pessoas que, segundo a promotora, a Everything Is New, passaram pelo recinto (48 mil na quinta-feira, 56 mil na sexta e mais 56 mil no sábado, estes últimos com lotação esgotada). Está tudo bem. Para o ano há mais – a 19.ª edição está marcada para 8, 9 e 10 de Julho de 2027. Cá estaremos para discordar outra vez. Nick Cave & The Bad Seeds A edição de 2026 ficou marcada pela força magnética de Nick Cave, que assinou um dos melhores concertos da história do festival. Apoiado por um coro, o músico australiano fez das tripas coração em cima de palco e o público seguiu-o como traças atrás da luz. Entre a intensidade pós-punk de “From Her To Eternity”, a catarse de “Jubilee Street” e o silêncio arrepiante arrancado a capella em “Joy”, Cave apresentou mais um grande espectáculo em Portugal numa comunhão visceral que terminou em grande, com o cantor sozinho ao piano, a interpretar a belíssima “Into My Arms”. HG A Perfect Circle Um
Numa grande noite de mulheres no Nos Alive, os Foo Fighters foram épicos

Numa grande noite de mulheres no Nos Alive, os Foo Fighters foram épicos

Nas sábias palavras de Renato Alexandre, parceiro de conversas de Bruno Aleixo, teria sido bué simbólico que os Foo Fighters não tivessem tocado esta sexta-feira à noite no Passeio Marítimo de Algés. Façamo-nos entender: Dave Grohl e companhia deram um concertaço, de mais de duas horas e meia, tocaram todos os êxitos, mais um tema de Nirvana (“Marigold”, lado b de “Heart-Shaped Box”) e levaram-nos até por uma pequena viagem musical às bandas anteriores de todos os elementos, incluindo o recém-chegado baterista Ilan Rubin, que foi indubitavelmente uma das estrelas da noite. Façamo-nos entender mais um bocadinho: a esmagadora maioria das dezenas de milhares de pessoas que esgotaram este segundo dia do Nos Alive compraram bilhete para os ver, rever, amar – e assim foi. Acontece que até os Foo Fighters entrarem em cena, nove anos depois da última visita a Portugal, neste mesmo festival, neste mesmo palco, até então estávamos a ter uma noite peculiar. Uma noite feita quase integralmente de mulheres, o que num cartaz de música de guitarras está muito longe de ser a norma. Elas costumam ser a excepção, aqui eram a regra. Todas demolidoras, com performances extraordinárias uma atrás da outra. Desilusões não contabilizámos nenhuma, zero, nada de nada. Bem pelo contrário. Se à chegada ao recinto, levávamos de casa e do nosso arquivo de memórias boas impressões – de Skunk Anansie, de Wolf Alice, de Jehnny Beth, de The Warning –, elas foram todas reforçadas. Ainda agora somos aquele meme
O nome é francês, mas a marca é bem portuguesa – e abriu uma loja no Chiado

O nome é francês, mas a marca é bem portuguesa – e abriu uma loja no Chiado

O espaço não nos é estranho. Foi durante anos a Latte, uma loja recheada de marcas internacionais de streetwear. O projecto chegou ao fim e a loja, com as suas estantes e painéis em madeira escura está agora ocupada por uma marca portuguesa, a Coup D'État. Chegou ao mercado em Abril do ano passado, pelas mãos de Edgar Ferreira e Guilherme Pinto de Oliveira, os fundadores da concept store The Feeting Room, e já alcançou o que muitas outras marcas almejam: ter uma loja no Chiado. DRCoup D'État "Para conseguirmos apresentar e explicar o conceito, deixou de ser suficiente estar misturado com mais 60 ou 40 marcas. Precisámos de apresentá-lo de uma forma isolada aos nossos clientes", começa por explicar Guilherme. "As nossas lojas são um ponto muito interessante para analisar o mercado. No ano passado, percebemos rapidamente que a Coup D'État tinha valor porque entrou logo para o top três dos nossos best-sellers. E, efectivamente, para enroupar a marca de uma série de valores e de um lifestyle, não há nada melhor do que uma loja própria", continua Edgar. Num ano e poucos meses, o catálogo da Coup D'État (golpe de estado em francês) cresceu a olhos vistos. Hoje, as diferentes linhas e colecções enchem a loja. Num guarda-roupa maioritariamente masculino, mas onde uma grande parte das peças acabam por ser unissexo, há lugar para aproximações ao sportswear, alguns elementos preppy, mas sobretudo para um streetwear de inspiração mediterrânica, alavancado por uma bateria de acessórios
MAAT junta obras de Joana Vasconcelos e alta-costura de Valentino

MAAT junta obras de Joana Vasconcelos e alta-costura de Valentino

Em Outubro, a rentrée do MAAT vai ser marcada pela inauguração da exposição "VÉNUS – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos". A assinalar o 10.º aniversário do museu, a partir de 2 de Outubro, os visitantes poderão ver, na mesma sala, peças marcantes da artista portuguesa, em diálogo com tesouros de alta-costura do arquivo do designer italiano, que morreu em Janeiro deste ano, aos 93 anos. A exposição será uma adaptação do projecto inicial, pensado para a PM23 | Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, em parceria com a Valentino S.p.A., onde foi exposto. Depois de Roma, a mostra vem para Lisboa, mais especificamente para a MAAT Gallery, onde fica até Fevereiro de 2027. O diálogo será feito entre a arte, a moda e a arquitectura das galerias do MAAT. Num percurso desenhado pela própria artista, os visitantes vão poder encontrar mais de 30 criações de Valentino Garavani, entre alta-costura e pronto-a-vestir. Joana Vasconcelos, por sua vez, desenvolveu uma peça de grande escala, inspirada no legado do criador. Chama-se Valkyrie Venus. Pinturas em Crochet e Sacre Cuore, uma escultura têxtil suspensa, são outras duas obras inéditas de Vasconcelos. A par dessas, expõe também trabalhos como Marilyn, Jardim do Éden e Coração Independente #3. Avenida de Brasília (Belém). 21 002 8130. Qua-Seg 10.00-19.00. De 2 de Outubro a 22 de Fevereiro. 12€ 🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Fac
De McQueen a Yamamoto: há uma nova loja nos Anjos, cheia de achados vintage

De McQueen a Yamamoto: há uma nova loja nos Anjos, cheia de achados vintage

Qual a probabilidade de uma loja, recém-desocupada por dois dealers internacionais de roupa vintage, vir a ser prontamente habitada por dois negociantes do mesmo ramo? Foi o que aconteceu no número 109 da Rua Damasceno Monteiro, nos Anjos. A Moss Vintage tinha entrado há menos de um ano, quando partiu para outras paragens (São Bento). Foi a deixa para Lazzinnaro Valerio e Vladyslav Bryk, dois jovens apaixonados pela moda de outros tempos, unirem os seus projectos e criarem um espaço onde convivem diferentes décadas, estilos e designers.  Rita ChantreThe Wardrobe "Tínhamos um estúdio, onde recebíamos clientes por marcação. Assim que surgiu a oportunidade de abrir uma loja, agarrámo-la. Até aqui, trabalhávamos separadamente, mas com a mesma visão. Decidimos juntar-nos para abrir a loja. Continuamos a ter duas selecções diferentes, mas tentamos que elas combinem", começa por explicar Lazzinnaro Valerio, um ucraniano com umas quantas costelas italianas, a viver há um ano e meio em Portugal, que se especializou em vestuário masculino e em peças de designers italianos. Para os Anjos trouxe o projecto Past Forward Club, agora fundido com o Archives Explorer de Vladyslav Bryk, seu ex-cliente e actual parceiro de negócio. Valerio mantém o foco na moda masculina e em marcas e designers italianos, como a Stone Island, uma das etiquetas mais presentes na selecção trazida para a loja. São sobretudo peças dos anos 90, muitas vezes com materiais inovadores para a época. C.P. Company, Prad
Lançou a primeira câmara há 101 anos. Agora, a histórica Leica abre (finalmente) uma loja em Lisboa

Lançou a primeira câmara há 101 anos. Agora, a histórica Leica abre (finalmente) uma loja em Lisboa

Lisboa tem estado em clara desvantagem. Há praticamente dez anos que a marca alemã abriu um espaço próprio no Porto, para grande alegria de uma comunidade de aficcionados que trata a sua câmara com todo o carinho e cuidado. Lisboa teve de esperar uma década inteira para ver inaugurar, em Maio de 2026, a primeira loja Leica. Fica na Avenida da Liberdade, não é tão grande como a da Invicta, mas reúne todas as peças de uma história que já leva mais de um século – a Leica nasceu ainda no século XIX como fabricante de microscópios, mas foi em 1925 que revolucionou o mundo da fotografia ao apresentar a primeira câmara compacta de 35 milímetros. "Não é um espaço pensado só para quem tem uma Leica, é para todos os amantes de fotografia. Mas sinto que quem já é cliente sente muito que as lojas são uma casa. É como se fossem um refúgio em que se encontram todos para falar e para partilhar imagens mesmo. Não é preciso ter uma Leica, não é preciso conhecer a história da marca. Basta ser um entusiasta da fotografia. É isso que queremos ser – um ponto de encontro para essas pessoas", apresenta Margarida Pais, Marketing Specialist da marca em Portugal. Matilde TravassosLoja Leica, Avenida da Liberdade A abertura da nova loja, a dois passos do Marquês de Pombal, tem um sabor especial – não só porque estas máquinas arrebatam, há décadas, o coração de dezenas de fotógrafos e coleccionadores, mas também pela longa relação da Leica com Portugal. A fábrica, instalada em Vila Nova de Famalicão e
Onde há sóis há soletes. Guia Repsol distingue 100 novos cafés, gelatarias e bares

Onde há sóis há soletes. Guia Repsol distingue 100 novos cafés, gelatarias e bares

Depois de ter distribuído umas boas dezenas de sóis pelo país inteiro em Abril, eis que o Guia Repsol volta a carga para mais uma ronda – desta vez, de soletes. E o que são os soletes? A pergunta é mais do que legítima (afinal, a premiação ainda só vai na segunda edição). Como explicou a organização em Novembro do ano passado, servem para distinguir "lugares informais aonde queres ir no dia-a-dia e que te deixam sempre de sorriso na cara". E por informais entenda-se alternativas ao restaurante convencionais – acrescentamos nós. No total, foram anunciados esta quinta-feira, 2 de Julho, 100 novos soletes em todo o país (ilhas incluídas). Desses, 21 ficam no distrito de Lisboa. As categorias são também elas diversas. Há cafés e pastelarias, "Fast Good", gelatarias, petisqueiras, quiosques, restaurantes e bares de vinhos. Comecemos pela primeira – Lugar Nenhum e Padaria 110 foram distinguidos com este selo. Em Sintra, também os espaços Beira Rio e Olmo receberam os seus primeiros soletes. Mas foi no campeonato da fast food (Fast Good) que a capital mais se destacou, com seis novos soletes – oito, se contarmos com o Liberty, em Cascais, e com o GiG – Green is Good, em Mafra, ambos no distrito de Lisboa. Se nos ficarmos pela cidade não ficamos nada mal servidos. Os soletes vieram para o Duna Kebab, para a KAU Pastrami House, para o Maruoko, uma rulote de okonomiyaki, para as pizzas do Patife, para a Trifana (disponível na Curva) e para os hambúrgueres de frango frito do Wishbone. A
O novo restaurante do Chiado tem produto da época e cerâmica do país inteiro. Chama-se Isabella

O novo restaurante do Chiado tem produto da época e cerâmica do país inteiro. Chama-se Isabella

A porta é-nos familiar, embora já quase nada esteja como nos lembramos. No espaço outrora ocupado pela primeira loja A Vida Portuguesa, que aqui fechou portas em 2024, nasceu Isabella, um restaurante sóbrio e acolhedor, com uma cozinha orientada para enaltecer o produto. À frente do espaço está Ricardo Flora, arquitecto e proprietário do edifício, que já funcionava como alojamento local. A conversão do projecto em hotel de cinco estrelas exigiu que o Flora Chiado Apartments passasse a englobar uma proposta gastronómica. A ideia começou a ganhar forma há cerca de dois anos e meio, com o contributo de um outro Ricardo – Ricardo Leite, o chef. "A minha cozinha é muito virada para o produto, para os micro produtores, produto da época, orgânico. Gosto de trabalhar com as estações porque é precisamente assim que retiramos o melhor de cada ingrediente. Isso vem das minhas raízes e as minhas raízes são de Vila Real, Trás-os-Montes. Sempre cresci com o que os meus avós cultivavam, sei o que é semear, cultivar, regas, dar amor e ver crescer. E depois é não estragar o produto com a nossa criatividade, que às vezes também acontece", reflecte Ricardo Leite, numa espécie de nota introdutória do trabalho feito dentro da cozinha do Isabella. Hayley KelsingRicardo Leite, o chef do Isabella O chef fala em produto, mas também em sabores que fazem parte de uma memória colectiva – portuguesa – e num cruzamento com influencias internacionais. No currículo, Ricardo Leite não traz só a ligação à t