Percebeu que gostava de escrever sobre comida quando, por um acaso do destino, se viu a descrever minuciosamente, para um romance histórico, o sumptuoso banquete que um dia Napoleão comera. A partir daí, o mundo da gastronomia abriu-se sem preconceitos, devorando e descrevendo assados, guisados, estufados e ensopados; enumerando queijos; provando cegamente vinhos, azeites e especiarias; cozinhando em hotéis para desconhecidos; orientando palestras em feiras gastronómicas sobre tascas e restaurantes fine dining e comendo como um abade (o de Priscos, claro, seu conterrâneo). Há mais de dez anos que escreve sobre comida, restaurantes (e outras coisas) na Time Out. Primeiro na revista de Lisboa, como editora de Comer & Beber e, desde 2017, na revista do Porto. É directora adjunta desde 2019.

Mariana Morais Pinheiro

Mariana Morais Pinheiro

Directora Adjunta, Porto

Articles (250)

As melhores coisas para fazer hoje no Porto

As melhores coisas para fazer hoje no Porto

No Porto há sempre muito para fazer, em qualquer dia da semana. Se tiver algumas horas livres, aproveite para passear, assistir a concertos, espectáculos, exposições e outras manifestações de arte e cultura. Fique com esta lista das melhores coisas para fazer no Porto, onde não faltam actividades para encher a sua agenda. E ainda pode visitar os novos museus, descobrir os novos restaurantes, subir aos miradouros, relaxar nos parques e jardins, conhecer as novas obras de arte urbana e cultivar-se nas melhores livrarias da cidade. Recomendado: Os 50 melhores restaurantes no Porto
Coisas grátis para fazer no Porto nos próximos dias

Coisas grátis para fazer no Porto nos próximos dias

O Porto é uma cidade de muitos predicados e virtudes, e o acesso à cultura de forma gratuita é um deles. Concertos, exposições, feiras, recitais de poesia, actividades ao livre e tantas outras sugestões enchem todo ano a agenda cultural da cidade. Se anda à procura do que fazer sem gastar um tostão, aqui tem uma lista com as melhores coisas grátis para fazer no Porto. Com o dinheiro que poupou, pode sempre ir almoçar ou jantar num dos melhores restaurantes no Porto.  Recomendado: Os melhores parques e jardins no Porto  
Os melhores brunches no Porto e arredores

Os melhores brunches no Porto e arredores

O Porto é conhecido pela boa comida, mas não se fica apenas pelos pratos tradicionais. Também somos mestres na arte de dominar ovos, panquecas, tostas e bebidas de café. E tudo isto está incluído nesta lista com os melhores brunches no Porto e arredores. Seja num mercado de frescos ou numa guest house, durante a semana ou nos dias de descanso, há duas coisas que estão garantidas: mesas fartas e comida boa e muito fotogénica. Se nunca sabe onde ir, aqui vai encontrar as respostas. De nada. Recomendado: Bons e bonitos cafés para conhecer no Porto
As melhores coisas para fazer no Porto este fim-de-semana

As melhores coisas para fazer no Porto este fim-de-semana

Por entre as ruas estreitas e as casas coloridas, nos miradouros com vistas de cortar a respiração, nas galerias cheias de arte antiga e contemporânea, nas lojas para todos os gostos e carteiras, nos jardins e museus, ou nos restaurantes com comida tradicional ou do mundo – junto ao mar, à beira-rio ou no coração da Invicta –, há sempre muito para ver, fazer e provar no Porto, uma cidade ecléctica que consegue sempre surpreender. Nesta lista reunimos nove sugestões para que possa aproveitar os dias mais esperados da semana da melhor forma. Recomendado: As melhores coisas para fazer no Porto em Agosto
The world’s 20 best cities for nightlife in 2026

The world’s 20 best cities for nightlife in 2026

News of club closures and sober youngsters might have you thinking that nightlife is dead. We’re here to tell you – with proof! – that you couldn’t be further from the truth.  The way we go out might be different, but people are by no means staying in. Cities are adapting to our changing nightlife habits: as summers get hotter, street parties and rooftop raves are bigger than ever. Rather than heading to one or two big-name venues, locals are flocking to new nightlife districts for an evening of bar-hopping and curbside drinking. And, trust us, the nightclub isn’t going anywhere – in fact, communities and local governments have successfully rallied to save historic nightlife venues (in Berlin’s case, they’ve even managed to grant techno UNESCO-listed status). So, we’re here to celebrate going out in the city. From Bangkok to Berlin, Medellin to Mexico City, Time Out’s Best Cities for Nightlife with Intrepid Travel is the ultimate guide to today’s after-hours capitals. To curate the ranking, we went straight to the people who know their city best – the locals – and asked them to tell us all about the nightlife scene in their hometown right now. We asked them about everything from clubbing to cocktail bars, how affordable it is to go out at night, the overall quality of nightlife in their city, how easy it is to find community, and how safe, exciting, welcoming and diverse their city is. After crunching all that data, a panel of nightlife experts – Time Out’s city editors, cult
As melhores coisas para fazer no Porto com chuva

As melhores coisas para fazer no Porto com chuva

A chuva está de volta, mas não é motivo para desanimar. Bem pelo contrário. Se não acredita, veja esta lista com tudo o que pode fazer no Porto quando está a chover, para que possa aproveitar da melhor forma os dias cinzentões. Há opções de actividades para fazer sozinho ou acompanhado, dentro e fora de casa, com muito ou pouco dinheiro. Do passeio de eléctrico ao roteiro de arte fora do comum, passando pelo Time Out Market Porto e por uma visita aos museus e salas de espectáculo portuenses. Por isso, não há desculpas: calce as botas, vista o impermeável, saia de casa e aproveite tudo o que a cidade tem para lhe oferecer.  Recomendado: As melhores coisas para fazer no Porto esta semana
The best brunch spots in Porto

The best brunch spots in Porto

Porto does traditional food really well, but it’s not afraid to embrace the new. That’s right, we also excel in the art of making eggs, pancakes, toasties and latte art – and we take it very, very seriously. Brunch here is like no where else, often served with over 10 different components, from scrambled eggs to yoghurt pots, fresh pastries to smoked salmon. In fact, if you’re not getting proper brunch one morning, you’re not doing Porto properly. Here are our favourite spots for it in Porto.  ➡️ READ MORE: Ultimate guide to eating out in Porto Porto’s best brunches at a glance 🌄 Best breakfast with a view: Bello Rooftop 🥑 Best build-your-own: Do Norte 🍹 Best cocktails: Zenith Brunch & Cocktails This guide was written by the editorial team at Time Out Porto, and translated into English for our global audience. At Time Out, all of our travel guides are written by experts across Europe. For more about how we curate, see our editorial guidelines. This guide includes affiliate links, which have no influence on our editorial content. For more information, see our affiliate guidelines. 
Vindimas: as quintas com os melhores programas de enoturismo

Vindimas: as quintas com os melhores programas de enoturismo

Chegou a época mais especial e aguardada para as quintas e para os produtores de vinho, para a qual se trabalhou o ano inteiro. De uma beleza que não passa de prazo, a época das vindimas é sempre um dos momentos mais marcantes – seja na região dos Vinhos Verdes, no Alto Douro Vinhateiro ou na Região Demarcada do Dão. A azáfama é grande no corte dos cachos, no encher das cestas com uvas e na pisa a pé nos grandes lagares de granito.  No mês mais agitado do calendário para uma quinta vinhateira, há várias a abrir as portas a quem quiser ver e participar no trabalho das vindimas. Em jeito de incentivo para uma escapadinha, descubra os programas especiais desta época. Recomendado: 🍇 As melhores quintas e hotéis com enoturismo no Douro
Os melhores ciclos de cinema ao ar livre no Porto e arredores

Os melhores ciclos de cinema ao ar livre no Porto e arredores

O Verão é feito de mil planos e de infinitas possibilidades. O cinema ao ar livre é uma delas – e uma das mais apetecíveis também. Pegue na manta, no balde de pipocas, na sua cara-metade, num grupo de amigos ou em familiares mais chegados e vá aproveitar a melhor sétima arte sob a luz da lua e das estrelas. Estes são os melhores ciclos de cinema ao ar livre no Porto e arredores, com géneros para todos os tipos de cinéfilos: para os que gostam de filmes de acção, para os que preferem thrillers emocionantes, para os que não dispensam uma boa comédia romântica ou para os que não conseguem viver sem aqueles dramas de fazerem chorar as pedras da calçada. Bom filme! Recomendado: Os melhores bares de música ao vivo no Porto 
As melhores quintas e hotéis com enoturismo no Douro

As melhores quintas e hotéis com enoturismo no Douro

"Um poema geológico. A beleza absoluta." As palavras são de Miguel Torga, sobre a região que o viu nascer, e não podiam ser mais merecidas ou verdadeiras. O Douro é a primeira e mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo e, em 2001, foi considerada pela UNESCO como Património da Humanidade. Desde então, espalhadas pelas arribas durienses há cada vez mais quintas e alojamentos com propostas tentadoras. Umas são clássicas como manda a tradição, outras mais modernas e com designs arrojados. Umas apostam nos tesouros que guardam nas suas adegas e outras em soalheiros piqueniques no meio das vinhas. Corremos este pedaço de paraíso de lés a lés para lhe dizer onde dormir, comer, passear e brindar à sua saúde. Recomendado:🍇 Vindimas: as quintas com os melhores programas de enoturismo
As melhores ideias para aproveitar o Verão no Porto

As melhores ideias para aproveitar o Verão no Porto

Se anda à procura de um plano fresquinho no Porto, que o ajude a enfrentar as altas temperaturas e a aproveitar a cidade e tudo o que ela tem para oferecer, chegou ao sítio certo. Aqui temos mar, piscinas, parques, jardins, gelados, cinema ao ar livre, marcas de swimwear, rooftops e muitas ideias para sobreviver ao Verão no Porto em grande estilo. Não acredita? Veja as sugestões que lhe damos e agradeça depois. Se quiser celebrar mesmo em grande, então, dê uma vista de olhos a estes bares de praia ou vá até a uma esplanada beber um copo ao final da tarde.  Recomendado: 11 wine bars no Porto que tem de conhecer
Os melhores restaurantes em Vila Nova de Gaia

Os melhores restaurantes em Vila Nova de Gaia

Da comida tradicional portuguesa aos restaurantes premiados com estrelas Michelin; do peixe fresco às especialidades regionais, não falta o que provar do outro lado da ponte, quase sempre enquanto aprecia uma vista difícil de esquecer, capaz de melhorar a disposição de qualquer um. Se não sabe onde se dirigir para uma boa refeição com um cenário deste calibre, guarde esta lista, bem junto a si, com os melhores restaurantes em Vila Nova Gaia. De resto já sabe, temos de tudo e para todos os gostos e carteiras. O difícil vai ser escolher só um. Bom apetite. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Vila Nova de Gaia

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Pasta Non Basta

Pasta Non Basta

É uma espécie de três em um. O restaurante junto à Praça de Espanha é uma osteria com petiscos, um ristoranti, com pratos de massa e risotos, e é ainda uma pizzaria, com pizzas clássicas e especiais, cozinhadas num forno a lenha virado para a rua. A osteria, que significa taberna em português, serve bruschettas e boas almôndegas com molho de tomate e lascas de parmesão para abrir o apetite. As pizzas vão das clássicas margheritas, às especiais de corrida, como a tartufo, com trufa. Também há pratos de massa. E não saia sem experimentar uma destas três coisas: o risoto de abóbora e cogumelos, o tiramisú da casa ou o Amareto Sour, bem docinho e que ajuda a empurrar tudo.
Loft

Loft

Se a vista para o rio Douro conquista de imediato quem chega, o que se encontra dentro da LOFT vale ainda mais a pena a visita. A loja de decoração, que tem morada há mais de uma década na zona da Foz, reabriu em Setembro de 2025 de cara lavada e com um novo conceito, tornando-se numa concept store com produtos de decoração, mas onde também encontra um restaurante com refeições leves e uma zona com flores frescas e secas que pode comprar para levar para casa ou oferecer numa data especial. Neste espaço não faltam também workshops para experimentar – incluindo oficinas para fazer o seu próprio ramo de flores.
Sandeman Museum-Cellar

Sandeman Museum-Cellar

What is it? One of the most internationally popular Port wine brands, so it makes sense there is a museum dedicated to it. Why is it worth visiting? Here, you’ll learn about Don, the mythical, mysterious man in black from the Sandeman logo with the Spanish sombrero and the Portuguese student cape, created in 1928. The museum has a collection of handcrafted bottles from the 17th and 18th centuries, and you can also tour the cellars and join in a wine tasting at the end. How much is it to visit? There are three tiers to the pricing at Sandeman Museum-Cellar.  Porto Sandeman Visit (50 min and tasting of 3 ports): €22 Sandeman 1790 Visit (One hour 30 minutes and tasting of 5 ports): €32Sandeman Old Tawnies Visit” (One hour 30 minutes and tasting of four older tawny ports): €50 📍 Discover the best things to do in Porto  
Café Santiago

Café Santiago

What is it? Simply the best spot to try Porto’s national sandwich, the francesinha, which was invented in the 50s by a Portuguese man (Daniel Silva) who was living in France at the time. Why is it worth visiting? Prepare to wait (and wait, and wait) in the queue for a seat at Santiago – above all at peak times, that is, lunch and dinner. But if you’re asking if it’s worth it, the answer is yes. When it comes to tasting Porto’s best francesinha, this one is perfectly balanced – a slightly spicy sauce with a hint of acidity, layered with green-pepper mortadella, a punchy linguiça sausage, a lean steak, plenty of melted cheese and, of course, a fried egg on top.  📍 Discover the best things to do in Porto
Mercado Loft Store

Mercado Loft Store

Dedicada à decoração de interiores, esta loja – com produtos vintage e contemporâneos que chegam de várias partes do mundo – também tem um ateliê de arquitectura e design. Aqui dentro há peças artesanais, outras restauradas e outras até que podem ser personalizadas. E vão dos móveis, às bicicletas, passando por jardins suspensos, loiças, têxteis ou papelaria. Tem muito por onde escolher.
Clérigos Tower

Clérigos Tower

What is it? This bell tower, which is over 75m tall and was completed in 1763, was designed by the architect Nicolau Nasoni. It’s one of Porto’s most prominent landmarks and is a must-visit for anyone coming to Porto. How many steps does the tower have? You’ll have to climb 225 steps to reach the top of the tower, but we promise the views from the top are worth it. When is the tower open? Torre dos Clérigos is normally open from 9am to 7pm, Monday to Sunday. Exceptions to this include: Easter, summer and the Christmas season, when it is open from 9am to 11pm; December 24 and 31, when it is open from 9am to 2pm; and December 25 and January 1, when it is open from 11am to 7pm. Last entry is always 30 minutes before closing. Do you need tickets to visit the tower? General admission is €8 and €5 for students aged 11 to 18. Children up to 10 years old go free. Tickets grant access to the tower and museum. Translated by Olivia Simpson 📍 Discover the best things to do in Porto
Livraria Lello

Livraria Lello

What is it? Considered to be one of the most iconic bookstores in the world, Livraria Lello is situated in the heart of Porto on Rua das Carmelitas and is an important part of the city’s historical heritage. It features impressive neo-Gothic architecture, carved wood, gilded columns, and ornate ceilings and sells some 300,000 books a year. What is the J. K. Rowling connection? The Harry Potter author used to live in Porto, and is said to have been inspired by the city’s architecture. Climbing the ornate staircases in Livraria Lello, it’s easy to imagine you’re running late to a class in Hogwarts’ astronomy tower. How much does it cost? There is a three-tier ticket system, and the cost of all tickets can be redeemed against the purchase of books. The entry-level ticket is the silver, at €8; the next step up is the gold ticket (€15.95), which will buy you entry and a book from The Collection by Livraria Lello, the shop’s exclusive range; and the platinum ticket (€50) will get you priority entrance to the shop, as well as access to the Gemma Room. How long should I spend there? An hour should be enough time to browse the shelves and snap some pics of the gorgeous interiors. When is it open? The shop is open every day from 9am to 7.30pm and is closed on December 25, January 1, Easter Sunday, May 1 and June 24. Time Out tip The shop can get quite busy, so it’s best to visit at the end of the day to avoid crowds. Translated by Olivia Simpson 📍 Discover the best things
Snack-Bar Gazela

Snack-Bar Gazela

What is it? Snack-Bar Gazela is a no-frills spot that attracts a wide range of people for one simple reason: the food is just that good. What should I order? For over 50 years, Snack-Bar Gazela has been perfecting the art of making cachorrinhos (small hot dogs). The bread is thin and crispy, the linguiça sausages are high quality, and the cheese is melted to hold the fillings together. In the end, everything is brushed with butter and spicy sauce. When we say they’re popular spot, we mean it: on a normal day, 300 cachorrinhos are served. Best enjoyed when washed down with a couple of well-chilled beers. What are the prices like? This is the perfect place if you’re after cheap, delicious eats, with a cachorrinho setting you back just €4.50. Still hungry? Check out our list of the best restaurants in Porto. Translated by Olivia Simpson
Casa no Castanheiro

Casa no Castanheiro

Se procura silêncio, calma, esta casa no meio da natureza, rodeada de castanheiros, carvalhos e pedras cobertas de musgo, é o seu destino. Fica perto da aldeia de Valeflor, na Beira Alta, num vale entre Trancoso e Mêda, com vista para a Serra da Marofa. A Casa no Castanheiro, em funcionamento desde 2021, é um refúgio, um lugar para recarregar energias longe do bulício diário e citadino. Mas não é um refúgio qualquer. Esta casa especial é composta por uma estrutura modular, feita com madeira e cortiça, que abraça um castanheiro quase secular. O projecto arrojado fez com que o arquitecto João Mendes Ribeiro vencesse o Prémio Nacional de Arquitectura em Madeira de 2021 e fosse nomeado para o prémio de arquitectura contemporânea Mies Van der Rohe, que será revelado em Abril deste ano. Mas vamos aos pormenores. Não é um hotel, avisam, por isso não conte com serviço de quartos sempre à disposição. As visitas que receberá durante a sua estadia poderão ser de lebres e pássaros mais curiosos. Por ser pequena – a área total é de 25 metros quadrados – só tem um quarto, pelo que está aconselhada para dois adultos e uma criança, no máximo. Tem casa de banho com chuveiro, kitchenette, wi-fi e uma salamandra para aquecer os dias mais frios e encher as noites de romantismo.
Gavião Nature Village

Gavião Nature Village

A poucos dias de celebrar o primeiro aniversário, o Gavião Nature Village, projecto que saiu das mãos de quatro amigos de infância, é um daqueles casos que chuta para canto o campismo lamacento e os banhos de água fria. Com 13 tendas glamping, bem equipadas e decoradas como se de um hotel se tratasse; e dez cork shelter, pequenas casinhas com capacidade para duas, quatro e oito pessoas, muito confortáveis e funcionais, promete facilitar o contacto com a natureza e tornar a experiência memorável. Além das casas/quartos de diferentes tipologias (a maior tem uma pequena sala de estar), possuem três tipos de tendas: para uma escapadinha romântica (vai poder dormir numa cama redonda); para umas férias em família (além da cama de casal, há um beliche); e para um convívio entre amigos (com quatro camas individuais). Todas instaladas sobre estrados de madeira e com mobiliário ecológico e sustentável. As tendas deste glamping de quatro estrelas perto de Portalegre são climatizadas, possuem televisão, casa de banho privativa, minibar, chaleira e outras comodidades. De manhã, um pequeno-almoço buffet espera por si. A seguir, é tempo de explorar o circuito wellness, com jacuzzi, banho turco e sauna.
Amor & Farinha

Amor & Farinha

É impossível não querer levar um exemplar de cada um dos pães que repousam na estante. E o mais provável é sair desta pequena padaria cheio de sacos nos braços. Pão de alecrim, pão de batata doce e coco, de arroz, de iogurte e arandos, com abóbora, canela e nozes, e de chia com sésamo tostado são alguns dos que poderá comprar aqui. Todos bons. Todos de fermentação lenta, agradavelmente tostados e crocantes. Também têm focaccias com tomate seco, cebola roxa, pimento, cogumelos e manjericão; empadas de legumes; bolos caseiros, como o muito guloso brownie de chocolate; e, mais recentemente, croissants, que é o que nos interessa hoje. São caseiros, feitos com massa mãe e doses generosas de manteiga, e levedam de um dia para o outro. Há-os simples (1,80€), com chocolate ou com manteiga de amendoim (ambos a 2€).
Brites

Brites

A lista de ingredientes para fazer estes croissants é longa, mas o mais importante é o tempo. “A Brites é uma padaria e pastelaria de fabrico artesanal, onde se opta pelo melhor processo e onde se respeita o tempo de cada produto. O tempo é, aliás, o ingrediente mais importante”, insiste Verónica Dias, a jovem padeira de 29 anos que abriu, em meados de Janeiro, este espaço onde pães, baguetes e bolos crescem ao seu próprio ritmo. “O pão e a viennoiserie, a pastelaria francesa, é toda de fermentação natural e longa. Faço bolas de Berlim, donuts e croissants franceses, por exemplo, que são a nossa imagem de marca. Levam 50% de manteiga”, conta. Mas não uma manteiga qualquer. A massa leva uma manteiga açoriana e no processo de laminação (que dá ao croissant o seu aspecto folhado), Verónica opta por uma manteiga francesa com 84% de gordura e extra seca. “Isto faz com que o croissant se torne mais amanteigado, leve e crocante”. O processo é moroso, complexo: exige três dias, da preparação à confecção. No primeiro faz-se a massa, no segundo lamina-se e no terceiro coze-se. Além dos croissants simples (1,50€), speculoos, toffee de chocolate, ganache e gianduia, que é uma mistura de chocolate e avelã, são alguns dos recheios (entre 2€ e 2,30€) que passam pelas vitrinas deste novo e tentador espaço.

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Maturações, música ao vivo e um moliceiro no tecto. Bem-vindos ao novo Subenshi

Maturações, música ao vivo e um moliceiro no tecto. Bem-vindos ao novo Subenshi

É um Subenshi, mas não é um Subenshi qualquer. Faz questão de se apresentar numa versão 2.0 do projecto gastronómico que nasceu em Aveiro, em 2014, ainda antes de cruzarmos a porta do restaurante. Instalado no World of Wine, em Vila Nova de Gaia, ocupou, este Verão, o antigo Mira Mira, espaço onde Ricardo Costa dava continuidade aos seus projectos de fine dining, em parceria com a The Fladgate Partnership, mas que encerrou no final de 2024. Com vista privilegiada para o rio e para a Ribeira do Porto e com um anterior inquilino de peso, estava claro que este Subenshi trazia água no bico.   A decoração impactante – que aposta nos tons quentes, nos sofás confortáveis, nos diversos espelhos e nas madeiras que forram as paredes e potenciam a boa acústica –, revela essa mudança de paradigma. Mas o verdadeiro efeito tcharam dá-se com uma ligeira inclinação posterior do pescoço para admirar o moliceiro dourado, a embarcação tradicional da ria de Aveiro, de oito metros, suspensa no tecto. Este é o quarto espaço da marca, que além do restaurante em Aveiro tem também um em Lisboa, em Marvila, e outro no Porto, junto ao Jardim da Cordoaria. ©DREdamame E, depois, a carta, claro, focada nos peixes e nas carnes maturadas que repousam nas câmaras climatizadas. “O nosso objectivo é tentar melhorar progressivamente a nossa gastronomia, elevar os processos”, explica João Pereira, director de operações do grupo. “O peixe branco e o lírio têm uma maturação de cerca de sete ou oito dias, mas com
Há uma petição contra a vedação do Jardim do Morro – e já tem mais de mil assinaturas

Há uma petição contra a vedação do Jardim do Morro – e já tem mais de mil assinaturas

O anúncio feito esta semana sobre a requalificação do Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia, deixou muita gente indignada e, segundo noticiou esta quinta-feira o JN, já há uma petição online a circular contra as medidas, que conta com mais de mil assinaturas. No projecto apresentado pela autarquia, o espaço público, inaugurado em 1927, vai passar a ser vedado, a ter novas regras de acesso e um horário de funcionamento. No documento, os subscritores pedem a “suspensão imediata do procedimento que visa transformar o Jardim do Morro num parque vedado, com horário de abertura e encerramento e regras de acesso, e a abertura de um processo formal de participação pública antes de qualquer decisão sobre a matéria”. Assim, contestam “o método pelo qual esta decisão foi tomada e anunciada, sem deliberação conhecida do órgão competente, sem fundamentação escrita publicada, sem consulta pública, sem discussão na Assembleia Municipal e sem qualquer forma de audição dos cidadãos e dos moradores.” Os peticionários avançam ainda que uma “uma vedação metálica contínua em torno do jardim, entre o Mosteiro da Serra do Pilar e a Ponte Luís I, num dos pontos de vista mais reproduzidos da paisagem urbana do [rio] Douro, não constitui obra de conservação”, mas sim “a introdução de uma barreira física permanente no interior de um bem classificado, com alteração significativa da relação visual e espacial entre esses elementos”. Adiantam, contudo, que não estão contra a requalificação do espaço. E apo
Festas d’Agonia: a maior romaria do Minho já começou

Festas d’Agonia: a maior romaria do Minho já começou

Assim que Agosto chega, Viana transforma-se. As tão aguardadas festas em honra de Nossa Senhora da Agonia enchem a cidade de cor e atraem milhares de turistas e curiosos todos os anos. A mais emblemática romaria do Alto Minho, celebrada desde 1750 – data que assinala os primeiros registos das comemorações –, é vivida intensamente, com uma programação que honra a identidade local, a devoção religiosa, a tradição minhota e a íntima ligação da cidade ao mar. Este ano, as festas acontecem entre 15 e 23 de Agosto e, como já é habitual (e porque aqui festeja-se sempre em grande), contam com cortejos históricos e etnográficos, procissões ao mar, desfiles de mordomas, gigantones e cabeçudos, ranchos de folclore, tapetes de sal, feiras de artesanato, espectáculos de fogo-de-artifício, arruadas e concertos (este ano até há Augusto Canário & Amigos no dia 19, às 21.00). Estes são os pontos altos da grande festa do Minho, que não pode mesmo perder.  Zés Pereiras, cabeçudos e gigantonesTodos os dias entre 19 e 23 de Agosto, 12.00 A festa começa cedo, há que aproveitar. Viana do Castelo acorda para as festas da Romaria da Nossa Senhora d’Agonia ao som de 12 apoteóticos morteiros por volta das 08.30 da manhã. E assim que as caixas e as tarolas começam a rufar, ao meio-dia, as pessoas saem à rua e concentram-se numa das praças mais bonitas do país – a Praça da República. Prepare-se para andar a furar entre a multidão se quiser ver os grupos de Zés Pereiras ao despique, numa exibição de força
Do outro lado do rio, Nacho Manzano faz hat-tricks à mesa do 1638 Restaurant & Wine Bar

Do outro lado do rio, Nacho Manzano faz hat-tricks à mesa do 1638 Restaurant & Wine Bar

A vista para o Douro e para os telhados alaranjados das caves de Gaia parece potenciar a reflexão ao entardecer. De olhos postos nos tons azulados do crepúsculo, que lentamente vai tomando conta das duas cidades ribeirinhas, lembramo-nos de todas as expectativas criadas, até ao momento, em redor do 1638 Restaurant & Wine Bar, o restaurante fine dining do Tivoli Kopke Porto Gaia, comandado pelo premiado Nacho Manzano, chef que conquistou para a sua Casa Marcial, nas Astúrias, as tão desejadas três estrelas Michelin. A primeira expectativa aconteceu logo na abertura, em Fevereiro de 2025, altura em que anunciaram, com grande pompa e circunstância, a cozinha autoral do chef asturiano e apresentaram a experiência gastronómica alicerçada num conceito de blind tasting, um menu que se ia revelando apenas quando os pratos eram servidos. Depois, veio a gala Michelin em Fevereiro deste ano e, com ela, a expectativa de uma eventual estrela. Não conseguiu, mas entrou directamente para a lista de restaurantes recomendados. E agora, eis-nos diante de uma nova expectativa: um novo menu, servido num restaurante recentemente renovado que apostou numa decoração mais intimista e acolhedora. © MMPSalada de Verão, 1638 Kopke A refeição arranca, então, com a apresentação do chef de sala, do vinho – um rosé da Winemakers Collection da Kopke de 2025 – e um trio de snacks compostos pela croqueta de presunto “Casa Marcial”, “importada” do restaurante espanhol para aqui; pelo crocante de mexilhão;
Jardim do Morro vai ser vedado e terá novos horários

Jardim do Morro vai ser vedado e terá novos horários

Uma das mais bonitas vistas para o Porto vai ficar temporariamente indisponível. O Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia, vai passar a ser vedado e terá novas regras e horários de funcionamento. Os trabalhos deverão iniciar-se em Fevereiro de 2027, terão uma duração de três meses e vão contar com um investimento de 700 mil euros. O objectivo é que este espaço verde seja reinaugurado a tempo da celebração do seu centenário. Segundo a notícia avançada pelo JN, o objectivo da empreitada é melhorar as condições de segurança no jardim e na área envolvente. Assim, serão instaladas câmaras permanentes de videovigilância, haverá presença constante de forças de segurança e a iluminação será reforçada. O espaço contará ainda com duas entradas – uma junto ao Mosteiro da Serra do Pilar e outra junto à Ponte Luís I – casas de banho e uma área infantil. A sua icónica gruta também será alvo de intervenção. A Câmara Municipal de Gaia conta lançar o concurso até Outubro, de forma a que os trabalhos estejam concluídos em Maio do próximo ano. Se ficar sem poiso para ver o melhor pôr-do-sol do Porto e arredores, saiba que por aqui encontra outros belos candidatos. + Quer conhecer o lado mais misterioso da vida selvagem? O Zoo Santo Inácio tem visitas nocturnas + Massagens, jacuzzi e degustações. Já abriu o primeiro spa de cerveja no Porto
Companhia aérea low-cost Transavia vai ter voos entre o Porto e Bruxelas

Companhia aérea low-cost Transavia vai ter voos entre o Porto e Bruxelas

Se faz parte daquele grupo (estranho) de pessoas que já só quer ver o Verão pelas costas e sonha acordado com dias mais frios, canecas de chá e mantas polares, podemos ter aqui algo que o vai animar. A Transavia está a expandir a sua rede de operações no aeroporto de Bruxelas e a partir de 14 de Dezembro, segunda-feira, a companhia aérea low-cost do Grupo Air France-KLM vai passar a voar entre a Invicta e a capital da Bélgica.  Haverá três voos semanais – às segundas, quartas e sábados. Em comunicado, afirmam que “a nova rota de/para Porto reforça o crescimento continuado da low-cost do Grupo Air France-KLM em Bruxelas, oferecendo aos seus clientes de lazer e negócios portugueses, belgas e ainda do sul dos Países Baixos mais opções de viagem”. E já pensou no que o espera? Um paraíso de cervejas e waffles recheadas com os mais variados toppings, as icónicas moules frites de lamber os dedos, e ainda emblemáticos monumentos – como o icónico Manneken Pis, o futurista Atomium e uma das principais sedes do Parlamento Europeu. E quando a época natalícia se começar a aproximar, conte com os maravilhosos mercados de Natal que enchem o centro histórico de luz e cor.  Se ficou entusiasmado e com vontade de começar já a fazer planos, saiba que os bilhetes já estão à venda. + O Água Hotels Terra Fria é o novo refúgio para descobrir em Trás-os-Montes + Porto/Post/Doc: o festival que revela o mundo em filme regressa em Novembro
Hipopótamo-pigmeu em risco de extinção nasceu no Zoo Santo Inácio

Hipopótamo-pigmeu em risco de extinção nasceu no Zoo Santo Inácio

Uma boa notícia: a vida triunfou e uma cria de hipopótamo-pigmeu (Choeropsis liberiensis), uma das espécies de mamíferos mais ameaçadas do mundo, nasceu no Zoo Santo Inácio, em Vila Nova de Gaia. Poipoi, como foi baptizado este pequeno-grande bebé, é a quinta cria do casal de hipopótamos Romina e Kibwana e já pode ser observado pelos visitantes no seu habitat da parte da manhã, acompanhado da mãe. A espécie Choeropsis liberiensis é uma das espécies de mamíferos que corre maior risco de extinção. Estima-se que existam apenas entre 2000 e 2400 indivíduos desta espécie na natureza e as causas para o seu desaparecimento relacionam-se com a caça ilegal e com a destruição das florestas da África Ocidental, provocada pela expansão agrícola e pela instalação de plantações para produção de borracha, café e óleo de palma. Com o apoio do Programa Europeu para Espécies Ameaçadas, o Zoo Santo Inácio trabalha em conjunto com outros jardins zoológicos europeus “para assegurar a reprodução de diversas espécies, como o hipopótamo-pigmeu, de forma controlada, evitando a consanguinidade e preservando a diversidade genética da espécie”, anunciam em comunicado. Acrescentam ainda que este nascimento “assume especial relevância por se tratar de uma cria do sexo masculino, numa espécie em que apenas cerca de um em cada dez nascimentos é um macho, tornando cada cria particularmente importante para a diversidade genética da população europeia”.  “Cada nascimento de um hipopótamo-pigmeu representa um c
Viana do Castelo: é rio, é mar, é monte. Edição especial está nas bancas

Viana do Castelo: é rio, é mar, é monte. Edição especial está nas bancas

Finalmente, Viana. Rainha do Alto Minho, princesa do Lima. A cidade minhota, à beira-rio e à beira-mar, dá por muitos nomes e mostra-se sobranceira, da altivez do seu monte, a beleza que tem aos seus pés. Este Verão, a Time Out rumou até Viana do Castelo para conhecer ao detalhe esta cidade que é tanto e que fervilha em todo o seu esplendor – em qualquer altura do ano. Encontrámos praias de ondas indomáveis e areais de perder de vista onde pode estender a toalha para banhos de sol. Fomos à descoberta das paisagens ricas em património natural com milhões de anos, entre parques, ecovias, trilhos, caminhos e cascatas à espera de serem descobertas. Percorremos o centro histórico da cidade, onde os edifícios seculares convivem com construções ambiciosas de olhos postos no futuro. Viana é também romaria e tradição. As monumentais festas em honra de Nossa Senhora da Agonia, que estão quase aí, atraem milhares de curiosos à cidade todos os anos, porque aqui celebra-se como em mais lado nenhum – com cortejos, procissões, gigantones e cabeçudos, ranchos de folclore, tapetes de sal, fogo-de-artifício e concertos. Se gosta de arte, percorra as histórias das mãos que criam e dão forma aos muitos projectos que despontam por aqui, desde a joalharia à escultura, pintura ou cerâmica. Não faltam também actividades para entreter os miúdos, nem oportunidades para viajar até ao passado e lembrar as gentes, os costumes e a arte mais tradicional desta cidade, entre os trajes, a loiça e a filigrana.
Bem-vindo ao Camilo – Cozinha Brava, o novo projecto de Camilo Jaña

Bem-vindo ao Camilo – Cozinha Brava, o novo projecto de Camilo Jaña

Podem tirar o Camilo da América do Sul, mas ela vai arranjar sempre forma de aparecer nos pratos dos seus restaurantes – como neste seu último projecto, o Camilo – Cozinha Brava, na Foz. Mas já lá vamos, porque para contar esta história é necessária uma viagem no tempo e lembrar que há 20 anos, Camilo Jaña, que se tornou num dos mais reconhecidos chefs da cidade, chegava ao Porto, despreocupadamente, para visitar a irmã. “Nesse dia fui almoçar ao Cafeína e conheci o Vasco [Mourão, fundador e empresário do grupo Cafeína]. Passados uns meses, já eu estava no Chile, liguei para cá para ver se precisavam de alguém. Disseram que sim e em 48 horas estava de regresso”. Começava assim uma das duplas mais duradouras da restauração portuense. Juntos consolidaram espaços que já estavam abertos, como o Cafeína e o Terra, e criaram outros projectos de raiz, como a Casa Vasco, o Portarossa e os entretanto encerrados Tasca Vasco, Panca e Lucrécia. Neste último, assistiu-se a um recente renascimento através do projecto em nome próprio do chef chileno. “Eu tinha uma dívida comigo: que era estar mais próximo da cozinha. Por isso, no ano passado, depois das férias de Verão, decidi que iria abrir um espaço meu e surgiu a ideia do Camilo”, conta o chef à Time Out. “Queria algo pessoal. Já não queria estar numa estrutura muito grande, com muitas linguagens de cozinha, onde, inevitavelmente, te tornas um administrativo. Eu queria ser cozinheiro. É essa a minha natureza”, explica.  ©DRO Camilo - Co
Na Quinta de Guimarães, os hóspedes são parte da história

Na Quinta de Guimarães, os hóspedes são parte da história

A textura rugosa da casca dos figos revela-se sob as partículas de luz. Entram pela janela da cozinha e dissolvem-se sobre a travessa, reflectindo no copo de vinho que transpira. As mãos de Fernanda trabalham. Descascam fruta para alimentar as crianças pequenas que lhe rodeiam o avental. A maciez da polpa das ameixas. A doçura das framboesas apanhadas no pomar. Há pessoas que são lugares e há lugares que fazem parte da história de muita gente. Dos que vêm, dos que ficam, dos que há muito já foram. E desde 1722 muita gente há-de ter pisado este chão. A data está gravada sob o frontão triangular da fachada da capela da Quinta de Guimarães, em Santa Marinha do Zêzere, no sudeste da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, já em pleno vale do Douro, e parece querer avisar-nos de que aqui o tempo passa mais devagar. As pressas ficaram algures pelo caminho, sinuoso, que vai ao encontro da propriedade. “Esta casa era de uma tia do meu pai”, conta-nos Carlos Coutinho, elemento da sétima geração da família Cunha Coutinho, encostado à balaustrada da varanda, de olhos postos nas fileiras de ramadas em frente. “Mas como ela não tinha descendência, o meu pai acabou por herdá-la e começou por plantar mais vinha, porque a que havia era pouca”. ©DRFernanda na cozinha da Quinta de Guimarães ©DRA casa é do século XVIII Virar tudo do Avesso Entre os anos 1980 e 2000, a produção dividiu-se entre as castas de Vinho Verde Arinto e Avesso e destinava-se, sobretudo, para venda a granel. Mas em 201
Todos a bordo. Ligação fluvial entre a Afurada e o Porto arranca na próxima semana

Todos a bordo. Ligação fluvial entre a Afurada e o Porto arranca na próxima semana

A partir de dia 22 de Julho, a prometida ligação fluvial entre a Afurada, em Gaia, e o Cais do Ouro, no Porto, vai entrar em funcionamento. Além desta, uma outra também começará a operar entre a Ribeira e o Cais de Gaia. A Transportes Metropolitanos do Porto (TMP) anunciou que cada viagem terá uma duração aproximada de sete minutos e cada ligação contará com partidas de 30 em 30 minutos em cada sentido. De segunda a quinta-feira, as viagens acontecem entre as 07.30 e as 20.00, mas às sexta-feiras o horário prolonga-se até às 22.00. Aos sábados, conte com viagens entre as 09.30 e as 22.00; e aos domingos entre as 09.30 e as 20.00.  Quanto ao preço dos bilhetes, “as travessias estão integradas no sistema Andante, podendo ser utilizados títulos ocasionais ou passes válidos para as respectivas zonas tarifárias”, avisam. Os passageiros que não possuam um título Andante podem comprar o bilhete a bordo. O custo é de 3€ para viagem simples ou de 5€ para ida e volta (válido apenas no mesmo dia), mas serão gratuitas para residentes do Porto na posse do cartão Porto. e para os gaienses portadores do cartão Gaia Amiga. Em nota de imprensa, o presidente da TMP, Nuno Neves de Sousa, garantiu que estas travessias são “mais um passo na construção de uma rede de transportes públicos cada vez mais integrada, acessível e sustentável”. + Kiko Is Hot, Suzy Guerra e Saint Caboclo dão música ao Porto Pride + Serralves revisita Alice Neel, uma voz livre da pintura do século XX
A nonna é que sabe. Por isso, abriu o Emiglia Pasta Bar na Rua do Rosário

A nonna é que sabe. Por isso, abriu o Emiglia Pasta Bar na Rua do Rosário

Há pessoas que entram nas nossas vidas por acaso, sem saber que vêm determinadas a virá-las do avesso. A coisa deu-se mais ou menos assim na vida de Ana Fernandes, quando Valdemar Gomes, sócio e responsável pelo restaurante Antiqvvm, com duas estrelas Michelin e com o chef Vítor Matos ao leme da cozinha, lhe entrou pela porta do espaço na Baixa onde dava consultas de audiologia. “Eu odiava o que fazia e ele propôs-me ir aprender, voluntariamente, para o restaurante. E lá, entre muitas outras coisas, aprendi a fazer massas”, conta Ana. E foi assim que toda esta história – que deu agora origem ao Emiglia Pasta Bar, o novo restaurante na rua do Rosário – começou. “Pouco tempo depois despedi-me e comecei a fazer massas frescas em casa para vender para fora, através do Instagram”, relembra Ana que, um mês depois de ter fundado a Nonna Pasta Fresca, em 2020, a Covid assolou o país e confinou as pessoas a casa. “Na verdade, para mim nem foi tão mau assim. As pessoas queriam comprar e experimentar coisas novas e diferentes, tinham tempo para cozinhar”. © MMPCasarecce al pesto com mozarela e tomate De lá para cá, muito aconteceu. Ana começou por levar as suas massas para um espaço partilhado com a Bite My Lunch, projecto de marmitas saudáveis, onde ocupava dez metros quadrados. “Pelo menos não estava sozinha”, ri. Mas a marca começou a ganhar força e expressão e os restaurantes, “que nunca foram o meu objectivo ou público”, assegura, começaram a fazer-lhe encomendas mais volumosas.