Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

A Primavera pode ser conhecida por deixar os jardins e canteiros da cidade todos floridos, mas o efeito que tem na agenda de exposições não é muito diferente. Este fim-de-semana, há duas grandes inaugurações. Na Gulbenkian – e em antecipação da reabertura do museu, este Verão –, podemos ver "Arte & Moda", exposição inédita no contexto português, que junta peças de alta-costura internacionais a obras emblemáticas do acervo. Na Culturgest, a retrospectiva de João Penalva ocupa todas as salas e ainda se prolonga para o Pavilhão Branco e para um ciclo na Cinemateca. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Do ano novo tailandês no Museu do Oriente à "desConstituição" da República em Belém, passando por Dino D'Santiago e amigos no grande auditório da Gulbenkian, a semana conta ainda com Lourdes Castro na Sociedade Nacional de Belas Artes ou uma visita à Fábrica da Moagem da Manutenção Militar. Continuam, e bem, as comemorações de Abril na Universidade Nova de Lisboa, com concertos e exposições, e entram na recta final as fotografias que Teresa Couto Pinto tirou a António Variações (bem como algumas roupas do artista), no MUDE. Para estar em beleza, há sol na actuação do Coro dos Anjos, no Jardim dos Coruchéus. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa
18 mulheres marcantes da história de Lisboa

18 mulheres marcantes da história de Lisboa

Estamos em 2026 e ainda nenhuma mulher liderou a Câmara Municipal de Lisboa. As decisões continuam a ouvir-se sobretudo de vozes masculinas, os lugares de poder mantêm-se dentro do mesmo género. Se já estivemos muito mais desequilibrados? Claro. Se é preciso ir muito mais longe? Bingo! As figuras que aqui elencamos são, por isso, mulheres que não devemos perder de vista ou de memória. Muitas desafiaram o regime opressivo, foram presas ou tiveram de fugir. Algumas instauraram na cidade um novo ritmo ou destacaram-se pelo "simples" facto de serem mulheres a falar alto num universo de homens. São mulheres das artes à ciência, da política e das tabernas. Recomendado: Roteiro pelas estátuas de mulheres em Lisboa  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Estar longe de ecrãs e das respostas imediatas de motores de busca é um exercício que talvez tenhamos de praticar com mais frequência, em defesa dos nossos pequenos cérebros. E é preciso muito esforço? Talvez seja suficiente relembrar os clássicos da infância (seja a nossa ou a dos nossos pais), viajando por jogos como o Galo, a Forca (ou o Enforcado), o STOP ou a Batalha Naval. O mais impressionante é que pode passar horas a divertir-se apenas com um pedaço de papel e uma caneta. Nervoso? Vá preparando a cultura geral e a agilidade de pensamento, que os adversários já estão à espera. Temos 12 ideias de jogos com papel e caneta para experimentar. Recomendado: Escape rooms em Lisboa e Cascais. Acha que consegue escapar?
Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

É uma sobremesa típica em França e na Bélgica nesta altura do ano e, na sua versão mais tradicional, tem uma aparência rústica, semelhante a um tronco de madeira. Se é hábito da quadra as famílias reunirem-se à volta da mesa a comer bacalhau, também se tornou tradição juntarem-se com os doces como pretexto. Por cá, os troncos de Natal já são tradição e perdição para os gulosos do chocolate, fazendo competição com rabanadas, azevias, sonhos, coscorões e bolos-reis. Dos clássicos aos inovadores, dos rústicos aos requintados, eis alguns dos melhores troncos de Natal da cidade. Recomendado: O melhor do Natal em Lisboa
Onde comprar panettone em Lisboa

Onde comprar panettone em Lisboa

A massa mais leve e elástica do que a do bolo-rei ou bolo-rainha tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos em Portugal. O "pão doce" italiano começou a aparecer nas nossas mesas da Consoada e de lá não saiu, evidência da globalização mas também da nossa tendência para abraçar o novo e da vontade de remexer um pouco as tradições. Das versões clássicas com passas às mais pornográficas, com recheios de chocolate e quejandos, apresentamos-lhe versões de casas italianas e portuguesas, de pastelarias, mercearia e chefs de hotel. Na Grande Lisboa, não vai ficar de certeza sem um bom panettone para reinar, feito coroa, na mesa. O difícil pode ser escolher. Recomendado: Os doces de Natal que vai querer ter na mesa  
Os melhores presentes de Natal solidários

Os melhores presentes de Natal solidários

Para evitar que o verdadeiro espírito de Natal se perca no vai-vem das compras, da escolha do melhor peru ou dos últimos preparativos da decoração, que tal pensar em presentes duplamente especiais? Foi por isso que juntámos numa única lista uma dezena de sugestões de presentes de Natal solidários, verdadeiros dois em um que dão mais significado a esta quadra. Ao mesmo tempo que oferece algo a alguém de quem gosta, está também a contribuir para uma causa nobre. Espreite as nossas ideias e dê outro sentido ao Natal. Recomendado: As novidades portuguesas que vai querer oferecer este Natal

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À distância de um braço

À distância de um braço

"À distância de um braço" é a primeira mostra individual de João Miguel Barros em vários anos e a segunda em Portugal, depois da exposição de 2018 no Museu Berardo/ CCB. Síntese do trabalho recente do fotógrafo, vive do núcleo “short stories” e inclui quatro fotografias que integraram a Bienal Internacional de Arte de Macau, em 2021, sob o título "Allegory of Globalization". O título da exposição remete para a ideia de uma distância mínima — a que separa o fotógrafo do que fotografa, mas também a que se estabelece entre a imagem e quem a observa. Essa proximidade controlada, que oscila entre intimidade e contenção, é o fio condutor de todos os núcleos apresentados. Na mesma galeria, a Lumina, o espaço Le Mur recebe "Arquitectura de uma flor", de Paulo Canilhas, que nasce da "observação de formas de vida que persistem nas fissuras da cidade".
BLOOM: O Acto de Rememoração

BLOOM: O Acto de Rememoração

Em "Bloom", a neerlandesa Dagmar van Weeghel reivindica a presença de mulheres africanas na História, através do recurso a técnicas fotográficas do século XIX, práticas botânicas e arquivos esquecidos. Desenvolvido durante quatro anos em colaboração com mulheres de ascendência africana residentes em vários países europeus, vem trabalhar uma lacuna: entre a invenção da fotografia (c. 1839) e o ano de 1900, as imagens de pessoas racializadas são raras, anónimas ou inexistentes, centralizando-se a identidade branca. Nas fotografias em exposição, isso desaparece e Van Weeghel não fala pelas mulheres retratadas, abrindo caminho para reflexões sobre migração, pertença e visibilidade.
This Is Not A White Cube

This Is Not A White Cube

Fundada em Luanda em 2016, esta galeria internacional de arte contemporânea representa e colabora com artistas nacionais e internacionais, estabelecidos e emergentes, centrando-se em narrativas do contexto europeu e do Sul Global, como o Brasil e países africanos não-lusófonos. Pelo espaço do Chiado, inaugurado em 2021, passaram já nomes como Francisco Vidal, René Tavares, Ibrahim Bemba Kébé ou Sanjo Lawal, abrindo o leque de representações a países como São Tomé e Príncipe, Mali, Nigéria, Angola, Senegal, Cabo Verde, Congo, África do Sul, Burkina Faso, Bielorússia, Brasil ou Portugal.
Casa Palestina

Casa Palestina

É a primeira casa cultural palestiniana do país e afirma-se como um lugar de comunidade, afirmação, resistência e expressão artística. Fundada por mulheres palestinianas em colaboração com mulheres portuguesas, a Casa Palestina tem uma programação regular, com música, cinema, oficinas ou comida. Ponto de encontro entre a Palestina e Portugal, é um lugar de criação artística e reflexão crítica, onde também se pode ler um livro na pequena biblioteca ou visitar a loja de produtos palestinos. Aberta em 2026, num momento de particular severidade da violência que há anos assola aquele território, a casa surgiu como um acto de afirmação, mas também de cura.
(Still) Waiting for Godot

(Still) Waiting for Godot

À espera de Godot passou de peça de teatro a expressão do quotidiano, por obra e magia do irlandês Samuel Beckett. O artista Daniel Blaufuks pega no clássico para nos fazer reflectir sobre a experiência da espera como condição do nosso tempo. A partir de uma constelação de várias imagens fotográficas, podemos sentir a suspensão do tempo no ser humano, na paisagem, nos gestos e fragmentos da vida de todos os dias. Uma vez juntas, as peças do puzzle tornam-se um retrato do presente, na linha habitual de Blaufuks, em que cada dia, cada momento, serve para construir um tempo histórico.
ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

"Um amigo meu, que é dono de um café, falou-me de uma obra que encontrou abandonada na rua, ali perto. Ligou-me logo porque me queria mostrar, perguntar se eu via nela algum valor”, enquadra Nuno Aníbal Figueiredo, curador da exposição "ID | Quando a identidade (não) é só um rosto", onde figura a peça de autoria desconhecida. A acompanhá-la estão obras de Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino (artistas com e sem diagnóstico psiquiátrico). Algumas estiveram anteriormente expostas, outras foram feitas de propósito para a mostra que ocupa o Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos e que nos quer levar a pensar sobre identidade, olhar clínico e criação artística. Para isso, vai-se também ao conceito freudiano de "id", "a instância primitiva e pulsional da psique humana, actuante como força motriz da personalidade, lugar onde habitam os desejos não nomeados, os impulsos incontroláveis, as imagens mais cruas do inconsciente”, como explica o responsável da associação P28.
7.ª Masterclass Narrativa

7.ª Masterclass Narrativa

Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa e daí resultaram perspectivas sobreassuntos como o território, o luto, a memória, o isolamento, a devoção ou a transformação. Do pinhal da Beira Baixa às pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo, a exposição convida a atravessar diferentes espaços aos quais não podemos ser indiferentes. A masterclass é a génese do projecto Narrativa, promovendo um espaço de construção e de divulgação de novos autores.
Dois Temas – Um Olhar

Dois Temas – Um Olhar

Profissões e mercados de Lisboa, entre 1975 e 1980. Assim se resume o foco de atenção do fotojornalista Fernando Negreira, que tem agora esta exposição no Mercado da Ribeira, organizada pela associação CC11. As imagens vêm de um "deambular pela cidade enquanto fazia tempo para executar os trabalhos agendados pela redacção ao longo de cada dia" e hoje mostram a evolução social em Lisboa. De lavadeiras a moços de frete, eis uma Lisboa que já não existe.
Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Neste ciclo de cinema organizado pela Universidade Nova de Lisboa e acolhido pelo espaço Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro, propõe-se um espaço de reflexão pública sobre os desafios contemporâneos associados ao mundo do trabalho e ao seu impacto na saúde mental. Ao pensamento e à discussão ajudam quatro filmes seguidos de debates com convidados de diferentes áreas. Como em Março se assinala o Mês da Mulher, o ciclo também fará um enquadramento às questões de género, bem como às condições materiais e afectivas que atravessam a vida profissional e pessoal, em particular a partir de perspectivas femininas.
Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Comissariada pelo designer Jorge Silva e pelo director do Museu Bordalo Pinheiro, João Alpuim Botelho, a exposição "Toma! 150 anos de Zés Povinhos" acompanha o percurso de uma das figuras mais conhecidas do artista português, Zé Povinho, criada a 12 de Junho de 1875 nas páginas centrais do jornal A Lanterna Mágica. Mais de 150 anos depois, "o Zé continua tão presente no nosso quotidiano", "ganhando um lugar no nosso imaginário como símbolo do povo português". Ao longo do tempo, foi também apropriado por caricaturistas, profissionais do teatro, ceramistas e publicitários. Chegou, ainda, a ser mascote da selecção nacional de futebol. No mesmo espaço, está a nova exposição de longa duração, disposta por sete salas.
A Prova do Tempo

A Prova do Tempo

Uma nasceu nos anos 60, outra nos anos 90. Juntam-se, assim, duas gerações e duas perspectivas sobre os lados pagão e religioso, da tauromaquia às procissões. Mas com muitos pontos em comum. Em "A Prova do Tempo", as fotógrafas Inês Gonçalves e Ana Paganini mostram "surpreendentes afinidades temáticas, formais e simbólicas", como o facto de terem retratado, ambas aos 30 anos, diferentes protagonistas da festa brava, de toureiros a forcados. A acompanhar os trabalhos, no espaço Le Mur, na mesma galeria, está a instalação de Sebastião Castelo Lopes, "O som de fazer o último poema".
Portal do Retorno

Portal do Retorno

Criadas no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, as 30 obras em papel e cartão pintadas por Dino D'Santiago a tinta-da-China inspiram-se na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, fazendo questionar "de que serve a independência sem memória". O contraste com as cores vivas acentuam o conceito de “pessoa de cor”, sublinhando “as vidas que foram – e continuam a ser – interrompidas pelo preconceito”, na visão do artista. A exposição propõe assim um "movimento inverso", assumindo-se como "um acto de desobediência à cronologia da dor". “De que serve a soberania se o espírito permanece exilado?”, pergunta ainda o autor.

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“Cantando espalharei por toda a parte”, ou pelo menos em algumas estações. Camões está no metro

“Cantando espalharei por toda a parte”, ou pelo menos em algumas estações. Camões está no metro

Provavelmente já reparou em alguns versos colocados recentemente em algumas estações do metropolitano de Lisboa. Vêm soltos e sem autor, mas têm dois objectivos: assinalar os 500 anos do nascimento de Luís de Camões e permitir o "contacto directo com a poesia durante a viagem", como comunica o Metropolitano de Lisboa (ML), que promove a iniciativa em parceria com a Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões. DR via MLBaixa-Chiado Nas estações Baixa-Chiado, Reboleira e Odivelas podem ler-se, assim, versos como "Bem puderas, ó Sol, da vista destes/ Teus raios apartar aqueles dias" ou "Cantando espalharei por toda parte/ Se a tanto me ajudar o engenho e arte". Camões já fazia parte da paisagem do metro desde a década de 1990, quando, de forma permanente, foram colocados excertos da sua poesia nas estações Parque, Alto dos Moinhos e Entrecampos. Os painéis "convidam à pausa e à reflexão, evocando a ideia de que a viagem, seja pelo oceano ou pelo subsolo de Lisboa, constitui sempre um percurso de descoberta", sublinha a empresa ML. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Reposição de areia na Costa de Caparica vai interditar praias até Junho

Reposição de areia na Costa de Caparica vai interditar praias até Junho

Entre Abril e Junho, várias praias da Costa de Caparica estarão interditas devido a trabalhos de colocação de areia, programados desde Setembro. "Não estarão todas as praias encerradas em simultâneo: à medida que os trabalhos terminam numa praia, essa é reaberta, sendo depois intervencionada a seguinte", indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), citada pelo jornal Público. A reposição começou esta quinta-feira, dia 16 de Abril, na zona de São João de Caparica, que estará em trabalhos até Maio (o dia exacto não foi comunicado). Ainda em Abril começam as descargas nas praias de Santo António, do Tarquínio-Paraíso e do Dragão Vermelho. As últimas praias a receber areia serão a Praia Nova e a Nova Praia, entre Maio e Junho. Apesar de a obra ter sido consignada em Setembro do ano passado e de ter arrancado em Novembro, não existiram, entretanto, condições meteorológicas favoráveis à sua execução. "Tínhamos já 64 milhões de euros adjudicados, em concurso ou já em construção, já em obra", declarou ao mesmo jornal a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, enquadrando o total de 15 milhões de euros libertados pelo Governo para recuperar praias de todo o país antes do Verão, na sequência das tempestades e outras ocorrências registadas entre 1 de Outubro de 2025 e 3 de Março de 2026. Coincidentemente, desde esta quinta-feira voltou a ser possível circular na principal via de acesso às praias da Costa de Caparica, entre a praia do Rei e a praia da Bela Vista. Nos últimos dois
Traumas do México e uma Lisboa dos anos 80 fazem o festival de fotografia da Narrativa

Traumas do México e uma Lisboa dos anos 80 fazem o festival de fotografia da Narrativa

Estávamos em 1986 e Portugal tinha acabado de entrar na Comunidade Económica Europeia (CEE). Pouco depois, dois fotógrafos alemães, Ute e Werner Mahler, aterraram em Lisboa, acompanhados pelo jornalista Wolfgang Kil. A ideia era comporem um livro de viagens, destinado aos residentes da República Democrática Alemã (RDA). A excitação era sobretudo deles, já que era a primeira vez que conseguiam pisar um país da Europa ocidental. O dito livro, porém, nunca chegou a ser publicado e as fotografias ficaram esquecidas em caixas durante décadas, até 2021, ano em que foram descobertas. São estas imagens que estarão expostas em mupis na Praça dos Restauradores a partir do dia 4 de Maio, naquele que é talvez o momento de maior visibilidade do Ciclo Narrativa, festival de fotografia de quatro dias (1 a 4 de Maio) organizado pela associação fundada pelo fotógrafo Mário Cruz. A Lisboa de 1987 e 1988 é, assim, a de duas pessoas que a exploram pela primeira vez. Nela, ainda se vêem graffiti sobre a reforma agrária, passeantes aprumados da Baixa, gentes do campo e tabacarias, pequenos sinais de liberdade num território não assim há tanto tempo saído da ditadura. Mas as imagens são também um convite a reflectir sobre o presente da cidade, a partir dos "vestígios de outros tempos e as transformações por que passou", como refere a galeria Narrativa, no comunicado enviado à Time Out. Ute e Werner Mahler (Cortesia Narrativa)Lisboa 87/88 Do México, a luz que repara  "Lisboa 87/88" (fruto de uma p
LX90: os anos em que acelerámos até à fast food, comemos muita TV e mostrámos o rabo em manifestações

LX90: os anos em que acelerámos até à fast food, comemos muita TV e mostrámos o rabo em manifestações

"Foi uma década muito idealista, de muito optimismo, investimento, muitos projectos e ideias em ebulição, mas também de gente que as pôs em prática. Como disse o [músico] Rui Pregal da Cunha, se não havia e as pessoas queriam, elas faziam." Assim foram os anos de 1990, descritos por Joana Stichini Vilela, co-autora de LX90 – A Lisboa em Que Tudo é Possível (D. Quixote), que chegou às livrarias esta terça-feira, 14 de Abril. O lançamento acontece sábado, dia 18, às 18.00, no Mude – Museu do Design, em Lisboa. Essa vontade de que fala a jornalista – "é verdade que havia dinheiro mas não foi isso" – extravasou para muitos lados. Abriu auto-estradas (A5 e A1 nos primeiros lugares), juntou-se a uma espécie de perestroika à portuguesa que fez chegar cadeias de fast food (em 1999, o maior McDonald's da Europa abriu no Parque das Nações), trouxe à televisão canais privados e deu azo à construção do maior centro comercial da Península Ibérica (esse mesmo, o Colombo). Tudo isto, sem nunca esquecer a mítica feijoada que entrou para o livro The Guiness Book of Records durante a inauguração da Ponte da Vasco da Gama (acção que foi, na verdade, campanha publicitária de uma conhecida marca de detergentes). Pelo meio, houve também descidas e desastres, como o "endividamento brutal" por que passou o país, as duas crianças engolidas pelas tubagens de um parque aquático (quando o sector funcionava sem legislação), o very light fatal no Estádio do Jamor, as vítimas da Sida e o estigma associado
Greve vai condicionar recolha de lixo em Lisboa

Greve vai condicionar recolha de lixo em Lisboa

"De acordo com a informação disponibilizada pela Câmara Municipal de Lisboa, a recolha de resíduos na cidade estará condicionada entre a noite do dia 16 e o dia 17 de Abril", informa a Junta de Freguesia da Misericórdia, através das redes sociais. Nos meios de comunicação da Câmara, porém, não consta qualquer aviso e também não foi enviada informação sobre o assunto à Time Out. As perturbações relacionam-se com a manifestação convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) contra as alterações propostas pelo Governo à legislação laboral. A adesão à greve foi, entretanto, confirmada por organizações como a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) e a Fiequimetal, federação que abrange indústrias metalúrgicas, químicas e outras. Em vários municípios, como Almada ou o Barreiro, também será afectado o sector dos transportes. Em Lisboa, não há informação sobre alterações neste contexto. Sob o lema "Abaixo o pacote laboral", a manifestação desta sexta-feira terá início na Praça do Duque de Saldanha, às 14.30, terminando em frente ao Palácio de São Bento. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
É o início do fim dos parquímetros? Emel admite substituição por modelo 100% digital

É o início do fim dos parquímetros? Emel admite substituição por modelo 100% digital

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa – Emel está a estudar a transição do sistema de parquímetros para um modelo de pagamento digital do estacionamento na cidade, noticiou o jornal Público. Ainda não se sabe em que zona da cidade a mudança será testada, mas a empresa adianta que haverá uma área-piloto, a definir após reunidas as conclusões do estudo em curso. Nesta fase, estão a ser recolhidos contributos junto dos utilizadores, no sentido de compreender hábitos, expectativas e níveis de aceitação da mudança. O objectivo, segundo a Emel, é “alinhar a ambição de redução gradual de parquímetros com a experiência do utilizador”. Depois de testada a eliminação de parquímetros numa determinada zona, a empresa tentará perceber se a mudança "melhora a experiência dos utilizadores – do estacionamento e do espaço público –, beneficia a operação e reduz custos”, refere o Plano de Actividades e Orçamento da EMEL para o triénio 2026-2029, conhecido em Dezembro passado e citado agora pelo Público. Menos 225 parquímetros desde 2024 Apesar de a transição formal ainda não ter começado a acontecer, há dois dados fundamentais a sustentá-la. Por um lado, 74% dos cidadãos que pagam estacionamento na via pública em Lisboa já o fazem por via digital, através da aplicação da empresa para o efeito (dados de 2025); por outro, os custos com a reparação de parquímetros, muitas vezes vandalizados (mas também avariados), são bastante significativos. Desde 2020, "registaram-se 3400
Carnide tem um novo parque de estacionamento, de 387 lugares

Carnide tem um novo parque de estacionamento, de 387 lugares

São 387 lugares de estacionamento, gratuitos para quem utilizar o Passe Navegante. O objectivo do novo Parque dos Condes de Carnide, como o de outros parques recentes geridos pela Emel, é permitir que quem trabalha em Lisboa possa deslocar-se para o interior da cidade de metro, autocarro ou bicicleta Gira, deixando o automóvel às portas do território e reduzindo, assim, o tráfego automóvel.  O novo parque de Carnide fica próximo das estações de metro de Carnide e Colégio Militar, bem como do terminal rodoviário do Colégio Militar. Além dos lugares regulares, a infra-estrutura inclui estacionamento específico para veículos eléctricos e para pessoas com mobilidade reduzida. O regime de gratuidade aplica-se entre as 07.30 e as 21.00. Fora deste horário é aplicado o tarifário de cada parque, sendo que no caso do da Avenida Condes de Carnide, ainda não consta informação no site da Emel. Na zona e nos mesmos moldes de funcionamento, também existem o Parque do Colégio Militar e o da Pontinha Sul. Em Janeiro de 2025, ainda, a Emel inaugurou 116 lugares de estacionamento de duração limitada com tarifa verde (a mais reduzida) entre a Azinhaga das Carmelitas e a Travessa do Pregoeiro, em Carnide. Lisboa tem hoje sete parques de estacionamento nas entradas da cidade, "com as mesmas características dissuasoras da utilização de veículo próprio", informa a Câmara Municipal de Lisboa, em comunicado, adiantando que, desde 2024, este executivo inaugurou "1725 lugares de estacionamento em parq
A mais de meio do contrato, projectos apoiados pela Câmara só receberam 15% do financiamento

A mais de meio do contrato, projectos apoiados pela Câmara só receberam 15% do financiamento

Crianças e adolescentes correspondem-se por carta com idosos em São José, miúdos encontram novas oportunidades para brincar ao ar livre no Lumiar, pessoas de várias idades trabalham a saúde mental numa horta da Penha de França, alunos de uma escola da Graça criam um podcast para debater temas cívicos, estudantes de Marvila sobem ao palco numa ópera, um grupo de físicos e engenheiros leva ciência às escolas. A lista poderia continuar, ao longo dos 53 projectos aprovados em 2025 pelo programa Bip/Zip – Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária de Lisboa, criado em 2011 pela autarquia para apoiar o desenvolvimento de projectos sociais em 60 territórios da cidade. Nos últimos anos, aliás, o programa tem visto o montante global de financiamento aumentar e, em 2024, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciou a criação de um novo formato, para apoios de longa duração. Uma "alteração brutal", definiu Filipa Roseta, então vereadora da Habitação, que deixou de fazer parte do executivo de Carlos Moedas no seu segundo mandato, iniciado em Outubro de 2025. Houve, porém, outras duas mudanças recentes que não têm permitido a algumas organizações pagar salários e materiais, comprometendo ainda a realização dos projectos delineados. O financiamento é repartido em quatro prestações e, em Setembro/Outubro de 2025, altura de pagamento da primeira tranche, o montante libertado sofreu uma redução de 30% para 15% do valor total da subvenção. Num apoio na ordem dos 50 mil euros, por exemplo, repre
Túnel da Avenida João XXI vai fechar para obras de dois anos

Túnel da Avenida João XXI vai fechar para obras de dois anos

A empreitada de reabilitação do túnel da Avenida João XXI, que vai do Campo Pequeno até ao Areeiro, foi adjudicada em 2022, mas as obras vão começar apenas agora, fechando o túnel a partir de 14 de Abril. A intervenção tem uma duração estimada de 24 meses, sendo a primeira fase (estimada em 10 meses) a que implica o fecho do túnel, já que na segunda os trabalhos serão no exterior. A reabilitação do túnel foi aprovada em 2021, por unanimidade, durante o mandato de Fernando Medina, perante a necessidade de se “proceder a uma intervenção de fundo”, envolvendo infra-estruturas como as redes de águas, de incêndios e de drenagem, a estação elevatória, as estruturas do túnel ou a saída de emergência da Avenida de Roma. Em vista está também “a criação de uma nova saída de emergência no cruzamento da Avenida João XXI e Avenida de Roma”. O objectivo é, assim, “dar cumprimento aos requisitos necessários e regulamentares de segurança, garantindo os eficazes métodos construtivos e dimensionamento estrutural”, de acordo com o descrito no documento aprovado. O encerramento do túnel, como é de esperar, "provocará um acréscimo do volume de tráfego na Avenida João XXI", lê-se no site da Câmara Municipal de Lisboa. A circulação fica "assegurada pelos arruamentos à superfície", que se situam numa perímetro de tráfego habitualmente intenso. Na segunda fase da obra (previsivelmente em Fevereiro), os trabalhos incidirão no exterior do túnel e terão "impacto na circulação na Avenida de Roma", com ef
Parte da Rua da Graça vai ser só dos peões por umas horas

Parte da Rua da Graça vai ser só dos peões por umas horas

Tem acontecido em Arroios, no Areeiro ou na Misericórdia e a freguesia de São Vicente não quer ficar de fora da experiência de fechar ruas ao trânsito motorizado, para que as pessoas possam conviver e brincar nelas. No dia 12 de Abril, domingo, entre as 12.00 e as 19.00, o troço da Rua da Graça entre as ruas da Senhora do Monte e a Angelina Vidal (Sapadores) vai estar vedado a eléctricos, carros, motos e afins, numa iniciativa que o actual executivo da junta de freguesia afirma ser a primeira de muitas. No local, serão disponibilizadas bicicletas, giz para pintar no chão, bolas e brinquedos, estando também programados workshops e outras actividades dinamizadas pelo colectivo Periferias Dibujadas e pela Associação Zero. A par do lazer, os cidadãos serão convidados a responder a um inquérito sobre segurança e mobilidade na zona, "na sequência de um trabalho contínuo da freguesia, que tem alertado para a questão crítica da mobilidade, particularmente do trânsito de atravessamento". Rita Chantre / Rua da Graça O trânsito na freguesia tem-se intensificado nos últimos anos, particularmente na Rua da Graça, mas também em zonas com a Senhora do Monte, à qual aflui uma grande quantidade de veículos de animação turística, tendo-se tornado tema de discussão por diversos colectivos. Recorde-se que, a 3 de Março, inclusive, uma mulher de 75 anos foi mortalmente atropelada numa passadeira da Rua da Graça, onde a fraca visibilidade e os passeios estreitos são factores de risco aumentado p
Obra do segundo túnel de drenagem de Lisboa deve terminar em 2029

Obra do segundo túnel de drenagem de Lisboa deve terminar em 2029

O túnel do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL) entre Chelas e o Beato deverá estar concluído em 2029, afirmou esta quarta-feira, 8 de Abril, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas, durante a visita de Raffaelle Fitto, vice-presidente da Comissão Europeia, à obra. "Dentro de um ano, já estamos a falar no fim de 2026, está todo pronto este túnel [Monsanto-Santa Apolónia], com saída para o rio, e depois também o túnel Chelas-Beato ficará pronto em 2029", declarou Carlos Moedas, citado pela agência Lusa. Sob um investimento total de cerca de 250 milhões de euros, o PGDL (que foi anunciado pela primeira vez em 2006, avançou em 2015, durante o mandato de Fernando Medina, e viu arrancar a construção dos túneis em 2023, com Carlos Moedas) foi a solução apresentada pela cidade para enfrentar cheias e inundações, que se prevêem cada vez mais frequentes como resultado das alterações climáticas. O presidente da CML sublinhou que o plano envolve mais do que estes dois túneis, apontando para a importância da bacia de retenção da Praça de Espanha ou o sistema de drenagem de Sete Rios. "É bom saber que mesmo durante os períodos que tivemos das chuvas uma parte deste plano de drenagem já evitou que em Lisboa a situação fosse pior", acrescentou o autarca. Sobre o fecho previsto da estação de metro de Santa Apolónia, para obras de reforço estrutural, não há novidades quanto a datas. "Estamos à espera dos cálculos do Laboratório Nacional de Engenheira Civil para com
Greve pára Metro de Lisboa durante dois dias

Greve pára Metro de Lisboa durante dois dias

Foram marcadas duas paralisações de 24 horas, uma nesta quinta-feira, 9 de Abril, e outra na terça-feira, dia 14. O Tribunal Arbitral decidiu que, em ambas as datas, não haverá serviços mínimos. O aviso de greve foi apresentado por cinco estruturas sindicais (a Fectrans, o STTM, o SINDEM, o SITRA e o SITESE) e reflecte a “exigência de respeito pelos trabalhadores que são chefias e pela garantia da manutenção das suas fichas de funções”, declarou à RTP Antena 1 Anabela Carvalheira, dirigente sindical da Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. De acordo com a responsável, “alguns trabalhadores” têm sido obrigados “a assumir funções em mais de um posto de trabalho”. “Este tribunal não ignora que a paralisação da circulação do Metro, nos dias 9 e 14 de Abril, irá afectar dezenas ou até algumas centenas de milhares de cidadãos, utentes regulares do Metro. Parece, assim, haver alguma desproporção entre o sacrifício suportado pelas escassas dezenas de grevistas (perda do salário) e sérios transtornos, de vária ordem, causados a muitos milhares de cidadãos com a greve em causa”, pode ler-se na decisão judicial. Na manhã desta quarta-feira, Anabela Carvalheira admitiu à RTP Antena 1 que existe, ainda assim, abertura para desconvocar a greve, deixando um apelo à administração da empresa Metropolitano de Lisboa para encontrar uma solução de entendimento. “Está na sua responsabilidade para estes trabalhadores verem reflectido o que efectivamente necessitam e po