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‘Obi-Wan Kenobi’, ‘Stranger Things’ e mais 11 séries para ver em Maio

‘Obi-Wan Kenobi’, ‘Stranger Things’ e mais 11 séries para ver em Maio

Universos, galáxias, mundos invertidos. O mês de Maio, no streaming e na televisão por cabo, é rico em realidades alternativas, seja ficção científica ou fantasia. Mas não só. O tempo dobra-se sobre si próprio e às tantas vamos estar ora em trajes pouco práticos do século XIX à procura de figuras mitológicas (The Essex Serpent), ora em descargas de nostalgia (sobretudo graças ao muito aguardado regresso de Stranger Things). Este leque de séries para ver em Maio dá ainda resposta a quem prefere uma dieta televisiva mais dada à verossimilhança: seja com o inevitável true crime (The Staircase), seja com espiões no Médio Oriente (Teerão). Há mais, incluindo a primeira série do cineasta espanhol Alejandro Amenábar (La Fortuna). Vejamos uma a uma. Recomendado: Onze minisséries da Netflix que vale a pena ver

‘Obi-Wan Kenobi’, ‘Stranger Things’ e mais 11 séries para ver em Maio

‘Obi-Wan Kenobi’, ‘Stranger Things’ e mais 11 séries para ver em Maio

Universos, galáxias, mundos invertidos. O mês de Maio, no streaming e na televisão por cabo, é rico em realidades alternativas, seja ficção científica ou fantasia. Mas não só. O tempo dobra-se sobre si próprio e às tantas vamos estar ora em trajes pouco práticos do século XIX à procura de figuras mitológicas (The Essex Serpent), ora em descargas de nostalgia (sobretudo graças ao muito aguardado regresso de Stranger Things). Este leque de séries para ver em Maio dá ainda resposta a quem prefere uma dieta televisiva mais dada à verossimilhança: seja com o inevitável true crime (The Staircase), seja com espiões no Médio Oriente (Teerão). Há mais, incluindo a primeira série do cineasta espanhol Alejandro Amenábar (La Fortuna). Vejamos uma a uma. Recomendado: Onze minisséries da Netflix que vale a pena ver

De ‘Kardashians’ a ‘Shining Girls’, 12 séries para ver em Abril

De ‘Kardashians’ a ‘Shining Girls’, 12 séries para ver em Abril

Na ressaca dos Óscares, e da vitória da Apple sobre a superfavorita Netflix, o calendário televisivo mensal começa e acaba, curiosamente, com esse underdog multimilionário que estamos mais habituados a associar a hardware informático do que a séries e filmes. Mas o alerta aí está, feito em directo a partir de Hollywood e tudo, para depois não podermos dizer que fomos apanhados de surpresa. É portanto na Apple TV+ que arranca esta lista de séries obrigatórias para ver em Abril, e é aí que terminará, cerca de quatro semanas mais tarde, fechando a victory lap da empresa de Cupertino. De Slow Horses, com Gary Oldman, a Shining Girls, com Elisabeth Moss. Pelo meio, não faltam boas propostas dos suspeitos do costume no streaming, com regressos há muito esperados – na Netflix, na HBO Max, na Disney+ e na Amazon Prime Video. Relacionado: As melhores séries do momento

‘Peacemaker’, ‘Obi-Wan Kenobi’ e mais 13 séries para ver em Março

‘Peacemaker’, ‘Obi-Wan Kenobi’ e mais 13 séries para ver em Março

Este é o mês em que a HBO Max chega finalmente a Portugal, e vem logo com uma das séries mais badaladas dos últimos meses: Peacemaker, extraído de O Esquadrão Suicida de James Gunn. Logo no dia de estreia, 8 de Março, o renovado serviço de streaming traz mais duas produções de peso – Winning Time: The Rise of the Lakers Dynasty e Our Flag Means Death, cujo nome de código é a-série-de-piratas-de-Taika-Waititi. Na concorrência, a Disney+ continua a exploração da galáxia Star Wars e do universo Marvel, com Obi-Wan Kenobi e Moon Knight, respectivamente. Netflix, Amazon Prime Video e Apple TV+ também têm bons trunfos na manga. E, nas produções nacionais, a Opto traz-nos a história da “Viúva Negra” portuguesa. Há mais, muito mais, mas estas são as 15 séries essenciais para ver em Março. Recomendado: As melhores séries do momento

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Longe vão os tempos em que a ficção na televisão nacional se resumia às telenovelas. Nos últimos anos, a produção de séries cresceu e provou que o formato pode funcionar. A RTP tem sido a grande impulsionadora, investindo, promovendo co-produções internacionais e aliando-se até às maiores plataformas de streaming. O ano de 2021 ficou, aliás, marcado pela estreia de Glória, o primeiro “original” português da Netflix, que entretanto adquiriu os direitos de Até Que a Vida Nos Separe, para a estrear em todo o mundo. A HBO e a Amazon também estão em campo, mas não temos estado à espera dos estrangeiros. Por vezes, basta uma boa ideia para nos colar à televisão, como em Último a Sair ou Odisseia. Ou uma equipa inatacável de criativos e intérpretes, como em Sara. Noutras, é a nostalgia que nos deixa pelo beicinho, seja a vintage Duarte e Companhia ou as ficções de época Conta-me Como Foi e 1986. E o jovem serviço de streaming da SIC, a OPTO, também já nos captou a atenção. Há muitas e boas séries portuguesas para ver. Estas 13 não deve deixar escapar. Recomendado: As melhores séries do momento

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Treze séries portuguesas de fazer inveja aos estrangeiros

Longe vão os tempos em que a ficção na televisão nacional se resumia às telenovelas. Nos últimos anos, a produção de séries cresceu e provou que o formato pode funcionar. A RTP tem sido a grande impulsionadora, investindo, promovendo co-produções internacionais e aliando-se até às maiores plataformas de streaming. O ano de 2021 ficou, aliás, marcado pela estreia de Glória, o primeiro “original” português da Netflix, que entretanto adquiriu os direitos de Até Que a Vida Nos Separe, para a estrear em todo o mundo. A HBO e a Amazon também estão em campo, mas não temos estado à espera dos estrangeiros. Por vezes, basta uma boa ideia para nos colar à televisão, como em Último a Sair ou Odisseia. Ou uma equipa inatacável de criativos e intérpretes, como em Sara. Noutras, é a nostalgia que nos deixa pelo beicinho, seja a vintage Duarte e Companhia ou as ficções de época Conta-me Como Foi e 1986. E o jovem serviço de streaming da SIC, a OPTO, também já nos captou a atenção. Há muitas e boas séries portuguesas para ver. Estas 13 não deve deixar escapar. Recomendado: 25 filmes portugueses obrigatórios

‘Pam & Tommy’, ‘Futre’ e mais 11 séries a não perder em Fevereiro

‘Pam & Tommy’, ‘Futre’ e mais 11 séries a não perder em Fevereiro

Os anos 1990 estão fortes este mês. Seja com o revival da sitcom Doido por Ti, duas décadas depois; seja com a história de amor – e devassa da vida privada – de Pamela Anderson e Tommy Lee; seja com a série documental sobre Paulo Futre; ou seja ainda com mais um temporada de Midsomer Murders (a 22.ª!). São várias as propostas para viajar no tempo. Se preferir viagens no Espaço, regressam Raised By Wolves, Space Force e Resident Alien. Ou pode submergir no Atlântico com a primeira produção luso-espanhola para a Amazon Prime Video, Operação Maré Negra. Ficar parado, sem nada de novo para ver, é que não é opção. Estas são as 13 séries de televisão a não perder em Fevereiro. Recomendado: As séries do momento que estão a colar-nos à televisão

As séries novas da Netflix de que anda à procura

As séries novas da Netflix de que anda à procura

A Netflix é a terra da abundância no que toca ao streaming. Todas as semanas se estreiam mais e mais séries e filmes. É difícil, senão impossível, acompanhar o ritmo. Como escolher o que ver a seguir quando há tantas e tão variadas opções? Aqui concentramos a nossa atenção nas séries (a selecção de filmes está ali ao lado). Nem sequer é em todas séries: aqui olhamos para as novidades. Nada de novas temporadas, reposições, fundo de catálogo, nada disso. Esta é a lista das séries novas da Netflix que valem a pena ver. Recomendado: As séries originais Netflix que tem de ver

As séries do momento que estão a colar-nos à televisão

As séries do momento que estão a colar-nos à televisão

A evolução da espécie humana há muito entrou numa nova fase, tendo transformado o homo sapiens sapiens em seres devoradores de séries de televisão. O meio ambiente é propício: é Netflix para ali, HBO para acolá, Disney+, Amazon Prime Video, Apple TV+, Filmin, RTP Play, OPTO e tudo o que são canais em sinal aberto e por cabo. Todos os dias há novidades, todos os dias alguém nos recomenda uma série nova que temos mesmo de ver, e nós – bom, nós vamos tentando acompanhar. As plataformas são globais (ou nacionais), mas a experiência pode ser muito solitária e espartilhada. Há, no entanto, produções que, por um motivo ou outro, voltam a reunir-nos à volta de uma fogueira comum, que nos congregam à volta das mesmas histórias e nos devolvem o sentimento de partilha. São as séries de que toda a gente anda a falar ao mesmo tempo, pelo menos durante um período. São as séries do momento. Ei-las. Recomendado: As melhores séries de 2021

As séries do momento que estão a colar-nos à televisão

As séries do momento que estão a colar-nos à televisão

A evolução da espécie humana há muito entrou numa nova fase, tendo transformado o homo sapiens sapiens em seres devoradores de séries de televisão. O meio ambiente é propício: é Netflix para ali, HBO para acolá, Disney+, Amazon Prime Video, Apple TV+, Filmin, RTP Play, OPTO e tudo o que são canais em sinal aberto e por cabo. Todos os dias há novidades, todos os dias alguém nos recomenda uma série nova que temos mesmo de ver, e nós – bom, nós vamos tentando acompanhar. As plataformas são globais (ou nacionais), mas a experiência pode ser muito solitária e espartilhada. Há, no entanto, produções que, por um motivo ou outro, voltam a reunir-nos à volta de uma fogueira comum, que nos congregam à volta das mesmas histórias e nos devolvem o sentimento de partilha. São as séries de que toda a gente anda a falar ao mesmo tempo, pelo menos durante um período. São as séries do momento. Ei-las. Recomendado: As melhores séries de 2021

As 21 melhores séries de 2021

As 21 melhores séries de 2021

Reino Unido, França, Bélgica, Itália, Portugal, Noruega, EUA, Índia, Coreia do Sul e uns pozinhos vindos da Nova Zelândia (que deram nova vida aos Beatles). As melhores séries de televisão de 2021 provêm de diversas latitudes e falam-se em múltiplas línguas e sotaques. São boas notícias. A lista inclui 21 títulos, a maioria novidades. O streaming está em força, embora nem só de gigantes internacionais se façam estas contas. Plataformas como a Filmin e a RTP Play merecem que olhemos mais para os seus catálogos, tendo este ano conquistado mais entradas nas nossas preferências do que a Amazon Prime Video ou Apple TV+. No topo, a contenda continua a ser entre a Netflix e a HBO, com a Disney+ à espreita. Mas, tal como em 2020, é a Netflix quem reclama o primeiro lugar. Ainda por cima, com uma proposta que nos apanhou de surpresa. Recomendado: Os melhores filmes de 2021

As 21 melhores séries de 2021

As 21 melhores séries de 2021

Reino Unido, França, Bélgica, Itália, Portugal, Noruega, EUA, Índia, Coreia do Sul e uns pozinhos vindos da Nova Zelândia (que deram nova vida aos Beatles). As melhores séries de televisão de 2021 provêm de diversas latitudes e falam-se em múltiplas línguas e sotaques. São boas notícias. A lista inclui 21 títulos, a maioria novidades. O streaming está em força, embora nem só de gigantes internacionais se façam estas contas. Plataformas como a Filmin e a RTP Play merecem que olhemos mais para os seus catálogos, tendo este ano conquistado mais entradas nas nossas preferências do que a Amazon Prime Video ou Apple TV+. No topo, a contenda continua a ser entre a Netflix e a HBO, com a Disney+ à espreita. Mas, tal como em 2020, é a Netflix quem reclama o primeiro lugar. Ainda por cima, com uma proposta que nos apanhou de surpresa. Recomendado: As melhores séries portuguesas de 2021

Listings and reviews (17)

O Filme do Bruno Aleixo

O Filme do Bruno Aleixo

3 out of 5 stars

A estreia no cinema do sexagenário urso-cão mais famoso das Beiras é um absurdo. Embora não o completo e espertalhão absurdo por que ansiávamos. Quem estava a salivar por hora e meia de sitcom focada em conversas do quotidiano, chocarrice saloia pontuada por silêncios desconfortáveis e pequenos embustes, terá de recalibrar as expectativas. O Filme do Bruno Aleixo começa com o protagonista coimbrão (com ascendência na Bairrada e no Brasil) a revelar ter sido contactado por “um homem que tem uma empresa que faz filmes” – Luís Urbano, da O Som e a Fúria, que já tinha produzido as séries “Aleixo Psi” e “Copa Aleixo” –, que o desafiou a rodar uma biografia sua para o grande ecrã. E Aleixo convoca a grupeta do costume – Homem do Bussaco, Renato Alexandre e Busto – para o ajudar a ter uma proposta para apresentar... no último dia do prazo. O que nos é apresentado é a conversa de café que resulta daí, com a representação, por actores de carne e osso – Adriano Luz, Rogério Samora, Manuel Mozos, Gonçalo Waddington, José Raposo, João Lagarto –, das ideias que vão surgindo. Tem graça, claro. E uma das premissas da interacção entre estas personagens, a de que os diálogos são circulares e que o ponto de partida interessa pouco, é respeitada. Mas se os criadores João Moreira e Pedro Santo constroem este filme em cima do conhecimento prévio deste universo, também sentiram necessidade de se afastarem dele para garantir acção, dando demasiado espaço ao live action. Já deveriam saber que um bom

Bostofrio

Bostofrio

2 out of 5 stars

Filho de pai incógnito é uma condição que a lei portuguesa prevê, desde 1977, apenas para casos excepcionais. Mesmo assim, é uma realidade que persiste: em 2010, existiam 150 mil nessas condições, e o número de registos anuais tem aumentado. O pai de Paulo Carneiro, que aqui se estreia na realização, é um deles. E o propósito deste documentário é uma busca por respostas, por histórias e até por uma simples fotografia que o ajudem a conhecer o avô, que só é incógnito no papel – na aldeia barrosã de Bostofrio, 30 habitantes, toda a gente sabe quem foi, como foi, o que aconteceu. Carneiro (Lisboa, 1990) passou por dificuldades para fazer este filme, não em quebrar a “lei do silêncio”, como quer fazer crer, mas em ganhar a confiança daquela gente simples, intimidada pela câmara e por inquirições delicadas. Esse processo ficaria bem fora do filme. Seria igualmente vantajoso que preparasse as entrevistas, para evitar ser errático, repetitivo e disfarçar o mau jeito. Descontando redundâncias narrativas e as bucólicas paisagens transmontanas, sobra pouco. É aí, e não no plano técnico, que se sente a falta de meios: seria necessária outra dedicação para alcançar o resultado pretendido. O documentário é exibido em conjunto com a curta Cinzas e Brasas, de Manuel Mozos. Por Hugo Torres

Skin - História Proibida

Skin - História Proibida

3 out of 5 stars

Bryon Widner é um supremacista branco numa encruzilhada: depois de participar no espancamento de um jovem negro durante uma manifestação, o brutamontes, venerado entre pares, começa a duvidar do caminho da violência. Skin passa-se no Ohio, em 2009, e é baseado em factos reais. Bryon não é só uma personagem – é alguém que decidiu sair do movimento neonazi, penou para o conseguir (com a ajuda de um activista negro), agiu como denunciante para o FBI, e passou dois anos em dolorosas cirurgias para remover as tatuagens iconográficas do rosto. O filme tem pontos de contacto com a curta-metragem homónima com que o realizador Guy Nattiv, de origem israelita, ganhou um Óscar. Mas a longa demora-se no recrutamento, nas batalhas fratricidas e no romance que o mantém à tona. Nattiv optou por se aproximar do monstro para tentar compreendê-lo. Não é o mesmo retrato cru e impiedoso deste tipo de marginalidade. O que retira pujança à narrativa, mas oferece a excelente Vera Farmiga ao elenco. Por Hugo Torres

Avenida Almirante Reis em 3 andamentos

Avenida Almirante Reis em 3 andamentos

1 out of 5 stars

Lisboa tem poucas avenidas tão ricas, com gente de tantas proveniências, extractos sociais e projectos de
vida. É uma fonte virtualmente inesgotável de histórias e leituras da sua angulosa realidade, de leituras longitudinais ou trabalhos menos densos. É por isso frustrante ver Avenida Almirante Reis em 3 Andamentos esconder a sua inépcia atrás de um título pomposo e da paciente bondade com que a cinefilia classifica este tipo de projecto: “filme- ensaio”. Um ensaio pressupõe explorar uma ideia, um bem escasso por estas paragens. Recuando a Cândido dos Reis e à República, passando pelo 1.o de Maio de 1974, Renata Sancho propõe-se olhar para as mudanças em curso nesta avenida (a rodagem decorreu entre 2016 e 2018, quando os preços do imobiliário dispararam). Mas o resultado é uma sequência de planos desconexos, sem interesse nem narrativa, que parece feita só para iniciados. E sabe deus que interesse encontrarão esses por aqui. Por Hugo Torres

Santiago, Italia

Santiago, Italia

3 out of 5 stars

As “geringonças” sinistras não são uma originalidade portuguesa. Em 1970, Salvador Allende congregou quase toda a esquerda chilena na candidatura presidencial que o levou ao poder, com o apoio essencial dos democratas-cristãos. Socialistas, sociais-democratas, comunistas e outros marxistas tomaram La Moneda pela via democrática, um feito extraordinário em tempo de golpes e revoluções, e em plena Guerra Fria, que gerou entusiasmo no país e
 um alarmismo despeitado em Washington. Entendendo que era preciso impedir que a experiência fizesse escola, o nefasto Richard Nixon pôs a CIA em campo para precipitar a queda do governo, o que acabou por acontecer de forma trágica a 11 de Setembro de 1973. Neste regresso ao documentário, Nanni Moretti começa por mostrar o ambiente de festa que se seguiu à eleição, passa às divergências no seio da coligação e, quando damos por nós, já os militares saíram à rua para “restaurar” a democracia, bombardeando a capital, Santiago, e instaurar uma ditadura que durou até 1990. Allende suicida-se. Pinochet, o general que comanda as tropas, ordena a perseguição imediata
 de esquerdistas mais activos, que encontram na diplomacia italiana um refúgio e a possibilidade de uma nova vida, na Europa, ao contrário do que acontece com os migrantes do Mediterrâneo hoje. E é aqui que o realizador italiano quer chegar: a intenção nunca foi abordar aqueles anos de sonho materializado, que até inspiraram o “compromisso histórico” da política italiana nos anos 1970.

Onde Está Você, João Gilberto?

Onde Está Você, João Gilberto?

“Porquê tentar encontrar um homem que não quer ser encontrado?” O realizador franco-suíço Georges Gachot faz a pergunta e dá a resposta com o documentário João Gilberto, Onde Está Você?, que se estreia neste sábado no Cinema Monumental. É um enamoramento, uma obsessão feita policial, que nos leva no encalço do pai da bossa nova. João Gilberto, recentemente desaparecido, aos 88 anos, passou a derradeira fase da sua vida em reclusão doméstica, longe dos palcos e de quaisquer olhares indiscretos. Rever o cantor e compositor era, por isso, um desejo acalentado por fãs, amigos e jornalistas. Nenhum dos quais foi bem-sucedido nesse desígnio. Gachot – que tem uma filmografia recheada de música brasileira, tendo se debruçado sobre Maria Bethânia (Música é Perfume, 2005), Nana Caymmi (Rio Sonata, 2010) e Martinho da Vila (O Samba, 2014) – foi para o Rio de Janeiro seguir os passos do jornalista alemão Marc Fischer, que ali passou cinco semanas a tentar cruzar-se com João Gilberto, para que este lhe cantasse ao violão, e à sua frente, “Ho-ba-la-lá”. O tema tinha-lhe sido dado a ouvir por um japonês, anos antes, servindo de porta de entrada à bossa nova e a uma paixão ímpar pelo seu autor. Fischer falhou o objectivo, mas descreveu o processo em Ho-ba-la-lá – À Procura de João Gilberto, suicidando-se pouco antes do lançamento do livro, em 2011. Miúcha, João Donato, Marcos Valle e Roberto Menescal são entrevistados no filme, tal como o barbeiro que atendia o compositor baiano em casa e o

Aperta Aperta Com Elas

Aperta Aperta Com Elas

2 out of 5 stars

Uma pequena e alva aldeia no cantão suíço dos Grisões vive uma ilusão: a normalidade dos casais, dos filhos, dos bolinhos, dos ajuntamentos de vizinhos e das missas dominicais esconde uma paz podre que vai deixar esta comunidade à beira do precipício. O catalisador é a chegada de um forasteiro no lugar onde ele é menos esperado: o púlpito da igreja. A diocese destaca para ali um pároco indiano com uma mensagem mais cristã do que a hierarquia católica gostaria, centrada no amor. Não só o amor etéreo: o padre Sharma aconselha o seu rebanho sobre o amor executado entre lençóis. Se no início é recebido com desconfiança racista, quando os homens descobrem as mulheres de Kama Sutra na mão, tentam afastá-lo para camuflar infidelidades, inseguranças e impotências. O filme de Christoph Schaub não cria o clima de tensão que uma história destas teria numa aldeia remota, nem funciona como a comédia que se anuncia (o mais hilariante da fita é o título em português). Salva-se a possibilidade de ouvirmos diálogos em romanche, uma língua em risco de extinção. Por Hugo Torres

Linhas Tortas

Linhas Tortas

2 out of 5 stars

Luísa é uma jovem e bela actriz. Acaba de regressar a Lisboa, tendo importado de Londres uma relação infeliz. António é um arguto e reconhecido escritor, que assina uma celebrada coluna de jornal: “Linhas Tortas”. É casado, tem um filho da idade de Luísa, e conhecemo-lo quando se estreia a fazer figura “de parvo” como comentador na televisão. São ambos utilizadores de redes sociais – ela descontraidamente, nos intervalos do dia; ele à noite, no escritório de casa, com um copo de uísque a acompanhar. É nesse ambiente virtual, em que António se esconde atrás do nome e da imagem do místico russo Grigori Rasputin, que se cruzam e inevitavelmente se enamoram. Após hesitações várias, decidem encontrar-se. O que não chega a acontecer: António sofre um acidente de viação, perde parcialmente a memória e fica hospitalizado por muito tempo. Rita Nunes, que se estreou em 1996 com a temperamental e homicida curta-metragem Menos Nove, e tem vindo a trabalhar em publicidade e televisão, trouxe para a sua primeira longa-metragem parte do elenco da série Madre Paula, que co-realizou para a RTP em 2017: Joana Ribeiro (Luísa), Maria Leite (amiga de Luísa), Miguel Nunes (filho de António) e Joana Pais de Brito; aos quais se juntaram Américo Silva (António) e Ana Padrão (mulher de António). Os actores estão tão bem quanto lhes permite o argumento, que Carmo Afonso, uma das contribuintes líquidas do Twitter português, escreveu. Sem espaço nem tempo para se desenvolverem, as personagens avançam por

Quero-te Tanto!

Quero-te Tanto!

1 out of 5 stars

Vicente Alves do Ó faria bem em levar a comédia a sério. Quero-te Tanto não é um filme,
 é um passeio da fama para actores de telenovela,
 a desfilar no nível rasteiro a que anseiam ver os
 seus nomes encastrados numa rua qualquer. Personificam bonecos de cartão que não chegam
 a ser personagens, a ter espessura, vieses, sofisticação. O realizador dirá que estamos diante de uma rom-com ostensivamente cartunesca, mas nada justifica o texto preguiçoso, as caricaturas toscas, os estereótipos simplórios, as graçolas em esboço. Os protagonistas, Mia (Benedita Pereira) e Pepê (Pedro Teixeira), estão numa encruzilhada familiar, entre a alegria do filho que vem e a angústia do dinheiro que falta. O casal decide roubar “rapidinhas da sorte”, do interior da estátua do Marquês de Pombal, e acaba detido, julgado e encarcerado. Até que ele foge da prisão para se reencontrar com a amada em Serpa, recorrendo a ajudas voluntárias 
e involuntárias (incluindo de uma jornalista cujas boas intenções são abocanhadas pela voracidade inescrupulosa da estação para que trabalha, a 
TVI, que co-produz o filme e nos entra pelos olhos dentro). No seu encalço leva os agentes Coelho e Raposo, interpretados por Pedro Lacerda e Joana Manuel ao estilo Jacques Clouseau, cujas aparições são raríssimos momentos de oxigénio na fita. Dalila Carmo e Rui Mendes também merecem apreço, em contraste com as desaustinadas Alexandra Lencastre e Fernanda Serrano. A banda sonora – Doce, Paião, Cid, Sheiks – atinge o zénite

Besta

Besta

2 out of 5 stars

Jersey é um paraíso fiscal no Canal da Mancha. Esqueçam as congéneres caribenhas:
 esta ilha é austera, a alegria reside na família e no circuito fechado de amigos. Moll (Jessie Buckley) é uma jovem adulta sufocada por um pai demente e uma mãe rígida e controladora. Conhecemo-la pouco antes de ela fugir do seu aniversário, passar a noite a dançar com um estranho, e acabar a ser salva de uma possível violação por Pascal (Johnny Flynn), um “artesão” cadastrado, marginal e suspeito de ser um assassino em série. Moll apaixona-se e enfrenta toda a gente para o defender, criando uma tensão explosiva na pequena comunidade. Michael Pearce (Bafta para melhor estreia) não consegue dar à história o suspense que se exigiria e a força do filme perde-se na realização, no guião pouco subtil e na ineficaz direcção de actores. Por Hugo Torres

Zubir

Zubir

O segredo desta churrasqueira está no molho com que se lambuzam os pitos acabados de sair da grelha. Um piripíri de inspiração indiana que faz a síntese desta casa no Bairro das Colónias: frango moçambicano, picante indiano, atendimento brasileiro. Para acompanhar  com batata frita e arroz basmati bem seco (meio frango com ambos, 5,50€). O espaço é  muito pequeno, halal (não serve álcool) e ponto de encontro da comunidade muçulmana local. Quando lá fomos, duas senhoras de hijab discutiam os méritos de Shakira.

Brick Cafe Lisboa

Brick Cafe Lisboa

Um oásis de boa comida a preços  imbatíveis. Nuno Pereira e Inês Araújo tinham aberto há pouco a Casa Amarela, ao Rato, quando se juntaram ao arquitecto Luís Carvalho e ficaram com o Brick. Mantiveram o brunch que fez a clientela na primeira vida da casa e começaram a trabalhar na cozinha com influências asiáticas, peixe fresco e produtos sazonais. Os sabores dispararam, os preços ficaram no sítio: 7,50€ a 8€ os pratos de carne e de peixe, 6,20€ a 6,70€ o prato económico e a salada (um deles é sempre  vegetariano). As sobremesas são  caseiras (a tarte de lima, 2,50€ a fatia, é a mais popular), há cerveja artesanal (3,20€) e vinho (3€/copo) da semana, sumos do dia (1,50€-1,70€) e ambiente de bairro. O que é um feito num sítio onde nem sempre é fácil conseguir mesa, sobretudo ao fim-de-semana.

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Netflix vai ter uma nova série portuguesa: ‘Rabo de Peixe’

Netflix vai ter uma nova série portuguesa: ‘Rabo de Peixe’

José Condessa, Helena Caldeira, Rodrigo Tomás, André Leitão e Kelly Bailey são os protagonistas da próxima série portuguesa da Netflix, a ser filmada nos Açores. A plataforma de streaming, a maior do mundo (apesar de ter perdido 200 mil assinantes no primeiro trimestre deste ano), anunciou esta quarta-feira que Rabo de Peixe será um thriller sobre um grupo de amigos que de repente se vê na posse de uma tonelada de cocaína. “Inspirada livremente em factos reais”, a série produzida pela Ukbar Filmes e realizada por Augusto Fraga e Patrícia Sequeira começa a ser rodada “em breve” nos Açores. O concelho da Ribeira Grande, o ilhéu de Vila Franca do Campo, a lagoa das Sete Cidades, as Furnas e as “impressionantes paisagens do Nordeste” são os locais em que irão decorrer as rodagens no arquipélago. Depois, serão também filmadas cenas em Lisboa. Augusto Fraga, natural de Rabo de Peixe, é também o criador da série. Citado em comunicado, o realizador diz ser “um enorme orgulho poder mostrar os Açores ao mundo”. “Esta é uma série de puro entretenimento e adrenalina, mas, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a fortuna e fatalidade da condição humana. Sendo eu açoriano, estou muito feliz por [levar] esta aventura aos ecrãs da Netflix”, lê-se. Rabo de Peixe é apresentada como um “thriller com toques de humor sarcástico”, que acompanha o grupo de amigos a improvisar um esquema de tráfico de droga com a cocaína que dá à costa naquela pequena localidade insular em que “nada acon

‘Beth e a Vida’, ou a crise de meia-idade de Amy Schumer

‘Beth e a Vida’, ou a crise de meia-idade de Amy Schumer

As canções são assim: intrometem-se. Inesperada e inapelavelmente. Por exemplo, quem diria que diante da nova série da Disney+, Beth e a Vida, comédia dramática com episódios de meia hora, como se fosse uma sitcom (que não é), sobre uma mulher que trabalha como comercial numa distribuidora de vinhos em Nova Iorque, e que se sente miserável, quem diria que diante dessa premissa estaríamos a cantarolar uns versos escritos há 40 anos em Lisboa? “Muda de vida/ Se tu não vives satisfeito/ Muda de vida/ Estás sempre a tempo de mudar/ Muda de vida/ Não deves viver contrafeito/ Muda de vida/ Se há vida em ti e outro jeito”. Eis António Variações, pobre diabo que se fez marçano que se fez barbeiro que se fez cantor que se fez ícone, a abraçar a universalidade, Hollywood incluída, pensamos nós enquanto avançamos pela história criada por Amy Schumer sobre uma crise de meia-idade no feminino. Enquanto vamos ruminando na ideia de que os versos-chave da canção são o terceiro e o quarto, e não os dois primeiros. Estamos sempre a tempo de mudar – e é isso mesmo que Beth fará, embora só depois de uma sequência de acontecimentos-choque. Uma morte e um diagnóstico médico alarmante levam Beth (Amy Schumer) a pôr em causa a vida que leva em Manhattan, o trabalho, o longo relacionamento com Matt (Kevin Kane), que trabalha na mesma empresa que ela e é uma estrela das vendas; levam-na a questionar se a infelicidade que sente se deve à inércia, ao facto de se deixar levar e evitar decisões que causem

Netflix vai ter uma nova série portuguesa: ‘Rabo de Peixe’

Netflix vai ter uma nova série portuguesa: ‘Rabo de Peixe’

José Condessa, Helena Caldeira, Rodrigo Tomás, André Leitão e Kelly Bailey são os protagonistas da próxima série portuguesa da Netflix, a ser filmada nos Açores. A plataforma de streaming, a maior do mundo (apesar de ter perdido 200 mil assinantes no primeiro trimestre deste ano), anunciou esta quarta-feira que Rabo de Peixe será um thriller sobre um grupo de amigos que de repente se vê na posse de uma tonelada de cocaína. “Inspirada livremente em factos reais”, a série produzida pela Ukbar Filmes e realizada por Augusto Fraga e Patrícia Sequeira começa a ser rodada “em breve” nos Açores. O concelho da Ribeira Grande, o ilhéu de Vila Franca do Campo, a lagoa das Sete Cidades, as Furnas e as “impressionantes paisagens do Nordeste” são os locais em que irão decorrer as rodagens no arquipélago. Depois, serão também filmadas cenas em Lisboa. Augusto Fraga, natural de Rabo de Peixe, é também o criador da série. Citado em comunicado, o realizador diz ser “um enorme orgulho poder mostrar os Açores ao mundo”. “Esta é uma série de puro entretenimento e adrenalina, mas, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a fortuna e fatalidade da condição humana. Sendo eu açoriano, estou muito feliz por [levar] esta aventura aos ecrãs da Netflix”, lê-se. Rabo de Peixe é apresentada como um “thriller com toques de humor sarcástico”, que acompanha o grupo de amigos a improvisar um esquema de tráfico de droga com a cocaína que dá à costa naquela pequena localidade insular em que “nada acontece”. “

‘La Fortuna’, uma série e uma lição: “A cultura é o nosso petróleo”

‘La Fortuna’, uma série e uma lição: “A cultura é o nosso petróleo”

La Fortuna é uma história de piratas. Piratas de mar, à antiga, embora esta não seja uma série de época. Estes piratas não têm perna de pau, olho de vidro e cara de mau, como escreveu Braguinha. São mais sofisticados. Dizem-se caçadores de tesouros, usam tecnologia de ponta, envergam roupas de fino corte e cirandam pelos meandros do poder, amealhando aliados. O que fazem é perscrutar o fundo dos oceanos para recuperar moedas, metais preciosos e outras relíquias perdidas em naufrágios. No caso, a Atlantis, empresa do aventureiro Frank Wild (Stanley Tucci), retira das águas a Oeste de Gibraltar (isto é, sensivelmente a Sul de Portugal) o riquíssimo recheio de uma fragata espanhola, La Fortuna, afundada por navios de guerra ingleses no início do século XIX. O maior tesouro submarino alguma vez resgatado. Mas fá-lo à revelia das autoridades espanholas e tenta esconder a mão, apresentando o espólio como um achado nos EUA e recorrendo à burocracia norte-americana para legalizar o saque e impedir Espanha de o reclamar. Este é o ponto de partida de La Fortuna, a primeira série de televisão de Alejandro Amenábar, realizador chileno-espanhol que a maioria conhece pelo filme Mar Adentro (2004), com o qual conquistou um Óscar. É a adaptação de uma novela gráfica, O Tesouro do Cisne Negro, de Paco Roca e Guillermo Corral (ed. Levoir, 2019). Esta, por sua vez, dramatiza um acontecimento real: o destino da fragata Nuestra Señora de las Mercedes, em 1804, que trazia para a Europa todo o ouro

‘La Fortuna’, uma série e uma lição: “A cultura é o nosso petróleo”

‘La Fortuna’, uma série e uma lição: “A cultura é o nosso petróleo”

La Fortuna é uma história de piratas. Piratas de mar, à antiga, embora esta não seja uma série de época. Estes piratas não têm perna de pau, olho de vidro e cara de mau, como escreveu Braguinha. São mais sofisticados. Dizem-se caçadores de tesouros, usam tecnologia de ponta, envergam roupas de fino corte e cirandam pelos meandros do poder, amealhando aliados. O que fazem é perscrutar o fundo dos oceanos para recuperar moedas, metais preciosos e outras relíquias perdidas em naufrágios. No caso, a Atlantis, empresa do aventureiro Frank Wild (Stanley Tucci), retira das águas a Oeste de Gibraltar (isto é, sensivelmente a Sul de Portugal) o riquíssimo recheio de uma fragata espanhola, La Fortuna, afundada por navios de guerra ingleses no início do século XIX. O maior tesouro submarino alguma vez resgatado. Mas fá-lo à revelia das autoridades espanholas e tenta esconder a mão, apresentando o espólio como um achado nos EUA e recorrendo à burocracia norte-americana para legalizar o saque e impedir Espanha de o reclamar. Este é o ponto de partida de La Fortuna, a primeira série de televisão de Alejandro Amenábar, realizador chileno-espanhol que a maioria conhece pelo filme Mar Adentro (2004), com o qual conquistou um Óscar. É a adaptação de uma novela gráfica, O Tesouro do Cisne Negro, de Paco Roca e Guillermo Corral (ed. Levoir, 2019). Esta, por sua vez, dramatiza um acontecimento real: o destino da fragata Nuestra Señora de las Mercedes, em 1804, que trazia para a Europa todo o ouro

Escultura de Julião Sarmento posa no Jardim da Gulbenkian

Escultura de Julião Sarmento posa no Jardim da Gulbenkian

O Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian tem uma nova escultura em exposição. Marie, de Julião Sarmento, foi criada para o pátio exterior da Sede da Delegação da Fundação em Paris, e apresenta-se pela primeira vez em Portugal. A peça, que está junto à Biblioteca de Arte, é fruto da exploração do olhar masculino sobre o corpo feminino. Através das técnicas da escultura digital em 3D, esta figura em resina com 1,80m enverga um vestido criado pelo designer de moda Felipe Oliveira Baptista. Ainda que a resina consiga sobreviver à ação do tempo, o material do vestuário será renovado quando necessário. Também uma carrinha das Bibliotecas Itinerantes da Fundação recebe, até 8 de Maio, livros e catálogos de exposições com o trabalho de Julião Sarmento. A versão digital da mostra bibliográfica já está no site da Biblioteca de Arte e Arquivos da Fundação. A instalação de vídeo Close (2001), produzida por Julião Sarmento com o realizador egípcio Atom Egoyan, e que se estreou na Bienal de Viena, foi agora também adquirida pela Gulbenkian, o que fez crescer para 30 o número de obras do artista português na colecção do Centro de Arte Moderna, com pinturas da década de 80 e 90, séries de gravuras, duas instalações e um filme experimental. Avenida de Berna (Lisboa). Qua-Seg 09.00 às 20.30, Ter 08.00 às 20.00. + Lenine regressa a Portugal em Novembro. E traz o filho consigo + Festival Jardins Abertos volta a abrir os portões dos jardins da cidade já este mês

Esta série com Colin Firth é uma escadaria para o inferno

Esta série com Colin Firth é uma escadaria para o inferno

As séries baseadas em factos reais são uma tendência e esta quinta-feira, 5 de Maio, a HBO alarga o leque de opções com mais um título do género. The Staircase dramatiza a história de um caso muito mediático em 2001, o da queda fatal de Kathleen Peterson (aqui interpretada por Toni Colette) nas escadas de casa. A morte foi reportada pelo marido, o escritor Michael Peterson (Colin Firth), que por ser o único em casa aquando do alegado acidente, foi investigado como suspeito de homicídio. Mas nem tudo é o que parece, e toda a gente tem segredos. Segredos esses que ao longo da série vão sendo revelados. A família é grande: Todd (Patrick Schwarzenegger) e Clayton (Dane DeHann) são filhos do primeiro casamento de Michael, Caitlin (Olivia DeJonge) é filha do primeiro casamento de Kathleen, e Margaret (Sophie Turner) e Martha (Odessa Young) são irmãs adoptadas. Rapidamente se percebe a dinâmica entre os irmãos: Todd e Clayton vivem numa constante competição para agradar ao pai, Margaret e Martha têm uma relação complexa e única, e Caitlin vira as costas à familia pelo que considera ter sido o assassinato da mãe. Michael Peterson acaba por ser acusado – e condenado. Durante o julgamento, uma equipa de reportagem acompanhou os Peterson, especialmente o escritor, para realizar um documentário sobre o processo, filmando as audiências e os dramas familiares à medida que iam acontecendo. E foi através desse documentário que o produtor Antonio Campos (The Devil All the Time) conheceu a his

Esta série com Colin Firth é uma escadaria para o inferno

Esta série com Colin Firth é uma escadaria para o inferno

As séries baseadas em factos reais são uma tendência e esta quinta-feira, 5 de Maio, a HBO alarga o leque de opções com mais um título do género. The Staircase dramatiza a história de um caso muito mediático em 2001, o da queda fatal de Kathleen Peterson (aqui interpretada por Toni Colette) nas escadas de casa. A morte foi reportada pelo marido, o escritor Michael Peterson (Colin Firth), que por ser o único em casa aquando do alegado acidente, foi investigado como suspeito de homicídio. Mas nem tudo é o que parece, e toda a gente tem segredos. Segredos esses que ao longo da série vão sendo revelados. A família é grande: Todd (Patrick Schwarzenegger) e Clayton (Dane DeHann) são filhos do primeiro casamento de Michael, Caitlin (Olivia DeJonge) é filha do primeiro casamento de Kathleen, e Margaret (Sophie Turner) e Martha (Odessa Young) são irmãs adoptadas. Rapidamente se percebe a dinâmica entre os irmãos: Todd e Clayton vivem numa constante competição para agradar ao pai, Margaret e Martha têm uma relação complexa e única, e Caitlin vira as costas à familia pelo que considera ter sido o assassinato da mãe. Michael Peterson acaba por ser acusado – e condenado. Durante o julgamento, uma equipa de reportagem acompanhou os Peterson, especialmente o escritor, para realizar um documentário sobre o processo, filmando as audiências e os dramas familiares à medida que iam acontecendo. E foi através desse documentário que o produtor Antonio Campos (The Devil All the Time) conheceu a his

‘Shining Girls’: quando a vítima vai à caça do predador

‘Shining Girls’: quando a vítima vai à caça do predador

Elisabeth Moss. Duas palavras, um nome, e tudo o que é preciso saber para decidir entrar em Shining Girls, minissérie de oito episódios que se estreia esta sexta-feira, 29 de Abril, na Apple TV+. Moss está triplamente envolvida neste projecto, como actriz, produtora e realizadora – tal como na quarta e mais recente temporada de The Handmaid’s Tale (que ainda não vimos em Portugal). E testemunhar a mestria – e intensidade, muita intensidade – com que domina a arte da ficção televisiva é motivo mais do que suficiente. Apresentada à maioria de nós como a menosprezada Peggy Olson em Mad Men, Elisabeth Moss saltou em andamento para Margens do Paraíso (série co-criada por Jane Campion, que não está nos catálogos do streaming nacional) e agigantou-se com The Handmaid’s Tale. Agora, propõe-nos mais uma personagem memorável: Kirby Mazrachi, que sobreviveu ao ataque de um assassino em série, cujas vítimas são mulheres prestes a destacar-se, a brilhar, nas respectivas áreas de actuação. Uma personagem a deambular junto ao precipício. Moss basta. Mas se quer saber mais, vamos lá. Shining Girls é uma adaptação do ambicioso romance homónimo da escritora sul-africana Lauren Beukes. A responsável pela adaptação é Silka Luisa, que serve como showrunner da série e que mexeu o bastante na estrutura do livro para o tornar num thriller televisivo com uma narrativa em cornucópia, alargando a pouco e pouco o espectro, regressando a pontos da história para mostrar mais detalhes ou alterações de mont

‘Shining Girls’: quando a vítima vai à caça do predador

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Elisabeth Moss. Duas palavras, um nome, e tudo o que é preciso saber para decidir entrar em Shining Girls, minissérie de oito episódios que se estreia esta sexta-feira, 29 de Abril, na Apple TV+. Moss está triplamente envolvida neste projecto, como actriz, produtora e realizadora – tal como na quarta e mais recente temporada de The Handmaid’s Tale (que ainda não vimos em Portugal). E testemunhar a mestria – e intensidade, muita intensidade – com que domina a arte da ficção televisiva é motivo mais do que suficiente. Apresentada à maioria de nós como a menosprezada Peggy Olson em Mad Men, Elisabeth Moss saltou em andamento para Margens do Paraíso (série co-criada por Jane Campion, que não está nos catálogos do streaming nacional) e agigantou-se com The Handmaid’s Tale. Agora, propõe-nos mais uma personagem memorável: Kirby Mazrachi, que sobreviveu ao ataque de um assassino em série, cujas vítimas são mulheres prestes a destacar-se, a brilhar, nas respectivas áreas de actuação. Uma personagem a deambular junto ao precipício. Moss basta. Mas se quer saber mais, vamos lá. Shining Girls é uma adaptação do ambicioso romance homónimo da escritora sul-africana Lauren Beukes. A responsável pela adaptação é Silka Luisa, que serve como showrunner da série e que mexeu o bastante na estrutura do livro para o tornar num thriller televisivo com uma narrativa em cornucópia, alargando a pouco e pouco o espectro, regressando a pontos da história para mostrar mais detalhes ou alterações de mont

Natália Gromicho: uma exposição subterrânea para português (e inglês) ver

Natália Gromicho: uma exposição subterrânea para português (e inglês) ver

O Metro de Lisboa vai acolher uma exposição itinerante entre Maio e Agosto. “Lisboa, digna de nota – pinturas de Natália Gromicho” vai poder ser vista a partir da próxima semana, na estação Baixa-Chiado, onde inaugura às 15.30 de 5 de Maio, quinta-feira. Depois, segue para mais três estações: Alameda em Junho, Marquês de Pombal em Julho, e Oriente em Agosto. São vinte pinturas, numa exposição retrospectiva que se insere nas comemorações do 25. º aniversário da carreira de Natália Gromicho, celebrados em 2020, e que já foi exposta em Moscovo, Londres, Bordéus, Díli, Singapura e Lisboa. Além de poder ver esta selecção de obras, os utilizadores do Metro terão ainda acesso ao livro de comemoração dos 25 anos de carreira da artista e ao catálogo da exibição nos Espaços do Cliente do Marquês de Pombal e Campo Grande, e ainda no Espaço Informação no Aeroporto. Fora esta exposição, o trabalho de Natália Gromicho pode ser vista em vários cantos do mundo, mas em particular no seu Atelier em Lisboa, no Chiado. Várias estações de Metro, de Maio a Agosto.  + Rupi Kaur traz poesia à Aula Magna com os seus livros e peças inéditas + Pátio das Antigas: a farmácia histórica da baixa

“O mal que fazemos ao planeta não pára”. Esta série vai mostrá-lo

“O mal que fazemos ao planeta não pára”. Esta série vai mostrá-lo

Planeta A estreia-se esta segunda-feira, 18 de Abril, na RTP1. Produzida em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Até ao Fim do Mundo, esta série documental demorou dois anos a finalizar. Sofreu repetidos atrasos devido à pandemia, não só pela rodagem parcial em território estrangeiro, numa altura em que o mundo estava fechado, mas também porque os dados abordados estavam em constante actualização, fruto do contexto ímpar. O título é auto-explicativo: esta é uma série sobre o estado do nosso planeta, a Terra. Tem dois propósitos. Por um lado, informar. Por outro, moldar a consciência dos cidadãos, como disse Nicolau Santos, presidente do Conselho de Administração da RTP, na apresentação de Planeta A, em Lisboa. A ideia é que os episódios interpelem os espectadores, chocando com a realidade das alterações climáticas a nível mundial, ao mesmo tempo que propõem soluções para resolver os desafios da sustentabilidade. “É um elemento de esperança com soluções e alternativas que nos fazem acreditar que ainda é possível reverter o caminho”, disse Isabel Mota, presidente do Conselho de Administração da Gulbenkian. O documentário é narrado por João Reis, mostrando as suas viagens pelo mundo, por vezes em ambientes pouco seguros. Encontramos o actor e encenador em manifestações, em minas de carvão a céu aberto na Alemanha, a mergulhar com tubarões na ilha do Faial, entre outros cenários, nunca perdendo a ligação com Portugal. “O mal que fazemos ao planeta não pára”, afirmou Jo