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Nesta quinta-feira, às 15h, onze veleiros partem da Marina da Glória. A partir do dia 28, as velas seguem para o MAM Rio como exposição

Prepare-se para ver uma regata artsy na Baía de Guanabara. Nessa quinta-feira (22/01), às 15h, o Rio recebe a regata-perfomance do artista francês Daniel Buren, de 87 anos, “Voile/Toile – Toile/Voile (Vela/Tela – Tela/Vela)”. O mestre das listras e das intervenções fora do óbvio, vai, agora, transforma nosso cenário de cartão-postal em uma tela com onze veleiros que tem velas que funcionam como telas em movimento, estampadas com as famosas listras verticais coloridas do artista.
A largada e a chegada acontecem na Marina da Glória, e o percurso, visível da orla da Praia do Flamengo, varia de acordo com o vento. Se ele colaborar, os barcos seguem até o Posto 3. Caso contrário, o retorno acontece antes, nos postos 1 ou 2. Como toda boa performance ao ar livre, nada é totalmente previsível, e é justamente aí que mora a graça.
Criada originalmente em 1975, em Berlim, a obra nasce do desejo de Buren de romper os limites do museu e dialogar diretamente com a cidade e o público. Ao transformar velas em pinturas, o artista desloca dois campos centrais do modernismo do século 20, a pintura abstrata e o readymade, e amplia o território da arte para o espaço urbano, natural e coletivo. “É um trabalho feito ao ar livre e que depende de fatores externos como clima, vento, visibilidade e posicionamento das velas e dos barcos. Por isso, mesmo tendo sido realizado dezenas de vezes, ele nunca é idêntico”, disse o artista em conversa com o curador Pavel Pyś, publicada pelo Walker Art Center em 2018.
A experiência não termina no mar. A partir de 28 de janeiro, o MAM Rio exibe, com entrada gratuita, as onze velas originais da regata, com quase três metros de altura, instaladas no foyer do museu. As peças são dispostas de acordo com a ordem de chegada dos barcos, seguindo o protocolo estabelecido por Buren desde as primeiras edições do trabalho.
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