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Dentro do projeto de Distrito de Arte e Cultura da Lapa, o projeto prevê vias exclusivas para pedestres, nivelamento de pisos, novas calçadas e rampas de acessibilidade

O roteiro básico de pontos turísticos do Rio sempre passa pela Escadaria Selarón, na Lapa. Criada pelo artista plástico e pintor chileno Jorge Selarón (1947-2013) em 1990, a escada é formada por 215 degraus de mosaicos coloridos que levam até Santa Teresa. Inicialmente, foi pintada para a Copa, usando as cores da bandeira: verde, amarelo e azul. Porém, posteriormente, Selarón começou a incluir o vermelho em homenagem a Xangô, que hoje é a cor dominante. Instagramável que só, o ponto recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes em 2025, de acordo com dados do Observatório do Turismo Carioca, uma plataforma de dados da Secretaria Municipal de Turismo do Rio.
Contudo, o local precisava de um cuidado maior. Agora, foi criado o Distrito de Arte e Cultura da Lapa, e uma das primeiras ações é a implantação do Boulevard Selarón, cujas obras, orçadas em R$ 1,7 milhão, já começaram. O projeto prevê vias exclusivas para pedestres, além do nivelamento de pisos, novas calçadas e rampas de acesso para garantir acessibilidade.
A Rua Visconde de Maranguape, no trecho próximo à sala Cecília Meireles, ganhará uma baía para embarque e desembarque de ônibus e vans de turismo. Na Rua Joaquim Silva, bem em frente à escadaria, a calçada será alargada, privilegiando os pedestres que enchem a área durante todo o dia. A Rua Teotônio Regadas passará a ser uma rua de serviço com pista elevada ao mesmo nível das calçadas. A ideia é priorizar deslocamentos a pé e ampliar a acessibilidade.
"Diante de tanto turista, que cada vez aumenta mais, é preciso tornar o lugar mais acessível, porque a escadaria já existe e não tem o que fazer; já é emblemática. Então, como valorizar a obra de um artista como este senão priorizando o acesso a ela?", diz Daniela Maia, secretária de turismo do Rio.
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