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Um pulo a Búzios no fim de semana? Saiba o que pedir na antiga casa de pescadores, aberta de cara para o mar, na Orla Bardot

Ikejime, atenção para este nome, porque se trata de uma técnica milenar japonesa de pesca que maximiza a qualidade da carne, mantendo cor, textura e sabor. O que o argentino Sebastian Dellepiane entende bem, tanto que adotou a prática no seu Xerelete, Centro de Búzios, junto com o chef Bruno Katz, americano filho de argentinos, mas que é cria do balneário onde um fim de semana sempre vai ser pouco. Não se decepcione se chegar ali e não tiver o peixe que dá nome à casa.
“Queria que esse lugar tivesse verdade, que a gente respeitasse o peixe, o pescador, o produto fresco, um lugar que tivesse alma de praia e, ao mesmo tempo, conseguisse conciliar técnica de cozinha, a expressão de uma culinária criativa", explica Katz, que abriu o ponto em outubro de 2024 com Sebastian e mais um sócio. Como o chef tem que tocar seus projetos no Rio, deixou no comando das panelas alguém da sua extrema confiança, Igor Chaffim, o cozinheiro que abriu o Katz-SŪ, de Katz, no Rio. "Mudei para cá, onde criamos um menu com sabor e identidade, algo bem convidativo para compartilhar.”
E é um charme, uma antiga casa de pescadores à beira-mar, na Orla Bardot, com entrada pela garagem. Segundo Katz, “no mesmo estilo que era há muito tempo, para fugir um pouco desse contexto da internacionalização da orla e ter muita atenção aos detalhes, para ser um lugar de encontro da galera da antiga, aqui de Búzios, com a turma do Rio".
Um pouco informal, mas elegante, tem personalidade, como o cardápio que oferece peixes da região, como xerelete, pitangola, atum (acredite) e olhete. Um belo começo é o tartar de atum com chili oil (condimento asiático) na tempura de alga nori (R$ 64); seguindo com ceviche do peixe de dia e sorbet de manga (R$ 68) e a lula à Provençal ao creme de alho confitado e flor de sal - o ponto alto da rodada.
Para dar aquele refresco, a dica do chef é o Malemolência (R$ 38), com gim, licor de flor de sabugueiro, basílico e soda de gengibre. E um brinde ao Xerelete, afinal não é todo lugar que - na contramão do estrangeirismo - sustenta um nome de peixe local na entrada.
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