Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Os melhores parques e jardins de Lisboa

Os melhores parques e jardins de Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Junho é aquele mês em que Lisboa entra em ebulição. Os Santos Populares transformam a cidade num grande arraial e a época dos festivais de Verão está mesmo quase a arrancar. Uma azáfama que faz abrandar a agenda de exposições, mas que não a sossega por completo. Dos grandes museus às pequenas galerias, quem anda à procura de arte encontra inúmeras possibilidades – grandes artistas portugueses, nomes emergentes da cena internacional, diálogos inesperados e linguagens que desafiam os cânones. Porque o Verão não é só praia, tome nota das exposições para visitar este fim-de-semana em Lisboa. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

É a semana em que os santos se tornam praticamente incortornáveis, com clássicos da música pimba e cheiro a sardinha por toda a cidade, mas também com propostas musicais (e gastronómicas) menos populares que não deixam de convidar à dança e à festa. Porque nem tudo é manjerico, também propomos cinema revolucionário na Casa da Achada, uma ida à Feira do Livro, uma performance em Monsanto da companhia Ordem do Ó (o rio é o centro de tudo) e a abertura da nova exposição do Ponto Kultural, em Mem Martins, com os desenhos, pinturas e esculturas de Blac Dwelle. Não faltarão, pelo meio, outras exposições imperdíveis, como a de João Penalva na Culturgest e a de José Pedro Croft no MAC/CCB. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa
18 mulheres marcantes da história de Lisboa

18 mulheres marcantes da história de Lisboa

Estamos em 2026 e ainda nenhuma mulher liderou a Câmara Municipal de Lisboa. As decisões continuam a ouvir-se sobretudo de vozes masculinas, os lugares de poder mantêm-se dentro do mesmo género. Se já estivemos muito mais desequilibrados? Claro. Se é preciso ir muito mais longe? Bingo! As figuras que aqui elencamos são, por isso, mulheres que não devemos perder de vista ou de memória. Muitas desafiaram o regime opressivo, foram presas ou tiveram de fugir. Algumas instauraram na cidade um novo ritmo ou destacaram-se pelo "simples" facto de serem mulheres a falar alto num universo de homens. São mulheres das artes à ciência, da política e das tabernas. Recomendado: Roteiro pelas estátuas de mulheres em Lisboa  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo

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Maputo Diary

Maputo Diary

A fotógrafa e cineasta dinamarquesa Ditte Haarløv Johnsen cresceu em Maputo no período pós-independência e nos anos da guerra civil. Ao regressar à cidade em 2000, começou a fotografar e a criar aquilo que viria a ser um diário pessoal e político, desenvolvido ao longo de mais de duas décadas. Neste diário em Maputo, acompanhou familiares, amigos, amantes e diferentes comunidades que fizeram parte da sua vida, documentando assim as transformações do país. Entre as várias relações captadas pela câmara, destaca-se a amizade com as "Manas", comunidade transgénero e queer da cidade, cuja presença se tornou fundamental no desenvolvimento do projecto. O registo chega agora à Narrativa, numa primeira presença da autora em Portugal. 
'Correspondências'

'Correspondências'

Desde Setembro de 2025 que crianças e jovens do Agrupamento de Escolas Passos Manuel se correspondem com idosos das freguesias de Santo António e da Misericórdia. E dessas vídeo-cartas resultaram duas curtas-metragens, que podemos agora ver no Cinema São Jorge. A iniciativa serviu para criar ligações intergeracionais através do cinema, contribuindo para travar o isolamento enquanto se constrói uma "comunidade mais atenta, solidária e coesa", como descreve a Tanque Cultura, mentora do projecto. Entre os diferentes grupos trocaram-se "cartas sobre o ontem, o hoje e o amanhã", bem como "mensagens de apresentação, cartas à cidade e cartas-memória, que criam um diário comum".
Parque Botânico do Monteiro-Mor

Parque Botânico do Monteiro-Mor

Faz parte do Museu Nacional do Traje e do Museu Nacional do Teatro e da Dança e a história remonta ao século XVIII, quando, para o palácio que ali se ergueu, o botânico Domingos Vandelli pôs-se a programar as espécies que entrariam nesta área de 11 hectares. Na zona superior do parque, há sobretudo árvores altas e frondosas e, no patamar inferior, vivem as mais jovens. Pelo meio há lagos, relvados e hortas, um regato atravessando o terreno, ou ainda espécies como o pato–real, a galinha-de-água, a tartaruga ou a águia-real. As árvores estão identificadas, tornando o passeio no parque uma lição de ciência.
Jardins da Gulbenkian

Jardins da Gulbenkian

Como à arte não pode faltar natureza, os arquitectos Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto desenharam para os espaços da Fundação Gulbenkian um jardim que se tornou um dos símbolos da cidade, como lugar de ócio, contemplação, percurso, namoro e leitura. Em 2025, o terreno junto ao Centro de Arte Moderna (CAM) reabriu com novos ares sob o projecto do paisagista Vladimir Djurovic, que colaborou com o responsável pela renovação do Centro de Arte Moderna (CAM), o japonês Kengo Kuma. Se de um lado dos jardins, temos as sombras, os riachos, os patos, o bambu, do outro, continuam os espaços poéticos e de ligação total ao ritmo da natureza.
Wang Zhengping: O Cavalo Selvagem da Inner Mongólia

Wang Zhengping: O Cavalo Selvagem da Inner Mongólia

Nesta selecção de fotografias do livro Mongolian Horse in North Wind, publicado em Pequim em 2024, Wang Zhengping aproxima-nos do cavalo e das paisagens da estepe mongol, que retrata há cerca de 15 anos. Distinguido em 2009 com o Prémio Golden Statue de Fotografia da China, o mais prestigiado galardão fotográfico do país, o fotógrafo partilha uma exploração íntima da memória, da identidade e do sentimento de pertença. "Os cavalos surgem não apenas como sujeitos fotográficos, mas como símbolos de resistência, liberdade e continuidade cultural numa das paisagens mais marcantes da Ásia", descreve o curador da exposição, João Miguel Barros. 
Aniversário dos Jardins do Bombarda

Aniversário dos Jardins do Bombarda

No segundo ano completo do projecto que transformou o pinhal do antigo hospital psiquiátrico num pólo de encontro, comunidade e cultura, sopram-se as velas com concertos, espectáculos, workshops, performances e festa. O sábado começa com uma oficina de recolha de sementes e sementeira, continuam com uma performance eletroacústica de Giulia Gallina e Teatro de Miniatura e um concerto de Alex Cortez (A Palavra). A partir das 18.00, apresentam-se os combos da Escola de Música e Arte – Lisbon Jazz School. Já o domingo começa com teatro (O lado errado do muro, do Clube de Teatro do Jardins do Bombarda) e prolonga-se na inauguração de uma criação comunitária de instalação têxtil. A seguir há DJ set pela Rádio Olisipo e a performance Jardins “da” Bombarda, pela Escola Superior de Dança.
Parque Silva Porto (Mata de Benfica)

Parque Silva Porto (Mata de Benfica)

Foi inaugurado em 1911 numa das parcelas da antiga Quinta da Feiteira, onde existia uma zona de bosque que rodeava o palácio João Carlos Ulrich. O proprietário seguinte, César José de Figueiredo, doou o terreno à cidade com a condição de o transformar em espaço público de lazer. Desde então, além de árvores frondosas e banquinhos para sentar, o parque tem fauna variada (galinhas e pavões inclusive), um parque infantil, um parque de merendas, uma cafetaria com esplanada nas antigas casas de banho públicas, uma esplanada no topo da "colina" e um campo de padel. O circuito é exigente mas a frescura da mata ajuda a seguir caminho.
Tapada das Necessidades

Tapada das Necessidades

Foi criada em 1742 para usufruto de reis e suas afinidades, mas, em 1910, o Governo Provisório da República Portuguesa avisou: “A Tapada estará aberta ao público permanentemente, servindo para passeio (...) bem como para a lição das coisas.” A declaração mantém-se actual e o parque botânico de 10 hectares encaixado entre Alcântara e a Lapa, que terá inspirado Manet a pintar Almoço na Relva, continua a ser um dos lugares mais especiais da cidade. Não nos esqueçamos, porém, que a mui real e nobre Tapada já teve dias bem melhores. Há um Plano de Salvaguarda do parque que anda, há vários anos, para trás e para a frente, sem que a sua recuperação avance. Enquanto isso, sofrem a vegetação, os lagos e belíssimos exemplares como a estufa circular ou a estatuária do jardim. 
Parque Florestal de Monsanto

Parque Florestal de Monsanto

Está a ver um campo de futebol? Agora imagine... 900. Todos juntinhos. É mais ou menos essa a dimensão do Parque Florestal de Monsanto, também conhecido como o pulmão de Lisboa, mas que já foi um vasto terreno árido, depois de décadas de produção intensiva de cereais. Hoje, Monsanto tem mais de 250 mil árvores de diferentes espécies, do choupo ao sobreiro, grandes parques infantis, espaços para eventos, percursos de corrida, caminhada e de ciclismo (incluindo rotas técnicas de BTT), circuitos de manutenção, um clube de ténis, restaurantes, esplanadas, campos de basket e o que mais conseguir imaginar, incluindo prados para se estender ao sol. Criado como parque florestal em 1934, sob a inspiração de bosques urbanos como os de Paris e pela mão do arquitecto Keil do Amaral (que dá nome ao anfiteatro do parque), Monsanto tornou-se um dos maiores locais de evasão em Lisboa. 
Parque Ribeirinho Oriente

Parque Ribeirinho Oriente

É um parque verde que se inicia junto aos armazéns da Doca do Poço do Bispo e se estende para Este ao longo de 600 metros, ocupando quatro hectares junto ao rio Tejo. O projecto é do atelier f/c, das arquitectas paisagistas Catarina Assis Pacheco e Filipa Cardoso de Menezes, que contou numa fase inicial com a plantação de 360 árvores, centenas de arbustos, um percurso ribeirinho e outro interior. Pelo meio há esculturas, uma esplanada, zonas lúdicas, ciclovia e um espaço que aluga bicicletas. No futuro, o parque que surgiu na sequência do empreendimento Prata Riverside Village há-de estender-se para a zona da Matinha.
Jardim das Ondas

Jardim das Ondas

Muito perto do Oceanário de Lisboa e do rio Tejo, este espaço é um jardim mas também uma escultura, já que o próprio terreno simula o movimento das águas. Assinada pela artista plástica Fernanda Fragateiro e pelo arquitecto paisagista João Gomes da Silva, responsável pela maioria dos espaços verdes do recinto da Expo’98, o Jardim das Ondas tornou-se espaço de brincadeira e de contemplação. Sem regras para rebolar nem para nos encostarmos numa das ondas a ler, é um dos espaços verdes mais singulares de Lisboa. "Aquilo que é importante é o vago ondular que essas mesmas formas sugerem, é o convite que nos fazem a usá-las: subir, descer, correr, saltar, estar… Estas relações que as formas sugerem possibilitam o encontro entre as pessoas e a paisagem, permitem uma intensa experiência", descreve a artista.
Jardim do Campo Grande

Jardim do Campo Grande

É o antigo Campo de Alvalade, do século XIX, e foi construído em estilo de "passeio romântico", já depois de ter sido campo de batalha e de treinos. Hoje é o maior jardim de Lisboa e acolhe zonas de água, de mini-floresta e de relvado, bem como quiosques, parque canino, sítios para brincar e locais de actividade lúdica e física. Em algumas alturas do ano, os barcos a remos estão a postos para passear no lago principal (a capacidade é de seis pessoas). Há também uma série de esculturas para apreciar pelo caminho, o edifício do Caleidoscópio, ciclovias para esticar as pernas e mesas de xadrez para as descansar enquanto puxa pela cabeça. O seu nome oficial é, desde 2018, Jardim Mário Soares, figura central da democracia portuguesa que aqui vivia e dava os seus passeios. 

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Campo de futebol de São Domingos de Benfica tornou-se numa obra de arte urbana

Campo de futebol de São Domingos de Benfica tornou-se numa obra de arte urbana

O campo de futebol de cinco de São Domingos de Benfica, a poucos minutos a pé de Sete Rios, foi renovado e pintado pelo artista Kiam (Carlos Stock). A iniciativa, que permite o uso seguro e de forma gratuita da infra-estrutura pela população, é da marca de desporto Puma, em parceria com a Federação Portuguesa de Futebol e a Câmara Municipal de Lisboa. A empresa tenciona criar mais dois campos sob o mesmo modelo, até 2028 (o próximo será no Porto), que passa por "identificar um espaço comunitário dedicado ao futebol, colaborar com talentos criativos locais, organizar um torneio de base e deixar o campo em melhores condições do que estava", pode ler-se no comunicado enviado. “A cultura do futebol vive-se nas ruas, nas comunidades e nos campos locais onde as pessoas jogam todos os dias", justifica Dominique Gathier, o vice-presidente da Teamsport da marca. DRCampo de futebol de São Domingos de Benfica Em São Domingos de Benfica, o torneio envolveu dez equipas locais, cujos jogadores foram seleccionados através da rede de Maria Roque, figura de destaque no panorama do futebol feminino de Lisboa. Participou ainda uma equipa de influencers seleccionada pelo colectivo de cultura urbana ContraCoutura. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn 
O Pastelinho de Benfica vai fechar, após 53 anos a fazer “dos melhores pastéis de nata de Lisboa”

O Pastelinho de Benfica vai fechar, após 53 anos a fazer “dos melhores pastéis de nata de Lisboa”

A receita do creme do pastel de nata, o ex-libris da casa O Pastelinho, é de João Domingos Marques, o único dos três sócios fundadores ainda vivo. "Tudo tem um princípio. Eu tive umas luzes com alguns pasteleiros e depois aperfeiçoei a receita, para trazê-la para aqui", conta ao telefone à Time Out o proprietário da pastelaria fundada em 1973 em São Domingos de Benfica e, desde então, ponto de encontro do bairro. Também é João Domingos Marques quem confirma os rumores sobre o fecho da pastelaria. "Há casas que têm falta de clientes. Nós temos clientes a mais para a nossa capacidade e idade. Se não aparecer ninguém para arrendar, vamos fechar no fim de Julho", declara, explicando que não existem descendentes interessados em ficar com o negócio. "Vamos sair os quatro: as três da cozinha e eu." Inês FélixO Pastelinho de Benfica João Domingos Marques tinha 26 anos quando abriu a pastelaria em frente ao Externato Fernão Mendes Pinto e que, além de pastelaria tradicional, também serve refeições diárias – o bitoque é uma das principais referências. Quanto à receita do pastel de nata, o famoso "pastelinho", ficará no segredo dos deuses. "Fechando a casa, os pastéis também vão acabar", garante o proprietário, que todos os dias chega à fábrica pelas 02.30 da manhã (leu bem) para fazer o creme. O Pastelinho de Benfica é uma das pastelarias listadas no projecto O Último Bolo de Arroz de Lisboa, promovido pelos Vizinhos de Lisboa com o intuito de mapear cafés e pastelarias tradicionais
Guia para o Santo António: conheça os cortes no trânsito e os horários dos transportes

Guia para o Santo António: conheça os cortes no trânsito e os horários dos transportes

Na noite de Santo António, de 12 para 13 de Junho, há horários especiais em alguns transportes públicos, mas há que contar também com cortes de trânsito em algumas artérias da cidade. A CP – Comboios de Portugal anunciou comboios especiais nas linhas de Sintra, Azambuja e Cascais. Além da oferta regular de ligações, a empresa reforça o número de lugares com destino ao Rossio a partir das 19.00 de 12 de Junho e estende os horários da madrugada com o seguintes comboios: Lisboa Rossio-Sintra: 01.30, 02.00, 02.30, 03.00, 03.30, 04.00, 04.30, 05.00 e 05.30; Cais do Sodré-Cascais: 02.30, 03.30 e 04.30; Lisboa Santa Apolónia-Azambuja: 01.30 e 03.30. Já as ligações fluviais operadas pela Transtejo/Soflusa serão reforçadas entre Lisboa, Cacilhas (Almada) e o Barreiro. Assim, haverá barcos até às 03.00 de 13 de Junho tanto do Terreiro do Paço para o Barreiro como do Cais do Sodré para Cacilhas. "No feriado municipal de Lisboa, dia 13 de Junho, é praticado o horário de sábado em todas as ligações fluviais", avisa ainda a empresa. Já o metro de Lisboa prolonga o horário até às 03.00, "com comboios de seis carruagens em todas as linhas e intervalos médios de cerca de 12 minutos", informa a empresa de transportes, avisando ainda que, "considerando que o último comboio parte às 03.00 de cada estação terminal, não são garantidas correspondências após a realização destes últimos serviços". Um alerta especial para a estação Avenida, que encerra às 19.30. Relativamente aos autocarros da Carris,
E as melhores fotografias de comida do mundo são...

E as melhores fotografias de comida do mundo são...

No sanatório Khoja Obi Garm, nas montanhas do Tajiquistão, uma mulher serve-se de chá durante a refeição. Foi essa a imagem vencedora dos World Food Photography Awards de 2026, patrocinados pela marca Bimi. Jo Kearney, a autora “de A Woman Eats in the Canteen of the Soviet-era Sanatorium”, ganhou cinco mil libras, o equivalente a 5.800 euros. O complexo de betão continua a ser um dos poucos sanatórios deste tipo ainda em funcionamento, onde os utentes seguem tratamentos com banhos termais, terapias de vapor e refeições nutritivas que incluem sopa, fruta, chá e pratos tajique tradicionais.  Balázs LehóczkiProven Recipe Entre os premiados de diferentes categorias, há imagens que retratam um casal de idosos a confeccionar bolinhos (na verdade, é a mulher que os faz enquanto o homem lê o jornal), café turco, um mercado de rua em Quioto (Japão), a transumância, um armazém de vinho, colheitas ou um rolo de noodles.  Kara BairdKyoto Street Vendor Entre as quase 9.000 fotografias a concurso, vindas de mais de 50 países de todo o mundo, três imagens portuguesas chegaram à final. André Boto destacou-se no plano da Inovação, com uma imagem de ovos e farinha, enquanto Jerónimo Heitor Coelho recebeu uma menção honrosa na categoria “Prémio Philip Harben para a Comida em Ação”, com uma fotografia da preparação de morcelas. Já Cláudia Oliveira destacou-se na categoria "World Food Programme - Comida para a Vida”, com o retrato de mulheres a preparar milho em Santiago.  Jerónimo Heitor
Só os cães são livres de mijar? Este livro conta a triste história do sanitário público lisboeta

Só os cães são livres de mijar? Este livro conta a triste história do sanitário público lisboeta

Se o título é sugestivo, o assunto é promissor. Só Os Cães São Livres De Mijar, assinado pelo movimento cívico Infraestrutura Pública e editado pela Exemplo Books, são 397 páginas para falar da história dos sanitários públicos de Lisboa, uma rede construída sobretudo ao longo do século XX e que os autores consideram ter sido destruída. "Essas obras públicas, que o século XX nos deixou, foram deitadas abaixo ou estão hoje abandonadas, a pagamento, transformadas em restaurantes", enumeram, nas redes sociais. Já em Janeiro de 2024, o mesmo grupo desenvolveu uma série de acções de protesto contra a falta de sanitários públicos dignos e gratuitos na cidade. “A cidade ter WC para os seus cidadãos não é menos importante do que ter recolha de lixo”, afirmavam. Na Praça Paiva Couceiro, chegaram a montar uma casa de banho provisória e de entrada livre para os cidadãos, de forma a chamar a atenção para o problema.  DR'Só os cães são livres de mijar' Do Metropolitano de Lisboa às Infraestruturas de Portugal ou às praças e jardins de Lisboa, são vários os sanitários de porta fechada (alegadamente por avaria) ou que cobram pela utilização. "1€ para ir à casa de banho?", reclama agora o movimento. Além de contemplar um levantamento histórico dos sanitários públicos da cidade, o livro agora lançado "critica os novos sistemas de cancela e documenta as injustiças da ausência deste mobiliário no nosso dia-a-dia". 75 cópias foram postas à venda online, na página da editora, pelo valor de 15€.
Há 17 edições junto ao São Carlos, Festival ao Largo acontece em Belém este Verão

Há 17 edições junto ao São Carlos, Festival ao Largo acontece em Belém este Verão

Na sua 18.ª edição, o Millenium Festival ao Largo deixa o lugar emblemático onde multidões assistiram a expressões de arte erudita (de ópera a bailado) nos últimos anos para se instalar na Praça Central do Centro Cultural de Belém, noticiou a agência Lusa. Do Largo de São Carlos, em frente ao Teatro Nacional com o mesmo nome, o evento instala-se, assim, a 3 de Julho na zona ribeirinha, apresentando espectáculos até ao dia 25. Todos serão gratuitos e para maiores de 6 anos. A organização garante que, apesar da mudança de local, a "missão de democratização cultural" do festival mantém-se "intacta", pode ler-se nas redes sociais do evento. "Resultado de uma parceria entre o OPART e a Fundação Centro Cultural de Belém, esta edição reforça o compromisso de ambas as instituições com a democratização do acesso à cultura, criando condições para ampliar o alcance do festival e aproximar a música, a ópera e a dança a um número crescente de espectadores", defendem.  Sob a direcção artística do maestro Pedro Amaral, do Teatro Nacional de São Carlos, e dos coreógrafos Fernando Duarte, da Companhia Nacional de Bailado, e Rui Lopes Graça, dos Estúdios Victor Córdon, estão, para já, prometidas as actuações do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, da Orquestra Sinfónica Portuguesa, da Companhia Nacional de Bailado e dos Estúdios Victor Córdon. A programação completa ainda não foi divulgada. 🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsa
Ligações entre Lisboa, Cacilhas e Barreiro saem reforçadas

Ligações entre Lisboa, Cacilhas e Barreiro saem reforçadas

Os horários das ligações fluviais Lisboa-Barreiro e Lisboa-Cacilhas foram reforçados esta segunda-feira, numa resposta da Transtejo Soflusa (TTSL) às necessidades dos passageiros. No caso de Cacilhas, nos dias úteis, os barcos começam a circular às 05.00, 20 minutos mais cedo do que anteriormente, estando a última ligação fluvial programada para as 02.30, em vez das 01.40. Já aos fins-de-semana e feriados, garantem-se mais quatro ligações diárias. Em relação ao Barreiro, não há alterações ao fim-de-semana e feriados, mas, de segunda a sexta-feira, os serviços serão reajustados com o aumento de duas carreiras diárias nas primeiras horas da manhã. Os novos horários podem ser consultados aqui. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
O Café Central é "sobre lutar pelos bairros populares"

O Café Central é "sobre lutar pelos bairros populares"

Abrir um café não estava nos planos, mas o antigo Camones, no Bairro da Estrela d'Ouro, Graça, fechou e o espaço ficou vazio. "Quisemos arranjar um projecto para ele", explica Joana Mortágua, que com Victor Ribeiro, Sam Santos e Leonor Godinho (na cozinha), montou o Café Central. Queriam que este fosse um lugar de encontro, para comer e beber, com alguma programação cultural, aberto das 17.00 à meia-noite, fazendo a "pré-noite" de outros "espaços que resistem" na cidade. Numa das primeiras entrevistas dada pela equipa do Café Central, ao jornal Público, a ex-deputada do Bloco de Esquerda explicou que nem o senhorio nem os antigos gerentes queriam que o local "se transformasse num sítio gentrificado", por isso, acolheram bem a proposta de abrir um café de bairro. “Todos os sítios tradicionais e espaços culturais estão a fechar e queremos contrariar isso”, acrescentou Victor Ribeiro. Em cerca de um mês, aconteceram concertos, um baile de forró, sessões de fado ou um workshop de cante alentejano. Vieram os elogios, mas também críticas: aos preços praticados, às bebidas com nomes estrangeiros, ao facto de o menu ser fora do clássico tradicional, conceito ao qual poderia induzir o nome que a equipa escolheu para o espaço. A Time Out foi à Graça conhecer o Café Central, perguntar como planeiam resistir à gentrificação e criar um café de bairro numa zona da cidade que tem assistido ao fecho de vários negócios, à invasão de tuk-tuks e a projectos de hotéis e alojamentos de luxo. Porq
Greve geral em Lisboa a 3 de Junho: o que vai parar?

Greve geral em Lisboa a 3 de Junho: o que vai parar?

Vários sindicatos aderiram à greve geral convocada para esta quarta-feira, 3 de Junho, num protesto contra a revisão da lei laboral proposta pelo Governo. A paralisação promete ter um forte impacto em Lisboa, afectando múltiplos sectores de actividade. As maiores perturbações farão sentir-se nos transportes, com a interrupção da circulação do Metro e perturbações sentidas na CP, na Carris e na TAP. Mas a paralisação estende-se também à higiene urbana, saúde, equipamentos culturais e escolas. Para não ser apanhado de surpresa, listámos tudo o que vai parar nesta greve geral. Transportes Os comboios do metro vão deixar de circular a partir das 23.00 de terça-feira, 2 de Junho, retomando-se o serviço às 06.30 do feriado de 4 de Junho, quinta-feira; A CP – Comboios de Portugal aponta para possíveis perturbações na circulação de comboios nos dias 2, 3 e 4 de Junho, garantindo, ainda assim, serviços mínimos para o dia de greve. Relativamente aos Comboios Urbanos de Lisboa, pode consultar os horários previstos aqui; Também a Carris e a Carristur (serviços de turismo e formação) aderem à greve geral; No caso da Transtejo/Soflusa, não há serviços mínimos, pelo que atravessar o Tejo para Lisboa, Seixal, Barreiro, Cacilhas ou Trafaria apenas é possível por via rodoviária ou comboio. Neste caso, a Fertagus, que opera entre Lisboa e a Margem Sul, aplicou o regime de serviços mínimos. Eis a página onde pode consultar os horários; A TAP chegou a acordo com os dois sindicatos que aderiram à
Reportagem. Pode o cidadão médio comprar casa em Lisboa?

Reportagem. Pode o cidadão médio comprar casa em Lisboa?

O tecto é de 220 mil euros. Uma vez que os bancos não emprestam a 100%, o crédito há-de rondar os 198 mil euros. Como arranjar o que falta? Ninguém faz ideia. Mas é preciso avançar. O arrendamento tornou-se difícil, não só pelos valores do mercado como, muitas vezes, pela soma de rendas pedida à cabeça. Na plataforma Idealista, o T2 mais barato para arrendar em Lisboa é de 800 euros mensais. Numa simulação online de crédito à habitação, o rendimento de 2200 euros líquidos (agregado de duas pessoas e valor dentro do salário médio nacional) confronta-se com uma mensalidade prevista de 865,63 euros. A taxa de esforço é de 39%, para lá da recomendada, de 33%. A idade, acima dos 35 anos, coloca-nos fora do prazo da actual isenção de impostos associada à compra de casa. Portanto, há que contar com mais 1700 euros para o imposto de selo e com quase 5000 euros para o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT). Onde arranjar 6700 euros? Ninguém faz ideia. Mas é preciso avançar. Se baixarmos o tecto para os 200 mil, surgem nove T2 nos anúncios, em toda a cidade. O primeiro especifica: “Não elegível para financiamento bancário.” Outros três apartamentos implicam obras não abaixo de 40 mil euros, três estão presos a contratos de arrendamento vitalícios, outro está desde 2023 associado a um processo de despejo, o último é um contentor de 30 metros quadrados na marina do Parque das Nações, à venda para exploração turística.  Rita ChantreLisboa Voltemos, então, ao t
Benfica homenageia António Lobo Antunes com mural de Edis One

Benfica homenageia António Lobo Antunes com mural de Edis One

O novo mural de Benfica é "uma sentida homenagem" da Junta de Freguesia ao escritor António Lobo Antunes, que aqui nasceu e cresceu. Da autoria de Edis One, a pintura fica numa empena de 21 metros de altura, no novo edifício de habitação da junta, perto da esquadra da PSP (Rua André de Resende). Além de retratar o autor de Memória de Elefante e Os Cus de Judas, o mural contempla uma criança vestida de astronauta, sentada num baloiço, enquanto lê. É "uma metáfora da imaginação, da descoberta e da construção do pensamento", explica a Junta de Freguesia. "Depois da entrega, a título póstumo, da Chave de Honra da Freguesia à família do escritor, a Junta de Freguesia de Benfica dá agora mais um passo para perpetuar a sua memória no espaço público da freguesia, para que todos o possam recordar, homenagear e sentir como parte viva da história e identidade de Benfica", escreve o organismo nas redes sociais. António Lobo Antunes morreu a 5 de Março de 2026. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Uma pequena-grande revolução está a acontecer na Picheleira

Uma pequena-grande revolução está a acontecer na Picheleira

Há vários bairros dentro do Beato. Os "nobres", como o da Madre de Deus (cuja zona principal foi recentemente requalificada), onde fica a mata da freguesia e a moradia do ex-presidente Ramalho Eanes; a zona em gentrificação acelerada, junto ao Beato Innovation District e à faixa ribeirinha; e os outros. Entre estes últimos está a Picheleira, encostada à linha de comboio que divide a freguesia, com a rodovia, a antiga Curraleira e o muro do cemitério do outro lado. E lá dentro há ainda várias zonas. Foi no Bairro Branco (nomeado Bairro Municipal Carlos Botelho depois do processo de realojamento de famílias que viviam em barracas, no âmbito do PER – Programa Especial de Realojamento), onde a Gebalis anda a pintar prédios, que um conjunto de vizinhos criou, há 25 anos, a Associação de Moradores Viver Melhor no Beato (VMBA). Viver melhor em que sentido? "A associação foi sobretudo criada para regularizar situações do EX SAAL. Ainda há muitos casos por regularizar, tanto daqui, como da Penha de França, do Areeiro... Faz tudo parte da mesma comunidade", enquadra a luso-francesa Amandine Bouillet, coordenadora de projectos na organização, que veio parar ao Beato mais ou menos de pára-quedas, vinda de uma longa experiência de trabalho social em banlieues de Lyon e de outras paragens internacionais. "A minha vida foi sempre isto. Também cresci numa comunidade fechada", explica, referindo-se à comunidade de emigrantes portugueses na cidade francesa, onde se fincava pé por uma cerveja S