O Botão de Nácar

Filmes, Documentários
Escolha dos críticos
5 /5 estrelas
O Botão de Nácar

A Time Out diz

5 /5 estrelas

A estreia de O Botão de Nácar, o mais recente documentário de Patricio Guzmán, em simultâneo com Nostalgia da Luz (2010), levará o espectador a criar paralelismos entre as duas obras e perceber como o realizador precisa de falar de outras coisas, mais próximas do conhecimento humano e daquilo que faz ou é específico ao planeta Terra, para voltar ao passado do seu país, o Chile, e encontrar perguntas que são tão importantes como as respectivas respostas, no sentido de encontrem uma justificação para o que foi feito ao longo da sua história.

Em Nostalgia da Luz trabalha-se com o universo. Em O Botão de Nácar começa-se por introduzir as características físicas muito próprias do Chile e a sua extensa costa, o contacto dos seus habitantes (desde os povos indígenas até exemplos mais recentes) com o oceano e o modo como se relacionavam com ele.

Há novamente um intenso contacto com a ditadura de Pinochet, e um dos momentos mais marcantes na narrativa é quando Guzmán explica o que era feito a alguns prisioneiros políticos. Criam-se pontes entre isso, a água, a memória dos oceanos e a memória de muitas atrocidades que aconteceram nos últimos séculos no Chile. Nenhuma associação é aleatória e o filme é sempre fluído, terreno e desconcertante.

Por André Almeida Santos

Publicado:

Detalhes

Detalhes da estreia

Data de estreia
sexta-feira 18 março 2016
Duração
82 minutos

Elenco e equipa

Realização
Patricio Guzman
Argumento
Patricio Guzman