Carismática, faladeira, curiosa. Desde muito pequena, Liana faz amizades na mesma velocidade que a luz. Adora vinhos e pessoas na mesma proporção. Também adora comer, e come de tudo, ainda mais se tiver em boa companhia – de vinhos e pessoas. Antes de especialista e comunicadora de vinhos era produtora audiovisual. Basicamente, previa problemas e os resolvia. Mas o que Liana nunca previu, era que seria seduzida pelo néctar de Baco. Resolveu se entregar e mergulhar nesta paixão avassaladora. Está muito mais feliz assim. 
Liana Saldanha

Liana Saldanha

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Vinhos para o Dia dos Namorados. Spoiler: Não são só para os casais!

Vinhos para o Dia dos Namorados. Spoiler: Não são só para os casais!

O Dia dos Namorados é aquela data que, ano após ano, se recusa a caber numa caixa só. Se antes o mundo parecia dividido entre os casais super-românticos, com as suas reservas em restaurantes e publicações melosas nas redes sociais, e os casais mais práticos, adeptos da pizza no sofá e do vinho descomplicado, hoje o cenário é muito mais rico (e realista).  Em 2026, celebrar o 14 de Fevereiro é, acima de tudo, um exercício de liberdade. Há espaço para quem está naquela deliciosa (e confusa) fase sem rótulos, para quem decidiu que o melhor plano é um brinde barulhento entre amigos, e, claro, para os solteiros-que-querem-ficar-em-casa e que não abrem mão de uma boa série com o prazer da sua própria companhia. Afinal, o amor-próprio continua a ser o melhor dos clichés.  Seja qual for o seu estado de espírito – ou o "status" da sua relação no momento – uma coisa é certa: o vinho é sempre uma excelente ideia.  Seleccionámos quatro sugestões de vinhos que podem acompanhar este dia especial em qualquer situação possível, com a melhor companhia possível.  Recomendado: 💕 Ideias de presentes do Dia dos Namorados para ela e para ele
Se é para oferecer, que seja dos bons! Quatro vinhos para dar (e beber) no Natal

Se é para oferecer, que seja dos bons! Quatro vinhos para dar (e beber) no Natal

O famoso “vinho para oferecer no Natal” não é necessariamente o vinho que a pessoa compraria para ela própria. Normalmente, a escolha recai num Porto básico, num tinto genérico do Alentejo ou num espumante que brilha mais pela cápsula dourada do que pelo conteúdo. Presentes que resolvem o problema, mas raramente emocionam o bebedor. E, convenhamos, ninguém merece passar minutos a lutar com papel de embrulho e fita-cola para oferecer um vinho que ninguém vai lembrar no dia seguinte. Se existe uma altura do ano perfeita para surpreender alguém com uma garrafa das boas, é agora. E não é preciso estourar o orçamento, nem fingir que tem um certificado de especialista pendurado na sala. Basta escolher um dos vinhos que indicamos neste artigo. Estas são o tipo de garrafas que valem, de verdade, todo o tempo para embrulhá-las. Vamos a elas Recomendado: 🍷 Presentes de Natal perfeitos para quem adora vinho
Presentes de Natal perfeitos para quem adora vinho

Presentes de Natal perfeitos para quem adora vinho

Oferecer uma boa garrafa no Natal é um presente clássico, delicioso e certeiro, e, modéstia à parte, qualquer um dos vinhos que Liana Saldanha tem recomendado nos últimos meses na Time Out – laranjas, da ilha do Pico, que mais parecem uma obra de arte ou de palhete –, será sempre uma excelente escolha. No entanto, acreditamos que o universo do vinho tem muito mais a oferecer. Por este motivo, reunimos sugestões que vão surpreender e agradar os verdadeiros apreciadores da bebida sagrada. Vamos a elas. Recomendado: A culpa da sua dor de cabeça é dos sulfitos? Dez mitos sobre o vinho
Vinho laranja ou a prova de que nem todo hype é passageiro

Vinho laranja ou a prova de que nem todo hype é passageiro

Durante um tempo, muita gente pensou que o vinho laranja era só uma moda passageira. Mas não: ele chegou para ficar. Também conhecido como ‘âmbar’ ou ‘branco de maceração’, é bastante antigo: nasceu há mais de 8 mil anos na Geórgia, quando deixavam uvas brancas fermentar com as cascas dentro de ânforas de barro (só as cascas das uvas, ok? Este vinho não tem nada adicionado da fruta laranja). Ou seja, o vinho laranja pode até parecer novo, mas é mais velho que a roda. A difusão do vinho laranja para o cenário mundial começou na década de 1990, quando produtores do Friuli (Itália) e da vizinha Eslovênia, como Josko Gravner e Stanko Radikon, se inspiraram na técnica ancestral georgiana. Depois, o estilo cruzou fronteiras e, por volta de 2010, já brilhava nos copos dos wine bars de Londres e Nova Iorque. A chegada do Instagram, o culto do “natural” e a pandemia empurraram o vinho laranja do nicho para o desejo de muitos. A diferença entre os brancos e os laranjas é simples: nos brancos, as cascas são separadas do sumo (mosto) logo que chegam da vinha; nos laranjas, elas ficam e fermentam junto. É essa maceração prolongada que faz o "milagre": confere a cor âmbar, a textura, os taninos e os aromas complexos de chá preto, frutas secas e casca de frutas cítricas, principalmente de laranja. Este branco, que ganhou corpo e alma de tinto, demonstrou ser extremamente versátil à mesa, harmonizando, principalmente, com pratos de especiarias complexas (como a culinária indiana e tailandesa
Vinhos da Ilha do Pico: um terroir fascinante no meio do Atlântico

Vinhos da Ilha do Pico: um terroir fascinante no meio do Atlântico

Chegar ao Pico, nos Açores, é como desembarcar noutro planeta. O clima húmido e o contraste entre o verde vibrante das plantas, o azul intenso do mar e o negro das lavas cria uma atmosfera poética, bucólica, dramática – como muitos gostam de descrever. Não podemos esquecer a magia que é ver a montanha do Pico pela primeira vez. Confesso: eu chorei. As vinhas do Pico não se alinham em fileiras verdes. Crescem dentro dos currais – muros de pedra negra de basalto, dispostos em pequenos retângulos que, vistos de cima, lembram um labirinto. Cada pedra desses muros é, na verdade, um registo vivo de quem trabalhou aquela terra, geração após geração, ao longo de mais de cinco séculos. Se não fosse esta malta resiliente e batalhadora, talvez hoje não houvesse nem vinhas, nem este artigo que está agora a ler. Uma tradição tão poderosa que a paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico é reconhecida como Património Mundial da UNESCO. Beber um vinho do Pico é provar uma história de resistência, beleza bruta e ligação profunda com a natureza. É sentir no paladar o equilíbrio improvável entre mar e lava, vento e pedra, tradição e futuro. As castas rainhas da ilha (Arinto dos Açores, Verdelho e Terrantez do Pico) são representantes da sua identidade e dão origem a vinhos minerais, com frescor vibrante e uma estrutura em boca que parece ecoar a própria rocha vulcânica onde nasceram. Temos que falar sobre o porquê dos preços elevados destes vinhos: a colheita é 100% manual nos currais de lava
Não te deixaremos partir, Verão: quatro vinhos para levar ao próximo churrasco

Não te deixaremos partir, Verão: quatro vinhos para levar ao próximo churrasco

O Verão oficial só chega ao fim a 22 de Setembro – mas mesmo mais para a frente ainda há tempo para churrascos ao ar livre. Todos os anos, quando chega o calor, uma das primeiras coisas em que penso é: quando vou organizar um churrasco no meu quintal? Ou melhor, no quintal da figueira, que já virou ponto de encontro. A divisão é simples: a malta do vinho traz o vinho, a malta da comida traz a comida. Às vezes, seguimos o clássico churrasco brasileiro, com linguiça, picanha, farofa, salada de batata e vinagrete. Outras vezes, os amigos da cozinha surpreendem com pratos inusitados. Já prepararam na grelha kafta, gamba da costa, quiabo, arroz glutinoso e até lapas dos Açores. Quem tem amigos que cozinham bem tem tudo, não é mesmo? A cerveja, claro, continua no trono: fresca, efervescente, limpa a gordura da boca e abre bem os trabalhos. Mas estamos em Portugal, um país produtor de vinhos de ponta a ponta. Não aproveitar isso no churrasco é quase um desperdício – e a malta que traz os vinhos também arrasa nas escolhas. Eis a minha selecção de vinhos ideais e camaleónicos para elevar o seu churrasco e fazer sucesso entre os seus convidados. Recomendado: 🍇 Os melhores programas de vindimas de norte a sul do país
Vinhos que parecem obras de arte

Vinhos que parecem obras de arte

Muitas pessoas têm o hábito de guardar os rótulos do vinho depois de beber. Algumas porque o vinho era memorável; outras porque aquela garrafa carregava um pedaço de arte – daqueles que dão vontade de emoldurar. Em Portugal, terra de produtores irrequietos e criativos, o vinho tem vindo a cruzar-se cada vez mais com o design, a ilustração, a fotografia e até o graffiti. Se antes o rótulo era apenas o “cartão de visita” da garrafa, hoje é também manifesto visual, identidade estética ou recado artístico. Alguns produtores apostam em colaborações com artistas contemporâneos, como o Quanta Terra, que, para celebrar os seus 25 anos, convidou o artista Alexandre Farto, aka Vhils, a intervir manual e diretamente sobre o vidro de 250 garrafas de cinco litros do vinho Íris, à venda por 1695 euros cada. DR O resultado deste tipo de trabalho são garrafas que chamam a atenção antes mesmo de serem abertas, e que dizem muito sobre quem as produz. Na selecção abaixo, reunimos vinhos portugueses que vão além do sabor: contam histórias visuais, criam diálogos com a arte e mostram que a beleza pode, sim, estar no rótulo. São garrafas que provocam, chamam a nossa atenção e despertam aquela vontade de nos tornarmos colecionadores de arte. Bem-vindos à galeria vínica mais bela que já se viu. Recomendado: A culpa da sua dor de cabeça é dos sulfitos? Dez mitos sobre o vinho
Vinhos de Verão: três garrafas para tardes quentes

Vinhos de Verão: três garrafas para tardes quentes

“Strawberries, cherries and an angel’s kiss in spring,my summer wine is really made from all these things…” Se há uma música capaz de descrever um vinho perfeito para o Verão, é "Summer Wine": aromas de morangos e cerejas, com a delicadeza que só um beijo de um anjo poderia ter. A estação mais quente do ano pede vinhos que refresquem sem pesar, que tenham acidez viva, aromas de fruta fresca, toques herbais ou florais e, acima de tudo, que combinem com a leveza dos dias longos e das conversas sem pressa. O segredo? Procurar vinhos com: 1) acidez marcante: aquela que limpa o palato e faz salivar, 2) álcool moderado ou bem integrado, para beber sem ficar com a boca cansada, e 3) perfil aromático fresco, com frutas vermelhas, ervas, flores, notas cítricas ou salinas. Na dúvida, pense assim: este vinho combinaria com um piquenique? Com uma salada de tomate e queijo fresco? Com petiscos simples ou uma sardinha assada? Se a resposta for sim, então provavelmente tem a cara do Verão. Montámos uma pequena playlist vínica que pode pôr a tocar em remix com a música que abriu este artigo. Deixamos aqui algumas ideias para o teu deleite. E refresco. Recomendado: A culpa da sua dor de cabeça é dos sulfitos? Dez mitos sobre o vinho
Harmonização: quando o vinho dança com a comida

Harmonização: quando o vinho dança com a comida

Se fizermos uma viagem no tempo, na Grécia Antiga já se falava da importância do sympósion: um ritual em que se comia, bebia e pensava junto. Não era um simples jantar, era uma experiência filosófica, sensual e profundamente social. Embora os gregos ainda não falassem em “harmonização” no sentido moderno da palavra, já sabiam que o contexto, o ritmo, os sentidos e até a companhia influenciam – e muito – a experiência à mesa. Na hora de harmonizar vinho e comida, há dois caminhos clássicos que costumo seguir: o da semelhança e o do contraste. A semelhança é quando juntamos o que vibra na mesma frequência, ou seja, um prato delicado com um vinho igualmente subtil, ou um prato untuoso com um branco de boa cremosidade, por exemplo. Já o contraste é quando criamos tensão e equilíbrio: a acidez do vinho que corta a gordura do prato, o tanino que se rende à proteína, ou o açúcar que doma o picante. Um joga com o outro (ou contra o outro). O importante é que, no fim, eles dancem bem juntos na nossa boca. Se a Grécia nos ensinou que comer e beber é também pensar, sentir e partilhar, então chegou a hora de partilhar. Aqui vão três combinações para abrir o apetite e aguçar a sua curiosidade.Ah, e com sugestões vegetarianas incluídas, porque prazer à mesa também é saber acolher diferentes escolhas e paladares. Recomendado: A culpa da sua dor de cabeça é dos sulfitos? Dez mitos sobre o vinho
A culpa da sua dor de cabeça é dos sulfitos? Dez mitos sobre o vinho

A culpa da sua dor de cabeça é dos sulfitos? Dez mitos sobre o vinho

O universo do vinho está imerso em tantos mitos e preconceitos que, muitas vezes, fica difícil distinguir o que é facto do que é ficção. Para os iniciantes, essa névoa de desinformação pode ser intimidante; para os entusiastas, um obstáculo à genuína conexão com a bebida. A primeira vez que escrevi sobre isto, juntei cinco mitos e percebi que ainda havia muito por desmistificar – e pensei: porque não continuar a escrever sobre esta temática? E assim fiz. Aqui, agora, encontra dez mitos sobre o vinho. Seguimos a abrir garrafas e a fechar a porta a velhos preconceitos. Depois de ler, contamos consigo para ajudar a espalhar estas verdades. Vamos nessa? Recomendado: O que esperar do mundo dos vinhos em 2025? Estas são as nossas apostas
Palhete: de quase extinto a queridinho dos jovens amantes de vinho

Palhete: de quase extinto a queridinho dos jovens amantes de vinho

Dentro do mar de tradições vínicas portuguesas, o palhete – ou palheto – já foi o preferido dos monges cistercienses na Idade Média e dos trabalhadores do campo no século XX. Acabou por quase desaparecer com o tempo, mas, para a nossa alegria, voltou com tudo nos últimos anos. Hoje, está cada vez mais presente nos copos dos frequentadores de bares de vinho da moda. Para quem nunca ouviu falar, a legislação define o palhete como um vinho tinto produzido por curtimenta parcial de uvas tintas ou pela fermentação conjunta de uvas tintas e brancas, desde que estas não ultrapassem 15% do total. No entanto, na prática, a maioria dos palhetes que conheço é feita com um mix generoso de castas tintas e brancas, seguindo tradições locais que atravessam séculos. Eu sou uma grande fã destes vinhos. O palhete é descomplicado, costuma ter um teor alcoólico mais baixo que os tintos tradicionais, é fácil de beber e combina com uma infinidade de pratos – do sushi ao churrasco – além de ser uma bebida para todas as estações do ano. Um verdadeiro camaleão no mundo dos vinhos, categoria que criamos aqui mesmo na Time Out Lisboa. E agora, chegou o melhor momento: as nossas recomendações de palhetes. Recomendado:🍷 Vinho de Talha: uma viagem no tempo pelas adegas do Alentejo
O que esperar do mundo dos vinhos em 2025? Estas são as nossas apostas

O que esperar do mundo dos vinhos em 2025? Estas são as nossas apostas

O vinho não é só uma bebida deliciosa, também faz parte de um mercado super dinâmico e atento às mudanças. Acompanhar as tendências ajuda produtores, comerciantes e consumidores a conectarem-se melhor do que está por vir. De técnicas ancestrais revisitadas a vinhos que cabem num estilo de vida mais leve, aqui estão as cinco grandes apostas para o ano de 2025 (para descobrir antes ou depois de brindar com três espumantes portugueses que transformam qualquer momento numa celebração). Recomendado:🍷 Descobertas do ano - 10 grandes vinhos até 15€