Experimentou o Lifestyle e a Cultura e nunca mais quis outra coisa. Bastou uma rápida passagem pela redacção do Público (corria o ano de 2011) para perceber o bem que se está por estas bandas. A Time Out encarregou-se do resto – de o levar a conhecer os cantos à cidade de Lisboa e fazê-lo ganhar um gostinho por lojas, artesãos e novas marcas locais. A moda esteve sempre no topo da lista, dentro e fora da redacção. À mesa, será sempre um eterno dividido entre as modernices do nosso tempo e todos aqueles lugares que pararam no tempo. Se tudo um resto falhar, um bom croquete vai sempre fazê-lo feliz.

Mauro Gonçalves

Mauro Gonçalves

Editor Executivo, Time Out Lisboa

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Articles (228)

Nestas floristas de Lisboa é sempre Primavera

Nestas floristas de Lisboa é sempre Primavera

Jarros, malmequeres, peónias, rosas, frésias, girassóis, narcisos e tulipas. A lista continua, até porque, nas melhores floristas em Lisboa, uma das características é precisamente a diversidade. Mas não basta ter muitas flores – e diferentes. É preciso ter um dom para juntar diferentes espécimes, combinar cores, equilibrar proporções e construir ramos originais, ou então centros de mesa harmoniosos e que encham o olho. Seja para oferecer a quem mais gosta ou para alegrar a casa ou o escritório, tome nota deste roteiro floral: são as nossas floristas favoritas na cidade. E não tem de esperar pela Primavera. Recomendado: As melhores lojas para comprar plantas em Lisboa  
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Numa semana em que não há inaugurações de peso a registar, resta-nos recomendar que aproveite os últimos dias para espreitar duas exposições que estão de saída. Falamos de "PicNic", exposição de fotografia de Nuno Andrade, vencedor da primeira edição do Prémio Narrativa – Fujifilm, na Narrativa, e de "Boa Good Sorte Luck". Esta segunda apresenta o trabalho de Sara Graça, jovem artista que explora diferentes suportes e que expõe pela primeira vez a título individual. Caso queira mais opções, rume a Belém – tem duas novas exposições dignas de visita. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa em Fevereiro de 2026  
As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

As melhores coisas para fazer este fim-de-semana em Lisboa

Parece que o tempo cinzento vai, finalmente, dar tréguas. Num fim-de-semana em que o céu abre, a cidade põe-se ao sol – seja em Belém, onde há novas exposições para ver, ou no eixo Marvila-Beato, com batucadas e lutas performáticas a garantir o entretenimento dos lisboetas. Na restante agenda, encontra peças de teatro acabadas de estrear e concertos um pouco por toda a cidade. Pode sempre contar com os novos bares da cidade para ficar acordado até mais tarde. Para comer, é marcar mesa num dos novos restaurantes de Lisboa. Recomendado: Fim-de-semana perfeito em família
Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses) crescem a olhos vistos. Afinal, o nosso vinho é um dos melhores do mundo e fica bem em diversas ocasiões. Seja para se refrescar a meio da tarde, aconchegar-se ao fim do dia ou até para ganhar balanço numa noite de festa, reunimos os melhores bares de vinho em Lisboa, onde além de conseguir beber um copo (muitas vezes de referências fora da caixa) pode forrar o estômago com alguns petiscos tradicionais. Beber de barriga vazia é que não.  Recomendado: Os 20 melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa
Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer

Que não lhe faltem opções se a ideia for entrar num bar para se surpreender com a carta de cocktails, ou então ter uma mão-cheia de vinhos escolhidos a dedo à disposição. Em Lisboa, o roteiro de bebidas depois do pôr-do-sol tem crescido – no centro da cidade, ou em localizações mais inesperadas. Se a novidade é o critério que mais valoriza, vá por nós, que acabámos de reunir numa lista os novos bares em Lisboa que tem mesmo de conhecer. Quanto ao brinde, não podemos fazê-lo por si. Recomendado: Karaoke em Lisboa: sítios para cantar fora do duche  
The best restaurants in Lisbon for 2026

The best restaurants in Lisbon for 2026

As well as having an endless number of things to do, museums to visit, bars to try, and fado music to weep along to Lisbon has a truly incredible food scene, stretched all over the city. The best ones even make it into Time Out Market Lisboa, where you’ll find Lisbon’s most exciting dishes all under one roof. Our team of local experts has compiled this list to give you an insider look into what’s really worth eating in Lisbon, from classic Portuguese to global options. Here are our editor’s favourite restaurants in Lisbon right now. Enjoy! ➡️ READ MORE: Ultimate guide to where to eat in Lisbon Lisbon’s best restaurants at a glance ⭐ Best Michelin-starred: Belcanto 🥘 Best traditional Portugese: O Velho Eurico 🦞 Best seafood: Cervejaria Ramiro 🥩 Best steak: Sala de Corte 🥙 Best sandwich: As Bifanas do Afonso 🍔 Best burger: Ground Burger This guide was written by the editorial team at Time Out Lisbon, and translated into English for our global audience. At Time Out, all of our travel guides are written by experts across Europe. For more about how we curate, see our editorial guidelines.  🔔 BOOK NOW: Our favourite hotels and Airbnbs in Lisbon
Restaurantes em Lisboa com menu do Dia dos Namorados

Restaurantes em Lisboa com menu do Dia dos Namorados

Como já vem sendo hábito, os restaurantes em Lisboa não perdem a oportunidade para criar menus especiais e, muitas vezes, mais generosos, para o dia mais romântico do ano (ou piroso, como preferir) – o Dia de São Valentim. Há de tudo e a maioria são criações exclusivas para esta noite. De tal maneira que, se não ficar de casamento marcado, fica com a barriga reconfortada. Confira a lista que se segue e não se esqueça de reservar mesa. Deixamos-lhe 15 restaurantes em Lisboa com menu para o Dia dos Namorados.  Recomendado: 12 hotéis românticos em Portugal para uma escapadinha a dois
Agora é que são elas: 15 ideias de presente para o Dia dos Namorados

Agora é que são elas: 15 ideias de presente para o Dia dos Namorados

Por muita resistência que encontre em assinalar o Dia dos Namorados, convém ter sempre qualquer coisa à mão. Até porque, se no dia 14 de Fevereiro aparecer de mãos a abanar, corre sérios riscos de para o ano ter de celebrar a data do lado dos solteiros. Inspire-se na nossa lista de sugestões de presente para o Dia dos Namorados. Temos 15 ideias de presente para ela, das jóias à lingerie, dos cremes à arte mais sugestiva, há de tudo por aqui – até jogos e objectos para brincadeiras de gente grande. Recomendado: Para ele: 15 ideias de presente do Dia dos Namorados 
Os melhores sítios para um primeiro encontro em Lisboa

Os melhores sítios para um primeiro encontro em Lisboa

Porque a vida pode ser mais ou menos cheia de primeiros encontros, convém fazer algum trabalho de casa. Os bares e restaurantes costumam ser os lugares de eleição na hora de marcar o primeiro encontro em Lisboa, seja com um amigo de amigos, ou com alguém que conhecemos à distância de uma aplicação da especialidade. Mas não são os únicos. À cidade não falta romantismo, das mesinhas pensadas para apenas duas pessoas, aos balcões corridos que promovem a cumplicidade. Vá por nós e conheça 14 sítios ideais para um primeiro encontro em Lisboa. Recomendado: Bares românticos em Lisboa para impressionar
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
Motéis em Lisboa: baratos e sempre prontos para uma rapidinha

Motéis em Lisboa: baratos e sempre prontos para uma rapidinha

O que não falta por aí são hotéis românticos para uma escapadinha a dois, mas na hora de cumprir fantasias, os motéis são uma espécie de recreio onde os adultos podem dar largas à imaginação. Camas redondas, quartos com piscina interior, garagens privadas, brinquedos sugestivos, luzes psicadélicas e tarifas à hora. Por cá, não faltam sítios para partir numa aventura romântica. Eis os melhores motéis em Lisboa e arredores para uma rapidinha ou para passar longas horas. Em alguns consegue até entrar pela porta das traseiras, sem que ninguém o veja – e não, isto não é um trocadilho. Recomendado: Bares românticos em Lisboa para impressionar num encontro
Dia dos Namorados: coisas para fazer aos pares (ou não)

Dia dos Namorados: coisas para fazer aos pares (ou não)

Parece que o Cupido acertou em cheio na agenda da cidade. Dos jantares à luz das velas (e qualquer coisa mais) às oportunidades para pôr as quatro mãos na massa, Lisboa rende-se lentamente aos caprichos deste menino de arco e flecha na mão. No que depender de nós e das nossas sugestões, a lamechice será sempre em doses controladas. O mesmo não se pode dizer do conteúdo mais libidinoso, que por esta altura do ano espreita em cada esquina, sobretudo numa cidade como Lisboa, que já tem o seu quê de romantismo. Tome nota. Recomendado: Motéis em Lisboa – sempre prontos para uma rapidinha 

Listings and reviews (27)

Relíquias da Memória

Relíquias da Memória

Mais do que uma loja, este é um daqueles sítios onde nos podemos perder — em épocas e acabamentos, em detalhes e medidas, a visualizar como esta ou aquela peça ficariam lá em casa. Os objectos são às centenas e atravessam séculos de história. No espaço anteriormente ocupado pela República das Flores, as peças de decoração, mobiliário e luminária são a perder de vista. Há de tudo um pouco: arte sacra, móveis oitocentistas, candeeiros da década de 60, porcelanas orientais, lustres, letreiros e até um antigo posto de gasolina.
Homecore

Homecore

Alexandre Guarneri conheceu Portugal há 30 anos, na mesma altura em que fundou a sua própria marca de moda e lhe deu um nome que perdura até hoje, Homecore. Disposta em dois expositores, a colecção divide-se entre as linhas masculina e feminina. No vestuário, há um tipo de minimalismo que privilegia os cortes e os materiais. Muitas das roupas são reversíveis e feitas com tecidos provenientes de stocks parados de fábricas portuguesas. Mas há mais para descobrir nesta loja. Veja, os ténis que andam nas bocas do mundo, estão aqui e são, também eles, um projecto de amigos. La Boite Concept, uma marca francesa de colunas, gira-discos e sistemas de som, demonstra uma verdadeira valorização do design, enquanto as cerâmicas de Cécile Mestelan incorporam as linhas de algumas das peças da Homecore. A montra fica completa com a perfumaria e cosmética da bicentenária Buly e com as almofadas do Flores Textile Studio.
Boudoir Vintage Boutique

Boudoir Vintage Boutique

Entrar na Boudoir Vintage Boutique é como afastar a cortina que separa esta antiga sala, reservada à intimidade feminina, do resto da casa. Entre corpetes cor-de-rosa, luvas de renda, camisas de noite e combinações de toque sedoso e robes acetinados, a abertura da loja, em Abril de 2021, veio aumentar o nível de especificidade dos espaços já dedicados ao segmento da segunda mão em Lisboa. Aqui, brilha a roupa interior. A roupa interior não é a única coisa à venda na Boudoir Vintage Boutique. Como complemento, existem expositores com outras peças em segunda mão, algumas com assinatura de designer. 
Sons of the Silent Age

Sons of the Silent Age

É a última inauguração de Bruno Lopes e Tiago Andrade, também conhecidos como os senhores da moda vintage. A loja que nasceu como projecto fotográfico ganhou um espaço físico, mesmo em plena pandemia. Ao lado de peças mais especiais (o que inclui Chanel, Dior ou Saint Laurent), há peças personalizadas pelos próprios proprietários. Além do espaço na Calçada do Combro, a Sons of the Silent Age também já chegou à Rua do Ouro, no número 172.
Studiorise

Studiorise

É no estúdio onde tudo acontece. É escuro, tem capacidade para 20 pessoas e está equipado com um sistema de som digno de uma pista de dança. Porém, dançar só mesmo com os pés atarraxados nos pedais. Sim, porque estas aulas exigem calçado próprio, disponibilizado pelo estúdio e a fazer lembrar as velhas idas ao bowling. O studiorise abriu em Outubro de 2021 com uma versão festiva das habituais aulas de cycling. São 45 minutos non stop, o que significa que tem de ir preparado para suar em bica, do princípio ao fim. Não se preocupe porque no escurinho da sala não dá para ver nem a pessoa que está ao lado. Quanto à música, tudo depende de quem dá a aula. A trupe de instrutores é a jóia da coroa do Studiorise. São sete e cada um leva para o estúdio os seus ritmos favoritos.
American Vintage

American Vintage

Foram anos a conquistar a clientela lisboeta com um estilo minimalista de inspiração mediterrânica. Em 2021, a francesa American Vintage decidiu expandir-se na capital portuguesa e abrir uma loja na artéria mais luxuosa da cidade, a Avenida da Liberdade. Com cerca de 150 metros quadrados, o espaço reúne as colecções feminina e masculina da marca e faz parte de um plano de novas aberturas que contempla várias cidades europeias.
Drogaria Oriental

Drogaria Oriental

Quem diria que a loja que vende as famosas toucas às flores já tem mais de 120 anos? Nada mal. Ao contrário dos velhos negócios familiares que passam de pais para filhos, entre os três proprietários que a Drogaria Oriental já teve, não há qualquer parentesco. Nas prateleiras mantêm-se as especialidades da casa e não há grande superfície que lhes faça sombra. São escovas de fios de seda, sabonetes Ach. Brito, cremes Benamôr, perfumaria avulsa (ainda com os frascos antigos) e, claro, as toucas que um dia Cristina Ferreira descobriu e que, depois disso, começaram a sair que nem pão quente para todos os pontos do país. E o balcão é mesmo o original.  
Galeria Underdogs

Galeria Underdogs

Nascida em 2010 num armazém colossal do Braço de Prata, por aí passam alguns dos mais mediáticos artistas da actualidade. Dantes, o grande corpo artístico que é a Underdogs vivia com um pé em Marvila e outro no Cais do Sodré, mas os pés juntaram-se para caberem todos dentro do armazém na Rua Fernando Palha. Se antes havia duas casas a albergar obras de arte, agora passa a haver só uma – a Underdogs Art Store está agora instalada em Marvila, junto da galeria que sempre esteve por ali. Além disso, há também a Underdogs Capsule, dedicada a pequenas exposições e projectos experimentais.
Smile You Are in Spain Studio Part I

Smile You Are in Spain Studio Part I

Não, esta exposição não é financiada pelo Instituto de Turismo de España, embora a campanha publicitária lançada em 2004 tenha inspirado, e muito, o artista em questão. O objectivo foi, desde o início, ter magotes de gente a passar férias pelo país inteiro. Ora, o português Luís Lázaro Matos fez-lhes a vontade. Pisou os cenários paradisíacos dos anúncios e olhou para a forma como a paisagem, as tradições, as pessoas e a arte depressa são convertidas em coisas pontas a consumir. Daí, nasceu “Smile You Are in Spain Studio”. A primeira parte acaba de inaugurar na galeria Madragoa; a segunda, na forma de uma instalação performativa, vai ter de esperar até dia 24 de Fevereiro, dia em que arranca mais uma edição da ARCO, em Madrid. Mas, afinal, que postais trouxe o artista desta gincana por terras espanholas? Bem, talvez seja melhor saber primeiro o que levou na mala. Um smile e, por oposição, O Grito, de Edvard Munch, aqui, símbolo do amargo de boca trazido pela crise económica que bateu à porta, anos depois. A obra-prima foi à praia, tirou fotografias e agora o cenário veraneante veio para Lisboa, com paredes amarelas, desenhos na fachada da galeria e com a música “Hay Que Venir Al Sur”, de Raffaella Carrà, a ecoar ao longo da exposição. Vídeo, fotografia e desenho abrem o apetite para ver o capítulo seguinte. Até lá, é na Madragoa que o Verão espanhol estende a toalha.
Second Chance

Second Chance

Para João Figueiredo, não há como o retrato clássico. É no meio de intrigas palacianas e caprichos da nobreza que o artista ocupa a Galeria Espaço Arte Livre até meados de Janeiro. Nos últimos anos, este tem sido o cenário trabalhado por João e o resultado é agora trazido para a Avenida. Há uma instalação e um vídeo, mas é nas pinturas que o autor desafia os visitantes e desvendarem as histórias das personagens que lhe têm povoado o imaginário. Da condessa de peitos fartos e olhar superior ao barão de ar comprometido, em alguns casos as expressões denunciam que estão ligados entre eles e pelas razões mais rocambolescas. A relação de quem visita “Second Chance” com as pinturas é, por isso, imediata, numa espécie de big brother setecentista. No final, muito fica por desvendar, não fosse o artista um perito em aguçar curiosidades.
Barahona Possollo

Barahona Possollo

Depois do retrato oficial do ex-presidente da República, já muita tinta correu do pincel de Carlos Barahona Possollo. Ainda assim, esta é a primeira exposição do pintor, desde que a obra-prima veio a público, momento a que o próprio chama de “impacto mediático”. Se o nome continua fresco na cabeça dos lisboetas, isso só o número de entradas no Espaço Cultural Mercês o dirá. O que garantimos, desde já, é que Barahona Possollo volta ao Príncipe Real em preparos bem diferentes dos da última vez. O homoerotismo esbateu-se. Há corpos sim, mas muito mais próximos do nu mitológico, daquele que tem as curvas e protuberâncias todas no sítio, mas que não faz corar tanto. Dado o primeiro aviso, o segundo: aqui, o pintor diversificou o formato. Mal entramos, tanto damos de caras com o rapaz saudável com meia melancia (do mais próximo dos trabalhos anteriores de Possollo que vai ver por aqui), como nos apercebemos da quantidade de pequenas telas espalhadas pelas paredes. É caso para dizer que o artista se rendeu ao encanto das coisas pequenas. “Sinto que nos quadros pequenos posso arriscar mais do que nas grandes telas. Nessas, acho que não me dou tanta liberdade”, explica. E quando olhamos de perto, o realismo de Barahona Possollo ganha outros ares. Atraído pela mancha impressionista, passou o último ano de volta de paisagens: falésias, rochedos, colinas e, em dois casos muito particulares, a cidade de Lisboa. Ao longo dos quase 30 quadros, a figura humana ficou para segundo plano, numa
Pontas Soltas

Pontas Soltas

O senhor da imagem está bem, não se preocupe. Por estes dias, a loja e galeria Mona, nas Janelas Verdes, recebe a exposição “Pontas Soltas”, de Ivo Purvis, mais uma mente criativa da publicidade que se deu conta de que o que faz todos os dias talvez tenha o seu quê de artístico. E parece que algumas boas ideias não se chegaram a conveter em anúncios. Aqui, a avalanche de bonecada foi inevitável. Homem dos Bonecos é uma das imagens que pode ver durante as próximas semanas.

News (914)

A Casa Capitão vai ter um mercado mensal. O primeiro é já em Março

A Casa Capitão vai ter um mercado mensal. O primeiro é já em Março

Já podíamos ir ao Beato beber copos, petiscar, almoçar uma cabidela, ver um concerto ou até levar os mais pequenos à discoteca. Agora, a Casa Capitão também entra para o roteiro de compras. No dia 1 de Março, acontece a primeira edição do Há Feira! – um mercado que junta criativos e negócios locais, mantendo o espírito que caracteriza a casa, ou seja, com música, comes e bebes. A entrada é gratuita. A moda e a cultura compõem a selecção de marcas e projectos do primeiro Há Feira! e querem representar o que de melhor se faz na cidade. No Unicorn Stage, haverá bancas de discos da Alta Records e da Cuca Monga, bem como de livros, cortesia da Greta Livraria, da Ler Devagar e da Well Read. A Galeria Escultórica e Mónica Thudichum levam as suas melhores cerâmicas para compor a montra. Na Lobo Apparel, encontra o que vestir. Os acessórios de moda ficam por conta de Bessangana África, Empress Kambundo, FERAS, Iolanda Loba e Trixy. Pelo meio, ainda vai encontrar as ilustrações da Lavandaria e da Oficina Fritta, os tricots da Monkey Hug, a arte figurativa de Bogi Balogh, a tipografia moderna do papeleiro Doido e as peças originais d'A Avó Veio Trabalhar. Para dar ambiente a este domingo passado no Beato, budallmusic e Lady G Brown encarregam-se dos DJ sets. Para ferrar o dente, conte com o menu de esplanada da Mesa, o restaurante da casa, chefiado por Bernardo Agrela. A ideia é repetir a dose uma vez por mês. À Time Out, a Casa Capitão confirmou a intenção de ter Há Feira! todos os mes
Nesta casa de paredes salmão, há tarot, jogos de tabuleiro e comida de conforto

Nesta casa de paredes salmão, há tarot, jogos de tabuleiro e comida de conforto

Num dia de chuva incessante, nada parece perturbar o ambiente calmo e sereno que se vive dentro da House of EORS. O espaço abriu em Outubro e foi idealizado por Maria Constantinescu, advogada romena que, há quatro anos, escolheu Lisboa para se fixar. Um lugar pensado para escapar à realidade e proporcionar instantes de evasão. Da cor das paredes, um salmão intenso, e dos sofás aveludados às peças de arte e alusões ao zodíaco, é como se entrássemos noutra dimensão. "Estava na altura de me envolver mais. Acho que vir para cá só para tirar partido da cidade e gastar aqui o meu dinheiro acaba por ser coisa de turista. Acho que, para se ser um residente, é preciso interagir de uma forma mais profunda. Tem de ser uma troca e não simplesmente um aproveitamento das coisas incríveis que Portugal tem para oferecer", começa por contextualizar. RITA CHANTREMaria Constantinescu Mas esta não foi a primeira ideia de Maria. Começou por procurar um espaço para abrir um pequeno cinema, uma sala dedicada aos clássicos e que representasse uma antítese da velocidade a que consumimos sons e imagens nos dias que correm. Mas encontrar uma tipologia tão específica em Lisboa revelou-se uma missão praticamente impossível. Depois de passar várias vezes pela Rua da Esperança, em Santos, decidiu entrar e dar uma oportunidade ao espaço onde o projecto viria a ganhar forma. "Entrei, vi este arco e, imediatamente, tornou-se óbvio que seria um café, com uma sala para workshops, espaço para eventos, uma sala
Evento de vinhos põe castas portuguesas à prova no Hotel Tivoli

Evento de vinhos põe castas portuguesas à prova no Hotel Tivoli

O Hotel Tivoli é palco da segunda edição do Só Castas, evento que enaltece a produção vitivinícola nacional, com especial foco nas castas portuguesas. Acontece nos dias 10 e 11 de Abril e promete juntar produtores, outros profissionais do sector e público interessado. Embora a organização ainda vá divulgar mais detalhes sobre esta edição, nomeadamente o nome do país convidado, sabe-se que o programa inclui uma conferência, provas livres e provas comentadas, duelos de castas e também um espaço dedicado a castas raras. Outras informações sobre o programa e participantes serão divulgadas "em breve". Avenida da Liberdade, 185 (Avenida). 10-11 Abr. 20€ 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Directamente do Brasil, o cabeleireiro das estrelas abriu um salão em Lisboa

Directamente do Brasil, o cabeleireiro das estrelas abriu um salão em Lisboa

A primeira impressão não é clara. Se o nome C.Kamura não for já uma referência, a entrada do novo salão, nas Avenidas Novas, pode facilmente confundir-se com um spa ou com uma boutique de luxo. O que vemos é apenas uma recepção, pintada de bege e branco, e onde são dadas as boas-vindas antes de começarmos a descer. Celso Kamura, o homem que dá nome ao espaço, não está. Tampouco o seu parceiro de negócio, Otávio Lameiro, também ele um ás dos cabelos e director criativo do novo salão. É Richard William quem faz as honras. Top stylist com anos de experiência, foi a escolha da dupla brasileira para integrar a equipa do primeiro salão da marca fora do Brasil. Estamos, oficialmente, no segmento do luxo. Até aqui, existiam apenas dois espaços C.Kamura – um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. O terceiro abriu em Lisboa, no final do ano passado. "A primeira pessoa que entrou nesse prédio fui eu. Quando o Otávio mandou as fotos para o Celso, ele falou: tem tudo para ser um C.Kamura", explica Richard William. Num registo mais acessível, existem também os Celso Kamura Salões. Esses são cinco e estão apenas no Brasil. DR Mas antes de mais, uma introdução sobre Celso e o seu império. Há mais de 30 anos que, no Brasil, o nome de Kamura é indissociável do mundo da beleza. Uma sumidade, pode dizer-se. Com cinco décadas de carreira, começou por ser maquilhador. O seu trabalho consolidou-se nos bastidores da moda brasileira – primeiro com o Phytoervas Fashion, na primeira metade da década
Leitão assado e espumante: a próxima festa da Praça vai ser uma ode à Bairrada

Leitão assado e espumante: a próxima festa da Praça vai ser uma ode à Bairrada

Os apreciadores desta iguaria da região Centro já estão com água na boca. No dia 7 de Março, a Praça, no Beato, acolhe a Festa do Leitão e do Espumante. Como o nome indica, o evento vai reunir um dos duos mais felizes da gastronomia portuguesa: leitão assado e espumante da Bairrada. As portas abrem ao meio-dia e a festa prolonga-se até ao fim da tarde. No capítulo da carne, serão três os assadores presentes no local, em representação de três prestigiados restaurantes, embaixadores do leitão da Bairrada: Burguezia do Leitão, Nova Casa dos Leitões e Rei dos Leitões. E haverá várias formas de degustar esta especialidade, a começar pela clássica. A dose individual será servida com 150 gramas de carne, batata frita, laranja e salada (12€), enquanto a dose take away inclui 350 gramas de carne e é servida sem salada (32€). Não vão faltar os rissóis e as empadas de leitão (3€), nem as sandes acompanhadas com batatas fritas (10€). Do lado das bebidas, o bar de espumantes vai contar com mais de 40 referências, algumas delas servidas a copo. Há duas provas comentadas, às 12.00 e às 17.00, e a participação tem um custo de 15€ por pessoa. No bar, os preços vão dos 13€ aos 30€ (garrafa) e dos 3€ aos 5€ (copo). O evento é de entrada livre, mas a compra de copo de prova (6€) é obrigatória. Travessa do Grilo, 1 (Beato). Sáb 7 Mar 12.00-18.00. Entrada livre As últimas de Comer & Beber na Time Out A Gala Michelin aproxima-se – e nós já sabemos alguns detalhes sobre a cerimónia de 10 de Março.
Já não FICA em Arroios! Oficina de artes mudou-se para o Marquês de Pombal

Já não FICA em Arroios! Oficina de artes mudou-se para o Marquês de Pombal

Não é só uma mudança de casa e para outra zona da cidade. Ao fim de uma década, e depois de já se ter fixado em Alcântara e em Arroios, a FICA Oficina Criativa ganhou um espaço maior. Com cerca de 425 metros quadrados, as novas instalações ficam na zona do Marquês de Pombal, agora capacidade para realizar mais workshops e para acolher mais participantes. São dois pisos de oficina dedicada a várias técnicas manuais. O novo espaço permite, contudo, que haja um maior foco em disciplinas como a cerâmica, a marcenaria e a serigrafia e ainda novos workshops de cianotipia, embora as técnicas têxteis e de fibras naturais continuem a fazer parte do currículo. DR A inauguração está marcada para sexta-feira, 20 de Fevereiro, entre as 16.00 e as 20.00. Quem quiser pode juntar-se às pequenas apresentação planeadas para essa data, dedicadas à cerâmica, à serigrafia, à marcenaria e ao tufting. O espaço continua a ter dias de oficina aberta. Assim, quem já domina técnicas e equipamentos, pode aparecer só para produzir independentemente na área da cerâmica. É às terças e quintas. Por anunciar estão os workshops dedicados aos mais pequenos, bem como as oficinas que os vão ocupar durante as férias de Verão. Rua Bernardo Lima, 10 C (Marquês de Pombal) 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
A Adega Etelvina quer provar que o Bairro Alto se salva com petiscos e vinho

A Adega Etelvina quer provar que o Bairro Alto se salva com petiscos e vinho

Etelvina. Assim se chamava a avó de Tiago Pinheiro Alves. E abrir um estabelecimento, com adega como prefixo, é na verdade uma homenagem. "Aliás, é uma homenagem às mulheres da minha família. A minha bisavó emigrou para o Brasil com 14 anos, sozinha, sem saber ler nem escrever. Casou em Manaus e abriu a Casa Baliza, uma taberna. Em 1930, voltou para Lisboa – grávida de gémeos, um deles o meu avô – e abriu uma taberna na Rua do Paraíso. O meu avô casou-se com a minha avó Etelvina e abriram a terceira taberna da família. A minha mãe e eu fomos criados nessa taberna", conta. Mais do que uma segunda vida – Tiago foi, durante 13 anos, um dos sócios da badalada Taberna da Rua das Flores –, a Adega Etelvina mas parece uma sina. Cansado dos encargos da restauração e dado o interesse crescente por vinhos, no novo projecto, que abriu em Novembro, cabem 50 referências de vinhos, todas de produção nacional. Não há cerveja (algo que anuncia com satisfação) e os acepipes e petiscos são humildes complementos à copofonia. RITA CHANTRE Em três palavras: "comida da avó". Tibornas, conservas, quejios, carnes frias, boquerones e ostras da Ria de Aveiro. Depois, alguns petiscos quentes também para picar e que vão variando. É comum apanhar lulas recheadas e alcatra estufada. Mais uma vez, sem desprimor para os sólidos, quem aqui vem, vem pelo vinho. É um espaço para entendidos, mas também para quem não quer levar o vinho que bebe demasiado a sério. A adega é pequena, mas tem lugar para todos. "H
Com receitas improváveis e produtos locais, as pizzas do Patife estão (quase) sempre fora da caixa

Com receitas improváveis e produtos locais, as pizzas do Patife estão (quase) sempre fora da caixa

Da mesma forma que, à mesa, há espaço para mais uma fatia, Lisboa tem sempre espaço para mais uma pizzaria. Ainda mais quando três amigos – apreciadores confessos desta iguaria italiana – se propõem a criar a melhor pizza da cidade. É assim que começa a história de Francisco Tavares, João Maria Bernardino e Miguel Varanda. O Patife abriu em Santos, em Abril do ano passado, e mesmo antes de se comer o que quer que seja, o ambiente destaca-se logo das pizzarias mais tradicionais. Moderno e acolhedor são os adjectivos escolhidos por Francisco para definir este espaço. Predominam as superfícies de inox, há bancos altos e dois balcões (um deles virado para a zona de preparação das pizzas), um candeeiro escultórico assinado pela artista Sofia Cruz (Krus) e arranjos florais que nos põem a suspirar pela próxima Primavera. "Ir jantar fora é muito mais do que a qualidade da comida. Ela tem que estar lá, sem dúvida alguma, mas o ambiente também. É o que faz o cliente querer ficar. O nosso espaço é pequeno e, às vezes, até precisávamos de rodar mais, mas as pessoas adoram ficar", resume Francisco. RITA CHANTRE Um lugar para chegar, sentar, comer, beber e ficar, ainda que pequeno. Na verdade, o Patife acaba de ganhar uma nova sala. Fica na porta ao lado, ligado pela zona de serviço. "A nova sala vai ser óptima, sobretudo para os clientes que quiserem fazer um jantar de amigos com 15 ou 20 pessoas terem a possibilidade de reservar", explica Francisco. RITA CHANTRE O espaço pode, na rea
Barulho, cozinha criativa e outros encantos de um restaurante sem conceito

Barulho, cozinha criativa e outros encantos de um restaurante sem conceito

A sala é pequena e barulhenta, mesmo numa noite de quarta-feira, que, sem surpresa, não foi favorecida pela meteorologia. Não há mais de 30 lugares sentados e também não é sítio para se comer de pé. Desta porta para dentro, procura-se proporcionar conforto – no serviço, na acomodação, mas sobretudo no que se põe na mesa. O Entropia abriu em Junho, na Bica, e – garantem os proprietários – tem sido um entra-e-sai que nem os próprios anteciparam. Afinal, numa cidade povoada por ementas cheias de especificidade, não é todos os dias que entramos num restaurante sem conceito. Não é desleixo ou falta de ideias. Quem cozinha prefere manter tudo em aberto. "Começámos com a ideia de fazer uma tasca muito portuguesa. Depois, como somos os quatro do Instituto de Espanhol, quisemos tornar a coisa meio ibérica. Com o passar do tempo, as coisas foram mudando e chegámos a um ponto em que eu só dia que queria ser um restaurante, sem estar limitado por nenhum tipo de comida. Não queria conceitos", começa por explicar José Bonneville, o chef de serviço. O empreendimento envolveu mais três sócios, os irmãos Francisco, Guilherme e Pedro Caiado, todos engenheiros. Foi deles que partiu a ideia de abrir um novo restaurante onde anteriormente funcionava um outro, a Casa Liège. Um serviço pronto e afável – será esse, no limite, o conceito desenhado para este espaço. "Não queremos estar limitados por um estilo. O Entropia nasce daí. Não queremos definir-nos com nada. Somos um restaurante, vamos servir
Apalpe e abane! Febre das encomendas perdidas chegou ao Metro da Alameda

Apalpe e abane! Febre das encomendas perdidas chegou ao Metro da Alameda

A febre das encomendas perdidas continua a proliferar pela cidade. No final de 2024, este modelo de negócio chegou à Grande Lisboa. Nestes espaços comerciais, muitas vezes temporários, são postas à venda centenas – milhares – de caixas, cujo conteúdo é absolutamente desconhecido e imprevisível. São encomendas que nunca foram levantadas e que são vendidas a peso. Quem compra, nunca sabe se está a fazer um bom ou um mau negócio. Só quando abre, por fim, é que descobre se investiu num telemóvel de última geração ou numa caixa de parafusos. E acaba de abrir mais um destes espaços em Lisboa, mais concretamente na estação de metro da Alameda, na galeria que liga as linhas Verde e Vermelha. Chama-se Secret Pack e é uma cadeia distribuída sobretudo pelo norte do país. No último Verão, abriu no Spacio Shopping, nos Olivais. Agora, veio mais para o centro da cidade. A caça ao tesouro é cobrada ao quilo e o preço varia em função do peso de cada encomenda perdida. Para caixas até dois quilos, é de 25,99€ o quilo. Caixas entre os dois e os quatro quilos, custam 23,99€ o quilo. A partir dos quatro quilos, o valor é sempre o mesmo: 20,99€ o quilo. Escusado será dizer que, tal como em todas as lojas deste ramo, não é permitido abrir as caixas antes de comprá-las. Pode apalpar e abanar, isso sim. E depois de arriscar, torcer para ter feito um bom negócio. Alameda D. Afonso Henriques. Seg-Dom 10-00-21.00 🛍️ Mais compras: fique a par de tendências, moda e lojas em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes
No MAAT, um primeiro olhar sobre a própria colecção (o resto chega em Abril)

No MAAT, um primeiro olhar sobre a própria colecção (o resto chega em Abril)

O MAAT faz 10 anos em Outubro e vai estar a olhar para a própria colecção de arte contemporânea. A partir desta quarta-feira, 11 de Fevereiro, abre as portas a "Turn around", uma primeira exposição debruçada sobre as mais de 2460 obras reunidas durante os últimos 25 anos. Um primeiro momento, que será complementado por mais uma inauguração no final de Abril. Com uma curadoria a seis mãos – o director do museu João Pinharanda, a conservadora da colecção Margarida Chantre e o director-adjunto Sérgio Mah (que assume a direcção do CAM Gulbenkian ainda em Maio deste ano) –, esta segue elos menos óbvios entre as obras seleccionadas. Entre pintura, desenho, escultura, vídeo e instalação, o processo começou, segundo Pinharanda, com artistas capazes de intervir no espaço. Aqui, há três obras em destaque e que serviram de pontos de partida para toda a exposição – Hero, Captain and Stranger, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Passerelle, de Joana Vasconcelos, e Marmitex, Guggenheim ibérico, de Rodrigo Oliveira. As três impõem-se no espaço da antiga central. E se a primeira se afigura como a cabine desbotada de um velho baleeiro, que serviu de cenário a um filme pornográfico com o mesmo título, numa espécie de releitura homoerótica de Moby Dick, na terceira, o artista inspirou-se em desenhos preparatórios de Frank Gehry para o Guggenheim de Bilbao para erguer uma peça monumental, mas que ao mesmo tempo se reveste de normalidade, com recurso a marmitas de alumínio. Bruno Lopes
Wrestling, karaoke e arcade. A próxima Revenge of the 90’s é uma matiné

Wrestling, karaoke e arcade. A próxima Revenge of the 90’s é uma matiné

As famosas festas reinventaram-se. A próxima Revenge of the 90's está marcada para 21 de Março, no Pavilhão Carlos Lopes, e será uma matiné – das 16.00 às 23.00. Chama-se House Party Edition e quer recriar as festas caseiras que nos habituámos a ver nos filmes americanos. Tal como nessas, esta vai dividir-se entre vários espaços. A nostalgia dos anos 1990 e 2000 mantém-se, mas agora distribuída por diferentes ambientes. O espaço estará repartido em seis divisões temáticas. No Quarto, o público poderá soltar a voz no karaoke num cenário pensado para recriar um típico quatro adolescente. Na Garagem, espere encontrar o espírito mais alternativo e uma banda sonora centrada nos anos 2000. Enquanto isso, o Ginásio fica reservado ao rock e ao wrestling, com combates ao vivo num ringue real. Noutros espaços, haverá ainda food trucks, insufláveis para adultos, uma piscina de bolas, uma zona de máquinas arcade e também a videojogos. Os bilhetes já estão à venda. Avenida Sidónio Pais, 16 (Parque). Sáb 21 Mar 16.00-23.00. 30€-60€ 🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn