Fiel zelador de uma cópia da sexta edição, corrigida e aumentada, do Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora, em transumância desde 1991, deu-se às letras por livre e devota vontade – mas não por convicção. À falta de habilidade para futebolista e para rock star, optou por comprar bilhete para a fila da frente. Entre outras aventuras, trabalhou no jornal A Bola e, mais demoradamente, no Público, onde foi editor e certa vez publicou uma crónica sobre o super-herói pop Rui Reininho, o que o levou à escrita do livro GNR – Onde Nem a Beladona Cresce. É esse o seu nível de compromisso. Chegou à Time Out em 2018 e aqui empresta a sua pronúncia do Norte ao noticiário de Lisboa e a escrever sobre música, cinema, televisão e teatro. Na gastronomia, é um entusiasta dos clássicos: cabidelas, rojões e farinheiras.

Hugo Torres

Hugo Torres

Director-adjunto, Time Out Portugal

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Os 25 melhores restaurantes no Chiado para todas as carteiras

Os 25 melhores restaurantes no Chiado para todas as carteiras

O Chiado é um dos bairros mais carismáticos e movimentados de Lisboa, mas encontrar a mesa perfeita no meio de tanta oferta pode ser um verdadeiro desafio. Entre armadilhas para turistas e filas intermináveis, é preciso saber exactamente aonde ir. Para que não perca tempo nem dinheiro, reunimos os melhores restaurantes no Chiado que valem realmente a pena. Esta lista actualizada conta com 25 moradas seguras, cruzando clássicos intemporais, tascas modernas e alta cozinha, com opções para todas as carteiras. Se procura o local ideal para um jantar inesquecível ou almoço rápido, entre compras, descubra onde comer no Chiado com confiança. Recomendado: Os 100 melhores restaurantes de Lisboa
Menus de almoço em Lisboa: onde comer bem e mais barato

Menus de almoço em Lisboa: onde comer bem e mais barato

Nem sempre há tempo e nem sempre dá jeito, mas é possível trocar a marmita por uma refeição num bom restaurante sem ter de gastar um dinheirão. Há quem lhes chame menus executivos e há quem opte pelo velhinho menu de almoço, quase sempre disponível nos dias úteis. Nomenclaturas à parte, o que importa é saber que estes menus costumam ser opções mais amigas da carteira e, por vezes, a maneira mais económica de conhecer um restaurante. Reunimos 11 sítios, que vão da cozinha tradicional portuguesa à asiática, onde pode encontrar belos menus de almoço.   Recomendado: Os melhores restaurantes em Lisboa até dez euros  
Os melhores quiosques em Lisboa para aproveitar o ar livre

Os melhores quiosques em Lisboa para aproveitar o ar livre

Já lá vai o tempo em que qualquer quiosque em Lisboa era apenas sinónimo de jornais e caramelos. Hoje, estas pequenas e charmosas estruturas são pontos de paragem obrigatória em zonas como o Cais do Sodré, a Avenida da Liberdade, o Saldanha ou o Campo Grande, mas também a Graça, Campolide ou Benfica. A sua grande vantagem é a total espontaneidade com que os podemos encarar: não exigem mesa marcada e estão sempre abertos para nos acolher no final do dia – para uma cerveja, um cocktail, petiscos ou mesmo refeições saudáveis. A oferta está sempre a crescer e animação não falta. Aqui, reunimos os melhores quiosques de Lisboa. Recomendado: As melhores esplanadas em Lisboa
Todos os restaurantes com estrela Michelin em Portugal

Todos os restaurantes com estrela Michelin em Portugal

Desde 2024 que a Michelin tem um guia exclusivo para Portugal. Todos os anos o universo de restaurantes estrelados aumenta. Em 2026, são um total de 53 – nove restaurantes com duas estrelas Michelin, 44 com uma. As regiões de Lisboa e do Porto continuam a dominar, com o Algarve logo atrás. A estes somam-se sete estrelas verdes, que distinguem o compromisso dos restaurantes com a sustentabilidade (e podem não coincidir com as estrelas clássicas). O que continua a faltar é um projecto com a distinção máxima – três estrelas. Lá chegaremos. Abaixo, traçamos-lhe o roteiro dos restaurantes com estrela Michelin em Portugal. Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
Todos os restaurantes com estrela Michelin em Lisboa

Todos os restaurantes com estrela Michelin em Lisboa

Três restaurantes com duas estrelas, 16 restaurantes com uma. Assim se saldam as contas da região de Lisboa no Guia Michelin 2026. Desde que existe uma edição exclusiva para Portugal, o número de restaurantes estrelados tem subido sempre. Uma coisa puxa pela outra, é certo, mas não deixa de ser prova do dinamismo e da criatividade que, nos últimos anos, têm sido marca da gastronomia nacional. Ao todo, o país tem nove restaurantes com duas estrelas e 44 com uma. Em Lisboa, com o Eleven a perder a distinção e o Arkhe a fechar portas, este ano o universo de estrelados reduziu-se ligeiramente face a 2025 (eram 20, agora são 19). Para compensar, o Fifty Seconds conquistou a segunda estrela. E o Kappo a primeira. Abaixo, listamos todos restaurantes com estrela Michelin em Lisboa e arredores. Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
As melhores esplanadas em Lisboa

As melhores esplanadas em Lisboa

Comer, beber e conviver são verbos que se conjugam melhor ao ar livre. Anda à procura de um restaurante ou um café com esplanada? Numa cidade como Lisboa, com tanto sol, o número de opções é virtualmente infinito. Nos arredores, passa-se o mesmo – em Oeiras, Cascais, Sintra, Almada... O nosso trabalho é dizer-lhe quais são as melhores e mais entusiasmantes esplanadas para 2026. Mais escondidas ou mais animadas, para refeições completas ou copos depois do trabalho, é aqui que gostamos de estar. Se procura os melhores quiosques de Lisboa, é na lista ao lado. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
Os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores

Os melhores novos restaurantes em Lisboa e arredores

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo, em Lisboa e não só, há lugar para cozinhas de autor, de fogo, para peixe fresco, neo-tascas e os mais diversos projectos de cozinha internacional. Preparámos um guia com os melhores novos restaurantes em Lisboa para quem quer estar constantemente a par do que se passa na gastronomia da cidade. Não fique desactualizado e faça uma reserva – tem muito por onde escolher.  Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
As 25 paragens obrigatórias na Estrada de Benfica

As 25 paragens obrigatórias na Estrada de Benfica

Demos corda aos sapatos para apresentar um roteiro com o que há de melhor para fazer na Estrada de Benfica, uma importante artéria da cidade que se estende ao longo de duas freguesias: Benfica e São Domingos de Benfica. Aqui, ainda se sente o forte pulsar da vida de bairro em cafés, restaurantes familiares, mercearias, padarias e lojas de comércio local. Há também dois antigos palácios que têm jardins perfeitos para se sentar a descansar ou a ler um livro. Descubra todas estas paragens obrigatórias e planeie as suas próximas compras em Lisboa através deste longo e recompensador passeio, do Jardim Zoológico até às Portas de Benfica. Recomendado: Os melhores restaurantes em Benfica
Santos Populares em Lisboa: onde jantar antes do arraial, bairro a bairro

Santos Populares em Lisboa: onde jantar antes do arraial, bairro a bairro

Junho é mês de festa e assadores nas ruas, com sardinhas, entremeadas e salada de pimentos em cada esquina. Mas não estamos aqui para isso. Se é essa a experiência que procura, os arraiais populares têm oferta de sobra. Estamos aqui por quem não dispensa o bailarico, mas prefere começar a noite confortavelmente sentado à mesa. Preparámos o roteiro ideal, com duas opções para cada bairro (só para os que têm marchas a concurso). Propostas para todos os gostos, sempre perto das festas: de tascas tradicionais a espaços modernos, da estrela Michelin às cozinhas do mundo. Saiba onde comer nos Santos Populares antes de seguir para os melhores arraiais. Recomendado: As melhores tascas de Lisboa
Onde comer em Almada: 10 restaurantes que tem de conhecer

Onde comer em Almada: 10 restaurantes que tem de conhecer

Esqueça a ideia de que a grande oferta se concentra apenas em Lisboa. Do outro lado do rio, há excelentes mesas para descobrir, provando que a Margem Sul tem óptimos argumentos gastronómicos. Com uma diversidade que vai da comida tradicional portuguesa às cozinhas internacionais, em Almada as opções multiplicam-se para satisfazer todos os paladares. Não se deixe intimidar pelo trânsito da Ponte 25 de Abril: os rápidos cacilheiros deixam-no em Cacilhas num tirinho, transformando o percurso num passeio agradável. Atravesse o Tejo, fuja da rotina e vá experimentar estes 10 restaurantes em Almada. Não vai dar a viagem por perdida. Recomendado: Os 100 melhores restaurantes em Lisboa
Os melhores restaurantes em Benfica

Os melhores restaurantes em Benfica

Apesar de todas as transformações na zona, Benfica continua a ser um bairro tradicional, onde é possível conhecer e tratar os vizinhos pelo nome. Há restaurantes que resistem há décadas e se tornaram destino por si. Mas também há novidades do mundo e propostas contemporâneas. Nestes restaurantes em Benfica, há acima de tudo lugar para toda a família, mesmo para quem não mora no bairro. Pizza, marisco, peixe ou carne? Não procure mais. O que não pode é esquecer-se de reservar porque há restaurantes onde é sempre difícil ter mesa. Recomendado: Os melhores novos restaurantes em Lisboa (e arredores)
Restaurantes com estrela Michelin no Algarve

Restaurantes com estrela Michelin no Algarve

O Algarve confunde-se com férias de Verão, praia, chinelo no pé. Mas a região é muito mais do que uma estância balnear – e não lhe faltam argumentos para se afirmar como destino gastronómico, garantimos nós e garante o Guia Michelin. É no Algarve que se encontram alguns dos restaurantes celebrados pelo famoso guia vermelho, cinco com uma estrela e dois com duas. Estes últimos, o Ocean e o Vila Joya, são provavelmente os mais sérios candidatos às três estrelas, distinção ainda inédita em Portugal. Eis a constelação algarvia da Michelin. Recomendado: Todos os restaurantes com estrela Michelin em Portugal

Listings and reviews (23)

Ladies Night Fest

Ladies Night Fest

No final do Verão, o jardim do MACAM vai receber um festival gastronómico que celebra o talento feminino. O cartaz de luxo junta estrelas como Adjoké Bakare (primeira chef negra no Reino Unido com estrela Michelin), Angélica Salvador, Justa Nobre, Louise Bourrat e a anfitriã Lara Figueiredo. Além da cozinha de autor, conte ainda com propostas a quatro mãos de Joana Barrios e Elisabete Ferreira (brigantina considerada a melhor padeira do mundo pela União Internacional de Panificação e Pastelaria), ostras de Setúbal, leitão à Negrais do Tia Alice, de Fátima, e street food do Wonder Braz, de Mafalda Caldas, e do Ao Ataco!, de Filipa Chagas. Tudo regado a vinhos Churchill's e cocktails de Flavi Andrade, do Rossio Gastrobar. A comida é servida das 18.00 às 22.00; depois, há after party no àCapela até à 01.00. Os bilhetes custam 85€ para o festival ou 95€, se também quiser ir à after party, e incluem "todas as experiências gastronómicas bem como o serviço de bar disponível durante o evento", segundo a organização. As crianças dos oito aos 12 anos pagam 25€. Se comprar os bilhetes até 31 de Julho, ficam mais baratos (77,50€ e 85€, respectivamente, e 20€ para os miúdos).
Six on the Beach

Six on the Beach

Para assinalar o sexto aniversário, o Irmão preparou uma festa de três dias na Praia do Castelo. Inspirada num cocktail clássico, o Sex On The Beach (que estará sempre disponível ao balcão), propõe uma mistura de ritmos tropicais, electrónica, disco e samba. O cartaz musical arranca na sexta-feira com Sababa 5, Retro Cassetta e Khalil Suleman b2b Miguel Domingos. No sábado, o palco é entregue a uma actuação surpresa, seguida de Dombrance, Fatnotronic e Rui Vargas. Já o encerramento dominical, de entrada gratuita, faz-se mais cedo, com uma Roda de Samba e a actuação de Xavier Manuel. Neste fim-de-semana especial, este happy place – como os irmãos Sainte-Claire Deville gostam de lhe chamar – tem dress code. É uma invenção: “Caparicabana”, fusão do “glamour carioca” com a “alma da Costa da Caparica”, cruzando linho, crochet, brilhos, padrões coloridos e jóias douradas.
O Corte. Barrosã. Nº 1

O Corte. Barrosã. Nº 1

Para promover as raças autóctones portuguesas, Kiko Martins decidiu criar uma série de eventos especiais no seu restaurante de carne, O Talho. Com cada experiência a centrar-se numa raça diferente, com desmanche de um animal e degustação comentada de vários cortes, estes jantares vão contar com a presença de um produtor da raça em destaque. O primeiro, dedicado ao gado barrosão, terá o criador Carlos Sousa (Quinta do Souto) a explicar os seus métodos de trabalho, antes de se passar a uma desmancha didáctica de um exemplar inteiro, servindo para ilustrar o esqueleto, a musculatura e o destino culinário de cada segmento. Depois, é hora de experimentar a carne à mesa, sendo servidas partes distintas do animal, preparadas segundo diferentes técnicas, com harmonização de vinho. A iniciativa, limitada a 20 lugares, pretende consciencializar o público sobre o percurso dos alimentos.
Congresso de Cozinha

Congresso de Cozinha

Durante dois dias, o Congresso de Cozinha vai debater o papel do mar na gastronomia e a urgência do equilíbrio entre exploração e preservação marinha. Organizado pelas Edições do Gosto e pela Manja, o evento tem Marrocos como país convidado desta 21.ª edição e apresenta um programa dividido por diversos palcos, masterclasses, degustações, debates e actuações musicais. A lista de oradores junta convidados estrangeiros, como Aitor Arregi (Elkano, País Basco), Iñigo Lavado (Itzuli, País Basco) e Pepe Solla (Solla, Galiza) a dezenas de chefs nacionais, incluindo Nuno Mendes (Santa Joana), Rui Silvestre (Fifty Seconds) e Angélica Salvador (IN Diferente). Estão agendados dois jantares temáticos – um com Marlene Vieira e uma chef marroquina convidada, e outro com João Sá e Rodolfo Vilar (Projeto A.MAR). No segundo dia, acontece a final da prova que elege o melhor pastel de nata.
Vertigo Celebra Os 5 Elementos

Vertigo Celebra Os 5 Elementos

É um pop-up? É um ciclo? O Vertigo Celebra Os 5 Elementos acontece de 1 a 24 de Julho e promete quatro experiências distintas, a cargo de outros tantos chefs convidados. Cada um a interpretar um elemento da Natureza. A iniciativa arranca com a Água (1 a 3 de Julho), com Capucine (Marquise) a trazer o mar e a frescura bretã para a mesa. Segue-se a Terra (8 a 10 de Julho), com Duda, Tomas e Ira (Pequeno) a a darem protagonismo a legumes, vegetais e folhas. O Fogo (15 a 17 de Julho) é aceso por Jenisse Ferrari (Qué Leche!, de Las Palmas), servindo uma "cozinha canária com alma latina". Por fim, Nuno Gonçalves (Oficina Oito) explora o Ar (22 a 24 de Julho), cruzando o rigor do Japão com as memórias de Lisboa. O quinto elemento, que une toda a experiência, é o vinho. As harmonizações são do sommelier Leonardo Bravo, privilegiando vinhos de território, de pequenos produtores portugueses, e ainda referências francesas de intervenção mínima.
Festival Gastronómico do Solstício

Festival Gastronómico do Solstício

O Altis Belém vai abrir o Feitoria para uma festa gastronómica ao pôr-do-sol. André Cruz, o chef da casa, vai criar um menu especial com "vários chefs" convidados, resultado de uma mistura de ideias e influências. A ideia é partir da proposta do restaurante de Belém (estrela Michelin) e cruzá-la com a cozinha de cada um dos outros cozinheiros. A degustação, organizada nos eixos Horta, Mar e Fogo, decorre entre as 19.00 e as 22.00 do dia 20 de Junho, um sábado. Para acompanhar, conte com vinhos de pequenos produtores, além das opções clássicas de bar e o cocktail Paloma no terraço do Gastrobar 38°41'. O evento prolonga-se até à meia-noite, com música ao vivo a cargo do Conjunto Galante e DJ sets.
Casa do Lago: Unplugged

Casa do Lago: Unplugged

A romântica Casa do Lago by SOI, escondida nos jardins do Pestana Palace, preparou a desculpa perfeita para antecipar o feriado para o final de tarde da véspera. No dia 3 de Junho, o espaço recebe a primeira edição do Casa do Lago: Unplugged, um after work descontraído que cruza a cozinha asiática com o universo da marca de bebidas Phunk. A festa arranca às 18.00, com um DJ set de ZEF a ditar o ritmo da tarde. A entrada garante o acesso à zona exclusiva e a um cocktail, mas o grande trunfo é o "bar de baos": vai funcionar em regime livre ("open food") durante a happy hour, entre as 18.30 e as 20.30.
NOS Alive

NOS Alive

Arcade Fire, Dua Lipa and Pearl Jam lead the 16th edition of NOS Alive, returning to Passeio Marítimo de Algés on July 11, 12 and 13. Supporting acts include Smashing Pumpkins, Tyla and Sum 41, but it’s worth delving beyond the headline acts, especially as The Breeders celebrate 30 years of their classic album Last Splash. Our guide ensures you won’t miss a thing, big or small. Check out the full lineup below.  Concert Schedules July 11th NOS Stage - 6:30 PM: Nothing But Thieves - 8:00 PM: Benjamin Clementine - 9:50 PM: The Smashing Pumpkins - 12:00 AM: Arcade Fire Heineken Stage - 5:00 PM: Mazela - 5:50 PM: Unknown Mortal Orchestra - 7:15 PM: Kenya Grace - 8:40 PM: Black Pumas - 10:50 PM: Parcels - 1:30 AM: Jessie Ware - 3:00 AM: Moullinex ▲ GPU Panic WTF Clubbing - 5:00 PM: Conhecido João - 6:00 PM: Silly - 7:20 PM: Conjunto Corona - 8:50 PM: Bateu Matou - 10:10 PM: Zengxrl - 11:20 PM: Awen b2b Djeff b2b Xinobi - 1:30 AM: Me b2b Trikk - 3:00 AM: Fresko bsb Vallechi Bandstand - 5:30 PM: Inês Apenas - 6:50 PM: Tipo - 8:00 PM: João Não & Lil Noon - 9:50 PM: Ricardo Crávidá - 12:00 AM: Quant Fado Café - 5:15 PM: Francisco Moreira - 6:35 PM: Francisco Moreira - 8:05 PM: Maria Emília - 9:30 PM: Maria Emília - 11:30 PM: O Samba É 1 Só Comedy Stage - 5:00 PM: Mariana Rosária - 5:15 PM: Eduardo Marques - 5:30 PM: Pedro Sousa - 6:00 PM: Rui Xará - 7:30 PM: Carlos Vidal - 9:10 PM: Beatriz Gosta - 11:20 PM: Gilmário Vemba Portico - 3:00 PM: P'laguita - 4:15 PM: P'laguita - 5:30 PM: Tri
O Filme do Bruno Aleixo

O Filme do Bruno Aleixo

3 out of 5 stars
A estreia no cinema do sexagenário urso-cão mais famoso das Beiras é um absurdo. Embora não o completo e espertalhão absurdo por que ansiávamos. Quem estava a salivar por hora e meia de sitcom focada em conversas do quotidiano, chocarrice saloia pontuada por silêncios desconfortáveis e pequenos embustes, terá de recalibrar as expectativas. O Filme do Bruno Aleixo começa com o protagonista coimbrão (com ascendência na Bairrada e no Brasil) a revelar ter sido contactado por “um homem que tem uma empresa que faz filmes” – Luís Urbano, da O Som e a Fúria, que já tinha produzido as séries “Aleixo Psi” e “Copa Aleixo” –, que o desafiou a rodar uma biografia sua para o grande ecrã. E Aleixo convoca a grupeta do costume – Homem do Bussaco, Renato Alexandre e Busto – para o ajudar a ter uma proposta para apresentar... no último dia do prazo. O que nos é apresentado é a conversa de café que resulta daí, com a representação, por actores de carne e osso – Adriano Luz, Rogério Samora, Manuel Mozos, Gonçalo Waddington, José Raposo, João Lagarto –, das ideias que vão surgindo. Tem graça, claro. E uma das premissas da interacção entre estas personagens, a de que os diálogos são circulares e que o ponto de partida interessa pouco, é respeitada. Mas se os criadores João Moreira e Pedro Santo constroem este filme em cima do conhecimento prévio deste universo, também sentiram necessidade de se afastarem dele para garantir acção, dando demasiado espaço ao live action. Já deveriam saber que um bom
Bostofrio

Bostofrio

2 out of 5 stars
Filho de pai incógnito é uma condição que a lei portuguesa prevê, desde 1977, apenas para casos excepcionais. Mesmo assim, é uma realidade que persiste: em 2010, existiam 150 mil nessas condições, e o número de registos anuais tem aumentado. O pai de Paulo Carneiro, que aqui se estreia na realização, é um deles. E o propósito deste documentário é uma busca por respostas, por histórias e até por uma simples fotografia que o ajudem a conhecer o avô, que só é incógnito no papel – na aldeia barrosã de Bostofrio, 30 habitantes, toda a gente sabe quem foi, como foi, o que aconteceu. Carneiro (Lisboa, 1990) passou por dificuldades para fazer este filme, não em quebrar a “lei do silêncio”, como quer fazer crer, mas em ganhar a confiança daquela gente simples, intimidada pela câmara e por inquirições delicadas. Esse processo ficaria bem fora do filme. Seria igualmente vantajoso que preparasse as entrevistas, para evitar ser errático, repetitivo e disfarçar o mau jeito. Descontando redundâncias narrativas e as bucólicas paisagens transmontanas, sobra pouco. É aí, e não no plano técnico, que se sente a falta de meios: seria necessária outra dedicação para alcançar o resultado pretendido. O documentário é exibido em conjunto com a curta Cinzas e Brasas, de Manuel Mozos. Por Hugo Torres
Skin - História Proibida

Skin - História Proibida

3 out of 5 stars
Bryon Widner é um supremacista branco numa encruzilhada: depois de participar no espancamento de um jovem negro durante uma manifestação, o brutamontes, venerado entre pares, começa a duvidar do caminho da violência. Skin passa-se no Ohio, em 2009, e é baseado em factos reais. Bryon não é só uma personagem – é alguém que decidiu sair do movimento neonazi, penou para o conseguir (com a ajuda de um activista negro), agiu como denunciante para o FBI, e passou dois anos em dolorosas cirurgias para remover as tatuagens iconográficas do rosto. O filme tem pontos de contacto com a curta-metragem homónima com que o realizador Guy Nattiv, de origem israelita, ganhou um Óscar. Mas a longa demora-se no recrutamento, nas batalhas fratricidas e no romance que o mantém à tona. Nattiv optou por se aproximar do monstro para tentar compreendê-lo. Não é o mesmo retrato cru e impiedoso deste tipo de marginalidade. O que retira pujança à narrativa, mas oferece a excelente Vera Farmiga ao elenco. Por Hugo Torres
Avenida Almirante Reis em 3 andamentos

Avenida Almirante Reis em 3 andamentos

1 out of 5 stars
Lisboa tem poucas avenidas tão ricas, com gente de tantas proveniências, extractos sociais e projectos de
vida. É uma fonte virtualmente inesgotável de histórias e leituras da sua angulosa realidade, de leituras longitudinais ou trabalhos menos densos. É por isso frustrante ver Avenida Almirante Reis em 3 Andamentos esconder a sua inépcia atrás de um título pomposo e da paciente bondade com que a cinefilia classifica este tipo de projecto: “filme- ensaio”. Um ensaio pressupõe explorar uma ideia, um bem escasso por estas paragens. Recuando a Cândido dos Reis e à República, passando pelo 1.o de Maio de 1974, Renata Sancho propõe-se olhar para as mudanças em curso nesta avenida (a rodagem decorreu entre 2016 e 2018, quando os preços do imobiliário dispararam). Mas o resultado é uma sequência de planos desconexos, sem interesse nem narrativa, que parece feita só para iniciados. E sabe deus que interesse encontrarão esses por aqui. Por Hugo Torres

News (580)

Em menos de um ano, Bica do Sapato deixa de ser um restaurante

Em menos de um ano, Bica do Sapato deixa de ser um restaurante

Passaram-se 11 meses desde que a Time Out voltou a entrar no Bica do Sapato, encerrado desde 2019. Tinha acabado de ser completamente renovado. Os proprietários já não eram os que tornaram o restaurante num destino de eleição nos anos 2000 (aliás, dois deles, Manuel Reis e José Miranda, já morreram) e a obra tinha sido um daqueles berbicachos demorados criados pela pandemia. Mas 11 meses foi quanto bastou para voltar a fechar. A contabilidade formal é ainda mais dolorosa: no final do Verão do ano passado, o espaço estava em soft opening. A reabertura oficial só aconteceu no final de Dezembro. Fecha, portanto, passados uns meros sete meses. O projecto não é completamente abandonado, mas muda na sua essência. “Passámos a ser uma venue dedicada 100% a eventos”, sintetiza-se num breve comunicado divulgado ao final da tarde desta segunda-feira.  “A mesma morada. Uma nova forma de a viver.” É assim que os sócios Celso Assunção e Francisco Lacerda anunciam a mudança. “A Bica do Sapato deixou de funcionar como restaurante e passou a receber eventos em exclusivo. Jantares, apresentações, casamentos, encontros de equipa, conferências e celebrações: agora, a casa inteira pode mudar consigo”, lê-se na mesma nota. Para Agosto, já não se aceitam reservas.  Com um mobiliário gizado pelo designer Marco Sousa Santos e pormenores da decoração dos arquitectos Manuel Aires Mateus e Inês Cottinelli (que contribuiu com cadeiras de assinatura do pai, Daciano da Costa), o novo Bica do Sapato abriu c
Quais foram os melhores concertos do Nos Alive 2026? Escolhemos seis

Quais foram os melhores concertos do Nos Alive 2026? Escolhemos seis

O Nos Alive chegou ao fim no sábado, depois de três dias em que passaram mais de 120 artistas, bandas e autores pelo Passeio Marítimo de Algés (autores porque o festival estreou um novo palco, dedicado à literatura). É virtualmente impossível acompanhar tudo. Ainda assim, fizemos um esforço para ir ao máximo de espectáculos possível. Entre tudo o que vimos, escolhemos os seis melhores (curiosamente, dois de cada dia, mas é um acaso, não foi deliberado). Outras pessoas fariam com certeza outra escolha. E não faltará gente com opiniões entre todas as 160 mil pessoas que, segundo a promotora, a Everything Is New, passaram pelo recinto (48 mil na quinta-feira, 56 mil na sexta e mais 56 mil no sábado, estes últimos com lotação esgotada). Está tudo bem. Para o ano há mais – a 19.ª edição está marcada para 8, 9 e 10 de Julho de 2027. Cá estaremos para discordar outra vez. Nick Cave & The Bad Seeds A edição de 2026 ficou marcada pela força magnética de Nick Cave, que assinou um dos melhores concertos da história do festival. Apoiado por um coro, o músico australiano fez das tripas coração em cima de palco e o público seguiu-o como traças atrás da luz. Entre a intensidade pós-punk de “From Her To Eternity”, a catarse de “Jubilee Street” e o silêncio arrepiante arrancado a capella em “Joy”, Cave apresentou mais um grande espectáculo em Portugal numa comunhão visceral que terminou em grande, com o cantor sozinho ao piano, a interpretar a belíssima “Into My Arms”. HG A Perfect Circle Um
É bom recomeçar, Buraka Som Sistema! Nos Alive acaba em festa

É bom recomeçar, Buraka Som Sistema! Nos Alive acaba em festa

Buraka! Buraka! Buraka! Quando terminam “Hangover (BaBaBa)”, Conductor, Blaya, Kalaf, Branko e Riot param e ficam só a admirar a multidão. É um momento prévia e devidamente coreografado por muitos músicos em concertos de grande dimensão. Neste sábado à noite, no encerramento do palco principal do Nos Alive, até pode ter sido, mas a ligação entre banda e público foi real. Os Buraka Som Sistema estavam de volta, dez anos depois de terem fechado actividade muito perto do Passeio Marítimo de Algés – nos jardins da Torre de Belém, em 2016. Lá em cima, interioriza-se o momento. Cá em baixo, grita-se. Bonito, embora a plateia devesse ter aproveitado para respirar, como fez a banda. É que estes breves segundos seriam o único descanso na cerca de uma hora e quinze seguinte. A partir daí, pegou fogo. “Stoopid”, “(We Stay) Up All Night”, “Parede”. Quem pode e sabe leva o rabo ao chão, quem trouxe companhia encosta na parede, o resto põe-se a jeito. “Sentimos saudades disto”, diz Kalaf, que antes já havia feito as devidas apresentações. “Para quem não nos conhece, somos os Buraka Som Sistema. Quem conhece já sabe como é: ninguém fica parado.” Nem é preciso pedir. Quando entra em cena Petty, vinda de Luanda de propósito para a festa, é altura de um dos mais aguardados momentos da noite: “Yah!”, provavelmente o primeiro responsável por estarmos aqui hoje e por o kuduro ter feito vida internacional nas últimas décadas. Editado em 2006, o single continua fresquíssimo e a mexer com o core do
Numa grande noite de mulheres no Nos Alive, os Foo Fighters foram épicos

Numa grande noite de mulheres no Nos Alive, os Foo Fighters foram épicos

Nas sábias palavras de Renato Alexandre, parceiro de conversas de Bruno Aleixo, teria sido bué simbólico que os Foo Fighters não tivessem tocado esta sexta-feira à noite no Passeio Marítimo de Algés. Façamo-nos entender: Dave Grohl e companhia deram um concertaço, de mais de duas horas e meia, tocaram todos os êxitos, mais um tema de Nirvana (“Marigold”, lado b de “Heart-Shaped Box”) e levaram-nos até por uma pequena viagem musical às bandas anteriores de todos os elementos, incluindo o recém-chegado baterista Ilan Rubin, que foi indubitavelmente uma das estrelas da noite. Façamo-nos entender mais um bocadinho: a esmagadora maioria das dezenas de milhares de pessoas que esgotaram este segundo dia do Nos Alive compraram bilhete para os ver, rever, amar – e assim foi. Acontece que até os Foo Fighters entrarem em cena, nove anos depois da última visita a Portugal, neste mesmo festival, neste mesmo palco, até então estávamos a ter uma noite peculiar. Uma noite feita quase integralmente de mulheres, o que num cartaz de música de guitarras está muito longe de ser a norma. Elas costumam ser a excepção, aqui eram a regra. Todas demolidoras, com performances extraordinárias uma atrás da outra. Desilusões não contabilizámos nenhuma, zero, nada de nada. Bem pelo contrário. Se à chegada ao recinto, levávamos de casa e do nosso arquivo de memórias boas impressões – de Skunk Anansie, de Wolf Alice, de Jehnny Beth, de The Warning –, elas foram todas reforçadas. Ainda agora somos aquele meme
Iron Maiden e a táctica para a vitória no Estádio da Luz: solidez e intensidade

Iron Maiden e a táctica para a vitória no Estádio da Luz: solidez e intensidade

O ambiente à volta do Estádio da Luz era quase de dia de jogo. Com algumas roulotes (não muitas) tanto no Alto dos Moinhos como junto ao Colombo, a multidão vestida a rigor, de camisolas negras inconfundíveis, começou a ocupar as imediações do recinto logo à hora de almoço e por ali foi ficando e engrossando fileiras até ao final da tarde, hora da abertura de portas para a catedral benfiquista. Mas quem ali estava não era adepto de futebol – ou, pelo menos, não era nessa condição que se apresentava. O motivo da romaria eram os Iron Maiden, banda seminal da New Wave of British Heavy Metal, que traziam a Lisboa a digressão dos 50 anos de carreira e que acabariam por demonstrar, pela enésima vez, que estão vivíssimos, sem queda para despedidas e que ainda se divertem a tocar ao vivo. Ao entrar e ao descer as bancadas em direcção à zona do relvado, a imagem que se espraia diante de nós suga-nos imediatamente para um lugar de alegria e camaradagem, um lugar onde o vizinho não vai deixar de nos dizer que o estamos a pisar – olha aí, pá, cuidado – para depois nos abrir passagem com um palmadinha nas costas e sorriso aberto; um lugar onde o vizinho vem meter conversa só para reconhecer que os amigos nos estão a passar à frente na fila para o bar, para depois verter no nosso copo um terço da sua cerveja acabada de tirar e pagar, para aguentarmos a espera mais fresquinhos. E isto é reportagem na primeira pessoa (cumprimentos para o companheiro de Alvalade do Sado). Um público cheio de
Com o fiasco Megadeth a pesar sobre o Evil Live, Marilyn Manson foi “dope”

Com o fiasco Megadeth a pesar sobre o Evil Live, Marilyn Manson foi “dope”

Conhecido por Marilyn Manson, a figura bizarra que construiu para a sua persona artística, Brian Warner está habituado a ser cancelado. Há cerca de 30 anos, quando ser cancelado ainda não se chamava assim e não era o tribunal popular da internet a decidir a sentença, que o músico se vê assim. Na altura, era a sociedade preocupada, os pais incrédulos com os heróis da juventude (curiosamente, hoje são as gerações mais velhas que não entendem que tudo seja passível de se tornar problemático). Warner era o anti-Cristo, um demónio, o responsável moral pelo massacre de Columbine (ele e os videojogos, nunca o fácil acesso a armas e uma cultura bélica inoculada na americanada desde o berço). Era até o protagonista de um mito urbano que envolvia cirurgias de remoção de costelas e auto-suficiência sexual. No entanto, o primeiro caso sério a envolvê-lo realmente não gerou a onda de indignação de outros tempos. Aconteceu em 2021, quando se viu a braços com acusações de violência e abuso pela actriz Evan Rachel Wood, com quem tinha mantido um relacionamento de alguns meses dez anos antes, e por outras mulheres. Os tribunais arquivaram a investigação, por falta de provas concludentes. Warner aceitou pagar centenas de milhares de dólares em custas judiciais e o caso foi encerrado. Sendo certo que culpa e absolvição não são conceitos auto-excludentes, o que parece inquestionável é que Warner não é flor que se cheire. Nisso é fácil de acreditar. Mas o lastro de décadas com meio mundo a olhá-l
Em Julho, é servido um “banquete” de street food no Addiction

Em Julho, é servido um “banquete” de street food no Addiction

O Addiction vai celebrar o segundo aniversário durante todo o mês de Julho. A partir desta quarta, dia 1, e até dia 31, o restaurante tem disponível um menu especialmente pensado para a ocasião. Chama-se Banquete e é apresentado como um “menu de degustação de street food”, com os best-sellers da casa e influências gastronómicas de várias partes do mundo. Ao todo são oito pratos, uma sobremesa e dois cocktails. Custa 45€. O Banquete é individual e divide-se em pratos frios e pratos quentes. Quatro de cada. Os primeiros são ostras de Setúbal refrescadas com sorbet de manga e malagueta, finalizadas com um véu cítrico de lima; rolos frescos de arroz com vegetais crocantes, melancia infusionada em dashi, creme de miso, compota de malagueta, zest de limão e amendoim caramelizado; ceviche de robalo e camarão, envolvido em leite de tigre cítrico com toque de coco, ervas aromáticas, gel de manga, malagueta e chips de banana-pão caseiras; e croquete cremoso de espinafres, cheddar fundido, quinoa crocante e malagueta envolvente. Para os quentes, conte com uma gyoza de lagosta envolvida em manteiga de ervas, dashi de kombu, tobiko preto e la-yu; um lobster roll em manteiga de ervas, molho de kimchi e tobiko preto em brioche dourado; uma espetada de coração de galinha, escabeche de jalapeño e farofa panko com bacon; e uma mini bola de Berlim salgada recheada com pulled pork, coleslaw fresco e cebola caramelizada. As porções são menores do que o habitual, na carta normal, mas a sequência é
Cyndi Lauper e mais sete: os melhores concertos do Rock in Rio Lisboa 2026

Cyndi Lauper e mais sete: os melhores concertos do Rock in Rio Lisboa 2026

O Parque Papa Francisco ainda se chamava Parque Tejo quando o Rock in Rio Lisboa se mudou para lá, em 2024, deixando para trás décadas de história no Parque da Bela Vista. A primeira edição na nova localização foi conturbada: os acessos, os transportes, as filas para tudo dentro do recinto, a sensação permanente de aperto e desconforto… Desta vez foi diferente. É certo que no primeiro fim-de-semana, a 20 e 21 de Junho, com Katy Perry e Linkin Park como cabeças-de-cartaz e cerca de 100 mil pessoas em cada um dos dias, o tamanho da multidão exigiu cuidado e paciência a transitar de um palco para o outro, mas no segundo fim-de-semana, 27 e 28 de Junho, com cerca de 130 mil pessoas no conjunto dos dois dias, o recinto tornou-se muito mais confortável. Aplaudem-se os muitos pontos de água gratuita por todo o parque, a qualidade das casas-de-banho, a limpeza no geral e, talvez mais relevante para um festival, o novo posicionamento de estruturas e palcos. O que falta? Sombras. O que mais? Sombras. Já dissemos sombras? O Rock in Rio Lisboa anunciou ao início da tarde deste domingo, o quarto e último do festival, as datas para a próxima edição: 17, 18, 24 e 25 de Junho de 2028. Se se plantarem umas árvores agora, dentro de dois anos talvez tenham um tamanhozito que se veja. Mas há mais a melhorar, desde logo a qualidade do som do Palco Mundo – por vezes sofrível. Outras têm mais a ver com sensibilidade e sentido de oportunidade. O espectáculo de fogo-de-artifício, a existir, não pode
Rock in Rio Lisboa: Linda Perry e Cyndi Lauper são para sempre

Rock in Rio Lisboa: Linda Perry e Cyndi Lauper são para sempre

Ao início da tarde deste sábado, 27 de Junho, terceiro dia de Rock in Rio Lisboa, tínhamos dois títulos para este artigos: “4 Non Blondes vão viver para sempre” e “Linda Perry, uma deusa do rock mais sedutora do que nunca”. O primeiro era uma referência directa a “Live Forever”, um dos novos temas que a banda, que se reuniu no ano passado para dar concertos e – excitação absoluta – gravar o sucessor de Bigger, Better, Faster, More! (1992). O segundo vem de, um, termos olhos na cara e, dois, de um gracejo meteorológico da própria Perry a meio do concerto: “Are you guys hot? Are we hotter?” A resposta foi sim à primeira pergunta e SIM à segunda. A resposta colectiva. Estamos juntos, Rock in Rio. O problema destes títulos é que ainda íamos no início e o festival, com um cartaz de sexagenários, septuagenários e um cabeça-de-cartaz octogenário, ainda tinha muitas e boas surpresas reservadas para nós até ao fim da noite. O que, à partida, poderia parecer um dia ameno no Parque Papa Francisco tornou-se memorável graças aos concertos de primeira linha que teve para nos oferecer. E 4 Non Blondes foi a melhor maneira possível de o começar. Com um alinhamento maioritariamente composto por canções inéditas (algumas novas, algumas com certeza material antigo que ficou pendurado com o fim do grupo, em 1994), a reacção expectante do público dá mesmo a sensação de estarmos perante uma banda de abertura. Mas uma banda de abertura de luxo, capaz de deixar em êxtase. Toda a gente estava à esper
Rock in Rio Lisboa, dia 2, dia do rock: “Isto é ganda som, boy”

Rock in Rio Lisboa, dia 2, dia do rock: “Isto é ganda som, boy”

Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um… O último concerto de Linkin Park em Portugal tinha sido em 2014, no Rock in Rio versão Parque da Bela Vista. A espera não acabou. No regresso ao festival como cabeça-de-cartaz do habitual dia dedicado ao rock, a banda californiana é a única a começar fora de horas, para deixar as cerca de 90 mil pessoas que esgotaram o Parque Tejo desaguarem por completo diante do palco principal, gerações cruzadas, como é bom de ver, enquanto um relógio nos ecrãs gigantes faz a contagem decrescente. Uma multidão de fãs pronta para um esconjuro colectivo, para fazer o luto de Chester Bennington, que morreu em 2017, ali, olhos nos olhos, verter umas lágrimas talvez, e aceitar por fim que a vida segue. Mas não foi bem assim – e ainda teremos muito que aguardar. Tal como há mais de uma década, os Linkin Park dividiram o espectáculo em actos. Resultado? Intervalos desesperadamente longos e anti-climáticos entre canções. Estas, por sua vez, raramente levantaram voo. A expectativa era mesmo essa: que voassem, que fossem a catarse confessional que os Linkin Park têm inscrito no seu ADN e que os tornou uma das bandas inultrapassáveis do nu metal. Emily Armstrong não servirá de bode expiatório. Toda a banda estava em modo cumprimento de contrato e de marcas de adesivo no palco. E no entanto a performance da vocalista que tomou o lugar de Chester não ajudou. “Crawling” é a primeira prova de que Emily está desconfortável a interpretar os temas
O irmão mais novo do estrelado Grenache é um bistrô e mora nos Anjos

O irmão mais novo do estrelado Grenache é um bistrô e mora nos Anjos

Um encontro entre portugueses e franceses durante um grande torneio internacional de futebol tem tudo para se tornar tenso. Felizmente, este aconteceu antes de o Mundial arrancar e ainda não se vislumbra qualquer confronto entre as duas equipas. Felizmente vezes dois, o francês em causa, Philippe Gelfi, tem muitos argumentos que não os da bola para nos manter caladinhos e ordeiros. Estamos à mesa do Grenache The Bistro, nos Anjos, a experimentar alguns pratos deste novo projecto do chef, bem mais acessível do que o Grenache original (restaurante com uma estrela Michelin junto ao Castelo) e estamos caladinhos, antes de mais nada, por uma questão de educação: não se fala de boca cheia. E depois, porque a comer somos uns verdadeiros campeões – que disso não haja dúvida. A selecção que temos diante de nós é forte. Com técnicas e receituário tradicional francês sobre produto português (como um Raphael Guerreiro, um Adrien Silva, um Robert Pirès), embora sem desperdiçar o treino e a criatividade do chef (como um Griezmann, talvez), começámos por um vencedor absoluto: o risotto verde, com ricota de limão e avelã (16€). Um prato de conforto, aveludado, saboroso, com o queijo e os pedaços de fruto seco a acrescentar textura à cremosidade do arroz. Vale, só por si, uma visita ao Grenache The Bistro, que abriu no final de Abril na Angelina Vidal, no início da subida para Sapadores, num espaço onde durante muito, muito tempo, funcionou A Tabanca, tasca portuguesa que fez a transição para
Alfama “devolve o sonho e a tradição” ao bairro e vence as Marchas Populares

Alfama “devolve o sonho e a tradição” ao bairro e vence as Marchas Populares

Oito anos depois, a Marcha de Alfama volta a vencer o concurso das Marchas Populares de Lisboa. Desta feita, com o tema “Os santos devem estar loucos”, um enredo que pôs frente-a-frente o legado histórico da zona e as profundas transformações actuais do bairro. Na Avenida da Liberdade, os marchantes prometeram – a cantar – combater a perda de “chama” de Alfama e assumiram a missão de devolver ao bairro o “sonho e a tradição”. A decisão do júri foi conhecida nas primeiras horas de sábado, finda a habitual descida da principal artéria lisboeta na noite de Santo António. Este ano, as Marchas mobilizaram cerca de dois mil participantes directos – entre padrinhos, marchantes e equipas de ensaio – e atraiu “milhares de espectadores”, segundo a organização, a Egeac/ Lisboa Cultura. Na corrida ao título, Alcântara, que procurava manter o bom histórico recente, assegurou a prata, enquanto a Madragoa fechou o pódio no terceiro lugar. Pelo asfalto desfilaram enredos muito diversos, com homenagens visuais e sonoras à calçada portuguesa, à mítica lenda de Ulisses e Ophiussa, à figura dos cauteleiros e ao típico beijinho português. Ainda assim, a noite pertenceu inequivocamente a Alfama, que, além da consagração geral (o que conseguiu pela 22.ª vez), conquistou grande parte das distinções especiais. O bairro arrecadou o prémio de Melhor Desfile na Avenida, Melhor Composição Original (com a música que dava o mote à marcha), Melhor Coreografia (partilhada com a Madragoa), Melhor Musicalidade