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O que ela tem que as outras não têm? Não é só a menina que vem e que passa num doce balanço a caminho do mar
A praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio, entrou no ranking global da Tripadvisor das melhores praias de 2026. Ficou na 23ª colocação e é a única representante do Brasil.
Isla Pasión, localizada na ilha de Cozumel, no México, foi eleita a melhor praia do mundo na lista, divulgada na terça-feira (17), reunindo 24 destinos escolhidos com base nas avaliações e comentários de usuários da plataforma ao longo do último ano.
Ipanema é a rede social do Brasil; aconteceu ali, virou moda. Foi ali, naquela praia, a primeira foto de topless publicada numa revista. O que colocou ainda mais aquele CEP no circuito das tendências aos olhos do mundo.
A algazarra toda foi numa manhã de janeiro, quando a turma da inteligência carioca estava ali reunida – os caras do Pasquim, os boêmios, os intelectuais. Eis que surge uma moça que resolveu arrancar a parte de cima do biquíni. Ninguém deu muita bola, a não ser um jovem fotógrafo, sentado nas dunas (as “dunas do barato”), próximo ao antigo Píer, à paisana. As pessoas ficavam na praia como se fosse numa arquibancada mesmo. A vantagem do Píer era que, com dez metros de areia, ninguém na rua via o que acontecia lá trás.
Ao ver a cena, Frederico Mendes, aos 24 anos na época, resolveu ir até sua casa, no Posto 4, buscar duas câmeras. Era impossível não clicar tamanho desbunde. Depois de uma série de fotos, nada posado, ele resolveu trocar a lente e se aproximar da moça, o que, de repente, todo mundo, que até então não estava nem aí, começou a gritar e arremessar areia na direção dele. Uma reação a um registrou que entrou para a história.
O topless foi parar na extinta revista “Manchete”, cuja edição (29/01/1972) trazia o Cristo Redentor na capa. Estagiário à época, Mendes assinou a matéria “Aconteceu em Ipanema” – o primeiro texto sobre o assunto no país. Logo em seguida, apreensivo com a reação dos militares, partiu para Nova York.
Mas as areias de Ipanema continuavam ditando modismos, do underground aos surfistas, a “jeunesse dorée”, segundo Ibrahim Sued.
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