Bruno Calixto em 1ª pessoa: jornalista mineiro radicado no Rio. Um repórter fiel. Fã de notícias, viajante viciado, a favor da gastronomia autêntica e que valoriza ancestralidades. Escreve no jornal O Globo e entrou para o time da TimeOut Rio de Janeiro em busca de divulgar as origens e os caminhos apontados pela culinária carioca. Vivo onde o mundo quer passar férias, e isso não é para qualquer um. Orgulho de um Ariano com ascendente em Sagitário e lua em Leão. Fogo, fogo, fogo. Como tudo tem origem na cozinha.

Contato: bruno.calixto@timeout.com 

Bruno Calixto

Bruno Calixto

Time Out Rio de Janeiro

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Eventos para celebrar o Dia Internacional da Mulher

Eventos para celebrar o Dia Internacional da Mulher

Símbolo da luta por igualdade de direitos, o 8 de março deixou há muito tempo de ser uma data de flores e chocolates. É dia de celebrar conquistas, sim, mas também de refletir, reivindicar e ocupar espaços. Nada de sexo frágil: mulheres movem a cultura, a economia, a política e a cidade todos os dias. No Dia Internacional da Mulher, o Rio entra nesse ritmo com encontros, sambas, exposições, debates e experiências gastronômicas que colocam o talento e o protagonismo feminino no centro da cena. Uma lista perfeita para reunir as amigas, apoiar projetos liderados por mulheres e fortalecer redes. Seja para brindar, pensar novos caminhos ou simplesmente curtir a potência coletiva que se cria quando estamos juntas, estes programas transformam a data em um convite à celebração e à continuidade da luta. Estamos juntas. Sempre.
Enredos em foco: o que esperar dos desfiles do Grupo Especial em 2026

Enredos em foco: o que esperar dos desfiles do Grupo Especial em 2026

A Sapucaí de 2026 confirma a força dos enredos como espinha dorsal do espetáculo. Entre homenagens a grandes nomes da música, da literatura, da cultura popular e da história brasileira, as escolas do Grupo Especial apostam majoritariamente em narrativas biográficas para emocionar o público. Ney Matogrosso e Rita Lee são alguns dos nomes homenageados na Avenida, ele pela Imperatriz, ela pela Mocidade. Esse parece o a o dos temas biográficos, das 12 escolas do Grupo Especial, oito desfilam exaltando personagens, desde o presidente Lula (Acadêmicos de Niterói) até o líder religioso Custódio do Bará (Portela), passando pelo Mestre Sacaca (Mangueira). O formato de três noites, que foi testado no carnaval passado, parece que passou. De 15 a 17/02, as agremiações da elite do carnaval serão as donas da avenida. O templo sagrado do samba (que já faz mais de 40 anos) será uma moção de aplausos para personalidades do mundo artístico, da política e da cultura popular. Outros que prometem emocionar são o mestre Ciça (Viradouro), a escritora Carolina Maria de Jesus (Unidos da Tijuca) e a carnavalesca Rosa Magalhães (Salgueiro).A Time Out deu um confere nos enredos e bastidores para sentir o clima e mostrar um pouquinho do que será trazido para a grande festa. Façam suas apostas.+ Confira a agenda dos desfiles do Grupo Especial
Bares, quiosques restaurantes abertos 24 horas

Bares, quiosques restaurantes abertos 24 horas

É comum cidades que não dormem jamais, como Nova York, Tóquio e São Paulo manterem um elenco de casas servindo boa comida para a turma da madrugada. Mas quem disse que no Rio não tem? Aproveitando a leva de blocos, listamos alguns estabelecimentos que mantêm as portas abertas por 24 horas. Para folião nenhum voltar para casa de barriga vazia e aquela vontade que só a comida de rua satisfaz.
Ingressos para a Sapucaí? Nos camarotes ainda tem

Ingressos para a Sapucaí? Nos camarotes ainda tem

Há um carnaval dentro do carnaval, só que é para poucos, custa caro, tem mais conforto, e mais regalias também. Os camarotes oferecem shows com nomes de peso, cardápios assinados, spas e outras atrações. Alguns espaços oferecem acessibilidade e acomodações para PCDs, pessoas com deficiência auditiva e neurodivergências. O preço? Tem para diferentes bolsos.
Carnaval 2026: os melhores blocos e as festas LGBTI+

Carnaval 2026: os melhores blocos e as festas LGBTI+

Mais um carnaval, e as festas e os blocos LGBTI+ vêm aí com tudo, prontos para transformar as ruas em um verdadeiro desfile de cores, liberdade e muita música boa. Tem pop, brasilidades e até eletrônico.
Blocos e Mega Blocos 2026

Blocos e Mega Blocos 2026

Esse ano promete. O Carnaval de Rua de 2026 tem tudo para ser um dos maiores dos últimos anos. A Riotur recebeu 803 inscrições de blocos, um aumento de 17% em relação a 2025. A estimativa inicial é de 465 desfiles autorizados, incluindo 35 blocos estreantes. O Centro do Rio segue como o principal palco da festa, com previsão de 135 desfiles, incluindo os megablocos. A Zona Sul aparece em seguida, com cem cortejos. A Grande Tijuca deve receber 63 desfiles, enquanto outros bairros da Zona Norte somam 56 apresentações. A Zona Oeste terá 46, as Ilhas 37, Jacarepaguá 12, e a região da Barra, Recreio e Vargens contará com 16 desfiles. Ah isso só só para falar dos que terão apoio do poder público. À margem disso, tem a turma dos blocos que desfilam fora da agenda oficial e que nem por isso deixam de brihar. A maioria pela região central. E os Mega Blocos, que esse ano somam dez!!! Confira abaixo.  
Escolas do Grupo Especial e Série Ouro: confira agenda dos ensaios

Escolas do Grupo Especial e Série Ouro: confira agenda dos ensaios

O carnaval 2026 ocorre em meados de fevereiro (14 a 17), mas o ziriguidum nas quadras e Sapucaí já está um fervo, com os ensaios gratuitos e ou pagos, dentro ou fora das agremiações do Grupo Especial.  A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou o calendário dos ensaios técnicos, que acontecerão na Marquês de Sapucaí em seis datas, começando em 30 de janeiro e indo até 8 de fevereiro, com entrada gratuita e uso de luz e som oficiais, proporcionando aos foliões o primeiro contato com as agremiações e seus enredos.  A novidade é que os desfiles mirins vão abrir a programação da elite do carnaval carioca, em três datas diferentes. Os ensaios acontecem sempre às sextas, sábados e domingos, reunindo as agremiações do Grupo Especial em treinos abertos ao público, que já poderá sentir o clima do que será apresentado no Carnaval 2026. E, se a chuva deixar, já começa nesta sexta (23), com as escolas da Série Ouro. Agremiações tradicionais como Império Serrano, Estácio de Sá e União da Ilha desfilam nessa leva.  23 de janeiro (sexta-feira) • 21h Unidos do JacarezinhoEm Cima da HoraUnidos da PonteVigário GeralUnidos de Padre Miguel 24 de janeiro (sábado) • 18h Botafogo Samba ClubeUnião do Parque AcariUnidos de BanguUnião de MaricáUnião da Ilha 25 de janeiro (domingo) • 18h Inocentes de Belford RoxoArranco do Engenho de DentroImpério SerranoUnidos do Porto da PedraEstácio de Sá Como vai funcionar o transporte público? De acordo com o Metrô Rio, as estaçõe
As melhores sobremesas para encomendar no Natal

As melhores sobremesas para encomendar no Natal

Com açúcar e com afeto. Se tem uma coisa que combina com o clima de fim de ano é uma mesa cheia de doces que fazem qualquer um esquecer a dieta sem culpa. O panetone aparece em todas as versões possíveis, do clássico às versões lotadas de chocolate, enquanto a Bûche de Noël garante aquele toque francês cheio de charme. Rabanadas quentinhas, pavês que somem rapidinho da travessa, biscoitos decorados e tortas cheias de especiarias completam a festa. No fim, o Natal vira a desculpa perfeita para provar um pouco de tudo.
Ano Novo no Rio: as festas de Réveillon 2025/26

Ano Novo no Rio: as festas de Réveillon 2025/26

Passado o Natal, é a vez do Ano Novo. Entre festas, fogos de artifício, shows e jantares, o sentimento geral é de expectativa pelo futuro. Com esse olhar focado no que está por vir, vale a pena olhar para trás e descobrir a origem do Réveillon, que remonta à França e também aos tempos antigos. O importante é iniciar o novo ciclo em grande estilo. E para quem está pensando em curtir a virada na orla mais badalada do Brasil, opções não faltam. Não precisa disputar espaço nas areias de Copacabana, caso queira investir em algo mais calmo e confortável. Tem terraço (ou rooftop para quem preferir) de hotel e também quiosque com muito samba e petiscos, tudo bem carioca. Já escolheu sua festa da virada? + RECOMENDADO: Prontos para a virada? Gilberto Gil, João Gomes e Alok farão show no Réveillon de Copacabana
As rodas de samba do coração de Teresa Cristina

As rodas de samba do coração de Teresa Cristina

Luiz Antonio Simas, historiador e pesquisador brasileiro, define as rodas de samba como espaços de encantamento do ser no mundo, onde a cultura popular se manifesta de forma espontânea e coletiva. Ou seja, para Simas, a roda de samba não é apenas um evento musical, mas um território onde a alegria, a interação social e a expressão cultural se encontram. Ávida frequentadora das rodas da cidade, a cantora Teresa Cristina é daquelas que quando chega na roda, canta, berra, samba, revira, se transmuta. “É das rodas de samba que muitos cariocas como eu conseguem transmutar em momentos como esse, com tantas mazelas de uma cidade que já foi maravilhosa em sua essência”, diz Teresa, que compartilha com a Time Out suas dez rodas do coração. Ainhhhhh!!!!
Os melhores restaurantes na Barra da Tijuca (e arredores)

Os melhores restaurantes na Barra da Tijuca (e arredores)

Além de praias paradisíacas e bem mais vazias (de acordo com a data, claro), a Zona Oeste também oferece vários e modernos shopping centers, que dispõem de ótimas possibilidades gastronômicas. Uma região cheia de ilhas, onde uma simples refeição vira um passeio inesquecível. Com vista para o mar ou para a Lagoa, alguns de seus restaurantes garantem qualidade e devem ser incluídos no roteiro. Há opções para os amantes de comida italiana, tailandesa, portuguesa, alemã, peruana e, claro, para quem não abre mão de um prato tipicamente brasileiro. Recomendado: Os melhores restaurantes no Leblon

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Satyricon

Satyricon

Nada escapa à maestria se vem da cozinha orquestrada por um cearense. A fórmula do sucesso na cidade do Rio de Janeiro, do Rio de Janeiro, onde uma boa parte de uma dos habitantes tem na certidão de nascimento o estado do Ceará - espécie de chancela de excelência na gastronomia. No caso do invencível Satyricon (por mais de 15 vezes eleito melhor casa de peixes e frutos do mar por premiações como Rio Show Gastronomia e Veja Comer&Beber), estamos falando de Francisco Mororó, 32 dos 39 anos da casa.  É quase o número de tempo de salão do maître Ozires Silva, de Campina Grande (PB), que chegou há 25 anos, iniciando por ali como garçom. “Ambiente que me traz sorriso ao rosto, um convívio saudável com funcionários e clientes”. A dupla é apenas um aperitivo do que este italiano acumula de predicados. No menu, sobram motivos para degustar e pedir mais. Pastel de lagostim (R$ 98, 6), trio de crudos (atum, salmão e peixe da costa): carpaccio e tartar (R$ 256), lagostim (R$ 278) e - o prato favorito dos chefs - talharim ao vôngole (R$ 158). Um ensaio do que duas pessoas podem pedir e serem felizes.  São mais de 40 anos de funcionamento ininterrupto e um tratamento único para pescados nobres e frescos.  Tudo isso pode vir acompanhado de uma garrafa de Vermentino, de sabor fresco e aroma mineral. Ideal para harmonizar do início ao fim. E no fim das contas, se tiver sorte, sobrar um pouco na taça para brindar e se despedir da experiência única. 
Quitéria

Quitéria

Renovado. Totalmente voltado para dentro, de olho no mar, com ares de mediterrâneo. E assim, ao modo autoral mais adptado ao sabor local do que nunca, que o chef David Cruz apresenta seu novo cardápio na casa que faz sucesso por ser a porta de entrada de um hotel tão charmoso quanto sua cozinha. Brasileira! "Gosto do uso integral dos ingredientes", diz Cruz, segurando o prato com seu "ovo perfeito", cozido em baixa temperatura e servido mergulhado numa espuma de parmesão, pó de cogumelo e torrada (fininha) de fermentação natural (R$ 38). Ainda na ala das entradas, tem crudo de atum com queijo de cabra e tapioca crocante, sobre azeite de capim-limão (R$ 55); espetinho de polvo e camarão com azeite de ervas (R$ 65) e burrata em meio a salada de folhas, uva assada, castanha de caju, mel e limão (R$ 65). Depois desta leva, vêm os pratos principais: bife ancho com fritas e emulsão de alho assado (R$ 98) e linguine do mar com polvo, camarão, molho bisque e, o mais curioso, caviar de limão cravo (R$ 91) são algumas das novas apostas. De sobremesa, o pudim de doce de leite com cumaru duela em igual proporção com a tartelete de goiaba com sorvete de nata. Leve, saboroso, intenso. Menu autoral focado no Brasil e suas brasileirices...
Nam Thai

Nam Thai

“Jamais verá um salmão nadando em águas tailandesas”, diz David Zisman, chef e proprietário do Nam Thai, que chega aos 27 anos reeditando alguns pratos com versões abrasileiradas. Entre eles o salmão marinado 24 horas em shoyu, coentro, gengibre e pimenta, servido no creme de leite batido (R$ 79). O outro é o pato no tamarindo - os tailandeses adoram tamarindo (R$ 110). O prato, que vem de Petrópolis, é servido com um arroz de cúrcuma. No mais, um desfile de preparos não só da Tailândia, mas também de Malásia, Camboja e Vietnã. Todos os currys ali são feitos por David na casa, assim como o preparo do óleo de urucum para o curry vermelho e o óleo de coentro para o verde. Se optar por conhecer um breve resumo destes anos da casa de pé, peça o  Kraton Ton, um cestinho delicado feito de leite de coco, açúcar de palma, farinha de arroz e gergelim, recheado de frango, cenoura e aipo e siga com camarão no óleo de gergelim torrado (R$ 45).  O nome Kraton Ton é uma homenagem à festa de Loi Kraton, uma celebração das luzes na Tailândia, onde pequenos cestos de vime com velas flutuantes são lançados nos rios durante o mês de novembro, simbolizando a conexão com as forças naturais. Como maior produtora de arroz do mundo, a Tailândia tira onda com o ingrediente, entenda por isso o arroz de "rio perfume", originário do Vietnã, preparado com uma pasta de capim-limão, cebola e camarão seco socado, proporcionando um aroma intenso e um sabor fresco e acentuado, perfeito para acompanhar o camar
Marchezinho

Marchezinho

Há oito anos um híbrido de bar e restaurante, que no fim das contas soma em bistrô. No melhor que esta palavra pode representar: mesinhas mínimas, com cadeiras juntinhas, clima informal, peças de antiquário e obras de arte enfileiradas nas paredes. O Marchezinho é o sonho tropical dos franceses no Rio, porque se vale da premissa local: todos os produtos são nacional. Desde os insumos para entradas, petiscos e pratos até os vinhos, estes 100% de mínima intervenção. O cardápio, um pouco extenso, tem uma justificativa: atender a todos os gostos, e bolsos. Vamos de croquete de siri com massa de vatapá? R$ 34. Ou vamos de especial da semana? R$ 78 (o meu um frango crocante sobre creme de milho). De principal, uma das apostas da chef Isis Martins (ex-Ocyá) é o ravioli Du Dauphiné (massas recheadas com queijos artesanais, molho cremoso com toques de vinho branco e sálvia; R$ 62). Os pães são todos da araucária. Os queijos, em sua grande maioria, do interior de São Paulo, e os vinhos uma festa brasileira (o da "casa" por R$ 28, na taça).  O proprietário Sasha Mollaret, arquiteto, vive há pelo menos 15 anos no Rio. Veio fazer intercâmbio na faculdade e ficou. Ainda bem, porque assim temos esse bistrô-mercearia para antes e depois das sessões de cinema no Estação.
Beco do Rato

Beco do Rato

O Beco do Rato, um dos poucos (ou raros) com samba ao vivo todo santo dia, chegou aos 20 anos tirando a maior onda. O bar e restaurante de Lucio Pacheco é mais do que mais um endereço da boemia na Lapa, mas um reduto da resistência, e para cariocas e turistas nenhum botar defeito. Música boa, cultura, cerveja gelada e gastronomia de boteco, são três ambientes: área interna climatizada, parte de fora coberta com bar e mesinhas e uma área a céu aberto.  Painéis com desenhos sobre o Rio decoram as paredes, retratando sobretudo os maiores bambas da cidade. À mesa, um show de petiscos, agora no inverno tem até caldinho de mocotó (R$ 15), na canequinha, para não dar trabalho para quem bebe e come de pé. Uma das marcas do botequim é essa. O chope Amstel ou Heineken sai por R$ 9,99, para quem ama caipirinha, R$ 30. Aos domingos, tem feijoada (R$ 40). Se der sorte, vai até topar com algum nome de peso do samba carioca por ali: Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Moacyr Luz, Tia Surica..  
Giuseppe Grill

Giuseppe Grill

Anda circulando um carrinho diferente no salão. O "Rolls-Royce" de Marcelo Torres foi adquirido para ser o cenário de um serviçop inspirado no Simpson in the Strand, da Londres de 1824 (quando chegou a luz elétrica na capital inglesa). Sobre a engenhoca, uma novidade do cardápio, o Boneless Prime Rib Roast (R$ 268), que nada mais é que o prime rib sem osso inteiro, como o rosbife, com um sabor todo especial: após marinar durante 24 horas em ervas da Provence com alecrim, cognac, sal temperado e pimenta do reino, a peça é selada por inteiro e assada por horas no forno. No restaurante, é servida apenas uma peça por turno com cinco ou seis porções cada. Melhor, o carrinho de luxo chega à mesa conduzido pelo garçom Benvindo, na casa há 15 anos. A disputa ali é grande. Porque fazem sucesso também a picanha supra sumo (melhor parte da picanha, maciez, suculência e marmoreio; R$ 186). E também a Costela de Boi (R$ 186), que fica assando mais de oito horas, tudo com direito a acompanhamentos. Para os preparos, são utilizadas o grill e a churrasqueira, que ainda recebem o que há de mais fresco também em pescados. Com 18 anos de história, o restaurante privilegia seus funcionários mais antigos, estampando no peito dos mesmos uma estrela a cada cinco anos de casa. O Bacalhau Giuseppe Grill (R$ 286) é servido com batatas ao murro, brócolis, cebolas e azeitonas pretas, e a Panela do Zozô (R$ 178) traz frutos do mar puxados em dendê e servidos sobre creme de arroz, com farofinha. Ainda há
San Omakase

San Omakase

Dois a dois: o número de convidados que entram por vez a convite do maître. Um por um: a forma com que o chef entrega as peças para os sete convidados (e privilegiados) no balcão do Omakasse do San, que praticamente nasceu com Uma Estrela Michelin, há dois anos. Três cabeças pensantes tocam o negócio que chama atenção pela "cadência": os sócios Luis Mattos e o restaurateur Martin Vidal, junto com o chef André Kawai. A experiência sai por R$ 740 e inclui nove cursos. Destaque para a salada com seleção variada de peixes da costa carioca (olho de boi é a sensação!), o caldo quente de robalo - no Japão, me conta Kawai, o paiexe mais usado é o lingado - e o novo Chawanmushi (tradicional pudim salgado japonês). Alguns nomes curiosos ao longo da noite: "saco"saco" (cebola, alho e gergelim) omaiô (gengibre, saquê e alga) e o mais falado dashi (出汁: caldo com shitake, alga e katsuobushi). E também as verdadeideiras estrelas: beijupirá, sororoca, olhete, serra, olho de cão e bluefin (atum gordo espanhol). A deixa para a sobremesa Dezato do chef César Yukio. Um verdadeiro balé com início, meio e quase fim, porque a sensação de prazer no palato é de não acabar nunca.
Nôa, a nova casa de Ricardo Lapeyere

Nôa, a nova casa de Ricardo Lapeyere

Ricardo Lapeyre é um maestro. Atuou em várias casas, entre elas, o Laguiole e o Escama; foi para São Paulo e recebeu aplausos no Le Bulô. De volta ao Rio, marca sua estreia no Nôa, do Grupo Via (também ViaSete e V7), com direito a menu - quase que inteiramente reformulado -, dividido em atos, somando quatro. Vai das árias: alga nori crocante, manteiga de algas e salicórnia, salada Waldorf de camarão (R$ 54), confit de tomate com coalhada seca da casa, pães Sourdough e trio de ostras (uma delas com molho de Champagne e caviar) - estas R$ 85 ao epílogo, que contamos já já. Para segurar a plateia, o chef serve vieira grelhada no gengibre; seu clássico arroz de bacalhau (R$ 89), pargo na brasa (charbroiler; R$ 44) e lagostim. Uma riviera à la La Pepeyre temperada de carioquices típicas da Garcia D’Ávila, CEP das casas do sócio majoritário Rick Stern. “O que mudou mais com a chegada dele? Tem peixe e frutos do mar chegando todo dia frescos.” Uma marca do outro Ric, este com “C”, de chef.  Para o final retumbante (mas nada trágico), um aode à Amazónia via pudim de cumaru com doce de leite (R$ 35) e torta Basca com goiabada (R$ 39) - esta já no menu antigo.  Os vinhos - a cargo de Wilton Aragão (ex-Bazzar) - acompanham o espetáculo, destaque para o laranja esloveno Krasno, a surpresa que morde o palato, ganha aplausos e pede bis!
Emile

Emile

Gaúcho que passou por cozinhas das Ilhas Fiji e há cinco anos e meio está no comando da cozinha do Hotel Emiliano do Rio, na Avenida Atlântica, posto 6, Camilo Vanazzi serve pratos que surpreendem pelo somatório inusitado.
Emiliano

Emiliano

O hotel se define pela atenção aos detalhes, e tudo é pensado cuidadosamente para o bem-estar e conforto dos hóspedes. As 90 acomodações são amplas, com decoração diferenciada para deixar os ambientes mais intimistas e acolhedores. Dentre as sete categorias, uma inclui os tratamentos do SPA Santapele, com massagens e banhos especiais em uma área privativa no próprio quarto. Roupas de cama de 400 fios de algodão egípcio e vista incrível para a Praia de Copacabana são outros diferenciais. O chef Camilo Vanazzi garante a excelente gastronomia com base em ingredientes brasileiros e sazonais do Restaurante Emmile. 
Sult

Sult

Sult, guarde bem este nome, significa "muita fome” em dinamarquês. Elemento que evoca uma culinária autêntica, digna de uma mesa farta aos moldes italianos, mas repleta de heranças brasileiras. Tal qual pretende o novo menu da casa, orquestrado pela chef Julia Lottus (egressa do premiado Cipriani), sob olhar atento do restaurateur Nelson Soares. As referências são muitas. Das entradas, o crudo de vieiras é fresco e ainda vai com com leite de tigre de romã, vieira curada ralada e sementes de romã fresca (R$ 75) e a carne cruda com avelãs e grana padano - um clássico do piemonte - é a versão italiana do tartar de carne, acompanhado de pão fino e crocante tradicional da Sardenha, feito na casa (R$ 59). Na ala dos principais, chama atenção o novo cavatelli fatto in casa com siri - pasta fresca feita na casa com siri, pickles de pimenta de cheiro e salicórnia (R$ 77). A origem do siri é Imbituba (SC). Continua sendo um sucesso a lasanha de carne com grana padano e pangrattato (R$ 85), bem como o filé de pirarucu fresco com risoto de tucupi e jambu (R$ 98).  No burburinho de Botafogo, a pequena casa se destaca pela elegância despojada, com suas mesas de madeira cobertas por toalhas brancas. O mixologista argentino Lucho Moroz aposta na brasilidade para dar voz às suas criações que encantam pelo visual, nariz e boca: chamego (R$ 40): rapadura, maracujá e bourbon e borogodó (R$ 40): cachaça, mate, limão.
Peixoto Sushi

Peixoto Sushi

Egresso de uma peixaria no bairro Peixoto, sushi bar inugurou no Leblon mas agora chega a Botafogo com balcão para omakasse e mais variedades de peixes frescos. A marca da casa de Viviane Schvartz e o marido Beni Schvartz.

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Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem menu com identidade

Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem menu com identidade

Ikejime, atenção para este nome, porque se trata de uma técnica milenar japonesa de pesca que maximiza a qualidade da carne, mantendo cor, textura e sabor. O que o argentino Sebastian Dellepiane entende bem, tanto que adotou a prática no seu Xerelete, Centro de Búzios, junto com o chef Bruno Katz, americano filho de argentinos, mas que é cria do balneário onde um fim de semana sempre vai ser pouco. Não se decepcione se chegar ali e não tiver o peixe que dá nome à casa.  “Queria que esse lugar tivesse verdade, que a gente respeitasse o peixe, o pescador, o produto fresco, um lugar que tivesse alma de praia e, ao mesmo tempo, conseguisse conciliar técnica de cozinha, a expressão de uma culinária criativa", explica Katz, que abriu o ponto em outubro de 2024 com Sebastian e mais um sócio. Como o chef tem que tocar seus projetos no Rio, deixou no comando das panelas alguém da sua extrema confiança, Igor Chaffim, o cozinheiro que abriu o Katz-SŪ, de Katz, no Rio. "Mudei para cá, onde criamos um menu com sabor e identidade, algo bem convidativo para compartilhar.” DivulgaçãoBruno Katz E é um charme, uma antiga casa de pescadores à beira-mar, na Orla Bardot, com entrada pela garagem. Segundo Katz, “no mesmo estilo que era há muito tempo, para fugir um pouco desse contexto da internacionalização da orla e ter muita atenção aos detalhes, para ser um lugar de encontro da galera da antiga, aqui de Búzios, com a turma do Rio". Um pouco informal, mas elegante, tem personalidade, como o c
Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem identidade

Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem identidade

Ikejime, atenção para este nome, porque se trata de uma técnica milenar japonesa de pesca que maximiza a qualidade da carne, mantendo cor, textura e sabor. O que o argentino Sebastian Dellepiane entende bem, tanto que adotou a prática no seu Xerelete, Centro de Búzios, junto com o chef Bruno Katz, outro argentino, mas que é cria do balneário onde um fim de semana sempre vai ser pouco. Não se decepcione se chegar ali e não tiver o peixe que dá nome à casa.  “Queria que esse lugar tivesse verdade, que a gente respeitasse o peixe, o pescador, o produto fresco, um lugar que tivesse alma de praia e, ao mesmo tempo, conseguisse conciliar técnica de cozinha, a expressão de uma culinária criativa", explica Katz, que abriu o ponto em outubro de 2024 com Sebastian e mais um sócio. Como o chef tem que tocar seus projetos no Rio, deixou no comando das panelas alguém da sua extrema confiança, Igor Chaffun, o cozinheiro que abriu o Katzu, de Katzo, no Rio. "Mude para cá, onde criamos um menu com sabor e identidade, algo bem convidativo para compartilhar.” E é um charme, uma antiga casa de pescadores à beira-mar, na Orla Bardot, com entrada pela garagem. Segundo Katz, “no mesmo estilo que era há muito tempo, para fugir um pouco desse contexto da internacionalização da orla e ter muita atenção aos detalhes, para ser um lugar de encontro da galera da antiga, aqui de Búzios, com a turma do Rio".  Um pouco informal, mas elegante, tem personalidade, como o cardápio que oferece peixes da região,
O que comer no Místico Búzios: os pratos imperdíveis do chef Sávio Freitas, que faz um ano de casa

O que comer no Místico Búzios: os pratos imperdíveis do chef Sávio Freitas, que faz um ano de casa

Búzios - Místico, nome bonito que envolve ritos e cultos secretos, algo que evolui para além do mistério, aquilo que o restaurante do hotel-boutique Abracadabra, em Búzios, faz justamente na direção contrária. Não tem nada de misterioso no menu debruçado sobre a Orla Bardot, desde os tempos de Bruno Barros e depois do chileno Felix Sanchez; sempre com os olhos voltados para o mar. O que se mantém há um ano sob o comando de Sávio Freitas, cria de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, que tem uma pegada mais globalizada do que seu antecessor, antenado ao que vem ocorrendo nas cozinhas de França, Itália e Espanha, e menos com a América Latina. Um outro estilo que também fez dele um craque. Chegou a Búzios há três anos e já mostrou que veio para ficar. Das entradas, destaque para as ostras, de Santa Catarina, que chegam com sorvete de caju (R$ 61, a dupla); as vieiras canadenses sobre tartar de palmito (R$ 72) e o crudo de atum ao ponzu com toranja grelhada (R$ 74). Dois pratos principais têm tudo para ser o hit: o polvo com gremolata e tinta de lula (R$ 148) e o peixe do dia (no caso, dourado) escoltado com mousseline de couve-flor ao beurre blanc com brócolis (R$ 124). Acentuação de sabor, Sávio Freitas entende de acidez e texturas e tira isso a seu favor.  RENAN BLAUTEPolvo com Gremolata “Nossos pratos podem mudar a cada dia de acordo com a ocasião, a saúde das hortaliças e tudo mais", diz o chef que reúne junto aos seus outros seis companheiros de cozinha o beurre blan
Antigo Ipanema Plaza vai ser um hotel de luxo LGBTQIA+ e nova fachada vira polêmica

Antigo Ipanema Plaza vai ser um hotel de luxo LGBTQIA+ e nova fachada vira polêmica

Os tapumes anunciam que vem novidade por aí, mas uma série de imagens que estampam a fachada já vem dando o que falar. Isso um ano antes de a obra ficar pronta. Quem passa pela rua Farme de Amoedo, em Ipanema, já deve ter reparado que na quadra da praia, o antigo Hotel Ipanema Plaza está envelopado com cartazes um tanto ousados para um país de grande parte conservador. São fotos de pessoas LGBTI+, algumas nuas (com as partes borradas), para anunciar que ali será o futuro The Tryst, rede norte-americana especializada em hotelaria de luxo voltada ao público LGBTI+.  A previsão de abertura é 2027. Por enquanto, é um espaço para tirar fotos e postar nas redes sociais, mas também uma disputa simbólica entre conservadorismo e liberdade de expressão — um debate que, convenhamos, é antigo no bairro, mas que ganha novos contornos quando envolve a visibilidade LGBTI+. DivulgaçãoImagens de homens e mulheres se beijando ou se acariciando chama atenção O Hotel Ipanema Plaza foi fechado em 2017 após uma disputa societária que deixou o imóvel inativo por anos. A boa notícia é que o endereço ganhará novo fôlego com a chegada da Tryst Hospitality ao Rio. A empresa já mantém operações na América do Norte, no México e em Porto Rico, e escolheu Ipanema para inaugurar sua primeira aposta no Brasil. Com 18 andares e 140 quartos, o The Tryst Ipanema promete ir além da hospedagem tradicional. A proposta inclui piscina e restaurante na cobertura, pensados para funcionar como espaços de convivência
Mansão L&D, onde funcionou o icônico Buraco da Lacraia, amplia programação LGBTI+

Mansão L&D, onde funcionou o icônico Buraco da Lacraia, amplia programação LGBTI+

Por quase 30 anos, o Buraco da Lacraia, na Lapa, se manteve no panteão dos ícones cariocas. Era um "inferninho" pop, conhecido por seus shows performáticos, karaokê e ambiente diverso, tornando-se uma referência. Os famosos adoravam postar fotos no "Cabaré on Ice", de paródias, ao lado do público-alvo, os LGBTI+. Mas infelizmente, com a pandemia, a casa não resistiu e fechou as portas. Eis que no ano passado, as portas se reabriram, agora com o nome de Mansão L&D, um espaço totalmente repaginado, com duas pistas de dança, bar, salão de jogos e dark room, promovendo noites animadas, cheias de música, performances e o principal: diversidade. A iniciativa partiu do corretor Marcelo Lina, que passando por ali acendeu a lâmpada. “Também como Mansão da Liberdade e Diversidade, cheio de vida, perfeito pra quem quer curtir uma noite sem limites", diz. Costuma abrir às sextas com alguma programação especial, mas o dia certo é no sábado, quando tem uma festa que remonta a tradicional Boate 1140, que migrou de Jacarepaguá para Lapa, com tudo que tem direito, entenda por isso shows de drags e performances. O bar continua liberado (destilados, sucos, drinques, refrigerantes e cervejas). Mas no próximo sábado (7), a Mansão vai receber uma festa para lá de especial: Tuff + Woof Week Rio, de Los Angeles, que chega ao Rio pela 1a vez com uma estética ousada: visual fetiche — couro, látex, harness, jockstrap, gear esportivo fetish (uniforme de futebol americano, singlet ou briefs de wrestling
Casa da Tia Ciata celebra Dia Internacional da Mulher com samba

Casa da Tia Ciata celebra Dia Internacional da Mulher com samba

Sim, o samba surgiu na casa de uma mulher preta. E por isso, neste Dia Internacional da Mulher (08/03), a força, a ancestralidade e o protagonismo feminino serão celebrados na Casa da Tia Ciata, no coração da Pequena África, com muito samba no pé no nosso tradicional Roda de Samba da Cabaça, um projeto cultural que acontece mensalmente por ali. Um encontro para celebrar o samba de raiz, a ancestralidade e a cultura afro-brasileira no território que é símbolo de resistência e memória. A Casa da Tia Ciata é referência na preservação da memória afro-brasileira, reafirmando anos de atuação no território. A Casa reafirma seu papel como território de cultura, educação, inovação e resistência, com iniciativas que unem tradição e novas linguagens para fortalecer a identidade negra. Mais do que um espaço físico, a Casa da Tia Ciata representa um quilombo urbano vivo, onde saberes ancestrais, arte e tecnologia se entrelaçam. Fundada pela Organização dos Remanescentes da Tia Ciata (ORTC), a instituição leva o nome de Hilária Batista de Almeida – a Tia Ciata, importante liderança comunitária, ialorixá e figura central na origem do samba carioca. A casa da Tia Ciata foi o berço do samba carioca e abriu espaço para a reunião de músicos amadores e compositores anônimos como Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Sinhô e Mauro de Almeida. Assim, nascia o samba carioca.A música “Pelo Telefone”, foi o primeiro samba registrado, no final de 1916, e virou sucesso no carnaval do
Novo menu no francês Le Cordon Bleu celebra uma gastronomia que é cara aos brasileiros: a amazônica

Novo menu no francês Le Cordon Bleu celebra uma gastronomia que é cara aos brasileiros: a amazônica

Faz tempo que a Amazônia vem adentrando o salão carioca. Demorou para os chefs daqui entenderem a força e originalidade dos ingredientes que vêm a floresta. É isso que vai nos trazer mais prestígio e, portanto, prêmios. Se é o que almejamos. Ana Castilho, no seu Aprazível Território, foi audaciosa e empurrou na carta uma sessão inteira dedicada à gastronomia amazônica. Teresa Corção sempre fez isso. O francês Jérôme Dardillac repensou todo o cardápio do Marine, Fairmont, dando destaque aos insumos que vêm do Norte. E nessa leva que só faz crescer, o restaurante-escola da francesa Le Cordon Bleu apresentou as novidades com algo precioso aos brasileiros: sabores da Amazônia. Bravo! LipeBorges (lipeborges.com.br)LCB Signatures - sobremesa AMAZÔNIA Logo de entrada, o duo de foie gras chega com créme brûlée au cognac e torchon mi-cuit com especiarias, chutney de figo e pão brioche maison, acompanhados de sorvete de cumaru (R$ 175). O inesperado, à mesa, às vezes faz todo sentido. O mesmo cumaru - considerada a baunilha brasileira (não gosto dessas comparações) - é a dama de companhia do mais franceses das desserts: o Crêpe Suzette, panquecas finas servidas com molho de laranja caramelizada e flambado no salão com licor Cointreau (R$ 83). Amo esse equilíbrio entre a doçura e a acidez cítrica, com cumaru então… Ainda no campo das sobremesas, a mais amazônica delas leva creme de cupuaçu, calda de taperebá, sponge cake de açaí, telha crocante de castanha de caju, terra de cacau e s
Boteco sem balcão, pode? A nova polêmica dos bares do Rio

Boteco sem balcão, pode? A nova polêmica dos bares do Rio

Ele vem das antigas tabernas na França do século XVIII, onde uma barra física (do francês "barre") era instalada para impedir clientes de se servirem diretamente das prateleiras, protegendo o lucro do dono. Depois foi para os Estados Unidos, onde o termo "bar" se popularizou e evoluiu, dando origem aos modernos estabelecimentos de bebidas, especialmente com a vinda de soldados americanos de volta à Europa após a Primeira Guerra Mundial. O balcão funciona como o coração do boteco, é fundamental para a interação direta entre clientes e atendentes, promovendo a socialização. Mais importante: é onde a gente apoia o cotovelo. Tanta teoria serve para saudar este personagem que anda fazendo falta e provocando debates indigestos. No último prêmio Rio Show de Gastronomia, do jornal O Globo, um bar de Copacabana foi eleito o Melhor Boteco pelo evento do O Globo, mas a falta do balcão provocou reações que ainda vibram no salão. Já no Prêmio Veja Rio Comer & Beber, foi o outro ponto da mesma casa, na Praça da Bandeira, que se destacou. Também sem balcão. DivulgaçãoBalcão da Adega Pérola, uma referência para a turma que gosta de encostar o cotovelo ‘ “A gente ia amar ter balcão, era um sonho que eu tinha, a gente até planejou para Copacabana, só que durante a obra optou por uma questão de logística mesmo e de não botar banqueta para uso como balcão. Poderia enrolar a operação", conta Mari Rezende, a proprietária do Bar da Frente, duas vezes campeão em 2025. Mesmo sem balcão. “Desde quan
Boi Tolo, o bloco sem horário, roteiro ou percurso definidos, é destaque no New York Times

Boi Tolo, o bloco sem horário, roteiro ou percurso definidos, é destaque no New York Times

“A praça começou a encher bem antes do amanhecer.” Assim começa a reportagem que o New York Times fez sobre o Boi Tolo, no Rio, um dos blocos de rua mais tradicionais, amados e também caóticos do carnaval carioca. Por isso, o destaque no maior jornal do planeta na terça-feira (17). O cortejo, que completou 20 anos em 2026, aconteceu no último domingo (15) e atraiu, como sempre, uma multidão. Com o título “A Rio Carnival Party That Goes On and On” (“Uma festa de carnaval no Rio que continua e continua”), o jornal descreve o bloco como símbolo da celebração popular, longe do glamour dos desfiles oficiais.“Alguns foliões chegaram vestidos com meias arrastão neon e cobertos de glitter. Outros, que tinham estado em festas noutro local, tiraram uma soneca num gramado. Os músicos foram os últimos a chegar, carregando tambores e trompetes", diz um trecho do texto escrito pela colaboradora Ana Ionova, que vive no Rio de Janeiro, cobrindo o Brasil e os países vizinhos. Um dos momentos mais legais da leitura é quando ela descreve: “A procissão seguiu em direção a um par de túneis que davam acesso à orla do Rio. A maioria dos participantes estava encharcada de suor, com a maquiagem derretendo. Mas era isso que eles esperavam: o ponto alto do Boi Tolo.” Ano que vem tem mais, afinal trata-se de “uma festa de carnaval no Rio que continua e continua".
Desfile das Campeãs mantém alta ocupação nos hotéis

Desfile das Campeãs mantém alta ocupação nos hotéis

Ainda tem fôlego para o turismo no Rio. A cidade está abarrotada de turistas, do país e de estrangeiros.O Sindicato dos Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO) divulgou, nesta sexta-feira (20), a última prévia da pesquisa de ocupação hoteleira para o período (de 20 a 21) do Desfile das Campeãs do carnaval 2026, que acontece no sábado, dia 21. De acordo com o levantamento, a média de ocupação na cidade alcançou 94,75%, que mantém a excelente ocupação ocorrida durante o período do Carnaval. Entre as regiões da cidade, destaque para Ipanema/Leblon (98,98%), Leme/Copacabana (98,04%), da Glória a Botafogo (96,14%), Centro (95,37%) e Barra/Recreio/São Conrado (91,30%). “Será um final apoteótico, com hotéis que chegaram próximos da lotação máxima - 99,02%. Além disso, também temos as finais do Rio Open 2026 neste fim de semana. Todo esse movimento gera bons resultados para o turismo – bares, restaurantes e shoppings -, com benefícios para toda a cidade”, diz o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes.
Praia de Ipanema é a única brasileira em ranking internacional edição 2026

Praia de Ipanema é a única brasileira em ranking internacional edição 2026

 A praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio, entrou no ranking global da Tripadvisor das melhores praias de 2026. Ficou na 23ª colocação e é a única representante do Brasil.   Isla Pasión, localizada na ilha de Cozumel, no México, foi eleita a melhor praia do mundo na lista, divulgada na terça-feira (17), reunindo 24 destinos escolhidos com base nas avaliações e comentários de usuários da plataforma ao longo do último ano.  DivulgaçãoIsla Pasión ou Isla de la Pasión é uma praia paradisíaca localizada no norte de Cozumel, México   1972: o ano que o topless de Ipanema entrou na mídia Frederico MendesA "ousadia"oi eternizada na Manchete Ipanema é a rede social do Brasil; aconteceu ali, virou moda. Foi ali, naquela praia, a primeira foto de topless publicada numa revista. O que colocou ainda mais aquele CEP no circuito das tendências aos olhos do mundo. A algazarra toda foi numa manhã de janeiro, quando a turma da inteligência carioca estava ali reunida – os caras do Pasquim, os boêmios, os intelectuais. Eis que surge uma moça que resolveu arrancar a parte de cima do biquíni. Ninguém deu muita bola, a não ser um jovem fotógrafo, sentado nas dunas (as “dunas do barato”), próximo ao antigo Píer, à paisana. As pessoas ficavam na praia como se fosse numa arquibancada mesmo. A vantagem do Píer era que, com dez metros de areia, ninguém na rua via o que acontecia lá trás. Ao ver a cena, Frederico Mendes, aos 24 anos na época, resolveu ir até sua casa, no Posto 4, buscar duas câmeras. E
Copacabana Palace terá duas noites do badalado Posh Golden Carnival, com performances internacionais

Copacabana Palace terá duas noites do badalado Posh Golden Carnival, com performances internacionais

Por duas noites consecutivas, dias 19 e 20/2, o Copacabana Palace (salões Golden, Palm e Nobre) recebe a sétima edição do Posh Golden Carnival. O evento de pós-carnaval ocorre sob a chancela da Posh Club, referência em entretenimento reunindo performances internacionais, entre eles o DJ francês Jack-E, residente do lendário Les Caves Du Roy, em St. Tropez, desde 1997. e a dinamarquesa Ashibah, celebrada globalmente por sua energia contagiante e sets que mesclam tech house, minimal, deep tech e vocais ao vivo. A Dom Pérignon marca presença com as experiências DP Luminous Brut, DP Luminous Rosé e DP Luminous Vibe Dining, com rótulo em Led, em formatos Magnum (1,5L) e Jeroboam (3L). DivulgaçãoA Maison de Champagne marca presença na sétima edição da Posh Golden Carnival, Os rituais ganham ainda mais força com a presença de bailarinas e performances coreografadas, que conduzem a energia da festa, além de animações visuais nos telões com a assinatura Dom Pérignon, criando uma atmosfera imersiva e envolvente ao longo da noite. Fundada em 2007 pelo Grupo All, a Posh Club opera, ao redor do mundo, edições pop-ups em eventos de destaque mundial, como a Semana do Art Déco de Miami e o Grande Prêmio de Mônaco. Quando? 19 e 20/02, a partir das 22hOnde? Hotel Copacabana Palace – Avenida Atlântica, 1702 – CopacabanaQuanto? (R$ 800 a R$ 1,4 mil) www.blueticket.com.br