[category]
[title]
Carnaval da instituição - que reúne nove mil peças de arte brasileira no acervo - começa neste sábado (7) com atrações para todas as idades, até bebês
Quem disse que museu não tem folia? No Museu do Pontal, que preserva a história da arte popular brasileira, vai ter atração de carnaval, com direito a confete e serpentina. Orquestra Circônica, mulheres bate-bolas e bailinhos para bebês estão entre os destaques da programação que começa neste sábado (7) e vai até 22/02. Tudo gratuito.
Serão 17 bailinhos, cortejos e oficinas, sempre aos sábados e domingos. Até para os bebês.
No dia da abertura (7), às 10h, o grupo de bate-bolas feminino Brilhetes de Anchieta vai comandar uma Oficina de Máscaras de Bate-bola. O encontro celebra a tradição do Carnaval de rua carioca e incentiva cada participante a desenvolver sua própria máscara. Às 11h, a Orquestra Circônica, formada por músicos e artistas circenses, faz um cortejo ao som de temas circense e de desenho animado, trilhas de filmes e marchinhas de Carnaval. Bate-bolas do grupo Brilhetes de Anchieta vão performar junto com a orquestra. Às 16h, tem Cortejinho por um Dia, uma aula lúdica com os artistas Carol Passarinha, Zeza Barral e Yuri Mello sobre a história afro-brasileira dos ritmos tocados na festa carioca.
No dia seguinte (8), o projeto Bebês no Museu do Pontal terá edição especial, com sessões às 10h, 11h e 12h. Os pequenos de 6 meses a 3 anos estão convidados para seu próprio bailinho. Das 15h às 18h, as recreadoras Grila e Gebara irão promover brincadeiras e uma oficina de birutas. Às 16h, o bloco Capivaras Molhadas entra em cena com um repertório de marchinhas, sambas, frevos e ritmos nordestinos.
Para quem ainda não conhece, vale o programa. O Museu do Pontal é um dos únicos espaços que celebram a cultura, o cotidiano, as crenças e a criatividade de artistas de camadas populares, funcionando como uma aula de antropologia e valorizando vozes e histórias muitas vezes marginalizadas. Foi fundado há 50 anos pelo designer francês Jacques Van de Beuque, um interessado em temas como o sertão, o cangaço, a cultura afro-brasileira (com obras de Mestre Didi, por exemplo) e as tradições regionais, exibindo cerâmicas, esculturas e pinturas que mostram a alma do Brasil profundo.
A primeira sede funcionava num casarão no bairro do Recreio, mas por frequentes inundações a partir de 2010, foi transferido para um imóvel na Barra da Tijuca, onde está aberto ao público desde 2021, sempre de quinta a domingo. É mantido e bem cuidado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.
No prédio de dois andares, estão inúmeras galerias que em sequência ajudam a contar a história da arte praticada em todas as partes do Brasil. Mestre Vitalino (Pernambuco), Heitor dos Prazeres e Walter Firmo (RJ), Maria José Batista Pará), Nhozinho (Maranhão) e uma penca de mais de 300 artistas têm suas obras expostas, com todo cuidado curatorial que a arte nacional merece. Tudo produzido no século XX.
A novidade é a mostra “Festas, Sambas e Outros Carnavais", com trabalhos de Sérgio Vidal (até junho de 2026); a “Ocupação Naná Vasconcelos” (até março de 2026); “Novos Ares: Museu do Pontal” e “Poéticas da Criação; José Bezerra e Artistas do Vale do Catimbau", ainda sem data de término..
Onde? Museu do Pontal - Avenida Celia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300, Barra da Tijuca.
Quando? Aberto de quinta a domingo, das 10h às 18h (o acesso às exposições se encerra às 17h30).
Programação? museudopontal.org.br/.
Discover Time Out original video