Bruno Calixto em 1ª pessoa: jornalista mineiro radicado no Rio. Um repórter fiel. Fã de notícias, viajante viciado, a favor da gastronomia autêntica e que valoriza ancestralidades. Escreve no jornal O Globo e entrou para o time da TimeOut Rio de Janeiro em busca de divulgar as origens e os caminhos apontados pela culinária carioca. Vivo onde o mundo quer passar férias, e isso não é para qualquer um. Orgulho de um Ariano com ascendente em Sagitário e lua em Leão. Fogo, fogo, fogo. Como tudo tem origem na cozinha.

Contato: bruno.calixto@timeout.com 

Bruno Calixto

Bruno Calixto

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Articles (31)

Santa Teresa, onde mora, ocupa boa parte da lista

Santa Teresa, onde mora, ocupa boa parte da lista

Se você der uma volta por Santa Teresa tem grandes chances de encontrar o cantor Chico Chico pelas ruas. É que ele adora lá. Adega do Pimenta, Serginho, Bar do Gomes... Mas também curte o Momo e, claro, ver um jogo do Vasco em São Januário. 
Alguns dos melhores ovos de Páscoa, além do convencional. Confira versões autorais e o que é tendênc

Alguns dos melhores ovos de Páscoa, além do convencional. Confira versões autorais e o que é tendênc

Quais as tendências para a Páscoa 2026? Os ovos andam diferentes, as bandas recheadas estão mais em alto do que nunca. E algumas vêm na caixa com uma colher. Lindo! Os recheios ganham toques cada vez mais autorais, com ingredientes que surpreendem. A Páscoa é tradicionalmente um convite para celebrar encontros, compartilhar momentos especiais e presentear com significado. Confira alguns dos melhores ovos de Páscoa no Rio de Janeiro. E bom feriado!
Os melhores restaurantes japoneses no Rio de Janeiro

Os melhores restaurantes japoneses no Rio de Janeiro

A comida japonesa, pelo menos como se conhece aqui no Brasil, chegou no início do século XX, quando imigrantes aportaram pelas bandas de cá em busca de melhores condições de vida. O choque de cultura, inclusive gastronômica, fez com que adaptações tivessem de ser criadas com os ingredientes nacionais disponíveis e este mix conquistou os estômagos daqui e de lá. O boom mesmo se deu pela década de 1980 e agora esta é um dos segmentos mais procurados pelos amantes de boa comida. São muitas as possibilidades, com diferentes técnicas de preparo: alguns pesam a mão no cream cheese e no azeite trufado, enquanto outros se pretendem mais tradicionais e sugerem até mesmo deixar o shoyu de lado. Eis os melhores endereços de restaurantes japoneses no Rio de Janeiro.Recomendado: Os melhores restaurantes italianos no Rio de Janeiro
Os melhores restaurantes asiáticos no Rio de Janeiro

Os melhores restaurantes asiáticos no Rio de Janeiro

Complexa, a comida asiática é carregada de sabores: um equilíbrio perfeito entre acidez e amargor, doçura e sal, com uma pitada (às vezes bem generosa) de picância. Dentre os restaurantes que apostam nesta gastronomia, a influência pode vir de países como China, Hong Kong, Coreia, Taiwan, Indonésia, Tailândia, Vietnã, Índia e tantos outros, sendo capaz de promover uma viagem sem precisar de passaporte. Por aqui, muitos ainda trazem em suas receitas alguns traços de brasilidade, tornando a experiência ainda mais complexa. Eis os melhores restaurantes asiáticos do Rio de Janeiro. Recomendado: Os melhores restaurantes japoneses no Rio de Janeiro
Eventos para celebrar o Dia Internacional da Mulher

Eventos para celebrar o Dia Internacional da Mulher

Símbolo da luta por igualdade de direitos, o 8 de março deixou há muito tempo de ser uma data de flores e chocolates. É dia de celebrar conquistas, sim, mas também de refletir, reivindicar e ocupar espaços. Nada de sexo frágil: mulheres movem a cultura, a economia, a política e a cidade todos os dias. No Dia Internacional da Mulher, o Rio entra nesse ritmo com encontros, sambas, exposições, debates e experiências gastronômicas que colocam o talento e o protagonismo feminino no centro da cena. Uma lista perfeita para reunir as amigas, apoiar projetos liderados por mulheres e fortalecer redes. Seja para brindar, pensar novos caminhos ou simplesmente curtir a potência coletiva que se cria quando estamos juntas, estes programas transformam a data em um convite à celebração e à continuidade da luta. Estamos juntas. Sempre.
Enredos em foco: o que esperar dos desfiles do Grupo Especial em 2026

Enredos em foco: o que esperar dos desfiles do Grupo Especial em 2026

A Sapucaí de 2026 confirma a força dos enredos como espinha dorsal do espetáculo. Entre homenagens a grandes nomes da música, da literatura, da cultura popular e da história brasileira, as escolas do Grupo Especial apostam majoritariamente em narrativas biográficas para emocionar o público. Ney Matogrosso e Rita Lee são alguns dos nomes homenageados na Avenida, ele pela Imperatriz, ela pela Mocidade. Esse parece o a o dos temas biográficos, das 12 escolas do Grupo Especial, oito desfilam exaltando personagens, desde o presidente Lula (Acadêmicos de Niterói) até o líder religioso Custódio do Bará (Portela), passando pelo Mestre Sacaca (Mangueira). O formato de três noites, que foi testado no carnaval passado, parece que passou. De 15 a 17/02, as agremiações da elite do carnaval serão as donas da avenida. O templo sagrado do samba (que já faz mais de 40 anos) será uma moção de aplausos para personalidades do mundo artístico, da política e da cultura popular. Outros que prometem emocionar são o mestre Ciça (Viradouro), a escritora Carolina Maria de Jesus (Unidos da Tijuca) e a carnavalesca Rosa Magalhães (Salgueiro).A Time Out deu um confere nos enredos e bastidores para sentir o clima e mostrar um pouquinho do que será trazido para a grande festa. Façam suas apostas.+ Confira a agenda dos desfiles do Grupo Especial
Bares, quiosques restaurantes abertos 24 horas

Bares, quiosques restaurantes abertos 24 horas

É comum cidades que não dormem jamais, como Nova York, Tóquio e São Paulo manterem um elenco de casas servindo boa comida para a turma da madrugada. Mas quem disse que no Rio não tem? Aproveitando a leva de blocos, listamos alguns estabelecimentos que mantêm as portas abertas por 24 horas. Para folião nenhum voltar para casa de barriga vazia e aquela vontade que só a comida de rua satisfaz.
Ingressos para a Sapucaí? Nos camarotes ainda tem

Ingressos para a Sapucaí? Nos camarotes ainda tem

Há um carnaval dentro do carnaval, só que é para poucos, custa caro, tem mais conforto, e mais regalias também. Os camarotes oferecem shows com nomes de peso, cardápios assinados, spas e outras atrações. Alguns espaços oferecem acessibilidade e acomodações para PCDs, pessoas com deficiência auditiva e neurodivergências. O preço? Tem para diferentes bolsos.
Carnaval 2026: os melhores blocos e as festas LGBTI+

Carnaval 2026: os melhores blocos e as festas LGBTI+

Mais um carnaval, e as festas e os blocos LGBTI+ vêm aí com tudo, prontos para transformar as ruas em um verdadeiro desfile de cores, liberdade e muita música boa. Tem pop, brasilidades e até eletrônico.
Blocos e Mega Blocos 2026

Blocos e Mega Blocos 2026

Esse ano promete. O Carnaval de Rua de 2026 tem tudo para ser um dos maiores dos últimos anos. A Riotur recebeu 803 inscrições de blocos, um aumento de 17% em relação a 2025. A estimativa inicial é de 465 desfiles autorizados, incluindo 35 blocos estreantes. O Centro do Rio segue como o principal palco da festa, com previsão de 135 desfiles, incluindo os megablocos. A Zona Sul aparece em seguida, com cem cortejos. A Grande Tijuca deve receber 63 desfiles, enquanto outros bairros da Zona Norte somam 56 apresentações. A Zona Oeste terá 46, as Ilhas 37, Jacarepaguá 12, e a região da Barra, Recreio e Vargens contará com 16 desfiles. Ah isso só só para falar dos que terão apoio do poder público. À margem disso, tem a turma dos blocos que desfilam fora da agenda oficial e que nem por isso deixam de brihar. A maioria pela região central. E os Mega Blocos, que esse ano somam dez!!! Confira abaixo.  
Escolas do Grupo Especial e Série Ouro: confira agenda dos ensaios

Escolas do Grupo Especial e Série Ouro: confira agenda dos ensaios

O carnaval 2026 ocorre em meados de fevereiro (14 a 17), mas o ziriguidum nas quadras e Sapucaí já está um fervo, com os ensaios gratuitos e ou pagos, dentro ou fora das agremiações do Grupo Especial.  A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou o calendário dos ensaios técnicos, que acontecerão na Marquês de Sapucaí em seis datas, começando em 30 de janeiro e indo até 8 de fevereiro, com entrada gratuita e uso de luz e som oficiais, proporcionando aos foliões o primeiro contato com as agremiações e seus enredos.  A novidade é que os desfiles mirins vão abrir a programação da elite do carnaval carioca, em três datas diferentes. Os ensaios acontecem sempre às sextas, sábados e domingos, reunindo as agremiações do Grupo Especial em treinos abertos ao público, que já poderá sentir o clima do que será apresentado no Carnaval 2026. E, se a chuva deixar, já começa nesta sexta (23), com as escolas da Série Ouro. Agremiações tradicionais como Império Serrano, Estácio de Sá e União da Ilha desfilam nessa leva.  23 de janeiro (sexta-feira) • 21h Unidos do JacarezinhoEm Cima da HoraUnidos da PonteVigário GeralUnidos de Padre Miguel 24 de janeiro (sábado) • 18h Botafogo Samba ClubeUnião do Parque AcariUnidos de BanguUnião de MaricáUnião da Ilha 25 de janeiro (domingo) • 18h Inocentes de Belford RoxoArranco do Engenho de DentroImpério SerranoUnidos do Porto da PedraEstácio de Sá Como vai funcionar o transporte público? De acordo com o Metrô Rio, as estaçõe
As melhores sobremesas para encomendar no Natal

As melhores sobremesas para encomendar no Natal

Com açúcar e com afeto. Se tem uma coisa que combina com o clima de fim de ano é uma mesa cheia de doces que fazem qualquer um esquecer a dieta sem culpa. O panetone aparece em todas as versões possíveis, do clássico às versões lotadas de chocolate, enquanto a Bûche de Noël garante aquele toque francês cheio de charme. Rabanadas quentinhas, pavês que somem rapidinho da travessa, biscoitos decorados e tortas cheias de especiarias completam a festa. No fim, o Natal vira a desculpa perfeita para provar um pouco de tudo.

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Satyricon

Satyricon

Nada escapa à maestria se vem da cozinha orquestrada por um cearense. A fórmula do sucesso na cidade do Rio de Janeiro, do Rio de Janeiro, onde uma boa parte de uma dos habitantes tem na certidão de nascimento o estado do Ceará - espécie de chancela de excelência na gastronomia. No caso do invencível Satyricon (por mais de 15 vezes eleito melhor casa de peixes e frutos do mar por premiações como Rio Show Gastronomia e Veja Comer&Beber), estamos falando de Francisco Mororó, 32 dos 39 anos da casa.  É quase o número de tempo de salão do maître Ozires Silva, de Campina Grande (PB), que chegou há 25 anos, iniciando por ali como garçom. “Ambiente que me traz sorriso ao rosto, um convívio saudável com funcionários e clientes”. A dupla é apenas um aperitivo do que este italiano acumula de predicados. No menu, sobram motivos para degustar e pedir mais. Pastel de lagostim (R$ 98, 6), trio de crudos (atum, salmão e peixe da costa): carpaccio e tartar (R$ 256), lagostim (R$ 278) e - o prato favorito dos chefs - talharim ao vôngole (R$ 158). Um ensaio do que duas pessoas podem pedir e serem felizes.  São mais de 40 anos de funcionamento ininterrupto e um tratamento único para pescados nobres e frescos.  Tudo isso pode vir acompanhado de uma garrafa de Vermentino, de sabor fresco e aroma mineral. Ideal para harmonizar do início ao fim. E no fim das contas, se tiver sorte, sobrar um pouco na taça para brindar e se despedir da experiência única. 
Quitéria

Quitéria

Renovado. Totalmente voltado para dentro, de olho no mar, com ares de mediterrâneo. E assim, ao modo autoral mais adptado ao sabor local do que nunca, que o chef David Cruz apresenta seu novo cardápio na casa que faz sucesso por ser a porta de entrada de um hotel tão charmoso quanto sua cozinha. Brasileira! "Gosto do uso integral dos ingredientes", diz Cruz, segurando o prato com seu "ovo perfeito", cozido em baixa temperatura e servido mergulhado numa espuma de parmesão, pó de cogumelo e torrada (fininha) de fermentação natural (R$ 38). Ainda na ala das entradas, tem crudo de atum com queijo de cabra e tapioca crocante, sobre azeite de capim-limão (R$ 55); espetinho de polvo e camarão com azeite de ervas (R$ 65) e burrata em meio a salada de folhas, uva assada, castanha de caju, mel e limão (R$ 65). Depois desta leva, vêm os pratos principais: bife ancho com fritas e emulsão de alho assado (R$ 98) e linguine do mar com polvo, camarão, molho bisque e, o mais curioso, caviar de limão cravo (R$ 91) são algumas das novas apostas. De sobremesa, o pudim de doce de leite com cumaru duela em igual proporção com a tartelete de goiaba com sorvete de nata. Leve, saboroso, intenso. Menu autoral focado no Brasil e suas brasileirices...
Nam Thai

Nam Thai

“Jamais verá um salmão nadando em águas tailandesas”, diz David Zisman, chef e proprietário do Nam Thai, que chega aos 27 anos reeditando alguns pratos com versões abrasileiradas. Entre eles o salmão marinado 24 horas em shoyu, coentro, gengibre e pimenta, servido no creme de leite batido (R$ 79). O outro é o pato no tamarindo - os tailandeses adoram tamarindo (R$ 110). O prato, que vem de Petrópolis, é servido com um arroz de cúrcuma. No mais, um desfile de preparos não só da Tailândia, mas também de Malásia, Camboja e Vietnã. Todos os currys ali são feitos por David na casa, assim como o preparo do óleo de urucum para o curry vermelho e o óleo de coentro para o verde. Se optar por conhecer um breve resumo destes anos da casa de pé, peça o  Kraton Ton, um cestinho delicado feito de leite de coco, açúcar de palma, farinha de arroz e gergelim, recheado de frango, cenoura e aipo e siga com camarão no óleo de gergelim torrado (R$ 45).  O nome Kraton Ton é uma homenagem à festa de Loi Kraton, uma celebração das luzes na Tailândia, onde pequenos cestos de vime com velas flutuantes são lançados nos rios durante o mês de novembro, simbolizando a conexão com as forças naturais. Como maior produtora de arroz do mundo, a Tailândia tira onda com o ingrediente, entenda por isso o arroz de "rio perfume", originário do Vietnã, preparado com uma pasta de capim-limão, cebola e camarão seco socado, proporcionando um aroma intenso e um sabor fresco e acentuado, perfeito para acompanhar o camar
Marchezinho

Marchezinho

Há oito anos um híbrido de bar e restaurante, que no fim das contas soma em bistrô. No melhor que esta palavra pode representar: mesinhas mínimas, com cadeiras juntinhas, clima informal, peças de antiquário e obras de arte enfileiradas nas paredes. O Marchezinho é o sonho tropical dos franceses no Rio, porque se vale da premissa local: todos os produtos são nacional. Desde os insumos para entradas, petiscos e pratos até os vinhos, estes 100% de mínima intervenção. O cardápio, um pouco extenso, tem uma justificativa: atender a todos os gostos, e bolsos. Vamos de croquete de siri com massa de vatapá? R$ 34. Ou vamos de especial da semana? R$ 78 (o meu um frango crocante sobre creme de milho). De principal, uma das apostas da chef Isis Martins (ex-Ocyá) é o ravioli Du Dauphiné (massas recheadas com queijos artesanais, molho cremoso com toques de vinho branco e sálvia; R$ 62). Os pães são todos da araucária. Os queijos, em sua grande maioria, do interior de São Paulo, e os vinhos uma festa brasileira (o da "casa" por R$ 28, na taça).  O proprietário Sasha Mollaret, arquiteto, vive há pelo menos 15 anos no Rio. Veio fazer intercâmbio na faculdade e ficou. Ainda bem, porque assim temos esse bistrô-mercearia para antes e depois das sessões de cinema no Estação.
Beco do Rato

Beco do Rato

O Beco do Rato, um dos poucos (ou raros) com samba ao vivo todo santo dia, chegou aos 20 anos tirando a maior onda. O bar e restaurante de Lucio Pacheco é mais do que mais um endereço da boemia na Lapa, mas um reduto da resistência, e para cariocas e turistas nenhum botar defeito. Música boa, cultura, cerveja gelada e gastronomia de boteco, são três ambientes: área interna climatizada, parte de fora coberta com bar e mesinhas e uma área a céu aberto.  Painéis com desenhos sobre o Rio decoram as paredes, retratando sobretudo os maiores bambas da cidade. À mesa, um show de petiscos, agora no inverno tem até caldinho de mocotó (R$ 15), na canequinha, para não dar trabalho para quem bebe e come de pé. Uma das marcas do botequim é essa. O chope Amstel ou Heineken sai por R$ 9,99, para quem ama caipirinha, R$ 30. Aos domingos, tem feijoada (R$ 40). Se der sorte, vai até topar com algum nome de peso do samba carioca por ali: Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Moacyr Luz, Tia Surica..  
Giuseppe Grill

Giuseppe Grill

Anda circulando um carrinho diferente no salão. O "Rolls-Royce" de Marcelo Torres foi adquirido para ser o cenário de um serviçop inspirado no Simpson in the Strand, da Londres de 1824 (quando chegou a luz elétrica na capital inglesa). Sobre a engenhoca, uma novidade do cardápio, o Boneless Prime Rib Roast (R$ 268), que nada mais é que o prime rib sem osso inteiro, como o rosbife, com um sabor todo especial: após marinar durante 24 horas em ervas da Provence com alecrim, cognac, sal temperado e pimenta do reino, a peça é selada por inteiro e assada por horas no forno. No restaurante, é servida apenas uma peça por turno com cinco ou seis porções cada. Melhor, o carrinho de luxo chega à mesa conduzido pelo garçom Benvindo, na casa há 15 anos. A disputa ali é grande. Porque fazem sucesso também a picanha supra sumo (melhor parte da picanha, maciez, suculência e marmoreio; R$ 186). E também a Costela de Boi (R$ 186), que fica assando mais de oito horas, tudo com direito a acompanhamentos. Para os preparos, são utilizadas o grill e a churrasqueira, que ainda recebem o que há de mais fresco também em pescados. Com 18 anos de história, o restaurante privilegia seus funcionários mais antigos, estampando no peito dos mesmos uma estrela a cada cinco anos de casa. O Bacalhau Giuseppe Grill (R$ 286) é servido com batatas ao murro, brócolis, cebolas e azeitonas pretas, e a Panela do Zozô (R$ 178) traz frutos do mar puxados em dendê e servidos sobre creme de arroz, com farofinha. Ainda há
San Omakase

San Omakase

Dois a dois: o número de convidados que entram por vez a convite do maître. Um por um: a forma com que o chef entrega as peças para os sete convidados (e privilegiados) no balcão do Omakasse do San, que praticamente nasceu com Uma Estrela Michelin, há dois anos. Três cabeças pensantes tocam o negócio que chama atenção pela "cadência": os sócios Luis Mattos e o restaurateur Martin Vidal, junto com o chef André Kawai. A experiência sai por R$ 740 e inclui nove cursos. Destaque para a salada com seleção variada de peixes da costa carioca (olho de boi é a sensação!), o caldo quente de robalo - no Japão, me conta Kawai, o paiexe mais usado é o lingado - e o novo Chawanmushi (tradicional pudim salgado japonês). Alguns nomes curiosos ao longo da noite: "saco"saco" (cebola, alho e gergelim) omaiô (gengibre, saquê e alga) e o mais falado dashi (出汁: caldo com shitake, alga e katsuobushi). E também as verdadeideiras estrelas: beijupirá, sororoca, olhete, serra, olho de cão e bluefin (atum gordo espanhol). A deixa para a sobremesa Dezato do chef César Yukio. Um verdadeiro balé com início, meio e quase fim, porque a sensação de prazer no palato é de não acabar nunca.
Nôa, a nova casa de Ricardo Lapeyere

Nôa, a nova casa de Ricardo Lapeyere

Ricardo Lapeyre é um maestro. Atuou em várias casas, entre elas, o Laguiole e o Escama; foi para São Paulo e recebeu aplausos no Le Bulô. De volta ao Rio, marca sua estreia no Nôa, do Grupo Via (também ViaSete e V7), com direito a menu - quase que inteiramente reformulado -, dividido em atos, somando quatro. Vai das árias: alga nori crocante, manteiga de algas e salicórnia, salada Waldorf de camarão (R$ 54), confit de tomate com coalhada seca da casa, pães Sourdough e trio de ostras (uma delas com molho de Champagne e caviar) - estas R$ 85 ao epílogo, que contamos já já. Para segurar a plateia, o chef serve vieira grelhada no gengibre; seu clássico arroz de bacalhau (R$ 89), pargo na brasa (charbroiler; R$ 44) e lagostim. Uma riviera à la La Pepeyre temperada de carioquices típicas da Garcia D’Ávila, CEP das casas do sócio majoritário Rick Stern. “O que mudou mais com a chegada dele? Tem peixe e frutos do mar chegando todo dia frescos.” Uma marca do outro Ric, este com “C”, de chef.  Para o final retumbante (mas nada trágico), um aode à Amazónia via pudim de cumaru com doce de leite (R$ 35) e torta Basca com goiabada (R$ 39) - esta já no menu antigo.  Os vinhos - a cargo de Wilton Aragão (ex-Bazzar) - acompanham o espetáculo, destaque para o laranja esloveno Krasno, a surpresa que morde o palato, ganha aplausos e pede bis!
Emile

Emile

Gaúcho que passou por cozinhas das Ilhas Fiji e há cinco anos e meio está no comando da cozinha do Hotel Emiliano do Rio, na Avenida Atlântica, posto 6, Camilo Vanazzi serve pratos que surpreendem pelo somatório inusitado.
Emiliano

Emiliano

O hotel se define pela atenção aos detalhes, e tudo é pensado cuidadosamente para o bem-estar e conforto dos hóspedes. As 90 acomodações são amplas, com decoração diferenciada para deixar os ambientes mais intimistas e acolhedores. Dentre as sete categorias, uma inclui os tratamentos do SPA Santapele, com massagens e banhos especiais em uma área privativa no próprio quarto. Roupas de cama de 400 fios de algodão egípcio e vista incrível para a Praia de Copacabana são outros diferenciais. O chef Camilo Vanazzi garante a excelente gastronomia com base em ingredientes brasileiros e sazonais do Restaurante Emmile. 
Sult

Sult

Sult, guarde bem este nome, significa "muita fome” em dinamarquês. Elemento que evoca uma culinária autêntica, digna de uma mesa farta aos moldes italianos, mas repleta de heranças brasileiras. Tal qual pretende o novo menu da casa, orquestrado pela chef Julia Lottus (egressa do premiado Cipriani), sob olhar atento do restaurateur Nelson Soares. As referências são muitas. Das entradas, o crudo de vieiras é fresco e ainda vai com com leite de tigre de romã, vieira curada ralada e sementes de romã fresca (R$ 75) e a carne cruda com avelãs e grana padano - um clássico do piemonte - é a versão italiana do tartar de carne, acompanhado de pão fino e crocante tradicional da Sardenha, feito na casa (R$ 59). Na ala dos principais, chama atenção o novo cavatelli fatto in casa com siri - pasta fresca feita na casa com siri, pickles de pimenta de cheiro e salicórnia (R$ 77). A origem do siri é Imbituba (SC). Continua sendo um sucesso a lasanha de carne com grana padano e pangrattato (R$ 85), bem como o filé de pirarucu fresco com risoto de tucupi e jambu (R$ 98).  No burburinho de Botafogo, a pequena casa se destaca pela elegância despojada, com suas mesas de madeira cobertas por toalhas brancas. O mixologista argentino Lucho Moroz aposta na brasilidade para dar voz às suas criações que encantam pelo visual, nariz e boca: chamego (R$ 40): rapadura, maracujá e bourbon e borogodó (R$ 40): cachaça, mate, limão.
Peixoto Sushi

Peixoto Sushi

Egresso de uma peixaria no bairro Peixoto, sushi bar inugurou no Leblon mas agora chega a Botafogo com balcão para omakasse e mais variedades de peixes frescos. A marca da casa de Viviane Schvartz e o marido Beni Schvartz.

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Novo chef do Emile, no hotel Emiliano, foca no ingrediente e América Latina

Novo chef do Emile, no hotel Emiliano, foca no ingrediente e América Latina

Não é todo dia que a gente se depara com um chef com três acentos no nome. Não é todo dia que o menu de um hotel cinco estrelas é totalmente renovado. Não é todo dia que temos protagonismo do produto e sinais de América Latina à mesa. Mas é todo dia que o Bernabé Simón Padrós tem comandado a cozinha do Emile, restaurante do Emiliano, em Copacabana. Argentino de Salta, o jovem de 32 anos assumiu o posto que já foi do francês Damien Montecer e mais recentemente do gaúcho Camilo Vanazzi. Ele chegou ao Rio no fim de 2025, depois de uma temporada no Peru, onde atuou em casas como o prestigiado (eleito melhor do mundo pelo 50 Best 2023) Central, de Virgilio Martínez e sua esposa, Pía León. Dá para imaginar o que vem por aí? Bernabé reformulou todo o cardápio do restaurante, apresentando uma obra totalmente autoral, com foco nos produtos e sabor de América Latina.  Tomas RangelBernabé Simón Padrós, novo chef Emile “Meu modo de trabalhar é não modificar muito os ingredientes, são eles o protagonista", diz Padrós, que fez questão de construir o menu utilizando os nomes dos produtos. Por exemplo, Tartar, gema, brioche (R$ 68) e Lula, nduja (molho de embutido de porco) e feijão branco (R$ 82). O peixe do dia (no meu, era o vermelho) tem um papel fundamental nesta nova fase do Emile, servido com yuzu, leite de tigre e azeite de coentro (R$ 88); com purê de batata doce, lula e nori e com ervilha, pupunha (mil folhas) e kimchi (emulsão; R$ 60).  Giovana CarvalhoTomate - Crustáceos - Mel
Pink Flamingo, casa LGBTI+, faz 7 anos com vencedoras do Drag Race EUA e Brasil

Pink Flamingo, casa LGBTI+, faz 7 anos com vencedoras do Drag Race EUA e Brasil

Foi no Teatro Rival que a cena drag no Rio de Janeiro consolidou-se a partir dos anos 1980 e 1990, com raízes no transformismo de cabarés e teatros de revista. Hoje, mais enxuta, a agenda de visibilidade da arte drag tem, entre outros palcos, a boate Pink Flamingo, que comemora sete anos em Copacabana. Começou num espaço na Rua Rodolfo Dantas e, desde 2024, ocupa onde por anos funcionou a lendária Le Boy, na Raul Pompéia. “Sempre pensei que não havia no Rio um bar LGBTI+ como lá fora, nos quais shows de drag queens são destaque. Foi assim que surgiu a ideia de criar a Pink Flamingo”, conta Thiago Araújo, sócio do empreendimento. Apoiada pelo sucesso do reality Drag Race, a Pink foi um estouro e transformou a realidade da arte drag no Rio, protagonizando um elenco fixo, além de convidadas de todo Brasil e apresentações de ícones internacionais como Ongina, Eureka, Willan, Kerry Colbi, entre outras. Para celebrar o sétimo aniversário, no dia 28 de março (a partir das 21h), a casa recebe a drag americana BeBe Zahara Benet, vencedora da primeira temporada de RuPaul’s Drag Race em 2009, e Organzza (persona de Vinicius Andrade), campeã da primeira edição de Drag Race Brasil, em 2023, levando a estética do carnaval e afrofuturismo para o topo da competição.Palco para artistas como Grag Queen, Shannon Skarlet, Helena Maldita, Betina Polaroid, Rubi Ocean, Naza, Melusine Sparkle, Tristan Soledade, Dallas de Vil e Diva More, já até recebeu bailarinos de Lady Gaga. Este mês, mais um enco
O que comer no novo Mitsubá, no Horto

O que comer no novo Mitsubá, no Horto

Homero Cassiano costuma dar a mesma resposta para todo mundo que pergunta de onde ele tirou a ideia de montar o Mitsubá, um dos restaurantes japoneses mais festejados do Rio de Janeiro. “Todo mundo tem uma ideia idiota em algum momento da vida”. Ele acrescenta, geralmente, que não está sendo irônico. Acreditar nele, porém, é difícil. Do contrário, ele não descreveria com tanto orgulho o estabelecimento, que foi inaugurado na Tijuca há 22 anos, mudou para o Leblon em 2020 e funciona, desde fevereiro, em um casarão do século 19 no Horto. “O Mitsubá ganhou, enfim, o lugar que ele merece”, comemora o empresário, de 66 anos.  Na lista, peixes conhecidos como robalo, linguado, badejo e garoupa surgem ao lado de outros menos comuns nos menus da cidade, como olho-de-boi, pargo, cavalinha, xerelete, pampo-amarelo, manjubinha e farnangaio. Destaque para o salmão cru, picado e temperado (R$ 59); sashimi de vieiras com molho ponzu e nabo picante (R$ 98); tartar de bluefin (R$ 198); sushi do chef (10 peças por R$ 140) e sashimi (5 fatias de baiacu, por exemplo, R$ 43).   DivulgaçãoToro-saba, cavalinha gorda O proprietário estava com 45 quando teve a ideia — que de idiota não teve nada  — de montar o restaurante. Na época, tinha acabado de fechar uma fabricante de camisas masculinas da qual foi o mandachuva por doze anos, desde o surgimento da empresa. Ela fornecia peças para lojas como Daslu e Richards. “Esta última vendia de 30 mil a 40 mil camisas por mês”, afirma Cassiano. “As que er
Um ano da Trataria Puli, na Gávea, que agrada pelo sabor e o preço justo

Um ano da Trataria Puli, na Gávea, que agrada pelo sabor e o preço justo

O tempero do prato começa no papo. Quesito que a atriz Thaíssa Szapiro tira nota 10, quando apresenta o conceito da casa, os destaques do cardápio e, sobretudo, a história por trás do nome da Trataria Puli, na Gávea.  “Para decepção geral, não tem nada de italiano, mas é apelido do meu marido, Paulo”, conta Thaíssa, sócia do arquiteto Paulo Ferrante na casa que, há um ano, ocupa um antigo vegano numa vila charmosa a alguns passos depois do Shopping da Gávea.  Rodrigo AzevedoLasanha com cogumelos salteados Aconchegante. A palavra que resume a experiência por ali, onde o crudo de filé mignon vem temperado com azeite de trufas, acompanhado de crostini (R$ 49), páreo duro para outra entrada de sucesso: Cacio & Pepe, massa de pizza coberta de pecorino e grana padano (R$ 48). Um dos pratos mais pedidos é a lasanha de ragu (R$ 88), com cogumelos salteados, chega fumegante na panelinha de pedra, vinda direto do forno napolitano. Dali também saem as pizzas de longa fermentação, outro hit da Pul, uma das mais pedidas é a Carbonara (R$ 75) com guanciale e gema mole.  Rodrigo AzavedoThaíssa Szapiro Fazendo jus ao formato, trattoria, os vinhos têm preços justos, começando com duas cifras, incluindo um primitivo da Puglia que vai bem do início ao fim (R$ 99). Para brindar à boa comida servida naquele salão de piso e móveis de madeira clarinha e desenhos nas paredes. Íntimo, jamais presunçoso, o endereço existe por sugestão de amigos de Thaíssa, enquanto fazia pizzas em casa. Um bom com
Menu 2026 do Mee evoca combinações de sabores de múltiplos países asiáticos

Menu 2026 do Mee evoca combinações de sabores de múltiplos países asiáticos

É sempre uma festa com tonalidades que vão do charme da Orla de Copacabana a uma experiência asiática única, colada na praia. Bastam duas horas numa mesa no Mee, dentro do Copacabana Palace, para entender que a tradição e a inovação são capazes de conviver em paz, ainda  mais diante de uma cozinha de fusão pan-asiática capaz de conduzir o paladar a uma viagem de descoberta pelos sabores de Tailândia, Malásia, Camboja, Japão, Singapura...  DivulgaçãoSob o comando do talentoso chef Alberto Morisawa, cada prato celebra a autenticidade da cultura asiática, da escolha dos ingredientes à apresentação impecável. ​⁣ Natural em São Paulo, o chef Alberto Morisawa honra as raízes familiares que vivem em Madara Shima (Nagasaki, Japão),  cuja influência nipônica conduz diversas experiências, entre elas a coleção 2026 da casa, que inclui Omakase (R$ 950) e o menus degustação (um deles vegano, R$ 730, com acréscimo de R$ 650 pelos vinhos e R$ 690 dos saquês) reunindo uma ampla variedade de niguiris, temakis, sashimis, dumplings e pratos quentes à la carte., como atum com foie gras (R$ 190). Na degustação, chama atenção e tofu com pepinos e coentro (41) e duo de guisa de porco com pasta de amendoim (R$ 79). Meses depois da inauguração, veio a cobiçada estrela Michelin, mantida até hoje. O cardápio de Morisawa valoriza o peixe da costa carioca, mas também insumos estrangeiros, como seleção de bluefin espanhol, curry amarelo indiano, limão caviar da Austrália e vieiras canadenses, entre outr
Poesia e composição: disco da poeta Laura Conceição e da cantautora Clara Castro é um diálogo entre linguagens

Poesia e composição: disco da poeta Laura Conceição e da cantautora Clara Castro é um diálogo entre linguagens

A poesia pungente se conecta à canção no disco de estreia da poeta Laura Conceição Poeta - que integra a poderosa coletânea “Querem nos calar: poemas para serem lidos em voz alta” (Editora Planeta), prefaciada por Conceição Evaristo - e a cantautora Clara Castro. Vai se chamar "Novelo” o álbum que vai surgir do casamento entre a música e a literatura.  A previsão de lançamento é 10 de abril, mas para quem quiser sentir um gostinho do trabalho, o primeiro EP saiu esta semana e está disponível em todas as plataformas. Gravado em São Paulo, no Estúdio Torto, com produção musical de Nathan Itaborahy e composições de Clara Castro e Laura Conceição, "Neblina” é uma espécie de premiére deste encontro da música com a poesia. A obra, diz a dupla, mescla referências que vão desde  o Hip-Hop, a MPB, e o rock até o indie. "Há muito tempo que somos amigas, e tomando um café na casa dela em São Paulo, e a gente pensou: porque não num projeto que unisse a composição dela com a minha poesia", conta Laura. Já que o assunto tem literatura, cabe aqui parafrasear o novo trabalho com a obra de Guimarães Rosa. "Neblina” é a palavra usada como metáfora por Riobaldo para definir Diadorim em “Grande Sertão: Veredas”, devido à complexidade, ao mistério e à ambiguidade que cercam o personagem ao longo da narrativa. Razões pelas quais Laura e Clara batizaram assim o EP de estreia. “É porque na letra a gente fala sobre a caminhada do artista, a gente está sempre na estrada, apesar da neblina, que faz com
Peça com Thai de Melo, no Copacabana Palace, aborda de violência doméstica a maternidade

Peça com Thai de Melo, no Copacabana Palace, aborda de violência doméstica a maternidade

Thai de Melo, a influenciadora  roraimense formada em Jornalismo que despontou nas redes criando uma sátira debochada da classe média alta, da loja de roupas onde trabalhava, tem um importante papel na noite de hoje: conquistar a confiança das mulheres (e dos homens também) na plateia do Teatro do Copacabana Palace para assistir ao espetáculo “Como é que eu vim parar aqui?", dirigido por Bruno Guida (“A Última Entrevista de Marília Gabriela"), com Thai no palco, em vez de atrás do balcão. Confiança porque não se trata de uma trama qualquer. “Aborda muitos temas que, de alguma forma, vivi e observei ao longo da vida, temas como beleza, poder, casamento, maternidade, dinheiro, sucesso, mentiras, expectativas, carreira e violência doméstica. Com essa convivi durante muitos anos e, infelizmente, não sou a única. Então quando ganhei um canal da vida na internet, achei importante usar a palavra pra quem sabe ajudar outras histórias", diz Thai, num bate-papo com a TimeOut. Por aqui, a peça está em cartaz até esta quinta-feira (12). A estreia foi em São Paulo, com sucesso de público e crítica.  Ao longo de quase 55 minutos, a artista vai contar de que forma estas violências atravessam a mulher Thai e a artista Thai de Melo. “São experiências pessoais, provocações, críticas e reflexões que transitam entre humor, perplexidade, esmero cênico e emoção.” “As palavras libertaram minha mãe. Foi lendo um trecho de um livro que ela começou a entender o que estava vivendo e, a partir dali, foi
Gurumê lança menu com itens da Amazônia, combinados ao sabor oriental

Gurumê lança menu com itens da Amazônia, combinados ao sabor oriental

O Brasil só vai mostrar o seu valor na gastronomia e deixar todo mundo para trás (se cuida França) quando olhar para dentro. Para quem tem a maior floresta do mundo, não é tão difícil, convenhamos. É da Amazônia que vem o sabor brasileiro genuíno, que não deixa a desejar quando entra no lugar dos premiados molhos franceses ou as espumas que redefiniram a cozinha espanhola. Nós temos um sabor que nenhum outro lugar do planeta tem, o que levou o chef Daiti Ieda, do clã Gurumê, a uma incursão pelo estado do Amazonas, a fim de ver de perto o que ele já sabia. "Foi diferente ver lá o manejo selvagem do pirarucu, além da versatilidade do tucupi, que vem amarelo, negro e até na forma de melado", conta o chef carioca filho de japoneses, enquanto desfila as novas criações do restaurante, baseadas na Amazônia. E vamos ao espetáculo. DivulgaçãoEsse é o Kashu Umê: licor de jambu, vodka Voa, xarope artesanal de limão, licor de ume e suco de caju fresco Seja em caldo ou molho, o famoso tucupi está no crudo de vieiras canadenses com sunomono de rabanete e pera asiática (R$ 72); na guioza de camarão finalizada com ponzu (R$ 44, 2); no lamen (massa fresca) de frutos do mar (R$ 65) e também no noodle (massa seca) com shitaki (R$ 75). No caso deste último, Ieda criou um "tucupi oriental", a base de tucupi, tucupi negro e (a pimenta coereana) gochujang. A tapioca, que vem da culinária indígena, foi parar no tempura de camarão, servido com salada de repolho roxo, outros legumes e folhas (R$ 64)
Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem menu com identidade

Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem menu com identidade

Ikejime, atenção para este nome, porque se trata de uma técnica milenar japonesa de pesca que maximiza a qualidade da carne, mantendo cor, textura e sabor. O que o argentino Sebastian Dellepiane entende bem, tanto que adotou a prática no seu Xerelete, Centro de Búzios, junto com o chef Bruno Katz, americano filho de argentinos, mas que é cria do balneário onde um fim de semana sempre vai ser pouco. Não se decepcione se chegar ali e não tiver o peixe que dá nome à casa.  “Queria que esse lugar tivesse verdade, que a gente respeitasse o peixe, o pescador, o produto fresco, um lugar que tivesse alma de praia e, ao mesmo tempo, conseguisse conciliar técnica de cozinha, a expressão de uma culinária criativa", explica Katz, que abriu o ponto em outubro de 2024 com Sebastian e mais um sócio. Como o chef tem que tocar seus projetos no Rio, deixou no comando das panelas alguém da sua extrema confiança, Igor Chaffim, o cozinheiro que abriu o Katz-SŪ, de Katz, no Rio. "Mudei para cá, onde criamos um menu com sabor e identidade, algo bem convidativo para compartilhar.” DivulgaçãoBruno Katz E é um charme, uma antiga casa de pescadores à beira-mar, na Orla Bardot, com entrada pela garagem. Segundo Katz, “no mesmo estilo que era há muito tempo, para fugir um pouco desse contexto da internacionalização da orla e ter muita atenção aos detalhes, para ser um lugar de encontro da galera da antiga, aqui de Búzios, com a turma do Rio". Um pouco informal, mas elegante, tem personalidade, como o c
Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem identidade

Xerelete, de Bruno Katz, é mais do que uma homenagem a um peixe da região: tem identidade

Ikejime, atenção para este nome, porque se trata de uma técnica milenar japonesa de pesca que maximiza a qualidade da carne, mantendo cor, textura e sabor. O que o argentino Sebastian Dellepiane entende bem, tanto que adotou a prática no seu Xerelete, Centro de Búzios, junto com o chef Bruno Katz, outro argentino, mas que é cria do balneário onde um fim de semana sempre vai ser pouco. Não se decepcione se chegar ali e não tiver o peixe que dá nome à casa.  “Queria que esse lugar tivesse verdade, que a gente respeitasse o peixe, o pescador, o produto fresco, um lugar que tivesse alma de praia e, ao mesmo tempo, conseguisse conciliar técnica de cozinha, a expressão de uma culinária criativa", explica Katz, que abriu o ponto em outubro de 2024 com Sebastian e mais um sócio. Como o chef tem que tocar seus projetos no Rio, deixou no comando das panelas alguém da sua extrema confiança, Igor Chaffun, o cozinheiro que abriu o Katzu, de Katzo, no Rio. "Mude para cá, onde criamos um menu com sabor e identidade, algo bem convidativo para compartilhar.” E é um charme, uma antiga casa de pescadores à beira-mar, na Orla Bardot, com entrada pela garagem. Segundo Katz, “no mesmo estilo que era há muito tempo, para fugir um pouco desse contexto da internacionalização da orla e ter muita atenção aos detalhes, para ser um lugar de encontro da galera da antiga, aqui de Búzios, com a turma do Rio".  Um pouco informal, mas elegante, tem personalidade, como o cardápio que oferece peixes da região,
O que comer no Místico Búzios: os pratos imperdíveis do chef Sávio Freitas, que faz um ano de casa

O que comer no Místico Búzios: os pratos imperdíveis do chef Sávio Freitas, que faz um ano de casa

Búzios - Místico, nome bonito que envolve ritos e cultos secretos, algo que evolui para além do mistério, aquilo que o restaurante do hotel-boutique Abracadabra, em Búzios, faz justamente na direção contrária. Não tem nada de misterioso no menu debruçado sobre a Orla Bardot, desde os tempos de Bruno Barros e depois do chileno Felix Sanchez; sempre com os olhos voltados para o mar. O que se mantém há um ano sob o comando de Sávio Freitas, cria de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, que tem uma pegada mais globalizada do que seu antecessor, antenado ao que vem ocorrendo nas cozinhas de França, Itália e Espanha, e menos com a América Latina. Um outro estilo que também fez dele um craque. Chegou a Búzios há três anos e já mostrou que veio para ficar. Das entradas, destaque para as ostras, de Santa Catarina, que chegam com sorvete de caju (R$ 61, a dupla); as vieiras canadenses sobre tartar de palmito (R$ 72) e o crudo de atum ao ponzu com toranja grelhada (R$ 74). Dois pratos principais têm tudo para ser o hit: o polvo com gremolata e tinta de lula (R$ 148) e o peixe do dia (no caso, dourado) escoltado com mousseline de couve-flor ao beurre blanc com brócolis (R$ 124). Acentuação de sabor, Sávio Freitas entende de acidez e texturas e tira isso a seu favor.  RENAN BLAUTEPolvo com Gremolata “Nossos pratos podem mudar a cada dia de acordo com a ocasião, a saúde das hortaliças e tudo mais", diz o chef que reúne junto aos seus outros seis companheiros de cozinha o beurre blan
Antigo Ipanema Plaza vai ser um hotel de luxo LGBTQIA+ e nova fachada vira polêmica

Antigo Ipanema Plaza vai ser um hotel de luxo LGBTQIA+ e nova fachada vira polêmica

Os tapumes anunciam que vem novidade por aí, mas uma série de imagens que estampam a fachada já vem dando o que falar. Isso um ano antes de a obra ficar pronta. Quem passa pela rua Farme de Amoedo, em Ipanema, já deve ter reparado que na quadra da praia, o antigo Hotel Ipanema Plaza está envelopado com cartazes um tanto ousados para um país de grande parte conservador. São fotos de pessoas LGBTI+, algumas nuas (com as partes borradas), para anunciar que ali será o futuro The Tryst, rede norte-americana especializada em hotelaria de luxo voltada ao público LGBTI+.  A previsão de abertura é 2027. Por enquanto, é um espaço para tirar fotos e postar nas redes sociais, mas também uma disputa simbólica entre conservadorismo e liberdade de expressão — um debate que, convenhamos, é antigo no bairro, mas que ganha novos contornos quando envolve a visibilidade LGBTI+. DivulgaçãoImagens de homens e mulheres se beijando ou se acariciando chama atenção O Hotel Ipanema Plaza foi fechado em 2017 após uma disputa societária que deixou o imóvel inativo por anos. A boa notícia é que o endereço ganhará novo fôlego com a chegada da Tryst Hospitality ao Rio. A empresa já mantém operações na América do Norte, no México e em Porto Rico, e escolheu Ipanema para inaugurar sua primeira aposta no Brasil. Com 18 andares e 140 quartos, o The Tryst Ipanema promete ir além da hospedagem tradicional. A proposta inclui piscina e restaurante na cobertura, pensados para funcionar como espaços de convivência