Luiz Braga
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Luiz Braga

Melhores exposições para ver no Rio de Janeiro agora

De Daniel Buren a Luiz Braga, passando por jovens artistas das periferias cariocas, a cidade vive uma ótima temporada nas artes visuais.

Lívia Breves
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O circuito de arte do Rio está cheio de inaugurações neste início de ano, com mostras que atravessam gerações, territórios e linguagens. De um nome central da arte conceitual internacional a jovens artistas das periferias cariocas, passando por fotografia amazônica e novos talentos da cena contemporânea, selecionamos exposições imperdíveis para colocar na agenda agora.

As exposições que abrem 2026

Daniel Buren no MAM Rio

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe a primeira edição brasileira de Voile/Toile – Toile/Voile (Vela/Tela – Tela/Vela), projeto seminal de Daniel Buren. Criada em 1975, a obra transforma velas de barcos em suportes pictóricos, deslocando os limites entre pintura abstrata e readymade. Famoso por suas listras verticais — sua “ferramenta visual” — Buren ativa o espaço com cor, movimento e forma, propondo uma experiência que extrapola o ambiente expositivo e dialoga com a paisagem ao redor. Ao longo de cinco décadas, o projeto passou por cidades como Genebra e Miami, sempre se reinventando conforme o contexto local.

Onde: MAM Rio
Até: 12 de abril de 2026

“Vai Tomando!” no Futuros – Arte e Tecnologia

A exposição “VAI TOMANDO!” reúne 11 artistas do Laboratório de Artes, Inovação e Tecnologia 2050, coletivo sediado no Morro do Santo Amaro, em uma mostra que pulsa juventude, território e experimentação. Em cartaz no Futuros – Arte e Tecnologia, o projeto apresenta obras em processo que combinam inteligência artificial, arte generativa, impressão 3D e resíduos eletrônicos. Entre os destaques estão os trabalhos de Cety Soledade, que aborda o lixo eletrônico, e as pinturas de Rxbisco, que investigam fé, autoestima e ancestralidade na favela. A mostra é resultado da residência artística UPLOAD, que promove formação, pesquisa e circulação cultural.

Onde: Futuros – Arte e Tecnologia (Galeria 3, Flamengo)
Até: 5 de abril de 2026

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Abre Alas 21 na A Gentil Carioca

A A Gentil Carioca inaugura seu calendário com a 21ª edição do tradicional Abre Alas, projeto que desde 2005 revela e acompanha artistas em ascensão. Com curadoria de Felipe Molitor, Lena Solà Nogué e Ramon Martins, a coletiva reúne 14 nomes do Brasil, Colômbia e Venezuela, formando um panorama plural da produção contemporânea. O espírito do Abre Alas segue fiel à sua origem: abrir caminhos e criar encontros — numa referência direta ao carro que inicia os desfiles das escolas de samba — celebrando novos percursos na arte.

Onde: A Gentil Carioca (Centro)
Até: 18 de abril de 2026

“Arquipélago Imaginário”, de Luiz Braga, no Paço Imperial

Celebrando 50 anos de carreira, o fotógrafo paraense Luiz Braga ocupa o Paço Imperial com a exposição “Arquipélago Imaginário”, concebida pelo Instituto Moreira Salles. A mostra reúne 191 imagens produzidas desde os anos 1970, grande parte exibida apenas uma vez, revelando seu olhar íntimo sobre o território amazônico. Dividida em nove núcleos, a exposição percorre retratos, cenas de trabalho, interiores domésticos e a série “Nightvision – Mapa do Éden”, marcada por tons prata-esverdeados que fabulam a paisagem amazônica. Um mergulho sensível na fotografia brasileira contemporânea.

Onde: Paço Imperial
Até: 1º de março de 2026

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“Como funcionam os vulcões” na Carpintaria

A coletiva “Como funcionam os vulcões” inaugura o programa de 2026 da Fortes D’Aloia & Gabriel na Carpintaria, no Jardim Botânico. Reunindo nomes como Ernesto Neto, Leda Catunda, Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander, entre outros artistas de diferentes gerações, a mostra parte da imagem do vulcão como metáfora de uma formação cultural em ebulição. Em diálogo com a chegada do Carnaval, a exposição propõe pensar a festa como resultado de pressões acumuladas — sociais, simbólicas e afetivas — que, em determinado momento, entram em erupção. Esculturas, instalações, vídeos e pinturas exploram estados de latência e explosão, controle e imprevisibilidade, criando um percurso que oscila entre tensão e maravilhamento.

Onde: Carpintaria — Fortes D’Aloia & Gabriel (Rua Jardim Botânico, 971)
Até: 11 de abril de 2026

“Rasura” na Nara Roesler

A Nara Roesler abre suas portas em Ipanema para “Rasura”, coletiva com curadoria de Victor Gorgulho que reúne 23 obras de 17 artistas. A mostra parte da ideia de apagar, fragmentar, esconder ou subtrair como gesto criativo — não como ausência, mas como revelação. O conceito dialoga com o emblemático Erased de Kooning Drawing (1953), de Robert Rauschenberg, criado a partir da intervenção sobre um desenho de Willem de Kooning. Pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e objetos ocupam os dois andares da galeria, aproximando artistas como Antonio Dias, Brígida Baltar e Daniel Senise em torno da rasura como gesto poético e conceitual.

Onde: Nara Roesler (Rua Redentor, 241, Ipanema)
Até: 14 de março de 2026

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“Aonde eu queria estar”, de Marjô Mizumoto, na Anita Schwartz

A Galeria Anita Schwartz apresenta, a partir de 4 de março, “Aonde eu queria estar”, primeira individual de Marjô Mizumoto no Rio. A mostra reúne dez pinturas em grande formato — algumas com até 2,5 metros de altura — em que cenas domésticas, encontros familiares e momentos de lazer ganham densidade emocional e presença quase cinematográfica. Partindo de fotografias do cotidiano, a artista reorganiza imagens e enquadramentos para suspender o tempo e transformar o banal em matéria pictórica potente. Com texto crítico de Vanda Klabin, a exposição reforça a força da pintura contemporânea ao tratar intimidade, memória e afeto como territórios de construção visual.

Onde: Galeria Anita Schwartz
Até: 18 de abril de 2026

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