Quis ser muita coisa, mas depois cresceu e percebeu que era a escrever que ia traçar o seu caminho. Licenciou-se em Estudos de Cultura e Comunicação, na Faculdade de Letras, onde ganhou um gosto especial pela arte e cultura. Em 2023, à boleia de um estágio, chegou à Time Out, meio com o qual continua a colaborar hoje. Sempre actuou em várias frentes, ora ia a lojas acabadas de abrir, ora a peças de teatro. Agora, dedica-se a conhecer novos restaurantes, que é como quem diz a comer.

Beatriz Magalhães

Beatriz Magalhães

Jornalista

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Aqui é mais bolos: as melhores pastelarias em Lisboa

Aqui é mais bolos: as melhores pastelarias em Lisboa

Bolos, pastéis, jesuítas, éclairs, madalenas, folhados... A lista podia continuar mais duas ou três linhas que nós ficaríamos aqui, a salivar, em frente ao ecrã. A pastelaria é talvez das melhores coisas da cultura urbana e gastronómica portuguesa (nem vale a pena negar) e muitas casas com fabrico próprio são verdadeiras tentações para os mais gulosos. Portanto, não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, aproveite o pequeno-almoço, o lanche ou qualquer hora do dia para ir experimentar as especialidades destas 25 pastelarias com fabrico próprio em Lisboa. Prepare-se para sair de barriga cheia. Recomendado: Os 25 cafés imperdíveis em Lisboa
As melhores padarias em Lisboa

As melhores padarias em Lisboa

É difícil resistir ao cheiro do pão acabadinho de sair do forno. E pão quente com manteiga é um petisco que sabe bem a qualquer hora do dia. Infelizmente, fazer pão em casa não é tão fácil como comê-lo. A boa notícia é que nunca houve tantas e tão boas padarias em Lisboa. Massa-mãe, farinhas especiais, misturas de cereais, tudo faz diferença na hora de escolher. Para cortar à mão e comer simples ou com uma boa manteiga. Fresco, em tostas e torradas. Não há nada melhor do que pão.  Recomendado: Estas são as melhores padarias em Cascais
Das saladas às sobremesas. Os melhores restaurantes saudáveis em Lisboa

Das saladas às sobremesas. Os melhores restaurantes saudáveis em Lisboa

Comer de forma saudável não é equivalente a passar fome. E, em Lisboa, há cada vez mais restaurantes com opções leves, mas muito saborosas, perfeitas para desintoxicar o organismo depois de alguns excessos. E não. Não falamos só de saladas e de comidas de passarinho. Falamos de alimentos nutritivos, saciantes e bem apetitosos. Assim, se segue ou quer seguir um estilo de vida mais saudável, vai querer experimentar alguns destes restaurantes saudáveis em Lisboa, que se adaptam a todos os gostos e também às mais variadas restrições e preferências alimentares. Recomendado: Gaste calorias sem gastar dinheiro nestes ginásios ao ar livre em Lisboa
Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores, abertos nos últimos meses. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher.  Recomendado: Os 124 melhores restaurantes em Lisboa
17 sítios para comer bowls (doces e salgadas) em Lisboa

17 sítios para comer bowls (doces e salgadas) em Lisboa

Há alguns anos, as bowls ficaram famosas noutras partes do mundo e lá acabaram por chegar a Lisboa. A beleza destas malgas, ou tigelas, é que podem servir para quase tudo. Um iogurte com granola e fruta? Sim. Um prato de pescadores havaianos, feito com arroz, peixe cru e um molho de influência oriental? Claro. Um caldo quente e reconfortante, típico do Japão, de noodles, com carne? Também. E uma bela sopa alentejana? Então não! Basta espreitar esta lista de sítios com bowls em Lisboa para perceber que o mundo das malgas é um mundo de possibilidades. Recomendado: Os melhores sítios para comer ramen em Lisboa
Está na altura de cortar as pontas? Conheça os novos cabeleireiros em Lisboa

Está na altura de cortar as pontas? Conheça os novos cabeleireiros em Lisboa

Quantas vezes sentimos que um corte de cabelo poderia ser a solução para um desgosto amoroso? Ou para todos os problemas que nos apoquentam? Por isso, escolher um cabeleireiro nunca é só escolher um cabeleireiro – é decidir sobre o próprio destino com um par de tesouradas – e havendo uma mão cheia de novos espaços na cidade, a tarefa só pode sair facilitada. Dos que tratam apenas o cabelo aos que descem pelo resto do corpo (até chegar aos pés), tome nota dos novos cabeleireiros em Lisboa. Recomendado: Penteados e bem aparadinhos nas melhores barbearias em Lisboa
O melhor de Lisboa em 2025

O melhor de Lisboa em 2025

A pós-modernidade está inundada de cinismo (e vocês não estão a ajudar, gen Z). Houve alguma coisa de bom este ano? O exercício é recebido com caras de dúvida. Ocorrem-nos amarguras, inferenças. Quais foram os melhores concertos? “Foram todos maus.” Mas é claro que não foram. E é claro que, enquanto o diabo do sarcasmo esfrega um olho, começamos a desfiar um rol de novidades e eventos que nos ficaram na memória pelas melhores razões. Tantas que o problema inverte-se: não dá para escolhermos mais do que um por categoria? E mais categorias? “Não me venham com menções honrosas!” É preciso escolher – e nisso a equipa da Time Out tem muita prática. Mãos à obra, então: eis o melhor de Lisboa em 2025. Recomendado: Os melhores filmes de 2025
Dez cabazes para oferecer este Natal

Dez cabazes para oferecer este Natal

Nem sempre é fácil escolher ou saber o que oferecer a alguém, mesmo que conheçamos todos os seus gostos. Ou porque queremos dar alguma coisa diferente, ou porque já esgotámos todas as ideias. Um cabaz, mesmo que não surpreenda, será certamente de alguma utilidade. E é como se fossem várias prendas numa só. Doces e enchidos, vinho e azeite, chocolates e bolos, licores e conservas. Escolhemos estes cabazes para oferecer no Natal e quase que apostamos que os vai querer também para si. São várias as opções, para todos os gostos e carteiras.  Recomendado: 11 escapadinhas para fazer este Natal
Os melhores sítios para jantares de Natal em grupo em Lisboa

Os melhores sítios para jantares de Natal em grupo em Lisboa

“Nesse dia não consigo, já tenho um jantar. Não, no outro também não, tenho outro jantar.” Eis-nos chegados à época dos reencontros, dos jantares de grupo e do tétris na agenda para conseguir encaixar tudo. Jantares com os amigos do costume, com os amigos que só vemos nesta altura do ano, com os colegas de trabalho, com os primos… E podíamos continuar. Felizmente, não faltam em Lisboa restaurantes com menus de grupo especiais a pensar no Natal. Acredite em nós: são perfeitos para aquele jantar que ainda está por marcar.  Recomendado: Os melhores restaurantes para jantares de grupo em Lisboa
Os melhores restaurantes para o dia de Natal em Lisboa

Os melhores restaurantes para o dia de Natal em Lisboa

O Natal é sinónimo de momentos em família e de uma barrigada de boa comida. Até aqui, tudo bem. O pior é que isto também significa passar horas e horas de roda dos tachos e das panelas, a preparar o bacalhau, o cabrito, o polvo, o borrego e, claro, os doces. Já para não falar em tudo o que vem antes – compras, logística... Para quem quer tirar uma folga da cozinha, ou ter um dia de Natal diferente, sugerimos uma reserva num destes restaurantes para uma festa fora de casa.  Recomendado: Os melhores sítios para jantares de Natal em grupo em Lisboa
Os melhores espaços para eventos privados em Lisboa

Os melhores espaços para eventos privados em Lisboa

Está farto de ir jantar sempre aos mesmos sítios, mas não tem espaço suficiente em casa para juntar a família toda ou os amigos? Não há problema. Nem sequer precisa de ter ideias originais na calha, porque esta lista serve mesmo para não ter de pensar mais. Aqui, tanto vai encontrar colectividades alfacinhas como restaurantes mais sofisticados – depois a escolha é sua. Quer seja para um casamento, aniversário, jantar de amigos, team building ou uma simples reunião do seu clube de leitura, fique com estes espaços para alugar em Lisboa. Recomendado: Os melhores restaurantes para jantares de grupo em Lisboa
15 esplanadas para dias frios em Lisboa

15 esplanadas para dias frios em Lisboa

O frio e a chuva chegaram, mas se é dos que aprecia um bom final de tarde numa esplanada, não se apoquente, sabemos de umas quantas esplanadas onde é seguro abancar, mesmo que a meteorologia ameace gelar-lhe a mãos ou deixá-lo de rabo molhado. Esplanadas não são só coisa de Verão – por isso é que existem coberturas, aquecedores e mantas. No que depender deles, vai sempre encontrar um lugar aconchegante (ou, neste caso, 15) para se deixar estar. Por isso, vista – temporariamente – o casaco e prepare-se para tirá-lo assim que chegar a uma destas esplanadas quentes em Lisboa. Recomendado: Aqui, é mais bolos: as melhores pastelarias em Lisboa

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Monsanto Fest

Monsanto Fest

A 7.ª edição do Monsanto Fest assinala os 90 anos do Parque Florestal do Monsanto e, durante quatro dias, tem planeados passeios, piqueniques e concertos. Este ano, o festival junta as Juntas de Freguesia de Alcântara, Benfica, Campolide e da Ajuda e acontece em vários lugares, como na pista de radiomodelismo de Monsanto, onde tomam lugar os concertos, actuações musicais e ainda a transmissão do jogo de Portugal contra França para o Euro 2024. A entrada custa 5€ e inclui uma bebida. Abaixo, encontra toda a programação do festival.  O cartaz e os horários  4 de Julho, quinta-feira18.00 DJ Sun Set20.30 Califlow22.30 Tributo Popular 5 de Julho, sexta-feira 12.30 Piquenique15.00 Green Talent Monsanto18.00 Passeio Nocturno no Monsanto20.00 Transmissão em directo do jogo Portugal-França22.00 Monsanto Hip Hop Sessions com DJ Big, Sam The Kid, Phoenix RDC e XEG 6 de Julho, sábado09.30 Open Day Desportivo no Miradouro dos Montes Claros10.00 Passeio Cultural com Guia Famílias "90 anos de Monsanto" no Instituto Superior de Agronomia15.00 Foto-papper Família na pista de radiomodelismo17.00 Lisboa on Top – Subida à Torre do Galo18.00 Roda de Samba20.00 Tributo a Radiohead22.00 Prata da Casa00.00 Noise Dolls Club 7 de Julho, domingo09.30 Monsanto Run Fest 12.00 Mega Piquenique no Parque de Merendas da Vila Guiné 16.00 Pagode in Paradise 18.00 Tributo a Mamonas Assassinas21.00 O Pagode do Elias   Como chegar Se é da música que vai à procura em Monsanto, saiba que há várias formas de chegar

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No Confissões, há influências de todo o mundo (e gelado de azoto líquido)

No Confissões, há influências de todo o mundo (e gelado de azoto líquido)

Foi em criança que Pedro Viana percebeu que queria fazer da comida a sua vida. Na altura, os pais levavam-no a restaurantes como o Gambrinus e o Tavares. Foi “quase um investimento para perceber a qualidade da gastronomia do nosso país”, acredita Pedro Viana, que, mais tarde, viria a estudar na Escola de Hotelaria e a estagiar e trabalhar em restaurantes estrelados pela Europa fora. Esteve em Itália, no Luxemburgo e em França, onde chegou a chef de pastelaria. Viveu depois na Austrália, Noruega e, por fim, na Suíça. Em 2016, voltou para Portugal e abriu uma geladaria em Alvalade – que entretanto fechou – e foi só no final de 2024 que foi para o Bairro do Rego, onde abriu o Confissões.  O chef tinha acabado de voltar de uma viagem ao Japão quando se deparou com o anúncio de um espaço disponível na Rua Cardeal Mercier. Não pensou duas vezes quando decidiu que estava na hora de abrir o seu restaurante. Hoje, mantém-se o mesmo conceito – fine dining, define-o Pedro – e o mesmo tipo de cozinha. “A cozinha francesa é a grande base. Depois, temos influências japonesas, australianas, norueguesas, um bocadinho de tudo. Vai haver algumas coisas com canguru, borrego ou queijos noruegueses. Em alguns pratos do menu de degustação existe influência japonesa – usamos wasabi e barriga de atum”, explica. Rita ChantreChef Pedro Viana A carta é relativamente curta. Além de cerca de duas entradas, oito pratos principais e cinco sobremesas (já vamos aos detalhes), existem três menus de degustaç
Bada: é uma casa coreana, com certeza

Bada: é uma casa coreana, com certeza

É fácil dizer quando nos sentimos em casa. Mas nem sempre conseguimos explicar a origem dessa sensação. Por vezes, sentimo-lo em sítios onde nunca estivemos ou com pessoas que não conhecemos, daí que nem mesmo nós sejamos capazes de perceber porque estamos a sentir algo tão familiar. Quando entrámos no Bada, foi isso que sentimos – que estávamos em casa. Não na nossa, mas na de Haebin Moon. Talvez tenha sido porque o espaço é pequeno e bastante simpático ou porque Haebin nos recebeu de braços abertos e nos deu a provar as suas melhores especialidades coreanas, como se estivéssemos mesmo em sua casa. Bem, de certa forma não está muito longe disso.  A história do Bada começa com uma viagem. Haebin nasceu em Seoul, na Coreia do Sul. Na escola, estudou música, mas acabou por seguir um rumo diferente e há 12 anos que é bartender. Em Seoul, tem um bar de cocktails e aperitivos de inspiração italiana. Há cerca de sete, oito anos teve vontade de ver o que a esperava fora do país, então foi viajar pelo mundo. Esteve em Melbourne, na Austrália, e também em Dublin, na Irlanda, até que decidiu assentar em Lisboa. “Na Coreia, é tudo muito competitivo, as tendências mudam rapidamente e já estava a ficar cansada. Queria ter uma vida mais calma, então vim para cá. Adoro o tempo e as pessoas são muito amigáveis”, começa por dizer a coreana de 35 anos. Rita ChantreCocktail Bada, com vodka, maracujá, lima, hortelã, flor de sabugueiro e preparado com clarificação com leite Rita ChantreCocktai
No Noisy Voices, o copo de vinho natural acompanha uma bola de gelado

No Noisy Voices, o copo de vinho natural acompanha uma bola de gelado

Em Paris, existe um bar chamado Folderol. Há um par de anos, ficou viral nas redes sociais depois de Dua Lipa ter dito numa entrevista que era um dos seus lugares preferidos na cidade. Bastou a partilha da cantora pop (que tem mais de 88 milhões de seguidores no Instagram) para que o bar viesse a ganhar uma afluência desmesurada. Os proprietários tiveram de pôr um aviso à entrada a proibir que se fizessem vídeos para o TikTok dentro do espaço e chegaram até a contratar um segurança. Não foi por causa de toda esta história que Eugene Bilousov mencionou o Folderol, mas sim porque o negócio francês o inspirou a abrir, no Verão passado, o Noisy Voices, um bar de vinhos naturais e gelados no Saldanha.  “O conceito é incrível. Em Portugal torna-se ainda mais incrível, porque as pessoas adoram vinho e gelado. É um match perfeito. Pensámos logo que seria muito fixe, até porque não havia nenhum sítio assim”, começa por dizer Eugene, também proprietário do Ouch e do The Layers. Os vinhos são naturais e, na sua maioria, portugueses. Destacam-se os Tomaralma, da região do Tejo, como o branco de 2021/2022 (7€ o copo, 29€ a garrafa), o rosé de 2023 (6€, 23€) e o fortificado de 2017 (8,50€, 37€); e os João Tavares de Pina, do Dão, entre eles o laranja de 2023 (7€, 27€) e o tinto de 2022 (6€, 23€). Também há vinhos da Humus e da Flui. Outros rótulos chegam de França, é o caso do Matassa, ou de Itália, como o Cantina Giardino ou o Ezio Cerruti. Da Dinamarca, Noruega e Suécia, há vinhos sem ál
Dos dumplings aos noodles, o Ouch mostra-nos o que é uma cantina asiática não autêntica

Dos dumplings aos noodles, o Ouch mostra-nos o que é uma cantina asiática não autêntica

Conhecemos bem cozinhas autênticas, cozinhas que procuram honrar as origens de uma gastronomia através de ingredientes, sabores, tradições e métodos de confecção que completam cada prato. Bem, o Ouch não é exactamente isso. Tal como deixa claro nas suas redes sociais e até está inscrito no menu, o restaurante é uma cantina asiática não autêntica. Nas palavras do proprietário, Eugene Bilousov, o Ouch procura ser uma “fusão” das diferentes gastronomias asiáticas, da japonesa à coreana. É por isso que vamos encontrar uma selecção curta e ao mesmo tempo abrangente de pratos, como kimchi, noodles, gyozas e dumplings. O restaurante fica na Avenida Sacadura Cabral e abriu em Outubro, depois de cinco meses de obras de remodelação. Ainda que por fora o espaço não seja vistoso, o ambiente conquista-nos à entrada. O chão em mosaico colorido contrasta com uma das paredes, com tijolos e cimento expostos, como se este se tratasse de um lugar em plena construção. Os detalhes, entre eles as mesas de alumínio e as cadeiras de madeira, as plantas que brotam de vários sítios e a tapeçaria com a imagem do monte Fuji, chegam para tornar a decoração interessante. A cozinha é aberta para sala. Rita ChantreOuch Rita Chantre A ideia era fazer algo diferente, já que, segundo Eugene, a zona não carece de restaurantes asiáticos. Essa vontade ditou a decoração e, claro, a carta. “Temos muitos estudantes e escritórios aqui à volta. É um bairro bastante calmo, mas faltava aqui um sítio cool. Foi então
Tiramisù de Biscoff? E de Nutella? A Misú tem e faz por encomenda

Tiramisù de Biscoff? E de Nutella? A Misú tem e faz por encomenda

Sonia Acqua cresceu a comer tiramisù. Não só porque é italiana, mas também porque a senhora que tomava conta dela em pequena  – a quem Sonia apelidava de “avó” – fazia muito tiramisù. “Todos os aniversários ela fazia um para cada um dos membros da minha família. Até tinha marcadas as datas no calendário. Eu ansiava por esses dias, porque era a melhor coisa do mundo”, recorda, em conversa com a Time Out. Foi por isso que quando Sonia deixou o trabalho de escritório para começar um negócio de sobremesas escolheu o tiramisù. Afinal de contas, já sabia a receita de cor, só faltava mesmo um nome. Acabou por ficar Misú, simples e eficaz.  “Sempre gostei de cozinhar e fazer bolos e sobremesas, mas no início deste ano comecei a pensar em fazê-lo mais a sério. Recebia bom feedback das pessoas que comiam as minhas sobremesas e pensei ‘se não o fizer agora, então quando?’. E foi então que comecei o negócio”, explica a confeiteira autodidacta, que vive em Lisboa há quatro anos. Esta foi uma das razões que a levou a desenvolver um negócio próprio. A outra foi motivada pelas visitas a restaurantes italianos da cidade, onde provou alguns tiramisùs. “Provei uns que não eram bons. O problema é que, às vezes, fazem-no de uma maneira diferente. Não usam os palitos Savoiardi, às vezes usam a bolacha Maria, e o sabor fica diferente. Ou então fica demasiado líquido, ou molham demasiado os palitos no café… Tudo isso faz a diferença.” Rita ChantreTiramisù clássico Para Sonia, os ingredientes de or
Nesta mercearia gourmet, até o gelado e o cheesecake levam caviar

Nesta mercearia gourmet, até o gelado e o cheesecake levam caviar

Otávio Melo formou-se em Londres. Lá, trabalhou no Nobu durante cinco anos, ao lado de Nakamura, chef executivo do restaurante naquela altura. Com ele, aprendeu tudo o que havia para saber sobre peixe. “Ele me deu a base. Eu não sabia cozinhar, não sabia nada. Aprendi tudo com ele”, conta à Time Out. Depois de Inglaterra, regressou a Portugal, onde passou pela cozinha do Altis Belém, do Feitoria e do Vila Joya. Hoje, encontramo-lo atrás do balcão do Gourmet House Caviar & Deli, na Avenida António Augusto de Aguiar. Há cerca de ano e meio, cansado de viver longe da capital, Otávio decidiu agarrar a oportunidade de liderar a cozinha do restaurante e mercearia gourmet, que abriu em Lisboa em 2022. O projecto nasceu em 1965 e está espalhado um pouco por todo o mundo. Além de Lisboa, o Gourmet House Caviar & Deli está presente em Londres, Vancouver, Los Angeles, Hong Kong e no Dubai, onde se apresenta como um restaurante de fine dining. DR / Gourmet House Caviar & DeliO chef Otávio Melo O caviar – produto estrela da casa – é importado de vários países como o Irão, a Polónia, a China, França, Roménia e Alemanha. Depois de chegar a Portugal, já totalmente preparado, é numa fábrica em Loures que o caviar é embalado, para ser, mais tarde, distribuído para restaurantes da cidade e para outros países na Europa. No espaço em São Sebastião, é possível comprá-lo em latas de diferentes tamanhos, de dez gramas ou até de um quilo. Há doze variedades, entre elas o Russian Oscietra, o Oscietr
De manhã, é café e à noite, bar de vinhos naturais. Bem-vindos ao TACT e ao After Hours

De manhã, é café e à noite, bar de vinhos naturais. Bem-vindos ao TACT e ao After Hours

TACT é um nome curto, mas carrega um significado importante. TACT vem da expressão em inglês “sense of tact”, ou seja, ter tacto. Neste caso, ter respeito pelos outros, pelos produtos e pela cidade. Assim o definem Viktoria Parfinskaia e Kirill Ivanov, o casal que abriu este exíguo estabelecimento. São russos, vieram de São Petersburgo há três anos e estão juntos há mais de dez. E sabiam, assim que chegaram a Lisboa, que queriam abrir um café. Bastou uma visita para assentarem numa antiga lavandaria, na pacata Rua Joaquim Casimiro, a menos de dez minutos a pé da Avenida Infante Santo.  “Começámos à procura de um espaço e quando chegámos aqui pela primeira vez ficámos muito surpreendidos. Este sítio estava fechado há cerca de 12 anos. Pensámos que seria um lugar fantástico para abrir um café por causa das janelas panorâmicas e da vista para a ponte. É óptimo”, conta Viktoria, engenheira no país natal. Foram precisas, por isso, poucas obras. Mantiveram o chão de mosaico e as paredes de mármore quinquagenários, e até o velho espelho da casa de banho. O balcão e as mesas de madeira foram compradas novas, já as cadeiras, os pratos e talheres quiseram-se antigos, ou seja, são vintage. Rita ChantreViktoria Parfinskaia e Kirill Ivanov, proprietários do TACT Rita Chantre O quadro que pintamos é simpático (comprovando-se na chegada ao local), mas o que torna o espaço verdadeiramente acolhedor é o cheiro a café que se difunde no ar. Kirill trabalha há quase 20 anos no sector da hosp
Café com alperce? Ou com pepino? É a especialidade do MAS, no Arco do Cego

Café com alperce? Ou com pepino? É a especialidade do MAS, no Arco do Cego

O café não tem de ser sempre a mesma coisa. Pode ser muito mais do que uma bebida com gelo, leite ou bebida vegetal. Pelo menos, essa é a filosofia de Sia Fung, a jovem por trás do MAS. Abriu em Março, na Avenida Duque de Ávila, com café de especialidade e brunch. Mas não se deixe enganar pela simples descrição, este sítio não é como todos os outros. As combinações de café irreverentes, pensadas ao detalhe, certamente impressionarão os mais cépticos. Não se preocupe, há também cold brews, macchiatos e espressos. Sia Fung veio para Lisboa, ainda antes da pandemia, para estudar gestão de marketing no ISCTE. Gostava da cidade, gostava do curso, mas não gostava muito do café que encontrava à venda. “Já quando andava no secundário adorava beber café. Então, quando vim para cá, explorei muitos sítios. Mas era difícil encontrar o meu café preferido”, recorda Sia, de 24 anos. Ora havia o Starbucks, ora havia cafés tradicionais, em que a especialidade era a bica. Rita ChantreO interior do MAS “Sou da China, vivia em Guangdong, onde a cultura do café é muito mais internacional. É interessante, porque os chineses não gostam muito do café que, aqui, é o mais tradicional. Há muito poucas pessoas a beber espresso – é muito raro. E, na Europa, isso é o que se bebe diariamente”, nota. Foi por isso que decidiu ter um negócio próprio, para mostrar o quão diverso o café de especialidade pode ser. Quando a covid-19 obrigou o mundo a entrar em quarentena, Sia regressou à China. Voltou a Portuga
No W You Coffee, o café é especial – e a barista também

No W You Coffee, o café é especial – e a barista também

Di Su não bebe qualquer café. “Ando sempre à procura de cafés de especialidade, em qualquer parte do mundo”, assegura à Time Out. Depois de fazer várias viagens ao Brasil, à Grécia e à China, de onde é natural, apercebeu-se que chegara a altura de ter o seu próprio espaço – um sonho que tinha desde criança, confessa. Além de apreciar a bebida, Di Su acredita que “o café é um sítio muito mágico, que liga as pessoas”. Essa foi uma das razões para abrir o W You Coffee. Em Maio, em Santos e, em Setembro, na zona de Roma-Areeiro. Mas a história deste negócio começa mais atrás. Na verdade, o W You Coffee na Rua do Poço dos Negros nasceu no lugar onde a empresária abrira o seu primeiro café, na pandemia. “Não tinha muita alma”, admite a proprietária (uma de três sócios), que faz parte do grupo Sigma, de empreendimentos imobiliários. Foi então que, no início deste ano, decidiu mudar a imagem do café com a ajuda do seu actual responsável, o brasileiro Francisco Artal. O nome, por exemplo, é hoje uma mensagem de boas-vindas, já que o 'W' significa "welcome". Rita ChantreW You Coffee na Rua do Poço dos Negros Rita Chantre “Gosto muito do campo. Tenho uma paixão por cavalos, então estou sempre no campo. O verde acaba por ser mais importante do que o azul, do que o mar, porque sou mais da montanha do que da praia. Foi daí que veio a inspiração”, explica, apontando que o musgo artificial numa das paredes pretende ainda aludir à ideia de um planeta futuro, onde, devido às condições host
Neste café-bar Iconico, mandam as madalenas e as memórias de infância

Neste café-bar Iconico, mandam as madalenas e as memórias de infância

“Madeleine de Proust” é uma expressão francesa que se refere a um fenómeno sensorial em que um determinado cheiro, sabor ou som nos remete para uma memória. A sua origem reside na obra Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, daí que a expressão tenha sido apelidada com o nome do autor. Depois de a personagem principal da história levar à boca uma colher de chá, em que havia mergulhado uma madalena, é invadida por uma recordação de infância. Clara Perrot e Nicolas Pignat estão familiarizados com a expressão (e não só porque são franceses). Também eles sabem como uma trinca neste pequeno bolo os pode transportar para outros tempos. “Costumava comer madalenas quando era pequena. Então pensámos em fazer o conceito à volta da ‘madeleine de Proust’. Queremos fazer coisas doces e saborosas, que trazem de volta boas lembranças de infância”, explica Clara, co-proprietária do Iconico, o novo café-bar que abriu perto de São Bento. Foi há quatro anos que a parisiense se mudou para Lisboa com Nicolas, em regime de trabalho remoto. A dada altura, a empresa do namorado tornou a exigir que os trabalhadores voltassem ao escritório, mas o casal queria continuar a viver cá, então Nicolas despediu-se. Disseram adeus às suas carreiras profissionais – ele no ramo imobiliário, ela na área da tecnologia – e começaram a pensar mais a sério em ter um café. Rita ChantreClara Perrot e Nicolas Pignat, o casal por trás do Iconico O facto de terem amigos em Lisboa com negócios próprios, como Olivia
Na Graça, este casal brasileiro tem uma “casinha” de café de especialidade e vinhos naturais

Na Graça, este casal brasileiro tem uma “casinha” de café de especialidade e vinhos naturais

Maria Clara Lima e Pedro Lima são duas partes de um todo. São um casal, sim, mas não é apenas o afecto (e outras tantas características pessoais) que os une. Há uma outra coisa, palpável, conhecida pelo seu cheiro e sabor intensos, pela sua cor escura, que junta os dois jovens brasileiros – o café. A paixão manifestou-se ainda Pedro vivia no Brasil. Uns anos depois, quando foi morar para Buenos Aires, consolidou-se por inteiro. Lá, fez um curso de barista e assim que veio para Portugal, há dois anos, soube que, um dia, gostaria de ter um café. Com Maria, que já cá estava há seis anos, abriu finalmente as portas do Vezo Coffee, em Maio, na Graça.  A conversa tornou-se mais séria por volta de Dezembro de 2024. Maria trabalhava como professora na Universidade Lusófona e Pedro como artista visual quando pensaram em ter uma marca online de café de filtro. Perceberam, no entanto, que gostariam de ter um contacto mais próximo com os clientes e decidiram procurar um espaço para o Vezo Coffee (para o qual se juntaram a uma terceira sócia). Através de conhecidos, chegaram à proprietária do número 111 da Rua da Graça, onde hoje se encontra um pequeno café, composto por cadeiras e mesas díspares, compradas em segunda mão ou construídas pelo casal, e decorado com arte nas paredes. Rita ChantreO Vezo Coffee “Foi a gente que fez tudo, com ajuda dos nossos amigos e um conhecido que tratou da parte eléctrica e aquilo que a gente não sabia fazer. Mas foi bem gratificante, porque todos os dia
Broas de milho, café com cheirinho e rock dos anos 80. É o Double Trouble

Broas de milho, café com cheirinho e rock dos anos 80. É o Double Trouble

Três amigos gostavam muito de café. Dois deles já tinham trabalhado juntos – no Milkees e no Copenhagen Coffee Lab – e o terceiro tinha experiência em cozinha, tendo trabalhado no canal de televisão 24Kitchen. E também gostavam muito de comer, e comer bem. “Sempre que a gente saía junto ou em conversas de amigos, a comida era sempre uma coisa muito pensada, muito valorizada”, recorda, à Time Out, Júlia Faustino. Com Rico Capucho e Thiago di Fonzo (os tais amigos), começou por fazer pop-ups para dar a conhecer alguns pratos. O café de especialidade veio depois, quando abriram o seu próprio espaço em Campo de Ourique, no Verão. Foi aí que os “bebes” passaram a destacar-se e os “comes”, feitos na casa, tornaram-se o acompanhamento. Os três vieram do Brasil, mas não chegaram todos ao mesmo tempo. Thiago vive cá há dez anos, enquanto Júlia e Rico estão em Lisboa há cerca de seis, sete anos. Após aventurarem-se no mundo dos pop-ups, o feedback positivo acabou por lhes dar o empurrão para começar, no ano passado, a procurar um espaço que pudesse acolher o seu projecto. “A gente começou a procurar o que tinha disponível. Por coincidência, eu vivia aqui próximo, então olhei muita coisa aqui em redor. Campo de Ourique não tinha muitas opções de café de especialidade, então foi interessante para a gente e, no final de contas, foi uma boa oportunidade”, conta Júlia. Rita Chantre Parte do mobiliário, como as mesas de madeira com tampo de mármore ou o chão de azulejos, já cá estavam, da