Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Do fado vadio ao cinema ao ar livre em Alfama, passando pelo jazz no Jardim do Arco do Cego, Julho pode ter as praias cheias mas continua a dar que fazer a quem resiste na cidade. Já no arranque de Agosto, há que aproveitar a chegada do Out Jazz ao Parque do Jamor e a entrada gratuita numa das instalações menos convencionais de sempre do MAAT, em que 100 pássaros voam numa sala e volta e meia tocam guitarra. Aproveite, ainda, os últimos dias da exposição "Maputo Diary", na Narrativa, em que Ditte Haarløv Johnsen nos aproxima da comunidade transgénero e queer da cidade de Maputo. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Em Julho sobem as temperaturas e os museus e galerias surgem como oásis, não apenas de arte e cultura, mas também no sentido térmico. E opções não faltam, para todas as sensibilidades artísticas, mesmo que o ritmo de inaugurações abrande. Não é o caso desta semana, contudo. Reabre o Museu Gulbenkian – o grande acontecimento deste fim-de-semana na cidade. Está renovado, fica aberto até à meia-noite e a entrada é gratuita até 26 de Julho. Na Culturgest, a retrospectiva de João Penalva foi prolongada por mais uma semana. Pode ser visitada até domingo e vai ter uma visita guiada no sábado. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Vão longe os tempos em que o campista obedecia a um estereótipo rígido. Já não é o tipo que consegue fazer fogo com dois paus nem a pessoa que dorme ao estilo todo-o-terreno. Ainda há os rijos, sim, mas também quem privilegia o conforto, gosta de uma boa salamandra, fornos de lenha e até colunas de hidromassagem. Para os que estão fartos da vida urbana e de ruídos maquinais e tecnológicos, mas também para quem gosta de percorrer trilhos ou explorar as águas frias do oceano e das praias fluviais, eis mais de 20 parques de campismo espalhados pelo país, onde a natureza está sempre ao comando, com mais ou menos impacto. Dos aburguesados glampings a parques mais agrestes, as opções são várias, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelos Açores. O difícil pode ser escolher. Desligue-se do mundo em alguns dos melhores parques de campismo de Portugal. Recomendado: As melhores piscinas naturais em Portugal
9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

Ainda há cacilheiros, sim senhor, mas não é desses passeios que estamos a falar. Impulsionado pelo turismo, o Tejo tornou-se pista de embarcações tradionais a iates de luxo, com opções de pequeno-almoço, festas com DJ, ligação à natureza ou percursos guiados para ver golfinhos. Do género turístico, romântico, familiar ou tradicional, ou ainda uma mistura, sugerimos-lhe oito passeios que envolvem mais ou menos velocidade, a vista de Lisboa durante a noite ou ainda a exploração dos sapais a Norte da cidade, no concelho de Vila Franca de Xira. E um conselho: não se deixe enganar pela ideia de que, ao estar no rio, vai estar pouco calor. Opte por horários de temperaturas mais amenas, leve sempre um bom chapéu e lembre-se que o protector solar é estritamente necessário. Recomendado: Os melhores rooftops em Lisboa
Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Uns são jardins que vieram do Barroco, outros claramente nascidos do Romantismo. Nos parque e jardins de Sintra, vai encontrar a exuberância mas também a paixão da realeza (nos seus diferentes séculos). Também vai encontrar México, Japão, canela e ananás, araucárias e sequóias, sem esquecer a marca nacional do sobreiro ou do choupo. Desde o parque no meio da vila aos espaços escondidos nas encostas da serra, há obras-primas de arquitectos e paisagistas do século XIX que tentaram mimetizar sonhos e uma natureza "ideal". O "milagre" é que foram mantidos e recuperados nos séculos seguintes. Pelo meio, ainda há notas sobre a "Versailles portuguesas" ou dicas sobre onde merendar na orla dos passarinhos. Recomendado: 15 jardins secretos para descobrir em Lisboa
15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser. Recomendado: Os melhores parques e jardins de Lisboa
Os melhores parques e jardins de Lisboa

Os melhores parques e jardins de Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha
Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa

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Feira de Benfica

Feira de Benfica

Depois de quase 40 anos de ausência, a Feira de Benfica está de volta. A Junta de Freguesia promete "três dias de nostalgia, música, tecnologia vintage, animação e muitas surpresas" no regresso do evento que já não acontecia desde 1987 e que teve como vencedor do concurso de cartazes Nuno Markl. O prémio foi um ZX Spectrum 128K. 39 anos depois, Tiago Coimbra destacou-se pela "criatividade, qualidade e pela forma como conseguiu captar o espírito desta edição, inspirada nos inesquecíveis anos 80 e 90".
Cinalfama — Lisbon International Film Festival

Cinalfama — Lisbon International Film Festival

Entre as Escadinhas de São Miguel e o Museu do Fado, o Cinalfama — Lisbon International Film Festival põe-nos em frente à tela mas também a conversar sobre cinema. O evento é de entrada livre e divide-se em várias categorias competitivas, nacionais e internacionais, da animação à ficção, de curtas a longas-metragens. Entre os filmes do programa estão Crossroads, de Dominika Montean-Pańków (30 Jul, Qui) ou The Broken R., de Ricardo Ruales Eguiguren (31 Jul, Sex), o grande vencedor do festival.
Feira de Vinil de Lisboa

Feira de Vinil de Lisboa

Nesta feira, quem manda é o vinil, do single ao LP, do comum à raridade. Mas entre as bancas do Mercado de Santa Clara também vai encontrar CD, cassetes e t-shirts de bandas de todos os géneros. Há quem ache que já a conhece de ginjeira (a Feira de Vinil de Lisboa vai na 20.ª edição), mas a verdade é que há sempre novidades. Presenças garantidas são as seguintes: João, Equilibrium music, Regresso ao Passado, Pantero Records, Fernando, Paulo (Marco Paulo), Carlos Calado Guedes Durval , José António, Luís, João (Wasser Bassin), Julio Guerra, Capitão Gancho, Lamelas, O Sotão na Loja, Fisherman Records, Lo Jesse (Espanha), Snaleckarmer 9, Mr RecordMan, Arte Usada, A Record A Day, Fábio e Cátia Felix.
Visita guiada à Colecção de Moldes da Calçada Artística Portuguesa

Visita guiada à Colecção de Moldes da Calçada Artística Portuguesa

No âmbito do Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa (22 de Julho) realizam-se duas visitas guiadas à Colecção de Moldes da Calçada Artística Portuguesa. Num armazém de Alvalade, há três mil peças originais em madeira, as mais antigas do século XIX, e muitas delas continuam a ser usadas no dia-a-dia da calçada lisboeta. As visitas são guiadas pela equipa técnica da Unidade de Intervenção Territorial Centro Histórico.  
Dia aberto no LxCRAS

Dia aberto no LxCRAS

Nesta visita guiada até ao LxCRAS — Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa, o objectivo é conhecer o trabalho de recuperação e reabilitação de animais selvagens em Monsanto antes do seu regresso à natureza. Além de se poder conhecer os profissionais (de veterinários a biólogos) e as suas tarefas diárias, a visita faz-se na presença de animais como cegonhas, bufos-reais, corujas ou ouriços-cacheiros A participação é gratuita mediante inscrição através do e-mail lxcras@cm-lisboa.pt.
Noite do Corisco

Noite do Corisco

Fazem agenciamento musical e programam a noite de sábado na Musa de Marvila. A Cova Funda leva-nos para os abismos da Noite do Corisco com os concertos de April Marmara, Cat Soup e Mordo Mia. Nos pratos, estarão as Lesma e Maquina.
Achada de pé na rua

Achada de pé na rua

Na festa de Verão da Casa da Achada, a programação transborda para a rua. Começando no interior, às 15.30, com a sessão "O traço satírico em A Paleta e o Mundo - leituras e projecção de imagens", o sábado continua com a actuação do Coro da Achada, às 18.00, e com o concerto de Éme, às 19.30. O evento culmina em Ouvido de Tísico "Vamos dançar a primeira frase do romance Não há morte nem princípio", às 20.30. Pelo meio há jogos de feira, comes e bebes, discos, livros, t-shirts e livros infantis.
Parque de Campismo Markádia

Parque de Campismo Markádia

Estar na orla da albufeira de Odivelas, Reserva Ecológica Nacional, é o maior atractivo deste parque. Outro é o facto de ser uma península bastante espaçosa (ao todo, são 10 hectares), onde cabem 480 pessoas. A escolha do lugar para acampar é livre seja em tenda, caravana ou autocaravana, sempre com uma distância mínima de dez metros entre elas. A natureza deve chegar para o descanso e a diversão, mas, caso os mais novos queiram variar, há também um parque infantil, dá para fazer passeios de gaivota na albufeira e ver a família de burros do parque. Ah, há bicicletas para usar gratuitamente.
Vale do Rossim Eco Resort

Vale do Rossim Eco Resort

Neste parque, o frio não é impedimento para fazer campismo. O espaço tem dez yurts (tendas tradicionais da Mongólia) resistentes a muito baixas temperaturas, bem como a chuvas fortes e ventanias da Serra da Estrela. Se é preciso ir lá fora para resolver questões de necessidades mais íntimas? Não, todas as tendas estão equipadas com casa de banho. Algumas têm, ainda, cozinha, coluna de hidromassagem (há-de saber nos pós-caminhadas) e salamandra, bem como um terraço para contar as estrelas. O restaurante oferece pratos típicos da região e, se for Verão, há uma bela praia fluvial por perto.
Huttopia Lagoa de Óbidos

Huttopia Lagoa de Óbidos

A pouco mais de uma hora de Lisboa, mas já noutro planeta, este parque dedicado ao glamping fica nas barbas da Lagoa de Óbidos e está protegido por um pinhal. Para variar da lagoa e do mar, há duas piscinas (a de adultos e a infantil), um café e, ao longo do ano, realizam-se várias actividades para crianças e adultos, de aventuras para "pequenos caçadores" a sessões de kitesurf. Há também parque infantil, serviço de pequeno-almoço e de snack-bar. As tendas são para duas a cinco pessoas, todas com terraço e colchões.
Óperas na Rua

Óperas na Rua

O programa Óperas na Rua leva a Sintra e a Queluz dois espectáculos gratuitos de música lírica. Na sexta-feira, às 21.00, o Largo do Palácio Nacional de Queluz recebe o concerto Carmen, de Bizet, numa apresentação ao ar livre em que a cigana Carmen rompe com as convenções sociais e comportamentais impostas às mulheres do seu tempo. Já no sábado, à mesma hora, o espectáculo Mozart está vivo! tem lugar no ringue do Parque da Liberdade, em Sintra. Aqui, Mozart surge como personagem central, dialogando com quatro cantores líricos num enredo que acompanha as composições que vai criando para os convidados que recebe em casa. Nota: no sábado, até às 20.55, a entrada faz-se pelo portão principal do Parque da Liberdade, mas, a partir daquela hora, o acesso a Mozart está vivo! é pelo portão do Palácio Valenças.
Massa Crítica com DJ Dom Whiting

Massa Crítica com DJ Dom Whiting

É possível pôr música enquanto se pedala numa bicicleta? O DJ Dom Whiting (também conhecido como "DJ on the Bike") é a prova viva de que sim e vem pela primeira vez a Lisboa mostrá-lo numa bela tarde de domingo, ao som de drum and bass. Espera-se, assim, que aconteça uma das maiores edições de sempre da Massa Crítica, com as três voltas do costume à Praça do Marquês de Pombal como arranque e o conseguinte passeio pela cidade. Apesar da média de 165–185 batidas por minuto, a velocidade dos ciclistas que quiserem acompanhar Whiting e o seu equipamento de DJ não deverá ser muito alta. Quem estiver curioso para conhecer de antemão o percurso deste britânico, pode ver alguns vídeos aqui.

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Transformação da Matinha começa em 2027 com 10,2 hectares de edificado e 1,5 de espaço verde

Transformação da Matinha começa em 2027 com 10,2 hectares de edificado e 1,5 de espaço verde

Estávamos em 2019 quando a VIC Properties anunciou a compra dos terrenos da Matinha, entre a Rua do Vale Formoso de Baixo e a Avenida Marechal Gomes da Costa. Eram mais de 20 hectares expectantes, numa antiga zona industrial cujos solos haviam sido contaminados pela Fábrica de Gás da Matinha, demolida em 2006 e da qual resta a paisagem dos gasómetros com o rio Tejo ao fundo. No ano seguinte, começou a descontaminação. Em 2021 e 2022, lá aconteceu o Festival Iminente, no seu posicionamento de arte efémera em lugares efémeros. Agora sabe-se que os trabalhos para a construção de até 771 apartamentos distribuídos por 22 lotes (ocupando 101.836 metros quadrados) deverão começar em 2027, depois de, esta quarta-feira, 29 de Julho, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) ter aprovado o licenciamento do primeiro loteamento da Unidade de Execução da Matinha. Além de habitação, o projecto contempla "comércio, serviços, equipamentos de lazer e outras actividades", 450 lugares de estacionamento e 1,46 hectares de espaços verdes e de "equipamentos de utilização colectiva", área esta cedida pela promotora imobiliária à autarquia. A intervenção prevê também alterações na infra-estrutura viária, como o adeus ao viaduto da Avenida Marechal Gomes da Costa e o prolongamento da Alameda dos Oceanos. O objectivo é ligar o Parque das Nações à zona ribeirinha sul e prolongar o Parque Ribeirinho Oriente (que tem 4 hectares) ao longo de mais de um quilómetro, como previsto. DRMatinha "Com o desenvolviment
Chiado vai perder estacionamento e ganhar espaço pedonal

Chiado vai perder estacionamento e ganhar espaço pedonal

Os lugares de estacionamento na Rua Garrett (situados do lado direito de quem a sobe) vão desaparecer. O mesmo acontecerá na Rua Serpa Pinto, Anchieta (por onde deixarão de passar automóveis) e Rua Nova do Almada. Já na Rua Ivens e na Calçada do Sacramento, os lugares de estacionamento serão reorganizados de forma a criar mais espaço pedonal. A transformação vai começar na segunda quinzena de Agosto, através de pinturas que indicarão as novas áreas exclusivas para peões. O prazo estimado da intervenção é de 45 dias. A medida, integrada no programa da Câmara Municipal de Lisboa (CML) Viva a Rua, é "o início de uma estratégia que será alargada a outras zonas da cidade, para promover uma melhor convivência entre peões e veículos e reforçar a qualidade do espaço urbano", informa a Câmara de Lisboa, através das redes sociais. Depois do Chiado, o programa público vai alargar-se às ruas da Escola Politécnica e de Belém. No Chiado, será retirado um total de 46 lugares de estacionamento "e os que restam serão na sua maioria para residentes e cargas e descargas", pode ler-se no jornal A Mensagem de Lisboa. A mudança implica, ainda, a instalação de novo mobiliário urbano, como floreiras e bancos, ajudando a delimitar os espaços para os peões e para o automóvel. Depois da fase de teste, com a pintura das faixas pedonais, a autarquia vai avançar com a obra de prolongamento dos passeios, garantiu ao mesmo órgão. DR via CMLProjecção da Rua Ivens depois da intervenção Viva a Rua “Digamos q
Descrentes e desiludidos, cidadãos pedem consequências para abate de árvores em Lisboa

Descrentes e desiludidos, cidadãos pedem consequências para abate de árvores em Lisboa

A obra entrou na fase final e foi aí que estalou a agitação: para a Rua Dom Luís de Noronha, nas Avenidas Novas, estavam planeadas 32 árvores (cinco das quais em floreira), mas não há sinal de caldeiras no chão. Além disso, um funcionário disse aos moradores que não seriam plantadas árvores no local. Começaram as publicações nas redes sociais e os e-mails. Era preciso assegurar que a obra cumpria o prometido no papel. A Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Lisboa, responsável pela intervenção, tenta tranquilizar, afirmando que não existem alterações ao projecto e a Câmara Municipal de Lisboa (CML), contactada pela Time Out, responde que “a informação de que não seriam plantadas árvores, difundida em redes sociais, não tem qualquer fundamento”. Ainda assim, os residentes continuam “muito preocupados”, fruto, também, da experiência com a reabilitação da rua vizinha, a Avenida Santos Dumont, onde foram plantadas várias árvores novas, mas 13 estão mortas e assim ficaram. “O que torna esta situação especialmente preocupante é que não se trata apenas de ‘ouvimos isto hoje’. Esta informação surge no contexto de um padrão anterior de alertas públicos de moradores sobre perda, remoção, transplante ou morte de árvores no projeto Santos Dumont/Praça de Espanha”, escreve o grupo de moradores, numa nota enviada à Time Out. E questiona: “Lisboa fala publicamente de adaptação climática e combate ao efeito de ilha de calor urbano, mas no terreno os moradores temem que uma obra apresenta
Avenida da Liberdade: depois do Lago Tejo, é a vez de o Douro mostrar nova cara

Avenida da Liberdade: depois do Lago Tejo, é a vez de o Douro mostrar nova cara

O Lago Douro, na Avenida da Liberdade, entrou na segunda fase de requalificação. Depois de, em Maio, terem sido reparados o lago propriamente dito, o sistema de rega, a calçada envolvente, os lancis e os bancos de jardim, agora estão a ser plantados 8255 exemplares de arbustos e herbáceas nos canteiros. Nas redes sociais, a Câmara de Lisboa informa que está também a plantar 960 exemplares de tagetes (herbáceas da família do girassol) junto ao Monumento aos Combatentes da Grande Guerra, também na Avenida. DR via CMLLago Douro A operação faz parte de um projecto de reabilitação da zona, que inclui acções como a melhoria do mobiliário urbano ou da iluminação. A intervenção acontece na sequência da requalificação do vizinho Lago Tejo, em Março. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Mercado de Benfica vai fechar para obras durante o mês de Agosto

Mercado de Benfica vai fechar para obras durante o mês de Agosto

O movimentado Mercado de Benfica vai fechar a 2 de Agosto para obras de requalificação. O objectivo é substituir as câmaras de frio e de refrigeração, bem como melhorar o pavimento, os revestimentos, a iluminação e a ventilação, sob um investimento de cerca de três milhões de euros da Câmara Municipal de Lisboa (CML). As obras chegaram a estar agendadas para Janeiro deste ano, mas vão avançar apenas agora e, ao contrário do que era esperado, vão afectar a actividade dos comerciantes, já que o encerramento da estrutura deverá prolongar-se até ao final do mês. Recorde-se que, em Novembro, o presidente da CML afirmava que o mercado continuaria a funcionar durante a intervenção. Em Dezembro do ano passado, o presidente da Junta de Freguesia de Benfica, Ricardo Marques, declarava à Time Out, porém, que a intervenção planeada "não é o que se precisa". Apesar de "importante", é "uma obra coxa", distante da obra de "20 milhões planeada há quatro anos". "Temos receio de que seja uma intervenção para empurrar com a barriga a obra com que todos sonhamos", acrescentou. Para muitos comerciantes e clientes, porém, a intervenção que vai avançar agora mudará o essencial, gerando o menor impacto possível na actividade. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
E a prometida obra da Praça das Novas Nações? Junta diz que deve começar em 2027

E a prometida obra da Praça das Novas Nações? Junta diz que deve começar em 2027

A discussão sobre a necessidade de transformar a Praça das Novas Nações, nos Anjos, tem mais de uma dúzia de anos, mas tudo indicava que em 2025 o local ganhasse uma nova configuração, deixando de ser uma ilha, desligada da Escola Básica Sampaio Garrido. O que acontece é que, apesar do concurso público lançado, o processo ficou parado num trâmite legal, que agora a Junta de Freguesia de Arroios informa estar a desbloquear em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa (CML). Cumprindo-se o lançamento de um novo concurso público para a empreitada durante o último trimestre deste ano, prevê-se que a obra de requalificação arranque em 2027. "A requalificação da Praça das Novas Nações e da Rua de Angola resulta de um projecto promovido pela população, desenvolvido pela Câmara Municipal de Lisboa e cuja execução foi delegada ao anterior executivo da Junta de Freguesia de Arroios. Quando assumimos funções, há cerca de oito meses, encontrámos um processo bloqueado por um conjunto de constrangimentos legais, administrativos e financeiros que impediram o arranque da obra", explica o actual presidente da Junta, João Jaime Pires, num vídeo divulgado nas redes sociais do organismo. Ao mesmo tempo, o valor contratualizado para a execução da obra tornou-se desactualizado. Em articulação com o município, a Junta decidiu, assim, recomeçar o processo, ficando agora a execução da empreitada sob a responsabilidade da Câmara, por um valor superior a um milhão de euros (que era o previsto em 2
Calçada portuguesa da Praça de São Paulo vai ser classificada

Calçada portuguesa da Praça de São Paulo vai ser classificada

A Património Cultural, IP abriu o procedimento de classificação de âmbito nacional do Tapete de Pedra em Calçada Portuguesa da Praça de São Paulo, na freguesia da Misericórdia. A proposta partiu da Associação da Calçada Portuguesa, que também está envolvida na candidatura da calçada artística a Património Mundial da UNESCO. A medida foi conhecida esta quarta-feira, 22 de Julho, em que se assinalou pela primeira vez o Dia Nacional do Calceteiro e da Calçada Portuguesa. A associação aproveitou também a ocasião para sublinhar a falta de atractividade e de reconhecimento da profissão de calceteiro na actualidade, bem como as possíveis consequências para o estado de conservação da calçada no país. "Nos anos de 1940, Lisboa tinha 400 calceteiros nos seus quadros, e actualmente tem 18. Se temos falta de profissionais é inevitável que haja problemas na conservação da calçada", afirmou o presidente António Prôa à agência Lusa. Calçada mais antiga do país no estado original Após o terramoto de 1755, a Praça de São Paulo, na zona do actual Cais do Sodré, foi o terceiro grande espaço público de Lisboa a receber, em 1850, o tapete de empedrado artístico à portuguesa, fazendo parte de uma fase marcante da reconfiguração da cidade. A obra representa, aliás, a calçada artística mais antiga do país no seu estado original. O desenho, porém, não tem autoria conhecida. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e Linke
Lisboa proíbe tuk-tuks de amplificar o som e impõe restrições a músicos de rua

Lisboa proíbe tuk-tuks de amplificar o som e impõe restrições a músicos de rua

Veículos de animação turística, como tuk-tuks, embarcações de recreio ou anfíbios, serão proibidos de circular por Lisboa com o som amplificado para o exterior, ao mesmo tempo que as actuações musicais na rua conhecerão novas restrições, como o número máximo de actuações ou a definição de um horário, a cargo das juntas de freguesia. As novidades fazem parte do novo Regulamento Municipal de Ruído, que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) se prepara para pôr em consulta pública, noticiou o jornal Público. Para as excepções será necessário atribuir licenças especiais de ruído. O mesmo documento prevê, ainda, limites à “produção mecânica de som” em acções publicitárias, bem como a obrigatoriedade de limitar o som de equipamentos instalados no exterior de estabelecimentos, como cafés, bares ou lojas. O regulamento começou a ser elaborado em Março e seguirá para consulta pública ao mesmo tempo que a versão revista do Regulamento de Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços do Município de Lisboa, já que há uma “necessidade de harmonizar os regimes”, evoca a autarquia. As medidas de mitigação do ruído na cidade são há muito aguardadas por diversos grupos de moradores, que têm pressionado o poder público de várias formas. Em Julho de 2025, foi constituída uma plataforma congregadora de pelo menos 18 movimentos cívicos e associações, pela defesa de direitos fundamentais, como o direito ao descanso. "Só com mais pressão sobre as entidad
Estádio da Tapadinha ganha obras de Vhils, Bela Silva e Joana Vasconcelos

Estádio da Tapadinha ganha obras de Vhils, Bela Silva e Joana Vasconcelos

Vhils criou um mural em baixo-relevo ("Scratching the Surface") para homenagear a história e as gerações que passaram pelo clube com mais de 80 anos. Bela Silva cobriu os dois lados da rampa de acesso ao Estádio da Tapadinha com painéis de azulejo das cores do clube, chamados "Dança na Relva". E a monumental escultura "Solitário #3", o anel de noivado criado por Joana Vasconcelos e pertencente à Colecção de Arte da Fundação EDP, chegou também este mês de Julho ao recinto do estádio de Alcântara. O objectivo é simples: aproximar arte, desporto e comunidade. Ao mesmo tempo, quer-se "promover o acesso à criação contemporânea em contextos inesperados”, como afirma João Pinharanda, director artístico do MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, que assume a curadoria do projecto MAAT + Atlético, uma parceria entre a Fundação EDP e o Atlético Clube de Portugal. Joana LindaDança na Relva, Bela Silva A iniciativa, porém, não termina aqui. Esta sexta-feira, 17 de Julho, foi lançada uma chamada a artistas portugueses, ou residentes em Portugal, sem percurso consolidado, para a criação de uma peça para o túnel central de acesso ao estádio do Atlético Clube de Portugal. O vencedor receberá um prémio de cinco mil euros e uma verba de produção de 15 mil euros. As candidaturas estão abertas até 30 de Setembro e a selecção será feita por "um júri constituído por especialistas em arte contemporânea e representantes da comunidade e da vida cultural de Alcântara", informa a Fundação ED
Obras na estação da Praça de Espanha condicionam utilização do metro

Obras na estação da Praça de Espanha condicionam utilização do metro

A estação de metro da Praça de Espanha entrou em obras, com duração estimada até ao final de Outubro. O objectivo é "melhorar as condições de utilização e de conservação desta estação, através da reabilitação da totalidade do pavimento, ao nível do átrio Norte, átrio Sul e cais", informa a empresa Metropolitano de Lisboa. A par de a estação permanecer em serviço durante a intervenção, os cais da estação serão encerrados de forma faseada. De 10 a 30 de Agosto, estando encerrado o cais no sentido de Santa Apolónia, os comboios com destino a esta estação não vão parar na Praça de Espanha. Já entre 31 de Agosto e 20 de Setembro, este cais será reaberto e encerra o cais no sentido contrário, impossibilitando a paragem dos comboios com destino à Reboleira. Além destes constrangimentos, o átrio Norte vai estar fechado de 29 de Junho a 16 de Agosto, sendo que no dia seguinte entram em funcionamento os novos elevadores, prevê a empresa. Entre 14 de Setembro e final de Outubro, não se poderá utilizar o átrio Sul, "o que implicará a transferência temporária do Posto de Venda para o átrio Norte". 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Avenida da Liberdade vai estar em obras entre Agosto e Outubro

Avenida da Liberdade vai estar em obras entre Agosto e Outubro

Entre os finais de Agosto e de Outubro, as faixas de rodagem centrais da Avenida da Liberdade estarão em obras, uma empreitada “essencial para repor o bom estado de conservação dos seus pavimentos viários, acompanhada pela repintura das passadeiras e restante sinalização horizontal”, descreveu a Câmara Municipal de Lisboa (CML) ao jornal Público. A intervenção deverá decorrer de forma faseada, sobretudo durante o período nocturno, com o objectivo de minimizar os transtornos à circulação, cujo esquema não deverá sofrer alterações. A obra acontece dois anos depois da reparação do piso nas laterais da Avenida e enquadra-se numa visão maior de reabilitação da zona, que inclui outras acções já em curso, como a melhoria do mobiliário urbano e da iluminação, a pintura de candeeiros e a reabilitação dos canteiros, enumera a autarquia. Nos últimos meses, foram registadas, também, intervenções nos espaços verdes, nos lagos e nos passeios, ao mesmo tempo que se reforçou a limpeza, depois de repetidas críticas ao estado de abandono da Avenida da Liberdade. Neste momento, estão a ser concluídos os trabalhos no Lago Douro. Precisamente após a muito esperada reabilitação do Lago Tejo, a vereadora dos espaços verdes, Joana Baptista, referiu em Maio que a limpeza daquela via central da cidade seria reforçada, sob a presença quase permanente de uma equipa de cantoneiros. Toda a operação integra aquilo que a vereadora classificou como a "grande intervenção" pela recuperação da Avenida da Liberd
De vila popular a boutique hotel com gastrobar. Na Lapa, Dorothéa saiu do abandono

De vila popular a boutique hotel com gastrobar. Na Lapa, Dorothéa saiu do abandono

É um daqueles casos em que a classe social dominante mudou do A para o Z. No pátio alfacinha da Rua das Trinas – criado em 1878, para albergar famílias de pescadores da Madragoa – viveram classes populares, gente que fazia as compras nas mercearias da Lapa, mulheres que tinham os filhos em casa e crianças que jogavam à bola nas ruas estreitas desta nano-aldeia. Os prédios nunca foram muito altos – tapar as vistas nem pensar – e as ruas internas tiveram nomes desde o início, preocupação do proprietário, pai de Dorothéa, que foi pelo simples: da Rua dos Pescadores à Travessa da Caseira. Os anos passaram, a vila nunca viu obras e envelheceu com remendos aqui e ali, rachas um pouco por todo o lado. E era "há muito tempo uma situação do conhecimento de todos, com as casas em avançado estado de degradação e perigo", dava conta em 2020 o Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes numa carta endereçada à Câmara de Lisboa, fazendo ver que vilas e pátios lisboetas eram património a proteger. Para o pátio, houve diferentes planos e inclusive um período de obra embargada, em 2021. Este Verão, a Villa Dorothéa inaugurou como hotel boutique, pondo-se fim àquele ponto em branco entre a Lapa e a Madragoa. A poucos passos da mítica casa de fados Senhor Vinho e da embaixada francesa (mas também de tascas como O Tachadas e de novas pâtisseries), são agora cinco as casas (com um total de 20 quartos) abertas a viajantes. Recebem sobretudo casais, exploradores solitários, homens e mulheres de