Quis ser muita coisa, mas depois cresceu e percebeu que era a escrever que ia traçar o seu caminho. Licenciou-se em Estudos de Cultura e Comunicação, na Faculdade de Letras, onde ganhou um gosto especial pela arte e cultura. Em 2023, à boleia de um estágio, chegou à Time Out, meio com o qual continua a colaborar hoje. Sempre actuou em várias frentes, ora ia a lojas acabadas de abrir, ora a peças de teatro. Agora, dedica-se a conhecer novos restaurantes, que é como quem diz a comer.

Beatriz Magalhães

Beatriz Magalhães

Jornalista

Articles (63)

Ceviches, tiraditos, causas. Seis restaurantes peruanos em Lisboa

Ceviches, tiraditos, causas. Seis restaurantes peruanos em Lisboa

Não é ao acaso que a gastronomia peruana é tida por muitos como a mais rica da América Latina. No Peru, fazem-se coisas deliciosas como ceviches, tiraditos ou causas. Foi o Qosqo, ali para os lados da Sé, que nos apresentou esta cozinha há mais de dez anos. Mais tarde, o chef Kiko, com a sua A Cevicheria, tornou-a ainda mais famosa. Entretanto, foram aparecendo outros: de street food e de fusão nipo-peruana. Há várias opções (uma até em Cascais), por isso, siga este roteiro e marque mesa num destes restaurantes peruanos em Lisboa.  Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)
As 11 melhores carrinhas de street food em Lisboa

As 11 melhores carrinhas de street food em Lisboa

Não podemos dizer que Lisboa seja uma cidade onde facilmente se encontrem rulotes de comida (excepto quando há jogos de futebol e há várias nas imediações dos estádios de Alvalade ou da Luz), mas conseguimos dizer-lhe umas quantas que valem a pena conhecer. Dentro de grandes armazéns, como o 8 Marvila, ou ao ar livre, em zonas como Belém ou o Restelo, reunimos um roteiro dedicado à comida de rua. Estas 11 carrinhas de street food em Lisboa servem especialidades japonesas, reinvenções de bacalhau à Brás, pizza, barbecue à americana, gelados de iogurte e até vinho português a copo. Há também espaço para as clássicas bifanas, cachorros e imperiais. Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa
Os melhores brunches em Lisboa

Os melhores brunches em Lisboa

Não são moda de agora – ainda nos lembramos de ver mimosas e mesas fartas em séries como O Sexo e a Cidade –, mas continuam a ser uma tendência em Lisboa. Um maravilhoso mundo de possibilidades que tanto serve de pequeno-almoço reforçado como almoço ou refeição para qualquer hora. Se começaram por ser uma opção de fim-de-semana, são cada vez mais os sítios com cartas para qualquer dia, afinal um prato de ovos ou panquecas sabe sempre bem. Mas nem só disso se faz o brunch. À carta ou em menus faustosos, são cada vez mais e melhores os brunches em Lisboa. Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)  
Os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa

Os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa

Precisa de redobrar a atenção num espaço com silêncio, conforto e boa luz? Há disso em Lisboa. Ou prefere trocar o ambiente fechado de uma biblioteca pelo burburinho de fundo, o som da máquina do café e o vai-vém das pessoas? Também há disso em Lisboa. Pusemo-nos no lugar de um estudante em época de exames ou de um trabalhador remoto, e partimos à descoberta. O resultado é este guia com os melhores sítios para estudar ou trabalhar em Lisboa. Do café simpático com internet rápida à biblioteca de um palácio histórico, eis mais de 20 espaços onde o fazer. Recomendado: Há cafés em Lisboa onde ligar o computador custa dinheiro
Os melhores restaurantes com bebida à discrição em Lisboa

Os melhores restaurantes com bebida à discrição em Lisboa

Dos aniversários aos grupos de WhatsApp que se vão acumulando, não faltam pretextos para marcar um jantar de grupo. Se ter bebida à discrição é aquele requisito que não pode falhar, chegou à lista certa. Nestes restaurantes de Lisboa, os menus de grupo já têm as bebidas incluídas. A forma como a cobram é que pode variar: nalguns espaços terá de pagar um extra; noutros, há que acordar um valor fechado com o sítio. Reunimos opções variadas de cozinha tradicional portuguesa, mas também de inspiração italiana ou mexicana. Além disso, incluímos restaurantes para grupos com salas grandes, onde pode juntar muita malta, ou com belas vistas. Recomendado: Restaurantes com mesas comunitárias em Lisboa
Onde beber os melhores sumos naturais e smoothies em Lisboa

Onde beber os melhores sumos naturais e smoothies em Lisboa

As bebidas frescas casam bem com o tempo quente, mas nem só de calor vivem os sumos naturais ou os smoothies. Na verdade, estas bebidas naturais já fazem parte da nossa rotina, quer seja na Primavera, no Verão, no Outono ou no Inverno. A oferta na cidade não pára de crescer e nós estamos cá para o orientar. Seja para um reforço de imunidade, para procurar um smoothie perto de si, ou apenas para refrescar o dia, há excelentes opções com superalimentos e sumos de fruta fresca, sempre prontos a pegar e levar. Descubra os melhores sítios para beber sumos naturais em Lisboa. Recomendado: As melhores gelatarias em Lisboa
Restaurantes em Lisboa abertos no domingo de Páscoa

Restaurantes em Lisboa abertos no domingo de Páscoa

No domingo de Páscoa, os brunches e almoços fartos, com folares e muitos ovos, não estão reservados a quem acredita em milagres. Apontamos-lhe as mesas que nem os ateus vão querer perder. Dos menus mais tradicionais, com cabrito, cordeiro ou borrego assado acabando nos folares, nos ovos e nas amêndoas, às reinterpretações mais livres, há várias opções, muitas delas perfeitas para um programa em família (com actividades também pensadas para os mais pequenos). Dê descanso à sua cozinha nesta quadra e escolha um destes restaurantes ou hotéis em Lisboa para um abençoado almoço no domingo de Páscoa. Recomendado: Sítios para comprar folar de Páscoa
A Ásia toda à mesa: os melhores restaurantes pan-asiáticos em Lisboa

A Ásia toda à mesa: os melhores restaurantes pan-asiáticos em Lisboa

A escolha entre um pho vietnamita, um pad thai tailandês, um ramen japonês ou um caril indiano deixou de ser obrigatória. Os restaurantes pan-asiáticos assumem o compromisso de pôr a Ásia (quase) toda na mesma carta, combinando street food e muita comida de conforto, onde não faltam pratos agridoces e picantes. Lisboa acompanha a tendência e não lhe faltam moradas onde as gyozas e os baos dividem o protagonismo com a maior naturalidade. Para o ajudar a navegar nesta rota de sabores intensos, escolhemos os oito melhores restaurantes pan-asiáticos em Lisboa. Recomendado: Os melhores restaurantes para comer comida coreana em Lisboa  
Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores, abertos nos últimos meses. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher.  Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
Seis sítios para comprar folar de Páscoa

Seis sítios para comprar folar de Páscoa

O folar pode ser doce, pode ser salgado, pode ter ovo, pode não ter. E o que não falta em Lisboa são sítios para comprar folares de Páscoa, todos muito diferentes, já que as receitas (e gostos) variam. O que importa é encontrar a opção que mais lhe agrada (a si e aos seus) e juntar a família à mesa num manjar pascal memorável. Na lista que se segue vai encontrar sugestões mais tradicionais e outras mais originais, que prometem surpreender. Escolha o que escolher, não se esqueça é de encomendar com tempo.  Recomendado: Três receitas de folar de Páscoa para fazer em casa
18 restaurantes e cafés pet friendly em Lisboa

18 restaurantes e cafés pet friendly em Lisboa

Há restaurantes e cafés em Lisboa que lhe permitem incluir o seu animal de estimação na sua agenda social. Claro que jardins, esplanadas e quiosques continuam a ser uma boa opção, mas estes são sítios pet friendly a sério, o que significa que pode entrar nos estabelecimentos sem medos. Em alguns há até bebedouros com água, para que não lhe falte mesmo nada. Aqui encontra sítios para brunch, comida saudável, asiática ou hambúrgueres e em todos pode ir bem acompanhado. Conheça estes 18 cafés e restaurantes pet friendly em Lisboa. Recomendado: 12 canis em Lisboa e outros sítios para adoptar cães
Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os melhores bares de vinho em Lisboa

Os bares de vinho (ou wine bars, como lhes chamam os ingleses) crescem a olhos vistos. Afinal, o nosso vinho é um dos melhores do mundo e fica bem em diversas ocasiões. Seja para se refrescar a meio da tarde, aconchegar-se ao fim do dia ou até para ganhar balanço numa noite de festa, reunimos os melhores bares de vinho em Lisboa, onde além de conseguir beber um copo (muitas vezes de referências fora da caixa) pode forrar o estômago com alguns petiscos tradicionais. Beber de barriga vazia é que não.  Recomendado: Os 20 melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa

Listings and reviews (1)

Monsanto Fest

Monsanto Fest

A 7.ª edição do Monsanto Fest assinala os 90 anos do Parque Florestal do Monsanto e, durante quatro dias, tem planeados passeios, piqueniques e concertos. Este ano, o festival junta as Juntas de Freguesia de Alcântara, Benfica, Campolide e da Ajuda e acontece em vários lugares, como na pista de radiomodelismo de Monsanto, onde tomam lugar os concertos, actuações musicais e ainda a transmissão do jogo de Portugal contra França para o Euro 2024. A entrada custa 5€ e inclui uma bebida. Abaixo, encontra toda a programação do festival.  O cartaz e os horários  4 de Julho, quinta-feira18.00 DJ Sun Set20.30 Califlow22.30 Tributo Popular 5 de Julho, sexta-feira 12.30 Piquenique15.00 Green Talent Monsanto18.00 Passeio Nocturno no Monsanto20.00 Transmissão em directo do jogo Portugal-França22.00 Monsanto Hip Hop Sessions com DJ Big, Sam The Kid, Phoenix RDC e XEG 6 de Julho, sábado09.30 Open Day Desportivo no Miradouro dos Montes Claros10.00 Passeio Cultural com Guia Famílias "90 anos de Monsanto" no Instituto Superior de Agronomia15.00 Foto-papper Família na pista de radiomodelismo17.00 Lisboa on Top – Subida à Torre do Galo18.00 Roda de Samba20.00 Tributo a Radiohead22.00 Prata da Casa00.00 Noise Dolls Club 7 de Julho, domingo09.30 Monsanto Run Fest 12.00 Mega Piquenique no Parque de Merendas da Vila Guiné 16.00 Pagode in Paradise 18.00 Tributo a Mamonas Assassinas21.00 O Pagode do Elias   Como chegar Se é da música que vai à procura em Monsanto, saiba que há várias formas de chegar

News (585)

Frango do campo, barriga de porco e polvo do Algarve. Na Sabor Deli, há refeições prontas por um chef

Frango do campo, barriga de porco e polvo do Algarve. Na Sabor Deli, há refeições prontas por um chef

Estávamos em Julho de 2025 quando escrevemos acerca da Sabor, uma mercearia em Campo de Ourique com produtos de pequenos produtores locais, que abriu pelas mãos de Olivia Kohler e Bryce Lerebours. Foi nesse mesmo artigo que falámos também sobre o segundo espaço que o casal francês estava a planear abrir nos Anjos. Pois bem, esse espaço inaugurou este mês de Maio, no Largo de Santa Bárbara. É a mesma Sabor que conhecemos o ano passado, mas com uma diferença: a mercearia conta agora com a Sabor Deli, um projecto de refeições take away, preparadas pelo chef Constantin Piard. A vontade de abrir a mercearia nos Anjos deveu-se, por um lado, à quantidade de entregas que os proprietários faziam nesta zona e, por outro, aos pedidos de quem sentia falta de uma loja com produtos orgânicos e locais nas redondezas, começa por contar Olivia Kohler. Depois de encontrarem o espaço, surgiu a ideia de vender refeições prontas e embaladas. “Achámos este lugar perfeito e percebemos que eram dois espaços, então pensámos que seria interessante ter a mercearia de um lado e a loja de comida take away do outro. Quando queres cozinhar tens a mercearia, e quando te sentes mais preguiçoso e sem inspiração também podes vir aqui, à parte de take away”, diz. Durante as obras de remodelação, o casal decidiu abrir parte da parede e criar uma passagem entre a Sabor Mercearia e a Sabor Deli, existindo na mesma duas entradas a partir da rua. A mercearia é muito parecida à casa-mãe, muda a disposição do balcão e
No Sihi Mama Dumplings, os bolinhos de massa recheados são o suficiente para o fazer voltar

No Sihi Mama Dumplings, os bolinhos de massa recheados são o suficiente para o fazer voltar

“Acho que a maioria dos chineses que vive em Portugal, talvez 90%, é do sul da China”. Esta é a primeira coisa que Jia Zhao nos diz quando lhe perguntamos o que é que a levou a abrir o seu restaurante Sihi Mama Dumplings. A resposta faz todo o sentido, na verdade. Quando Jia Zhao chegou com a família a Portugal notou que a maioria dos restaurantes chineses que ia conhecendo serviam comida típica do sul do país-natal, muito diferente daquela que se come no norte, explica-nos. “A comida no norte é mais pesada, o sabor é mais intenso. Por exemplo, o recheio que usamos para os dumplings – há muitas formas de o fazer – nunca leva cenoura. Às vezes, quem é do sul mete cenoura, mas fica mais doce e nós não costumamos gostar de nada doce no recheio. O nosso é mais salgado”, ilustra a proprietária, natural de Liaoning, referindo que os pratos do sul da China são mais leves e levam ingredientes como marisco, ao contrário do que acontece no norte e também no Sihi Mama Dumplings, que abriu em Dezembro do ano passado na Avenida Almirante Reis. Os dumplings, como dá para perceber pelo nome, são a especialidade da casa. “Pensámos que os locais talvez gostassem deles como nós os fazemos”, diz a ex-consultora em educação, que se mudou de Pequim para Lisboa há dez anos. “Estes dumplings são originários do norte da China, mas existem imensas formas de os cozinhar. Assim como em Portugal há muitas formas de fazer bacalhau, na China também há várias maneiras de fazer dumplings. Podemos cozinhá-lo
Em Campolide, há um café, cowork e estúdio de fitness num só sítio

Em Campolide, há um café, cowork e estúdio de fitness num só sítio

Se já passou alguma vez em frente ao SOMA, na Rua de Campolide, é provável que lá tenha visto acontecer, em simultâneo, actividades algo díspares. É um café com uma carta simples e sucinta, mas também um espaço de coworking e um pequeno ginásio, onde acontecem aulas de yoga, pilates e de treino funcional. Como se já não fossem vertentes suficientes para um só lugar, o SOMA acolhe ainda eventos pensados para famílias ou que têm vindo a tornar-se uma tendência por cá, como as coffee raves, uma alternativa às saídas à noite. O espaço é colorido e alegre, repleto de detalhes em azulão e cor-de-rosa, e abriu há cerca de um ano. Fica num prédio renovado e a cozinha e o estúdio onde acontecem os treinos foram construídos de raiz. Bem iluminada, a zona do café é provida de uma mesa comunitária pensada para quem quer trabalhar no computador. Do outro lado, há mais cinco mesas redondas para quem venha apenas comer – há até autocolantes nalgumas a indicar que não servem de local para trabalhar. O estúdio está separado por uma parede com duas janelas que permitem a quem está no café olhar lá para dentro. No fundo, depois desta sala e da casa-de-banho, fica um terraço pacato com duas mesas e guarda-sóis. A ideia de criar o SOMA foi de Nikolay Danyushkin e da mulher Tanya, que vieram da Rússia há três anos com planos de abrir um negócio em Lisboa. “Trabalho nesta indústria há cerca de 15 anos e já tive alguns cafés na Rússia, e a Tanya é personal trainer, por isso decidimos que queríamos c
Hiroki Marumoto veio de Hiroshima e abriu uma rulote de okonomiyaki em Belém

Hiroki Marumoto veio de Hiroshima e abriu uma rulote de okonomiyaki em Belém

Se conhece Hiroki Marumoto, provavelmente deve-se a algum vídeo que apareceu no seu feed do TikTok (ou, para aqueles que ainda se recusam a instalar a rede social, num reel do Instagram). Talvez o nome não lhe esteja a dizer nada, mas Hiroki Marumoto é quem está por detrás da Maruoko, em Belém. A sua especialidade é a okonomiyaki de Hiroshima, uma espécie de panqueca japonesa em que os ingredientes – noodles, carne de porco ou ovo –, estão dispostos em camadas.  Foi depois de um rapaz publicar um vídeo sobre ter ido à Maruoko que as filas da rulote se tornaram quase intermináveis. “Foi uma loucura”, resume Hiroki Marumoto, partilhando que prefere os dias mais calmos. O proprietário trabalha sozinho: é ele quem compra os ingredientes, cozinha e limpa. Daí também que a rulote abra apenas de quarta a sexta-feira, das 12.00 às 16.00 ou até a comida acabar, e aos sábados apenas com reservas. “Muitas pessoas vêm aos fins-de-semana. É uma loucura! A fila vai até à esquadra da polícia [do outro lado da estrada], então decidi ter reservas ao sábado. Costumo informar as pessoas através dos stories, no Instagram, mas elas podem mandar mensagem para o número de Whatsapp que está no Google para reservar”, explica. O japonês mudou-se há um ano de Hiroshima para Lisboa. Já tinha estado em Portugal duas vezes, em 2024. “Quando vim pela primeira vez adorei o clima. E as pessoas são mais amigáveis do que no Japão. Lá somos simpáticos, mas também somos um pouco mais tímidos. Além disso, senti-m
Há uma casa de “comida saloia” no Parque das Nações. O chef é o minhoto Vítor Miranda

Há uma casa de “comida saloia” no Parque das Nações. O chef é o minhoto Vítor Miranda

Em 2016 o Biclaque Origens abriu no Pena Park Hotel, em Ribeira de Pena. Foi lá que foram desenvolvidos os três produtos que se tornaram parte da identidade do restaurante: a alheira de rabo de boi e cogumelos, o presunto de pato curado em citrinos e a bola de gelado frito de doce de ovos. Mas não é apenas em Ribeira de Pena que os vai encontrar, porque desde 2022 o Biclaque tem vindo a expandir-se pelo resto do país. Primeiro, abriu em Chaves, perto da Ponte de Trajano, e mais recentemente, em Lisboa, no Parque das Nações. Daqui a dois anos, espera-se que venha a abrir um quarto espaço na Foz do Porto, focado em peixe. Na cozinha está Vítor Miranda, que quer mostrar o que de melhor o receituário tradicional português tem para dar.  Apesar dos três restaurantes fazerem parte do mesmo grupo, a experiência que se vive em cada um deles é diferente. Enquanto o Biclaque Origens é focado na comida de conforto, o Biclaque Trajano trabalha sobretudo peixe e carne no carvão. O Biclaque X, inaugurado em Setembro de 2025, na Avenida Dom João II, aproxima-se da proposta do primeiro espaço ao apresentar “comida saloia, boa comida com estrutura e sabor”, descreve o chef de Viana do Castelo Vítor Miranda, que está à frente do projecto desde 2017.  Dar a provar pratos reconfortantes, em que sobressaem os sabores típicos da gastronomia portuguesa, é mais do que uma vontade para o chef. “Temos esse papel. Os restaurantes e as pessoas mais jovens que abrirem ou estiverem à frente de restaurante
Coxinha, moqueca e dumplings. Há um mundo de novas combinações para descobrir no Luzzi

Coxinha, moqueca e dumplings. Há um mundo de novas combinações para descobrir no Luzzi

Assim que entramos, os nossos sentidos são tomados de assalto. A música é animada, a decoração exuberante. As plantas percorrem todo o espaço, tal e qual uma selva urbana, e há cadeiras e mesas com diferentes padrões, além de sofás de cores garridas. O destaque, ainda assim, vai para a parede do fundo da sala que, bem colorida, está pintada de animais, plantas e folhas verdes, e formas e elementos que remetem para a restante decoração. É assim que se apresenta o restaurante Luzzi. Fica no sexto andar do novo hotel Andaz Lisbon, do grupo Hyatt, inaugurado a 11 de Março em plena Baixa Pombalina. É de misturas que nasce o Luzzi. A proposta é criar pratos com influências que chegam de países asiáticos, africanos e americanos, ligados à história e cultura portuguesas. “A nossa intenção foi construir um conceito muito simples, como acontece com o Zuma em relação à cultura moderna asiática, ou com o Coya e a cultura moderna peruana. Queríamos ter um restaurante que fosse português e moderno, sem ser estrela Michelin e sem que existisse aquela sensação de desconforto de olhar para a comida e não a entender”, afirma Cajetan Araujo, director-geral do Andaz Lisbon.  A cozinha é chefiada pelo brasileiro Bruno Alves. Entrou no mundo da restauração quando, ainda no Brasil, quis mudar de carreira e arranjou um trabalho a lavar pratos num restaurante por onde passou um dia. Depois disso, esteve em fine dinings estrelados em Trento e Ímola, em Itália, e quando voltou ao país-natal abriu o seu
O Fermata levou café de especialidade, tostas e pão de queijo a Benfica

O Fermata levou café de especialidade, tostas e pão de queijo a Benfica

“Como não tem nenhum café de especialidade aqui?” Esta foi uma das primeiras coisas que Alessandra Modzeleski pensou assim que se mudou para São Domingos de Benfica, há três anos. A ex-jornalista e ex-designer de tecnologia bebe regularmente café de especialidade, hábito que trouxe do Brasil em 2018. No ano passado, cansada de trabalhar na área tecnológica, decidiu aventurar-se no mundo do café. Em Dezembro, abriu o Fermata na Estrada de Benfica. Para acompanhar a bebida predilecta, há tostas e pão de queijo. Não foi só Alessandra que sentiu falta de um café de especialidade quando foi viver com o marido para esta zona de Lisboa: “Há uns dois anos, a minha sogra e a minha cunhada vieram para cá, ficaram num Airbnb e falaram a mesma coisa. ‘Como que não tem nenhum café bom?’ Tem as pastelarias, mas não é a mesma coisa… E aí foi como se fosse um sinal”, recorda. Depois de sete meses à procura, em Agosto de 2025, encontrou um pequeno espaço perto do Mercado de Benfica. Lá fora há um banco de madeira junto à entrada e duas mesas compõem uma esplanada. Dentro, é acolhedor. Há um balcão estreito numa das paredes e três mesas vermelhas onde as pessoas se podem sentar a comer, a trabalhar, a ler. A ideia foi criar “um lugar de pausa, de destino”. Por essa razão também, a proprietária brasileira escolheu o nome Fermata. “Em 2017, eu e o meu marido ficámos duas semanas em Itália, andando de comboio, e lá eles falam próxima ‘fermata’, que significa paragem. Depois, a gente veio descobri
“Um oásis” com pequenos-almoços, lanches e almoços leves. O Clara Café nasceu na Brotéria

“Um oásis” com pequenos-almoços, lanches e almoços leves. O Clara Café nasceu na Brotéria

Um oásis. É assim que Fernão Gonçalves apelida o pátio onde fica a esplanada do Clara Café – e não está errado. Afinal, onde vamos encontrar um sítio mais calmo, escondido e sombreado por um limoeiro, no centro da cidade? “É um oásis neste centro da cidade super confuso. Estás numa das ruas mais movimentadas e caóticas de Lisboa, em que se só se ouve trânsito e buzinadelas, e depois entras neste pátio, onde tens uma fonte com água a cair, e parece que estás noutra cena”, descreve Fernão Gonçalves, que se juntou a Diogo Noronha para desenvolver este projecto, inaugurado no início de Março. Para chegar ao Clara Café, é preciso primeiro entrar no palácio da Brotéria, centro cultural no Bairro Alto – que serve de casa à Companhia de Jesus e a seis padres jesuítas, que vivem no último piso. Passando a livraria à entrada, basta virar à esquerda antes da imponente escadaria e subir alguns degraus para chegar ao café. Quem conheceu o antigo café-restaurante que aqui estava talvez não repare nas mudanças: há um novo balcão enviesado, que separa a cozinha da sala, e, na parede do fundo, um expositor de revistas. As mesas e cadeiras de madeira clara completam o espaço, luminoso e minimalista. Fernão Gonçalves e Diogo Noronha são amigos e começaram a trabalhar juntos há cerca de 12 anos. Conheceram-se no Casa de Pasto, onde Fernão era barman e Diogo chef. Depois disso, juntaram-se novamente para abrir o Rio Maravilha e o Pesca, restaurante de fine dining da Plateform, grupo em que o barm
A partir da Graça, Cristal Jung quer conquistar a cidade com o seu kimbap

A partir da Graça, Cristal Jung quer conquistar a cidade com o seu kimbap

Há um novo restaurante na Graça que se chama Kimbap de Belém. Pode parecer confuso quando um restaurante que tem “Belém” no nome fica, na realidade, na ponta oposta da cidade, mas há uma explicação muito simples. Há cerca de um ano e meio, Cristal Jung mudou-se com a família de Seul para Lisboa. Sempre gostou de cozinhar e, movida por essa mesma paixão, decidiu que queria abrir um sítio de kimbap, comida típica coreana. Começou a procurar espaços em Belém – porque é uma zona turística e também um dos seus locais preferidos – e encontrou um. Estava tudo pronto: nome, logótipo, t-shirts. Foi então que surgiram problemas com o contrato e Cristal Jung teve de esquecer Belém. Acabou por abrir na Rua da Graça, no final do passado Novembro. A vontade agora é de expandir para o resto da cidade. Cristal Jung foi professora de música durante 20 anos e trabalhou dez anos como maestrina assistente de uma orquestra de sopros antes de vir para Portugal. Nunca trabalhou na área da restauração, mas em casa não havia quem a tirasse da cozinha. “Eu gosto muito de comida caseira. Quando morava na Coreia, trabalhava e estava sempre ocupada, mas mesmo assim cozinhava todos os dias para a minha família – tenho três filhos”, começa por contar a proprietária e cozinheira. “A comida caseira é importante para mim: é a forma de uma mãe dar amor e carinho. É ao cozinhar que posso expressar esses sentimentos e partilhá-los com quem eu mais gosto.” Kimbap é uma das suas especialidades. É o que dizem os se
No Epic Smash Burger, pode comer hambúrgueres e fazer o seu próprio açaí

No Epic Smash Burger, pode comer hambúrgueres e fazer o seu próprio açaí

Quem não vive na zona ou quem passa por ali desatentamente pode não estar a par, mas em Setembro do ano passado abriu um restaurante de smash burgers na Avenida dos Estados Unidos da América. Está um pouco escondido – fica situado no pórtico de um dos prédios residenciais desta rua, em frente a um pequeno espaço verde –, mas a proprietária Carmo Bernardino garante que o restaurante faz sucesso, principalmente junto dos moradores da zona e nas plataformas de entrega ao domicílio. “Há moradores que vêm cá todos os dias buscar um hambúrguer para jantar. Temos, aliás, um cliente que vem cá todos os dias desde que o Epic abriu”, afirma. Há quem até encomende apenas as batatas fritas. A razão talvez se prenda com a qualidade, que, realça Carmo Bernardino, é um dos factores mais importantes num negócio como este, cuja oferta é cada vez maior em Lisboa. “Se temos monoproduto, temos de ser os melhores. A qualidade tem de ser superior para nos diferenciarmos dos restantes”, diz, assegurando que “há muitos clientes que repetem encomendas”. Mas se já existem tantos sítios de smash burgers na cidade, porquê então abrir mais um? “O smash burger está super na moda. Além disso, queria focar-me num único produto, porque assim é mais fácil de controlar tudo – como o custo e desperdícios”, explica a responsável. O espaço foi-lhe passado por uns amigos; a decoração, composta por elementos escuros e pormenores em mármore, como as mesas e o tampo do balcão, foi pensada com a ajuda de um designer.
Neste ginásio em Oeiras há power pilates, um clube de corrida e batidos da Smood

Neste ginásio em Oeiras há power pilates, um clube de corrida e batidos da Smood

Marco Lapa e Francisco Mota da Costa queriam abrir um ginásio diferente daqueles que já conheciam, mas não queriam associá-lo exclusivamente a modalidades como o crossfit ou o hyrox. Nasceu então o Ozon, em Setembro do ano passado, no Estádio Municipal de Oeiras. “O nosso objectivo é que as pessoas que vêm ter connosco se sintam preparadas para o dia-a-dia, cada uma com o seu nível de exigência. Temos desde pessoas que nunca tinham treinado na vida, que entraram aqui e nunca tinham pegado num peso – e que hoje já treinam de forma regular –, a atletas que querem preparar-se para provas”, diz à Time Out Marco Lapa. “Queremos que o Ozon sirva para proteger o dia-a-dia das pessoas, de dentro para fora. É isso que nos comprometemos a fazer aqui”, continua o proprietário, explicando que o nome do espaço surgiu a partir da palavra ozono, que actua como escudo protetor da Terra. Desde que abriram, contam já com mais de 100 sócios, que vêm para as aulas de grupo e para treinar sozinhos. Há três aulas principais: de força, pensadas para aumentar a potência, estabilidade e resistência muscular, às segundas e sextas-feiras; de condicionamento, que aumentam a performance, resistência e queimam calorias de forma mais eficaz, às terças e quintas-feiras; e de força e condicionamento, que juntam treino de potência com estímulos de condicionamento físico, às quartas-feiras. Todos os dias, há seis sessões de uma hora, que começam às 06.00 e terminam às 20.00, sendo que existem dois blocos para
Croissants, empanadas, folhados mistos e pastéis de nata. Na padaria Moko é tudo vegano

Croissants, empanadas, folhados mistos e pastéis de nata. Na padaria Moko é tudo vegano

Joyce Chi e Renato Lai são naturais de Taiwan. Viveram no Brasil durante uns tempos até se mudarem para Portugal e estabelecerem-se em Lisboa, onde começaram um negócio de pão e pastelaria vegetariana – que mais tarde viria a tornar-se somente vegana. Em 2018, abriram o seu primeiro espaço nos Anjos, ao qual se seguiram mais dois – em Alvalade e novamente nos Anjos. Nessa altura, tornou-se tudo “muito stressante”, recorda Joyce, e foi então que decidiram fechar os três espaços. Continuaram a cozinhar, a fazer entregas, até que Joyce e Renato tiveram vontade de voltar a ver e falar com os clientes. Assim, renasceu a Moko, em São Sebastião.  Em relação às outras “Mokos” que existiram nos Anjos e em Alvalade, esta “é bem diferente”. “Na parte da pastelaria, há mais variedades – antes havia só o básico. Tínhamos também um menu de tostas, hambúrgueres e noodles. Agora, não temos esse menu, porque havia demasiadas opções e era muito trabalho na cozinha – precisaria de mais mão-de-obra. Assim, consigo gerir melhor”, explica Joyce. A Moko Vegan Bakery abriu na Rua Pinheiro Chagas, no Verão passado. Descendo os três degraus à entrada, a primeira coisa que salta à vista é a parede à nossa frente recheada de croissants, folhados mistos, empanadas, pastéis de nata e outros bolos e salgados. Numa dinâmica de self-service, que estamos acostumados a ver nos supermercados, as pessoas podem entrar, dirigir-se directamente às prateleiras e fazer a sua escolha. No final, é só pagar ao balcão.