A única exigência é que o tema tenha alguma relação com a arte. E isso é o bastante para a turma da cozinha suar a camisa e colocar a criatividade na mesa. Na 2ª edição carioca do festival Botecar, 40 bares capricharam e fizeram bonito, com 40 criações inéditas, esperando seu “muito obrigado” e também voto. Não tem premiação, mas o concurso serve de estímulo à participação popular.
Há 11 anos celebrando a cultura botequeira em Belo Horizonte, o Botecar vai até 14/12. Do centenário Bar Brasil, na Lapa, ao gourmetizado Bar Bracarense, no Leblon – ambos carregam o título de Patrimônio Cultural Carioca, tem participante nas zonas Sul, Norte e Central, incluindo uma leva de botecos novos: Baixaria, Brisa, Conserva e Bar Saudade.
O campeão de 2024 – com o petisco Nosso Sonho (sonho de batata baroa com pernil desfiado e cebola caramelizada no vinho, acompanhado de chantilly de limão), em homenagem ao funk carioca e a dupla Claudinho e Buchecha – o Bar do Momo criou um petisco inspirado nos artesãos do carnaval.
“Uma homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães e o Salgueiro, com o "Da Carne-Seca a Notre-Dame de Paris": carne-seca no molho de carne, com vinagrete de couve e tangerina e picles de abóbora, acompanha pãozinho (R$ 35). O prato é inspirado no samba-enredo de 1991 da escola tijucana, quando Rosa Magalhães era carnavalesca. A ideia do prato surgiu de uma conversa com o historiador Luiz Antonio Simas, amigo e frequentador do bar”, conta Antonio Carlos Laffargue, o Toninho.
“Nossa proposta é unir o melhor da gastronomia carioca com a riqueza das artes que embelezam o Rio de Janeiro. Cada prato será uma homenagem aos artesãos e a arte feita com as mãos que moldam a identidade da cidade", conta Antônio Lúcio Martins, idealizador do festival
A curadoria é das jornalistas Marcella Sobral e Pitty Basilio. A relação completa está em https://festivalbotecar.com.br/rj/

