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O funk toma conta do MAM com aulas, shows e celebração da cultura carioca

Projeto #estudeofunk acontece no sábado, das 12h às 19h, de graça, com MCs, dançarinos de Passinho e muito mais

Lívia Breves
Escrito por
Lívia Breves
Editor, Time Out Rio de Janeiro and Brazil
Funk
Divulgação
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No dia 17 de janeiro, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro abre espaço para uma das expressões culturais mais potentes da cidade: o funk carioca. Das 12h às 19h, o projeto #estudeofunk transforma o MAM em território de encontro, formação e celebração, com uma programação que mistura aulas, performances, discotecagens e um grande show coletivo reunindo MCs, dançarinos e artistas da cena.

Criado como uma plataforma de pesquisa, difusão e valorização do funk, o #estudeofunk articula dança, música, pensamento e corpo como campos legítimos de conhecimento. A ocupação no MAM reforça o museu como espaço aberto às culturas urbanas e às práticas artísticas que emergem dos territórios periféricos do Rio, conectando arte contemporânea e vivências populares.

Ao longo da tarde, o público é convidado não apenas a assistir, mas a participar ativamente: há aulas de passinho, rebolado e história do funk, além de reflexões sobre corpo, saúde e bem-estar. Tudo isso costurado por discotecagens e performances que evidenciam o funk como linguagem estética, política e social.

Aulas, dança e reflexão

Funk
@reliquiadomilenio

A programação começa às 14h, com a discotecagem do DJ Funk In Rio, aquecendo o clima com uma seleção que traduz a identidade sonora da cidade. No mesmo horário, Emerson Facão conduz a aula Natureza, saúde e bem-estar, que propõe uma reflexão filosófica sobre corpo, mente, ética e equilíbrio a partir da experiência cotidiana.

Às 14h30, a dançarina Helle assume o espaço com uma aula de rebolado que une técnica, ancestralidade e liberdade corporal, promovendo autoestima, consciência e empoderamento. Já às 15h, é a vez do passinho carioca, em uma vivência conduzida por Celly IDD e Laranjinha, focada nos fundamentos e bases rítmicas do estilo.

Às 15h30, a atriz, dançarina e curadora Taísa Machado apresenta o aulão História do Funk, uma oficina que percorre o caminho do gênero (do soul music carioca aos dias atuais) destacando estilos, coreografias e a diversidade de passinhos que marcaram gerações.

Performances, DJs e show coletivo

Laranjinha Funk
DivulgaçãoO dançarino Laranjinha fará performance

A partir das 16h, a música volta ao centro com a discotecagem da DJ Anati, artista do #estudeofunk. Em seguida, às 16h25, o dançarino Laranjinha apresenta a performance Gominho, um corpo-pesquisa em processo que mobiliza memórias pessoais e coletivas das comunidades do Rio, tendo o passinho como expressão central.

O ponto alto do dia acontece às 16h30, com o Show #estudeofunk, uma apresentação vibrante e coletiva que reúne MCs, dançarinos e artistas da cena. No palco, os MCs Lizzie, Oly, Dimy, Tierri, Letinzz, Moreno do Brooklyn, P0cket, Ayla, Tábatha Aquino e Beatriz Pimenta comandam a energia do público, enquanto a dança ganha protagonismo com Helle, Laranjinha, Aurora e Mariluz, explorando ritmos, movimentos e expressões corporais do funk.

Para encerrar, às 17h45, o DJ Seduty, um dos principais nomes da cultura do passinho, assume as pick-ups e fecha o evento em clima de baile.

Comida boa e economia local

Durante todo o evento, das 12h às 19h, os jardins do MAM recebem a Feira Junta Local, com produtores independentes, cozinheiras e empreendedores da cidade. Uma boa oportunidade para comer bem e fortalecer a economia criativa e local enquanto se aproveita a programação.

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