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A rede global selecionou seus bares, discotecas, livrarias ou museus queer-friendly favoritos e tem dicas do Rio e de São Paulo

A partir da pergunta "Quais são seus espaços queer favoritos?" a Time Out montou uma lista com os destaques de algumas das melhores cidades do mundo.
Há (muitos) bares, claro: de um "antro de suor subterrâneo" no leste de Londres, a um sports bar que transmite apenas desporto feminino ou um bunker ao estilo de Berlim no centro de Banguecoque. Há também livrarias e espaços de arte, centros comunitários, muita diversão movida a drag, e até braço de ferro lésbico.
No Brasil, destaquei dois espaços do Rio e de São Paulo. Estão na lista Pink Flamingo, Novooeste Bar, do Rio, e Bandeira Bandeira e Museu da Diversidade Sexual, em São Paulo.
Então, conheça aqui os melhores spots queers de acordo com nos editores da Time Out.
Dalston Superstore, Londres
Jóia (de fantasia) da coroa da vida noturna LGBTQ+, o Superstore tem sido um refúgio caótico e colorido para os queers foliões do leste de Londres desde 2009. De dia, as figuras drag mais escandalosas desta zona da cidade deixam as despedidas de solteira boquiabertas num dos drag brunches mais antigos e menos comerciais de Londres. À noite, junte-se à multidão ruidosa que se ri na zona de fumadores, passe por baixo do letreiro de néon brilhante e encontrará t-boys tatuados a dançar em cima do balcão ao som de "Slut Pop" de Kim Petras, e jovens ingénuos a conviver com homossexuais veteranos da noite, enquanto todos tentam arranjar espaço para dançar. Entretanto, alguns dos DJs mais talentosos do leste de Londres passam techno pesado num antro de suor subterrâneo junto às casas de banho. Tem verdadeiramente algo para todos."
Rosie Hewitson, editora de Things to Do, Time Out London
Depot 48, Deli
Enquanto a maioria dos bares da cidade luta pelo DJ set mais barulhento, o Depot 48 convida à participação. Numa noite qualquer, pode deparar-se com um espetáculo de drag, uma actuação de jazz, uma banda ao vivo ou uma sessão de karaoke inesperadamente caótica. Dois pisos respondem a diferentes estados de espírito: o andar inferior é para actuações íntimas e cantorias, enquanto o terraço é para socializar, oferecendo uma energia fluida onde as conversas saltam entre as mesas e os estranhos rapidamente passam a fazer parte da noite.
Poulomi Deb e Raqeeb Raza, Time Out India
She Said, Berlim
Nesta livraria muito querida dedicada a autoras femininas e queer, o stock abrange desde livros infantis interseccionais, impressões de calendários divertidos de artistas FLINTA+* e uma gama internacional de edições de receitas até à teoria feminista clássica e fanzines. O seu espaço acolhedor de loja e café serve também como um centro de crítica cultural, acolhendo exibições de filmes, painéis de discussão e lançamentos de livros. Por isso, passe por lá, demore o tempo que precisar para escolher uma pilha e acomode-se para desfrutar com uma fatia do seu incrível bolo de laranja.
Kate Bettes, jornalista da Time Out Berlin
The Sports Bra, Portland, Oregon
O The Sports Bra foi o primeiro bar nos EUA dedicado à transmissão de desporto feminino. É propriedade de uma pessoa LGBTQ+, a antiga jogadora de basquetebol Jenny Nguyen e é um bar queer-friendly com um excelente ambiente, mesmo quando não estão a decorrer eventos desportivos femininos. Este será, sem dúvida, o melhor local em Portland para assistir ao Campeonato do Mundo de Futebol Feminino da FIFA em 2027."
Lola Méndez, colaboradora da Time Out
New Sazae, Tóquio
Um lendário bar gay e discoteca em Shinjuku Ni-Chome, o maior e mais animado bairro queer da Ásia. O New Sazae celebra 60 anos de actividade em 2026. O seu público diversificado, frequentemente internacional, move-se ao som de uma banda sonora de soul e disco dos anos 70 e 80, mantendo a festa viva muito para lá do amanhecer, todas as sextas-feiras e sábados.
Ili Saarinen, editora-adjunta, Time Out Tokyo
Somos Voces, Cidade do México
A poucos passos do Rico, do Blow e de todas as discotecas LGBTQ+ da Zona Rosa, existe um fórum cultural onde se cruzam drag, literatura e palestras para a comunidade queer. A sua livraria é dedicada exclusivamente à comunidade.
Mauricio Nava, editor, Time Out Mexico City
La Mutinerie, Paris
Desde 2012 que este enorme bar lésbico, anarquista e queer – com a sua decoração ligeiramente desorganizada – se estabeleceu como o quartel-general fervilhante do activismo LGBTQ+ em Paris. Isto porque, entre momentos festivos como DJ sets, espectáculos de drag e braço de ferro lésbico (sim, a sério), o La Mutinerie também vibra com oficinas de escrita, grupos de apoio e aulas de dança. Em suma, tudo o que é necessário para construir uma comunidade (e deixar os conservadores à beira de um ataque de nervos).
Marine Delcambre, Time Out Paris
Pride of our Footscray, Melbourne
O Pride of our Footscray é um espaço LGBTQIA+ gerido pela comunidade, fundado por mais de 200 co-proprietários, tendo cada um deles feito um investimento. Além de ser um bar descontraído e inclusivo, funciona também como espaço de espectáculos e discoteca, proporcionando aos artistas de drag e músicos locais um lugar para se afirmarem.
Ashleigh Hastings, Time Out Melbourne
Sapphic Riot, Chiang Mai
O Sapphic Riot abriu na segunda maior cidade da Tailândia em 2023 e é o local de eleição para locais e estrangeiros que se identificam como mulheres que amam mulheres. O espaço, inclusivo para pessoas trans, acolhe DJ sets ao longo da semana, serve bebidas não alcoólicas e organiza sessões de cinema queer e noites animadas de karaoke.
Lola Méndez, colaboradora da Time Out
Maricafé, Buenos Aires
O Maricafé é um café, bar, livraria e boutique LGBTQ+ que funciona como centro comunitário em Buenos Aires. Organizam o único drag brunch da Argentina e são conhecidos pelo seu enorme e icónico bolo com as cores do arco-íris, servido diariamente há quase duas décadas.
Lola Méndez, colaboradora da Time Out
The Stranger Bar, HORN, Tuff Bar e Adult Material, Banguecoque
Propriedade de uma antiga concorrente do Drag Race Thailand, o The Stranger Bar coloca as queens no centro das atenções todas as noites da semana, com batalhas de lip-sync, comédia e rotinas de dança. Chegue cedo se quiser um bom lugar perto do palco — o espaço enche rapidamente e torna-se apertado assim que começam as atracções principais. O HORN está mais próximo de um bunker de Berlim do que de um bar típico de Banguecoque, com techno de vanguarda e um público que está ali pela batida. O Tuff Bar é um bar lésbico e ponto de encontro que leva a sua comunidade a sério, mas não a si próprio; o equilíbrio exacto que Banguecoque tanto desejava. Finalmente, o Adult Material é uma nova galeria contemporânea que abriu em Chinatown em Junho, dedicada a perspectivas queer na arte e no design.
Kaweewat Siwanartwong, Time Out Bangkok
Manhattans e The Pink Candy Nightclub, Cidade do Cabo
A costa atlântica da Cidade do Cabo está há muito no coração da comunidade LGBTQ+, com os bairros vizinhos de De Waterkant, Green Point e Sea Point a formarem o polo gay não oficial da cidade. Os nossos favoritos são o Manhattans, um dos espaços LGBTQ+ mais consolidados, que combina restaurante, bar de cocktails e ponto de encontro nocturno no coração de De Waterkant; e o The Pink Candy Nightclub, uma instituição de longa data conhecida pelos espectáculos de drag, eventos temáticos e uma pista de dança enérgica. O Time Out Market Cape Town também acolhe uma noite drag regular, a 'Night of the Queens', com uma energia electrizante, visuais espampanantes e uma celebração de auto-expressão audaz."
Selene Brophy, Time Out South Africa
Mihn, Hong Kong
Este espaço de raves em Sheung Wan já não é um local clandestino, mas isso não significa que seja agora como qualquer outra discoteca comercial. O foco continua a ser um alinhamento cuidadosamente curado de artistas de música electrónica, potenciado por um sistema de som fantástico. O Mihn também acolhe a Host, um evento gay mensal que decorre desde 2018. Sendo um espaço íntimo e inclusivo para todas as comunidades, as pessoas queer podem achar especialmente libertador o facto de o Mihn não permitir fotografias – os funcionários colocam autocolantes de segurança nas câmaras de todos os telemóveis à chegada –, o que significa que todos são livres de ser tão expressivos e desinibidos quanto quiserem, sem a preocupação de serem documentados involuntariamente."
Catharina Cheung, Time Out Hong Kong
Bandeira Bandeira e Museu da Diversidade Sexual, São Paulo
O Bandeira Bandeira, na Barra Funda, é um espaço dedicado a mulheres lésbicas, bissexuais e transgénero. Pode ficar cheio lá dentro, mas acredite, a verdadeira animação acontece no passeio. O MDS é o primeiro museu da América Latina dedicado à memória e aos estudos da diversidade sexual, apresentando exposições, aulas, um clube de leitura e muito mais.
Lívia Breves, Editora Time Out Brazil
The Imperial Erskineville, Sydney
Há poucas coisas mais tipicamente australianas do que o pub local, e o The Imperial prova quão queer estes podem ser. Desde espectáculos lendários de drag até à recuperação da arte da dança de linha em botas de cano alto, é conhecido como uma das instituições mais acolhedoras de Sydney."
Alannah Sue, Time Out Sydney
Pink Flamingo e Novooeste Bar, Rio de Janeiro
O Pink Flamingo, em Copacabana, apresenta espectáculos de drag incríveis, com actuações de artistas do Brasil e de todo o mundo. A energia é sempre garantida, especialmente nas noites da festa Treta. O Novooeste Bar, em Santa Teresa, é um bar liderado por mulheres e um vibrante polo LGBTQIAP+ no bairro. A comida e as bebidas são fantásticas, e há sempre música ao vivo e eventos artísticos."
Lívia Breves, Editora Time Out Brazil
Elixir Mixology Bar, Puerto Vallarta
Puerto Vallarta, no México, é um dos destinos mais amigos da comunidade LGBTQ+ na América Latina e abriga o Elixir Mixology Bar, um bar lésbico com cocktails artesanais fantásticos. Gerido por mulheres, encontra-se no bairro gay de Colonia Emiliano Zapata (conhecido como Zona Romântica), onde ocasionalmente organiza eventos exclusivos para mulheres lésbicas. Tem uma excelente happy hour diária das 16.00 às 19.00.
Trumps, Lisboa
O Trumps é a discoteca gay mais famosa – e concorrida – do país. No 'T', que celebra o seu 45.º aniversário em 2026, pode contar com música house e pop (pura e dura) e com a presença sempre ilustre das drag queens residentes."
Vera Moura, Time Out Portugal
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