Bruno Calixto em 1ª pessoa: jornalista mineiro radicado no Rio. Um repórter fiel. Fã de notícias, viajante viciado, a favor da gastronomia autêntica e que valoriza ancestralidades. Escreve no jornal O Globo e entrou para o time da TimeOut Rio de Janeiro em busca de divulgar as origens e os caminhos apontados pela culinária carioca. Vivo onde o mundo quer passar férias, e isso não é para qualquer um. Orgulho de um Ariano com ascendente em Sagitário e lua em Leão. Fogo, fogo, fogo. Como tudo tem origem na cozinha.

Contato: bruno.calixto@timeout.com 

Bruno Calixto

Bruno Calixto

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Enredos em foco: o que esperar dos desfiles do Grupo Especial em 2026

Enredos em foco: o que esperar dos desfiles do Grupo Especial em 2026

A Sapucaí de 2026 confirma a força dos enredos como espinha dorsal do espetáculo. Entre homenagens a grandes nomes da música, da literatura, da cultura popular e da história brasileira, as escolas do Grupo Especial apostam majoritariamente em narrativas biográficas para emocionar o público. Ney Matogrosso e Rita Lee são alguns dos nomes homenageados na Avenida, ele pela Imperatriz, ela pela Mocidade. Esse parece o a o dos temas biográficos, das 12 escolas do Grupo Especial, oito desfilam exaltando personagens, desde o presidente Lula (Acadêmicos de Niterói) até o líder religioso Custódio do Bará (Portela), passando pelo Mestre Sacaca (Mangueira). O formato de três noites, que foi testado no carnaval passado, parece que passou. De 15 a 17/02, as agremiações da elite do carnaval serão as donas da avenida. O templo sagrado do samba (que já faz mais de 40 anos) será uma moção de aplausos para personalidades do mundo artístico, da política e da cultura popular. Outros que prometem emocionar são o mestre Ciça (Viradouro), a escritora Carolina Maria de Jesus (Unidos da Tijuca) e a carnavalesca Rosa Magalhães (Salgueiro).A Time Out deu um confere nos enredos e bastidores para sentir o clima e mostrar um pouquinho do que será trazido para a grande festa. Façam suas apostas.+ Confira a agenda dos desfiles do Grupo Especial
Bares, quiosques restaurantes abertos 24 horas

Bares, quiosques restaurantes abertos 24 horas

É comum cidades que não dormem jamais, como Nova York, Tóquio e São Paulo manterem um elenco de casas servindo boa comida para a turma da madrugada. Mas quem disse que no Rio não tem? Aproveitando a leva de blocos, listamos alguns estabelecimentos que mantêm as portas abertas por 24 horas. Para folião nenhum voltar para casa de barriga vazia e aquela vontade que só a comida de rua satisfaz.
Ingressos para a Sapucaí? Nos camarotes ainda tem

Ingressos para a Sapucaí? Nos camarotes ainda tem

Há um carnaval dentro do carnaval, só que é para poucos, custa caro, tem mais conforto, e mais regalias também. Os camarotes oferecem shows com nomes de peso, cardápios assinados, spas e outras atrações. Alguns espaços oferecem acessibilidade e acomodações para PCDs, pessoas com deficiência auditiva e neurodivergências. O preço? Tem para diferentes bolsos.
Carnaval 2026: os melhores blocos e as festas LGBTI+

Carnaval 2026: os melhores blocos e as festas LGBTI+

Mais um carnaval, e as festas e os blocos LGBTI+ vêm aí com tudo, prontos para transformar as ruas em um verdadeiro desfile de cores, liberdade e muita música boa. Tem pop, brasilidades e até eletrônico.
Blocos e Mega Blocos 2026

Blocos e Mega Blocos 2026

Esse ano promete. O Carnaval de Rua de 2026 tem tudo para ser um dos maiores dos últimos anos. A Riotur recebeu 803 inscrições de blocos, um aumento de 17% em relação a 2025. A estimativa inicial é de 465 desfiles autorizados, incluindo 35 blocos estreantes. O Centro do Rio segue como o principal palco da festa, com previsão de 135 desfiles, incluindo os megablocos. A Zona Sul aparece em seguida, com cem cortejos. A Grande Tijuca deve receber 63 desfiles, enquanto outros bairros da Zona Norte somam 56 apresentações. A Zona Oeste terá 46, as Ilhas 37, Jacarepaguá 12, e a região da Barra, Recreio e Vargens contará com 16 desfiles. Ah isso só só para falar dos que terão apoio do poder público. À margem disso, tem a turma dos blocos que desfilam fora da agenda oficial e que nem por isso deixam de brihar. A maioria pela região central. E os Mega Blocos, que esse ano somam dez!!! Confira abaixo.  
Escolas do Grupo Especial e Série Ouro: confira agenda dos ensaios

Escolas do Grupo Especial e Série Ouro: confira agenda dos ensaios

O carnaval 2026 ocorre em meados de fevereiro (14 a 17), mas o ziriguidum nas quadras e Sapucaí já está um fervo, com os ensaios gratuitos e ou pagos, dentro ou fora das agremiações do Grupo Especial.  A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou o calendário dos ensaios técnicos, que acontecerão na Marquês de Sapucaí em seis datas, começando em 30 de janeiro e indo até 8 de fevereiro, com entrada gratuita e uso de luz e som oficiais, proporcionando aos foliões o primeiro contato com as agremiações e seus enredos.  A novidade é que os desfiles mirins vão abrir a programação da elite do carnaval carioca, em três datas diferentes. Os ensaios acontecem sempre às sextas, sábados e domingos, reunindo as agremiações do Grupo Especial em treinos abertos ao público, que já poderá sentir o clima do que será apresentado no Carnaval 2026. E, se a chuva deixar, já começa nesta sexta (23), com as escolas da Série Ouro. Agremiações tradicionais como Império Serrano, Estácio de Sá e União da Ilha desfilam nessa leva.  23 de janeiro (sexta-feira) • 21h Unidos do JacarezinhoEm Cima da HoraUnidos da PonteVigário GeralUnidos de Padre Miguel 24 de janeiro (sábado) • 18h Botafogo Samba ClubeUnião do Parque AcariUnidos de BanguUnião de MaricáUnião da Ilha 25 de janeiro (domingo) • 18h Inocentes de Belford RoxoArranco do Engenho de DentroImpério SerranoUnidos do Porto da PedraEstácio de Sá Como vai funcionar o transporte público? De acordo com o Metrô Rio, as estaçõe
As melhores sobremesas para encomendar no Natal

As melhores sobremesas para encomendar no Natal

Com açúcar e com afeto. Se tem uma coisa que combina com o clima de fim de ano é uma mesa cheia de doces que fazem qualquer um esquecer a dieta sem culpa. O panetone aparece em todas as versões possíveis, do clássico às versões lotadas de chocolate, enquanto a Bûche de Noël garante aquele toque francês cheio de charme. Rabanadas quentinhas, pavês que somem rapidinho da travessa, biscoitos decorados e tortas cheias de especiarias completam a festa. No fim, o Natal vira a desculpa perfeita para provar um pouco de tudo.
Ano Novo no Rio: as festas de Réveillon 2025/26

Ano Novo no Rio: as festas de Réveillon 2025/26

Passado o Natal, é a vez do Ano Novo. Entre festas, fogos de artifício, shows e jantares, o sentimento geral é de expectativa pelo futuro. Com esse olhar focado no que está por vir, vale a pena olhar para trás e descobrir a origem do Réveillon, que remonta à França e também aos tempos antigos. O importante é iniciar o novo ciclo em grande estilo. E para quem está pensando em curtir a virada na orla mais badalada do Brasil, opções não faltam. Não precisa disputar espaço nas areias de Copacabana, caso queira investir em algo mais calmo e confortável. Tem terraço (ou rooftop para quem preferir) de hotel e também quiosque com muito samba e petiscos, tudo bem carioca. Já escolheu sua festa da virada? + RECOMENDADO: Prontos para a virada? Gilberto Gil, João Gomes e Alok farão show no Réveillon de Copacabana
As rodas de samba do coração de Teresa Cristina

As rodas de samba do coração de Teresa Cristina

Luiz Antonio Simas, historiador e pesquisador brasileiro, define as rodas de samba como espaços de encantamento do ser no mundo, onde a cultura popular se manifesta de forma espontânea e coletiva. Ou seja, para Simas, a roda de samba não é apenas um evento musical, mas um território onde a alegria, a interação social e a expressão cultural se encontram. Ávida frequentadora das rodas da cidade, a cantora Teresa Cristina é daquelas que quando chega na roda, canta, berra, samba, revira, se transmuta. “É das rodas de samba que muitos cariocas como eu conseguem transmutar em momentos como esse, com tantas mazelas de uma cidade que já foi maravilhosa em sua essência”, diz Teresa, que compartilha com a Time Out suas dez rodas do coração. Ainhhhhh!!!!
Os melhores restaurantes na Barra da Tijuca (e arredores)

Os melhores restaurantes na Barra da Tijuca (e arredores)

Além de praias paradisíacas e bem mais vazias (de acordo com a data, claro), a Zona Oeste também oferece vários e modernos shopping centers, que dispõem de ótimas possibilidades gastronômicas. Uma região cheia de ilhas, onde uma simples refeição vira um passeio inesquecível. Com vista para o mar ou para a Lagoa, alguns de seus restaurantes garantem qualidade e devem ser incluídos no roteiro. Há opções para os amantes de comida italiana, tailandesa, portuguesa, alemã, peruana e, claro, para quem não abre mão de um prato tipicamente brasileiro. Recomendado: Os melhores restaurantes no Leblon
Os melhores restaurantes baratos no Rio de Janeiro

Os melhores restaurantes baratos no Rio de Janeiro

São várias as opções para comer na cidade, e muitas vezes o programa não costuma ser muito agradável para o bolso. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) feito em 2024, uma refeição fora de casa na cidade do Rio custa, em média, R$ 60,46 - valor que garante o posto de mais cara do estado e a 2ª do Brasil, ficando atrás apenas de Barueri/SP.Por sorte, restam alguns achados que mantêm a qualidade, sem assustar na hora da conta. Aceitamos o desafio de listar lugares em que um almoço ou jantar (com bebida mais entrada ou sobremesa), sai nesta faixa de valor – e sem perder a qualidade. Comidinha caseira gostosa para quem quer ou precisa economizar.  Recomendado: Hotéis bons e baratos no Rio de Janeiro

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Satyricon

Satyricon

Nada escapa à maestria se vem da cozinha orquestrada por um cearense. A fórmula do sucesso na cidade do Rio de Janeiro, do Rio de Janeiro, onde uma boa parte de uma dos habitantes tem na certidão de nascimento o estado do Ceará - espécie de chancela de excelência na gastronomia. No caso do invencível Satyricon (por mais de 15 vezes eleito melhor casa de peixes e frutos do mar por premiações como Rio Show Gastronomia e Veja Comer&Beber), estamos falando de Francisco Mororó, 32 dos 39 anos da casa.  É quase o número de tempo de salão do maître Ozires Silva, de Campina Grande (PB), que chegou há 25 anos, iniciando por ali como garçom. “Ambiente que me traz sorriso ao rosto, um convívio saudável com funcionários e clientes”. A dupla é apenas um aperitivo do que este italiano acumula de predicados. No menu, sobram motivos para degustar e pedir mais. Pastel de lagostim (R$ 98, 6), trio de crudos (atum, salmão e peixe da costa): carpaccio e tartar (R$ 256), lagostim (R$ 278) e - o prato favorito dos chefs - talharim ao vôngole (R$ 158). Um ensaio do que duas pessoas podem pedir e serem felizes.  São mais de 40 anos de funcionamento ininterrupto e um tratamento único para pescados nobres e frescos.  Tudo isso pode vir acompanhado de uma garrafa de Vermentino, de sabor fresco e aroma mineral. Ideal para harmonizar do início ao fim. E no fim das contas, se tiver sorte, sobrar um pouco na taça para brindar e se despedir da experiência única. 
Quitéria

Quitéria

Renovado. Totalmente voltado para dentro, de olho no mar, com ares de mediterrâneo. E assim, ao modo autoral mais adptado ao sabor local do que nunca, que o chef David Cruz apresenta seu novo cardápio na casa que faz sucesso por ser a porta de entrada de um hotel tão charmoso quanto sua cozinha. Brasileira! "Gosto do uso integral dos ingredientes", diz Cruz, segurando o prato com seu "ovo perfeito", cozido em baixa temperatura e servido mergulhado numa espuma de parmesão, pó de cogumelo e torrada (fininha) de fermentação natural (R$ 38). Ainda na ala das entradas, tem crudo de atum com queijo de cabra e tapioca crocante, sobre azeite de capim-limão (R$ 55); espetinho de polvo e camarão com azeite de ervas (R$ 65) e burrata em meio a salada de folhas, uva assada, castanha de caju, mel e limão (R$ 65). Depois desta leva, vêm os pratos principais: bife ancho com fritas e emulsão de alho assado (R$ 98) e linguine do mar com polvo, camarão, molho bisque e, o mais curioso, caviar de limão cravo (R$ 91) são algumas das novas apostas. De sobremesa, o pudim de doce de leite com cumaru duela em igual proporção com a tartelete de goiaba com sorvete de nata. Leve, saboroso, intenso. Menu autoral focado no Brasil e suas brasileirices...
Marchezinho

Marchezinho

Há oito anos um híbrido de bar e restaurante, que no fim das contas soma em bistrô. No melhor que esta palavra pode representar: mesinhas mínimas, com cadeiras juntinhas, clima informal, peças de antiquário e obras de arte enfileiradas nas paredes. O Marchezinho é o sonho tropical dos franceses no Rio, porque se vale da premissa local: todos os produtos são nacional. Desde os insumos para entradas, petiscos e pratos até os vinhos, estes 100% de mínima intervenção. O cardápio, um pouco extenso, tem uma justificativa: atender a todos os gostos, e bolsos. Vamos de croquete de siri com massa de vatapá? R$ 34. Ou vamos de especial da semana? R$ 78 (o meu um frango crocante sobre creme de milho). De principal, uma das apostas da chef Isis Martins (ex-Ocyá) é o ravioli Du Dauphiné (massas recheadas com queijos artesanais, molho cremoso com toques de vinho branco e sálvia; R$ 62). Os pães são todos da araucária. Os queijos, em sua grande maioria, do interior de São Paulo, e os vinhos uma festa brasileira (o da "casa" por R$ 28, na taça).  O proprietário Sasha Mollaret, arquiteto, vive há pelo menos 15 anos no Rio. Veio fazer intercâmbio na faculdade e ficou. Ainda bem, porque assim temos esse bistrô-mercearia para antes e depois das sessões de cinema no Estação.
Nam Thai

Nam Thai

“Jamais verá um salmão nadando em águas tailandesas”, diz David Zisman, chef e proprietário do Nam Thai, que chega aos 27 anos reeditando alguns pratos com versões abrasileiradas. Entre eles o salmão marinado 24 horas em shoyu, coentro, gengibre e pimenta, servido no creme de leite batido (R$ 79). O outro é o pato no tamarindo - os tailandeses adoram tamarindo (R$ 110). O prato, que vem de Petrópolis, é servido com um arroz de cúrcuma. No mais, um desfile de preparos não só da Tailândia, mas também de Malásia, Camboja e Vietnã. Todos os currys ali são feitos por David na casa, assim como o preparo do óleo de urucum para o curry vermelho e o óleo de coentro para o verde. Se optar por conhecer um breve resumo destes anos da casa de pé, peça o  Kraton Ton, um cestinho delicado feito de leite de coco, açúcar de palma, farinha de arroz e gergelim, recheado de frango, cenoura e aipo e siga com camarão no óleo de gergelim torrado (R$ 45).  O nome Kraton Ton é uma homenagem à festa de Loi Kraton, uma celebração das luzes na Tailândia, onde pequenos cestos de vime com velas flutuantes são lançados nos rios durante o mês de novembro, simbolizando a conexão com as forças naturais. Como maior produtora de arroz do mundo, a Tailândia tira onda com o ingrediente, entenda por isso o arroz de "rio perfume", originário do Vietnã, preparado com uma pasta de capim-limão, cebola e camarão seco socado, proporcionando um aroma intenso e um sabor fresco e acentuado, perfeito para acompanhar o camar
Beco do Rato

Beco do Rato

O Beco do Rato, um dos poucos (ou raros) com samba ao vivo todo santo dia, chegou aos 20 anos tirando a maior onda. O bar e restaurante de Lucio Pacheco é mais do que mais um endereço da boemia na Lapa, mas um reduto da resistência, e para cariocas e turistas nenhum botar defeito. Música boa, cultura, cerveja gelada e gastronomia de boteco, são três ambientes: área interna climatizada, parte de fora coberta com bar e mesinhas e uma área a céu aberto.  Painéis com desenhos sobre o Rio decoram as paredes, retratando sobretudo os maiores bambas da cidade. À mesa, um show de petiscos, agora no inverno tem até caldinho de mocotó (R$ 15), na canequinha, para não dar trabalho para quem bebe e come de pé. Uma das marcas do botequim é essa. O chope Amstel ou Heineken sai por R$ 9,99, para quem ama caipirinha, R$ 30. Aos domingos, tem feijoada (R$ 40). Se der sorte, vai até topar com algum nome de peso do samba carioca por ali: Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Moacyr Luz, Tia Surica..  
Giuseppe Grill

Giuseppe Grill

Anda circulando um carrinho diferente no salão. O "Rolls-Royce" de Marcelo Torres foi adquirido para ser o cenário de um serviçop inspirado no Simpson in the Strand, da Londres de 1824 (quando chegou a luz elétrica na capital inglesa). Sobre a engenhoca, uma novidade do cardápio, o Boneless Prime Rib Roast (R$ 268), que nada mais é que o prime rib sem osso inteiro, como o rosbife, com um sabor todo especial: após marinar durante 24 horas em ervas da Provence com alecrim, cognac, sal temperado e pimenta do reino, a peça é selada por inteiro e assada por horas no forno. No restaurante, é servida apenas uma peça por turno com cinco ou seis porções cada. Melhor, o carrinho de luxo chega à mesa conduzido pelo garçom Benvindo, na casa há 15 anos. A disputa ali é grande. Porque fazem sucesso também a picanha supra sumo (melhor parte da picanha, maciez, suculência e marmoreio; R$ 186). E também a Costela de Boi (R$ 186), que fica assando mais de oito horas, tudo com direito a acompanhamentos. Para os preparos, são utilizadas o grill e a churrasqueira, que ainda recebem o que há de mais fresco também em pescados. Com 18 anos de história, o restaurante privilegia seus funcionários mais antigos, estampando no peito dos mesmos uma estrela a cada cinco anos de casa. O Bacalhau Giuseppe Grill (R$ 286) é servido com batatas ao murro, brócolis, cebolas e azeitonas pretas, e a Panela do Zozô (R$ 178) traz frutos do mar puxados em dendê e servidos sobre creme de arroz, com farofinha. Ainda há
San Omakase

San Omakase

Dois a dois: o número de convidados que entram por vez a convite do maître. Um por um: a forma com que o chef entrega as peças para os sete convidados (e privilegiados) no balcão do Omakasse do San, que praticamente nasceu com Uma Estrela Michelin, há dois anos. Três cabeças pensantes tocam o negócio que chama atenção pela "cadência": os sócios Luis Mattos e o restaurateur Martin Vidal, junto com o chef André Kawai. A experiência sai por R$ 740 e inclui nove cursos. Destaque para a salada com seleção variada de peixes da costa carioca (olho de boi é a sensação!), o caldo quente de robalo - no Japão, me conta Kawai, o paiexe mais usado é o lingado - e o novo Chawanmushi (tradicional pudim salgado japonês). Alguns nomes curiosos ao longo da noite: "saco"saco" (cebola, alho e gergelim) omaiô (gengibre, saquê e alga) e o mais falado dashi (出汁: caldo com shitake, alga e katsuobushi). E também as verdadeideiras estrelas: beijupirá, sororoca, olhete, serra, olho de cão e bluefin (atum gordo espanhol). A deixa para a sobremesa Dezato do chef César Yukio. Um verdadeiro balé com início, meio e quase fim, porque a sensação de prazer no palato é de não acabar nunca.
Nôa, a nova casa de Ricardo Lapeyere

Nôa, a nova casa de Ricardo Lapeyere

Ricardo Lapeyre é um maestro. Atuou em várias casas, entre elas, o Laguiole e o Escama; foi para São Paulo e recebeu aplausos no Le Bulô. De volta ao Rio, marca sua estreia no Nôa, do Grupo Via (também ViaSete e V7), com direito a menu - quase que inteiramente reformulado -, dividido em atos, somando quatro. Vai das árias: alga nori crocante, manteiga de algas e salicórnia, salada Waldorf de camarão (R$ 54), confit de tomate com coalhada seca da casa, pães Sourdough e trio de ostras (uma delas com molho de Champagne e caviar) - estas R$ 85 ao epílogo, que contamos já já. Para segurar a plateia, o chef serve vieira grelhada no gengibre; seu clássico arroz de bacalhau (R$ 89), pargo na brasa (charbroiler; R$ 44) e lagostim. Uma riviera à la La Pepeyre temperada de carioquices típicas da Garcia D’Ávila, CEP das casas do sócio majoritário Rick Stern. “O que mudou mais com a chegada dele? Tem peixe e frutos do mar chegando todo dia frescos.” Uma marca do outro Ric, este com “C”, de chef.  Para o final retumbante (mas nada trágico), um aode à Amazónia via pudim de cumaru com doce de leite (R$ 35) e torta Basca com goiabada (R$ 39) - esta já no menu antigo.  Os vinhos - a cargo de Wilton Aragão (ex-Bazzar) - acompanham o espetáculo, destaque para o laranja esloveno Krasno, a surpresa que morde o palato, ganha aplausos e pede bis!
Emile

Emile

Gaúcho que passou por cozinhas das Ilhas Fiji e há cinco anos e meio está no comando da cozinha do Hotel Emiliano do Rio, na Avenida Atlântica, posto 6, Camilo Vanazzi serve pratos que surpreendem pelo somatório inusitado.
Emiliano

Emiliano

O hotel se define pela atenção aos detalhes, e tudo é pensado cuidadosamente para o bem-estar e conforto dos hóspedes. As 90 acomodações são amplas, com decoração diferenciada para deixar os ambientes mais intimistas e acolhedores. Dentre as sete categorias, uma inclui os tratamentos do SPA Santapele, com massagens e banhos especiais em uma área privativa no próprio quarto. Roupas de cama de 400 fios de algodão egípcio e vista incrível para a Praia de Copacabana são outros diferenciais. O chef Camilo Vanazzi garante a excelente gastronomia com base em ingredientes brasileiros e sazonais do Restaurante Emmile. 
Sult

Sult

Sult, guarde bem este nome, significa "muita fome” em dinamarquês. Elemento que evoca uma culinária autêntica, digna de uma mesa farta aos moldes italianos, mas repleta de heranças brasileiras. Tal qual pretende o novo menu da casa, orquestrado pela chef Julia Lottus (egressa do premiado Cipriani), sob olhar atento do restaurateur Nelson Soares. As referências são muitas. Das entradas, o crudo de vieiras é fresco e ainda vai com com leite de tigre de romã, vieira curada ralada e sementes de romã fresca (R$ 75) e a carne cruda com avelãs e grana padano - um clássico do piemonte - é a versão italiana do tartar de carne, acompanhado de pão fino e crocante tradicional da Sardenha, feito na casa (R$ 59). Na ala dos principais, chama atenção o novo cavatelli fatto in casa com siri - pasta fresca feita na casa com siri, pickles de pimenta de cheiro e salicórnia (R$ 77). A origem do siri é Imbituba (SC). Continua sendo um sucesso a lasanha de carne com grana padano e pangrattato (R$ 85), bem como o filé de pirarucu fresco com risoto de tucupi e jambu (R$ 98).  No burburinho de Botafogo, a pequena casa se destaca pela elegância despojada, com suas mesas de madeira cobertas por toalhas brancas. O mixologista argentino Lucho Moroz aposta na brasilidade para dar voz às suas criações que encantam pelo visual, nariz e boca: chamego (R$ 40): rapadura, maracujá e bourbon e borogodó (R$ 40): cachaça, mate, limão.
Peixoto Sushi

Peixoto Sushi

Egresso de uma peixaria no bairro Peixoto, sushi bar inugurou no Leblon mas agora chega a Botafogo com balcão para omakasse e mais variedades de peixes frescos. A marca da casa de Viviane Schvartz e o marido Beni Schvartz.

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Segunda noite do Grupo Especial e gritos de 'É campeã' para a Beija-Flor. Alguém me conta a novidade?

Segunda noite do Grupo Especial e gritos de 'É campeã' para a Beija-Flor. Alguém me conta a novidade?

Depois de uma noitada com Ney, em a Rita Lee. Não teria outra escola para homenagear a cantora mais irreverente e moderna do Brasil. Pena que não levantou a geral, passou quase calada. Vestiu a camisa da maldição da primeira escola da noite. Apesar disso, que beleza de fantasias e alegorias, um show à parte de Renato Lage, de volta à Verde e Branco de Padre Miguel. Clara Radovicz | RioturMocidade Independente de Padre Miguel 2026 A Beija-Flor sabe desfilar. Aprendeu com Laíla, o mestre do ensinar a cantar. É Ela, a escola CDF, que vem pronta para a prova com a tabuada decorada. Arrepiou, sacudiu, levantou e macumbou a Sapucaí. Nenhuma outra agremiação faria igual, nem com a ausência (dolorosa) de Neguinho, substituído pela potente Jéssica Martin (com Nino do Milênio). O Bembé do Mercado vai virar muitas notas 10 e ainda será ecoado para a eternidade da história dos sambas-enredo. Rafael Catarcione | Prefeitura do RioUnidos do Viradouro 2026 Só por trazer um dos maiores mestres da avenida para o lugar de honra da avenida, a Viradouro merece o lugar mais alto do pódio. Quando entrevistei Mestre Ciça, certo carnaval, ele me repetiu algo que já estava acostumado a dizer, que “se fosse morrer de amor, que fosse no samba”. O mestre dos mestres, que iniciou sua trajetória no Estácio e, ontem, teve uma oportunidade única: viver o amor de uma escola. Está no páreo, é certo! Alex Ferro | RioturUnidos da Tijuca 2026 Numa noite de homenagens à cultura brasileira, coube à Unidos da
Como foi a primeira noite de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí

Como foi a primeira noite de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí

Alegorias imponentes contaram o início da vida sertanejo do presidente Lula, em meio a tanta polêmica. Na última quinta-feira, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, dois pedidos para que o desfile da Acadêmicos de Niterói não ocorresse por configurar propaganda eleitoral antecipada. Os ministros da Corte afirmaram que a proibição antes de o desfile ocorrer configura censura prévia, mas ressaltaram que poderá haver punição futura caso ocorram ilícitos eleitorais na avenida. O presidente, presente na avenida, saudou o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira beijando o estandarte da escola (uma tradição diante do camarote do Prefeito) e, para evitar mais polêmica, fez o mesmo com as outras agremiações da noite. Luiza MonteiroAcadêmicos de Niterói 2026 Tata BarretoImperatriz 2026 Mestre Lolo deu um show na bateria da Imperatriz, só não foi maior que o da Rainha Isa, vestida de serpente, referência à capa do álbum de Ney Matogrosso "Pecado", lançado em 1977. Em busca do décimo título, o enredo “Camaleônico”, contou o carnavalesco Leandro Vieira, foi inspirado na arte livre e provocadora de Ney Matogrosso. “É corpo, é performance, é metamorfose em forma de samba”, postou Vieira. Um desfile que trouxe cor, atitude e uma alegoria de lobisomem que impressionou do primeiro ao último setor. A comissão de frente trouxe palco e camarim, o casal de mestre-sala e porta-bandeiras foi coreografado por Ana Botafogo. E foi bonito... Pavão misterioso, a ros
Oi, sumido! O Sol voltou, e vai começar o desfile das escolas de samba na Sapucaí

Oi, sumido! O Sol voltou, e vai começar o desfile das escolas de samba na Sapucaí

Para tudo!!! O Sol voltou, ufa! E vai continuar até a quarta-feira de cinzas, segundo o Climatempo. O Rio espera receber oito milhões de foliões, e a Sapucaí está pronta para receber as escolas de samba, neste primeiro dia (sexta-feira 13), as sete primeiras agremiações, a partir das 21h, da Série Ouro. O mesmo se repete no sábado (14).  O melhor carnaval do Brasil, claro, está com todos os ingressos vendidos antecipadamente, garantindo casa cheia. Promete um show de alegria e criatividade. Serão sete agremiações na primeira noite e oito na segunda, num total de 15. A campeã garantirá acesso ao Grupo Especial, enquanto as duas últimas colocadas serão rebaixadas para a Série Prata, que se apresenta na Intendente Magalhães, em Campinho. Alexandre Macieira/RioturUnidos de Bangu Os destaques na estreia ficam por conta das homenagens a dois grandes representantes do samba. A celebração a Xande de Pilares, pela Unidos de Jacarezinho, abre a noite, com samba de Jorge Aragão. As escolas do Grupo Especial desfilam domingo, segunda e terça-feira. Veja ordem abaixo da Série Ouro: SEXTA (13 de fevereiro) 21h Unidos do Jacarezinho Inocentes de Belford Roxo União do Parque Acari Unidos de Bangu Unidos de Padre Miguel União da Ilha do Governador Acadêmicos de Vigário Geral SÁBADO (14 de fevereiro) 21h Botafogo Samba Clube Em Cima da Hora Arranco do Engenho de Dentro Império Serrano Estácio de Sá União de Maricá Porto da Pedra Unidos da Ponte
Ricky Martin está no Rio para o carnaval e anda curtindo como carioca

Ricky Martin está no Rio para o carnaval e anda curtindo como carioca

E não é que Ricky Martin voltou para o carnaval no Brasil? Sim, o porto-riquenho (conterrâneo do fenômeno Bad Bunny) anda circulando pelo Rio pagando de carioca, andando de bike pelo calçadão da orla, saindo para noitada na Lapa e posando na piscina hotel de luxo em Copacabana onde está hospedado. Em 1997, o cantor de “Livin la vida loca" desfilou na Portela, quando o enredo era uma homenagem a Olinda. Mas Martin não é a única celebridade em solo carioca não. Sarah Jessica Parker veio para o Baile da Arara, nesta sexta-feira (13), mas ontem foi vista jantando na Lapa. Quem sabe Bad Bunny - há fortes rumores disso - pinta por aqui também? DivulgaçãoRicky Martin no Rio DivulgaçãoRicky pedalando
Shakira no Rio: ‘É a vez de uma latina brilhar’, diz Eduardo Paes

Shakira no Rio: ‘É a vez de uma latina brilhar’, diz Eduardo Paes

Aos 49 anos, Shakira fica entre as suas duas antecessoras no palco do Todo Mundo no Rio: Madonna, 67, e Lady Gaga, 39 anos. Mas a Rainha do Pop Latino, convocada para o grande show gratuito de 2026 nas areias de Copacabana - pelo terceiro ano consecutivo -, pode superar o feito das duas americanas, já que a latinidade está em alta no mundo. Não se sabe ainda se a apresentação do dia 2 de maio (um sábado) vai ultrapassar os R$ 300 milhões de retorno com a vinda da Madonna ou, sendo muito otimista, o dobro (R$ 600 milhões) de Gaga. O que se espera, depois de menos de um dia da confirmação do show da cantora é que, na carona de Bad Bunny, é que a presença de Shakira em solo brasileiro tem potencial para bater recordes,  segundo projeção do prefeito Eduardo Paes. Afinal, a missão de um evento de grande porte como esses é sempre surpreender. “Agora é a vez de uma latina brilhar nas areias de Copacabana. Os turistas latino-americanos já são maioria dos estrangeiros que visitam a nossa cidade, e esse público com certeza vai fazer de tudo para viver esse momento histórico. Não é só um show: é mais uma grande oportunidade para o Rio atrair turistas, movimentar a economia, gerar negócios e ganhar ainda mais visibilidade no mundo”, diz Paes.  A confirmação de Shakira no palco foi feita pelo prefeito numa rede social nesta quarta-feira (11), três dias depois do Super Bowl em que Bunny dominou o mundo musical com sua latinidade. O que Shakira deve fazer por aqui em maio Além de arriscar u
Vanessa Rocha vai cozinhar no camarote Folia Tropical: fogo, tradição e identidade’’

Vanessa Rocha vai cozinhar no camarote Folia Tropical: fogo, tradição e identidade’’

A chef Vanessa Rocha (Maria e o Boi) vai assinar o menu do camarote Folia Tropical (setor 8), que vem mostrando uma preocupação delicada com a cozinha brasileira contemporânea, autoral e cheia de memória afetiva, com raízes afro-brasileiras, indígenas e caiçaras. Chef Revelação 2024, vencedora dos prêmios Chef do Ano e Melhor Criação no Festival Gastronomia Preta 2025, e com o selo Bib Gourmand do Guia Michelin em 2020, 2024 e 2025, Vanessa é uma das vozes mais potentes da gastronomia preta hoje. O que ela vai servir? "Um Brasil profundo”: uma cozinha que une fogo, tradição e identidade. Pratos como Arroz de Hauçá, Carreteiro de Pirarucu com Tucupi, Feijão Tropeiro com Cuscuz de Milho e Xinxim de Galinha traduzem a proposta de servir mais do que comida — servir história, pertencimento e brasilidade no prato. Não é tão comum vermos chefs negros em posições de destaque dentro dos camarotes da festa que é feita por eles. Mas de uns tempos para cá, já temos um número, ainda tímido, tamanha estrutura do evento. Esse avanço, podemos arriscar, vem sendo impulsionado por iniciativas como o Prêmio Gastronomia Preta, promovido pelo pesquisador Breno Cruz, que busca combater o racismo estrutural no setor e dar o devido reconhecimento aos profissionais negros que sempre estiveram na base das cozinhas brasileiras. Estreando na avenida como chef, a torcedora da Mocidade de Padre Miguel pretende deixar um legado, como tudo que vem fazendo pela gastronomia carioca: Ä própria temática do cama
Museu do Pontal chega aos 50 anos e bota o bloco na rua

Museu do Pontal chega aos 50 anos e bota o bloco na rua

Quem disse que museu não tem folia? No Museu do Pontal, que preserva a história da arte popular brasileira, vai ter atração de carnaval, com direito a confete e serpentina. Orquestra Circônica, mulheres bate-bolas e bailinhos para bebês estão entre os destaques da programação que começa neste sábado (7) e vai até 22/02. Tudo gratuito. Serão 17 bailinhos, cortejos e oficinas, sempre aos sábados e domingos. Até para os bebês. No dia da abertura (7), às 10h, o grupo de bate-bolas feminino Brilhetes de Anchieta vai comandar uma Oficina de Máscaras de Bate-bola. O encontro celebra a tradição do Carnaval de rua carioca e incentiva cada participante a desenvolver sua própria máscara. Às 11h, a Orquestra Circônica, formada por músicos e artistas circenses, faz um cortejo ao som de temas circense e de desenho animado, trilhas de filmes e marchinhas de Carnaval. Bate-bolas do grupo Brilhetes de Anchieta vão performar junto com a orquestra. Às 16h, tem Cortejinho por um Dia, uma aula lúdica com os artistas Carol Passarinha, Zeza Barral e Yuri Mello sobre a história afro-brasileira dos ritmos tocados na festa carioca. DivulgaçãoTodas as atividades do museu são gratuitas e estão sujeitas a lotação. No dia seguinte (8), o projeto Bebês no Museu do Pontal terá edição especial, com sessões às 10h, 11h e 12h. Os pequenos de 6 meses a 3 anos estão convidados para seu próprio bailinho. Das 15h às 18h, as recreadoras Grila e Gebara irão promover brincadeiras e uma oficina de birutas. Às 16h, o
Tem um japa novo no Rio, e é bastante colorido, você já foi?

Tem um japa novo no Rio, e é bastante colorido, você já foi?

Um ser do mar calçando tamancos de gueixa oferece um dry Martini enquanto um polvo gigante oferece as boas-vindas, numa fachada colorida onde o azul do mar e o rosa que diz muito sobre o Japão contemporâneo anunciam: aqui tem um restaurante japonês que você precisa conhecer. A sétima casa carioca do chef peruano Marcos Espinoza não é tão colorida e moderna à toa, foi pensada por e pela filha Catarina, de 18 anos, nascida na Argentina (país da mãe), que dispensou carreira acadêmica para se dedicar ao ramo que conhece desde criança: a gastronomia. Neste caso em específico, culinária nipônica, mas com toda a liberdade de contemporaneidade que um salão oferecido a uma jovem entrando na maioridade pode conter. É lindo, é divertido, colorido e, em se tratando de Espinoza, come-se muito bem. Bem-vindos ao Kata, nome que faz referência à anfitriã e também a uma dança japonesa. “É moderno, focado no público jovem, com muitas referências da cultura pop asiática, especialmente japonesa e coreana. Isso me fascina”, conta Catalina.   tomas rangelKataSushi Para quem ama, tem rodízio à noite (R$ 149), com opções que já são velhas conhecidas da cozinha de Marcos Espinoza, como mini bao de barriga de porco agridoce com picles, oniguiri de salmão, yakitori de frango, pipoca de camarão, katsu sando, crispy rce de salmão, guioza de porco (essa vale repetir) e o que brota do sushibae: makimonos, ussuzukuris e sashimis variados. Mas atenção, os chefs são todos peruanos. Nenhum japa, e isso por a
Giappo é japonês em italiano, e isso pode dizer muita coisa

Giappo é japonês em italiano, e isso pode dizer muita coisa

Não é mais um italiano na cidade. E não era mesmo para ser, confirma o chef Nao Hara, à frente do novo Giappo, no Jockey. "Pesquisei dezenas de farinhas para criar composições que não fossem as convencionais", diz. Disso, resultou um menu de massas totalmente autoral embora respeitando as tradições. Não é bom de inovar sem descaracterizar, por décadas combinou texturas e sabores nas casas por onde passou servindo comida japonesa de altíssima qualidade. Desta vez, alçou mais um voo na carreira, alcançando aquilo que se espera de quem não se limita a caixinhas: a confiança. Dos estudos e testes com as massas, as italianas saíram na frente, umas com mais e outras com menos porcentagem de proteína. Isso garante “leveza”. Algumas, ousadia, foram combinadas com água gasosa. “elasticidade”, neste caso, uma nacional, de São Lourenço, gaseificada naturalmente. Sem deixar a pegada oriental de fora, tem carpaccio de mignon com maionese japonesa de entrada (R$ 89), temperado com rúcula fininha, que de longe lembra a presença do nirá.    Tomas RangelGiappo - Nao Hara E vamos às massas, algumas com o destaque que merecem. O tartellette de atum (R$ 65) vem com muçarela e pérolas de limão, finalizado na mesa com  nitrogênio, pilar da gastronomia molecular, para criar outras texturas. O sorrentino de queijo (R$ 98), chega puxado no camarão, escoltado de aspargo, tomate cereja e fonduta. O camarão também está no agnolotti (R$ 92), com alho poró e fonduta thai.   Tomas RangelGiappo - QUADRUC
Rio de Janeiro é o destino mais buscado para o Carnaval 2026

Rio de Janeiro é o destino mais buscado para o Carnaval 2026

A poucos dias do início do carnaval 2026, o Rio de Janeiro aparece como o destino mais buscado do Brasil para o feriado, segundo levantamento da Booking.com. A capital fluminense lidera o ranking geral de pesquisas por hospedagem, tanto entre viajantes brasileiros quanto estrangeiros. De acordo com a plataforma de reservas, a preferência está relacionada à combinação de praias, altas temperaturas e à programação do período carnavalesco. O setor hoteleiro já está aquecido, com taxa de ocupação hoteleira, de 14 a 17/02, em 83,70%, e com grandes expectativas para repetir o ótimo desempenho do ano anterior, quando o número chegou a mais de 98% durante o feriado. Os dados são do HotéisRio, o Sindicato dos Meios de Hospedagem do município. O Centro do Rio, região que tem recebido cada vez mais investimentos por meio do programa Reviver Centro, lidera a ocupação hoteleira. Ainda de acordo com a HotéisRio, a região central já registra taxa de 83,74% entre os dias 14 e 17 de fevereiro, impulsionando a média da cidade. Entre os turistas nacionais, o ranking segue com Porto de Galinhas (PE), Salvador (BA), João Pessoa (PB) e Cabo Frio (RJ), reforçando a predominância de cidades litorâneas na escolha dos viajantes para o período que costuma registrar altas temperaturas,. O estudo da Booking.com mostra ainda que o Brasil segue em alta entre turistas estrangeiros durante o Carnaval. O Rio de Janeiro (RJ) aparece novamente como o destino brasileiro mais buscado, à frente de Florianópolis (S
Hachiko, no caminho dos Mega Blocos, inova menu com itens amazônicos

Hachiko, no caminho dos Mega Blocos, inova menu com itens amazônicos

Num ano em que o Carnaval de Rua do Rio de Janeiro contará com dez Mega Blocos no recém-batizado Circuito Preta Gil, no Centro da cidade, é importante realçar o trabalho de quem resiste pela região com uma gastronomia autêntica, justa e sobretudo inteligente.  É essa a trajetória do Hachiko, instalado entre o Paço Imperial e o Palácio Tiradentes, de “retrogosto” das antigas, um asiático com pinta de japonês de perfil diferente do Centro. Há mais de 30 anos de portas abertas. E bem no caminho dos foliões adeptos da boa mesa. Peças com creme de castanha; outras com açaí reduzido, gel de cupuaçu e iguarias da Amazônia marcam presença entre as novidades em cartaz no Hachiko. Não tem rodízio, por exemplo, só à la carte ou menu degustação, uma sequência de 14 cursos (R$ 179,90). Outra curiosidade é que a casa tem seu pico de movimento no jantar, coisa atípica por ali. RODRIGO AZEVEDO FOTOGRAFIABarriga Suina confit com barbecue de goiabada cascao e tempurá de ora pronobis Das criações novas, o ceviche, que antes levava leite de castanha, agora leva o autêntico leite de tigre, com toque de cajá. A barriga suína vai com tempura de ora-pro-nobis e o pato é selado, com curry. E o Vitello Tonnato? Roast beef de vitelo com molho de atum, vinagrete de nira, pipoca de alcaparras e castanha. E pensar que há mais três décadas, o mestre dos mestres Tanaka abriu o japa mais bonito do Rio, na Lagoa, um projeto moderno, inédito. E espalhou filiais pela cidade, sendo uma delas o Tanaka Centro,
A política anti-respeitabilidade que Beyoncé pode trazer ao Rio

A política anti-respeitabilidade que Beyoncé pode trazer ao Rio

  Em tempos de críticas à Lei Rouanet e ao cinema brasileiro, duas cantoras de axé disputando o hit do do Carnaval e um programa de TV que prende pessoas numa casa com luz fluorescente e serve de palco para criminosos, é importante falar sobre empoderamento, o que de mais caro brota das garras das pessoas vitimadas pela opressão. Sobretudo as mulheres negras. Pensando nas maiores cantoras que este planeta já ouviu, Ella Fitzgerald, Nina Simone e Billie Holiday, em particular, foram instruídas sobre como devem se vestir e se apresentar para manter o sucesso e atrair um público maior. Isso frequentemente significava que os artistas negros se distanciavam de elementos associados à cultura negra, especialmente aqueles que poderiam ser considerados inapropriados. Whitney Houston lutou notoriamente contra esse peso. Aconselhada por seu mentor (branco) Clive Davis e outros, ela usava roupas glamorosas, cantava músicas pop em vez de R&B e obedecia a outras normas sociais não escritas que limitavam como ela podia viver sua vida e se expressar. Michael Jackson, Oprah Winfrey e até o presidente Barack Obama foram todos acusados ​​de se manterem distantes da cultura negra para obterem mais poder e se tornarem mais acessíveis a um público mais amplo e branco.  Mas este cenário sofreu uma reviravolta quando Beyoncé - forte candidata a vir cantar no Rio em maio - , em sua estreia no palco principal do Coachella em 2018, diante de uma plateia majoritariamente branca, cantou “Lift Every Voice