Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

rute.barbedo@timeout.com

Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Já se esperava que o primeiro fim-de-semana de Abril trouxesse um abrandamento da agenda no que toca a exposições. Afinal, estamos na Páscoa e os museus e galerias têm mais com que se preocupar do que organizar uma vernissage, nomeadamente comer folar e ovos de chocolate. Já no campeonato da finissage, há alguns eventos a assinalar. O MAC/CCB despede-se das exposições "Avenida 211" e "Lugar de Estar: o legado Burle Marx". No Atelier Museu Júlio Pomar termina "Húmus". Estes são também os últimos dias para visitar a retrospectiva de Pedro Casqueiro no MAAT. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

De um ciclo de homenagem a João Canijo ao romance de Francis Bacon com George Dyer no grande ecrã, as últimas noites de Março contam com bom cinema, mas também não esquecem as artes visuais (falamos das exposições de Jaime Welsh e de Daniel Blaufuks) nem a música (vivam as segundas de fado na Típica de Alfama). Já em Abril, a semana continua com cumbia e percursos para conhecer a calçada portuguesa, culminando numa aula colectiva de capoeira ao ar livre. É ainda o último mês para ver, no MUDE, as fotografias que Teresa Couto Pinto tirou a António Variações (bem como algumas roupas do artista), no auge da sua vida criativa.  Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa
18 mulheres marcantes da história de Lisboa

18 mulheres marcantes da história de Lisboa

Estamos em 2026 e ainda nenhuma mulher liderou a Câmara Municipal de Lisboa. As decisões continuam a ouvir-se sobretudo de vozes masculinas, os lugares de poder mantêm-se dentro do mesmo género. Se já estivemos muito mais desequilibrados? Claro. Se é preciso ir muito mais longe? Bingo! As figuras que aqui elencamos são, por isso, mulheres que não devemos perder de vista ou de memória. Muitas desafiaram o regime opressivo, foram presas ou tiveram de fugir. Algumas instauraram na cidade um novo ritmo ou destacaram-se pelo "simples" facto de serem mulheres a falar alto num universo de homens. São mulheres das artes à ciência, da política e das tabernas. Recomendado: Roteiro pelas estátuas de mulheres em Lisboa  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Estar longe de ecrãs e das respostas imediatas de motores de busca é um exercício que talvez tenhamos de praticar com mais frequência, em defesa dos nossos pequenos cérebros. E é preciso muito esforço? Talvez seja suficiente relembrar os clássicos da infância (seja a nossa ou a dos nossos pais), viajando por jogos como o Galo, a Forca (ou o Enforcado), o STOP ou a Batalha Naval. O mais impressionante é que pode passar horas a divertir-se apenas com um pedaço de papel e uma caneta. Nervoso? Vá preparando a cultura geral e a agilidade de pensamento, que os adversários já estão à espera. Temos 12 ideias de jogos com papel e caneta para experimentar. Recomendado: Escape rooms em Lisboa e Cascais. Acha que consegue escapar?
Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

É uma sobremesa típica em França e na Bélgica nesta altura do ano e, na sua versão mais tradicional, tem uma aparência rústica, semelhante a um tronco de madeira. Se é hábito da quadra as famílias reunirem-se à volta da mesa a comer bacalhau, também se tornou tradição juntarem-se com os doces como pretexto. Por cá, os troncos de Natal já são tradição e perdição para os gulosos do chocolate, fazendo competição com rabanadas, azevias, sonhos, coscorões e bolos-reis. Dos clássicos aos inovadores, dos rústicos aos requintados, eis alguns dos melhores troncos de Natal da cidade. Recomendado: O melhor do Natal em Lisboa
Onde comprar panettone em Lisboa

Onde comprar panettone em Lisboa

A massa mais leve e elástica do que a do bolo-rei ou bolo-rainha tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos em Portugal. O "pão doce" italiano começou a aparecer nas nossas mesas da Consoada e de lá não saiu, evidência da globalização mas também da nossa tendência para abraçar o novo e da vontade de remexer um pouco as tradições. Das versões clássicas com passas às mais pornográficas, com recheios de chocolate e quejandos, apresentamos-lhe versões de casas italianas e portuguesas, de pastelarias, mercearia e chefs de hotel. Na Grande Lisboa, não vai ficar de certeza sem um bom panettone para reinar, feito coroa, na mesa. O difícil pode ser escolher. Recomendado: Os doces de Natal que vai querer ter na mesa  
Os melhores presentes de Natal solidários

Os melhores presentes de Natal solidários

Para evitar que o verdadeiro espírito de Natal se perca no vai-vem das compras, da escolha do melhor peru ou dos últimos preparativos da decoração, que tal pensar em presentes duplamente especiais? Foi por isso que juntámos numa única lista uma dezena de sugestões de presentes de Natal solidários, verdadeiros dois em um que dão mais significado a esta quadra. Ao mesmo tempo que oferece algo a alguém de quem gosta, está também a contribuir para uma causa nobre. Espreite as nossas ideias e dê outro sentido ao Natal. Recomendado: As novidades portuguesas que vai querer oferecer este Natal

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Casa Palestina

Casa Palestina

É a primeira casa cultural palestiniana do país e afirma-se como um lugar de comunidade, afirmação, resistência e expressão artística. Fundada por mulheres palestinianas em colaboração com mulheres portuguesas, a Casa Palestina tem uma programação regular, com música, cinema, oficinas ou comida. Ponto de encontro entre a Palestina e Portugal, é um lugar de criação artística e reflexão crítica, onde também se pode ler um livro na pequena biblioteca ou visitar a loja de produtos palestinos. Aberta em 2026, num momento de particular severidade da violência que há anos assola aquele território, a casa surgiu como um acto de afirmação, mas também de cura.
(Still) Waiting for Godot

(Still) Waiting for Godot

À espera de Godot passou de peça de teatro a expressão do quotidiano, por obra e magia do irlandês Samuel Beckett. O artista Daniel Blaufuks pega no clássico para nos fazer reflectir sobre a experiência da espera como condição do nosso tempo. A partir de uma constelação de várias imagens fotográficas, podemos sentir a suspensão do tempo no ser humano, na paisagem, nos gestos e fragmentos da vida de todos os dias. Uma vez juntas, as peças do puzzle tornam-se um retrato do presente, na linha habitual de Blaufuks, em que cada dia, cada momento, serve para construir um tempo histórico.
ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

"Um amigo meu, que é dono de um café, falou-me de uma obra que encontrou abandonada na rua, ali perto. Ligou-me logo porque me queria mostrar, perguntar se eu via nela algum valor”, enquadra Nuno Aníbal Figueiredo, curador da exposição "ID | Quando a identidade (não) é só um rosto", onde figura a peça de autoria desconhecida. A acompanhá-la estão obras de Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino (artistas com e sem diagnóstico psiquiátrico). Algumas estiveram anteriormente expostas, outras foram feitas de propósito para a mostra que ocupa o Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos e que nos quer levar a pensar sobre identidade, olhar clínico e criação artística. Para isso, vai-se também ao conceito freudiano de "id", "a instância primitiva e pulsional da psique humana, actuante como força motriz da personalidade, lugar onde habitam os desejos não nomeados, os impulsos incontroláveis, as imagens mais cruas do inconsciente”, como explica o responsável da associação P28.
7.ª Masterclass Narrativa

7.ª Masterclass Narrativa

Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa e daí resultaram perspectivas sobreassuntos como o território, o luto, a memória, o isolamento, a devoção ou a transformação. Do pinhal da Beira Baixa às pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo, a exposição convida a atravessar diferentes espaços aos quais não podemos ser indiferentes. A masterclass é a génese do projecto Narrativa, promovendo um espaço de construção e de divulgação de novos autores.
Dois Temas – Um Olhar

Dois Temas – Um Olhar

Profissões e mercados de Lisboa, entre 1975 e 1980. Assim se resume o foco de atenção do fotojornalista Fernando Negreira, que tem agora esta exposição no Mercado da Ribeira, organizada pela associação CC11. As imagens vêm de um "deambular pela cidade enquanto fazia tempo para executar os trabalhos agendados pela redacção ao longo de cada dia" e hoje mostram a evolução social em Lisboa. De lavadeiras a moços de frete, eis uma Lisboa que já não existe.
Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Neste ciclo de cinema organizado pela Universidade Nova de Lisboa e acolhido pelo espaço Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro, propõe-se um espaço de reflexão pública sobre os desafios contemporâneos associados ao mundo do trabalho e ao seu impacto na saúde mental. Ao pensamento e à discussão ajudam quatro filmes seguidos de debates com convidados de diferentes áreas. Como em Março se assinala o Mês da Mulher, o ciclo também fará um enquadramento às questões de género, bem como às condições materiais e afectivas que atravessam a vida profissional e pessoal, em particular a partir de perspectivas femininas.
Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Comissariada pelo designer Jorge Silva e pelo director do Museu Bordalo Pinheiro, João Alpuim Botelho, a exposição "Toma! 150 anos de Zés Povinhos" acompanha o percurso de uma das figuras mais conhecidas do artista português, Zé Povinho, criada a 12 de Junho de 1875 nas páginas centrais do jornal A Lanterna Mágica. Mais de 150 anos depois, "o Zé continua tão presente no nosso quotidiano", "ganhando um lugar no nosso imaginário como símbolo do povo português". Ao longo do tempo, foi também apropriado por caricaturistas, profissionais do teatro, ceramistas e publicitários. Chegou, ainda, a ser mascote da selecção nacional de futebol. No mesmo espaço, está a nova exposição de longa duração, disposta por sete salas.
A Prova do Tempo

A Prova do Tempo

Uma nasceu nos anos 60, outra nos anos 90. Juntam-se, assim, duas gerações e duas perspectivas sobre os lados pagão e religioso, da tauromaquia às procissões. Mas com muitos pontos em comum. Em "A Prova do Tempo", as fotógrafas Inês Gonçalves e Ana Paganini mostram "surpreendentes afinidades temáticas, formais e simbólicas", como o facto de terem retratado, ambas aos 30 anos, diferentes protagonistas da festa brava, de toureiros a forcados. A acompanhar os trabalhos, no espaço Le Mur, na mesma galeria, está a instalação de Sebastião Castelo Lopes, "O som de fazer o último poema".
Portal do Retorno

Portal do Retorno

Criadas no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, as 30 obras em papel e cartão pintadas por Dino D'Santiago a tinta-da-China inspiram-se na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, fazendo questionar "de que serve a independência sem memória". O contraste com as cores vivas acentuam o conceito de “pessoa de cor”, sublinhando “as vidas que foram – e continuam a ser – interrompidas pelo preconceito”, na visão do artista. A exposição propõe assim um "movimento inverso", assumindo-se como "um acto de desobediência à cronologia da dor". “De que serve a soberania se o espírito permanece exilado?”, pergunta ainda o autor.
PicNic

PicNic

Nuno Andrade é o vencedor da primeira edição do Prémio Narrativa – Fujifilm (que distingue a fotografia portuguesa contemporânea). Com "PicNic", mostra-nos um território de limbo no Seixal, a Ponta dos Corvos (também conhecida como a Praia dos Tesos) e as comunidades que o compõem numa vivência fora da rota. Nele vivem "comunidades que, frequentemente, são retratadas sob o signo da carência, exclusão ou marginalização" mas que aqui surgem como uma janela de liberdade e um contraponto a uma Grande Lisboa em permanente mudança. Assim, o fotógrafo "transforma um território periférico, aparentemente marginal, num espaço de revelação e pertença", escreve a galeria Narrativa, que acolhe a exposição.
Ensinamentos para Senhoritas

Ensinamentos para Senhoritas

Sara Maia, artista residente na Ilha das Flores, apresenta em Lisboa um conjunto de obras que partem do livro de Luísa Costa Gomes, Visitar Amigos e Outros Contos. O título da exposição, "Ensinamento para Senhoritas", é também o título de uma das obras inéditas que a integra e sugere uma "revisitação do passado bafiento e de um lugar a que, durante séculos, as mulheres estiveram votadas: o do que é doméstico e encerrado no lar", destaca a curadora, Helena Mendes Pereira. A maioria das obras é inédita e conta muito sobre "a robustez plástica de uma artista que escolheu as margens das imagens e a ausência de limites formais do papel para se fazer ouvir”.
40 Anos de Fotojornalismo – Prémios Gazeta

40 Anos de Fotojornalismo – Prémios Gazeta

O melhor do fotojornalismo português pode ser visto nesta celebração dos 40 anos dos Prémios Gazeta Fotografia. A exposição reúne todos os trabalhos vencedores na categoria de Fotografia e é um registo único da evolução do fotojornalismo português desde 1984 até hoje. Entre as imagens estarão momentos marcantes como os trágicos incêndios de Pedrógão Grande, fotografados por Adriano Miranda em 2017 e que resultaram em 66 mortos e 253 feridos, além da destruição de várias habitações e de muito património natural; a queda da ditadura, simbolizada pela célebre fotografia de Eduardo Gageiro do retrato de Salazar sendo retirado da sede da PIDE/DGS, em 1974; o incêndio no Festival Andanças, captado por Enric Vives-Rubio em 2016; ou os primeiros dias de guerra na Ucrânia, acompanhados por João Porfírio, em 2022.    

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Também há desgostos de amor na estrada e este é assinado por D*Face

Também há desgostos de amor na estrada e este é assinado por D*Face

É uma das mais recentes obras de arte urbana em Lisboa e foi pintada por Dean Stockton, mais conhecido por D*Face, o artista britânico que trouxe a pop art para as ruas, com sereias, mulheres com asas nas cabeças e zombies. Em Lisboa, a nova peça pode ser vista no viaduto por cima da Estrada da Luz (que faz parte da Segunda Circular) e chama-se Heartbreak Highway.  DR via GAU'Heartbreak Highway' A trama percebe-se de imediato a partir das duas cenas pintadas: de um lado, um homem e uma mulher viajam num descapotável com o vidro da frente partido; do outro, uma mulher chora, lamentando o facto de o sujeito lhe ter roubado a sua "querida". "He stole my sweet heart", pode ler-se no balão de pensamento. A narrativa envolve temas como "o amor, a confiança e a vulnerabilidade emocional", descreve a Galeria de Arte Urbana (GAU) nas redes sociais. "As figuras familiares surgem em momentos de intimidade e reflexão, convidando-nos a reflectir sobre a forma como as relações moldam o nosso sentido de direcção." A obra foi desenvolvida no âmbito do programa de arte pública da Underdogs com a GAU, da Câmara Municipal de Lisboa. 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Jardins de Lisboa entram no horário de Verão

Jardins de Lisboa entram no horário de Verão

Até 30 de Setembro, os jardins e parques de Lisboa estão abertos durante um período mais alargado, fazendo jus ao aumento do número de horas de luz nas estações da Primavera e do Verão. A Tapada das Necessidades, por exemplo, passa a fechar às 19.45 em vez das 17.45 e a Estufa Fria pode ser visitada das 10.00 às 19.00, enquanto o horário de Inverno previa a abertura entre as 09.00 e as 19.00. Eis os horários divulgados pela Câmara Municipal de Lisboa: Estufa Fria - das 10.00 às 19.00 (terça-feira a domingo) Tapada das Necessidades - das 08.00 às 19.45 pelo Portão Norte (Rua do Borja) e das 08.00 às 20.00 pelo Portão Sul (Largo das Necessidades) Quinta de Santo António - das 09.00 às 20.00 (até 20 de Setembro) Parque Verde de Carnide - das 07.00 às 20.00 Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases - das 06.00 às 22.00 Parque Silva Porto (Mata de Benfica) - das 07.00 às 19.00 Parque Urbano Bensaúde - das 07.00 às 21.00 Parque dos Moinhos de Santana - 09.00 às 20.00 Parque do Alto da Serafina (Parque dos Índios) - das 09.00 às 20.00 Parque Recreativo do Alvito - das 09.00 às 20.00 Quinta Pedagógica - das 09.00 às 19.00 de terça a sexta-feira e das 10.00 às 19.00, ao sábado, domingo e feriados (a partir de 1 de Maio) Outros jardins não incluídos na lista divulgada pela autarquia têm os seguintes horários: Jardim do Torel - das 07.00 às 22.00 Jardim da Estrela - das 07.00 às 00.00 Quinta das Conchas e dos Lilases - das 06.00 às 22.00 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do
Até ao final do ano, zona de Colares terá 2,5 quilómetros de passadiços

Até ao final do ano, zona de Colares terá 2,5 quilómetros de passadiços

A primeira fase dos passadiços do novo Parque Ecológico da Adraga e Praia Grande, constituída por um percurso circular de 2,5 quilómetros, estará pronta no segundo semestre do ano, avançou a Câmara Municipal de Sintra ao jornal Público. Do parque, que nasce a partir de um investimento da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN) e cuja conclusão está prevista para o final de 2027, fará ainda parte um circuito de três quilómetros, composto por passadiços de madeira e trilhos. Ainda não são certos o desenho e os pontos de passagem dos percursos, uma vez que o mapa ainda está em desenvolvimento, de acordo com o mesmo jornal. Sabe-se, no entanto, que o percurso de 2,5 quilómetros permite ver a Praia Grande ou caminhar até às localidades de Almoçageme e Azóia e que os passadiços “atravessam paisagem protegida”, tendo “em consideração as melhores práticas ambientais”. De acordo com a autarquia, “a sua instalação permite, precisamente, proteger as espécies e o habitat natural do pisoteio”, ideia que já havia sido transmitida aquando da assinatura do protocolo com a Aga Khan. “A ideia dos itinerários é que as pessoas não sejam uma ameaça para a vegetação”, afirmou na altura Luis Monreal, director-geral do Fundo Aga Khan para a Cultura. Pelo meio, haverá miradouros e um centro de interpretação ambiental. A urgência de fazer nascer o parque para proteger a zona de mais de 67 hectares prende-se, também, com a "presença significativa de espécies invasoras", com consequências para os ec
Igreja da Graça convida a subir ao terraço para beber um copo

Igreja da Graça convida a subir ao terraço para beber um copo

Subir ao terraço da Igreja da Graça para ver o pôr-do-sol e beber um copo volta a ser permitido a partir do dia 3 de Abril aos fins de tarde de sexta-feira, sábado e domingo. A experiência Golden Hour, que já aconteceu no ano passado e é organizada pela empresa Wonderful Day, inclui o acesso a um "espaço lounge com iluminação cénica", uma garrafa de espumante de 20 cl ou gin (na mesma quantidade), um snack e música ambiente. O bilhete custa dez euros (cinco para crianças) e pode ser comprado no local. "O espaço disponibiliza, também, bebidas sem álcool para acolher um público mais familiar", acrescenta a organização. A igreja, acabada de construir em 1291 e à qual foram acrescentados elementos barrocos depois do terramoto de 1755, abre o terraço a visitas diárias desde 2023. Largo da Graça (Graça). A partir de 3 Abr, Sex-Dom 19.00-21.00 (última entrada às 20.30). 10€ 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Atraso vai em três anos e três meses, mas metro aponta abertura da linha circular para início de 2027

Atraso vai em três anos e três meses, mas metro aponta abertura da linha circular para início de 2027

A nova linha circular do metro de Lisboa, que vai ligar o Rato ao Cais do Sodré, deverá ser inaugurada no primeiro trimestre do próximo ano. A previsão foi lançada esta terça-feira, 31 de Março, pela presidente (tomou posse em Janeiro) da empresa Metropolitano de Lisboa, Cristina Vaz Tomé, no Parlamento. Segundo a responsável, tem havido “um diálogo bastante produtivo com os empreiteiros que têm esta obra, a Mota-Engil e a Zagope, para garantir que no primeiro trimestre de 2027 a obra é inaugurada”. A primeira parte da empreitada "terminou em Setembro de 2024, mas não tinha sido fechada a conta nem pago o empreiteiro", explicou a presidente, detalhando que a situação "cria crispações e más vontades do empreiteiro com a empresa". O projecto da linha circular, que vai juntar as linhas verde e amarela e criar novas estações em Santos e na Estrela, iniciou-se em 2018 e conta agora com um atraso de três anos e três meses em relação aos prazos inicialmente estipulados, que apontavam a inauguração da linha para 2023. Note-se ainda que o próprio desenho da linha circular continua a ser alvo de discussão, sem que surjam esclarecimentos por parte do Governo ou da Metropolitano de Lisboa. A avançar conforme o previsto, o desenho deixará de fora da linha verde a estação de Telheiras, obrigando os utilizadores a um transbordo para a linha amarela no Campo Grande, situação que não acontece no trajecto actual. Serão também obrigados a trocar de linha, no Campo Grande, os utentes de Odivel
Carris quer utilizadores confiantes de que autocarros chegam a horas

Carris quer utilizadores confiantes de que autocarros chegam a horas

Da necessidade de motoristas à renovação da frota e ainda ao aumento de faixas exclusivas para autocarros, o novo administrador da Carris, Rui Lopo (tomou posse em Janeiro na sequência da demissão de Pedro Bogas, após o acidente no Elevador da Glória), destacou numa entrevista ao jornal Público os planos do mandato iniciado em Janeiro. Com as melhorias na fiabilidade da oferta a ocupar o centro dos objectivos, o responsável admite que um dos maiores desafios é "ter uma confiança da parte do utilizador de que o autocarro que está planeado aparece à hora definida", "de que o autocarro que está combinado para as 08.05 aparece às 08.05", ilustra. De acordo com o ex-presidente da Carris Metropolitana, os indicadores actuais dos transportes operados pela Carris "têm, todos eles, franca possibilidade de melhoria" e cabe à empresa persegui-la, tanto no que toca à fiabilidade como à regularidade e à frequência de autocarros. "Temos de trabalhar para conseguir melhorá-los", afirma. Ainda assim, "não são variáveis que estejam totalmente nas mãos da Carris", afirma, referindo-se muito possivelmente ao número de automóveis que circulam diariamente na cidade, entre outros factores. Como melhorar a fiabilidade dos transportes é algo que ainda não tem resposta completa e definitiva, mas, antes ainda de pensar nos tão discutidos corredores BUS, o especialista em mobilidade acredita que existem "dois ou três assuntos elementares" por resolver. "Precisamos de mais autocarros, para melhorarmos a
MAC/CCB vai ter dois dias de festa com entrada livre

MAC/CCB vai ter dois dias de festa com entrada livre

Nos dias 27 e 28 de Março, sexta-feira e sábado, a entrada é livre no MAC/CCB, que conta com uma programação especial para assinalar o fim das exposições "Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa" e "Lugar de estar: o legado Burle Marx". Os Dias de Festa abrem com a performance Alarve, de João dos Santos Martins, às 18.00 (a entrada é livre no museu a partir desta hora), o único evento do dia, para prosseguirem no sábado, a partir das 14.30, com concertos, o lançamento do catálogo de "Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa" e oficinas. Durante a tarde de sábado, entre as 14.30 e as 19.00, a Sala Lúdica (piso -1) acolhe os mais novos para mostrar como o jogo se pode tornar um "caminho para descobrir o museu". Às 15.00 lança-se o catálogo Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa e às 16.00 começam os concertos com a curadoria da Filho Único: Vasco Alves e as Rochas da Ajuda, sara, Amuleto Apotropaico, Sheila Ramirez, Vaiapraia e Inês Tartaruga Água. A festa encerra com a reposição da performance Alarve, às 18.00, e com um brinde, às 19.00. Tiago Fezas VitalExposição "Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa" 🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Casa Palestina: numa antiga casa de fados nasce um espaço de cultura e resistência

Casa Palestina: numa antiga casa de fados nasce um espaço de cultura e resistência

Mais de 5000 quilómetros separam Lisboa da Palestina, mas a distância não foi impedimento para que, escapando do longo conflito, cerca de 500 palestinianos tenham escolhido Portugal para viver, a maioria em Lisboa. Desses 500, nove mulheres decidiram formar a Associação Portuguesa pela Cultura Palestiniana (APCP), um dos primeiros passos para a criação de um espaço físico no qual se pudesse "continuar o movimento" de afirmação cultural e identitária da Palestina. A Casa Palestina é a primeira do género a existir no país e vai abrir portas esta semana, em Alcântara, com um programa de dois dias (o primeiro está esgotado), a 27 e 28 de Março. "A visão da casa é de Dima Akram, palestiniana a viver há vários anos em Portugal. Percebemos que, infelizmente, esta é uma luta de longo prazo e que, também por isso, ter um espaço físico seria importante para ter uma comunidade forte e coesa. Os últimos anos, com a escalada do conflito, têm sido particularmente exigentes. E este vai ser um lugar para honrar a cultura, um lugar de cura, mas também de trabalho e de continuação", descreve Carolina Pereira, directora de media do projecto. DRCasa da Palestina O espaço, situado numa antiga casa de fados (a Timpanas, que fechou durante a pandemia de Covid-19), terá uma programação regular (de música a cinema, oficinas, conversas, exposições ou comida) mas também será um lugar onde se podem ler livros de autores palestinianos (há uma pequena biblioteca) ou visitar a loja. Mas, acima de tudo, o
Há 80 anos, 51 nações uniram-se e esta exposição quer mostrar o que ganhámos com isso

Há 80 anos, 51 nações uniram-se e esta exposição quer mostrar o que ganhámos com isso

Vinte e cinco histórias reais de várias partes do mundo, relacionadas com o impacto da Organização das Nações Unidas (ONU) nas vidas das pessoas, vão estar em exposição na Praça do Município, em Lisboa, entre os dias 25 de Março e 12 de Abril. "A ideia principal é celebrar o 80.º aniversário da organização e tudo o que se conseguiu alcançar nestes anos, mas também sabemos que é preciso repensar como fazer as coisas, como rejuvenescer, precisamos de nos adaptar e de pensar no futuro. Este é um momento importante para isso", conta à Time Out Sherri Aldis, directora de Comunicação das Nações Unidas para a Europa Ocidental, a propósito da iniciativa. ONU/Milan Pieteraerents "Por um lado, atravessamos uma crise de multilateralismo sobre a qual é preciso reflectir e, por outro, há também um grande desentendimento sobre o que a ONU é e o que faz", continua a responsável, afirmando que a exposição “Vidas Partilhadas, Futuro Partilhado”, que inaugura esta quarta-feira, é também uma forma de aproximar as pessoas da organização fundada por 51 nações em 1945. A mostra está em tournée mundial — já marcou presença em cidades como Abuja (Nigéria), Ancara (Turquia), Brasília (Brasil), Camberra (Austrália) ou Moscovo (Rússia) — e é adaptada à realidade de cada país, partindo de uma base de 200 retratos. "O que fizemos foi seleccionar as diferentes histórias, de acordo com o impacto da acção da ONU em cada país", detalha Sherri Aldis. "Seja numa aldeia nas montanhas do Afeganistão, numa pequ
Escadas da Baixa-Chiado vão ser novamente reparadas. Só depois vem o piquete de assistência

Escadas da Baixa-Chiado vão ser novamente reparadas. Só depois vem o piquete de assistência

O novo modelo operacional anunciado em Dezembro pela empresa Metropolitano de Lisboa ainda não começou a ser testado. A empresa divulgou na altura que iria assinar um contrato de "assistência técnica para manutenção completa e piquete de assistência às escadas mecânicas e elevadores das estações Baixa-Chiado e Aeroporto, abrangendo 22 escadas mecânicas e seis elevadores", com vista a "garantir a fiabilidade" dos equipamentos e a "melhorar os tempos de resposta às ocorrências". Ao longo do mês de Março, no entanto, a Time Out verificou que as duas primeiras escadas mecânicas da estação Baixa-Chiado (sentidos descendente e ascendente, na direcção do Largo de Camões) têm estado avariadas (episódio não raro nesta estação), sem a presença de equipas no local. Questionada, a empresa Metropolitano de Lisboa explica que o contrato com a empresa de assistência (a Kone Portugal) foi assinado a 19 de Março. O próximo passo será reparar as escadas e, cerca de três meses depois (ou seja, não antes do final de Junho), a equipa de assistência deverá ir para o terreno. "O contrato em apreço foi já objecto de consignação no passado dia 19 de Março, encontrando-se, neste momento, reunidas as condições para o arranque dos trabalhos", começa por enquadrar a empresa, numa resposta por escrito à Time Out, para de seguida explicar que "a implementação deste novo modelo será desenvolvida em duas fases". "Numa primeira fase, com a duração prevista de 13 semanas, serão realizadas intervenções nas esta
Estúdio onde foram fotografados Natália Correia ou António Costa vai fechar aos 74 anos

Estúdio onde foram fotografados Natália Correia ou António Costa vai fechar aos 74 anos

"Aos meus clientes e amigos, é com muita tristeza que passo a dar esta informação: a Loja com História vai deixar de fazer parte da história de Lisboa." Assim começou por anunciar Adriano Filipe, nas redes sociais, o fecho da Fotografia Triunfo, loja fundada em 1952, onde trabalha desde os 12 anos e que gere há cerca de 40. Podemos sempre corrigi-lo, alegando que o estúdio de fotografia por onde passaram figuras como a poeta Natália Correia, o ex-primeiro ministro António Costa, o escritor Mia Couto, o ex-deputado João Semedo ou o actor Henrique Santana será sempre parte da história da cidade. Mas não viverá de novos capítulos, uma vez que Adriano Filipe apronta-se para encerrá-la de modo definitivo. "Fico até ao final de Abril, mas na última semana já vou estar de portas fechadas, a arrumar e a organizar tudo", conta à Time Out. O fecho prende-se com a pressão, "já há algum tempo", por parte do senhorio para que o fotógrafo abandone o espaço. Proprietário de todo o número 69 da Rua do Poço dos Negros, consta que se desfez dos andares superiores "e agora também quer fazer negócio" com o rés-do-chão. O mesmo foi acontecendo, nos últimos anos, a vários prédios vizinhos, de onde desapareceram lojas de electrodomésticos ou mercearias, para dar lugar a "espaços de comida e bebida modernos", sobretudo. "Moradores antigos já há muito poucos", atesta Adriano Filipe, que pelo Natal até colocou os retratos de alguns deles nas montras, com o intuito de gerar conversa na vizinhança. "Alg
“Colecção inacreditável” de Nuno Markl vai ter espécie de mini-museu em Benfica

“Colecção inacreditável” de Nuno Markl vai ter espécie de mini-museu em Benfica

Acumulador ou coleccionador, dependendo da perspectiva, Nuno Markl tornou há muito tempo público o facto de ter um interesse especial por objectos inusitados, coisas de geek e preciosidades da vida. Agora que está a tentar reorganizar a casa, as "tralhas" do humorista serão transportadas para o Cine-Teatro Turim, numa parceria com a Junta de Freguesia de Benfica. O espaço estará aberto ao público, provavelmente a partir de Setembro, e as visitas serão gratuitas. A nova "Cave do Markl" terá "nostalgia, curiosidades e provavelmente objectos cuja utilidade ninguém consegue explicar, mas que todos vão adorar ver", escreveu Ricardo Marques, presidente da Junta, nas redes sociais. "Cheguei à conclusão que tenho demasiadas coisas em casa. Continuo a adorar estas coisas nerds e as figuras que me rodeiam, mas chegou a uma altura da minha vida que a minha mente precisa de descansar e eu preciso de espaço em casa para a cadeira de rodas circular ou mesmo para eu poder andar sem receio de cair", explicou o humorista, que recentemente sofreu um AVC, no sábado, 21 de Março, na rubrica O Homem que Mordeu o Cão, da Rádio Comercial. Não querendo deitar tudo ao lixo, o radialista conta que telefonou ao presidente da Junta de Benfica, com a ideia de criar uma zona que fosse "a cave do Markl". "Muitas vezes as pessoas dizem que adorariam ver as coisas que tenho na cave. Tenho uma colecção inacreditável de coisas", referiu. A passagem das "tralhas" de Markl para o Cine-Teatro Turim não é a primei