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Chefs Bertrand Chauveau e Paul Lucienh comandam jantar especial neste sábado no restaurante carioca, sem reservas

Anote aí. No sábado, 24 de janeiro, o Cedilha Bar, no Leblon, recebe os chefs Bertrand Chauveau e Paul Lucienh, do neobistrô parisiense Le Cornichon, para uma noite especial que conecta o Rio de Janeiro à cozinha clássica francesa contemporânea. Das 17h às 23h, a dupla apresenta um menu de pratos tradicionais, executados com rigor técnico e atenção ao essencial, marca registrada do restaurante em Paris.
A noite começa com amuse-bouches como linguiça com picles e queijo Comté maturado por 36 meses, seguidos por entradas que passeiam por clássicos bem resolvidos, como coquetel de camarão, tartar parisiense de carne e atum e salada de vagem com aioli. Entre os principais, aparecem referências diretas à tradição francesa, caso do Tournedos Rossini com molho Bercy e do robalo à la grenobloise, além de um gazpacho verde. Para acompanhar, batatas fritas na gordura bovina e salada de Brive. A sobremesa fica por conta da taça de sorvete Tropicool. Para completar a experiência, o bar oferece coquetéis criados especialmente para a ocasião, como o Club Cornichon, feito com salmoura de picles, gim e Club Mate, além de um Bloody Mary clássico.
Como deu para sentir, a proposta é simples e direta, assim como a filosofia das duas casas. Não haverá reservas. O jantar acontece no esquema first come, first served, com tempo de permanência definido conforme a dinâmica da noite. Segundo Guilherme Junqueira, sócio do Cedilha junto com Caetana Metsavaht, o encontro nasceu de uma admiração antiga. “É um restaurante que acompanho e admiro há algum tempo. Tive a oportunidade de me conectar com o Bertrand e percebemos rapidamente que havia muita sinergia entre os projetos, na cozinha, na arquitetura, na narrativa e na estética”, conta.
Em Paris, o Le Cornichon construiu sua reputação ao tornar o familiar relevante novamente. São pratos reconhecíveis, execução precisa e uma experiência pensada para o comensal, sem excessos. Uma filosofia que encontra afinidade natural no Cedilha. “O que mais combina entre os dois projetos é a busca pela simplicidade dos clássicos. Fazer o básico muito bem feito, sem tentar ser maior do que o prato”, explica Guilherme.
Na casa carioca, que fica no térreo do hotel Janeiro e de frente para a Praia do Leblon, essa abordagem se traduz em sabores claros, técnica evidente e uma celebração honesta da tradição gastronômica, vista por um olhar contemporâneo. Mais do que um jantar pontual, o encontro reforça uma prática que o Cedilha pretende manter ao longo do ano. “Recebemos o SVP no final do ano passado e estamos conversando com outros bares e restaurantes de amigos para estarem aqui. Isso tem muito a ver com a forma como o Cedilha surgiu, como uma casa. Gostamos de receber amigos para cozinharem com a gente”, finaliza ele.
Sem dúvidas, uma oportunidade rara de experimentar a cozinha clássica francesa no match de duas casas que têm um oceâno entre elas.
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