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No dia 28 de março, a diretora criativa da CasaVidaCenário conduz uma imersão online sobre repertório, brasilidade e o verdadeiro significado de garimpar

Garimpar não é sobre comprar móveis antigos. Nem sobre passear por antiquários atrás de “achadinhos”. Para Gigi Barreto, é sobre desenvolver um olhar capaz de distinguir o que tem alma do que tem apenas idade. É dessa ideia que nasce Garimpo é Encontro, aula que acontece no dia 28 de março, em formato online, e promete mudar a forma como você enxerga tempo, memória e consumo.
Cenógrafa e diretora criativa da CasaVidaCenário, Gigi reúne 25 anos de experiência em uma manhã de conversa intensa sobre como construir repertório e transformar sustentabilidade em assinatura estética. Aqui, sustentabilidade não é discurso. É preservação de ofício, respeito ao meio ambiente e uma maneira concreta de manter a história viva dentro de casas contemporâneas.
Gigi sempre frisa que cada peça garimpada representa menos produção industrial e mais memória em circulação. Economia circular aplicada ao design. Em vez de seguir tendências, a proposta é aprender a misturar vertentes e regiões brasileiras com consciência e direção. Modernismo paulista encontra barroco mineiro. Palhinha nordestina dialoga com brutalismo. Arte popular convive com design autoral. Tudo com textura, identidade e brasilidade.
Garimpo é Encontro também mergulha nos bastidores. Gigi compartilha erros, acertos, decisões reais e projetos concretos. Participam como convidados especiais o colecionador José Luiz Viana e Mariana Caroni, criadora da Casa Capioca, plataforma de curadoria e venda de mobiliário vintage. A ideia é abrir arquivos e mostrar que estilo sem consciência é ruído, e beleza sem história é vazia.
Além da reflexão conceitual, a aula entrega ferramentas práticas. Onde encontrar boas peças. Como avaliar potencial. De que forma misturar linguagens sem perder coerência. E até como transformar o amor pela sustentabilidade em um negócio rentável.
Aquele aprendizado bom para levar para a vida. Inscrições aqui.
Três bons garimpos no Rio:
Especializada em garimpo e restauro de mobiliário vintage, a Casa Capioca não se limita a um período, estilo ou tipologia. Sua curadoria, conduzida por Mariana Caroni, nasce do encantamento: cada peça é escolhida pelo que desperta, pelo que carrega de história e presença.
O restauro é realizado com rigor e sensibilidade, preservando ao máximo a originalidade e a essência de cada móvel.
Com uma plataforma online onde lança coleções exclusivas e sazonais, a Casa Capioca agora também conta com um endereço fixo no Centro da cidade, ampliando sua experiência para além do ambiente digital.
Onde: Rua Conselheiro Saraiva, 10 – Centro.
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Especializada em mobiliário e objetos com história, a F.Quartilho constrói sua identidade a partir do encontro entre design, memória e personalidade. Localizada em Copacabana, a loja se tornou um endereço de referência.
Com olhar apurado, sua curadoria reúne móveis e objetos que transitam entre diferentes estilos e períodos, sempre guiados por autenticidade e presença. Cada peça é escolhida não apenas pelo valor estético, mas pela narrativa que carrega e pela potência de transformar ambientes.
Mais do que uma loja, a F.Quartilho é um espaço de descoberta, revelando achados que imprimem identidade e caráter a qualquer projeto.
Onde: Shopping Cassino Atlântico, Lojas 204/229. (Avenida Atlântica, 4240 - Copacabana)
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> Antiquário do Francisco
Especializado em antiguidades e mobiliário variado, o espaço conduzido por Francisco, na altura da Avenida Dom Hélder Câmara — é daqueles lugares que resistem ao tempo não apenas pelas peças que abrigam, mas pela maneira como existem.
Sem Instagram, sem site, sem vitrine ensaiada. O que há é o olhar de um senhor de mais de 70 anos que conhece cada móvel como quem reconhece velhos amigos. A curadoria nasce da experiência de uma vida inteira entre madeiras, ferragens e histórias acumuladas.
Entre móveis simples e achados inesperados, surgem verdadeiras preciosidades, sempre por valores justos. É um antiquário pé no chão, onde o garimpo acontece de verdade.
Mais do que um ponto de venda, é um espaço de memória viva. Um endereço para quem entende que valor não está no rótulo, mas na história que cada peça carrega.
Onde: Av. Dom Hélder Câmara, 8629 (Antiga Av. Suburbana) – Pilares
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Como Garimpar:
> 1. Chegar cedo — muuuuito cedo.
(O bom garimpo começa quando o sol ainda boceja.)
> 2. É preciso muita paciência.
(Garimpo é encontro, não é pressa.)
> 3. Carregar a lista das peças que estiver buscando, fita métrica, lenço umedecido e coragem. Saber o que cabe no transporte, no orçamento e no projeto.
(O garimpeiro vai onde for preciso e às vezes leva uma peça mesmo sem saber o porquê.)
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