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Cláudia Lima Carvalho

Cláudia Lima Carvalho

Articles (137)

Os melhores restaurantes de peixe em Lisboa

Os melhores restaurantes de peixe em Lisboa

Restaurantes de peixe em Lisboa? A resposta mais imediata talvez seja apontar as mesas à beira-mar aqui ao lado (e também aqui estão), mas também na cidade se come bom peixe fresco, na grelha ou no tacho. Seja em restaurantes onde as bancas se parecem às dos mercados, carregadas de peixes, seja nos mais tradicionais onde os pratos do dia se fazem também de peixe. Nestes restaurantes de peixe em Lisboa e nos arredores há boas esplanadas (algumas para comer com o pé na areia), mas acima de tudo peixe sempre fresco.  Recomendado: 18 novas esplanadas em Lisboa para se por à fresca  

16 restaurantes para dançar em Lisboa

16 restaurantes para dançar em Lisboa

Escolher um sítio para jantar é, geralmente, muito fácil. Difícil costuma ser decidir para onde seguir a noite. Nada tema. A Time Out dá conta da tendência que nos vem facilitar a vida. Um dois em um. O que não falta agora são restaurantes com alma de bar e discoteca para todos os gostos. Dá para jantar, beber um copo (ou dois, ou três) e deixar-se ficar para dançar noite dentro. Marque mesa num destes restaurantes para dançar em Lisboa e comece e acabe a noite no mesmo sítio. Sempre em bom. Recomendado: Os melhores sítios para beber cerveja artesanal em Lisboa

As melhores happy hours em Lisboa

As melhores happy hours em Lisboa

Os dias aqueceram, a noite chega mais tarde e a vontade de voltarmos a tomar conta das ruas nunca foi tão grande. Beber um copo ao fim do dia, depois do trabalho, pode tornar-se o hábito que precisamos e as happy hours são a desculpa perfeita. Nestas horas felizes, as imperiais passam a custar uma módica moedinha e os cocktails caem para metade do preço. Escolhendo bem, ainda encontra petiscos com preços reduzidos para acompanhar e esplanadas na cidade que não têm preço. É tempo de correr as happy hours em Lisboa. Recomendado: 18 novas esplanadas em Lisboa para se por à fresca

Mi casa es su casa. Os novos restaurantes mexicanos em Lisboa

Mi casa es su casa. Os novos restaurantes mexicanos em Lisboa

Há muito que os restaurantes mexicanos existem na cidade, mas nos últimos tempos têm sido várias as novidades. Invadiram Lisboa com o seu calor latino e nós, claro, agradecemos. Apraz-nos a música animada, a decoração colorida, os tacos, os burritos, o guacamole, as margaritas, a tequila e até os picantes, mesmo que estes últimos sejam capazes de nos fazerem chorar. Estes novos restaurantes mexicanos em Lisboa são uma viagem ao México sem que sejam precisas malas e bagagens. Basta levar espaço no estômago e um sorriso na cara.  Recomendado: Volta ao mundo em 31 restaurantes no Cais do Sodré

Cinco brunches buffet em Lisboa para aproveitar sem culpa

Cinco brunches buffet em Lisboa para aproveitar sem culpa

Imagine este cenário: torres de panquecas, enchidos e queijos até mais não, fruta para balançar, sopa para aconchegar e tudo o que mais quiser, as vezes que quiser. Não precisa de imaginar, mas de reservar mesa num destes brunches buffet em Lisboa. Convenhamos, brunch e buffet é combinação que raramente falha. Infelizmente, já houve mais diversidade na cidade, talvez por culpa da pandemia que durante muito tempo impediu que os buffet acontecessem. Sem surpresa, ainda é nos hotéis que mais facilmente se encontram estas grandes refeições. A boa notícia é que aos poucos a cidade retoma o seu ritmo e os banquetes voltam a ser servidos.  Recomendado: Os melhores brunches em Lisboa

Marlene Vieira: “Ninguém me vai dizer onde é que é o meu lugar”

Marlene Vieira: “Ninguém me vai dizer onde é que é o meu lugar”

Marlene, a destemida. Marlene, a lutadora. Marlene, a chef. É assim que Marlene Vieira se apresenta no seu novo restaurante de alta cozinha, um sonho há muito adiado. Marlene, assim com a vírgula colada ao nome, está de portas abertas, no Terminal de Cruzeiros de Lisboa, na porta ao lado do Zunzum. Mas se o gastrobar que abriu em plena pandemia é cheio de cor, Marlene, é sóbrio. Tons escuros, meia luz, a cozinha no centro de tudo, rodeada de um balcão. De fora, pouco se vê, no interior está tudo à vista.  A ambição é entrar oficialmente para a lista dos melhores chefs, nada menos que uma estrela Michelin. É para isso que trabalha há anos, numa caminhada que se tem revelado mais difícil também por ser mulher, desconfia. Mas ai de quem lhe ponha um travão. É o seu momento de brilhar e os dias à beira-rio têm sido agitados.  O menu não se anuncia, pede-se entrega à chef. À mesa, chega apenas uma apresentação quase em forma de declaração. “Marlene, é a minha história. É o reflexo das minhas memórias e convicções, num misto de tradição e inovação. É a união do meu saber com o desejo de proporcionar experiências memoráveis. Neste espaço depurado, serve-se uma viagem gastronómica que é reflexo da minha aprendizagem, numa busca por uma cozinha portuguesa moderna, com preocupações de sustentabilidade e de sazonalidade”, lê-se.  São dois os menus, o maior com 12 momentos (130€, a que acresce a harmonização com seis vinhos por 85€) e o mais curto, com sete (95€, com harmonização de quat

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

As novidades na restauração multiplicam-se de tal forma que, à medida que damos conta dos restaurantes que abriram nos últimos meses, novas mesas já nos esperam. Felizmente, os projectos que tinham ficado em suspenso dão-se agora a conhecer. Há restaurantes de alta-cozinha, comida democrática e street food, refeições para qualquer hora, pratos daqui e do mundo. Fazemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa, abertos nos últimos meses. Não se deixe sentir desactualizado e marque já uma mesa – é só escolher o que mais lhe apetece hoje. Recomendado: Os melhores novos brunches em Lisboa

Restaurantes em Lisboa para o domingo de Páscoa

Restaurantes em Lisboa para o domingo de Páscoa

No domingo, os brunches e almoços fartos, com folares e muitos ovos, não estão reservados a quem acredita em milagres. Apontamos-lhe as mesas que nem os ateus vão querer perder. Dos menus mais tradicionais, com perna de borrego e cabrito assado acabando nos folares e nas amêndoas, às reinterpretações mais livres, há várias opções, muitas delas perfeitas para um programa em família – e nem as famosas caças aos ovos foram esquecidas. Dê descanso à sua cozinha nesta quadra e escolha um destes restaurantes em Lisboa para o domingo de Páscoa.  Recomendado: Receitas de família para a Páscoa

Oito ovos da Páscoa para oferecer

Oito ovos da Páscoa para oferecer

Não precisamos de desculpas para dar uma trinca num bom doce, mas nada como uma data especial para nos deliciarmos sem culpa. Na Páscoa, celebre-se o momento ou não, é difícil evitar os chocolates – ou os ovos, para sermos mais específicos. Dos supermercados às lojas especializadas, as opções são muitas, mas o que lhe sugerimos aqui são ovos fora da caixa. Bonitos e bons. Alguns são versões limitadas, sendo por isso um investimento. São presentes perfeitos e a gulodice que nos fará abrir uma excepção na contagem de calorias. Eis oito ovos da Páscoa perfeitos para oferecer. Recomendado: Três sítios para comprar amêndoas em Lisboa

De ‘Kardashians’ a ‘Shining Girls’, 12 séries para ver em Abril

De ‘Kardashians’ a ‘Shining Girls’, 12 séries para ver em Abril

Na ressaca dos Óscares, e da vitória da Apple sobre a superfavorita Netflix, o calendário televisivo mensal começa e acaba, curiosamente, com esse underdog multimilionário que estamos mais habituados a associar a hardware informático do que a séries e filmes. Mas o alerta aí está, feito em directo a partir de Hollywood e tudo, para depois não podermos dizer que fomos apanhados de surpresa. É portanto na Apple TV+ que arranca esta lista de séries obrigatórias para ver em Abril, e é aí que terminará, cerca de quatro semanas mais tarde, fechando a victory lap da empresa de Cupertino. De Slow Horses, com Gary Oldman, a Shining Girls, com Elisabeth Moss. Pelo meio, não faltam boas propostas dos suspeitos do costume no streaming, com regressos há muito esperados – na Netflix, na HBO Max, na Disney+ e na Amazon Prime Video. Relacionado: As melhores séries do momento

Marlene Vieira, uma mulher de armas

Marlene Vieira, uma mulher de armas

Como para qualquer pessoa no sector da restauração, os dois últimos anos foram duros para Marlene Vieira. Ainda assim, a chef viveu um momento particularmente atípico. No turbilhão que foi 2020 conseguiu abrir o seu restaurante mais ambicioso, o Zunzum, no Terminal de Cruzeiros de Lisboa. À beira-rio já conseguiu fidelizar clientela e espera agora conseguir materializar um sonho antigo: um restaurante de fine dining com um número reduzido de lugares e que funcionará com menu de degustação. Nos últimos meses, Marlene Vieira protagonizou ainda com Vitor Sobral (Tasca da Esquina, Padaria da Esquina, Peixaria da Esquina) e Óscar Geadas (G Pousada, o único restaurante com estrela Michelin em Trás-os- Montes) o Masterchef Portugal, na RTP1. Depois de anos na TVI, o programa passou para a estação pública. Sem apresentadores, ficou tudo nas mãos dos chefs. O foco esteve na gastronomia tradicional, a casa de Marlene Vieira. Chef ou cozinheira?Ui, uma boa pergunta. A minha alma é de cozinheira, mas neste momento exerço mais um cargo de chefia do que de cozinheira. Essa é que é a verdade. Se só pudesse fazer uma refeição por dia, qual é que seria?O almoço, não abdico do almoço. Ovos estrelados. Eu adoro ovos estrelados com puré de batata ou batatas fritas. O que não suporta comer?Pepino. Sobremesa predilecta?Leite-creme. O melhor restaurante em Lisboa para um encontro romântico?O Belcanto, do José Avillez, ou o Sála, do João Sá, que é mais intimista e muito interessante para um encontro

Até parecem novos: são restaurantes de sempre, mas estão cheios de novidades

Até parecem novos: são restaurantes de sempre, mas estão cheios de novidades

São os mesmos restaurantes, mas nem tanto. Ora trocaram a carta, ora mudaram o chef, ora renovaram o espaço, ora fizeram isto tudo de uma só vez. Nos últimos tempos, muitos dos restaurantes que bem conhecemos (alguns muito acarinhados) apresentam-se com novas roupagens, na esperança de que a mudança seja para melhor, claro. A lista que se segue vem provar que até os restaurantes mais clássicos e amados precisam de uma renovação de vez em quando e que os restaurantes-tendência têm de fazer o possível para continuarem a estar na moda.  Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Listings and reviews (4)

FeelViana Hotel

FeelViana Hotel

O mar fica de um lado, o rio do outro e a montanha é a paisagem de fundo. No novo hotel de Viana do Castelo, há tanto de aventura e desporto, como de tranquilidade e paz. Parece antagónico, mas é mesmo verdade. No FeelViana Hotel, apetece tanto pegar numa bicicleta, ou numa prancha, como ficar na sala, ou no quarto, a ler uma revista. É o melhor dos dois mundos. As praias do Norte têm fama de serem frias e estarem sempre na mira do vento, mas há quem veja nisso uma mais-valia. Para qualquer praticante de kitesurf ou windsurf, a Praia do Cabedelo não é desconhecida. “É uma das melhores”, diz-nos José Sampaio, o CEO do hotel. E sabe do que fala: sempre passou férias na zona para poder exactamente aproveitar o que a praia lhe oferece. Natural de Guimarães, José Sampaio percebeu o potencial da zona e daquele espaço em específico, um pinhal com acesso à praia, mas também perto do rio, da montanha e do centro de Viana do Castelo. “Há melhor?” Na zona não havia, de facto, nada do género e no país, com estas condições, provavelmente também não. Não é de estranhar por isso que desde que abriu portas em Maio, este hotel tenha tido sempre uma taxa de ocupação acima da média na região.

White Exclusive Suites & Villas

White Exclusive Suites & Villas

Verdade seja dita: não há quaisquer fotos que façam justiça ao White Exclusive Suites & Villas. Constatamos isso mal entramos neste novo hotel da ilha de São Miguel. A porta abre-se para nos receber e a primeira coisa que salta à vista é o mar. Umas portas largas em vidro, numa parede de pedra antiga, são o cartão de boas-vindas. De tal forma que nem fazemos o check-in. Pousamos as malas para seguir o caminho do mar e descobrimos então um terraço de suspirar: uma piscina que parece abraçar o Atlântico, espreguiçadeiras e mais sofás. Há nove suites e uma villa, que tem um terraço próprio com um jacuzzi, também ele em cima do mar. Não há quartos iguais, mas todos eles são espaçosos, equipados com uma kitchenette e, mais importante, todos virados para o mar. Os quartos do primeiro andar têm todos varanda, os que ficam em baixo têm um terraço enorme. O nome não é por acaso: todo o hotel – instalado num antigo solar que, raza a história, era uma casa de férias integrada numa propriedade de produção vinícola – é branco.

Taquería Patrón

Taquería Patrón

Chama-se Taquería Patron e abriu em Julho no espaço do antigo Etílico, bar que ficou famoso nos últimos anos pelas festas gay. Carlos Mañe veio de propósito do México para assumir a cozinha da Taquería Patron e a carta é toda da sua responsabilidade e como o nome indica, os tacos são a especialidade. Há de porco, vaca, frango. Ou, devíamos dizer cochinita, lomitos e pollo? Os preços rondam os 8 euros para um prato com três tacos. 

Dolce CampoReal

Dolce CampoReal

Três restaurantes, um bar, um spa, uma piscina interior e outra exterior (com um jacuzzi de água aquecida), um campo de golfe, campos de ténis e de futebol, um espaço de actividades para os miúdos, quartos espaçosos e até apartamentos. Sim, estamos a falar de um hotel de grandes dimensões, propício até a alguma confusão, mas não se assuste já porque há espaço para tudo e todos. “Conseguimos conciliar tudo”, garante Patrícia Silva, marketing manager do hotel, explicando que é habitual receberem grupos durante a semana e casais e famílias ao fim-de-semana.

News (489)

Nuno Mendes deixou o restaurante do Bairro Alto Hotel

Nuno Mendes deixou o restaurante do Bairro Alto Hotel

Com uma novidade que já dá que falar em Londres, como acontece habitualmente em tudo onde o seu nome aparece, Nuno Mendes já não é o director criativo do Bairro Alto Hotel, no Largo Camões, cargo que tinha desde 2019, quando o hotel reabriu depois de uma grande remodelação. Bruno Rocha, braço direito do chef, assume as rédeas.  Já era Bruno Rocha quem chefiava diariamente a cozinha, como chef executivo do BAHR. Nuno Mendes, a viver em Londres, viajava frequentemente para Lisboa.  Questionado pela Time Out, o chef não respondeu, mas a agência que comunica o hotel confirmou que “o projecto já tem alguma maturidade e [que,] por isso, decidiram percorrer o seu caminho sozinhos mantendo a mesma linha e conceito culinário”. “Nesta fase o Nuno Mendes tem também em mãos novos e diferentes projectos”, acrescenta a mesma resposta, fazendo questão de frisar que se mantém entre ambos uma “excelente relação, sendo esta uma decisão de ambas as partes”.  Foi no final de Março que o chef abriu em Londres o Lisboeta, que leva o nome do livro que editou em inglês e português. À Time Out, quando em Janeiro o apontávamos como uma das pessoas com quem queríamos jantar este ano, Nuno Mendes explicava que o restaurante era “uma homenagem a Lisboa” numa zona cool da capital inglesa, Fitzrovia, bem perto de Soho. “Um espaço giro, porreiro, onde se vai poder comer e beber muito bem”, sem ser preciso gastar muito dinheiro, dizia. A inspiração são as tascas lisboetas, a celebração é a da cozinha portugu

De Lisboa para o mundo: o Time Out Market vai abrir no Japão

De Lisboa para o mundo: o Time Out Market vai abrir no Japão

Depois do sucesso em Lisboa, da extensão à América do Norte e da abertura no Dubai, o Time Out Market vai agora criar raízes na Ásia. Osaka, no Japão, foi a cidade escolhida para receber o projecto que junta debaixo do mesmo tecto os melhores chefs e restaurantes da cidade. Na semana em que se assinalam os oito anos do Time Out Market em Lisboa, chega a notícia da abertura no Japão, esperada para 2025. Nem por acaso, nesse mesmo ano Osaka recebe a Expo Mundial – talvez esteja na altura de começar a planear a viagem. O Time Out Market, que em Lisboa revolucionou o icónico Mercado da Ribeira, vai nascer na estação central de Osaka, na zona de Umekita.  Sobre os chefs e os restaurantes que terão lugar neste mercado, ainda pouco se sabe – até porque a equipa editorial ainda está a fazer o trabalho de curadoria para escolher os melhores representantes, não só na gastronomia, mas também a nível cultural. É bom lembrar que no Time Out Market a experiência não se fica nunca pela comida, havendo nas várias cidades uma agenda sempre completa. Uma coisa é certa: as melhores takoyaki, bolinhas de farinha de trigo fritas, não vão faltar. Quem sabe se não terão um corner como em Lisboa temos para os croquetes (olá, Croqueteria)? Apesar de o Time Out Market estar já em Miami, Nova Iorque, Boston e Chicago, nos Estados Unidos, em Montreal, no Canadá, e no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, cada espaço mantém um traço único e autêntico por representar a cidade onde está. Porto, Abu Dhabi, Pra

A avó enlouqueceu e abriu um restaurante de massa fresca

A avó enlouqueceu e abriu um restaurante de massa fresca

A avó não está louca, até porque sabe o que é bom. Tem os segredos da cozinha, mas nem por isso está de volta dos tachos. Ela é, na verdade, quase uma figura mitológica que inspira o caminho de Matteo, um italiano a viver em Portugal e que de um dia para o outro, em Outubro de 2020, criou a Nonna Goes Crazy. A ideia era entregar massa fresca e pronta em casa e o sucesso foi tal que a ambição já não cabia apenas no Instagram, onde tudo parece acontecer. A Nonna Goes Crazy é agora um pequeno restaurante, quase escondido, entre a Avenida da Liberdade e o Príncipe Real. Mariana Valle Lima Há um cliché do qual os italianos parecem não conseguir fugir, pelo menos aos olhos dos outros: se vêm de Itália sabem com toda a certeza fazer uma boa pasta – como se todos os portugueses soubessem também fazer um bom bacalhau à Brás. Ora, Matteo nunca se viu numa cozinha. “Estou a estudar Engenharia e Gestão da Inovação e Empreendedorismo no Técnico e no primeiro dia uma professora disse-nos: ‘Como vão ser empreendedores no futuro, vamos ver o que conseguem fazer. Têm 20€ de budget e têm uma semana para maximizar esse dinheiro. O que fazem?'” O italiano não precisou de pensar muito: usou o cliché a seu favor, ligou à avó e pediu uma receita de pasta. O teste fez-se entre colegas, depois de uma noitada, quando a comida parece saber melhor. Foi um sucesso. “Depois disso, foi um boom. Todo o mundo queria e pensei, porque não?”, diz-nos num português carregado de sotaque. “Abri uma página no Ins

Numa zona industrial de Sintra, esconde-se um restaurante onde não falta nada

Numa zona industrial de Sintra, esconde-se um restaurante onde não falta nada

A localização pode, à primeira vista, desmotivar uma ida propositada ao Santos, o restaurante que marca a mudança de vida do casal José e Maria João, mas não se deixe intimidar. A Abrunheira, em Sintra, não fica assim tão longe quando à sua espera está um repasto farto e caseiro. Escondido numa zona industrial, no Santos não precisa de se preocupar com nada. Estacionamento há sempre e a comida chega à mesa sem que precise de escolher.  O preço é fechado, 20€, e inclui couvert, entradas, prato de carne e prato de peixe, sobremesa e bebida à discrição. No final, há ainda um medronho para o caminho. O casal não esconde que a inspiração para este projecto vem do Sítio de Gente Feliz, em Oeiras, de Miguel Gonçalves, embora não se queira comparar, até porque ainda agora estão a começar.  Francisco Romão PereiraJosé e Maria João   Foi em Novembro que abriram portas aqui, depois de os filhos e os amigos dos filhos os incentivarem. José foi motorista toda a vida. Maria João é cabeleireira e ainda hoje mantém um salão no Lumiar.  “Cada vez que os meus filhos ou os amigos dos meus filhos iam lá casa comer diziam que tinha de abrir um restaurante, porque a minha comida era óptima e ia fazer sucesso”, conta Maria João, orgulhosa. O gosto pela cozinha herdou da avó, “uma mão cheia para a cozinha”. E ainda hoje recorda o primeiro prato em que se aventurou: rissóis de pescada com arroz de cenoura.   Francisco Romão PereiraOvos rotos Foi num aniversário do filho, em que este lhe pediu que

Bernardo Agrela quer recuperar “a magia da sanduíche” no West Mambo

Bernardo Agrela quer recuperar “a magia da sanduíche” no West Mambo

O menu é curto, não tem nada que saber. Há cinco sandes, entre as quais uma vegan, e o preço é igual para todas: 8,50€. Acompanhamentos há três, com preço único também (3,50€). E as sobremesas são duas. Pouco, mas bom e certeiro. Bernardo Agrela voltou ao pequeno restaurante que abriu em 2019, e trocou-lhe as coordenadas. O East Mambo, onde da cozinha só saíam kebabs, chama-se agora West Mambo. “A ideia é ter as melhores sandes de Lisboa.” As palavras confiantes são de Bernardo Agrela, chef que tem tanto bicho-carpinteiro que a sua pegada vai deixando marca na cidade. Hoje está no Povo, no Cais do Sodré, no Verão acumula a cozinha da Casa do Capitão, no Beato, e faz ainda parte do colectivo gastronómico New Kids On The Block. O East Mambo acabou por ser sol de pouca dura devido à pandemia, mas Agrela nunca deixou o espaço. “A ideia sempre foi manter, era uma questão de tempo. Eu gosto muito deste sítio porque é muito perto de minha casa e é o meu primeiro restaurante. Mesmo que eu faça outras coisas e ganhe dinheiro de outra maneira, este é sempre o meu espaço”, diz à Time Out. “É uma espécie de atelier para experimentar conceitos.” Ricardo LopesSandes de borrego Os kebabs foram precisamente fruto disso. A covid até pode ter fechado o East Mambo, mas nem por isso Bernardo Agrela deixou de fazer kebabs. “De facto, isto esteve a trabalhar oito meses e fechou. Mas depois houve dois anos de [Casa do] Capitão onde se venderam quilos de kebabs”, conta, admitindo também por isso a

O brunch que refresca os dias quentes com mergulhos na piscina volta este mês

O brunch que refresca os dias quentes com mergulhos na piscina volta este mês

Teremos sempre as praias, onde nos pomos em menos de nada, da linha de Cascais a Sintra, sem esquecer, claro está, os areais da Costa da Caparica, mas nem sempre são esses os mergulhos que nos apetece dar. Felizmente, temos hotéis que, aproximando-se o Verão, abrem as portas até àqueles que não fazem check-in. É o caso do Marriott e do seu já famoso Pool Brunch, que dá acesso à piscina a quem for ao seu grande pequeno-almoço. Um plano para os fins-semana quentes a partir de 21 de Maio. Quase sabe a férias: o lobby de hotel, o lufa-lufa das entradas e saídas, o serviço cuidado e as atenções viradas para quem chega, independentemente de se ter feito check-in ou de se ter chegado apenas para passar o dia. Tem sido assim todos os anos e é assim que se prepara para ser, com a diferença de que em 2021, devido às restrições da pandemia, o buffet era palavra proibida. Ines Gomes Lourenco Até Setembro, o brunch de fim-de-semana do Lisbon Marriott Hotel inclui entrada directa para a piscina. Não há menu porque a refeição é buffet e, como seria de esperar de uma refeição do género num hotel, são várias as estações em que pode encher o prato. Dos enchidos à pastelaria, passando pelos pratos quentes, os ovos e os doces. Por 45€ tem direito ao banquete e aos mergulhos (crianças até aos 4 anos não pagam, e até aos 10 têm 50% de desconto). Bebidas alcoólicas não estão incluídas, apesar de à chegada ser brindado com um welcome drink que tanto pode ser uma mimosa como um copo de espumante ou

A sunday chegou para descomplicar as contas nos restaurantes

A sunday chegou para descomplicar as contas nos restaurantes

Quem nunca desesperou num restaurante à espera que a conta chegasse à mesa que atire a primeira pedra? Já para não falar da tensão que muitas vezes se gera no momento de dividir a conta por várias pessoas: divide-se o total por todos ou cada um paga o que consumiu? Dramas, em grande parte, desnecessários, mas quem sabe a partir de agora tenham acabado com a chegada da sunday, uma aplicação que permite o pagamento da conta através de um QR Code disponível da mesa.  Desenvolvida pelo grupo francês Big Mamma, que tem vários restaurantes em França, mas também em cidades europeias como Londres e Madrid, a sunday apareceu no confinamento para facilitar os pagamentos sem contacto. Criada por restaurantes e para restaurantes, o objectivo era que as pessoas continuassem a ir comer fora, sem medo. O projecto cresceu e hoje a aplicação conta já com mais de seis mil estabelecimentos aderentes no mundo.  A Portugal chegou agora e já tem cerca de 200 restaurantes aderentes. Em Lisboa, por exemplo, este sistema pode ser usado no Descarado, n’A Casa do Bacalhau, no Memória ou no Acaso. A sua utilização é muito fácil. Cada mesa tem um QR Code, e através dele é possível consultar o menu do restaurante e mais tarde efectuar o pagamento, com várias possibilidades. É possível pagar a conta por inteiro, dividir a conta com os amigos, ou pagar apenas os itens que seleccionar. Depois disto, pode escolher a gorjeta que desejar para o empregado que o atendeu. É ainda possível pedir factura, que chegar

O Asiático fechou, o chef Kiko saiu – e o Rosamar nasceu

O Asiático fechou, o chef Kiko saiu – e o Rosamar nasceu

Margaux Marcy e Pierre d'Andrimont deram-nos, nos últimos anos, alguns dos projectos gastronómicos mais vibrantes na cidade. Do Café Janis ao Farès, passando pelo Javá ou o Palma Cantina, todos eles se tornaram, em menos de nada, em sítios da moda, cheios de pinta e boa onda. O Rosamar, no lugar d’O Asiático do chef Kiko, no Bairro Alto, promete seguir o mesmo caminho. É bonito e vistoso, tem um terraço interior inesperado, e dá destaque ao peixe e aos pratos de mar.  Ricardo Lopes Quem conheceu o Asiático reconhecerá o espaço, mas notará as diferenças – e são algumas. Começam logo na entrada: se no restaurante de Kiko o balcão ficava à direita, agora é peça central. Os tons também são diferentes, estão mais claros e clássicos, quase saídos de uma paleta de cores de Wes Anderson. Passando o corredor, dificilmente se imaginaria sala mais luminosa. Dá ares de restaurante mediterrâneo, mas o foco está no produto português, ou melhor, na costa portuguesa.  Ricardo LopesCroquetes de bisque de açafrão, aioli, tártaro de dourada, trufa e mandioca “Adoro que ao entrar exista o bar e não esperas este ambiente atrás. Passas no corredor e entras nesta sala cheia de luz. Depois tens o terraço, super verde. É um sítio que eu acredito que funciona bem tanto de dia como de noite”, diz Pierre d'Andrimont, contando que foi durante a pandemia que apareceu a oportunidade de ficar com este espaço. “Para nós fazia todo o sentido fazer um restaurante de peixe porque sentimos que Portugal é um

Cozinha do Feitoria fica entregue a André Cruz, até agora subchef de João Rodrigues

Cozinha do Feitoria fica entregue a André Cruz, até agora subchef de João Rodrigues

Um nome da casa para “uma transição tranquila”. André Cruz é o novo chef executivo do Altis Belém Hotel, assumindo a cozinha do estrelado Feitoria, anunciou esta quarta-feira o grupo hoteleiro. Cruz, membro da equipa inicial do Feitoria, era até agora o braço direito de João Rodrigues, que deixou o restaurante 13 anos depois.  Não é uma cara conhecida por todos, embora não seja um desconhecido no meio gastronómico. No Feitoria, André Cruz está desde 2009, quando a estrela Michelin ainda era só um objectivo – chegaria em 2012. Tinha então 21 anos e passagens pelas cozinhas do antigo Vírgula, do chef Bertílio Gomes, e da Bica do Sapato. Já com João Rodrigues aos comandos, o chef decidiu fazer uma pausa para se aventurar pela América do Sul, sem nunca deixar a cozinha. Na Bolívia, esteve no Gustu, então nas mãos de Kamilla Seidler, considerada uma das melhores chefs latino-americanas, e no Chile passou pelo restaurante de Rodolfo Guzman, o Boragó, distinguido pelo The World's 50 Best Restaurants como o melhor do país. No regresso a Portugal, em 2015, foi desafiado por João Rodrigues para se tornar seu subchef, “trazendo na bagagem uma maior consciência da importância da sustentabilidade, da proximidade com os produtores, do contacto e do respeito pelo produto na sua essência – conceitos que aprofundou e partilhou no dia-a-dia, lado-a-lado com o chef e equipa”, como se lê na nota de imprensa divulgada pelo grupo Altis Hotels.  Foi no dia 30 de Abril que João Rodrigues fez o seu ú

Casa Mexicana: de mercearia online a loja de porta aberta na Praça das Flores

Casa Mexicana: de mercearia online a loja de porta aberta na Praça das Flores

Paulina Gallardo nasceu em Tijuana, no Norte do México, mudou-se para San Diego, nos Estados Unidos, e agora vive em Lisboa, onde em 2020 decidiu abrir uma mercearia online com os melhores produtos do seu país. A sua preocupação foi encontrar os produtos que serviria a amigos e familiares – autênticos. A ambição cresceu, tal como a procura, e a Casa México deu lugar à Casa Mexicana, de portas abertas desde o final de Outubro numa pequena loja perto da Praça das Flores.  Hoje, a Casa Mexicana tem clientes fiéis e serve grande parte dos restaurantes mexicanos, um pouco por todo o país. “É bom crescer junto dos restaurantes”, diz Paulina, contando que todos os dias lhe chegam contactos de pessoas que querem abrir um restaurante mexicano. “Muitos nem são contactos para restaurantes totalmente mexicanos”, acrescenta ainda. Basta ter tacos no menu para já fazer sentido estabelecer contacto com a Casa Mexicana.  A ideia de abrir uma loja não existia desde o início, até porque o projecto nasceu em plena pandemia. Mas uma oportunidade lançada pela Junta de Freguesia da Misericórdia acabaria por mudar os planos. “Fizemos um pop-up no Mercado de São Bento e correu muito bem.” O espaço que apareceu ali ao lado acabou por ser a desculpa perfeita para dar o passo de fazer crescer a mercearia. Tudo o que está à venda no site está ali – e o que não está também se arranja, ou não estivesse a responsável sempre à procura de mais.  Ricardo Lopes E há de tudo. Paulina conta que são as malaguet

Noche de fiesta: no Guaka os jantares são regados a shots e muita música

Noche de fiesta: no Guaka os jantares são regados a shots e muita música

O cronómetro na sala do restaurante dita a experiência. Começa nos 45 minutos e vai descendo. Quase sem darmos por ela, a música fica mais alta, uma contagem decrescente começa em uníssono (5, 4, 3…) e a equipa que serve às mesas surge de sombreros postos num grande alarido – ao mesmo tempo, toca nas colunas a icónica canção de “Jarabe Tapatío”, também conhecida como a dança mexicana do chapéu. De um lado e do outro, distribuem-se shots de tequila. Bem-vindos ao Guaka, o restaurante mexicano que abriu na Praça das Flores, depois de ter feito sucesso em Faro e no Porto.  À primeira vista, o Guaka foi buscar todas as referências que um restaurante mexicano fora do México vai buscar. Garrafas vazias de cerveja Corona preenchem o candeeiro da sala com lugares para cerca de 40 pessoas – existe uma outra sala mais pequena onde se sentam mais 20. Há sombreros espalhados pelo restaurante, caveiras e cactos desenhadas nas paredes e música latina a ritmar o jantar. Mas é o cronómetro em countdown constante que marca a diferença.  Ricardo Lopes “Habitualmente, estão marcados 45 minutos, mas há noites em que pomos nos 30 ou até nos 15 minutos”, diz-nos Jaqueline Sotto-Mayor que abriu este Guaka com o irmão João Sotto-Mayor. Foi dele, na verdade, a ideia para o restaurante que começou por abrir em Faro, em 2017. Seguiu-se o Porto em 2020, mas com Lisboa sempre à vista. A imprevisibilidade não permitiu que acontecesse antes, até que se depararam com a notícia de que o Frei Contente, na P

João Rodrigues sai do estrelado Feitoria e do Rossio Gastrobar

João Rodrigues sai do estrelado Feitoria e do Rossio Gastrobar

Ao fim de 13 anos, o chef João Rodrigues anunciou esta sexta-feira nas redes sociais que vai sair do Restaurante Feitoria, em Belém, terminando o seu vínculo com o grupo Altis Hotels. Sobre o que se segue, nada se sabe, mas fica no ar a existência de um novo projecto. “Agora, olhos já no futuro e com muita vontade do que aí vem… Vamos com tudo", escreve João Rodrigues, de quem a Time Out tentou obter uma reacção, sem sucesso. Já o grupo Altis prometeu-nos novidades sobre o que acontecerá ao Feitoria na próxima semana.  No Feitoria desde 2009, quando entrou como subchefe, depois de ter passado por cozinhas como a da Bica do Sapato ou a do Hotel Ritz Four Seasons, João Rodrigues assumiria a chefia do restaurante em 2013, um ano depois da chegada da estrela Michelin, que conseguiu manter até hoje.  Respeitado pelos pares, o chef é apontado há muitos anos como um dos melhores do país. Ainda recentemente, nos prémios Mesa Marcada, o site de gastronomia fundado há mais de uma década por Miguel Pires e Duarte Calvão, Rodrigues e o Feitoria foram premiados pela sexta vez consecutiva nas categorias de chef e restaurante preferidos. O trabalho que vinha a fazer no Altis Belém, onde prima pela qualidade do produto, numa relação cada vez mais próxima com os produtores, merecia para muitos gastrónomos a segunda estrela.  Na sua visita recente ao Feitoria, o crítico da Time Out Alfredo Lacerda destacava precisamente isso, aludindo ao trabalho que João Rodrigues tem feito com o Projecto Mat