Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

O mês ainda agora começou, mas não vale estoirar o ordenado mal cai na conta bancária. Até porque esta semana, não faltam coisas grátis para fazer em Lisboa. Exemplos? Ouvimos poemas surrealistas no Café Dias, seguimos o circuito do festival de fotografia Imago e vamos às inaugurações de "Paraíso, Hoje.", a nova exposição do MAC/CCB, e de "Ser Vivo", com as criações de Pantonio, na Underdogs. Damos também um salto a Mafra para acompanhar o Festival Literário e ainda passamos pelas porcelanas chinesas da Casa Medeiros e Almeida. Boa semana –  boas poupanças.  Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Os melhores miradouros para ver Lisboa do alto

Os melhores miradouros para ver Lisboa do alto

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
Guia para não pagar entrada nos museus em Lisboa

Guia para não pagar entrada nos museus em Lisboa

Conhecimento é dinheiro, máxima que se aplica à cultura, que por sua vez faz gerar mais conhecimento e, portanto... é fazer as contas. Fazendo-as, damos a conhecer (lá está!) dez sugestões para alimentar o vício da arte sem gastar dinheiro. Ao todo, são nove museus com dias, horas e circunstâncias específicas de entrada livre, aos quais se acrescentam oito, de gestão nacional, que pode visitar gratuitamente em qualquer data, ao abrigo do programa que oferece 52 dias anuais de entradas sem pagar. Seja ao domingo ou na última quinta-feira do mês, na lista figuram algumas das melhores colecções do país, que podem ir da azulejaria à videoarte. Só tem de estar atento, apontar na agenda e encontrar o tempo certo. Recomendado: Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana
Os melhores parques e jardins em Lisboa

Os melhores parques e jardins em Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Os melhores jardins secretos para descobrir em Lisboa

Os melhores jardins secretos para descobrir em Lisboa

Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser. Recomendado: Os melhores parques e jardins de Lisboa
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Neste Outono quentinho, o apelo de museus e galerias continua a rivalizar com o das esplanadas e beberetes. Não há necessidade – o fim-de-semana dá para tudo. Por estes dias, Oeiras é palco de duas importantes exposições directamente ligadas à liberdade de expressão e de imprensa – a do World Press Photo, no Parque dos Poetas, e a do World Press Cartoon, no Palácio Anjos. No MAC/CCB, chega ao fim a exposição da norueguesa Frida Orupabo. Na Narrativa, a exposição "Passports" inspira uma oficina gratuita e para todas as idades. A base de trabalho? Fotografias tipo passe. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Tanta obra de Vhils já desapareceu de Lisboa (lembram-se do grande rosto da Avenida da Índia, em Alcântara, demolido em 2018?). Ser efémero faz parte, e é até uma chamada de atenção ao olho, que mais rapidamente vê como a cidade muda, mas também o que nela resiste. É nesta segunda parte que nos focamos, traçando um roteiro da presença do artista de nome Alexandre Farto, natural do Seixal, com estúdio no Barreiro e intervenções um pouco por todo o mundo, incluindo em diferentes bairros de Lisboa e arredores. Da Graça ao Rossio ou ao Barreiro, em modo individual ou em dupla, do público ao privado e da calçada ao betão, percorremos vários anos, técnicas e colaborações do artista urbano português mais reconhecido no planeta, que ao escavar põe à tona diferentes camadas. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
Exposições grátis em Lisboa a não perder

Exposições grátis em Lisboa a não perder

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
As melhores exposições de fotografia em Lisboa

As melhores exposições de fotografia em Lisboa

De autores emergentes a nomes incontornáveis da fotografia contemporânea, de festivais a exposições individuais, do Japão a micro-visões de Lisboa, a fotografia destaca-se nesta rentrée. Para ver – e não perder – há exposições em 13 espaços da cidade, no âmbito do Imago Lisboa - Photo Festival; obras de Andreas Gursky a João Onofre, saídas da Colecção Américo Marques para o MACAM; ou a visão singular de Eikoh Hosoe sobre a cultura japonesa. No Pavilhão Branco, Edson Chagas percorre 20 anos de fotografia e, na Narrativa, uma fotografia de passaporte é manipulada mais de 300 vezes dando origem a um trabalho premiado em Arles. Juntam-se, ainda, a anual Mostra de Fotografia e Autores - MFA e três olhares estrangeiros sobre a zona oriental de Lisboa, a céu aberto, no Parque Ribeirinho Oriente. Confira a lista. Recomendado: As melhores exposições em Lisboa este mês
Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Vão longe os tempos em que o campista obedecia a um estereótipo rígido. Já não é o tipo que consegue fazer fogo com dois paus nem a pessoa que dorme ao estilo todo-o-terreno. Ainda há os rijos, sim, mas também quem privilegia o conforto, gosta de uma boa salamandra, fornos de lenha e até colunas de hidromassagem. Para os que estão fartos da vida urbana e de ruídos maquinais e tecnológicos, mas também para quem gosta de percorrer trilhos ou explorar as águas frias do oceano e das praias fluviais, eis mais de 20 parques de campismo espalhados pelo país, onde a natureza está sempre ao comando, com mais ou menos impacto. Dos aburguesados glampings a parques mais agrestes, as opções são várias, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelos Açores. O difícil pode ser escolher. Desligue-se do mundo em alguns dos melhores parques de campismo de Portugal. Recomendado: As melhores piscinas naturais em Portugal
Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Uns são jardins que vieram do Barroco, outros claramente nascidos do Romantismo. Nos parque e jardins de Sintra, vai encontrar a exuberância mas também a paixão da realeza (nos seus diferentes séculos). Também vai encontrar México, Japão, canela e ananás, araucárias e sequóias, sem esquecer a marca nacional do sobreiro ou do choupo. Desde o parque no meio da vila aos espaços escondidos nas encostas da serra, há obras-primas de arquitectos e paisagistas do século XIX que tentaram mimetizar sonhos e uma natureza "ideal". O "milagre" é que foram mantidos e recuperados nos séculos seguintes. Pelo meio, ainda há notas sobre a "Versailles portuguesas" ou dicas sobre onde merendar na orla dos passarinhos. Recomendado: 15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

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Magusto Sénior no Palácio Baldaya

Magusto Sénior no Palácio Baldaya

Em Benfica promete-se uma tarde de convívio, tradição e animação, sobretudo para os maiores de 65 anos, o público-alvo deste magusto, que começa às 15.00, ou seja, é feito para quem tem tempo. O cenário é o jardim do Palácio Baldaya e o centro da festa as castanhas assadas.
Castanhas e jeropiga no mercado

Castanhas e jeropiga no mercado

São Domingos de Benfica escolheu o edifício do mercado para fazer a festa com castanhas e jeropiga, num São Martinho adiado para sexta-feira, de modo a facilitar o dia seguinte. Mas calma, que o evento não acaba tarde. Entre as 16.00 e as 20.00, porém, há muito tempo para se aquecer entre os vizinhos. 
Castanhas e porco no espeto na Praça da Alegria

Castanhas e porco no espeto na Praça da Alegria

Se o São Martinho calha a uma quarta-feira, é na quarta-feira que vamos assar e comer castanhas. Assim faz a Junta de Freguesia de Santo António, que a partir das 18.00 faz da Praça da Alegria o palco de uma actuação de rancho folclórico e concertinas. Se quiser ir já jantado para casa, saiba que há também porco no espeto.
São Martinho no Jardim da Parada

São Martinho no Jardim da Parada

O coração da brincadeira e do arvoredo em Campo de Ourique, o Jardim da Parada, é o local escolhido para a grande festa de Novembro: o São Martinho. Como o que faz deste dia especial é o simples, a junta de freguesia vai ter castanhas a assar durante todo o dia no jardim, pretexto mais do que suficiente para juntar vizinhos conhecidos e desconhecidos em torno desta tradição.
It goes without saying

It goes without saying

Neste conjunto de vídeos e de fotografias, João Tabarra leva-nos para o seu imaginário, onde múltiplas narrativas poderiam partir de cada cenário. Do buraco na estrada que conduz à praia da Cova do Vapor ou do pavão que, gloriosamente, passa por cima do leão, vamos para a velhice, as árvores, o tempo. Embora a fotografia seja estática, em Tabarra, "a maioria destas imagens fotográficas são dinâmicas e, na sua dynamis, são como fotogramas de um filme perdido", chama atenção o crítico António Guerreiro, num texto sobre a exposição. Em todo o espaço, há ligações à história do cinema e a autores que marcaram o nosso tempo, como Meg Stuart ou Jean Renoir, e também a sensação constante de paragem ou interrupção, como se o artista tivesse conseguido, em cada imagem, capturar um gesto ou momento essencial. 
Lisbon Art Weekend

Lisbon Art Weekend

Por toda a cidade, há 60 espaços a receber 95 iniciativas dedicadas à arte contemporânea na oitava edição do Lisbon Art Weekend, a maior desde que o evento surgiu. O programa inclui exposições, visitas guiadas, conversas com artistas, performances e oficinas para crianças e adultos em museus, galerias, coleçcões privadas e espaços geridos por artistas. Entre os espaços participantes destacam-se o Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM, com uma visita guiada à exposição “Lugares que se Desenham” e uma oficina), a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), o Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitetura do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB, com visita à exposição recém-inaugurada de Ângela Ferreira), o Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM), o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC, onde há uma performance com António Poppe) e o Pavilhão Julião Sarmento. O programa completo pode ser consultado aqui.
Magusto Fest

Magusto Fest

O rei da festa é São Martinho, e neste reino, confie-se, os súbditos nunca são maltratados. Com castanhas assadas, jeropiga, outros comes e bebes, e diversões para várias idades, o Magusto Fest acontece no afamado Terrapleno de Santos, junto ao rio Tejo, sendo um convite da Junta de Freguesia da Estrela para fins de tarde e noites de grande animação. Pelo meio, não faltarão os carrinhos de choque nem as farturas.
Sábados no Museu Medeiros e Almeida

Sábados no Museu Medeiros e Almeida

No primeiro sábado de cada mês, entre as 10.00 e as 13.00, há visitas guiadas à casa onde convivem uma vasta colecção de relógios, porcelana da China, pinturas holandesas e flamengas dos séculos XVI e XVII e tapeçarias flamengas e francesas dos séculos XVI, XVII e XVIII. Nas 27 salas do museu há cerca de 2.000 obras de arte nacionais e internacionais, cobrindo o período entre o século II a.C. e o século XX. Medeiros e Almeida foi um empresário português que se destacou em actividades como a importação de automóveis britânicos, a aviação comercial e as indústrias açorianas de açúcar e de álcool, carreira que o permitiu construir uma enorme colecção de obras de arte, que sempre quis ver integrada numa casa-museu. As visitas fazem-se por ordem de chegada.
Ciclo Áureo

Ciclo Áureo

A Igreja Paroquial de Nossa Senhora do Rosário de Fátima celebra o legado espiritual de São Francisco de Assis 800 anos após a sua morte com uma série de concertos. Com curadoria de Nuno Miguel de Almeida, as quartas-feiras enchem-se de cânticos, instrumentos de cordas e sopro e também de "um convite a parar, a contemplar e a reconhecer, através da música, a beleza que habita o mundo e a íntima relação entre todas as coisas”, afirma o maestro.
Conversa "Arquivo e Imagem"

Conversa "Arquivo e Imagem"

Como preservar, interpretar e trabalhar a imagem? Importantes nomes da fotografia – Daniel Blaufuks, David-Alexandre Guéniot, Margarida Correia e Paula Figueiredo – sentam-se na Narrativa para discutir o tema, na finissage da exposição "Passports", que parte da manipulação, mais de 300 vezes, da fotografia do passaporte do pai da autora, Keisha Scarville. A conversa gira em torno da relação entre fotografia e arquivo, explorando diferentes perspectivas e abordagens: o arquivo enquanto memória, colecção, matéria de investigação ou parte integrante de um processo criativo.
Ser Vivo

Ser Vivo

Estamos no reino animal, entre voos, saltos, tensões, harmonias e desequilíbrios. Se formamos todos nós, animais, um território de relações complexas? A resposta pode ser: estamos vivos. E é talvez por aí que se vai dar ao título da exposição de Pantonio, a primeira na Underdogs, composta por trabalhos inéditos do artista (em tela e em papel), cujo centro é o movimento. Confrontando-nos com o nosso lado mais animal, Pantonio conduz o espectador por um percurso entre cortinas e nichos, obrigando-o a mover-se e a esgueirar-se para poder descobrir outras criaturas, como fazemos no mar ou na floresta. E talvez entre nós, humanos, bebendo da força do grupo ou girando para manter um lugar dentro dele.
Paraíso, Hoje.

Paraíso, Hoje.

Um atlas de 700 imagens faz repensar a ideia de paraíso. “Vivemos nas melhores condições de sempre, impulsionados por tecnologias avançadas. No entanto, coexistem iniquidade e exploração desmedida de recursos – um paraíso paradoxal onde evolução e desigualdade colidem”. É para aqui que apontam os curadores (Paula Melâneo, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, como principais, e Catarina Raposo e Nuno Cera como adjuntos) da criação que representou Portugal na Exposição Internacional de Arquitetura na Bienal de Veneza, em 2025. Chegando à representação do paraíso-Portugal, as praias e paisagens costeiras representam também "pressões urbanísticas, especulação e sobrecarga turística, enquanto o interior enfrenta uma acentuada perda demográfica”. Pode a arquitectura, então, contribuir para um futuro melhor? A inquietação fez produzir esta instalação tecnológica, arquitectónica e artística, sensível aos movimentos dos visitantes, que nos obriga a confrontar com uma ideia de meio ambiente.

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“Chove chuva, chove sem parar”: previsões indicam precipitação até pelo menos meio do mês

“Chove chuva, chove sem parar”: previsões indicam precipitação até pelo menos meio do mês

A temperatura desceu gradualmente nos últimos dias, não deixando esquecer que estamos no Outono, e agora é a vez de a chuva se anunciar. A partir desta sexta-feira, 6 de Novembro, Lisboa vai estar sob mais de 90% de probabilidade de precipitação e céu muito nublado, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).  A previsão descritiva indica, ainda, que a chuva deverá manter-se pelo menos até à semana seguinte, podendo reduzir em expressão a partir de sábado, dia 14 de Novembro. Já as temperaturas máximas deverão oscilar entre os 18º C e os 22º C, com as mínimas a subirem ligeiramente, rondando o intervalo entre os 11º C e os 16º C. A mudança do estado do tempo em Portugal continental relaciona-se com a deslocação para Este de "uma vasta região depressionária" junto ao arquipélago dos Açores. Não existe, porém, nenhuma depressão nomeada, esclarece o IPMA. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Casa de banho da Tapada das Necessidades está fechada “há mais de um ano”

Casa de banho da Tapada das Necessidades está fechada “há mais de um ano”

"Os sanitários que se situam junto do portão Sul da Real Quinta das Necessidades encontram-se fechados e fora de serviço há quase um ano, pelo menos." É assim que se inicia o protesto de um conjunto de cidadãos, inserido no grupo Amigos da Tapada das Necessidades, endereçado esta quarta-feira, 4 de Novembro, à Câmara Municipal de Lisboa, à Sociedade de Reabilitação Urbana de Lisboa e à Assembleia Municipal de Lisboa. O grupo, representado por Fátima Cavaleiro Ferreira, Helena Espvall, Elsa Mascarenhas e Maria José Afonso, testemunha que os sanitários públicos "foram definitivamente encerrados após uma das tempestades do Inverno de 2025, que provocou a abertura de brechas e outros danos nesta casinha". Mas, mesmo antes, o equipamento era "praticamente inacessível, forçando os utentes a recorrer às zonas arborizadas ou a sair do parque", descrevem. DR via Amigos da Tapada das NecessidadesSanitários junto ao portão sul Os cidadãos consideram a situação "intolerável" em termos de "higiene pública e de civismo", apelando à autarquia que resolva o problema, que "não pode ficar à espera da obra de reabilitação da Real Quinta das Necessidades". "Temporariamente encerrada para reparação" Em Setembro de 2025, no âmbito de uma reportagem da Time Out dando conta do abandono de alguns jardins públicos de Lisboa, a autarquia foi questionada sobre o fecho prolongado dos sanitários em questão. A resposta dada foi que a casa de banho estava "temporariamente encerrada para reparação, devido
Luzes de Natal dos Armazéns do Chiado acendem-se em cerimónia especial

Luzes de Natal dos Armazéns do Chiado acendem-se em cerimónia especial

"Dia 14 de Novembro, voltamos a acender as luzes que fazem brilhar o Chiado", anunciaram os Armazéns do Chiado esta terça-feira, dia 3 de Novembro, nas redes sociais. Não sendo esta a única iluminação esperada na zona, que é todos os anos fortemente decorada por uma entidade encarregue pela Câmara Municipal de Lisboa, o momento em que a fachada do centro comercial ganha uma luz festiva tem juntado fãs do Natal todos os anos.  No dia 14, um sábado, a cerimónia acontecerá às 19.00, envolvendo um espectáculo de luzes e, possivelmente, uma actuação musical, à semelhança do que aconteceu em anos anteriores. Espera-se, ainda, a chegada do Pai Natal aos Armazéns. Em 2025, o momento foi musicado pelo Coro da Lisbon Film Orchestra, que interpretou temas do filme Sozinho em Casa. A programação deste ano ainda não foi revelada.  🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
De Alcântara a Telheiras, moradores contam a história da sua Lisboa e todos podemos ouvi-la

De Alcântara a Telheiras, moradores contam a história da sua Lisboa e todos podemos ouvi-la

Os vídeos foram gravados durante anos, em diferentes bairros e freguesias de Lisboa, da Ajuda à Penha de França, e esperava-se que um dia passassem para o universo digital, de forma a poderem ser vistos por qualquer utilizador. O esperado aconteceu, com o programa Memórias de Lisboa a dar esse passo, como noticiou o jornal Público. Os testemunhos sobre a história da cidade, do ponto de vista de quem a vive diariamente, podem agora ser vistos aqui. O programa começou em 2015, sob o impulso do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, reunindo deste então as recordações de alguns dos primeiros moradores de Telheiras, dos fornos de cal da Ajuda ou da vida em Marvila em 50 anos. Organizar os conteúdos e disponibilizá-los online é "um passo fundamental", nas palavras da coordenadora, Alexandra Aníbal, porque Lisboa passou a ter “uma ferramenta de conhecimento sobre a cidade, mas também uma forma de devolver às comunidades as memórias que os próprios munícipes partilharam”.  As memórias estão, por assim dizer, mapeadas, de forma a facilitar a viagem dos mais curiosos. “Tal como existem mapas que nos permitem localizar equipamentos escolares, culturais, sociais ou de saúde, passa agora a existir um mapa das memórias da cidade”, explica a responsável. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Juntas de freguesia entram no protesto contra Orçamento e param quarta-feira

Juntas de freguesia entram no protesto contra Orçamento e param quarta-feira

São elas que garantem uma parte da higiene urbana (limpeza de canteiros ou recolha de lixo fora dos contentores, por exemplo), actividades nas instituições de ensino e também alguma programação cultural, específica para crianças ou para seniores. Mas, na quarta-feira, 4 de Novembro, não haverá serviços prestados por algumas das juntas de freguesia de Lisboa, como são o caso da de Santa Maria Maior ou Benfica, que aderiram à greve convocada pela Associação Nacional de Freguesias - ANAFRE. O motivo do protesto é a proposta de Orçamento do Estado para 2027, que, segundo a ANAFRE, não cumpre os compromissos assumidos pelo Governo relativamente à participação das freguesias no regime de impostos do Estado. A associação contesta a manutenção dessa participação nos 2,5%, em vez dos 3,5% acordados, e alerta que 210 freguesias poderão receber menos verbas do que em 2026. Os serviços retomam o atendimento habitual no dia 5 de Novembro. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Lisboa testa serviço de guia para quem não consegue ir sozinho ao teatro

Lisboa testa serviço de guia para quem não consegue ir sozinho ao teatro

Pessoas que precisem de acompanhamento nas suas deslocações ao teatro podem agora beneficiar de um guia para assistir a espectáculos no São Luiz Teatro Municipal, no Teatro Variedades e no Capitólio. O guia vai buscar a pessoa a casa (ou a outro local combinado), fica com a pessoa durante o espectáculo e acompanha-a no regresso. O projecto VEM – Mobilidade com Dignidade, da EGEAC – Lisboa Cultura, é experimental e decorre até 31 de Dezembro. "Há pessoas que não deixaram de gostar de teatro", mas "deixaram de conseguir lá chegar sozinhas", por "uma dificuldade de mobilidade, uma limitação temporária ou simplesmente a ausência de alguém disponível para acompanhar uma saída", enquadra a entidade, sublinhando a "nova dimensão" no trabalho que tem vindo a desenvolver na área da acessibilidade cultural. "Não se trata de transporte. Trata-se de ter alguém ao lado durante o caminho e durante a experiência, quando é isso que permite à pessoa continuar a sair, participar e usufruir da cidade", pode ler-se no comunicado. A medida justifica-se, ainda, pela visão de que a cultura é um “instrumento de participação e coesão social", nas palavras de Filipe de Sousa e Silva, da direcção do Teatro Variedades & Capitólio. "Ao longo dos últimos anos, temos vindo a ouvir os desafios enfrentados pelos nossos públicos, muitas vezes ainda antes da chegada ao teatro. Este projecto nasce precisamente dessa escuta activa e da vontade de encontrar soluções concretas que contribuam para tornar a experiên
Não é uma ode às bruxas mas monumentos vão iluminar-se de roxo para recordarmos 1755

Não é uma ode às bruxas mas monumentos vão iluminar-se de roxo para recordarmos 1755

Edifícios e monumentos como o Castelo de São Jorge, a Praça de Touros do Campo Pequeno, o Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, o Castelo dos Mouros, em Sintra, ou o Cristo Rei, em Almada, vão iluminar-se de roxo na noite de 31 de Outubro. A iniciativa faz parte do Movimento Recordar 1755, promovido pelo museu Quake, e alarga-se a cerca de 40 monumentos e edifícios de 15 distritos e regiões do país. No dia seguinte, às 09.40 – hora em que ocorreu o terramoto de 1755 –, corporações de bombeiros e embarcações no rio Tejo vão fazer soar sirenes, numa "homenagem a um dos momentos mais marcantes da história da cidade" de Lisboa, contextualiza a organização.  O evento foi pensado para recordar a memória das vítimas do grande terramoto de há 271 anos, mas também para aproximar os cidadãos do património e da história, chamando ainda a atenção para a importância da preparação para futuros eventos sísmicos. Notícia actualizada às 10.35 de 30 de Outubro, devido à alteração de monumentos aderentes à iniciativa. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Em Campolide há 15 torres onde estudantes, professores e vizinhos cultivam juntos

Em Campolide há 15 torres onde estudantes, professores e vizinhos cultivam juntos

Chama-se NOVA Bela Flor e é um projecto cujo centro é uma horta vertical, distribuída por quinze torres de cultivo. Além de provar que a produção hortícola em cidade é possível, o objectivo é unir a comunidade do campus universitário da NOVA IMS, em Campolide, à comunidade local, nomeadamente ao vizinho bairro da Bela Flor. Desenvolvida em conjunto com a associação Upfarming, a horta deu a 15 de Outubro os seus primeiros frutos: 80 quilos de alimentos frescos, de alfaces a coentros, espinafres ou rúcula. Os alimentos "seguem agora para a comunidade académica e para o Centro Social e Paroquial de Santo António de Campolide", informa a instituição de ensino, assinalando que o projecto "está a transformar espaços de Campolide em locais de agricultura urbana, aprendizagem e colaboração, e que parte de uma convicção simples: uma universidade não tem de terminar à porta do campus". Além do momento da colheita, estudantes, docentes e vizinhos cuidam periodicamente das torres, em regime de voluntariado.  DRNOVA Bela Flor Sendo a horta vertical e aeropónica, as raízes recebem a água e os nutrientes de que precisam sem precisarem de contactar com o solo. "O resultado é um sistema compacto e eficiente no uso da água, que demonstra como a produção de alimentos pode ganhar espaço nos ambientes urbanos mais densamente construídos", explica a organização. O projecto acontece no âmbito do programa BIP/ZIP Lisboa 2025, da Câmara Municipal de Lisboa e tem como parceiros a NOVA Medical School
Trabalhadores da CP voltam atrás com greve marcada para esta sexta-feira

Trabalhadores da CP voltam atrás com greve marcada para esta sexta-feira

"Desenvolvimentos positivos" numa reunião com o Ministério das Infra-estruturas fizeram com que o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) cancelasse a greve prevista para esta sexta-feira, dia 30 de Outubro, noticiou a agência Lusa. A paralisação teria, de acordo com o previsto, também impacto na véspera e no dia seguinte. A greve era justificada com reivindicações financeiras, como resposta à "contínua perda do poder de compra e uma degradação das condições de vida das famílias ferroviárias", situação para a qual o Governo se terá mostrado sensível e disponível para dialogar.Também para esta semana, esteve prevista uma greve no Metro de Lisboa, nos dias 28 e 30 de Outubro, que foi igualmente desconvocada. 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
De elefantes na Baixa a leões no Castelo, a história de Lisboa conta-se também com os animais

De elefantes na Baixa a leões no Castelo, a história de Lisboa conta-se também com os animais

Lisboa chegou a ser uma cidade de gatos. Daquelas em que eles se esgueiram pelas ruas, se alimentam do que sobra e desaparecem por trás de muros, entre a vegetação. Chegaram mesmo a amenizar "a solidão dos presos, contribuindo até para a circulação clandestina de mensagens e informações", destaca-se numa das paredes da exposição, ainda em montagem, "Animais de Lisboa - Outra História da Cidade", que inaugura esta quarta-feira, 28 de Outubro, às 18.00, no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta. Os "capítulos" da mostra são encabeçados por animais. O cavalo – provavelmente a espécie que mais visibilidade perdeu, ao ter desaparecido do quotidiano (desde o trabalho de carga até às procissões ou ao transporte da realeza) da cidade –, o corvo (havia dois na Sé de Lisboa, conhecidos como "os Vicentes"), o cão vadio, o rinoceronte, o urso, o leão ou o elefante, insectos como a pulga, a mosca, o percevejo, e seres aquáticos como a sardinha ou a baleia estão distribuídos pelas paredes e por séculos, contando parte da história da cidade mas também desenhando um mapa. "É uma área pouco estudada, em que quisemos mostrar como animais não-humanos fizeram parte da construção da cidade", do período medieval ao moderno, descreve Nina Vieira, investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa e comissária da exposição, juntamente com Catarina Simões, que partiu do projecto "Animais de Lisboa", financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. DRExposição "Animais
Esta semana, greve na CP coincide com paralisação parcial do Metro de Lisboa

Esta semana, greve na CP coincide com paralisação parcial do Metro de Lisboa

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP – Comboios de Portugal vão fazer greve na sexta-feira, 30 de Outubro, reivindicando melhores condições de trabalho. O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que convocou a greve, prevê, assim, “perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte”, segundo o comunicado publicado no site da empresa de transportes. Em causa, dizem, está a “dignidade das suas condições de vida”, condicionadas pelo aumento dos preços dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e pela subida dos preços do gás e da electricidade. “Devido aos horários de trabalho e por não haver transportes em determinados horários", os trabalhadores são obrigados a deslocar-se "em viatura própria" e, em alguns casos, também a "pagar estacionamento”. Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsídio de deslocação e transporte ainda em 2026, com efeitos retroactivos a Julho, de forma a compensar o aumento dos custos com deslocações. Nos dias 28 e 30, quarta e sexta-feira, respectivamente, é o metro que pára, mas não totalmente. A greve foi convocada para o período entre as 05.00 e as 10.00, nos dois dias, retomando-se o serviço normal a esta hora. Pelo facto de o Tribunal Arbitral ter determinado a prestação de serviços mínimos, as estações terminais, de correspondência entre linhas ou de interface com outros operadores e as que servem hospitais, universidades e tribunais (
Começou a despedida: a dois meses do fecho, Casa Independente põe recheio à venda

Começou a despedida: a dois meses do fecho, Casa Independente põe recheio à venda

O fecho de um dos principais espaços culturais e nocturnos da cidade é conhecido desde Setembro de 2025, quando se soube que o prédio onde fica a Casa Independente, no Largo do Intendente, foi comprado sem a intenção de manter a actividade no local. Pouco mais de um ano depois do choque, as responsáveis pelo espaço, Patrícia Craveiro Lopes e Inês Valdez, decidiram começar a desfazer-se dos bens que mobilaram e decoraram a casa nestes 14 anos.  "Vamos disponibilizando as peças para venda aos poucos, enquanto continuamos de portas abertas e com programação até 19 de Dezembro", pode ler-se na página de Instagram do espaço. A justificação para a venda, que contempla desde taças a 3€ a um par de poltronas a 300€, é simples: "Ao longo destes anos, fomos juntando mesas, cadeiras, sofás, candeeiros, espelhos e tantas outras coisas que acabaram por fazer parte da nossa história. Algumas viram milhares de pessoas passar, outras foram cenário de conversas intermináveis, encontros inesperados e noites que pareciam não ter fim. Agora, queremos que continuem a fazer parte de outras histórias, noutras casas." DRUm dos móveis à venda Entre os bens disponíveis, há sofás, mesas de vários tipos (de apoio a jardim), cadeiras, espelhos, candeeiros, aparadores ou uma secretária. Os veludos e metais abundam e a preferência pelas décadas de 60 e 70 também.  O inventário e as regras de compra podem ser consultados através do link na biografia da conta de Instagram da Casa Independente.  🗞️ Mais