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Cláudia Lima Carvalho

Cláudia Lima Carvalho

Articles (152)

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

Os melhores novos restaurantes em Lisboa

As novidades na restauração multiplicam-se de tal forma que, à medida que damos conta dos restaurantes que abriram nos últimos meses, novas mesas já nos esperam. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há restaurantes de alta-cozinha, comida democrática e street food, refeições para qualquer hora do dia, do pequeno-almoço ao jantar, pratos daqui e do mundo. Fazemos-lhe um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa, abertos nos últimos meses. Não se deixe sentir desactualizado e marque já uma mesa – é só escolher o que mais lhe apetece hoje. Recomendado: Os melhores novos brunches em Lisboa

Menus para o jantar de passagem de ano em Lisboa

Menus para o jantar de passagem de ano em Lisboa

2022 foi tempo de regressos. Depois de dois anos incertos, voltámos à vida, aos beijos e aos abraços. A restauração acompanhou e as mesas dos restaurantes encheram-se novamente. Houve muitas novidades e clássicos que se aguentaram, para nossa felicidade. Mas nem tudo são rosas: a inflação aperta e os tempos são incertos. Esqueçamos tudo por uma noite e celebremos em grande como estes restaurantes propõem. Prepare a sua melhor roupa, deixe os tachos e descubra estes dez sítios em Lisboa com menus para o jantar de passagem de ano – na maior parte deles, nem precisa de sair para procurar onde dançar a seguir. Feliz ano novo! Recomendado: Looks para vestir na passagem de ano

Restaurantes abertos no dia 1 de Janeiro em Lisboa

Restaurantes abertos no dia 1 de Janeiro em Lisboa

Nem todos os restaurantes estão abertos no primeiro dia ano – e bem que merecem o descanso –, mas mesmo assim ainda há várias opções na cidade para arrancar 2023 à mesa sem que tenha de ter grande trabalho. Deixe-se de ideias e não olhe para o avental. Comece o ano da melhor forma nestes restaurantes abertos no dia 1 de Janeiro em Lisboa. De brunches a mariscadas, só tem de escolher o que mais lhe apetece. Não se esqueça é de fazer a reservar para garantir que nada falha.  Recomendado: Dez menus para o jantar de passagem de ano em Lisboa

Cinco restaurantes que aceitam encomendas de Natal

Cinco restaurantes que aceitam encomendas de Natal

Sabe bem ter a mesa da Consoada composta, mas nem sempre apetece vestir o avental – ou nem sempre há jeito para a cozinha. Seja por que motivo for, não há razão para abdicar do bacalhau, do peru, do cabrito ou das rabanadas. Felizmente, há cada vez mais restaurantes a aceitar encomendas para o Natal – e com isso ajudá-lo a fazer um brilharete em casa. Tire proveito dos serviços natalícios de take-away e de entrega ao domicílio com os menus especiais que estes restaurantes criaram. O máximo de trabalho que vai ter (e em alguns casos nem isso) é ir ao restaurante buscar a encomenda de Natal e empratar tudo em casa. Recomendado: Cabazes para oferecer este Natal

Berasategui: “Lisboa é a  minha casa.  Sinto-me como  peixe na água”

Berasategui: “Lisboa é a minha casa. Sinto-me como peixe na água”

Martín Berasategui fala de si como alguém que só existe como parte de um todo. Em Lisboa, não se cansa de dar créditos ao chef Filipe Carvalho e à chef de pastelaria Maria João Gonçalves, que estão aos comandos da cozinha do Fifty Seconds, e garantem ao chef espanhol uma estrela Michelin também em Portugal. Mas também agradece a todos cujo trabalho parece invisível aos olhos de quem se senta nos seus restaurantes e sem os quais, diz, não seria o cozinheiro que é. Não se esquece nunca de onde vem, tão-pouco tem medo de quem está para chegar. Em Dezembro, recebeu o Prémio Michelin para Cozinheiro Mentor e emocionou-se. Sabe que é assim que o vêem, gosta desse papel, mas diz-se um eterno aprendiz. O que mais o surpreendeu no Fifty Seconds?Tudo, [Lisboa] é uma cidade maravilhosa, é uma equipa incrível. Como amigos são únicos, como profissionais são os maiores entre os maiores. [O restaurante] está numa cidade que é uma maravilha, uma cidade com gente simpática, sempre a sorrir, com cultura de esforço e trabalho, e com uma matéria-prima impressionante. Martín Berasategui não sou eu, somos nós todos. Nós, os jornalistas, os agricultores, os caçadores, os apanhadores de cogumelos, os criadores de gado, os pescadores... É uma cidade que tem tudo. Aqui temos uma equipa pilotada pelo Filipe e pela Maria, que dão a vida para fazer um projecto impressionante. Começámos muito, muito bem, até que chegou a pandemia. Ninguém estava preparado para isto, mas trabalhámos duro. Costumo dizer com

Oito livros de cozinha acabados de sair do forno

Oito livros de cozinha acabados de sair do forno

Os olhos também comem – e não é pouco. Pensemos na quantidade de decisões que tomamos depois de vermos alguma coisa que nos deixa com água na boca. Do restaurante a que vamos porque não resistimos a uma fotografia no Instagram à receita que decidimos fazer porque a vimos num livro de cozinha. E estes são cada vez mais. Com o interesse crescente na gastronomia e nos chefs, aumentou também o apetite por livros de cozinha, um segmento do mercado editorial que tem engrossado nos últimos anos. Sejam livros de receitas, trabalhos assinados por chefs ou outros mais factuais, esta colheita de livros de cozinha, saídos para as bancas nos últimos meses, tem um pouco de tudo. Recomendado: Os melhores presentes para o amigo foodie

Os melhores hambúrgueres em Lisboa

Os melhores hambúrgueres em Lisboa

Escolher o melhor hambúrguer pode ser um tema muito sensível, como aliás acontece com qualquer outro prato que se aponte como supremo exemplar. Depende tanto daquilo que se procura como do que se gosta de comer. Há, no entanto, mínimos que têm de ser garantidos. A carne tem de ser boa e o pão também não pode ser um qualquer. Simples ou mais compostos, hambúrgueres há muitos, mas a verdade é que nem todos valem a pena. Andámos de mesa em mesa à procura dos melhores hambúrgueres em Lisboa. Voltámos a rebolar e com várias novidades na manga. Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa

A reinvenção de Miguel Rocha Vieira

A reinvenção de Miguel Rocha Vieira

Há quem lhe aponte o mau feitio, quem se lembre dele da televisão nos tempos em que era uma das caras do Masterchef, mas não terão sido assim tantos os que lhe provaram os pratos, ou não tivesse Miguel Rocha Vieira feito carreira praticamente fora do país. A vinda para a Fortaleza do Guincho, em 2015, podia ter ditado o regresso, mas três anos depois voltava a cem por cento a Budapeste, já com o título de único chef português com três estrelas Michelin (na Fortaleza, no Costes e no Costes Downtown). Não foi assim há tanto tempo, mas já parece outra vida. José Avillez é agora o chef português com mais estrelas, quatro nomeadamente (duas no Belcanto, uma no Encanto e outra na Tasca no Dubai); e Miguel Rocha Vieira despojou-se de tudo para voltar ao início. A Hungria faz parte do passado. O presente é vivido em Lisboa, mais concretamente na Doca da Marinha, onde tem três quiosques (por agora ainda só dois a funcionar), um restaurante (a abrir em Janeiro) e um espaço para eventos. Francisco Romão Pereira “Quando vim para o Guincho pensei: daqui já não me mudo. É o meu sítio, estou em casa. Pensava que nunca iria sair, mas a vida dá muitas voltas e a verdade é que passado três anos voltei a Budapeste e tinha claro que para sair teria de ser [para] uma coisa a sério ou então não saía porque não estava mal”, diz, descontraído, calções e t-shirt, crocs nos pés, na esplanada do quiosque que abriu em meados de Setembro (Amarelo), dedicado aos petiscos portugueses. “Um dia, recebo um

Presentes de Natal para oferecer ao amigo foodie

Presentes de Natal para oferecer ao amigo foodie

Foodie que é foodie está a par de todas as novidades gastronómicas da cidade – e além fronteiras, para escapadinhas à volta da mesa. Mas não só: também quer a cozinha lá de casa equipada a rigor. Se é verdade que nada bate uma boa experiência num restaurante, também é verdade que há várias formas de surpreender estes gastrónomos. Por aqui há sugestões que não deixam ninguém ficar mal, mesmo aqueles que querem jogar pelo seguro. Há para o amigo que gosta de se armar em chef, para o que é especialista em café e até para aquele que começou a fazer pão na pandemia. Recomendado: Os melhores cabazes para oferecer este Natal

Onde comprar panettone em Lisboa

Onde comprar panettone em Lisboa

Não é propriamente uma tradição portuguesa, mas desde há uns anos que o panettone começou a aparecer nas nossas mesas da consoada. O sucesso tem sido tal que a Gleba, por exemplo, vende este bolo italiano durante o ano todo. Ora, como doces de Natal nunca são demais, apontamos-lhe três sítios em Lisboa onde comprar panettone, das versões clássicas com passas às mais gulosas (e pornográficas até) recheadas de chocolate ou doce de leite. Há ainda receitas mais arrojadas, como a de goiaba e parmesão (uepa!). Escolha o seu, mas não se esqueça de encomendar com alguma antecedência. Recomendado: Os melhores sítios para comprar bolo-rei em Lisboa  

Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

É uma sobremesa típica em França ou na Bélgica nesta altura do ano e, na sua versão mais tradicional, a sua aparência é o mais próxima possível a um tronco de lenha (afinal, representa um hábito da quadra, em que as famílias se reuniam à volta da lareira para ouvir histórias e entoar cânticos de Natal enquanto um enorme tronco queimava). Por cá, os troncos de Natal já se juntaram às rabanadas, azevias, sonhos, fatias douradas, coscorões e bolos-reis para agradar aos mais esquisitos ou adoçar ainda mais a quadra com novos sabores. Provámos e aprovámos estes troncos. Trate já das encomendas para a sua mesa de Natal.  Recomendado: Cabazes para oferecer este Natal

Os melhores sítios para comprar bolo-rei em Lisboa

Os melhores sítios para comprar bolo-rei em Lisboa

Em forma de coroa e feito de massa lêveda, o bolo-rei popularizou-se em Portugal no século XIX, seguindo uma receita originária do sul de Loire, que ainda hoje se mantém. Conta a lenda que a primeira casa a vendê-lo foi a Confeitaria Nacional, que se mantém firme na lista dos melhores sítios para comprar o bolo-rei em Lisboa. Ao longo do tempo, perdeu a fava, perdeu o brinde, mas não há mudança que nos tire o bolo-rei da mesa de Natal. E para aqueles que lhe resistem, habitualmente queixando-se da fruta cristalizada, são cada vez mais as variações.  Recomendado: Cabazes para oferecer este Natal

Listings and reviews (4)

FeelViana Hotel

FeelViana Hotel

O mar fica de um lado, o rio do outro e a montanha é a paisagem de fundo. No novo hotel de Viana do Castelo, há tanto de aventura e desporto, como de tranquilidade e paz. Parece antagónico, mas é mesmo verdade. No FeelViana Hotel, apetece tanto pegar numa bicicleta, ou numa prancha, como ficar na sala, ou no quarto, a ler uma revista. É o melhor dos dois mundos. As praias do Norte têm fama de serem frias e estarem sempre na mira do vento, mas há quem veja nisso uma mais-valia. Para qualquer praticante de kitesurf ou windsurf, a Praia do Cabedelo não é desconhecida. “É uma das melhores”, diz-nos José Sampaio, o CEO do hotel. E sabe do que fala: sempre passou férias na zona para poder exactamente aproveitar o que a praia lhe oferece. Natural de Guimarães, José Sampaio percebeu o potencial da zona e daquele espaço em específico, um pinhal com acesso à praia, mas também perto do rio, da montanha e do centro de Viana do Castelo. “Há melhor?” Na zona não havia, de facto, nada do género e no país, com estas condições, provavelmente também não. Não é de estranhar por isso que desde que abriu portas em Maio, este hotel tenha tido sempre uma taxa de ocupação acima da média na região.

White Exclusive Suites & Villas

White Exclusive Suites & Villas

Verdade seja dita: não há quaisquer fotos que façam justiça ao White Exclusive Suites & Villas. Constatamos isso mal entramos neste novo hotel da ilha de São Miguel. A porta abre-se para nos receber e a primeira coisa que salta à vista é o mar. Umas portas largas em vidro, numa parede de pedra antiga, são o cartão de boas-vindas. De tal forma que nem fazemos o check-in. Pousamos as malas para seguir o caminho do mar e descobrimos então um terraço de suspirar: uma piscina que parece abraçar o Atlântico, espreguiçadeiras e mais sofás. Há nove suites e uma villa, que tem um terraço próprio com um jacuzzi, também ele em cima do mar. Não há quartos iguais, mas todos eles são espaçosos, equipados com uma kitchenette e, mais importante, todos virados para o mar. Os quartos do primeiro andar têm todos varanda, os que ficam em baixo têm um terraço enorme. O nome não é por acaso: todo o hotel – instalado num antigo solar que, raza a história, era uma casa de férias integrada numa propriedade de produção vinícola – é branco.

Taquería Patrón

Taquería Patrón

Chama-se Taquería Patron e abriu em Julho no espaço do antigo Etílico, bar que ficou famoso nos últimos anos pelas festas gay. Carlos Mañe veio de propósito do México para assumir a cozinha da Taquería Patron e a carta é toda da sua responsabilidade e como o nome indica, os tacos são a especialidade. Há de porco, vaca, frango. Ou, devíamos dizer cochinita, lomitos e pollo? Os preços rondam os 8 euros para um prato com três tacos. 

Dolce CampoReal

Dolce CampoReal

Três restaurantes, um bar, um spa, uma piscina interior e outra exterior (com um jacuzzi de água aquecida), um campo de golfe, campos de ténis e de futebol, um espaço de actividades para os miúdos, quartos espaçosos e até apartamentos. Sim, estamos a falar de um hotel de grandes dimensões, propício até a alguma confusão, mas não se assuste já porque há espaço para tudo e todos. “Conseguimos conciliar tudo”, garante Patrícia Silva, marketing manager do hotel, explicando que é habitual receberem grupos durante a semana e casais e famílias ao fim-de-semana.

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Rio de Prata: comida portuguesa com um twist e vista para o rio

Rio de Prata: comida portuguesa com um twist e vista para o rio

A vista é desafogada, numa zona da cidade que tem vindo a ganhar um novo impulso à boleia do empreendimento Prata Riverside Village, mas também do Parque Ribeirinho Oriente. O Rio de Prata, aberto desde Novembro, é, na verdade, o casamento entre os dois mundos. Fica num destes prédios novos, colado ao novo jardim. Tem esplanada, duas salas amplas e uma carta de conforto com sabores conhecidos, mas toque de chef – até mesmo nas sobremesas.  Francisco Romão Pereira “A ideia foi ter um espaço que não se sobrepusesse ao exterior e que fosse algo também alcançável para as pessoas”, começa por destacar Bernardo Ventura, que depois de ter tirado o curso de piloto viu o sonho de voar ameaçado pela pandemia. Nessa altura, foi desafiado para abrir o World of Heroes, o restaurante dedicado aos heróis de banda-desenhada no Marquês de Pombal, e aí despertou a vontade de abrir um negócio seu. Entre os dois restaurantes, porém, não há nada em comum. Junto ao Tejo, Bernardo quer honrar a gastronomia portuguesa, mas não sem lhe dar um twist, e para isso conta com a chef Carla Sousa, que estava num interregno depois de oito anos à frente do restaurante do Hotel Valverde, na Avenida da Liberdade.  Francisco Romão PereiraChamuças de pato e laranja caramelizada O encontro entre Bernardo e Carla foi quase um acaso. “Uma pessoa que conhecia uma pessoa” sugeriu o nome da chef quando soube que Bernardo estava empenhado em dar vida ao Rio de Prata. “A Carla queria abraçar um novo projecto, descont

Ricky Gervais sem filtros (outra vez)

Ricky Gervais sem filtros (outra vez)

Depressão, luto e suicídio. Temas tão pesados que fica difícil pensar em After Life como uma comédia. Mas se há alguém que sabe brincar com o que não deve é Ricky Gervais. Há alguma forma de falarmos de suicídio sem ficarmos nervosos? Sem surpresa, Ricky Gervais mostra-nos que sim. After Life, escrita, realizada e protagonizada pelo criador de The Office, é uma comédia dramática, às vezes difícil de se ver, sobre um homem em sofrimento. Fica até difícil de se falar em comédia quando o tema no centro de tudo é tão pesado, mas Gervais quebra as regras, uma vez mais, e desmistifica tudo o que pensamos saber sobre televisão. Perito em pôr o dedo na ferida sem pruridos, o humorista britânico interpreta a personagem de Tony, um jornalista. Tinha uma vida perfeita até à morte da sua mulher Lisa (interpretada em flashbacks por Kerry Godliman). Como continuar a viver depois de uma tragédia assim? O suicídio parece a resposta imediata, mas quem é que alimentaria depois o cão? “Se ao menos conseguisses abrir uma lata”, diz às tantas Tony ao seu pastor alemão, decidindo assim que viverá o suficiente para castigar o mundo dizendo e fazendo o que bem entende, sem se preocupar com ninguém. “Se fizer e disser o que quiser e tudo se tornar insuportável, posso sempre matar-me. É como um superpoder”, justifica o jornalista, que passa a ser, provavelmente, o homem mais rezingão e mal educado lá do burgo. Mas tudo se complica quando aqueles que lhe são próximos o tentam salvar com as memórias

Comida congelada de chef: nesta loja há pratos feitos por quem sabe para terminar facilmente em casa

Comida congelada de chef: nesta loja há pratos feitos por quem sabe para terminar facilmente em casa

Se há coisa que a pandemia – e os seus confinamentos – nos deixou foi o hábito de comer em casa a comida de alguns dos nossos restaurantes preferidos. Até já podemos ter voltado a essas mesas, felizmente, mas nem por isso abandonámos o conforto de também encomendar o almoço ou o jantar. Ajuda que a oferta se tenha mantido, mas também aperfeiçoado. O projecto Chefs à Mesa é o mais recente exemplo: uma loja que reúne menus completos de seis chefs. Os pratos são congelados, prontos a terminar em casa, sem que seja preciso muito para brilhar à mesa. A equipa é de luxo, com nomes incontornáveis da gastronomia nacional. Dos veteranos Miguel Castro e Silva do Casario e do deCastro Gaia, a norte, e também presente no Time Out Market, Vítor Sobral (Lota da Esquina, Tasca da Esquina, Taberna da Esquina) e o recém-estrelado Paulo Morais (Kanazawa), a Bertílio Gomes da Taberna Albricoque e Vítor Adão, do Plano e do Planto, há muito por onde escolher, de pratos a sugestões de ingredientes que os próprios usam nos seus restaurantes e que podem aqui ser comprados. Francisco Romão Pereira O mais fácil talvez seja imaginar uma refeição que cruze estes saberes e sabores. Começando com uns rissóis de berbigão de Bertílio (20,70€/seis unidades), mais uns croquetes de carne para fazer no forno de Castro e Silva (8,80€/seis unidades) – e ainda uns rissóis de carabineiro de Vítor Adão, se quiser subir o nível à mesa (15,80€/três unidades). Ainda sob a alçada de Adão, pode seguir para os principai

Pode um restaurante italiano ser 100% vegan? O Giulietta quer mostrar que sim

Pode um restaurante italiano ser 100% vegan? O Giulietta quer mostrar que sim

Pensar num restaurante italiano sem queijo pode parecer uma incoerência, mas o novo Giulietta, na Avenida de Roma, é prova do contrário – e também a confirmação de que se pode esperar de um restaurante vegan tudo o que se espera de qualquer outro restaurante. Foi por aí, aliás, que começou a história do The Green Affair, dos mesmos donos, e que hoje tem já quatro restaurantes na cidade. Em vez de apostarem num quinto, arrojaram neste Giulietta.   Arlei Lima No segundo dia de portas abertas, ao almoço as mesas encheram-se. As pizzas saíram do forno umas atrás das outras. Faltava pouco para as 14.00 quando se esgotaram. Percalços comuns nos primeiros dias de serviço, é verdade, mas a curiosidade do bairro, e dos seguidores do The Green Affair, também entra na equação. “O nosso plano era não comunicar logo nos primeiros dias para dar tempo para alinhar coisas, mas nos últimos dias, quando estávamos a montar coisas, as pessoas vinham cá perguntar e íamos explicando”, conta o director das marcas The Green Affair e Giulietta, Henrique Costa Pereira. Ajudou também que na conta de Instagram do The Green Affair tenham partilhado a novidade.  Está tudo ligado, afinal a vontade de abrir um italiano surgiu também do sucesso que os pratos italianos têm no restaurante vegan original. “É uma cozinha com a qual quase toda a gente sente alguma proximidade. Todos sentimos isso, é uma cozinha de conforto”, diz Henrique Costa Pereira. “Já há algum tempo que queríamos começar a criar outras dim

Viseversa: um café de inspiração francesa, de menu simples e aposta forte nos cocktails

Viseversa: um café de inspiração francesa, de menu simples e aposta forte nos cocktails

O restaurante é espaçoso e luminoso, inspirado num “grand café” parisiense. É possível entrar pelo lobby do hotel, também ele amplo e elegante, mas há uma entrada directa numa zona toda ela renovada, entre o Centro de Congressos e o Hyatt Regency, que durante muito tempo se pensou que seriam apartamentos. É um hotel, o primeiro da marca em Portugal, com serviços pensados para conquistarem também os lisboetas, como é o caso do ginásio, do spa e do Viseversa. Francisco Romão Pereira A inspiração é assumidamente parisiense, mas na cozinha quem manda é o chef Ricardo Leite, que estava anteriormente no Alma Nómada, em Porto Côvo. Antes disso, Ricardo Leite já tinha passado pelas cozinhas do LOCO de Alexandre Silva, da Bica do Sapato de António Bóia, do Feitoria de João Rodrigues, e do Belcanto de José Avillez. À frente do Viseversa, o chef pensou numa carta que não se limitasse à influência francesa. “Existe um bocadinho comida de todo o lado, mas sempre com um toque francês”, diz-nos Margarida Fidalgo, responsável de comunicação e marketing do Hyatt Regency Lisboa, explicando que a ideia é que a carta funcione ao longo do dia. “É um all day dining.” Francisco Romão PereiraHummus de cenoura grelhada Para partilhar, há pratos como hummus de cenoura grelhada com cebola caramelizada e tostas (12€), camembert no forno, com frutos secos, mel e tostas (17€), ou um atum dos Açores laminado (21€). Mas também tartelete de queijo de cabra com cogumelos boletos, pinhões, tomate seco e mo

Moedas quer aplicar taxa turística aos passageiros de cruzeiros (e duplicar valor previsto por Medina)

Moedas quer aplicar taxa turística aos passageiros de cruzeiros (e duplicar valor previsto por Medina)

Três quiosques já a funcionar, um restaurante prestes a abrir, chefiado por Miguel Rocha Vieira, uma zona de eventos já com agenda para este ano e um reforço na área marítimo-turística para breve. Eis a nova Doca da Marinha, esta terça-feira inaugurada oficialmente por Carlos Moedas, que aproveitou a oportunidade para deixar uma palavra “àqueles que hoje exploram o Terminal de Cruzeiros”. “Aquilo que quero fazer é que todos contribuam, que aqueles que chegam através dos cruzeiros possam contribuir também para a taxa turística assim como contribuem todos os outros turistas.” Para o presidente da Câmara de Lisboa, é essencial que a cidade desenvolva uma maior ligação com o rio Tejo, sendo a Doca da Marinha, renascida nas obras que requalificaram a frente ribeirinha e que devolveram à cidade a Estação Sul e Sueste, o primeiro passo. “Este projecto é o primeiro que estamos aqui a lançar e a executar que tem esta ligação directa entre o Tejo e as pessoas”, disse na apresentação, agradecendo aos “fazedores, aos empresários, que fizeram a obra” – no caso, Bernardo Delgado, à frente do grupo Lean Man, que ganhou o concurso lançado pela Associação do Turismo de Lisboa para explorar a concessão terrestre da Doca da Marinha. “Muitas vezes em Portugal não agradecemos aos privados, não agradecemos aos empreendedores, aqueles que fazem”, disse o autarca, aproveitando então para chamar a atenção para a importância que a taxa turística tem tido na cidade.  Francisco Romão Pereira “Quando v

Da Quinta do Lago para Lisboa, o Gigi vai estar no JNcQUOI

Da Quinta do Lago para Lisboa, o Gigi vai estar no JNcQUOI

Um dos mais famosos restaurantes algarvios vai assentar arraiais no JNcQUOI Avenida, mas apenas durante cinco dias. Entre 11 e 15 de Janeiro, o Gigi traz um menu especial a Lisboa. O carabineiro tão afamado da casa não vai faltar e vai ser servido aqui com pimentos morrones (78€).  O JNcQUOI continua assim a dar palco a restaurantes de fora da cidade, que são habitualmente alvo de romarias, esbatendo fronteiras por uns dias. A fama do Gigi, de Bernardo Reino, mais conhecido por Gigi, lá está, é tal que foi o restaurante a dar nome à praia, ali mesmo na Quinta do Lago, e não o contrário como geralmente acontece.  O restaurante algarvio traz para Lisboa como entradas o ceviche de atum (29€), o xerém de berbigão (24€), a tomatada de ovos com camarão (23€) e as gambas à malaguenha (24€). Já nos principais, além do carabineiro, haverá massada do mar (36€), cherne com molho siciliano (48€) e lingueirão à provençal (27€). À falta de dias quentes, o Verão também pode ser servido à mesa. Não há vista para o Parque Nacional da Ria Formosa, mas a comida é de lá como convém.  Este menu está disponível ao almoço e ao jantar, mas é aconselhável reserva (219 369 900, bookatable@jncquoiavenida.com). + Há vida para lá da noite no Bairro Alto e o JAC é prova disso + Pode uma cervejaria criar o hábito de se rumar à Marina de Oeiras?

Há vida para lá da noite no Bairro Alto e o JAC é prova disso

Há vida para lá da noite no Bairro Alto e o JAC é prova disso

Se zonas como a Rua do Poço dos Negros ou a Praça das Flores são ricas em cafés e restaurantes de brunches, o mesmo não acontece no Bairro Alto, ali mesmo ao lado. João e Caetano Carvalho sabem-no bem, vivem aqui desde sempre, mas também sabem que há vida no bairro para lá da noite. Com mais um amigo, António Falcão e Cunha, aventuraram-se assim a abrir o JAC Brunch & Concept Store, em plena Rua da Rosa. Os pratos são o que se esperam de um sítio de brunches, e é mesmo essa a ambição. Mariana Valle Lima “Tínhamos esta ideia há muito tempo. Toda a vida morámos no Bairro Alto e sentíamos que nesta zona havia uma falha”, conta João. O espaço onde antes funcionou uma gráfica já o tinham, mas se antigamente pouco se via do seu interior, hoje o JAC põe tudo à descoberta. O sítio, em tons claros, é luminoso, as portadas sempre abertas convidam a entrar. Restaurante e loja convivem no mesmo espaço sem nunca entrarem em conflito. “Nós, na verdade, começámos pelo espaço e fomos trabalhando à volta disso. A primeira ideia foi uma concept store que depois evoluiu para a parte do brunch”, revela o responsável, explicando que não fazia sentido abdicar de nenhuma das ideias. “Achávamos que eram conceitos que se ligavam. Os dois funcionam durante o dia.” Sem experiência na restauração – João é designer, Caetano consultor SAP e António da área de gestão –, foi preciso encontrar um chef, função que acabou (quase por acaso) entregue ao ucraniano Oleksander Vock. “Mal começou a cozinhar para n

Pode uma cervejaria criar o hábito de se rumar à Marina de Oeiras?

Pode uma cervejaria criar o hábito de se rumar à Marina de Oeiras?

O nome soa estranho, mas não a toda a gente. Quem vive em Oeiras desde sempre sabe que Catalazete é o nome da praia que fica junto ao Forte de Nossa Senhora das Mercês de Catalazete. Agora, é também o nome de uma cervejaria que abriu na Marina de Oeiras. Na cozinha, está Bruno Oliveira, chef que deixou a alta cozinha para se atirar aos petiscos.   Mariana Valle Lima “Precisamos de aproveitar a memória do sítio e trazê-la para aqui, queremos trazer outra vez o nome para cima. É engraçado porque temos tido reacções muito simpáticas em relação a isso. As pessoas mais velhas passam e comentam, contam histórias”, conta Mafalda Mateus Ferreira, que abriu a Catalazete juntamente com dois irmãos e o amigo Bruno Oliveira. “Somos os quatro da Linha e sentíamos que aqui na Marina havia esta oportunidade”, diz. A Marina, na verdade, não lhe é estranha. Já cá tem o Maruto Bar & Bistro (e o bar com o mesmo nome em Alfama também lhe pertence). Foi assim que soube da disponibilidade do espaço. Optar por uma cervejaria foi natural. “É verdade que na Linha há boas cervejarias, como o Relento ou o Eduardo das Conquilhas, mas sentíamos que aqui não havia nada do género. Pensámos logo que aqui era para ser um restaurante a sério, uma cervejaria, e lembrámo-nos imediatamente do Bruno, que além de ser nosso amigo de infância já tem bastante experiência como chef de cozinha”, aponta Mafalda.  Mariana Valle LimaBruno Oliveira Bruno estava então como sub-chef do estrelado LAB by Sergi Arola, no

Numa Café: um canto luminoso e saudável no Príncipe Real

Numa Café: um canto luminoso e saudável no Príncipe Real

Na esquina da Rua da Escola Politécnica com a Rua do Arco a S. Mamede, destaca-se desde há uns meses um café luminoso. Percebe-se a inspiração nórdica, minimalista e bonita. O café de especialidade é uma aposta, mas também a comida simples e saudável, cheia de cor e sem grandes invenções.  Mariana Valle Lima A história de Laiza Xavier é a de muitos outros. Com a pandemia, os sítios por onde passou acabaram por fechar. Foi preciso procurar alternativas, encontrar um caminho. Sendo os sumos naturais uma paixão, que foi desenvolvendo ao longo dos anos que esteve no Naked, o restaurante flexitariano entretanto fechado e que não ficava muito longe daqui, foi por aí que decidiu arrancar. “A ideia inicial era fazer uma casa de sumos, mas era muito grande para ser só isso”, conta-nos à mesa, com José Luís Barbosa, proprietário e designer responsável pela renovação do espaço. “Havia um espaço disponível e uma pessoa disponível. Foi o casamento perfeito”, acrescenta José Luís. “Quisemos abrir um café com estas características que era uma coisa que aqui no bairro não havia. E da parte da Laiza havia a ideia de fazer uma cozinha saudável, uma cozinha consciente”, continua ainda.  Mariana Valle Lima O menu é por isso, aparentemente, simples. Para o arranque, houve ainda a ajuda de Joana Limão, cara do site Lemonaid, responsável por receitas saudáveis e conscientes, com quem Laiza partilhou cozinha no Naked. “Expus a minha ideia à Joana e ela adorou”, lembra Laiza.  A ideia era, no fun

Copo de Mar: um restaurante de peixe sem os acompanhamentos do costume

Copo de Mar: um restaurante de peixe sem os acompanhamentos do costume

Numa zona onde não abunda peixe, mas com um mercado não muito longe, o Copo de Mar quer ser um pouso seguro, mas fora da caixa. Os acompanhamentos não são os do costume, tal como as receitas, que têm muitos toques tropicais. Das entradas aos pratos, o peixe e o marisco são o destaque numa casa com uma decoração muito própria.  Em tons de azul, num estilo rústico com toques contemporâneos, é impossível desviar o olhar da aiola, de pernas para o ar, no tecto a meio do restaurante. O pequeno barco de pesca típico de Sesimbra não está ali apenas para efeitos decorativos, mas como prova de que o mar é a principal fonte de inspiração deste restaurante que abriu em Setembro nas Avenidas Novas pelas mãos de Rodrigo Bogoricin Braga e dos seus tios Paulo Braga e Armando Batista, brasileiros com ascendência portuguesa e italiana.  Francisco Romão PereiraGaspacho com melão e tomatinhos coloridos, crocantes de presunto “Eu cheguei com a ideia e propus-lhes. Na verdade, foi uma ideia que foi mudando muito ao longo do tempo e toda a vez que eu falava com eles sobre o projecto, eles sempre topavam”, diz, entusiasmado Rodrigo, sem qualquer ligação anterior à restauração. “Essa mistura de gerações foi boa”, continua, contando que este Copo de Mar teve para ser muitas outras coisas antes de se tornar no que é hoje. “Começou como uma dark kitchen, pensámos fazer algo diferente. Depois mudou para um conceito de frango. Até a gente chegar aqui, foi mudando completamente”, recorda.  A resposta se

No novo Ajitama, o Japão fica ainda ainda mais perto

No novo Ajitama, o Japão fica ainda ainda mais perto

Estávamos em 2019 quando António Carvalhão e João Azevedo Ferreira abriram o Ajitama, na Avenida Duque de Loulé, depois do sucesso instantâneo do seu supperclub que somava já quase duas mil pessoas em lista de espera. Quase quatro anos depois, continuam a não dar vazão. A solução foi abrir um segundo restaurante, maior e ainda mais próximo do Japão (e não faltam nem as famosas sanitas inteligentes). O menu também está mais composto. “O restaurante começou a tornar-se pequeno, felizmente, para os clientes que temos”, começa por dizer António. “ Aquilo foi pensado para [servir] 60 refeições por dia e [na altura] ninguém acreditava. Onde é que em Lisboa há 60 pessoas para comer ramen cinco dias por semana? A verdade é que ao sábado chegamos a fazer 350 refeições e aquele restaurante não está preparado. Todas as sextas e sábados temos de mandar tipo 60 pessoas embora. É triste”, continua, explicando a escolha da zona para o novo Ajitama, entre o Cais do Sodré e o Chiado. “Nós aqui vimos apanhar dois públicos que não temos: os turistas e as pessoas que vão sair à noite.” © Francisco Romão PereiraNOVOAJITAMA_FRP, 15/12/2022 Quem conhece o Ajitama da Duque de Loulé reconhecerá a identidade. Se no primeiro a estrutura de madeira que preenche o espaço é uma homenagem aos ovos, o topping preferido da dupla no ramen, aqui a inspiração foram os noodles. “Não é só porque é o elemento mais importante, a par dos caldos, mas também porque estamos a celebrar o facto deste ano, ao fim de qua

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