Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Chegámos a Outubro, os termómetros continuam a sugerir praia, mas a agenda cultural responde com outro tipo de propostas, nomeadamente novas exposições e dois festivais de fotografia. É obra, de facto. Na Culturgest, acabam de inaugurar duas novas exposições – em torno da linguagem gráfica desenvolvida pelo músico português Sei Miguel (com entrada gratuita) e a primeira exposição individual da alemã Amelie von Wulffen em Portugal. O cartaz de novidades não fica por aqui. No Museu Nacional de Arte Contemporânea, pode ver as obras de uma dezena de artistas, em "Antologias da Memória". Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Do quente Oktober Festa, em Marvila, à calma do festival de artes performativas, cinema e natureza Silvestre, em Monsanto, os ritmos da semana são como se quiser. Palmas vão para o início de um novo ciclo que quer abrir espaços pouco usuais de Arroios a concertos – o Música por Arroios –, sem esquecer a ética durante o Festival Impacto, no Beato, nem a literatura ibero-americana, no Teatro Thalia. Pelo meio, há ainda as exposições do festival de fotografia Imago, em vários espaços da cidade. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
As melhores exposições de fotografia para ver em Lisboa

As melhores exposições de fotografia para ver em Lisboa

De autores emergentes a nomes incontornáveis da fotografia contemporânea, de festivais a exposições individuais, do Japão a micro-visões de Lisboa, a fotografia destaca-se nesta rentrée. Para ver – e não perder – há exposições em 13 espaços da cidade, no âmbito do Imago Lisboa - Photo Festival; obras de Andreas Gursky a João Onofre, saídas da Colecção Américo Marques para o MACAM; ou a visão singular de Eikoh Hosoe sobre a cultura japonesa. No Pavilhão Branco, Edson Chagas percorre 20 anos de fotografia e, na Narrativa, uma fotografia de passaporte é manipulada mais de 300 vezes dando origem a um trabalho premiado em Arles. Juntam-se, ainda, a anual Mostra de Fotografia e Autores - MFA e três olhares estrangeiros sobre a zona oriental de Lisboa, a céu aberto, no Parque Ribeirinho Oriente. Confira a lista. Recomendado: As melhores exposições em Lisboa este mês
Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Tanta obra de Vhils já desapareceu de Lisboa (lembram-se do grande rosto da Avenida da Índia, em Alcântara, demolido em 2018?). Ser efémero faz parte, e é até uma chamada de atenção ao olho, que mais rapidamente vê como a cidade muda, mas também o que nela resiste. É nesta segunda parte que nos focamos, traçando um roteiro da presença do artista de nome Alexandre Farto, natural do Seixal, com estúdio no Barreiro e intervenções um pouco por todo o mundo, incluindo em diferentes bairros de Lisboa e arredores. Da Graça ao Rossio ou ao Barreiro, em modo individual ou em dupla, do público ao privado e da calçada ao betão, percorremos vários anos, técnicas e colaborações do artista urbano português mais reconhecido no planeta, que ao escavar põe à tona diferentes camadas. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Vão longe os tempos em que o campista obedecia a um estereótipo rígido. Já não é o tipo que consegue fazer fogo com dois paus nem a pessoa que dorme ao estilo todo-o-terreno. Ainda há os rijos, sim, mas também quem privilegia o conforto, gosta de uma boa salamandra, fornos de lenha e até colunas de hidromassagem. Para os que estão fartos da vida urbana e de ruídos maquinais e tecnológicos, mas também para quem gosta de percorrer trilhos ou explorar as águas frias do oceano e das praias fluviais, eis mais de 20 parques de campismo espalhados pelo país, onde a natureza está sempre ao comando, com mais ou menos impacto. Dos aburguesados glampings a parques mais agrestes, as opções são várias, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelos Açores. O difícil pode ser escolher. Desligue-se do mundo em alguns dos melhores parques de campismo de Portugal. Recomendado: As melhores piscinas naturais em Portugal
9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

Ainda há cacilheiros, sim senhor, mas não é desses passeios que estamos a falar. Impulsionado pelo turismo, o Tejo tornou-se pista de embarcações tradionais a iates de luxo, com opções de pequeno-almoço, festas com DJ, ligação à natureza ou percursos guiados para ver golfinhos. Do género turístico, romântico, familiar ou tradicional, ou ainda uma mistura, sugerimos-lhe oito passeios que envolvem mais ou menos velocidade, a vista de Lisboa durante a noite ou ainda a exploração dos sapais a Norte da cidade, no concelho de Vila Franca de Xira. E um conselho: não se deixe enganar pela ideia de que, ao estar no rio, vai estar pouco calor. Opte por horários de temperaturas mais amenas, leve sempre um bom chapéu e lembre-se que o protector solar é estritamente necessário. Recomendado: Os melhores rooftops em Lisboa
Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Uns são jardins que vieram do Barroco, outros claramente nascidos do Romantismo. Nos parque e jardins de Sintra, vai encontrar a exuberância mas também a paixão da realeza (nos seus diferentes séculos). Também vai encontrar México, Japão, canela e ananás, araucárias e sequóias, sem esquecer a marca nacional do sobreiro ou do choupo. Desde o parque no meio da vila aos espaços escondidos nas encostas da serra, há obras-primas de arquitectos e paisagistas do século XIX que tentaram mimetizar sonhos e uma natureza "ideal". O "milagre" é que foram mantidos e recuperados nos séculos seguintes. Pelo meio, ainda há notas sobre a "Versailles portuguesas" ou dicas sobre onde merendar na orla dos passarinhos. Recomendado: 15 jardins secretos para descobrir em Lisboa
15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser. Recomendado: Os melhores parques e jardins de Lisboa
Os melhores parques e jardins de Lisboa

Os melhores parques e jardins de Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha
Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa

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Jogos da União

Jogos da União

Já começa a ser tradição por Loures esta ideia de experimentar e praticar diferentes modalidades durante meses, em diferentes pontos do concelho. De Outubro a Maio, os Jogos da União desenrolam-se em encontros desportivos e actividades de experimentação em 18 modalidades, entre as quais o atletismo, a natação, o basquetebol, o judo, o voleibol, o padel, a escalada, desportos de combate e canoagem. A programação inclui ainda actividades de desporto inclusivo e propostas para diferentes idades. Pode ser consultada na íntegra aqui.
Open Azulejo - Palácio da Calheta

Open Azulejo - Palácio da Calheta

Habitualmente está fechado ao público e é por isso que esta visita é especial. O Palácio dos Condes da Calheta, em Belém (junto ao Jardim Botânico Tropical) abre portas para mostrar a sua impressionante colecção de azulejos. A visita à exposição começa com uma sintética história do azulejo em Portugal e prossegue numa descoberta do palácio do século XVII, observando-se os azulejos que por vezes dialogam com peças da colecção do Museu Nacional do Azulejo. Cada espaço permite descobrir diferentes histórias, técnicas e soluções, mas também marcas da passagem do tempo e das transformações que os edifícios e os seus revestimentos foram conhecendo. O museu associado está encerrado para obras, pelo que estes dias abertos são uma forma de manter o edifício vivo.
Música por Arroios

Música por Arroios

O Música por Arroios estreia-se no pátio da Escola Secundária Luísa de Gusmão. Com o trio barulhento Lesma (19.00) e a pop não convencional de Falcona (20.00), o projecto inicia a dupla missão de "levar pequenos concertos a locais menos óbvios" da freguesia e criar, assim, "novas oportunidades de encontro entre a música, os espaços e a comunidade". A iniciativa surge no âmbito do Orçamento Participativo da Junta de Freguesia de Arroios, em parceria com o Coletivo Casa Amarela, que procura valorizar a criação artística, o pensamento crítico e a intervenção comunitária no território de Arroios.
Escola Secundária Dona Luísa de Gusmão

Escola Secundária Dona Luísa de Gusmão

A Escola Secundária Dona Luísa de Gusmão foi fundada em 1958, como uma escola pública do Estado Novo, com o intuito de cobrir a crescente população da zona oriental de Lisboa. No início, enquanto Escola Industrial Feminina, apenas permitia a frequência de raparigas. Só após o 25 de Abril de 1974, passou a permitir a frequência de ambos os sexos. Foi, nos anos de 2020, palco de manifestações de estudantes e é um dos palcos inusitados do ciclo Música em Arroios.
trans-

trans-

Nesta exposição multidisciplinar, a fotografia apresenta-se como o meio mais recente no percurso de Igor Jesus. O artista tem desenvolvido um trabalho na área da escultura, muitas vezes associada a vídeo, som e tecnologias obsoletas ou em desuso. Nesta exposição, o centro é um conjunto de peças escultóricas especificamente concebidas para o espaço do Torreão Nascente, uma nova série de fotografias e um grupo de três esculturas videográficas. "Em todas as obras está patente o seu interesse pela mutabilidade das coisas, por estados de transição e mudança (daí o título), gerando objectos e situações para os quais não temos nome ou catalogação."
Intimate Distance, Uncaptured City

Intimate Distance, Uncaptured City

O artista angolano Edson Chagas apresenta uma mistura de três séries fotográficas, essenciais no seu percurso e desenvolvidas ao longo dos últimos 20 anos: "Found Not Taken" (2008-2014, Londres, Newport, Luanda), "Archives of Absence: Involuntary Images" (2019, Namibe), e "Common Walls" (2022-2024, Lisboa, Brescia). A primeira fez parte da Bienal de Veneza em 2013, contribuindo para que Angola ganhasse o Leão de Ouro para melhor pavilhão nacional. Agora, no Pavilhão Branco (Jardins do Palácio Pimenta), o fotógrafo coloca em diálogo diferentes formas de olhar. Vindo do fotojornalismo e de uma abordagem documental, Chagas foi tomando um percurso mais introspectivo e conceptual, nunca esquecendo a cidade como tema. As obras evocam, assim, diferentes modos de habitar Luanda (onde nasceu e viveu), Lisboa, Londres e Newport (cidades onde viveu e estudou fotografia), mas também paisagens do Namibe, em Angola, e de Brescia, em Itália.
Topografias em Barro

Topografias em Barro

Da Bienal de Veneza ao Victoria and Albert Museum, o trabalho do britânico Jeremy Gardiner teve sempre como medium primordial a pintura. Mas, aos 69 anos, o autor decidiu transferir para a cerâmica a sua pesquisa sobre paisagem, geologia e passagem do tempo, que desenvolve há décadas. O resultado são 18 placas em cerâmica, inspiradas em duas regiões inglesas reconhecidas como Património Mundial pela UNESCO: a Costa Jurássica e o Lake District. Nelas, ganham forma falésias, lagos e cascatas, a partir da memória do artista. O interesse de Gardiner pela cerâmica, no entanto, é antigo e teve dois momentos-chave: a visita à Oficina Cerâmica Francisco Brennand, no Brasil, em 2001, e o confronto com o painel de Querubim Lapa na pastelaria Alcôa, em Lisboa, em 2020. Para desenvolver a presente série em exposição, Gardiner trabalhou durante três meses na Oficina do Castelo, em Lisboa, ao lado de Suzana Barros, viúva de Querubim Lapa, e Vera Teotónio, sua sócia e colaboradora. A mostra concretiza-se numa "geologia da paisagem".
Sons pela Cidade

Sons pela Cidade

Oito freguesias de Lisboa recebem solistas da Orquestra Metropolitana de Lisboa em vários concertos de entrada livre. O ciclo é "pensado para todos os apreciadores de música erudita e, também, para todos aqueles que queiram estrear-se em obras de Lopes Graça, Beethoven, Schostakovich, entre outros compositores", de acordo com a Câmara de Lisboa, que organiza o evento. Programa Auditório do Centro Cultural Casapiano, BelémQuinta-feira, 8 Out., 18.00Mozart & Dauprat Igreja da Boa Hora, AjudaQuinta-feira, 8 Out., 21.00Octeto de Schubert Auditório da Ordem dos Contabilistas Certificados, Avenidas NovasSexta-feira, 9 Out, 21.00Da Oração à Dança Igreja Paroquial de São Bartolomeu, BeatoSábado, 10 Out., 21.00Zelenka Espaço Bento Martins, CarnideQuinta-feira, 29 Out., 21.00Bandas Sonoras Auditório do Pavilhão de Portugal, Parque das NaçõesSexta-feira, 30 Out., 21.00Martinů Auditório da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Santo AntónioSábado, 31 Out., 21.00Schnittke & Beethoven Igreja Paroquial de Santa Engrácia, São VicenteDomingo, 1 Nov., 17.00Contemplativo
orientaLX

orientaLX

Georgs Avetisjans, da Letónia, Louisa Boeszoermeny, da Alemanha, e Sonia Hamza, de França, fizeram uma residência artística na associação Procurarte, em 2025. Daqui nasceu um projecto artístico que usa a fotografia como ferramenta de leitura crítica da cidade enquanto espaço político, social e simbólico. Como flâneurs e observadores, os três autores criaram um retrato contemporâneo e multifacetado da zona oriental de Lisboa, "território marcado por profundas transformações urbanas, diversidade social e tensões associadas ao direito à cidade".
Espaços Outros

Espaços Outros

Nesta selecção de obras de uma das mais relevantes colecções privadas portuguesas, a de Américo Marques, alguns dos melhores fotógrafos mundiais da contemporaneidade ocupam uma parte do MACAM. "Espaços Outros (Parte I)" (a segunda parte chega em Novembro) alberga, assim, obras de Andreas Gursky, Andres Serrano, Bernd Becher & Hilla Becher, Candida Höfer, Cindy Sherman, Edgar Martins, Eija-Liisa Ahtila, Helena Almeida, Helmut Newton, João Penalva, Jorge Molder, Martin Parr, Nan Goldin, Richard Prince, Thomas Ruff ou Wolfgang Tillmans, num total de 36 artistas.
Espaços Outros (Linha de falha)

Espaços Outros (Linha de falha)

Artistas portugueses e estrangeiros (cujas obras partem da Colecção Américo Marques) exploram, através da fotografia, as formas de construção, negociação e dissolução dos vínculos humanos. O ponto de partida é, quase sempre, a experiência amorosa, fazendo com que o visitante da exposição atravesse camadas como o desejo, a intimidade, a aproximação, a tensão, o afastamento e a perda. Aqui, a expressão "linha de falha" socorre-se do seu significado original – o de uma fractura na crosta terrestre onde duas placas tectónicas se encontram, acumulando tensão e, na deslocação, transformando a paisagem – para abarcar as relações humanas. Cada aproximação contém em si a possibilidade de mudança.
Imago Lisboa – Photo Festival

Imago Lisboa – Photo Festival

A crise da habitação em Lisboa (Gonçalo Fonseca), animais imaginários em cenários improváveis (Joan Fontcuberta), planos reprodutivos na Alemanha nazi (Marc Schroeder), as mitologias da região ucraniana de Poltava (Viktoria Sorochinski), feridas e imagens idílicas do Líbano (Ian Cheibub), a luta pela igualdade de género por uma influente poeta (Rocío Bueno), o branco na fotografia (José Luís Neto), ficções futuristas (Chloé Azzopardi) ou o questionamento da autoridade do arquivo colonial (Délio Jasse). A lista de temas é extensa e poderia continuar, abarcando a amplitude a que já nos habituou o festival de fotografia Imago. Os lugares do evento são, também eles, uma manta diversa, da Livraria Sá da Costa à loja da Leica, passando pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado ou pela Sociedade Nacional das Belas Artes (sem nunca esquecer, claro, a própria Galeria IMAGO). O festival integra a rede europeia do Mês Europeu da Fotografia, centrando-se na promoção de artistas contemporâneos e no diálogo entre criadores, especialistas e público. Além das exposições, o programa inclui debates e oficinas, tudo sobre o mote "Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem", para uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias na fotografia artística. A agenda completa pode ser consultada aqui.

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E se os espaços verdes estivessem ligados por percursos? Sintra quer criar essa rede

E se os espaços verdes estivessem ligados por percursos? Sintra quer criar essa rede

“A Rede Verde Sintrense vai criar uma rede de parques urbanos, jardins, espaços naturais e corredores verdes em todo o concelho.” Assim apresentou o seu novo projecto na área ambiental a Câmara Municipal de Sintra (CMS), numa nota escrita enviada ao jornal Público. O objectivo central é que “cada parque deixe de ser um espaço isolado e que se passe a planear os espaços verdes como uma verdadeira rede ao serviço dos sintrenses”. A vontade é, assim, "que um sintrense possa sair de casa e chegue a um parque, a uma escola ou a outro espaço público através de percursos mais verdes, seguros e confortáveis”, determina a CMS. A autarquia indica que, até ao momento, escolheu dez locais que integrarão a estrutura: o Parque Urbano da Ribeira de Rio de Cões; o Parque Urbano dos Hibiscos; o Parque Urbano de Vale Mourão; o Parque Linear da Ribeira de Caparide; o Parque Linear da Ribeira das Jardas; o Parque Urbano do Mirante, em Pego Longo; a ampliação do Parque Urbano da Bela Vista e o Parque Linear de Agualva-Cacém; o Parque de Merendas do Magoito; o Jardim da Vigia; e o Parque Florestal da Ribafria. Ao mesmo tempo que se desenha a rede, há também o compromisso de intervir, reabilitando, diferentes zonas verdes do concelho, seja através da plantação de árvores ou de melhorias infra-estruturais. “O trabalho passa agora por consolidar os projectos, estabelecer prioridades de intervenção, definir as ligações e programar a respectiva execução”, descreve-se na mesma nota. A criação de novas z
Não é uma ode às bruxas mas monumentos vão iluminar-se de roxo para recordarmos 1755

Não é uma ode às bruxas mas monumentos vão iluminar-se de roxo para recordarmos 1755

Edifícios monumentais como os do Terreiro do Paço, os Paços do Concelho, a Sé de Lisboa ou o Cristo Rei vão iluminar-se de roxo na noite de 31 de Outubro. A iniciativa faz parte do Movimento Recordar 1755, promovido pelo museu Quake, e alarga-se a cerca de 40 monumentos e edifícios de 15 distritos e regiões do país. No dia seguinte, às 09.40 – hora em que ocorreu o terramoto de 1755 –, corporações de bombeiros e embarcações no rio Tejo vão fazer soar sirenes, numa "homenagem a um dos momentos mais marcantes da história da cidade" de Lisboa, contextualiza a organização.  O evento foi pensado para recordar a memória das vítimas do grande terramoto de há 271 anos, mas também para aproximar os cidadãos do património e da história, chamando ainda a atenção para a importância da preparação para futuros eventos sísmicos. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Lisboa vai suspender sistema de trotinetes partilhadas

Lisboa vai suspender sistema de trotinetes partilhadas

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou que vai suspender o sistema de trotinetes partilhadas na cidade. “Isto é uma vergonha e vai acabar”, declarou o autarca nas redes sociais, levantando questões de segurança. O tema tem estado na ordem do dia há vários meses e Moedas declara, agora, que o sistema “não está a funcionar”. "São trotinetes em contramão, comportamentos perigosos, mais acidentes e trotinetes abandonadas no espaço público”, refere, defendendo que “todos possam circular em segurança”. Numa entrevista ao canal Now, Carlos Moedas assegurou que vai propor a suspensão imediata deste sistema de mobilidade suave em reunião de câmara, isto depois de, em Setembro, já ter dado a entender que o seu fim poderia estar próximo ou que, pelo menos, iria tomar medidas para combater comportamentos de risco associados ao uso das trotinetes. A apoiar a medida está o Automóvel Clube de Portugal (ACP), que recolheu cerca de 20 mil assinaturas de cidadãos recenseados em Lisboa para a realização de um referendo municipal sobre a presença das trotinetes partilhadas na cidade. Do outro lado, ficam os defensores de um sistema de mobilidade suave e partilhada com regras e fiscalização. Não estão, porém, quantificados. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Metro de Lisboa: há dois avisos de greve parcial para o mês de Outubro

Metro de Lisboa: há dois avisos de greve parcial para o mês de Outubro

Depois da paralisação total do Metro de Lisboa a 14 de Outubro, vários sindicatos apresentaram aviso de greve para os dias 28 e 30 de Outubro, uma quarta e sexta-feira, respectivamente. Os motivos voltam a ser o que os trabalhadores consideram um incumprimento do acordo celebrado em Abril com a empresa Metropolitano de Lisboa. Não havendo acordo até lá, a paralisação deverá acontecer entre as 05.00 e as 10.00, nos dois dias, retomando-se o serviço normal a esta hora. "O conselho de administração reafirma o seu respeito pelo direito à greve e reconhece a importância do diálogo com as organizações sindicais na procura de soluções para as questões laborais", mas considera a iniciativa dos sindicatos "desproporcional", "atendendo ao impacto significativo que têm na vida dos passageiros e ao facto de se manterem abertas as possibilidades de diálogo e de estarem já em curso medidas concretas para responder às reivindicações apresentadas". 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Depois do Verão prolongado, massa de ar polar faz descer as temperaturas

Depois do Verão prolongado, massa de ar polar faz descer as temperaturas

Uma massa de ar polar vai aproximar-se de Portugal, fazendo descer as temperaturas. Em Lisboa, a máxima poderá descer dos 31 para os 22 graus, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para sábado, 17 de Outubro. O cenário deverá estabilizar a partir de terça-feira, em que a temperatura máxima rondará os 22 ºC, mas a mínima também deverá cair para os 13 ºC.      Depois de temperaturas máximas na ordem dos 30 ºC, esta é a primeira grande descida de temperaturas durante o Outono, em Lisboa. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Esta quinta-feira, a Biblioteca Nacional oferece livros

Esta quinta-feira, a Biblioteca Nacional oferece livros

Fixe este lugar: corredor do piso 0 da Biblioteca Nacional de Portugal. É aqui que, uma quinta-feira por mês, até Novembro, a instituição vai oferecer livros (e também postais) aos visitantes. Em Outubro, o dia escolhido é o 15 e a iniciativa (que arrancou em Setembro) acontece entre as 09.30 e as 19.00.  Eis os títulos disponíveis:  Aquisições queirosianas: exposição bibliográfica, 2007 Arte de saltar, 1996 Bibliografia das publicações oficiais portuguesas: 1967-1968, 1969 Caminhos do Português: exposição comemorativa do ano europeu das línguas. Catálogo (+ encarte com as variedades dialectais portuguesas), 2001 Exposição comemorativa do 4.º centenário da fundação da cidade do Rio de Janeiro. Catálogo, 1965 Fernando Pessoa em Espanha, 2014 Joaquim Heliodoro da Cunha Rivara, 1809-1879, 2009 Jorge Croner de Vasconcellos, 1910-1974, 2003 Lisboa na ficção portuguesa contemporânea: sécs. XIX e XX, 1995 Subsídios para a história da Biblioteca Nacional, 1995 A lista de livros oferecidos em Novembro pode ser consultada no site da Biblioteca.  🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Quais as novas rendas “acessíveis” na Área Metropolitana de Lisboa? Conheça os valores

Quais as novas rendas “acessíveis” na Área Metropolitana de Lisboa? Conheça os valores

Novos valores máximos de renda no âmbito do Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (que dá isenções fiscais aos senhorios) foram estabelecidos esta terça-feira, com a publicação de uma nova portaria em Diário da República.  No panorama nacional, Lisboa continua a destacar-se como o município com os valores mais altos, que variam entre os 785 euros para um T0 e os 2066 euros para um T5. Cascais fica em segundo lugar, com 752 euros por um T0 e 1980 euros por um T5. A seguir, surgem Oeiras (703 euros por um T0), Sines (668 euros por um T0), Porto (652 euros por um T0), Funchal (620 euros por um T0) e Almada (612 euros por um T0). O limite mais baixo definido por esta portaria é de 224 euros para um T0 em 103 municípios (muitos dos quais nas regiões Centro e Norte), como Aguiar da Beira, Alijó, Elvas, Resende ou Sertã. Na Área Metropolitana de Lisboa (AML), o município com o valor mais baixo para um T0 é Palmela (443 euros).  O novo Regime Simplificado de Arrendamento Acessível (RSAA), em vigor desde 2019, vem alterar várias regras do programa que assegura isenções fiscais a proprietários que arrendem as casas por valores pelo menos 20% abaixo dos praticados no mercado (o regime também concede isenções de IMT e de IMI na compra ou construção de imóveis destinados ao arrendamento acessível).​ Uma das mudanças, que entrou já em vigor, é a redução dos prazos mínimos exigidos para os contratos de arrendamento para residência permanente, de cinco para três anos, e de nove para
Trabalhadores do Metro de Lisboa fazem greve esta quarta-feira

Trabalhadores do Metro de Lisboa fazem greve esta quarta-feira

Seis estruturas sindicais assinam o comunicado que confirma a manutenção da greve das chefias da Direcção de Operações do Metro de Lisboa para esta quarta-feira, dia 14 de Outubro. A paralisação está prevista acontecer entre as 05.00 de quarta e as 05.00 de quinta-feira.  "Falta de efectivos", "atrasos no recrutamento e na formação", "recurso continuado a trabalho suplementar e a prolongamentos de serviço", bem como "situações de pressão e de condicionamento denunciadas pelos trabalhadores" estão na base do protesto que, lê-se no mesmo comunicado, afecta "funções de elevada responsabilidade", nomeadamente no Posto de Comando Central e os Postos de Tracção. Os trabalhadores denunciam, ainda, o incumprimento do acordo assinado com a administração da empresa, a 13 de Abril, que foi, aliás, o motivo pelo qual se adiou a greve programada para o dia seguinte. A administração da Metropolitano de Lisboa (ML) considera a greve "desproporcionada", rótulo que os sindicatos rejeitam. "É o último recurso", qualificam, defendendo que estão em causa "condições que garantam a segurança da operação e do serviço público".  Na página da ML, pouco antes das 17.00, surgiu o comunicado de que "se prevê a paralisação do serviço de transporte e o encerramento das estações". A empresa considera, ainda, via comunicado, que o acordo de Abril "reforçou as condições necessárias à prestação regular de trabalho em conformidade com o horário normal" e que "está a executar o acordo assinado". O serviço de tr
Torre da Péla, no Martim Moniz, será reabilitada

Torre da Péla, no Martim Moniz, será reabilitada

Parte de um conjunto monumental classificado, a Torre da Péla (ou do Jogo da Péla) vai ser reabilitada sob o projecto arquitectónico do Atelier Bugio, de João Favila Menezes. O concurso público para a empreitada – de mais de um milhão de euros – foi lançado na sexta-feira, dia 9 de Outubro, e o prazo para a entrega de propostas termina a 2 de Novembro. A obra, a cargo da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Lisboa, visa ​"converter esta torre de vigia medieval em Torre-Observatório da paisagem histórica e pré-histórica, integrando um circuito de leitura, observação e estudo de todo o sistema defensivo, substituindo agora a sua função defensiva pela função contemplativa", pode ler-se na página da entidade. Prevê-se, assim, a eliminação de "elementos de intervenções anteriores consideradas inadequadas" (o telhado de zinco há demasiado tempo provisório é um exemplo, uma parede não original é outro), o "reforço estrutural" da torre, "a melhoria da estabilidade dos terrenos sobre os quais assenta", a "colocação de uma nova cobertura [em aço e madeira] e ainda a reformulação dos acessos", pode ler-se no jornal Público. DR via SRUImagem do projecto de reabilitação A obra será realizada em duas fases, começando-se pela reabilitação da torre e dos seus acessos, com a criação de circuitos no espaço público adjacente. A segunda fase centrar-se-á na estabilização dos terrenos e na finalização dos acessos. O Atelier Bugio foi também o responsável pela premiada reabilitação do Funic
Mais de 400 árvores poderão estar em risco por causa de duas grandes obras em Lisboa

Mais de 400 árvores poderão estar em risco por causa de duas grandes obras em Lisboa

O futuro Eléctrico 16, que vai ligar Terreiro do Paço ao Parque das Nações, pode obrigar a transplantar centenas de árvores, nas previsões do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), noticiou o Público. O número exacto de exemplares ainda não é conhecido, uma vez que existem cinco traçados possíveis sobre a mesa (o de referência e quatro alternativos), mas o número mínimo de árvores afectadas é de 116. Ainda assim, "terá de ser avaliado o estado fitossanitário de outros 668 exemplares, para perceber se podem ser transplantados ou podados", escreve o mesmo jornal. Já o pior dos cenários implicaria um impacto directo sobre 520 árvores. Independentemente do número, o transplante “deverá ser efectuado para locais disponíveis”, na área geográfica de qualquer uma das seis freguesias por onde passará o novo eléctrico, prevê o programa base do projecto. Apenas depois de elaborado o relatório técnico de avaliação visual do arvoredo, se conhecerão as novas localizações dos exemplares potencialmente alvos de transferência ou de poda. A informação é conhecida desde Setembro e estava explícita nos documentos disponibilizados para consulta pública pela autarquia, com a Carris a garantir que alteraria o projecto com o fim de minimizar impactos de cariz ecológico ou relacionados com o ruído, por exemplo. Mas a perda de mancha arbórea ao longo do traçado – onde vivem hoje mais de 4000 árvores – é inevitável, em especial em vias como a Avenida Infante Dom Henrique, a Avenida Dom João II e a Alameda
Iluminações de Natal já começaram a ser montadas em Lisboa

Iluminações de Natal já começaram a ser montadas em Lisboa

Rossio, Praça da Figueira, Rua Ferreira Borges ou Avenida António Augusto Aguiar são algumas das localizações em Lisboa onde as estruturas para as iluminações de Natal começaram a ser montadas na semana de 14 de Setembro, de acordo com o apurado pela Time Out. Este ano, a responsabilidade do processo passou das mãos da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) para a Associação Turismo de Lisboa (ATL), na sequência da operação Lúmen, sobre suspeitas de irregularidades na adjudicação de contratos de iluminações festivas. O concurso público foi, assim, lançado em Junho e o contrato foi adjudicado em Julho à empresa Teixeira Couto, de Paredes, pelo valor de 556.272 euros (abaixo do preço base do procedimento, de 609 mil euros), avançou o jornal Eco em Julho. Em 2025, o valor investido pela Câmara de Lisboa nas iluminações de Natal foi, à semelhança do ano anterior, de cerca de 750 mil euros, e as luzes acenderam-se a 22 de Novembro, com a habitual festa no Terreiro do Paço.  Rita ChantreCampo de Ourique “As iluminações de Natal são um elemento central da vivência de Lisboa nesta época do ano. Com este concurso, asseguramos uma solução preparada com antecedência, capaz de valorizar a cidade, reforçar a sua atractividade junto dos residentes, visitantes e turistas, e contribuir para a dinamização do comércio local e da economia da cidade durante a quadra natalícia”, enquadrou o director-geral da ATL, António Valle, citado em comunicado pelo mesmo jornal. Rita ChantreC
Ao 78.º mural, Amadora pondera dar um twist à arte urbana no concelho

Ao 78.º mural, Amadora pondera dar um twist à arte urbana no concelho

Passada a rotunda das Portas de Benfica, vindos de Lisboa, uma placa anuncia a entrada na esfera da videovigilância. Bem-vindos à Amadora, a cidade que “está sempre a levar por tabela relativamente à insegurança”, nas palavras do próprio presidente da Câmara, Vítor Ferreira, numa entrevista de 2024 à Time Out. Na cidade dos estigmas, há, claro, fragilidades reais. Fracturas socioeconómicas, bairros, edifícios e infra-estruturas por cumprir e reabilitar. “Nesse aspecto, o festival [Conversas na Rua] mudou muito a paisagem e ajudou a acabar com o estigma em algumas zonas”, acredita Ana Dias, artista ligada à banda desenhada – a grande marca cultural do município, que organiza o Amadora BD desde 1990 e que este ano acontece de 15 a 25 de Outubro –, convidada a participar na primeira edição do festival de arte urbana da cidade, em 2015.  Começou-se com menos de meia dúzia de murais, depois de as pessoas “já se terem familiarizado com a arte urbana”, a partir de umas obras aqui e ali, na Rua Elias Garcia, junto ao IC19 ou à CRIL, e muitos anos depois de Odeith, o artista-embaixador da Amadora, ter conseguido firmar (também do ponto de vista legal) o seu hall of fame da Damaia, nos anos 1990, ainda com as linhas de uma subcultura e contra-cultura.  DRSalgueiro Maia pintado por Odeith (Avenida Dr. Fernando Piteira Santos) Passados 11 anos do primeiro Conversas na Rua (a mais recente edição terminou oficialmente a 14 de Setembro, mas dias depois ainda havia quem andasse frente a em