Experimentou o Lifestyle e a Cultura e nunca mais quis outra coisa. Bastou uma rápida passagem pela redacção do Público (corria o ano de 2011) para perceber o bem que se está por estas bandas. A Time Out encarregou-se do resto – de o levar a conhecer os cantos à cidade de Lisboa e fazê-lo ganhar um gostinho por lojas, artesãos e novas marcas locais. A moda esteve sempre no topo da lista, dentro e fora da redacção. À mesa, será sempre um eterno dividido entre as modernices do nosso tempo e todos aqueles lugares que pararam no tempo. Se tudo um resto falhar, um bom croquete vai sempre fazê-lo feliz.

Mauro Gonçalves

Mauro Gonçalves

Editor Executivo, Time Out Lisboa

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Articles (228)

Museus em Lisboa: as obras de arte que tem mesmo de ver

Museus em Lisboa: as obras de arte que tem mesmo de ver

Lisboa pode não ter um Louvre, mas não é por isso que os seus acervos museológicos não guardam tesouros dignos de serem vistos ao vivo – e sem o mar de gente que, diariamente, circunda a pobre Mona Lisa. Da Arte Antiga aos autores contemporâneos, da pintura à escultura, passando ainda pelas artes decorativas e pela arte urbana, juntámos as obras de arte que (na nossa humilde opinião) tem de ver ao vivo pelo menos uma vez na vida. E nem sequer tem de apanhar um avião. Está tudo aqui, à mão de semear. Recomendado: Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

A Primavera pode ser conhecida por deixar os jardins e canteiros da cidade todos floridos, mas o efeito que tem na agenda de exposições não é muito diferente. Este fim-de-semana, há duas grandes inaugurações. Na Gulbenkian – e em antecipação da reabertura do museu, este Verão –, podemos ver "Arte & Moda", exposição inédita no contexto português, que junta peças de alta-costura internacionais a obras emblemáticas do acervo. Na Culturgest, a retrospectiva de João Penalva ocupa todas as salas e ainda se prolonga para o Pavilhão Branco e para um ciclo na Cinemateca. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

Com a Primavera já confortavelmente instalada, os fins-de-semana tornam-se num desafiante equilíbrio entre a vida ao ar livre e os programas dentro de portas. Há novos e velhos restaurantes onde nos queremos sentar à mesa, festas capazes de nos arrancar do sofá, concertos e peças de teatro. Os próximos dias vão ser especialmente ricos em arte. Com a inauguração de grandes exposições – na Gulbenkian e na Culturgest –, os planos vão passar obrigatoriamente por aqui, sem esquecer a subida ao mais recente rooftop do Chiado. Também há filmes para ver, todos em italiano. Recomendado: Fim-de-semana perfeito em família
Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores, abertos nos últimos meses. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher.  Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
As melhores coisas para fazer em Lisboa em Abril de 2026

As melhores coisas para fazer em Lisboa em Abril de 2026

Abril é dos meses mais promissores do calendário gregoriano. Já é Primavera – para começar –, os dias ficam maiores e a vida abre-se a todo um leque de programas ao ar livre. Dentro e fora de portas, não faltam sugestões de agenda. Há exposições a chamar pelo público da arte, peças de teatro a estrear todas as semanas e um rol de concertos que não dá descanso aos melómanos. Junte a isso mercados, eventos gastronómicos e pequenos festivais que, aqui e ali, contagiam o humor da cidade. Tudo isto e ainda mais, só porque é Abril. Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)  
As exposições em Lisboa a não perder este mês

As exposições em Lisboa a não perder este mês

Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa. Recomendado: As melhores coisas para fazer com crianças este mês
Dos 5€ aos 300€: presentes de Dia do Pai para todos os bolsos

Dos 5€ aos 300€: presentes de Dia do Pai para todos os bolsos

Dia do Pai é todos os dias, mas temos o 19 de Março a servir de lembrete para os mais distraídos. Sabemos que ninguém gosta de deixar a data passar em claro – nem que seja para poder arrastar o pai para ir jantar fora ou para ir beber um copo. A pensar nisso, fomos às compras, sempre a pensar em todos os orçamentos. Escolhemos as melhores prendas para pais, sejam eles mais clássicos ou desportivos, mais sérios ou descontraídos. Agora, não deixe para a última e aproveite estas 21 ideias de presentes para o Dia do Pai.  Recomendado: As novas lojas em Lisboa que tem mesmo de conhecer
Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses) crescem a olhos vistos. Afinal, o nosso vinho é um dos melhores do mundo e fica bem em diversas ocasiões. Seja para se refrescar a meio da tarde, aconchegar-se ao fim do dia ou até para ganhar balanço numa noite de festa, reunimos os melhores bares de vinho em Lisboa, onde além de conseguir beber um copo (muitas vezes de referências fora da caixa) pode forrar o estômago com alguns petiscos tradicionais. Beber de barriga vazia é que não.  Recomendado: Os 20 melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa
Prepare a cesta! Vai enchê-la nas melhores feiras e mercados em Lisboa

Prepare a cesta! Vai enchê-la nas melhores feiras e mercados em Lisboa

Acredite: Lisboa tem feiras e mercados capazes de agradar a todos os gostos e necessidades. O princípio é sempre o mesmo e passa por trocar lojas e grandes cadeias por estes corredores de bancas, estejam elas a vender hortaliças ou obras de arte para pendurar na parede. Ao ar livre ou dentro de portas, semanais ou mensais, convém estar atento ao calendário para que não lhe escape nada. Damos uma ajuda: neste guia encontra as melhores feiras e mercados que esta cidade tem para dar. Prepare a cesta a vá às compras como antigamente. Recomendado: Lojas históricas em Lisboa – velhas e boas  
Nestas floristas de Lisboa é sempre Primavera

Nestas floristas de Lisboa é sempre Primavera

Jarros, malmequeres, peónias, rosas, frésias, girassóis, narcisos e tulipas. A lista continua, até porque, nas melhores floristas em Lisboa, uma das características é precisamente a diversidade. Mas não basta ter muitas flores – e diferentes. É preciso ter um dom para juntar diferentes espécimes, combinar cores, equilibrar proporções e construir ramos originais, ou então centros de mesa harmoniosos e que encham o olho. Seja para oferecer a quem mais gosta ou para alegrar a casa ou o escritório, tome nota deste roteiro floral: são as nossas floristas favoritas na cidade. E não tem de esperar pela Primavera. Recomendado: As melhores lojas para comprar plantas em Lisboa  
Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Que não lhe faltem opções se a ideia for entrar num bar para se surpreender com a carta de cocktails, ou então ter uma mão-cheia de vinhos escolhidos a dedo à disposição. Em Lisboa, o roteiro de bebidas depois do pôr-do-sol tem crescido – no centro da cidade, ou em localizações mais inesperadas. Se a novidade é o critério que mais valoriza, vá por nós, que acabámos de reunir numa lista os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer. Quanto ao brinde, não podemos fazê-lo por si. Recomendado: Karaoke em Lisboa: sítios para cantar fora do duche  
The best restaurants in Lisbon for 2026

The best restaurants in Lisbon for 2026

As well as having an endless number of things to do, museums to visit, bars to try, and fado music to weep along to Lisbon has a truly incredible food scene, stretched all over the city. The best ones even make it into Time Out Market Lisboa, where you’ll find Lisbon’s most exciting dishes all under one roof. Our team of local experts has compiled this list to give you an insider look into what’s really worth eating in Lisbon, from classic Portuguese to global options. Here are our editor’s favourite restaurants in Lisbon right now. Enjoy! ➡️ READ MORE: Ultimate guide to where to eat in Lisbon Lisbon’s best restaurants at a glance ⭐ Best Michelin-starred: Belcanto 🥘 Best traditional Portugese: O Velho Eurico 🦞 Best seafood: Cervejaria Ramiro 🥩 Best steak: Sala de Corte 🥙 Best sandwich: As Bifanas do Afonso 🍔 Best burger: Ground Burger This guide was written by the editorial team at Time Out Lisbon, and translated into English for our global audience. At Time Out, all of our travel guides are written by experts across Europe. For more about how we curate, see our editorial guidelines.  🔔 BOOK NOW: Our favourite hotels and Airbnbs in Lisbon

Listings and reviews (27)

Relíquias da Memória

Relíquias da Memória

Mais do que uma loja, este é um daqueles sítios onde nos podemos perder — em épocas e acabamentos, em detalhes e medidas, a visualizar como esta ou aquela peça ficariam lá em casa. Os objectos são às centenas e atravessam séculos de história. No espaço anteriormente ocupado pela República das Flores, as peças de decoração, mobiliário e luminária são a perder de vista. Há de tudo um pouco: arte sacra, móveis oitocentistas, candeeiros da década de 60, porcelanas orientais, lustres, letreiros e até um antigo posto de gasolina.
Homecore

Homecore

Alexandre Guarneri conheceu Portugal há 30 anos, na mesma altura em que fundou a sua própria marca de moda e lhe deu um nome que perdura até hoje, Homecore. Disposta em dois expositores, a colecção divide-se entre as linhas masculina e feminina. No vestuário, há um tipo de minimalismo que privilegia os cortes e os materiais. Muitas das roupas são reversíveis e feitas com tecidos provenientes de stocks parados de fábricas portuguesas. Mas há mais para descobrir nesta loja. Veja, os ténis que andam nas bocas do mundo, estão aqui e são, também eles, um projecto de amigos. La Boite Concept, uma marca francesa de colunas, gira-discos e sistemas de som, demonstra uma verdadeira valorização do design, enquanto as cerâmicas de Cécile Mestelan incorporam as linhas de algumas das peças da Homecore. A montra fica completa com a perfumaria e cosmética da bicentenária Buly e com as almofadas do Flores Textile Studio.
Boudoir Vintage Boutique

Boudoir Vintage Boutique

Entrar na Boudoir Vintage Boutique é como afastar a cortina que separa esta antiga sala, reservada à intimidade feminina, do resto da casa. Entre corpetes cor-de-rosa, luvas de renda, camisas de noite e combinações de toque sedoso e robes acetinados, a abertura da loja, em Abril de 2021, veio aumentar o nível de especificidade dos espaços já dedicados ao segmento da segunda mão em Lisboa. Aqui, brilha a roupa interior. A roupa interior não é a única coisa à venda na Boudoir Vintage Boutique. Como complemento, existem expositores com outras peças em segunda mão, algumas com assinatura de designer. 
Sons of the Silent Age

Sons of the Silent Age

É a última inauguração de Bruno Lopes e Tiago Andrade, também conhecidos como os senhores da moda vintage. A loja que nasceu como projecto fotográfico ganhou um espaço físico, mesmo em plena pandemia. Ao lado de peças mais especiais (o que inclui Chanel, Dior ou Saint Laurent), há peças personalizadas pelos próprios proprietários. Além do espaço na Calçada do Combro, a Sons of the Silent Age também já chegou à Rua do Ouro, no número 172.
Studiorise

Studiorise

É no estúdio onde tudo acontece. É escuro, tem capacidade para 20 pessoas e está equipado com um sistema de som digno de uma pista de dança. Porém, dançar só mesmo com os pés atarraxados nos pedais. Sim, porque estas aulas exigem calçado próprio, disponibilizado pelo estúdio e a fazer lembrar as velhas idas ao bowling. O studiorise abriu em Outubro de 2021 com uma versão festiva das habituais aulas de cycling. São 45 minutos non stop, o que significa que tem de ir preparado para suar em bica, do princípio ao fim. Não se preocupe porque no escurinho da sala não dá para ver nem a pessoa que está ao lado. Quanto à música, tudo depende de quem dá a aula. A trupe de instrutores é a jóia da coroa do Studiorise. São sete e cada um leva para o estúdio os seus ritmos favoritos.
American Vintage

American Vintage

Foram anos a conquistar a clientela lisboeta com um estilo minimalista de inspiração mediterrânica. Em 2021, a francesa American Vintage decidiu expandir-se na capital portuguesa e abrir uma loja na artéria mais luxuosa da cidade, a Avenida da Liberdade. Com cerca de 150 metros quadrados, o espaço reúne as colecções feminina e masculina da marca e faz parte de um plano de novas aberturas que contempla várias cidades europeias.
Drogaria Oriental

Drogaria Oriental

Quem diria que a loja que vende as famosas toucas às flores já tem mais de 120 anos? Nada mal. Ao contrário dos velhos negócios familiares que passam de pais para filhos, entre os três proprietários que a Drogaria Oriental já teve, não há qualquer parentesco. Nas prateleiras mantêm-se as especialidades da casa e não há grande superfície que lhes faça sombra. São escovas de fios de seda, sabonetes Ach. Brito, cremes Benamôr, perfumaria avulsa (ainda com os frascos antigos) e, claro, as toucas que um dia Cristina Ferreira descobriu e que, depois disso, começaram a sair que nem pão quente para todos os pontos do país. E o balcão é mesmo o original.  
Galeria Underdogs

Galeria Underdogs

Nascida em 2010 num armazém colossal do Braço de Prata, por aí passam alguns dos mais mediáticos artistas da actualidade. Dantes, o grande corpo artístico que é a Underdogs vivia com um pé em Marvila e outro no Cais do Sodré, mas os pés juntaram-se para caberem todos dentro do armazém na Rua Fernando Palha. Se antes havia duas casas a albergar obras de arte, agora passa a haver só uma – a Underdogs Art Store está agora instalada em Marvila, junto da galeria que sempre esteve por ali. Além disso, há também a Underdogs Capsule, dedicada a pequenas exposições e projectos experimentais.
Smile You Are in Spain Studio Part I

Smile You Are in Spain Studio Part I

Não, esta exposição não é financiada pelo Instituto de Turismo de España, embora a campanha publicitária lançada em 2004 tenha inspirado, e muito, o artista em questão. O objectivo foi, desde o início, ter magotes de gente a passar férias pelo país inteiro. Ora, o português Luís Lázaro Matos fez-lhes a vontade. Pisou os cenários paradisíacos dos anúncios e olhou para a forma como a paisagem, as tradições, as pessoas e a arte depressa são convertidas em coisas pontas a consumir. Daí, nasceu “Smile You Are in Spain Studio”. A primeira parte acaba de inaugurar na galeria Madragoa; a segunda, na forma de uma instalação performativa, vai ter de esperar até dia 24 de Fevereiro, dia em que arranca mais uma edição da ARCO, em Madrid. Mas, afinal, que postais trouxe o artista desta gincana por terras espanholas? Bem, talvez seja melhor saber primeiro o que levou na mala. Um smile e, por oposição, O Grito, de Edvard Munch, aqui, símbolo do amargo de boca trazido pela crise económica que bateu à porta, anos depois. A obra-prima foi à praia, tirou fotografias e agora o cenário veraneante veio para Lisboa, com paredes amarelas, desenhos na fachada da galeria e com a música “Hay Que Venir Al Sur”, de Raffaella Carrà, a ecoar ao longo da exposição. Vídeo, fotografia e desenho abrem o apetite para ver o capítulo seguinte. Até lá, é na Madragoa que o Verão espanhol estende a toalha.
Second Chance

Second Chance

Para João Figueiredo, não há como o retrato clássico. É no meio de intrigas palacianas e caprichos da nobreza que o artista ocupa a Galeria Espaço Arte Livre até meados de Janeiro. Nos últimos anos, este tem sido o cenário trabalhado por João e o resultado é agora trazido para a Avenida. Há uma instalação e um vídeo, mas é nas pinturas que o autor desafia os visitantes e desvendarem as histórias das personagens que lhe têm povoado o imaginário. Da condessa de peitos fartos e olhar superior ao barão de ar comprometido, em alguns casos as expressões denunciam que estão ligados entre eles e pelas razões mais rocambolescas. A relação de quem visita “Second Chance” com as pinturas é, por isso, imediata, numa espécie de big brother setecentista. No final, muito fica por desvendar, não fosse o artista um perito em aguçar curiosidades.
Barahona Possollo

Barahona Possollo

Depois do retrato oficial do ex-presidente da República, já muita tinta correu do pincel de Carlos Barahona Possollo. Ainda assim, esta é a primeira exposição do pintor, desde que a obra-prima veio a público, momento a que o próprio chama de “impacto mediático”. Se o nome continua fresco na cabeça dos lisboetas, isso só o número de entradas no Espaço Cultural Mercês o dirá. O que garantimos, desde já, é que Barahona Possollo volta ao Príncipe Real em preparos bem diferentes dos da última vez. O homoerotismo esbateu-se. Há corpos sim, mas muito mais próximos do nu mitológico, daquele que tem as curvas e protuberâncias todas no sítio, mas que não faz corar tanto. Dado o primeiro aviso, o segundo: aqui, o pintor diversificou o formato. Mal entramos, tanto damos de caras com o rapaz saudável com meia melancia (do mais próximo dos trabalhos anteriores de Possollo que vai ver por aqui), como nos apercebemos da quantidade de pequenas telas espalhadas pelas paredes. É caso para dizer que o artista se rendeu ao encanto das coisas pequenas. “Sinto que nos quadros pequenos posso arriscar mais do que nas grandes telas. Nessas, acho que não me dou tanta liberdade”, explica. E quando olhamos de perto, o realismo de Barahona Possollo ganha outros ares. Atraído pela mancha impressionista, passou o último ano de volta de paisagens: falésias, rochedos, colinas e, em dois casos muito particulares, a cidade de Lisboa. Ao longo dos quase 30 quadros, a figura humana ficou para segundo plano, numa
Pontas Soltas

Pontas Soltas

O senhor da imagem está bem, não se preocupe. Por estes dias, a loja e galeria Mona, nas Janelas Verdes, recebe a exposição “Pontas Soltas”, de Ivo Purvis, mais uma mente criativa da publicidade que se deu conta de que o que faz todos os dias talvez tenha o seu quê de artístico. E parece que algumas boas ideias não se chegaram a conveter em anúncios. Aqui, a avalanche de bonecada foi inevitável. Homem dos Bonecos é uma das imagens que pode ver durante as próximas semanas.

News (941)

A arte e a alta-costura na mesma sala. A nova exposição da Gulbenkian é um elogio à beleza

A arte e a alta-costura na mesma sala. A nova exposição da Gulbenkian é um elogio à beleza

As paredes foram pintadas de preto e os focos de luz estrategicamente apontados. Tudo foi pensado para enaltecer as peças em exposição, não dando margem para distracções. É fácil seguir este plano à medida que percorremos a sala. "Arte & Moda", que abre ao público este sábado, 18 de Abril, no Edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, apresenta cerca de 140 peças de alta-costura ao lado de tesouros do acervo do museu (que reabre este Verão, depois de mais de um ano fechado para obras). O diálogo entre as duas é essencialmente estético, mas também histórico ou conceptual. E é sempre rico, sublimado pelo virtuosismo de mestres como Rembrandt, Rubens e Monet e pela excelência de criadores como Dior, Balenciaga e Alaïa. Um projecto único na história do museu, nas palavras de Xavier F. Salomon, que no início deste ano tomou posse como director do Museu Gulbenkian. Mas também o resultado de um longo trabalho de pesquisa, como recorda António Filipe Pimentel, ex-director do museu. Pedro Pina "Nasceu da ideia de que, ao contrário do que se imagina, o Sr. Gulbenkian era um homem fascinado pela moda. A moda tinha, para ele, o mesmo encanto que toda a arte. A partir daí, desafiei o Eloy Martínez de la Pera Celada a fazer esta exposição. Foram anos de trabalho – a exposição foi evoluindo e evoluindo até chegar a este grande momento das comemorações dos 70 anos da fundação", assinala António Filipe Pimentel, que vê assim inaugurar a última exposição programada por si enquanto direct
De galeria a estúdio – Underdogs recebe cinco artistas em residências abertas ao público

De galeria a estúdio – Underdogs recebe cinco artistas em residências abertas ao público

Já arrancou o mais recente projecto da Underdogs, em Marvila. Desde 10 de Abril que Rita João, co-fundadora do Pedrita Studio, ocupa o espaço da galeria, usando-o como espaço de criação e produção artística. Até dia 17 de Abril, a artista portuguesa é o primeiro de cinco nomes desafiados a integrar "The Studio", um programa de residências durante o qual a galeria permanece aberta ao público. Quem aparecer poderá, assim, ver os artistas em acção. Trata-se de um "formato centrado no processo, na proximidade e no acesso público", como refere a galeria em comunicado. Focada no universo da arte urbana e nas práticas artísticas que com ele mantenham afinidades, a galeria convidou cada um dos artistas a desenvolver in situ um "conjunto de obras únicas em papel". Cada um dos cinco artistas fará do espaço o seu próprio estúdio durante uma semana. "Ao longo dos anos, a Underdogs tem crescido ao lado dos artistas com quem trabalha, através de exposições, obras em espaço público, edições e uma troca contínua de ideias. O que permanece destas colaborações é uma linguagem partilhada: uma forma de cumplicidade construída ao longo do tempo, assente na confiança e na experimentação. Esta residência abre uma janela para essa relação", afirma Pauline Foessel, mentora da galeria, no seu texto curatorial. Depois de Rita João, será a vez de Tamara Alves (18 a 24 de Abril). Seguem-se Nuno Viegas (28 de Abril a 2 de Maio), ±MaisMenos± (5 a 8 de Maio) e, por fim, Wasted Rita (9 a 14 de Maio). Durant
Dois jantares, quatro chefs convidados. Ryoshi celebra dois anos com festa a muitas mãos

Dois jantares, quatro chefs convidados. Ryoshi celebra dois anos com festa a muitas mãos

A taberna japonesa de Lucas Azevedo abriu há dois anos e, para assinalar a data, o chef convidou quatro chefs de outros restaurantes lisboetas para cozinhar no Ryoshi. Serão dois jantares à carta, servidos nos dias 20 e 21 de Abril. Na primeira noite, os penetras são João Vitorino, do Ikigai, e Kosuke Saito, do Sushi Kosuke. No dia seguinte, terça-feira, a proposta gastronómica será diferente, distanciando-se no universo da cozinha japonesa. O restaurante do Cais do Sodré recebe António Lobo Xavier, do Polémico, e Alessandra Borsato, do Flama. DRLucas Azevedo a receber o primeiro Sol do Guia Repsol A Lucas Azevedo não faltam motivos para festejar. Além do segundo aniversário do seu primeiro restaurante em Lisboa, viu esta semana o Ryoshi distinguido com um Sol do Guia Repsol. Rua da Boavista, 108 (Cais do Sodré). Reservas: 963 488 779. Seg-Ter 19.00-02.00 As últimas de Comer & Beber na Time Out Com a chegada da Primavera, aproveite os dias longos ao ar livre com as melhores esplanadas e os melhores quiosques de Lisboa. Se tem a operação biquíni em curso, dizemos-lhe onde estão os melhores restaurantes saudáveis, das saladas às sobremesas – e aqui tem os melhores sítios para sumos naturais e smoothies. Para experiências mais completas, espreite as nossas listas com os 100 melhores restaurantes em Lisboa e com os melhores novos restaurantes da cidade. Já os melhores restaurantes pan-asiáticos põem-lhe (quase) toda a Ásia à mesa.
Um artista em retrospectiva: as instalações de João Penalva não cabem na Culturgest

Um artista em retrospectiva: as instalações de João Penalva não cabem na Culturgest

Cada instalação de João Penalva é, por si só, uma exposição. Em torno de um processo, de um acontecimento, de uma figura. Numa altura em que imersivo é terminologia banalizada, a obra do artista – que começou por ser bailarino – absorve e demora-nos. "Personagens e Intérpretes" é a exposição que inaugura no dia 17 de Abril, sexta-feira, e que ocupa todas as galerias da Culturgest. Patente até 12 de Julho, a densidade da mostra pode implicar mais do que visita. Já a pensar nisso, adaptou-se a bilheteira – um único bilhete pode ser usado mais do que uma vez. A carreira de João Penalva nas artes visuais começou por volta de 1976, altura em que termina o seu percurso como bailarino profissional. Exercícios como a cenografia, a encenação e até a coreografia seriam, mais tarde, transpostos para um espaço que não o palco. Mas não logo no início. Dedicou-se à pintura e, só já nos anos 90, começaram a aparecer as primeiras instalações. "É quando a relação com o espaço começa a ser total", nas palavras introdutórias de Bruno Marchand, curador da exposição e, desde 1 de Março deste ano, director-adjunto do MAAT. Raquel MontezJoão Penalva "Através de um conjunto muito diverso de elementos, vamos desvelando a narrativa que o João preparou para cada peça. Falamos de materiais muito diversos, onde muitas vezes está o texto, mas também a imagem, a fotografia, o som", continua. As peças de que fala o curador – e que define como corpo de obra "singular no panorama nacional" – são 12, no tota
Chovem ouriços! Ericeira volta a render-se ao “tesouro do mar”

Chovem ouriços! Ericeira volta a render-se ao “tesouro do mar”

Arranca a 24 de Abril o evento gastronómico mais importante da Ericeira. Durante dois fins-de-semana, o Festival Internacional do Ouriço do Mar volta a fazer do mercado da vila o seu quartel-general. Por lá vão passar chefs e restaurantes da região, todos com um talento comum – confeccionar e servir este marisco que, por esta altura, abunda na costa oeste. Os showcookings estão entre as atracções do evento. Durante quatro dias (25-26 Abr; 2-3 Mai), nomes como William Vargas (Omakase Ri) ou Vasco Lello (Turvo) fazem parte do alinhamento. Nos mesmos quatro dias, a organização promete ainda "pop-ups de cozinha do mar e vinhos". Além dos convidados e das propostas gastronómicas que se concentram no mercado, um pouco por toda a Ericeira, a temporada do ouriço do mar é assinalada com menus especiais, receitas tradicionais da vila e novas criações. São quase 30 os restaurantes que se associação ao festival, criando um roteiro único no país. Quanto às iguarias, falamos do creme de marisco com focaccia tostada, ouriço e lardo do Balagan, da açorda de ouriço com gambas servida no Estrela do Mar, do gunkan de ouriço trufado do Kojima Shushi, do arroz de peixe, ouriço e limão fermentado do Onda, ou das pataniscas com ovas de ouriço servidas no Setesóis. Propostas gastronómicas que começam a sair já no dia 24 de Abril. Mas que grande Ouriçada Quem preferir degustar esta iguaria num ambiente um pouco mais resguardado, o Emme on Fire, restaurante a céu aberto do Immerso, organiza um final d
Guia Repsol 2026: os sóis já brilham em mais 41 restaurantes – 17 ficam na Grande Lisboa

Guia Repsol 2026: os sóis já brilham em mais 41 restaurantes – 17 ficam na Grande Lisboa

Na noite desta segunda-feira, o guia gastronómico espanhol voltou a distinguir os melhores restaurantes em território português. No Teatro Garcia Resende, em Évora – um ano depois da primeira Gala Guia Repsol Portugal – um total de 41 estabelecimentos foram prestigiados com os Sóis, o selo de aprovação deste guia, que conta agora com quase 300 restaurantes em todo o país (se não sabe como funciona este guia criado em Espanha, explicamos-lhe tudo). Os principais vencedores da noite foram os dois restaurantes que receberam 3 Sóis, a distinção máximo atribuída por este guia. Falamos do Vila Joya, em Albufeira, liderado pelo chef Dieter Koschina. E pelo Vista, em Portimão, há mais de dez anos nas mãos do chef João Oliveira. Este segundo, acumulou ainda uma segunda distinção – o Sol Sustentável, justificado pela "paixão pelo mar do Algarve num menu de fine dining que já cumpriu os seus dez anos sem carne", como denota o Guia Repsol Portugal em comunicado. DRJoão Oliveira e Dieter Koschina Os dois restaurantes algarvios juntam-se assim aos restantes que, desde o ano passado, partilham o mais importante selo do guia, os 3 Sóis, destinado a aclamar os melhores no segmento do fine dining. São eles o Belcanto (Lisboa), o Il Gallo D’Oro (Funchal), o Ocean (Lagoa) e o The Yeatman (Vila Nova de Gaia). São, actualmente, seis. "É um trabalho de consistência. São 11 anos no mesmo projecto, no qual acreditamos. Criámos um conceito, uma lógica, um sentido, uma ideologia e temos vindo sempre
Guia Repsol 2026: os sóis já brilham em mais 41 restaurantes – 11 ficam no Grande Porto

Guia Repsol 2026: os sóis já brilham em mais 41 restaurantes – 11 ficam no Grande Porto

Na noite desta segunda-feira, o guia gastronómico espanhol voltou a distinguir os melhores restaurantes em território português. No Teatro Garcia Resende, em Évora – um ano depois da primeira Gala Guia Repsol Portugal – um total de 41 estabelecimentos foram prestigiados com os Sóis, o selo de aprovação deste guia, que conta agora com quase 300 restaurantes em todo o país (se não sabe como funciona este guia criado em Espanha, explicamos-lhe tudo). Os principais vencedores da noite foram os dois restaurantes que receberam 3 Sóis, a distinção máxima atribuída por este guia. Falamos do Vila Joya, em Albufeira, liderado pelo chef Dieter Koschina. E pelo Vista, em Portimão, há mais de dez anos nas mãos do chef João Oliveira. Este segundo, acumulou ainda uma segunda distinção – o Sol Sustentável, justificado pela "paixão pelo mar do Algarve num menu de fine dining que já cumpriu os seus dez anos sem carne", como denota o Guia Repsol Portugal em comunicado. DRJoão Oliveira e Dieter Koschina Os dois restaurantes algarvios juntam-se assim aos restantes que, desde o ano passado, partilham o mais importante selo do guia, os 3 Sóis, destinado a aclamar os melhores no segmento do fine dining. São eles o Belcanto (Lisboa), o Il Gallo D’Oro (Funchal), o Ocean (Lagoa) e o The Yeatman (Vila Nova de Gaia). São, actualmente, seis. "É um trabalho de consistência. São 11 anos no mesmo projecto, no qual acreditamos. Criámos um conceito, uma lógica, um sentido, uma ideologia e temos vindo sempre
Há um novo rooftop no Chiado e a vista sobre Lisboa é de 360 graus

Há um novo rooftop no Chiado e a vista sobre Lisboa é de 360 graus

Seja para que lado nos voltemos, vemos Lisboa. Vemos o Castelo de São Jorge, a Sé, os miradouros da Graça, os altos edifícios do Saldanha e ainda uma parte da Ponte 25 de Abril. O Beyond Rooftop Bar ocupa os dois últimos andares do Lisbon Chiado Hotel – o cinco estrelas que alberga também o Broto de Pedro Pena Bastos – e abriu em Setembro do ano passado com uma nova perspectiva sobre a cidade. Uma visão de 360 graus, com o Teatro da Trindade mesmo ali ao lado e toda uma Baixa aos seus pés. O espaço, que pode acomodar até 150 pessoas, está aberto também a não hóspedes e se a primeira impressão é a de uma sala sóbria, confortável e sossegada, bem ao estilo de bar de hotel, são as áreas exteriores que conquistam de imediato a clientela. Existem duas varandas – uma exposta ao frenesim do Chiado, a outra, a favorita, debruçada sobre Lisboa. À distância de dois lanços de escada, fica a esplanada superior, ponto mais alto do edifício, onde tudo é vista. DR Um cenário propício a abrir a carta de bebidas, sobretudo agora que a Primavera que instala confortavelmente. Os vinhos são todos portugueses, à excepção dos champanhes. Na secção de cocktails, os clássicos podem estar omissos, mas não se negam a ninguém, embora as grandes especialidades sejam as fórmulas criadas na casa. Henrique Fonseca é o chefe de bar e ajudou a elaborar cada receita. Hazuki (18€) é a primeira recomendação. Um sour de vodka que tem servido de refresco nestes primeiros dias de sol. É uma bomba cítrica, uma ve
Inês e Miguel queriam abrir uma loja anti-tédio. Conseguiram

Inês e Miguel queriam abrir uma loja anti-tédio. Conseguiram

Inês Mota Cardoso e Miguel Sarrazola são amigos de longa data. Ao fim de alguns anos a cogitar sobre qual seria a melhor ideia de negócio, chegaram ao projecto em questão – uma loja que fosse simultaneamente uma gift shop, com a devida atenção para com os turistas que visitam a cidade, e um espaço com lugar para o design e para a criatividade. Há quase dois meses, o sonho concretizou-se. Chama-se The Unboring Store e fica no Chiado. Rita Chantre "O nosso foco não é ser só uma loja para estrangeiros, mas também conquistar clientes locais. Também quisemos que este espaço não fosse só uma loja. Fizemos aqui uma espécie de caminho em que as pessoas podem ver as peças, mas também com zonas mais instagramáveis, onde podem tirar fotografias", explica Miguel. Refere-se a pequenas atracções, como a parede coberta de espelhos ou as escadas em caracol, que têm servido de cenários para sessões improvisadas. O resto são compras e, nesse campeonato, pode dizer-se que a The Unboring Store é uma loja de variedades. Encontramos aqui as cerâmicas de autor de Carlos Manuel Gonçalves, os irrequietos Optimists (também em versão candeeiro), as peças de roupa da Portugal Social Club e muitas outras ideias originais – para quem procura um presente, para quem não quer voltar das férias de mãos a abanar ou simplesmente para quem tropeça na montra e é vencido pela curiosidade. Há papelaria, joalharia, brinquedos e peças de arte, numa selecção que combina criatividade nacional e marcas importadas. Ri
Em Maio, arte e antiguidades têm encontro marcado na Cordoaria Nacional

Em Maio, arte e antiguidades têm encontro marcado na Cordoaria Nacional

A 23.ª edição da LAAF – Lisbon Art & Antiques Fair acontece de 9 a 17 de Maio, na Cordoaria Nacional, como manda a tradição. Com organização da APA – Associação Portuguesa dos Antiquários, o evento volta a reunir dezenas de galerias, designers e antiquários no mesmo espaço, percorrendo um vasto leque de épocas e manifestações artísticas – da antiguidade clássica à contemporaneidade, da pinturas e da escultura ao design e à joalharia. Entre as presenças já confirmadas nesta feira contam-se nomes bem conhecidos do sector, como Carlos Carvalho Arte Contemporânea, D'Orey Azulejos e Antiguidades, Galeria Bessa Pereira, Galeria São Mamede, J. Baptista, Objectismo, Oitoemponto (que também é o estúdio de arquitectura e design de interiores responsável pelo projecto cenográfico da feira), São Roque, Trema Arte Contemporânea e Ultramar Galeria. A Rosior e a Arte em Acção são duas estreantes desta edição. Além de um circuito expositivo que vai combinar arte, design e antiguidades, e percorrer séculos de história, a LAAF – Lisbon Art & Antiques Fair volta a integrar um programa de debates. As Conversas Sobre Arte desdobram-se, este ano, em cinco sessões, marcadas para os dias 11, 12, 13, 14 e 16 de Maio, sempre às 18.00. Entre os temas abordados vão estar as falsificações no mercado da arte, peças em prata ou o quotidiano da mesa real no Palácio Nacional da Ajuda. Avenida da Índia (Belém). Dom-Sex 15.00-21.00, Sáb 15.00-23.00. 15€ (25€ bilhete duplo com catálogo) 🗞️ Mais notícias: fiqu
Lisboa celebra Abril – sem Festival Política, mas com banda da GNR e Herman José

Lisboa celebra Abril – sem Festival Política, mas com banda da GNR e Herman José

Entre os dias 11 e 25 de Abril, o Cinema São Jorge e o Beato Innovation District serão dois dos palcos de mais uma edição das Festas de Abril. O programa cultural da EGEAC Lisboa Cultura, até aqui concebido para reflectir valores como a liberdade e a democracia e em torno de vultos da Revolução, regressa este ano numa versão mais compacta, para assinalar "o regresso do sol e das andorinhas", como se lê em comunicado. Todas as iniciativas são gratuitas. O arranque das festividades primaveris fica a cargo da Charanga a Cavalo da GNR, no dia 11 de Abril, às 16.00, no Terreiro do Paço. No dia 15 de Abril, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, celebra-se a língua portuguesa e a sua diversidade com o espectáculo Por Um Mundu Nôbu, que junta Calema, Carolina Deslandes, Dino D'Santiago, Jota Pê, Koffy, Soraia Morais e a Orquestra Sem Fronteiras, de Martim Sousa Tavares. O bilhete deve ser previamente levantado na bilheteira, a partir das 16.00. O Beato Innovation District será, este ano, o palco principal das Festas de Abril. No dia 17, às 21.30, o espectáculo de Herman & Quarteto vai juntar música e humor. Um dia depois, à mesma hora, é a vez dos eborenses Vizinhos entoarem temas como "Pôr do sol", "Pobre ex-namorado" e "Casar é para esquecer". Também no Beato, a antiga Fábrica de Moagem da Manutenção Militar abre-se a visitas guiadas. São duas – dias de 17 e 25 de Abril, às 15.00 – e para participar é preciso inscrever-se previamente através do e-mail reservas@museud
Este jardim secreto esconde provas de vinhos, queijos e enchidos

Este jardim secreto esconde provas de vinhos, queijos e enchidos

A sensação é de escape em plena cidade. Tocamos à campainha e, de repente, estamos num jardim que é refúgio em pleno Cais Sodré. O local em questão é o 54 São Paulo Exclusive Boutique Hotel, que até aqui reservava o acesso a este espaço aos seus hóspedes. Desde o último mês que a atracção se tornou universal, embora se mantenha discreta, como aliás convém a este tipo de oásis. Todos são bem-vindos, especialmente quem partilhar com os proprietários desta cadeia hoteleira o gosto pelo vinho. Rui Valido "São os dois amantes de vinhos e fizeram um teste – escolheram uns vinhos que gostavam, servíamos aos hóspedes, pare eles próprios quando vinham, mas acabaram por não investir na altura. Assim que o hotel se consolidou, surgiu logo a oportunidade: porque não continuar com o bar de vinhos? E fez todo o sentido. Porque não é um bar de vinhos como os outros, não tem aquela formalidade. É uma coisa leve, para vir em grupo", começa por introduzir Ana Fonseca, gestora de marketing do grupo 54 Collection. Fala em "criar bons momentos" através do vinho e, claro, com o forte contributo do jardim, embora também haja um espaço interior (e com lareira) para os dias mais frios. As provas são uma das opções. Além delas, há uma carta com quase 40 referências nacionais e um entendido sempre pronto para dar sugestões. Chama-se Vasco Gonçalves e é um dos responsáveis pela escolha dos vinhos, em particular pela selecção de vinhos servidos a copo, que neste momento se aproxima dos 30. Há tintos, b