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Antiga casa de apenas sete lugares dá passagem a salão mais confortável, varanda charmosa e criações que colocam o chef mais próximo da família

Um salto de 1983 do Centro de Nova York para 2026 em Ipanema, onde provavelmente muitos moradores de Manhattan sonham passar as férias. E tenha a linha do tempo com certo espaçamento de décadas e espaço do novo Suibi, do chef Sei Shiroma (também do Ferro e Farinha), autêntico japonês que traz o nome da casa tocada pelos seus pais na capital do mundo (ela chinesa, ele japonês) e as receitas do chef que vem ganhando cada vez mais notoriedade, tanto pelo estilo de servir massas quanto pela regularidade em manter tradição e inovação equidistantes no que diz respeito à cozinha nipônica. Excelente? Ele já era quando chegou ao Rio - fim de 2012 - e montou um forno a lenha de pizza sobre uma geringonça de ferro - portanto Ferro e Farinha. Audacioso, ele tem se mostrado ao fechar o ponto de sete lugares disputados na barulhenta Dias Ferreira, Leblon, e abrir um salão com varanda para receber até 70 na Joana Angélica, hoje um CEP gastronômico premiado carioca, onde tem como vizinhos o Totó, Oseille e Maska. Shiroma, mais uma vez, pegou o Rio de Janeiro pela boca.
“Meu pai, que hoje vive em Okinawa, veio ao Rio e quando apresentei o Suibi para ele, ainda no Leblon, como um legado da família, ele me disse que tudo estava muito bom mas o restaurante merecia casa maior, com mais espaço, como era em Nova York”, conta Sei, que passou boa parte da vida entre mesas do Suibi dos pais em sua cidade Natal.
“Alguns temperos e molhos daquela época já não encontram mais lugar no que servimos hoje”, acrescenta, sobre o menu de pegada autoral
Um dos trunfos entre as novidades está o salmão kamameshi, um arroz cremoso servido com shitake, temperado na mesa, preparado dentro de uma panelinha simpática de pedra (R$ 72). Outro destaque é o Surf and Turf Tartare (R$ 58), seis shari crocantes de atum com wagyu grelhado, gochujang (tempero coreano), malã e grana padano. Os combinados do chef continuam por ali, um deles com 20 peças sai por R$ 142. E as gyozas (egressas do saudoso South Ferro) também, nas versões porco e camarão (R$ 43, 4 unidades). E ainda tem os crudos, sucesso nas mãos de Sei, prove o de polvo (R$ 54), bem diferente da mesmice que se vê por aí.
Hit do antigo CEP, o Unagi Temak (R$ 78, 2) chega com unagi grelhado, mel de limão e shoyu. A carta de drinques, também autoral, leva a assinatura de Vitória Kurihara, um deles chama atenção pelo nome (Lichei) e pela bala de lichia que vem por cima do copo, onde tem gim, limão e suco de maçã (R$ 38).
Se era para satisfazer um desejo do pai, lembrar receitas de família (a gyoza da mãe) e celebrar a cidade que escolheu para morar, Sei Shiroma começou 2026 com os dois pés. E por que seria diferente?
Onde: Rua Joana Angélica, 184.
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