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Pintura de Beatriz Milhazes vira cenário para dança na Casa Roberto Marinho

Exposição ganha performance inédita da Marcia Milhazes Companhia de Dança, com música ao vivo e sessões intimistas em março

Lívia Breves
Escrito por
Lívia Breves
Editor, Time Out Rio de Janeiro and Brazil
“Paisagens coreográficas”, de Marcia Milhazes
Denise Mendes
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Quem já se encantou com as cores vibrantes e os ritmos visuais de Beatriz Milhazes agora tem mais um motivo para voltar à Casa Roberto Marinho, no Cosme Velho. A exposição Pinturas nômades, em cartaz até 29 de março, ganha um desdobramento performativo que promete mexer com todos os sentidos: "Paisagens coreográficas", criação inédita da Marcia Milhazes Companhia de Dança.

Com apresentações nos dias 3, 5, 10 e 12 de março, sempre em duas sessões (às 15h e 17h), a performance foi concebida em diálogo direto com o universo da mostra. A ideia é simples e forte: aproximar pintura, corpo e música num mesmo espaço, transformando a visita em experiência viva.

“Paisagens coreográficas”, de Marcia Milhazes
Denise Mendes

Com quase 30 anos de trajetória, a companhia dirigida por Marcia Milhazes criou uma coreografia pensada especialmente para o contexto expositivo. Em vez do palco tradicional, o espetáculo ocupa o térreo da casa, no salão onde está instalada "Corumbê", intervenção de Beatriz Milhazes aplicada às janelas em arco. A obra, que remete a vitrais de igreja, altera completamente a percepção do ambiente e vira cenário natural para os movimentos dos bailarinos.

“Paisagens coreográficas”, de Marcia Milhazes
Denise Mendes

Em cena, Maria Alice Poppe, Ana Amélia Vianna e Domênico Salvatore dividem o espaço com a pianista japonesa radicada no Brasil Yuka Shimizu, que executa ao vivo, no piano de cauda Steinway da casa, um repertório modernista brasileiro. A trilha inclui peças de Heitor Villa-Lobos e Ernesto Nazareth, algumas raramente apresentadas em concerto. O resultado é um encontro sensorial entre artes visuais, dança contemporânea e música que convida o público a desacelerar e observar.

As sessões são intimistas, com capacidade para apenas 40 pessoas. A distribuição de senhas acontece na bilheteria da Casa Roberto Marinho mesmo, uma hora antes de cada apresentação. Vale chegar cedo e garantir seu lugar nessa experiência.

Serviço:
Datas: 3, 5, 10 e 12 de março de 2026
Sessões: 15h e 17h
Local: Casa Roberto Marinho
Distribuição de senhas: 1h antes de cada sessão
Capacidade: 40 pessoas

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