Quis ser muita coisa, mas depois cresceu e percebeu que era a escrever que ia traçar o seu caminho. Licenciou-se em Estudos de Cultura e Comunicação, na Faculdade de Letras, onde ganhou um gosto especial pela arte e cultura. Em 2023, à boleia de um estágio, chegou à Time Out, meio com o qual continua a colaborar hoje. Sempre actuou em várias frentes, ora ia a lojas acabadas de abrir, ora a peças de teatro. Agora, dedica-se a conhecer novos restaurantes, que é como quem diz a comer.

Beatriz Magalhães

Beatriz Magalhães

Jornalista

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Quem não marisca não petisca: as melhores marisqueiras em Lisboa

Quem não marisca não petisca: as melhores marisqueiras em Lisboa

Se é verdade que o marisco parece saber sempre melhor no Verão, especialmente depois de uns mergulhos no mar, também é verdade que as mariscadas nunca são demais – apesar de pesarem na carteira. Há que aproveitar o facto de sermos um país costeiro, rico em matéria-prima. Nesta lista de restaurantes de marisco em Lisboa e arredores, encontra verdadeiras instituições. O melhor é pedir um babete, sem vergonha, e deixar-se lambuzar. Tudo bem rematado com uma toalhita com aroma de limão, um prego do lombo – a mais tradicional sobremesa de marisqueira – e uma cerveja a estalar. Recomendado: As 12 melhores cervejarias em Lisboa
Os melhores restaurantes vegan em Lisboa

Os melhores restaurantes vegan em Lisboa

Felizmente, já existem poucos restaurantes sem opções vegetarianas ou veganas. Contudo, se o que procura é fugir a qualquer produto de origem animal, o mais seguro é apostar num destes restaurantes vegan em Lisboa. Apesar dos nomes de muitos pratos – hambúrgueres, pizzas e até bifanas e francesinhas –, aqui não há absolutamente qualquer proteína animal. Também por cá encontra saladas (mais que muitas) e outras combinações surpreendentes. Descubra o que comer nestes espaços, mesmo que continue a ser um carnívoro inveterado. Carne? Peixe? Entre entradas, pratos principais e sobremesas, nem se vai lembrar disso. Recomendado: Os melhores restaurantes saudáveis em Lisboa
Os melhores restaurantes com vista em Lisboa

Os melhores restaurantes com vista em Lisboa

O prato é tudo, mas se vier acompanhado de uma vista para admirar nos intervalos entre garfadas melhor. E boas vistas são o que não falta a esta cidade com as suas sete colinas, de onde é possível olhar a cidade em todo o seu esplendor, com os seus monumentos e praças cheias de gente. E se formos até Belém ou até à Margem Sul, a deslumbrante vista para o rio e para a outra margem faz-nos suspirar. Se há coisa que não falta a esta cidade são vistas e restaurantes de tirar o fôlego – estes sítios comprovam-no.  Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa
Os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores

Os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo, em Lisboa e não só, há lugar para cozinhas de autor, de fogo, para peixe fresco, neo-tascas e os mais diversos projectos de cozinha internacional. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa para quem quer estar constantemente a par do que se passa na gastronomia da cidade. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher.  Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
Menus de almoço em Lisboa: onde comer bem e mais barato

Menus de almoço em Lisboa: onde comer bem e mais barato

Nem sempre há tempo e nem sempre dá jeito, mas é possível trocar a marmita por uma refeição num bom restaurante sem ter de gastar um dinheirão. Há quem lhes chame menus executivos e há quem opte pelo velhinho menu de almoço, quase sempre disponível nos dias úteis. Nomenclaturas à parte, o que importa é saber que estes menus costumam ser opções mais amigas da carteira e, por vezes, a maneira mais económica de conhecer um restaurante. Reunimos 11 sítios, que vão da cozinha tradicional portuguesa à asiática, onde pode encontrar belos menus de almoço.   Recomendado: Os melhores restaurantes em Lisboa até dez euros  
As 12 melhores cervejarias em Lisboa

As 12 melhores cervejarias em Lisboa

Olhe os néons à entrada, cumprimente o empregado de camisa irrepreensível e faça um adeus às lagostas de molho. É por aqui o caminho para as melhores cervejarias em Lisboa, para as mais antigas, as mais carismáticas e as mais recentes. Preparámos um autêntico menu com tudo o que se exige desta verdadeira instituição lisboeta. Vai encontrar saladinhas frias, travessas de alumínio carregadas com amêijoas à Bulhão Pato, pratinhos de salgados, tachinhos reconfortantes com açorda e, claro, o obrigatório prego no pão para terminar, sabendo que as imperiais são sempre tiradas por profissionais. Recomendado: Os 10 melhores croquetes de Lisboa
Ceviches e tiraditos: os 6 melhores restaurantes peruanos em Lisboa

Ceviches e tiraditos: os 6 melhores restaurantes peruanos em Lisboa

Não é por acaso que a gastronomia peruana é tida por muitos como a mais rica da América Latina. No Peru, fazem-se coisas deliciosas como ceviches, tiraditos ou causas. Foi o Qosqo, junto à Sé, que nos apresentou esta cozinha há mais de dez anos. Mais tarde, o chef Kiko, com A Cevicheria, tornou-a ainda mais famosa. Entretanto, foram aparecendo outros espaços surpreendentes na cidade: de projectos focados em comida de rua a propostas de fusão nipo-peruana. Há várias opções para explorar (incluindo em Cascais). Siga o nosso guia e marque mesa nos melhores restaurantes peruanos em Lisboa. Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)
As 11 melhores carrinhas de street food em Lisboa

As 11 melhores carrinhas de street food em Lisboa

Não podemos dizer que Lisboa seja uma cidade onde facilmente se encontrem rulotes de comida (excepto quando há jogos de futebol e há várias nas imediações dos estádios de Alvalade ou da Luz), mas conseguimos dizer-lhe umas quantas que valem a pena conhecer. Dentro de grandes armazéns, como o 8 Marvila, ou ao ar livre, em zonas como Belém ou o Restelo, reunimos um roteiro dedicado à comida de rua. Estas 11 carrinhas de street food em Lisboa servem especialidades japonesas, reinvenções de bacalhau à Brás, pizza, barbecue à americana, gelados de iogurte e até vinho português a copo. Há também espaço para as clássicas bifanas, cachorros e imperiais. Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa
Os melhores brunches em Lisboa

Os melhores brunches em Lisboa

Não são moda de agora – ainda nos lembramos de ver mimosas e mesas fartas em séries como O Sexo e a Cidade –, mas continuam a ser uma tendência em Lisboa. Um maravilhoso mundo de possibilidades que tanto serve de pequeno-almoço reforçado como almoço ou refeição para qualquer hora. Se começaram por ser uma opção de fim-de-semana, são cada vez mais os sítios com cartas para qualquer dia, afinal um prato de ovos ou panquecas sabe sempre bem. Mas nem só disso se faz o brunch. À carta ou em menus faustosos, são cada vez mais e melhores os brunches em Lisboa. Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)  
Os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa

Os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa

Precisa de redobrar a atenção num espaço com silêncio, conforto e boa luz? Há disso em Lisboa. Ou prefere trocar o ambiente fechado de uma biblioteca pelo burburinho de fundo, o som da máquina do café e o vai-vém das pessoas? Também há disso em Lisboa. Pusemo-nos no lugar de um estudante em época de exames ou de um trabalhador remoto, e partimos à descoberta. O resultado é este guia com os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa. Do café simpático com internet rápida à biblioteca de um palácio histórico, eis mais de 20 espaços onde o fazer. Recomendado: Há cafés em Lisboa onde ligar o computador custa dinheiro
Os melhores restaurantes com bebida à discrição em Lisboa

Os melhores restaurantes com bebida à discrição em Lisboa

Dos aniversários aos grupos de WhatsApp que se vão acumulando, não faltam pretextos para marcar um jantar de grupo. Se ter bebida à discrição é aquele requisito que não pode falhar, chegou à lista certa. Nestes restaurantes de Lisboa, os menus de grupo já têm as bebidas incluídas. A forma como a cobram é que pode variar: nalguns espaços terá de pagar um extra; noutros, há que acordar um valor fechado com o sítio. Reunimos opções variadas de cozinha tradicional portuguesa, mas também de inspiração italiana ou mexicana. Além disso, incluímos restaurantes para grupos com salas grandes, onde pode juntar muita malta, ou com belas vistas. Recomendado: Restaurantes com mesas comunitárias em Lisboa
Onde beber os melhores sumos naturais e smoothies em Lisboa

Onde beber os melhores sumos naturais e smoothies em Lisboa

As bebidas frescas casam bem com o tempo quente, mas nem só de calor vivem os sumos naturais ou os smoothies. Na verdade, estas bebidas naturais já fazem parte da nossa rotina, quer seja na Primavera, no Verão, no Outono ou no Inverno. A oferta na cidade não pára de crescer e nós estamos cá para o orientar. Seja para um reforço de imunidade, para procurar um smoothie perto de si, ou apenas para refrescar o dia, há excelentes opções com superalimentos e sumos de fruta fresca, sempre prontos a pegar e levar. Descubra os melhores sítios para beber sumos naturais em Lisboa. Recomendado: As melhores gelatarias em Lisboa

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Há quem diga que é “um dos melhores da Europa”. É o Okonomiyaki by Honda

Há quem diga que é “um dos melhores da Europa”. É o Okonomiyaki by Honda

Há alguns anos que conhecemos Rajesh Jwarchan ou, como é mais conhecido, o chef Honda. Natural do Nepal, cresceu a ver a mãe cozinhar no restaurante dos pais. “Cozinhar está na minha genética. Ninguém me explicou nada. Vi a minha mãe cozinhar e comecei a cozinhar sozinho. Um dia cozinhei para a minha mãe e ela perguntou-me ‘como é que sabes fazer isto?’ e eu disse ‘aprendi contigo’”, recorda o chef. Já depois da universidade, mudou-se, em 2005, para o Japão, onde viveu durante dez anos. Passou por vários restaurantes e cozinhou de tudo: do ramen ao sushi. Veio depois para Portugal, onde quer “dar a provar novos sabores” inspirados na gastronomia nipónica. No Martim Moniz tem o Hachiko Ramen by Honda; em Picoas abriu, no início do ano, o Okonomiyaki by Honda; e agora planeia aventurar-se no robatayaki (método, semelhante ao churrasco, em que os alimentos são cozinhados numa grelha tradicional japonesa a carvão). “O robatayaki – com o marisco e o sal – é muito famoso no Japão. Quero dar a prová-lo às pessoas em Portugal que nunca estiveram no Japão. E quero fazê-lo num izakaya, um sítio pequeno. Não vai ser para bebés”, brinca o chef Honda. “Vai ser para estar a beber uma cerveja ou um cocktail, a comer marisco e aproveitar o serão com os amigos. Não há arroz ou assim. É só robatayaki: peixe grelhado e bebidas”, diz, adiantando que está à procura de um espaço e conta abri-lo ainda este ano ou no próximo. Mas voltemos ao que nos traz ao chef Honda desta vez: o okonomiyaki. A “pa
Uma chefe de sala e uma chef de cozinha juntaram-se para abrir as portas de “casa” na Graça

Uma chefe de sala e uma chef de cozinha juntaram-se para abrir as portas de “casa” na Graça

Em tempos, este restaurante na Graça, em frente à Voz do Operário, foi uma casa. Hoje é onde fica o Voz Gastrobar, de Dinah Setton e Alexandra Sarabanda. À entrada, as portadas abertas para a rua deixam entrar a luz natural na sala de jantar. Além das mesas, há um sofá vintage onde podemos sentar-nos a beber um copo descontraidamente. A cozinha fica lá atrás, depois do estreito corredor junto à zona do bar. É tal e qual uma daquelas cozinhas abertas que encontramos em apartamentos modernos, com uma bancada comprida e um fogão embutido na parede de azulejos. O balcão, onde a chef Alexandra Sarabanda finaliza os pratos, conta com quatro lugares para os comensais mais curiosos. Logo depois da cozinha, fica um pequeno terraço, onde quem quiser pode ir fumar um cigarro. Afinal, estamos ou não numa casa? Continuamos num restaurante, ainda que os detalhes pareçam querer dizer-nos o contrário. Na sala de jantar principal está exposta uma peça, composta por figuras geométricas, feita pela filha de Dinah, a artista plástica Aline Setton; na segunda sala, onde fica a cozinha (e mais duas mesas), há fotografias das proprietárias, da família e dos animais de estimação emolduradas na parede. Uma antiga caixa de madeira para CDs é agora usada para guardar as cartas de vinhos, escritas à mão, e parte da louça onde é servida a comida veio, inclusive, de casa. Já os azulejos que revestem o bar e o balcão da cozinha foram encontrados numa caixa, na despensa do espaço, aquando das remodelações.
No Moshi Moshi, há gyosas, hot rolls, donburi e bubble waffle

No Moshi Moshi, há gyosas, hot rolls, donburi e bubble waffle

A história deste restaurante asiático começa na vela. Isto porque João Matos Rosa e Fernando Kuo praticam este desporto desde pequenos. O primeiro foi incentivado pelo pai, que era praticante, o segundo por um vizinho que lhe disse que devia experimentar a vela naquela idade em que ainda não sabemos bem o que é que gostamos de fazer. Foi assim que se conheceram. João tornou-se, mais tarde, velejador profissional e Fernando, treinador, tendo já treinado equipas olímpicas portuguesas e de países como a Hungria ou Singapura. Entre viagens e navegações no mar, os dois amigos decidiram que estava na hora de ter um projecto paralelo. E nasceu o Moshi Moshi, que abriu no passado mês de Setembro, em Telheiras. Por lá, encontramos gyosas, baos, pokes, hot rolls e donburis. “Gostamos muito de comida e estamos naquela fase em que as coisas nos têm corrido bem. Temos algum dinheiro de parte, então decidimos investir noutra área”, conta Fernando Kuo. “Inicialmente, íamos ser três sócios, mas acabámos por ficar só os dois. Na verdade, foi um desafio que lançámos a nós próprios. Moro aqui ao lado e já tinha visto este espaço – antes era de pizzas e kebabs –, que não funcionava bem, ao contrário do resto da rua. Achámos que havia aqui uma oportunidade. As coisas alinharam-se e ficámos com ele.”  Depois de avançarem com as obras de remodelação, decidiram que queriam servir pratos da cozinha asiática. “Sou filho de pais chineses e achei que se fosse para ter alguma coisa ligada à restauração,
Space Bites: há uma hamburgueria intergaláctica em Telheiras

Space Bites: há uma hamburgueria intergaláctica em Telheiras

Fátima Rafi é formada em engenharia e o marido, Golam Asshfac, em finanças. Mas sempre tiveram o sonho de ter um projecto de restauração. Foi então que, há cerca de dez anos, abriram um restaurante de comida saudável em Moçambique, onde viviam. “Há cerca de três anos, viemos para Portugal por causa do trabalho do meu marido e sempre tivemos aquela pulga atrás da orelha. Também queríamos ter algo relacionado com comida cá, porque é o que gostamos, mas uma coisa diferente. Depois de muito pensar, surgiu a ideia de uma hamburgueria”, começa por contar Fátima Rafi, que abriu a Space Bites no Verão passado, em Telheiras. Quem já lá entrou sabe que a decoração do restaurante é inspirada no Espaço. E o mesmo acontece com os hambúrgueres, que são prensados em formato de ovni e vão buscar os seus nomes a planetas ou galáxias. “Comecei a pesquisar ideias quando me apareceu um pop-up de um sítio com hambúrgueres em forma de ovni, na Coreia. Achámos interessante por ser um hambúrguer fechado”, diz a proprietária, que confessa ter ficado a conhecer o Taste Invaders – restaurante com um conceito semelhante que abriu em 2022, em Alvalade – já depois de inaugurar o Space Bites. “Pensávamos que éramos os únicos, mas há espaço para todos”, considera. No menu, há oito opções de hambúrgueres, feitos com pão de batata doce. O Galaxico (7,50€) é o clássico, com queijo, alface, tomate e molho; o BacoNova (9€), que leva queijo, bacon, cebola caramelizada, alface, tomate e molho, e o HashSolo (9€), q
Esta família veio do "fim do mundo" e abriu um café com especialidades argentinas

Esta família veio do "fim do mundo" e abriu um café com especialidades argentinas

Tamara Mauer é natural do “fim do mundo”. É assim que é conhecida a cidade de Ushuaia, que fica na região da Terra do Fogo, na Patagónia argentina. Foi de lá que chegou a designer gráfica e de interiores há dez anos. Primeiro morou em Espanha, depois, na pandemia, mudou-se para Portugal. Nessa mesma altura, em 2021, chegaram também os pais, que se juntaram a Tamara e à sua irmã, que já vivia cá com o marido. O Consentido, na Rua do Poço dos Negros, nasceu depois de todas estas chegadas. É um verdadeiro negócio familiar com especialidades argentinas, pequeno-almoço e brunch.  Apesar de ser Tamara Mauer que encontramos atrás do balcão, pronta a receber-nos, não partiu dela a vontade de abrir um café. “A minha mãe é pasteleira há 40 anos”, começa por contar. “Sempre teve o sonho de ter um café. Com o tempo, fomos conhecendo mais pessoas, e surgiu a oportunidade para abrir um espaço”, diz a designer. A mãe é a cozinheira; o pai, reformado, e a irmã ajudam na cozinha; Tamara e o cunhado – que foi um dos responsáveis por trazer o The Coffee (cadeia com 11 espaços só em Lisboa) para a Europa – tomam conta do resto. “O nosso objectivo era criar uma comunidade. Já fizemos eventos com argentinos e também somos amigos dos vizinhos da zona, o que é importante para nós. Temos outros brunches nesta rua, mas os vizinhos não vão lá. Vão à tasca portuguesa de sempre. E tivemos sorte, porque eles também vêm aqui”, refere Tamara. “Na última quarta-feira, no dia da greve geral, tivemos aqui o an
Frango do campo, barriga de porco e polvo do Algarve. Na Sabor Deli, há refeições prontas por um chef

Frango do campo, barriga de porco e polvo do Algarve. Na Sabor Deli, há refeições prontas por um chef

Estávamos em Julho de 2025 quando escrevemos acerca da Sabor, uma mercearia em Campo de Ourique com produtos de pequenos produtores locais, que abriu pelas mãos de Olivia Kohler e Bryce Lerebours. Foi nesse mesmo artigo que falámos também sobre o segundo espaço que o casal francês estava a planear abrir nos Anjos. Pois bem, esse espaço inaugurou este mês de Maio, no Largo de Santa Bárbara. É a mesma Sabor que conhecemos o ano passado, mas com uma diferença: a mercearia conta agora com a Sabor Deli, um projecto de refeições take away, preparadas pelo chef Constantin Piard. A vontade de abrir a mercearia nos Anjos deveu-se, por um lado, à quantidade de entregas que os proprietários faziam nesta zona e, por outro, aos pedidos de quem sentia falta de uma loja com produtos orgânicos e locais nas redondezas, começa por contar Olivia Kohler. Depois de encontrarem o espaço, surgiu a ideia de vender refeições prontas e embaladas. “Achámos este lugar perfeito e percebemos que eram dois espaços, então pensámos que seria interessante ter a mercearia de um lado e a loja de comida take away do outro. Quando queres cozinhar tens a mercearia, e quando te sentes mais preguiçoso e sem inspiração também podes vir aqui, à parte de take away”, diz. Durante as obras de remodelação, o casal decidiu abrir parte da parede e criar uma passagem entre a Sabor Mercearia e a Sabor Deli, existindo na mesma duas entradas a partir da rua. A mercearia é muito parecida à casa-mãe, muda a disposição do balcão e
No Sihi Mama Dumplings, os bolinhos de massa recheados são o suficiente para o fazer voltar

No Sihi Mama Dumplings, os bolinhos de massa recheados são o suficiente para o fazer voltar

“Acho que a maioria dos chineses que vive em Portugal, talvez 90%, é do sul da China”. Esta é a primeira coisa que Jia Zhao nos diz quando lhe perguntamos o que é que a levou a abrir o seu restaurante Sihi Mama Dumplings. A resposta faz todo o sentido, na verdade. Quando Jia Zhao chegou com a família a Portugal notou que a maioria dos restaurantes chineses que ia conhecendo serviam comida típica do sul do país-natal, muito diferente daquela que se come no norte, explica-nos. “A comida no norte é mais pesada, o sabor é mais intenso. Por exemplo, o recheio que usamos para os dumplings – há muitas formas de o fazer – nunca leva cenoura. Às vezes, quem é do sul mete cenoura, mas fica mais doce e nós não costumamos gostar de nada doce no recheio. O nosso é mais salgado”, ilustra a proprietária, natural de Liaoning, referindo que os pratos do sul da China são mais leves e levam ingredientes como marisco, ao contrário do que acontece no norte e também no Sihi Mama Dumplings, que abriu em Dezembro do ano passado na Avenida Almirante Reis. Os dumplings, como dá para perceber pelo nome, são a especialidade da casa. “Pensámos que os locais talvez gostassem deles como nós os fazemos”, diz a ex-consultora em educação, que se mudou de Pequim para Lisboa há dez anos. “Estes dumplings são originários do norte da China, mas existem imensas formas de os cozinhar. Assim como em Portugal há muitas formas de fazer bacalhau, na China também há várias maneiras de fazer dumplings. Podemos cozinhá-lo
Em Campolide, há um café, cowork e estúdio de fitness num só sítio

Em Campolide, há um café, cowork e estúdio de fitness num só sítio

Se já passou alguma vez em frente ao SOMA, na Rua de Campolide, é provável que lá tenha visto acontecer, em simultâneo, actividades algo díspares. É um café com uma carta simples e sucinta, mas também um espaço de coworking e um pequeno ginásio, onde acontecem aulas de yoga, pilates e de treino funcional. Como se já não fossem vertentes suficientes para um só lugar, o SOMA acolhe ainda eventos pensados para famílias ou que têm vindo a tornar-se uma tendência por cá, como as coffee raves, uma alternativa às saídas à noite. O espaço é colorido e alegre, repleto de detalhes em azulão e cor-de-rosa, e abriu há cerca de um ano. Fica num prédio renovado e a cozinha e o estúdio onde acontecem os treinos foram construídos de raiz. Bem iluminada, a zona do café é provida de uma mesa comunitária pensada para quem quer trabalhar no computador. Do outro lado, há mais cinco mesas redondas para quem venha apenas comer – há até autocolantes nalgumas a indicar que não servem de local para trabalhar. O estúdio está separado por uma parede com duas janelas que permitem a quem está no café olhar lá para dentro. No fundo, depois desta sala e da casa-de-banho, fica um terraço pacato com duas mesas e guarda-sóis. A ideia de criar o SOMA foi de Nikolay Danyushkin e da mulher Tanya, que vieram da Rússia há três anos com planos de abrir um negócio em Lisboa. “Trabalho nesta indústria há cerca de 15 anos e já tive alguns cafés na Rússia, e a Tanya é personal trainer, por isso decidimos que queríamos c
Hiroki Marumoto veio de Hiroshima e abriu uma rulote de okonomiyaki em Belém

Hiroki Marumoto veio de Hiroshima e abriu uma rulote de okonomiyaki em Belém

Se conhece Hiroki Marumoto, provavelmente deve-se a algum vídeo que apareceu no seu feed do TikTok (ou, para aqueles que ainda se recusam a instalar a rede social, num reel do Instagram). Talvez o nome não lhe esteja a dizer nada, mas Hiroki Marumoto é quem está por detrás da Maruoko, em Belém. A sua especialidade é a okonomiyaki de Hiroshima, uma espécie de panqueca japonesa em que os ingredientes – noodles, carne de porco ou ovo –, estão dispostos em camadas.  Foi depois de um rapaz publicar um vídeo sobre ter ido à Maruoko que as filas da rulote se tornaram quase intermináveis. “Foi uma loucura”, resume Hiroki Marumoto, partilhando que prefere os dias mais calmos. O proprietário trabalha sozinho: é ele quem compra os ingredientes, cozinha e limpa. Daí também que a rulote abra apenas de quarta a sexta-feira, das 12.00 às 16.00 ou até a comida acabar, e aos sábados apenas com reservas. “Muitas pessoas vêm aos fins-de-semana. É uma loucura! A fila vai até à esquadra da polícia [do outro lado da estrada], então decidi ter reservas ao sábado. Costumo informar as pessoas através dos stories, no Instagram, mas elas podem mandar mensagem para o número de Whatsapp que está no Google para reservar”, explica. O japonês mudou-se há um ano de Hiroshima para Lisboa. Já tinha estado em Portugal duas vezes, em 2024. “Quando vim pela primeira vez adorei o clima. E as pessoas são mais amigáveis do que no Japão. Lá somos simpáticos, mas também somos um pouco mais tímidos. Além disso, senti-m
Há uma casa de “comida saloia” no Parque das Nações. O chef é o minhoto Vítor Miranda

Há uma casa de “comida saloia” no Parque das Nações. O chef é o minhoto Vítor Miranda

Em 2016 o Biclaque Origens abriu no Pena Park Hotel, em Ribeira de Pena. Foi lá que foram desenvolvidos os três produtos que se tornaram parte da identidade do restaurante: a alheira de rabo de boi e cogumelos, o presunto de pato curado em citrinos e a bola de gelado frito de doce de ovos. Mas não é apenas em Ribeira de Pena que os vai encontrar, porque desde 2022 o Biclaque tem vindo a expandir-se pelo resto do país. Primeiro, abriu em Chaves, perto da Ponte de Trajano, e mais recentemente, em Lisboa, no Parque das Nações. Daqui a dois anos, espera-se que venha a abrir um quarto espaço na Foz do Porto, focado em peixe. Na cozinha está Vítor Miranda, que quer mostrar o que de melhor o receituário tradicional português tem para dar.  Apesar dos três restaurantes fazerem parte do mesmo grupo, a experiência que se vive em cada um deles é diferente. Enquanto o Biclaque Origens é focado na comida de conforto, o Biclaque Trajano trabalha sobretudo peixe e carne no carvão. O Biclaque X, inaugurado em Setembro de 2025, na Avenida Dom João II, aproxima-se da proposta do primeiro espaço ao apresentar “comida saloia, boa comida com estrutura e sabor”, descreve o chef de Viana do Castelo Vítor Miranda, que está à frente do projecto desde 2017.  Dar a provar pratos reconfortantes, em que sobressaem os sabores típicos da gastronomia portuguesa, é mais do que uma vontade para o chef. “Temos esse papel. Os restaurantes e as pessoas mais jovens que abrirem ou estiverem à frente de restaurante
Coxinha, moqueca e dumplings. Há um mundo de novas combinações para descobrir no Luzzi

Coxinha, moqueca e dumplings. Há um mundo de novas combinações para descobrir no Luzzi

Assim que entramos, os nossos sentidos são tomados de assalto. A música é animada, a decoração exuberante. As plantas percorrem todo o espaço, tal e qual uma selva urbana, e há cadeiras e mesas com diferentes padrões, além de sofás de cores garridas. O destaque, ainda assim, vai para a parede do fundo da sala que, bem colorida, está pintada de animais, plantas e folhas verdes, e formas e elementos que remetem para a restante decoração. É assim que se apresenta o restaurante Luzzi. Fica no sexto andar do novo hotel Andaz Lisbon, do grupo Hyatt, inaugurado a 11 de Março em plena Baixa Pombalina. É de misturas que nasce o Luzzi. A proposta é criar pratos com influências que chegam de países asiáticos, africanos e americanos, ligados à história e cultura portuguesas. “A nossa intenção foi construir um conceito muito simples, como acontece com o Zuma em relação à cultura moderna asiática, ou com o Coya e a cultura moderna peruana. Queríamos ter um restaurante que fosse português e moderno, sem ser estrela Michelin e sem que existisse aquela sensação de desconforto de olhar para a comida e não a entender”, afirma Cajetan Araujo, director-geral do Andaz Lisbon.  A cozinha é chefiada pelo brasileiro Bruno Alves. Entrou no mundo da restauração quando, ainda no Brasil, quis mudar de carreira e arranjou um trabalho a lavar pratos num restaurante por onde passou um dia. Depois disso, esteve em fine dinings estrelados em Trento e Ímola, em Itália, e quando voltou ao país-natal abriu o seu
O Fermata levou café de especialidade, tostas e pão de queijo a Benfica

O Fermata levou café de especialidade, tostas e pão de queijo a Benfica

“Como não tem nenhum café de especialidade aqui?” Esta foi uma das primeiras coisas que Alessandra Modzeleski pensou assim que se mudou para São Domingos de Benfica, há três anos. A ex-jornalista e ex-designer de tecnologia bebe regularmente café de especialidade, hábito que trouxe do Brasil em 2018. No ano passado, cansada de trabalhar na área tecnológica, decidiu aventurar-se no mundo do café. Em Dezembro, abriu o Fermata na Estrada de Benfica. Para acompanhar a bebida predilecta, há tostas e pão de queijo. Não foi só Alessandra que sentiu falta de um café de especialidade quando foi viver com o marido para esta zona de Lisboa: “Há uns dois anos, a minha sogra e a minha cunhada vieram para cá, ficaram num Airbnb e falaram a mesma coisa. ‘Como que não tem nenhum café bom?’ Tem as pastelarias, mas não é a mesma coisa… E aí foi como se fosse um sinal”, recorda. Depois de sete meses à procura, em Agosto de 2025, encontrou um pequeno espaço perto do Mercado de Benfica. Lá fora há um banco de madeira junto à entrada e duas mesas compõem uma esplanada. Dentro, é acolhedor. Há um balcão estreito numa das paredes e três mesas vermelhas onde as pessoas se podem sentar a comer, a trabalhar, a ler. A ideia foi criar “um lugar de pausa, de destino”. Por essa razão também, a proprietária brasileira escolheu o nome Fermata. “Em 2017, eu e o meu marido ficámos duas semanas em Itália, andando de comboio, e lá eles falam próxima ‘fermata’, que significa paragem. Depois, a gente veio descobri