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Cinco mil gyosas/mês; quilos e mais quilos de gengibre artesanal (em conserva, “gari” - não comprado pronto); blend de shoyu da casa. Por muito menos, japoneses ficam famosos e saem com o peito cheio de medalhas em premiações no Brasil e mundo afora. Por muito mais, Homero Cassiano é famoso como um dos maiores conhecedores de peixes do Rio, o que torna evidente o lugar que ocupa seu Mitsubá no coração e na mente dos cariocas, independentemente de onde quer que ele esteja.
"Somos um restaurante da cidade, e não de bairro", define Homero, na testemunha do sócio, Cello Camolese, no mais novo ponto da casa.
Depois de mais de 20 anos de idade, com extens morada na Tijuca e curta temporada no Leblon (subsolo de um shopping), o estabelecimento volta à beira da rua, desta vez no Horto, entre um veterano (Jojô Bistrô) e um outro recém-chegado (Gonza).
Nada de rodízio, salmão ou preguiça na cozinha, o Mitsubá mantém a marra e o modus operandi que o parafusa no Olimpo. Uma casa de produtos de altíssima qualidade e processos, com foco obsessivo no mar, no pescador, na arte e inteligência de servir o que a costa do Rio tem de melhor.
Todo dia, uma maré alta de peixes está à disposição: beijupirá, tainha, olhete, cavala, carapeba, mapará, serra, xerelete, xaréu, bicuda, entre mais de cem espécies servidas em duplas ou em combinados (a partir de R$ 147, com 20 peças).
Para dar um tchan nos preparos, o chef Marcelino Bo veio de São Paulo aprimorar dos caldos ao que o cliente ainda for capaz de alcançar. Nada no MItsubá parece monótono, parado, preso ao ontem. Tem sempre coisa nova, mesmo com hábitos sustentados desde o início. O que deixa Homero e Camolese à vontade para mudar, arriscar e, sobretudo, manter-se no topo.
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