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Bem-vindo ao zeitgeist: as séries de que toda a gente fala

Bem-vindo ao zeitgeist: as séries de que toda a gente fala

A evolução da espécie humana há muito entrou numa nova fase, tendo transformado o homo sapiens sapiens em seres devoradores de séries de televisão. O meio ambiente é propício: é Netflix para aqui, Disney+ para ali, Prime Video, HBO Max, Apple TV+, Filmin e tudo o que são canais em sinal aberto e por cabo. Todos os dias há novidades, todos os dias alguém nos recomenda uma série nova que temos mesmo de ver, e nós – bom, nós vamos tentando acompanhar. As plataformas são globais (ou nacionais), mas a experiência pode ser muito solitária. Há, no entanto, produções que nos devolvem o sentimento de partilha. São as séries de que toda a gente anda a falar ao mesmo tempo. São as séries do momento. Ei-las. Recomendado: Todos os filmes com nomeações aos Óscares que pode ver em casa

‘Angelyne’, ‘Avatar: O Último Airbender’ e mais séries a não perder em Fevereiro

‘Angelyne’, ‘Avatar: O Último Airbender’ e mais séries a não perder em Fevereiro

Angelyne (TVCine Edition), Tokyo Vice (HBO Max) e The New Look (Apple TV+) são os três destaques do mês para quem gosta de histórias baseadas em factos reais. Mas quem gosta de factos irreais também não vai mal servido: seja mais dado à ficção científica, com Halo (SkyShowtime), ou à fantasia, com Ted (SkyShowtime) ou Avatar: O Último Airbender (Netflix). As dez séries que queremos ver em Fevereiro incluem ainda dois remakes de peso: Mr. & Mrs. Smith (Prime Video) e Shōgun (Disney+). É muita televisão para um mês só. Recomendado: As séries do momento que estão a colar-nos à televisão

‘The Curse’, ‘Masters of the Air’ e outras séries para ver em Janeiro

‘The Curse’, ‘Masters of the Air’ e outras séries para ver em Janeiro

O ano não poderia começar melhor no pequeno ecrã. Na Netflix, Michelle Yeoh, uma das actrizes do momento, faz uma destemida matriarca de uma organização criminosa transnacional (e vai dar molho). Na SkyShowtime, estreia-se o mais recente fenómeno televisivo: The Curse, com Emma Stone. Mas as melhores séries para ver em Janeiro não se ficam pelo início do mês. Masters of the Air (Apple TV+), uma das mais aguardadas produções dos últimos anos, vai finalmente poder ser vista. Tal como as novas séries de Nicole Kidman (Expats, Prime Video) e de Sofía Vergara (Griselda, Netflix), sem esquecer o regresso de True Detective (HBO Max) com Jodie Foster. E há mais. Recomendado: As melhores séries do momento

Dez séries novas a não perder nos próximos meses

Dez séries novas a não perder nos próximos meses

O pequeno ecrã não pára. A cada semana, há mais uma mão-cheia de séries para ver. As grandes plataformas de streaming como a Netflix, a Disney+, a Amazon Prime Video, a HBO Max ou a Apple TV+ batalham tanto pela nossa atenção que não nos dão descanso. E ainda há tudo o resto, das mais pequenas e direccionadas (olá, Filmin) à boa e velha televisão. Só há uma solução: escolher. Mas escolher em cima da hora dá mau resultado e provoca demasiadas frustrações. O melhor é saber antecipadamente o que queremos ver. Foi para isso que se fez esta lista, com as séries novas a não perder nos próximos meses. Aqui não encontra segundas nem terceiras temporadas. Apenas novidades. Uma selecção de novidades. Recomendado: As estreias de cinema a não perder nos próximos meses

As 23 melhores séries de 2023

As 23 melhores séries de 2023

Matthew Macfadyen. Se tivéssemos de resumir o ano televisivo num único nome, seria esse o escolhido. Como ninguém nos encomendou esse exercício, fizemos outro: sentámo-nos a olhar para o vazio, a recordar horas e mais horas de televisão, no streaming e no cabo, para cumprirmos o ritual de escolher as melhores séries de 2023. Aliás, as melhores séries que vimos em 2023. É um detalhe importante. Netflix, Disney+, Prime Video, HBO Max, Apple TV+, SkyShowtime, Filmin e ainda os canais de televisão linear, com destaque para os FOX ou os TVCine, entram na lista com muitas histórias novas, embora tenham sido as mais antigas a deixarem-nos pelo beicinho. Vamos ver. Recomendado: As séries do momento que estão a colar-nos à televisão

‘Power Play’, ‘Berlim’ e mais séries para ver em Dezembro

‘Power Play’, ‘Berlim’ e mais séries para ver em Dezembro

Depois de seduzir Selena Gomez em Homicídios ao Domicílio, Cara Delevingne vai ensinar-nos uma coisa ou outra sobre sensualidade e prazer. É assim que vamos começar o mês, com uma série documental – e no cabo! O streaming vem depois e tem reservado para nós a derradeira temporada de Billions (HBO Max), uma nova de Reacher e um spin-off de La Casa de Papel: Berlim (Netflix). Mas as séries que queremos ver em Dezembro não terminam aqui. Entre as dez que aqui escolhemos, encontrará a extraordinária história de Gro Harlem Brundtland, para ver em Power Play (Filmin). Recomendado: As melhores séries do momento

De ‘Toda a Luz Que Não Podemos Ver’ a ‘Reservation Dogs’, nove séries para ver em Novembro

De ‘Toda a Luz Que Não Podemos Ver’ a ‘Reservation Dogs’, nove séries para ver em Novembro

Toda a Luz Que Não Podemos Ver, The Crown, Scott Pilgrim Dá o Salto, Squid Game: O Desafio. Quatro das nove séries que queremos ver em Novembro são da Netflix. É obra. Não admira que, apesar de apertar a malha à partilha de assinaturas e do bruá que se seguiu, a empresa tenha visto subir o número de utilizadores pagantes no terceiro trimestre do ano. Mas o cartaz de estreias tem necessariamente propostas de outras plataformas e não se ganha nada em menorizá-las. Pelo contrário: há grandes produções e verdadeiras pérolas por aí. Haja tempo e orçamento. Recomendado: As melhores séries do momento

‘Loki’, ‘Fúria’ e mais oito séries para ver em Outubro

‘Loki’, ‘Fúria’ e mais oito séries para ver em Outubro

Comédia de piratas, deuses a viajarem no tempo e terror de diferentes calibres (e para diferentes idades). Assim vai começar um mês de programação televisiva que se propõe saltar as fronteiras da produção anglo-saxónica: entre as dez séries que queremos ver em Outubro, há propostas vindas de Espanha, Itália e Noruega. Muito embora seja do coração do mainstream – isto é, do mundo do futebol – que nos vão chegar duas séries documentais em que podemos aprender uma coisa ou outra sobre boas e más intenções, sobre estrelas de Hollywood e sobre personagens de tablóides. Recomendado: As melhores séries do momento

‘Sex Education’, ‘The Super Models’ e outras séries para ver em Setembro

‘Sex Education’, ‘The Super Models’ e outras séries para ver em Setembro

O regresso às aulas é (mais ou menos) literal na televisão. Sex Education está de volta e promete uma temporada final a borbulhar com mal-entendidos, indiscrições e intimidades. Além desta, que é uma das produções mais populares da Netflix, a grelha de programação para este mês inclui, por exemplo, as estreias da série documental The Super Models e da série biográfica As mil vidas de Bernard Tapie, que devolvem ao pequena ecrã grandes figuras da década de 1990. Já The Architect vem directamente da primeira competição de séries do Festival de Berlim. E há mais. Estas são as oito séries que não queremos perder em Setembro. Recomendado: As melhores séries do momento

De ‘The Bear’ a ‘Star Wars: Ahsoka’, as séries para ver em Agosto

De ‘The Bear’ a ‘Star Wars: Ahsoka’, as séries para ver em Agosto

Agosto começa com uma sequência de segundas temporadas, para nos lembrar que também é diante do ecrã que devemos passar o Verão. Afinal, estamos há um ano à espera de regressar a The Bear, Winning Time: The Rise of The Lakers Dynasty e Heartstopper. Isto logo a abrir o mês. Depois virá uma muito antecipada terceira temporada: Homicídios ao Domicílio (olá, Meryl Streep). Nas novidades, os destaques vão desde o drama The Lost Flowers of Alice Hart à ficção científica de Star Wars: Ahsoka, passando pelo documentário Liv Ullmann: Uma estrada menos percorrida. Mas não se surpreenda se o grande êxito do Verão só chegar mais lá para a frente, em formato aventura, com One Piece. Estas são as séries para ver em Agosto. Recomendado: As melhores razões para ligar a televisão esta semana

Próxima paragem: aldeia gastronómica de Benfica

Próxima paragem: aldeia gastronómica de Benfica

Artigo originalmente publicado na edição de Junho da revista mensal Time Out Portugal O Calhariz Velho de Benfica está entalado entre a linha de comboio e duas vias rápidas, a CRIL e a Segunda Circular. A pé ou de carro, o acesso é inóspito e, lá chegados, as casas devolutas, os terrenos expectantes, o alcatrão tosco e o estacionamento desordenado dão a ideia de um lugar esquecido. Mas o Calhariz Velho continua a receber muito mais pessoas do que as que lá vivem. A razão é só uma: a comida. Há décadas que este é um destino conhecido pelos restaurantes dedicados à gastronomia nacional e não falta quem lá vá de propósito. A Junta de Freguesia de Benfica quer partir desse pressuposto para revitalizar por completo a zona, aproximando-a tanto do resto do bairro como do Monsanto. A recuperação deveria ter começado pela criação de uma ciclovia na Estrada do Calhariz, reduzindo o número de faixas de rodagem para o trânsito automóvel (actualmente tem quatro) e abrindo caminho para a mobilidade suave naquele troço. O projecto prevê ligar a ciclovia da Radial de Benfica (Avenida General Correia Barreto), que começa na rotunda de Pina Manique, junto ao estádio do Casa Pia, à ciclovia da Rua Conde Almoster, que se estende até Sete Rios, possibilitando o acesso de bicicleta ao centro da cidade num sentido ou noutro. Essa ligação será feita através da Estrada do Calhariz e da Rua Carolina Michaelis, com ramificações para a estação de comboios e para o campus do Instituto Politécnico de Lisb

‘Full Circle’, ‘Good Omens’ e mais séries para ver em Julho

‘Full Circle’, ‘Good Omens’ e mais séries para ver em Julho

É Verão e o sofá é quente. É dentro de casa. Sufocante. A época estival é mais dada a copos e esplanadas, jardins e piqueniques, praias e mergulhos. E no entanto o sofá, traído, lá nos espera no lar, doce lar, para o inevitável regresso. Na volta, o sofá, que neste texto tem vontade própria, terá um astuto plano de sedução, que passa por outra parelha de actividades imbatível: descanso e séries de televisão. Vamos claudicar. Em Julho, as diferentes plataformas de streaming têm novidades bastantes para encher o mês inteiro – mas como somos comedidos, para não tirar tempo ao ar livre, optámos por escolher apenas nove. Nove séries para ver em Julho. Parece-nos equilibrado. Recomendado: As melhores séries do momento

Listings and reviews (17)

O Filme do Bruno Aleixo

O Filme do Bruno Aleixo

3 out of 5 stars

A estreia no cinema do sexagenário urso-cão mais famoso das Beiras é um absurdo. Embora não o completo e espertalhão absurdo por que ansiávamos. Quem estava a salivar por hora e meia de sitcom focada em conversas do quotidiano, chocarrice saloia pontuada por silêncios desconfortáveis e pequenos embustes, terá de recalibrar as expectativas. O Filme do Bruno Aleixo começa com o protagonista coimbrão (com ascendência na Bairrada e no Brasil) a revelar ter sido contactado por “um homem que tem uma empresa que faz filmes” – Luís Urbano, da O Som e a Fúria, que já tinha produzido as séries “Aleixo Psi” e “Copa Aleixo” –, que o desafiou a rodar uma biografia sua para o grande ecrã. E Aleixo convoca a grupeta do costume – Homem do Bussaco, Renato Alexandre e Busto – para o ajudar a ter uma proposta para apresentar... no último dia do prazo. O que nos é apresentado é a conversa de café que resulta daí, com a representação, por actores de carne e osso – Adriano Luz, Rogério Samora, Manuel Mozos, Gonçalo Waddington, José Raposo, João Lagarto –, das ideias que vão surgindo. Tem graça, claro. E uma das premissas da interacção entre estas personagens, a de que os diálogos são circulares e que o ponto de partida interessa pouco, é respeitada. Mas se os criadores João Moreira e Pedro Santo constroem este filme em cima do conhecimento prévio deste universo, também sentiram necessidade de se afastarem dele para garantir acção, dando demasiado espaço ao live action. Já deveriam saber que um bom

Bostofrio

Bostofrio

2 out of 5 stars

Filho de pai incógnito é uma condição que a lei portuguesa prevê, desde 1977, apenas para casos excepcionais. Mesmo assim, é uma realidade que persiste: em 2010, existiam 150 mil nessas condições, e o número de registos anuais tem aumentado. O pai de Paulo Carneiro, que aqui se estreia na realização, é um deles. E o propósito deste documentário é uma busca por respostas, por histórias e até por uma simples fotografia que o ajudem a conhecer o avô, que só é incógnito no papel – na aldeia barrosã de Bostofrio, 30 habitantes, toda a gente sabe quem foi, como foi, o que aconteceu. Carneiro (Lisboa, 1990) passou por dificuldades para fazer este filme, não em quebrar a “lei do silêncio”, como quer fazer crer, mas em ganhar a confiança daquela gente simples, intimidada pela câmara e por inquirições delicadas. Esse processo ficaria bem fora do filme. Seria igualmente vantajoso que preparasse as entrevistas, para evitar ser errático, repetitivo e disfarçar o mau jeito. Descontando redundâncias narrativas e as bucólicas paisagens transmontanas, sobra pouco. É aí, e não no plano técnico, que se sente a falta de meios: seria necessária outra dedicação para alcançar o resultado pretendido. O documentário é exibido em conjunto com a curta Cinzas e Brasas, de Manuel Mozos. Por Hugo Torres

Skin - História Proibida

Skin - História Proibida

3 out of 5 stars

Bryon Widner é um supremacista branco numa encruzilhada: depois de participar no espancamento de um jovem negro durante uma manifestação, o brutamontes, venerado entre pares, começa a duvidar do caminho da violência. Skin passa-se no Ohio, em 2009, e é baseado em factos reais. Bryon não é só uma personagem – é alguém que decidiu sair do movimento neonazi, penou para o conseguir (com a ajuda de um activista negro), agiu como denunciante para o FBI, e passou dois anos em dolorosas cirurgias para remover as tatuagens iconográficas do rosto. O filme tem pontos de contacto com a curta-metragem homónima com que o realizador Guy Nattiv, de origem israelita, ganhou um Óscar. Mas a longa demora-se no recrutamento, nas batalhas fratricidas e no romance que o mantém à tona. Nattiv optou por se aproximar do monstro para tentar compreendê-lo. Não é o mesmo retrato cru e impiedoso deste tipo de marginalidade. O que retira pujança à narrativa, mas oferece a excelente Vera Farmiga ao elenco. Por Hugo Torres

Avenida Almirante Reis em 3 andamentos

Avenida Almirante Reis em 3 andamentos

1 out of 5 stars

Lisboa tem poucas avenidas tão ricas, com gente de tantas proveniências, extractos sociais e projectos de
vida. É uma fonte virtualmente inesgotável de histórias e leituras da sua angulosa realidade, de leituras longitudinais ou trabalhos menos densos. É por isso frustrante ver Avenida Almirante Reis em 3 Andamentos esconder a sua inépcia atrás de um título pomposo e da paciente bondade com que a cinefilia classifica este tipo de projecto: “filme- ensaio”. Um ensaio pressupõe explorar uma ideia, um bem escasso por estas paragens. Recuando a Cândido dos Reis e à República, passando pelo 1.o de Maio de 1974, Renata Sancho propõe-se olhar para as mudanças em curso nesta avenida (a rodagem decorreu entre 2016 e 2018, quando os preços do imobiliário dispararam). Mas o resultado é uma sequência de planos desconexos, sem interesse nem narrativa, que parece feita só para iniciados. E sabe deus que interesse encontrarão esses por aqui. Por Hugo Torres

Santiago, Italia

Santiago, Italia

3 out of 5 stars

As “geringonças” sinistras não são uma originalidade portuguesa. Em 1970, Salvador Allende congregou quase toda a esquerda chilena na candidatura presidencial que o levou ao poder, com o apoio essencial dos democratas-cristãos. Socialistas, sociais-democratas, comunistas e outros marxistas tomaram La Moneda pela via democrática, um feito extraordinário em tempo de golpes e revoluções, e em plena Guerra Fria, que gerou entusiasmo no país e
 um alarmismo despeitado em Washington. Entendendo que era preciso impedir que a experiência fizesse escola, o nefasto Richard Nixon pôs a CIA em campo para precipitar a queda do governo, o que acabou por acontecer de forma trágica a 11 de Setembro de 1973. Neste regresso ao documentário, Nanni Moretti começa por mostrar o ambiente de festa que se seguiu à eleição, passa às divergências no seio da coligação e, quando damos por nós, já os militares saíram à rua para “restaurar” a democracia, bombardeando a capital, Santiago, e instaurar uma ditadura que durou até 1990. Allende suicida-se. Pinochet, o general que comanda as tropas, ordena a perseguição imediata
 de esquerdistas mais activos, que encontram na diplomacia italiana um refúgio e a possibilidade de uma nova vida, na Europa, ao contrário do que acontece com os migrantes do Mediterrâneo hoje. E é aqui que o realizador italiano quer chegar: a intenção nunca foi abordar aqueles anos de sonho materializado, que até inspiraram o “compromisso histórico” da política italiana nos anos 1970.

Onde Está Você, João Gilberto?

Onde Está Você, João Gilberto?

“Porquê tentar encontrar um homem que não quer ser encontrado?” O realizador franco-suíço Georges Gachot faz a pergunta e dá a resposta com o documentário João Gilberto, Onde Está Você?, que se estreia neste sábado no Cinema Monumental. É um enamoramento, uma obsessão feita policial, que nos leva no encalço do pai da bossa nova. João Gilberto, recentemente desaparecido, aos 88 anos, passou a derradeira fase da sua vida em reclusão doméstica, longe dos palcos e de quaisquer olhares indiscretos. Rever o cantor e compositor era, por isso, um desejo acalentado por fãs, amigos e jornalistas. Nenhum dos quais foi bem-sucedido nesse desígnio. Gachot – que tem uma filmografia recheada de música brasileira, tendo se debruçado sobre Maria Bethânia (Música é Perfume, 2005), Nana Caymmi (Rio Sonata, 2010) e Martinho da Vila (O Samba, 2014) – foi para o Rio de Janeiro seguir os passos do jornalista alemão Marc Fischer, que ali passou cinco semanas a tentar cruzar-se com João Gilberto, para que este lhe cantasse ao violão, e à sua frente, “Ho-ba-la-lá”. O tema tinha-lhe sido dado a ouvir por um japonês, anos antes, servindo de porta de entrada à bossa nova e a uma paixão ímpar pelo seu autor. Fischer falhou o objectivo, mas descreveu o processo em Ho-ba-la-lá – À Procura de João Gilberto, suicidando-se pouco antes do lançamento do livro, em 2011. Miúcha, João Donato, Marcos Valle e Roberto Menescal são entrevistados no filme, tal como o barbeiro que atendia o compositor baiano em casa e o

Aperta Aperta Com Elas

Aperta Aperta Com Elas

2 out of 5 stars

Uma pequena e alva aldeia no cantão suíço dos Grisões vive uma ilusão: a normalidade dos casais, dos filhos, dos bolinhos, dos ajuntamentos de vizinhos e das missas dominicais esconde uma paz podre que vai deixar esta comunidade à beira do precipício. O catalisador é a chegada de um forasteiro no lugar onde ele é menos esperado: o púlpito da igreja. A diocese destaca para ali um pároco indiano com uma mensagem mais cristã do que a hierarquia católica gostaria, centrada no amor. Não só o amor etéreo: o padre Sharma aconselha o seu rebanho sobre o amor executado entre lençóis. Se no início é recebido com desconfiança racista, quando os homens descobrem as mulheres de Kama Sutra na mão, tentam afastá-lo para camuflar infidelidades, inseguranças e impotências. O filme de Christoph Schaub não cria o clima de tensão que uma história destas teria numa aldeia remota, nem funciona como a comédia que se anuncia (o mais hilariante da fita é o título em português). Salva-se a possibilidade de ouvirmos diálogos em romanche, uma língua em risco de extinção. Por Hugo Torres

Linhas Tortas

Linhas Tortas

2 out of 5 stars

Luísa é uma jovem e bela actriz. Acaba de regressar a Lisboa, tendo importado de Londres uma relação infeliz. António é um arguto e reconhecido escritor, que assina uma celebrada coluna de jornal: “Linhas Tortas”. É casado, tem um filho da idade de Luísa, e conhecemo-lo quando se estreia a fazer figura “de parvo” como comentador na televisão. São ambos utilizadores de redes sociais – ela descontraidamente, nos intervalos do dia; ele à noite, no escritório de casa, com um copo de uísque a acompanhar. É nesse ambiente virtual, em que António se esconde atrás do nome e da imagem do místico russo Grigori Rasputin, que se cruzam e inevitavelmente se enamoram. Após hesitações várias, decidem encontrar-se. O que não chega a acontecer: António sofre um acidente de viação, perde parcialmente a memória e fica hospitalizado por muito tempo. Rita Nunes, que se estreou em 1996 com a temperamental e homicida curta-metragem Menos Nove, e tem vindo a trabalhar em publicidade e televisão, trouxe para a sua primeira longa-metragem parte do elenco da série Madre Paula, que co-realizou para a RTP em 2017: Joana Ribeiro (Luísa), Maria Leite (amiga de Luísa), Miguel Nunes (filho de António) e Joana Pais de Brito; aos quais se juntaram Américo Silva (António) e Ana Padrão (mulher de António). Os actores estão tão bem quanto lhes permite o argumento, que Carmo Afonso, uma das contribuintes líquidas do Twitter português, escreveu. Sem espaço nem tempo para se desenvolverem, as personagens avançam por

Quero-te Tanto!

Quero-te Tanto!

1 out of 5 stars

Vicente Alves do Ó faria bem em levar a comédia a sério. Quero-te Tanto não é um filme,
 é um passeio da fama para actores de telenovela,
 a desfilar no nível rasteiro a que anseiam ver os
 seus nomes encastrados numa rua qualquer. Personificam bonecos de cartão que não chegam
 a ser personagens, a ter espessura, vieses, sofisticação. O realizador dirá que estamos diante de uma rom-com ostensivamente cartunesca, mas nada justifica o texto preguiçoso, as caricaturas toscas, os estereótipos simplórios, as graçolas em esboço. Os protagonistas, Mia (Benedita Pereira) e Pepê (Pedro Teixeira), estão numa encruzilhada familiar, entre a alegria do filho que vem e a angústia do dinheiro que falta. O casal decide roubar “rapidinhas da sorte”, do interior da estátua do Marquês de Pombal, e acaba detido, julgado e encarcerado. Até que ele foge da prisão para se reencontrar com a amada em Serpa, recorrendo a ajudas voluntárias 
e involuntárias (incluindo de uma jornalista cujas boas intenções são abocanhadas pela voracidade inescrupulosa da estação para que trabalha, a 
TVI, que co-produz o filme e nos entra pelos olhos dentro). No seu encalço leva os agentes Coelho e Raposo, interpretados por Pedro Lacerda e Joana Manuel ao estilo Jacques Clouseau, cujas aparições são raríssimos momentos de oxigénio na fita. Dalila Carmo e Rui Mendes também merecem apreço, em contraste com as desaustinadas Alexandra Lencastre e Fernanda Serrano. A banda sonora – Doce, Paião, Cid, Sheiks – atinge o zénite

Besta

Besta

2 out of 5 stars

Jersey é um paraíso fiscal no Canal da Mancha. Esqueçam as congéneres caribenhas:
 esta ilha é austera, a alegria reside na família e no circuito fechado de amigos. Moll (Jessie Buckley) é uma jovem adulta sufocada por um pai demente e uma mãe rígida e controladora. Conhecemo-la pouco antes de ela fugir do seu aniversário, passar a noite a dançar com um estranho, e acabar a ser salva de uma possível violação por Pascal (Johnny Flynn), um “artesão” cadastrado, marginal e suspeito de ser um assassino em série. Moll apaixona-se e enfrenta toda a gente para o defender, criando uma tensão explosiva na pequena comunidade. Michael Pearce (Bafta para melhor estreia) não consegue dar à história o suspense que se exigiria e a força do filme perde-se na realização, no guião pouco subtil e na ineficaz direcção de actores. Por Hugo Torres

Zubir

Zubir

O segredo desta churrasqueira está no molho com que se lambuzam os pitos acabados de sair da grelha. Um piripíri de inspiração indiana que faz a síntese desta casa no Bairro das Colónias: frango moçambicano, picante indiano, atendimento brasileiro. Para acompanhar  com batata frita e arroz basmati bem seco (meio frango com ambos, 5,50€). O espaço é  muito pequeno, halal (não serve álcool) e ponto de encontro da comunidade muçulmana local. Quando lá fomos, duas senhoras de hijab discutiam os méritos de Shakira.

Couve

Couve

Bráulio Amado é um ponta de lança do design gráfico nacional: trabalha com o New York Times, a New Yorker e a Vanity Fair. E agora tem um trabalho nos Anjos – o logótipo da Couve, a novidade mais fresca do bairro. É uma loja de vestuário e calçado vegan. Sapatos sem pele; meias, gorros e cachecóis sem lã. Atrás do balcão está Vasco Monteiro, que quer provar que se pode vestir com consciência “mas com pinta”. “Precisamos de abandonar a imagem de que o calçado vegan é chinelo ou Paez, que tem de ser freak. Sempre tive uma preocupação com o estilo”, diz. As botas da Good Guys Don’t Wear Leather, marca francesa  produzida em Portugal, estão nas prateleiras prontas para o Inverno. (Feliz coincidência: na porta ao lado encontra uma mercearia de um casal hindu vegetariano: Kumar e Meeta.)

News (311)

Sintra vai ter recheio de chocolate durante quatro dias

Sintra vai ter recheio de chocolate durante quatro dias

O Festival do Chocolate de Agualva e Mira Sintra vai voltar a encher o Largo da República durante quatro dias, entre 29 de Fevereiro e 3 de Março. O acesso aos expositores de chocolate é livre, mas a programação ainda não foi divulgada. A última edição do festival, em 2023, recebeu 67 expositores de chocolate nas suas diversas formas, desde bombons e cascatas até tabletes e bolos. Além do chocolate, o programa do festival também incluía animação de rua, showcooking com chocolateiros ao vivo e os doces tradicionais do concelho como os famosos travesseiros e queijadas. A primeira edição do festival foi realizada em 2016 e, desde aí, entre o fim de Fevereiro e o início de Março, o Largo da República torna-se um lugar de encontro para gulosos apreciadores de chocolate. A programação deste ano será divulgada no site da Junta de Freguesia de Agualva Mira Sintra. + Do cinema à gastronomia, esta festa fala francês + Na nova casa da Livraria das Insurgentes, há workshops, uma feira e muita música

Microsoft vai criar centro de inteligência artificial em Alvalade

Microsoft vai criar centro de inteligência artificial em Alvalade

A Microsoft vai criar uma Fábrica de Inovação em Inteligência Artificial (IA) em Lisboa. A decisão foi anunciada esta quarta-feira na sessão de abertura do Building the Future, evento focado na transformação digital que decorre em Lisboa até amanhã, quinta-feira. Segundo a Câmara Municipal, o projecto da Unicorn Factory teve um papel decisivo na escolha. O novo centro da multinacional com sede nos EUA vai integrar um novo hub da Unicorn Factory, dedicado precisamente à IA, com inauguração prevista para Novembro deste ano em Alvalade. O centro é uma iniciativa da Microsoft Portugal e vai ser lançado em parceria com a Accenture, a Avanade e a Unicorn Factory. Tem como objectivo acelerar a adopção da IA por empresas públicas e privadas em Portugal, e contribuir para o crescimento do país por meio de novos cenários de inovação digital. “Esta é mais uma grande conquista para a cidade. Em 2023 batemos o recorde de investimento estrangeiro, com mais de 50 centros tecnológicos a virem para Lisboa e 10.000 postos de trabalho altamente qualificados. Em 2024 começamos o ano com dois grandes projectos que provam a nossa capacidade de competir com outras grandes cidades. A nova estratégia de inovação para a cidade está a dar frutos”, afirma o presidente Carlos Moedas, citado num comunicado da autarquia. Há um mês já tinha sido anunciada a criação de um centro de IA da Deloitte no Largo do Rato. Quanto ao novo hub de Alvalade (o centro nevrálgico da Unicorn Factory, recorde-se, fica no Hub

Lisboa vai cumprir a tradição japonesa do Festival das Bonecas

Lisboa vai cumprir a tradição japonesa do Festival das Bonecas

No dia 3 de Março comemora-se, no Japão, o Festival das Bonecas ou Dia das Meninas: Hinamatsuri. O festival celebra a saúde e a felicidade das raparigas e, para o assinalar, o Museu do Oriente vai realizar um programa de visitas orientadas e actividades para bebés, crianças e adultos nesse fim-de-semana. O museu vai organizar duas oficinas para bebés de diferentes idades a 2 de Março, sábado. Na oficina “Brincar às Casinhas”, os bebés até aos 12 meses vão poder brincar com móveis que cabem na palma da mão, bonecas, árvores e carruagens em miniatura. De seguida, os bebés dos 12 aos 36 meses, poderão conhecer um tradicional altar Hinadan e as suas personagens na oficina “Entre brinquedos”. No dia 3 de março, domingo, as crianças dos 3 aos 5 anos são convidadas a dar asas à sua imaginação e montar o seu próprio altar Hinadan na oficina “As Bonecas do Festival”. Na oficina “Festa das Raparigas no Japão”, as crianças dos 7 aos 12 anos também poderão construir os altares utilizando a técnica japonesa de origami. Ainda no mesmo dia, a criatividade persiste com uma oficina de escrita criativa para crianças dos 7 até aos 13 anos. Para os adultos, a 3 de Março, a oficina “Temari" traz o desafio de construir bolas de mão japonesas feitas com linhas coloridas, cruzadas e combinadas em padrões ornamentais. Vai ser também realizada uma visita orientada sobre o Festival das Bonecas para os mais velhos. O programa do museu para Março inclui, também, a visita orientada “O Feminino no Orient

Mercadona vai abrir mais um supermercado em Gaia e outro na Maia

Mercadona vai abrir mais um supermercado em Gaia e outro na Maia

A Mercadona vai abrir duas lojas novas no distrito do Porto, ainda este ano. Uma será inaugurada em Moreira, na Maia, e a outra em Canelas, Vila Nova de Gaia. Fazem ambas parte de um plano de expansão no mercado português que prevê a inauguração de 11 novas lojas em 2024, anunciou esta quarta-feira a cadeia de supermercados. Se conseguir executar esse plano, a Mercadona vai chegar ao fim do ano com 60 lojas em Portugal. A primeira foi precisamente em Vila Nova de Gaia, em 2019. E já não é a única na cidade. Quando a loja de Canelas abrir, será a terceira localização da retalhista em Vila Nova de Gaia. A loja de Moreira, por sua vez, será a segunda a abrir na Maia. De resto, a Mercadona conta inaugurar este ano lojas na Guarda, em Oliveira de Azeméis, Coimbra (Solum e Eiras), Leiria, Évora, Sintra (Rio de Mouro), Seixal (Fernão Ferro) e Barreiro (Lavradio), além de um segundo bloco logístico em Portugal – em Almeirim, Santarém. O primeiro existe desde 2019 na Póvoa de Varzim. + Camélia-japoneira de Guimarães é candidata a Árvore Europeia do Ano (e já pode votar) + Trinta anos depois, renasce a Bedeteca do Porto

Camélia-japoneira de Guimarães é candidata a Árvore Europeia do Ano (e já pode votar)

Camélia-japoneira de Guimarães é candidata a Árvore Europeia do Ano (e já pode votar)

Depois de ganhar o concurso de Árvore Portuguesa do Ano, a camélia-japoneira de 300 anos que habita na Villa Margaridi, no centro de Guimarães, é a representante de Portugal no concurso Árvore Europeia do Ano. A votação decorre até 22 de Fevereiro. Natural da Ásia Oriental, a árvore é um exemplo da arte de topiaria e foi podada durante séculos para alcançar o seu formato singular. É um exemplar considerado de interesse público desde 2022. A candidatura nacional é acompanhada de um vídeo promocional, intitulado “A Simbiose Perfeita entre Homem e Natureza”. No vídeo, a camélia-japoneira serve como pano de fundo da história de amor de um casal ao longo do tempo, realçando a importância das relações entre as pessoas e a Natureza. O Concurso Árvore Europeia do Ano foi criado em 2011 e é, desde aí, realizado todos os anos em Fevereiro. O concurso é organizado pela Environmental Partnership Association e tem como objectivo “destacar o significado das árvores centenárias e do seu património natural e cultural”. Para votar e ver as outras árvores finalistas, é necessário carregar nesta página e seleccionar duas árvores. Há 15 exemplares a concurso. + Condado. Ex-futebolista reabre restaurante emblemático de Guimarães + GUIdance volta a agitar Guimarães em Fevereiro

Depois da chuva, o sol de Inverno volta e faz subir as temperaturas

Depois da chuva, o sol de Inverno volta e faz subir as temperaturas

A chuva chegou na quarta-feira a Lisboa, ficou por uns dias e, ao fim de uma semana, vai dar lugar a um céu pouco nublado, sem precipitação e com temperaturas anormalmente altas para esta altura do ano. Tem sido fácil esquecer, mas estamos em pleno Inverno. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que a chuva se mantenha firme por mais dois dias, provavelmente estragando planos a quem pretendia celebrar o Carnaval ao ar livre. No entanto, o cenário muda de figura logo a partir de quarta-feira, dia 14. Por um lado, antecipa-se um aumento da intensidade do vento (ainda assim, para moderada); por outro, a probabilidade de precipitação cai de forma significativa e regressa o calor (que talvez nunca se tenha dissipado). Lisboa deve registar uma temperatura máxima de 22º Celsius na quarta-feira (mínima de 13º C). Mesmo aqui ao lado, no distrito de Setúbal, o termómetro deve atingir os 23º C (mínima de 11º C). Vai ser o dia mais quente da semana. Com excepção de sexta-feira, que deve ficar-se pelos 19º C, os restantes dias até domingo vão ter 21º C de máxima. A chuva não desaparece logo após o Carnaval. Segundo o IPMA, é possível que ocorram aguaceiros tanto na quarta como na quinta-feira. Embora ainda com nuvens altas, na sexta-feira impõe-se o vento norte e começa um período de vários dias sem chuva em Lisboa. As temperaturas mínimas caem (abaixo dos 10º C), mas a expectativa é que sábado e domingo sejam dias primaveris, com céu pouco nublado, vento fraco e roupa d

Curta portuguesa vence prémio para “melhor filme europeu” em França

Curta portuguesa vence prémio para “melhor filme europeu” em França

Clermont-Ferrand é o mais importante festival de curtas-metragens do mundo e este sábado, dia em que terminou a sua 46.ª edição, distinguiu um filme português com o prémio de Melhor Filme Europeu. Trata-se de 2720, do realizador luso-suíço Basil da Cunha. A primeira consequência é que 2720 se qualifica de imediato para os Prémios do Cinema Europeu, que a Academia Europeia de Cinema vai entregar em Dezembro em Lucerna, ou seja, precisamente na Suíça, país onde nasceu Basil da Cunha, de origem portuguesa. 2720 é o código postal da Amadora, onde a história se desenrola ao longo de pouco mais de 20 minutos. “Um bairro clandestino na Reboleira acorda com a notícia de uma violenta rusga policial, que aconteceu na noite anterior”, situa a sinopse publicada pela Agência da Curta-Metragem. É nesse contexto que ficamos a conhecer Camila, uma menina de sete anos à procura do irmão, e Jysone, um ex-presidiário que finalmente encontrou trabalho, ao qual tenta chegar a horas para não ser despedido. “O destino dos nossos dois protagonistas vai acabar por se cruzar da pior forma possível”, lê-se ainda. Embora tecnicamente seja uma co-produção entre Portugal e Suíça, esta curta foi comissariada pelo Batalha Centro de Cinema, no Porto, que a co-produziu com a Arquipélago Filmes de Edgar Medina. 2720 já passou por muitos outros festivais, tendo arrecadado alguns prémios – na Alemanha, na Suíça e em Portugal, no Curtas Vila do Conde. + Monstra: a liberdade de expressão é uma animaç

Morreu a bailarina Mickaella Dantas, aos 34 anos

Morreu a bailarina Mickaella Dantas, aos 34 anos

A bailarina luso-brasileira Mickaella Dantas morreu este sábado, vítima de cancro. Tinha 34 anos. “O seu profissionalismo, persistência e competência ficarão como um exemplo. Não somente pela sua dança, mas também pela sua garra e forma de ser e estar no mundo, leoa”, escreve o coreógrafo Henrique Amoedo, no Instagram. “Nos seus 34 anos de vida, abriu muitas portas, criou novos caminhos e gerou oportunidades.” Mickaella Dantas nasceu a 2 de Agosto de 1989, na pequeníssima cidade de Cruzeta, no interior do Rio Grande do Norte, no Brasil. Desde muito nova que não tinha uma perna, amputada na sequência de um primeiro diagnóstico de cancro, aos 11 anos. No entanto, a possibilidade de trabalhar com companhias de dança inclusiva, ao lado de outras pessoas com deficiência, abriu-lhe as portas da profissão e da Europa. Começou no Roda Viva, ainda no Brasil, e depois na companhia madeirense Dançando com a Diferença, ambas fundadas por Henrique Amoedo, hoje director artístico do Teatro Viriato, em Viseu. Em Portugal, Mickaella passou pelo Fórum Dança, em Lisboa, trabalhou com Paulo Ribeiro, com Clara Andermatt e fez circo. Em 2017, foi para Londres, onde esteve cinco anos como parte do elenco da Candoco Dance Company, também dedicada à dança inclusiva. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Dançando com a Diferença (@dancandodiferenca) O derradeiro diagnóstico de cancro surgiu em 2022. Morreu este sábado, 10 de Fevereiro, no Hospital de São João,

Condado. Ex-futebolista reabre restaurante emblemático de Guimarães

Condado. Ex-futebolista reabre restaurante emblemático de Guimarães

O Condado reabriu esta semana. O histórico restaurante de Guimarães, fundado em 1969, foi integralmente renovado e está de portas abertas desde quarta-feira. Os primeiros dois dias serviram para os vimaranenses conhecerem o espaço. Ao terceiro, voltou a haver serviço na esquina da Rua João XXI, com vista para o Estádio D. Afonso Henriques. Flávio Meireles, que tantas vezes jogou do outro lado da rua, é um dos responsáveis pela devolução do restaurante à cidade, embora com um aspecto muito distinto em relação ao passado. O antigo futebolista, que pousou as botas em 2011 depois de mais de 200 partidas ao serviço do Vitória Sport Clube (passou também pelos vizinhos do Moreirense e do Fafe), aliou-se ao empresário da restauração Joaquim Martins, proprietário do Dan José, na Penha, para esta empreitada. Rui Jorge/DR “Viramos uma página para continuarmos a escrever a nossa história juntamente com todas as pessoas que nos visitarem. O Condado é o mesmo espaço, mas propondo uma nova experiência. É um projecto fundado na memória local, apontado para o futuro vimaranense”, afirma Flávio Meireles, citado em comunicado, destacando o “investimento na cidade, em todos os vimaranenses, em todas as pessoas de fora que vêm visitar esta bela cidade”.   “Fico todo feliz” Num vídeo promocional gravado antes da reabertura, é possível ver os dois sócios a apresentar o novo Condado a António Joaquim de Oliveira Martins, que criou o restaurante na sua primeira versão; que o inaugurou a 1 de Agosto

Campo de Ourique tem “novo” jardim e precisa de ajuda com o nome

Campo de Ourique tem “novo” jardim e precisa de ajuda com o nome

O espaço verde junto à Igreja de Santo Condestável, que esteve vedado durante décadas, foi requalificado. Os obstáculos foram retirados, os gradeamentos das transbordantes caldeiras das árvores foram removidos e as roseiras foram relocalizadas em dois novos canteiros. Resultado: desde o final do ano passado, Campo de Ourique tem um novo jardim. Identificado como um local com necessidade de intervenção, a Junta de Freguesia de Campo de Ourique decidiu, finalmente, abrir o jardim depois de a EMEL abandonar o plano de criar um canal ciclável entre a Rua Francisco Metrass e a Rua Azedo Gneco. Até porque pretende instalar um parque infantil no jardim. No entanto, esta história não termina aqui. O novo jardim ainda não tem nome e, num esforço para envolver a comunidade, a Junta de Freguesia está a recolher propostas de toponímia. Para participar, é preciso enviar a sugestão através de um formulário. Depois, as propostas com maior número de sugestões serão postas à votação dos habitantes de Campo de Ourique.   Francisco Romão Pereira   + Filipa Roseta: “Estamos a puxar o limite da Câmara ao máximo para produzir habitação” + O melhor da cidade no Whatsapp. Siga o novo canal da Time Out Lisboa

O melhor da cidade no Whatsapp. Siga o novo canal da Time Out Lisboa

O melhor da cidade no Whatsapp. Siga o novo canal da Time Out Lisboa

A Time Out Lisboa está no Whatsapp. O canal foi lançado esta quarta-feira, 7 de Fevereiro, e permite receber directamente no telemóvel, sem descarregar qualquer outra aplicação, as principais novidades sobre a cidade. O canal da Time Out Lisboa encontra-se no separador “Atualizações” do Whatsapp (ou “Updates”, em inglês), que se encontra no fundo e à esquerda na versão da aplicação para iOS (iPhone) e no topo, na terceira posição da barra de navegação, na versão para Android. Quem usa a aplicação no computador (Whatsapp Desktop) também tem esta funcionalidade disponível. Está em “Canais”, igualmente na terceira posição da barra de navegação (no topo). Os canais não estão em “Conversas”, tal como os grupos. A adesão é também completamente anónima: os subscritores do canal não conseguem saber quem são os outros subscritores nem têm acesso a quaisquer dados (como números de telemóvel). Os utilizadores só podem reagir por emojis à informação partilhada no canal. Depois de subscrever o canal da Time Out Lisboa, active as notificações no canto superior direito. Desse modo, recebe automaticamente todas as actualizações, sem ser necessário consultar o separador à procura de novidades. Como aderir ao canal da Time Out Lisboa no Whatsapp Clique neste link; Clique em “Seguir” (canto superior direito); Active as notificações (canto superior direito).   + Leia grátis a edição de Fevereiro da Time Out Portugal: Dating + Há escapadinhas inesquecíveis para 2024 na Time Out Lisboa de Invern

Depois da onda de calor, volta o Inverno com chuva e queda de temperatura

Depois da onda de calor, volta o Inverno com chuva e queda de temperatura

O Inverno está a voltar e não há nada de fantasia nisso. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a meteorologia vai mudar nos próximos dias e pôs mesmo vários distritos sob aviso amarelo a partir de quinta-feira. Lisboa é um deles. Nesse dia, a chuva é uma garantia. A probabilidade de precipitação é de 100%. Este valor vai baixando nos seis dias seguintes, até terça‑feira, dia 13, mas sempre com previsão de chuva. As temperaturas também vão sofrer uma ligeira queda em Lisboa. Dos 18º Celsius de máxima para estas terça e quarta-feiras, passar-se-á para 16º C de máxima de quinta-feira a domingo. No entanto, as temperaturas devem voltar a subir no início da próxima semana, tanto na segunda-feira (17º C) como na terça (18º C) e na quarta (19º C). As mínimas devem variar entre os 9º C (hoje, terça-feira) e os 14º C (quinta-feira), ficando nos 11º C na maior parte dos restantes dias. O vento deve aumentar de intensidade. Esta aproximação à normalidade invernal acontece depois de duas semanas de profunda anormalidade climatológica. Desde 22 de Janeiro que, em particular nas regiões do Norte e do Centro do país, “foram registados valores de temperatura do ar muito superiores ao valor médio mensal”, segundo o IPMA, que fala numa “onda de calor” registada em cerca de um terço da estações meteorológicas de Portugal Continental. “Esta onda de calor iniciada em Janeiro prolongou-se para o mês de Fevereiro e pela sua extensão espacial e temporal, pode ser considerada a