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Segunda noite do Grupo Especial e gritos de 'É campeã' para a Beija-Flor. Alguém me conta a novidade?

Foi uma rodada e tanta de homenagens, começando com a extravagante Rita Lee na nada menos extravagante Mocidade e terminando com a sobriedade do enredo sobre Carolina Maria de Jesus, da Unidos da Tijuca

Bruno Calixto
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Bruno Calixto
Time Out Rio de Janeiro
Beija-Flor de Nilópolis 2026
Bianca Santos | Riotur | Beija-Flor de Nilópolis 2026
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Depois de uma noitada com Ney, em a Rita Lee. Não teria outra escola para homenagear a cantora mais irreverente e moderna do Brasil. Pena que não levantou a geral, passou quase calada. Vestiu a camisa da maldição da primeira escola da noite. Apesar disso, que beleza de fantasias e alegorias, um show à parte de Renato Lage, de volta à Verde e Branco de Padre Miguel.

Mocidade Independente de Padre Miguel 2026
Clara Radovicz | RioturMocidade Independente de Padre Miguel 2026

A Beija-Flor sabe desfilar. Aprendeu com Laíla, o mestre do ensinar a cantar. É Ela, a escola CDF, que vem pronta para a prova com a tabuada decorada. Arrepiou, sacudiu, levantou e macumbou a Sapucaí. Nenhuma outra agremiação faria igual, nem com a ausência (dolorosa) de Neguinho, substituído pela potente Jéssica Martin (com Nino do Milênio). O Bembé do Mercado vai virar muitas notas 10 e ainda será ecoado para a eternidade da história dos sambas-enredo.

 Unidos do Viradouro 2026
Rafael Catarcione | Prefeitura do RioUnidos do Viradouro 2026

Só por trazer um dos maiores mestres da avenida para o lugar de honra da avenida, a Viradouro merece o lugar mais alto do pódio. Quando entrevistei Mestre Ciça, certo carnaval, ele me repetiu algo que já estava acostumado a dizer, que “se fosse morrer de amor, que fosse no samba”. O mestre dos mestres, que iniciou sua trajetória no Estácio e, ontem, teve uma oportunidade única: viver o amor de uma escola. Está no páreo, é certo!

Unidos da Tijuca 2026
Alex Ferro | RioturUnidos da Tijuca 2026

Numa noite de homenagens à cultura brasileira, coube à Unidos da Tijuca nos mandar para casa com os olhos cheios de lágrimas. Que belo samba-enredo, que forma plástica elegante de contar a história da escritora Carolina Maria de Jesus, que aula de sociologia além de uma denúncia escancarada do racismo. A consagração de uma grande escritora que viveu numa favela, e nunca o contrário. Que assim seja!

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