Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

rute.barbedo@timeout.com

Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

Articles (33)

15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser. Recomendado: Os melhores parques e jardins de Lisboa
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Junho é aquele mês em que Lisboa entra em ebulição. Os Santos Populares transformam a cidade num grande arraial e a época dos festivais de Verão está mesmo quase a arrancar. Uma azáfama que faz abrandar a agenda de exposições, mas que não a sossega por completo. Dos grandes museus às pequenas galerias, quem anda à procura de arte encontra inúmeras possibilidades – grandes artistas portugueses, nomes emergentes da cena internacional, diálogos inesperados e linguagens que desafiam o cânone. Ah e é a última oportunidade para ver "Arte & Moda", na Gulbenkian. Porque o Verão não é só praia, tome nota das exposições para visitar este fim-de-semana em Lisboa. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Se ainda não se fartou de festas populares, esta semana conte com grandes concertos em Almada e com o Grande Arraial de Benfica – tudo programas do mais económico que há. Mas também há cinema revolucionário na Casa da Achada, as inaugurações de "Maputo Diary" na Narrativa e de Wang Zhengping no galeria Ochre, o concerto Europiano ou cinema ao ar livre musicado ao vivo por O Gajo, no Intendente. Não faltarão, pelo meio, exposições imperdíveis, como a retrospectiva de João Penalva na Culturgest e a de José Pedro Croft (entre outras) no MAC/CCB. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Os melhores parques e jardins de Lisboa

Os melhores parques e jardins de Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa
18 mulheres marcantes da história de Lisboa

18 mulheres marcantes da história de Lisboa

Estamos em 2026 e ainda nenhuma mulher liderou a Câmara Municipal de Lisboa. As decisões continuam a ouvir-se sobretudo de vozes masculinas, os lugares de poder mantêm-se dentro do mesmo género. Se já estivemos muito mais desequilibrados? Claro. Se é preciso ir muito mais longe? Bingo! As figuras que aqui elencamos são, por isso, mulheres que não devemos perder de vista ou de memória. Muitas desafiaram o regime opressivo, foram presas ou tiveram de fugir. Algumas instauraram na cidade um novo ritmo ou destacaram-se pelo "simples" facto de serem mulheres a falar alto num universo de homens. São mulheres das artes à ciência, da política e das tabernas. Recomendado: Roteiro pelas estátuas de mulheres em Lisboa  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?

Listings and reviews (184)

Palácio Beau-Séjour

Palácio Beau-Séjour

Primeiro traduzimos: beau séjour significa “estadia agradável” ou "bela estadia", pelo que era isso mesmo que se pretendia com esta quinta do século XIX, casa de veraneio de gente nobre onde até se passeava de barco no pequeno lago que ainda hoje aqui existe. Foi em 1849, que a Viscondessa da Regaleira a mandou construir, mas, mais tarde, o Barão da Glória comprou a propriedade e introduziu-lhe várias transformações, como o forro da parede exterior do palácio em azulejo ou a chegada de inúmeras espécies exóticas ao exterior. No jardim romântico, destaca-se o arvoredo alto (veja-se a araucária e a sequóia), bem como os bancos e refúgios onde acorrem os namorados. No interior, onde se investiga Lisboa com afinco, destacam-se vários elementos raros, como a especial fonte-lavatório assinada por Rafael Bordalo Pinheiro,c cheia de fauna e flora portuguesas. 
Parque Infantil e de Lazer do Recolhimento

Parque Infantil e de Lazer do Recolhimento

Antes de ter ganho este nome tecnocrata, com a remodelação de 2017, chamava-se Miradouro do Recolhimento, que era bem mais inspirador. Mas se o nome mudou para pior, o espaço encheu-se de qualidades. Para se chegar a este cantinho secreto de 500 metros quadrados (265 dos quais ajardinados), com uma assombrosa vista sobre o Tejo e a encosta de Alfama, é preciso percorrer as ruelas do Castelo. À chegada, para além do dito recolhimento, há sempre a sensação de grandiosa descoberta. A par das vistas há uma cabine de leitura, parque infantil, máquinas de exercícios para adultos e também mesas, relva, bancos e árvores.
Fundação das Casas de Fronteira e Alorna

Fundação das Casas de Fronteira e Alorna

Quem passa o portão do Palácio Fronteira, monumento nacional, entra de imediato no século XVII. Nesta antiga quinta de recreio, tudo se preserva de forma muito próxima ao desenho original, até porque o palácio (surpresa!) continua a ser habitado pelos descendentes de Dom João de Mascarenhas, o 1.º Marquês de Fronteira, que mandou edificar o corpo principal da casa. Nos jardins (o Formal e o de Vénus), que podem ser visitados autonomamente, destacam-se a azulejaria, um grande lago/tanque e uma bela fonte, árvores exóticas e canteiros de buxo. Há também dez esculturas em chumbo representando divindades menores. Com sorte, pode passear-se neles gratuitamente em dias de eventos especiais, como concertos ou um dia aberto.
Quinta da Alfarrobeira

Quinta da Alfarrobeira

Tem sido palco de concertos e outros eventos e, por isso, a quinta já não é um segredo na cidade. Mas, ainda assim, quem passar pelo meio dos prédios altos de São Domingos de Benfica e não conhecer bem a zona não vai dar de caras facilmente com este jardim nem talvez perceber que para lá do portão há tanto espaço. O edifício imponente do século XVIII é hoje a sede da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica e o jardim espaço aberto para os cidadãos. Há uma grande área relvada, bancos à sombra, um lago octagonal, um circuito de manutenção e parque infantil. 
Livraria Almedina, Rato

Livraria Almedina, Rato

Aberta desde 2017, fica a um pulo do Rato, no lugar que pertencia à Oficina de Vitrais e Mosaicos de Arte Ricardo Leone, fundada em 1905 pelas mãos do mestre Cláudio Azambuja. Daqui saíram alguns dos vitrais mais importantes do país, que figuram hoje no Mosteiro da Batalha ou na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa. Agora, nas antigas mesas de fabrico de vidro vivem milhares de livros e, nos fundos, há um belo jardim onde os podemos ler ou consultar, na paz do papel.
Jardim da Paz

Jardim da Paz

Como é que num espaço tão pequeno pode caber tanta coisa? No também conhecido como Jardim do Psi (por causa do restaurante vegetariano que aqui fica) contam-se uma grevília, cinco jacarandás, uma eritrina, um teixo, um salgueiro, um cipreste, arbustos vários, uma glicínia e buganvílias a cobrir o muro. Surpreenda-se ainda com uma pequena cascata, um lago, uma ponte e um parque infantil. Igualmente grande para o tamanho do jardim é o número de nomes que tem: do original Jardim da Alameda de Santo António dos Capuchos passou para Jardim da Paz quando Dalai Lama lá inaugurou um obelisco com a inscrição "Um jardim pela paz", em 2001. Em 2014, dez anos após a morte de Maria de Lourdes Pintasilgo, única primeira-ministra portuguesa e ex-moradora da rua, foi inaugurado um memorial em sua homenagem e acrescentado o seu nome ao local. Talvez de pouco sirva, porque toda a gente continua a chamá-lo de Jardim do Psi.
Jardim das Plantas Doadas

Jardim das Plantas Doadas

Neste pequeno jardim de prédio transformado numa espécie de micro-selva-tropical-urbana, o jardineiro de guerrilha Nuno Prates foi plantando o esperado e o inesperado. Não sendo um defensor das espécies autóctones em particular, tanto porque o clima está a mudar, como porque o de Lisboa já está para lá do mediterrânico, o cidadão apaixonado por botânica decidiu experimentar plantas que se dão bem nos trópicos e tudo o que lhe vão doando. Depois, elas ajudam-se entre si. Às vezes deixam-lhe vasos sem dizer nada, outras com um pequeno bilhete, pedindo que cuide bem da planta X, porque tem um significado especial. O Jardim das Plantas Doadas não é um espaço para se sentar a ler um livro, mas um projecto-cidadão que inspira, ao mostrar como a natureza vence com um pequeno empurrão.
Jardim do Palácio Baldaya

Jardim do Palácio Baldaya

O palácio esteve fechado ao público por mais de um século e, por consequência, o jardim ali esteve, com as árvores, ainda assim, crescendo por conta própria. Em 2017, o espaço tornou-se no pólo cultural do bairro, onde há biblioteca, ludoteca, espaços para trabalhar ou a cafetaria com uma enorme esplanada. Nas ocasiões especiais, acontecem concertos, tertúlias ou feiras de vinil, mas no dia-a-dia o jardim do Palácio Baldaya é simplesmente aquele refúgio com belas sombras e bancos para sentar, para não mencionar o pequeno lago onde vivem tartarugas, atractivo para os mais sensíveis.
Jardim Professor António Sousa Franco

Jardim Professor António Sousa Franco

Localizado numa zona residencial de Telheiras, a "aldeia" do bairro, mais do que ser um jardim secreto, é um jardim onde pode contar todos os segredos à vontade. Bastante calmo, o lugar é ideal para quem quer fugir a multidões e ao ruído urbano. Aqui há espaço para piqueniques ou para ler um livro, caminhos para passear, um poço com a respectiva nora ou o tanque antigamente usado no bairro, apelando a pequenas reminiscências da memória rural de uma outra Lisboa. Entre o sossego perene, já foi palco de alguns eventos, como o Felizmente Há Lumiar – Festival de Teatro. 
Canto Logo Resisto

Canto Logo Resisto

"O acto de cantar junto é, em si mesmo, um acto revolucionário e será sempre a nossa arma de luta e de celebração!" É com este ímpeto que o movimento Primavera de Coros se junta à Assembleia da Graça – Parar o Hotel no Quartel para um momento de canto colectivo de intervenção. O objectivo é afirmar "o direito de permanecer, viver e construir comunidade nos nossos bairros", resistindo à gentrificação. Pelo alinhamento passam "Labuta", "Traz outro amigo também", de José Afonso, "Cantiga do Minério", "Que força é essa", de Sérgio Godinho, ou "Acordai", de Fernando Lopes-Graça. Todos são convidados a participar e a trazer instrumentos, uma peça de roupa vermelha, cravos e outras flores. O ensaio começa às 17.00, no coreto do Largo da Graça, com grupos como o Coro da Achada, o Coro Regador e o Grupo de Cantares de Santa Engrácia.
Jardim da Cerca da Graça

Jardim da Cerca da Graça

É um segredo mal guardado à vista de todos e o maior espaço verde de acesso público da zona histórica de Lisboa, recuperado depois de alguma luta ao antigo Convento da Graça. Neste espaço, há lugar para piqueniques (e parque de merendas) sob uma longa exposição solar, parque infantil, pomar, quiosque e três miradouros. Também há espaço para os cães e um percurso pelo parque, que vai dar às Escadinhas do Caracol. Delas à Mouraria é um tirinho. 
Alval’arte

Alval’arte

Atlantic Sound, Luciano, Expresso Transatlântico e Soulspiracy fazem o cartaz do evento que vai ocupar durante durante dois dias o Museu de Lisboa – Palácio Pimenta. A programação, que cruza reggae, música portuguesa, soul, funk, hip-hop, R&B e outras sonoridades, tem como destaque o trio lisboeta composto por Gaspar Varela na guitarra portuguesa, Sebastião Varela na guitarra eléctrica e Rafael Matos na bateria. A iniciativa é da Junta de Freguesia de Alvalade, em parceria com o Museu de Lisboa. Nos jardins, há também comida e bebida.

News (869)

Lisboa está a criar arquivo de milhares de moldes de calçada artística

Lisboa está a criar arquivo de milhares de moldes de calçada artística

Rua João Saraiva, número 40, Alvalade. É aqui, num armazém da Câmara Municipal de Lisboa (CML), que a Unidade de Intervenção Territorial do Centro Histórico (UITCH) está a desenvolver um trabalho de preservação da colecção de moldes de calçada artística portuguesa. No total, são mais de 5000 peças, 3000 das quais inventariadas como originais, em madeira, que contam a história do chão de Lisboa desde o século XIX a partir de borboletas, sereias, flores, estrelas, números e letras. Os moldes, informa a autarquia – que organizou em Abril uma visita ao armazém onde se guardam moldes e ferramentas desde 1952 –, "continuam ainda hoje a ser utilizados na manutenção e execução da singular calçada artística portuguesa nas ruas de Lisboa". “É um verdadeiro bordado, um croché”, resumiu à RTP a historiadora Sofia Tempero, da UITCH. Segundo a equipa, que se deparou com a vasta colecção numa visita ao armazém em 2019, a colecção é a "fonte primária" para a compreensão da calçada portuguesa, candidata oficial a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO. Estava, porém, esquecida e a degradar-se. “Retirámos três camionetas de lixo”, descreveu o historiador Rui Matos, membro da equipa, recordando que, no espaço, existiam desde electrodomésticos a pneus ou animais mortos. "No meio disso, estavam os moldes. Percebemos rapidamente que não bastava arrumar – era necessário criar um projecto de investigação." Descobertos desenhos de Abel Manta e Cottinelli Telmo O projecto começou pela organizaçã
Trabalho duro, mal pago e feito por poucos não chega para preservar a calçada de Lisboa

Trabalho duro, mal pago e feito por poucos não chega para preservar a calçada de Lisboa

É duro para as costas, joelhos e mãos. Trabalha-se em qualquer circunstância climatérica, à excepção da chuva, que empapa os terrenos arenosos onde o calcário deve assentar. Ao mesmo tempo, a profissão de calceteiro é pouco reconhecida e mal remunerada. Na autarquia lisboeta, o ordenado base dos assistentes operacionais (que vão cumprir o papel de calceteiros) foi recentemente ajustado para 934,99 euros, um pouco acima do salário mínimo nacional. Face a isto, há um problema crónico de falta de profissionais e, como consequência, muito a fazer em Lisboa. Se isto explica os buracos na calçada? Não todos.  "Mesmo para fazer a calçada regular [sem padrões] é preciso formação", começa por enquadrar Nuno Serra, o único formador da Escola de Calceteiros de Lisboa, fundada em 1986. Não havendo investimento no ensino, abre-se a porta para criar "calçada de má qualidade, que se vai degradar num mês". Pelo contrário, "se a calçada for bem feita, não é a chuva nem o uso que a vão destruir rapidamente", assegura o responsável, deixando a ressalva de que, ainda assim, nada resiste a camiões com toneladas e em constante trânsito, como acontece, por exemplo, na Rua das Portas de Santo Antão. Há regras básicas para assentar a pedra nas suas diferentes técnicas: primeiro, a terra deve ser "muito bem compactada"; depois, uma das das faces de cada peça deve ser cortada de forma a ficar pontiaguda e fixar-se no solo; por fim, as pedras devem ser colocadas bem juntas, "sem folgas entre elas". Se u
Acessos do metro do Terreiro do Paço fecham meia hora antes do início do jogo de Portugal

Acessos do metro do Terreiro do Paço fecham meia hora antes do início do jogo de Portugal

"Estação Terreiro do Paço: hoje, os acessos à Praça do Comércio e Cais das Colunas, encerrados às 17h30, por motivos de segurança", informa a Metropolitano de Lisboa, na rede social X. Tendo em conta a fan zone criada na Praça do Comércio a 11 de Junho para assistir aos jogos do Mundial de Futebol (a Lisbon Football Arena), a empresa decidiu tomar esta medida no dia em que a equipa portuguesa defronta a selecção do Congo. O jogo começa às 18.00.  Como alternativa ao local, a Time Out sugere 20 sítios para ver a bola em diferentes bairros de Lisboa.  🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Campo de futebol de São Domingos de Benfica tornou-se numa obra de arte urbana

Campo de futebol de São Domingos de Benfica tornou-se numa obra de arte urbana

O campo de futebol de cinco do Bairro das Furnas, em São Domingos de Benfica (a poucos minutos a pé de Sete Rios), foi renovado e pintado pelo artista Kiam (Carlos Stock). A iniciativa, que permite o uso seguro e de forma gratuita da infra-estrutura pela população, é da marca de desporto Puma, em parceria com a Federação Portuguesa de Futebol e a Câmara Municipal de Lisboa. A empresa tenciona criar mais dois campos sob o mesmo modelo, até 2028 (o próximo será no Porto), que passa por "identificar um espaço comunitário dedicado ao futebol, colaborar com talentos criativos locais, organizar um torneio de base e deixar o campo em melhores condições do que estava", pode ler-se no comunicado enviado. “A cultura do futebol vive-se nas ruas, nas comunidades e nos campos locais onde as pessoas jogam todos os dias", justifica Dominique Gathier, o vice-presidente da Teamsport da marca. DRCampo de futebol de São Domingos de Benfica Em São Domingos de Benfica, o torneio envolveu dez equipas locais, cujos jogadores foram seleccionados através da rede de Maria Roque, figura de destaque no panorama do futebol feminino de Lisboa. Participou ainda uma equipa de influencers seleccionada pelo colectivo de cultura urbana ContraCoutura. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn 
O Pastelinho de Benfica vai fechar, após 53 anos a fazer “dos melhores pastéis de nata de Lisboa”

O Pastelinho de Benfica vai fechar, após 53 anos a fazer “dos melhores pastéis de nata de Lisboa”

A receita do creme do pastel de nata, o ex-libris da casa O Pastelinho, é de João Domingos Marques, o único dos três sócios fundadores ainda vivo. "Tudo tem um princípio. Eu tive umas luzes com alguns pasteleiros e depois aperfeiçoei a receita, para trazê-la para aqui", conta ao telefone à Time Out o proprietário da pastelaria fundada em 1973 em São Domingos de Benfica e, desde então, ponto de encontro do bairro. Também é João Domingos Marques quem confirma os rumores sobre o fecho da pastelaria. "Há casas que têm falta de clientes. Nós temos clientes a mais para a nossa capacidade e idade. Se não aparecer ninguém para arrendar, vamos fechar no fim de Julho", declara, explicando que não existem descendentes interessados em ficar com o negócio. "Vamos sair os quatro: as três da cozinha e eu." Inês FélixO Pastelinho de Benfica João Domingos Marques tinha 26 anos quando abriu a pastelaria em frente ao Externato Fernão Mendes Pinto e que, além de pastelaria tradicional, também serve refeições diárias – o bitoque é uma das principais referências. Quanto à receita do pastel de nata, o famoso "pastelinho", ficará no segredo dos deuses. "Fechando a casa, os pastéis também vão acabar", garante o proprietário, que todos os dias chega à fábrica pelas 02.30 da manhã (leu bem) para fazer o creme. O Pastelinho de Benfica é uma das pastelarias listadas no projecto O Último Bolo de Arroz de Lisboa, promovido pelos Vizinhos de Lisboa com o intuito de mapear cafés e pastelarias tradicionais
Guia para o Santo António: conheça os cortes no trânsito e os horários dos transportes

Guia para o Santo António: conheça os cortes no trânsito e os horários dos transportes

Na noite de Santo António, de 12 para 13 de Junho, há horários especiais em alguns transportes públicos, mas há que contar também com cortes de trânsito em algumas artérias da cidade. A CP – Comboios de Portugal anunciou comboios especiais nas linhas de Sintra, Azambuja e Cascais. Além da oferta regular de ligações, a empresa reforça o número de lugares com destino ao Rossio a partir das 19.00 de 12 de Junho e estende os horários da madrugada com o seguintes comboios: Lisboa Rossio-Sintra: 01.30, 02.00, 02.30, 03.00, 03.30, 04.00, 04.30, 05.00 e 05.30; Cais do Sodré-Cascais: 02.30, 03.30 e 04.30; Lisboa Santa Apolónia-Azambuja: 01.30 e 03.30. Já as ligações fluviais operadas pela Transtejo/Soflusa serão reforçadas entre Lisboa, Cacilhas (Almada) e o Barreiro. Assim, haverá barcos até às 03.00 de 13 de Junho tanto do Terreiro do Paço para o Barreiro como do Cais do Sodré para Cacilhas. "No feriado municipal de Lisboa, dia 13 de Junho, é praticado o horário de sábado em todas as ligações fluviais", avisa ainda a empresa. Já o metro de Lisboa prolonga o horário até às 03.00, "com comboios de seis carruagens em todas as linhas e intervalos médios de cerca de 12 minutos", informa a empresa de transportes, avisando ainda que, "considerando que o último comboio parte às 03.00 de cada estação terminal, não são garantidas correspondências após a realização destes últimos serviços". Um alerta especial para a estação Avenida, que encerra às 19.30. Relativamente aos autocarros da Carris,
E as melhores fotografias de comida do mundo são...

E as melhores fotografias de comida do mundo são...

No sanatório Khoja Obi Garm, nas montanhas do Tajiquistão, uma mulher serve-se de chá durante a refeição. Foi essa a imagem vencedora dos World Food Photography Awards de 2026, patrocinados pela marca Bimi. Jo Kearney, a autora “de A Woman Eats in the Canteen of the Soviet-era Sanatorium”, ganhou cinco mil libras, o equivalente a 5.800 euros. O complexo de betão continua a ser um dos poucos sanatórios deste tipo ainda em funcionamento, onde os utentes seguem tratamentos com banhos termais, terapias de vapor e refeições nutritivas que incluem sopa, fruta, chá e pratos tajique tradicionais.  Balázs LehóczkiProven Recipe Entre os premiados de diferentes categorias, há imagens que retratam um casal de idosos a confeccionar bolinhos (na verdade, é a mulher que os faz enquanto o homem lê o jornal), café turco, um mercado de rua em Quioto (Japão), a transumância, um armazém de vinho, colheitas ou um rolo de noodles.  Kara BairdKyoto Street Vendor Entre as quase 9.000 fotografias a concurso, vindas de mais de 50 países de todo o mundo, três imagens portuguesas chegaram à final. André Boto destacou-se no plano da Inovação, com uma imagem de ovos e farinha, enquanto Jerónimo Heitor Coelho recebeu uma menção honrosa na categoria “Prémio Philip Harben para a Comida em Ação”, com uma fotografia da preparação de morcelas. Já Cláudia Oliveira destacou-se na categoria "World Food Programme - Comida para a Vida”, com o retrato de mulheres a preparar milho em Santiago.  Jerónimo Heitor
Só os cães são livres de mijar? Este livro conta a triste história do sanitário público lisboeta

Só os cães são livres de mijar? Este livro conta a triste história do sanitário público lisboeta

Se o título é sugestivo, o assunto é promissor. Só Os Cães São Livres De Mijar, assinado pelo movimento cívico Infraestrutura Pública e editado pela Exemplo Books, são 397 páginas para falar da história dos sanitários públicos de Lisboa, uma rede construída sobretudo ao longo do século XX e que os autores consideram ter sido destruída. "Essas obras públicas, que o século XX nos deixou, foram deitadas abaixo ou estão hoje abandonadas, a pagamento, transformadas em restaurantes", enumeram, nas redes sociais. Já em Janeiro de 2024, o mesmo grupo desenvolveu uma série de acções de protesto contra a falta de sanitários públicos dignos e gratuitos na cidade. “A cidade ter WC para os seus cidadãos não é menos importante do que ter recolha de lixo”, afirmavam. Na Praça Paiva Couceiro, chegaram a montar uma casa de banho provisória e de entrada livre para os cidadãos, de forma a chamar a atenção para o problema.  DR'Só os cães são livres de mijar' Do Metropolitano de Lisboa às Infraestruturas de Portugal ou às praças e jardins de Lisboa, são vários os sanitários de porta fechada (alegadamente por avaria) ou que cobram pela utilização. "1€ para ir à casa de banho?", reclama agora o movimento. Além de contemplar um levantamento histórico dos sanitários públicos da cidade, o livro agora lançado "critica os novos sistemas de cancela e documenta as injustiças da ausência deste mobiliário no nosso dia-a-dia". 75 cópias foram postas à venda online, na página da editora, pelo valor de 15€.
Há 17 edições junto ao São Carlos, Festival ao Largo acontece em Belém este Verão

Há 17 edições junto ao São Carlos, Festival ao Largo acontece em Belém este Verão

Na sua 18.ª edição, o Millenium Festival ao Largo deixa o lugar emblemático onde multidões assistiram a expressões de arte erudita (de ópera a bailado) nos últimos anos para se instalar na Praça Central do Centro Cultural de Belém, noticiou a agência Lusa. Do Largo de São Carlos, em frente ao Teatro Nacional com o mesmo nome, o evento instala-se, assim, a 3 de Julho na zona ribeirinha, apresentando espectáculos até ao dia 25. Todos serão gratuitos e para maiores de 6 anos. A organização garante que, apesar da mudança de local, a "missão de democratização cultural" do festival mantém-se "intacta", pode ler-se nas redes sociais do evento. "Resultado de uma parceria entre o OPART e a Fundação Centro Cultural de Belém, esta edição reforça o compromisso de ambas as instituições com a democratização do acesso à cultura, criando condições para ampliar o alcance do festival e aproximar a música, a ópera e a dança a um número crescente de espectadores", defendem.  Sob a direcção artística do maestro Pedro Amaral, do Teatro Nacional de São Carlos, e dos coreógrafos Fernando Duarte, da Companhia Nacional de Bailado, e Rui Lopes Graça, dos Estúdios Victor Córdon, estão, para já, prometidas as actuações do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, da Orquestra Sinfónica Portuguesa, da Companhia Nacional de Bailado e dos Estúdios Victor Córdon. A programação completa ainda não foi divulgada. 🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsa
Ligações entre Lisboa, Cacilhas e Barreiro saem reforçadas

Ligações entre Lisboa, Cacilhas e Barreiro saem reforçadas

Os horários das ligações fluviais Lisboa-Barreiro e Lisboa-Cacilhas foram reforçados esta segunda-feira, numa resposta da Transtejo Soflusa (TTSL) às necessidades dos passageiros. No caso de Cacilhas, nos dias úteis, os barcos começam a circular às 05.00, 20 minutos mais cedo do que anteriormente, estando a última ligação fluvial programada para as 02.30, em vez das 01.40. Já aos fins-de-semana e feriados, garantem-se mais quatro ligações diárias. Em relação ao Barreiro, não há alterações ao fim-de-semana e feriados, mas, de segunda a sexta-feira, os serviços serão reajustados com o aumento de duas carreiras diárias nas primeiras horas da manhã. Os novos horários podem ser consultados aqui. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
O Café Central é "sobre lutar pelos bairros populares"

O Café Central é "sobre lutar pelos bairros populares"

Abrir um café não estava nos planos, mas o antigo Camones, no Bairro da Estrela d'Ouro, Graça, fechou e o espaço ficou vazio. "Quisemos arranjar um projecto para ele", explica Joana Mortágua, que com Victor Ribeiro, Sam Santos e Leonor Godinho (na cozinha), montou o Café Central. Queriam que este fosse um lugar de encontro, para comer e beber, com alguma programação cultural, aberto das 17.00 à meia-noite, fazendo a "pré-noite" de outros "espaços que resistem" na cidade. Numa das primeiras entrevistas dada pela equipa do Café Central, ao jornal Público, a ex-deputada do Bloco de Esquerda explicou que nem o senhorio nem os antigos gerentes queriam que o local "se transformasse num sítio gentrificado", por isso, acolheram bem a proposta de abrir um café de bairro. “Todos os sítios tradicionais e espaços culturais estão a fechar e queremos contrariar isso”, acrescentou Victor Ribeiro. Em cerca de um mês, aconteceram concertos, um baile de forró, sessões de fado ou um workshop de cante alentejano. Vieram os elogios, mas também críticas: aos preços praticados, às bebidas com nomes estrangeiros, ao facto de o menu ser fora do clássico tradicional, conceito ao qual poderia induzir o nome que a equipa escolheu para o espaço. A Time Out foi à Graça conhecer o Café Central, perguntar como planeiam resistir à gentrificação e criar um café de bairro numa zona da cidade que tem assistido ao fecho de vários negócios, à invasão de tuk-tuks e a projectos de hotéis e alojamentos de luxo. Porq
Greve geral em Lisboa a 3 de Junho: o que vai parar?

Greve geral em Lisboa a 3 de Junho: o que vai parar?

Vários sindicatos aderiram à greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de Junho, num protesto contra a revisão da lei laboral proposta pelo Governo. A paralisação promete ter um forte impacto em Lisboa, afectando múltiplos sectores de actividade. As maiores perturbações farão sentir-se nos transportes, com a interrupção da circulação do Metro e perturbações sentidas na CP, na Carris e na TAP. Mas a paralisação estende-se também à higiene urbana, saúde, equipamentos culturais e escolas. Para não ser apanhado de surpresa, listámos tudo o que vai parar nesta greve geral. Transportes Os comboios do metro vão deixar de circular a partir das 23.00 de terça-feira, 2 de Junho, retomando-se o serviço às 06.30 do feriado de 4 de Junho, quinta-feira; A CP – Comboios de Portugal aponta para possíveis perturbações na circulação de comboios nos dias 2, 3 e 4 de Junho, garantindo, ainda assim, serviços mínimos para o dia de greve. Relativamente aos Comboios Urbanos de Lisboa, pode consultar os horários previstos aqui; Também a Carris e a Carristur (serviços de turismo e formação) aderem à greve geral; No caso da Transtejo/Soflusa, não há serviços mínimos, pelo que atravessar o Tejo para Lisboa, Seixal, Barreiro, Cacilhas ou Trafaria apenas é possível por via rodoviária ou comboio. Neste caso, a Fertagus, que opera entre Lisboa e a Margem Sul, aplicou o regime de serviços mínimos. Eis a página onde pode consultar os horários; A TAP chegou a acordo com os dois sindicatos que aderiram à