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Afinal, foi ali, no coração da Pequena África, que a maior instituição cultural do Brasil surgiu

Sim, o samba surgiu na casa de uma mulher preta. E por isso, neste Dia Internacional da Mulher (08/03), a força, a ancestralidade e o protagonismo feminino serão celebrados na Casa da Tia Ciata, no coração da Pequena África, com muito samba no pé no nosso tradicional Roda de Samba da Cabaça, um projeto cultural que acontece mensalmente por ali.
Um encontro para celebrar o samba de raiz, a ancestralidade e a cultura afro-brasileira no território que é símbolo de resistência e memória.
A Casa da Tia Ciata é referência na preservação da memória afro-brasileira, reafirmando anos de atuação no território. A Casa reafirma seu papel como território de cultura, educação, inovação e resistência, com iniciativas que unem tradição e novas linguagens para fortalecer a identidade negra.
Mais do que um espaço físico, a Casa da Tia Ciata representa um quilombo urbano vivo, onde saberes ancestrais, arte e tecnologia se entrelaçam. Fundada pela Organização dos Remanescentes da Tia Ciata (ORTC), a instituição leva o nome de Hilária Batista de Almeida – a Tia Ciata, importante liderança comunitária, ialorixá e figura central na origem do samba carioca.
A casa da Tia Ciata foi o berço do samba carioca e abriu espaço para a reunião de músicos amadores e compositores anônimos como Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida. Assim, nascia o samba carioca.
A música “Pelo Telefone”, foi o primeiro samba registrado, no final de 1916, e virou sucesso no carnaval do ano seguinte. Segundo registros históricos, a música foi composta na casa de Ciata, que pode ter sido uma das compositoras da canção.
Quando? 08/03, a partir das 14h
Onde? Rua da Tia Ciata, 235 – Pequena África.
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