Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

rute.barbedo@timeout.com

Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Neste Outono quentinho, o apelo de museus e galerias continua a rivalizar com o das esplanadas e beberetes. Não há necessidade – o fim-de-semana dá para tudo. Por estes dias, Oeiras é palco de duas importantes exposições directamente ligadas à liberdade de expressão e de imprensa – a do World Press Photo, no Parque dos Poetas, e a do World Press Cartoon, no Palácio Anjos. No MAC/CCB, chega ao fim a exposição da norueguesa Frida Orupabo. Na Narrativa, a exposição "Passports" inspira uma oficina gratuita e para todas as idades. A base de trabalho? Fotografias tipo passe. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Cinema não falta, exposições e poesia também não. E nada disto nos faz estar alheados do que se passa. No festival de fotografia Imago, Gonçalo Fonseca narra o impacto da incerteza habitacional na vida dos mais vulneráveis em Lisboa (na Leica Store); no Beato e na Estrela, o Festival Impacto põe-nos a falar sobre ética; e no Café Dias discute-se a sátira e a falta dela no que se escreve em português. Na Musa de Marvila, a noite de bruxas é outra, mas vale gritar – e muito – à frente dos músicos de Escárnio e Prado. Pelo meio, podemos ouvir a sempre sumarenta conversa de Paulo Branco na Cinemateca ou rumar a Santa Clara para os últimos dias da exposição "O Lugar da Charneca". Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Tanta obra de Vhils já desapareceu de Lisboa (lembram-se do grande rosto da Avenida da Índia, em Alcântara, demolido em 2018?). Ser efémero faz parte, e é até uma chamada de atenção ao olho, que mais rapidamente vê como a cidade muda, mas também o que nela resiste. É nesta segunda parte que nos focamos, traçando um roteiro da presença do artista de nome Alexandre Farto, natural do Seixal, com estúdio no Barreiro e intervenções um pouco por todo o mundo, incluindo em diferentes bairros de Lisboa e arredores. Da Graça ao Rossio ou ao Barreiro, em modo individual ou em dupla, do público ao privado e da calçada ao betão, percorremos vários anos, técnicas e colaborações do artista urbano português mais reconhecido no planeta, que ao escavar põe à tona diferentes camadas. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
Exposições grátis em Lisboa a não perder

Exposições grátis em Lisboa a não perder

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
As melhores exposições de fotografia em Lisboa

As melhores exposições de fotografia em Lisboa

De autores emergentes a nomes incontornáveis da fotografia contemporânea, de festivais a exposições individuais, do Japão a micro-visões de Lisboa, a fotografia destaca-se nesta rentrée. Para ver – e não perder – há exposições em 13 espaços da cidade, no âmbito do Imago Lisboa - Photo Festival; obras de Andreas Gursky a João Onofre, saídas da Colecção Américo Marques para o MACAM; ou a visão singular de Eikoh Hosoe sobre a cultura japonesa. No Pavilhão Branco, Edson Chagas percorre 20 anos de fotografia e, na Narrativa, uma fotografia de passaporte é manipulada mais de 300 vezes dando origem a um trabalho premiado em Arles. Juntam-se, ainda, a anual Mostra de Fotografia e Autores - MFA e três olhares estrangeiros sobre a zona oriental de Lisboa, a céu aberto, no Parque Ribeirinho Oriente. Confira a lista. Recomendado: As melhores exposições em Lisboa este mês
Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Vão longe os tempos em que o campista obedecia a um estereótipo rígido. Já não é o tipo que consegue fazer fogo com dois paus nem a pessoa que dorme ao estilo todo-o-terreno. Ainda há os rijos, sim, mas também quem privilegia o conforto, gosta de uma boa salamandra, fornos de lenha e até colunas de hidromassagem. Para os que estão fartos da vida urbana e de ruídos maquinais e tecnológicos, mas também para quem gosta de percorrer trilhos ou explorar as águas frias do oceano e das praias fluviais, eis mais de 20 parques de campismo espalhados pelo país, onde a natureza está sempre ao comando, com mais ou menos impacto. Dos aburguesados glampings a parques mais agrestes, as opções são várias, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelos Açores. O difícil pode ser escolher. Desligue-se do mundo em alguns dos melhores parques de campismo de Portugal. Recomendado: As melhores piscinas naturais em Portugal
9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

Ainda há cacilheiros, sim senhor, mas não é desses passeios que estamos a falar. Impulsionado pelo turismo, o Tejo tornou-se pista de embarcações tradionais a iates de luxo, com opções de pequeno-almoço, festas com DJ, ligação à natureza ou percursos guiados para ver golfinhos. Do género turístico, romântico, familiar ou tradicional, ou ainda uma mistura, sugerimos-lhe oito passeios que envolvem mais ou menos velocidade, a vista de Lisboa durante a noite ou ainda a exploração dos sapais a Norte da cidade, no concelho de Vila Franca de Xira. E um conselho: não se deixe enganar pela ideia de que, ao estar no rio, vai estar pouco calor. Opte por horários de temperaturas mais amenas, leve sempre um bom chapéu e lembre-se que o protector solar é estritamente necessário. Recomendado: Os melhores rooftops em Lisboa
Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Uns são jardins que vieram do Barroco, outros claramente nascidos do Romantismo. Nos parque e jardins de Sintra, vai encontrar a exuberância mas também a paixão da realeza (nos seus diferentes séculos). Também vai encontrar México, Japão, canela e ananás, araucárias e sequóias, sem esquecer a marca nacional do sobreiro ou do choupo. Desde o parque no meio da vila aos espaços escondidos nas encostas da serra, há obras-primas de arquitectos e paisagistas do século XIX que tentaram mimetizar sonhos e uma natureza "ideal". O "milagre" é que foram mantidos e recuperados nos séculos seguintes. Pelo meio, ainda há notas sobre a "Versailles portuguesas" ou dicas sobre onde merendar na orla dos passarinhos. Recomendado: 15 jardins secretos para descobrir em Lisboa
15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser. Recomendado: Os melhores parques e jardins de Lisboa
Os melhores parques e jardins de Lisboa

Os melhores parques e jardins de Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha

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Conversa "Arquivo e Imagem"

Conversa "Arquivo e Imagem"

Como preservar, interpretar e trabalhar a imagem? Importantes nomes da fotografia – Daniel Blaufuks, David-Alexandre Guéniot, Margarida Correia e Paula Figueiredo – sentam-se na Narrativa para discutir o tema, na finissage da exposição "Passports", que parte da manipulação, mais de 300 vezes, da fotografia do passaporte do pai da autora, Keisha Scarville. A conversa gira em torno da relação entre fotografia e arquivo, explorando diferentes perspectivas e abordagens: o arquivo enquanto memória, colecção, matéria de investigação ou parte integrante de um processo criativo.
Behind

Behind

O estúdio polaco de tecnologia Ksawery Komputery decidiu partir do que não vemos para pôr tudo à tona. E tudo é código, hardware, câmaras, circuitos, testes, protótipos, falhas e experiências. A ideia é percebermos de que forma uma obra tecnológica é construída, testada e posta em funcionamento. Neste caso, código, ciência e matemática transformam-se em imagem, movimento e sensação, mas de uma forma “aleatoriedade controlada”, ou seja, em que as regras são desenhadas pela equipa, mas o resultado mantém uma certa margem de imprevisibilidade. A exposição abre "uma nova fase" da programação da Eterno, "orientada para experiências imersivas, experimentais e acessíveis a públicos para além do circuito especializado da arte digital".  
Paraíso, Hoje.

Paraíso, Hoje.

Um atlas de 700 imagens faz repensar a ideia de paraíso. “Vivemos nas melhores condições de sempre, impulsionados por tecnologias avançadas. No entanto, coexistem iniquidade e exploração desmedida de recursos – um paraíso paradoxal onde evolução e desigualdade colidem”. É para aqui que apontam os curadores (Paula Melâneo, Pedro Bandeira e Luca Martinucci, como principais, e Catarina Raposo e Nuno Cera como adjuntos) da criação que representou Portugal na Exposição Internacional de Arquitetura na Bienal de Veneza, em 2025. Chegando à representação do paraíso-Portugal, as praias e paisagens costeiras representam também "pressões urbanísticas, especulação e sobrecarga turística, enquanto o interior enfrenta uma acentuada perda demográfica”. Pode a arquitectura, então, contribuir para um futuro melhor? A inquietação fez produzir esta instalação tecnológica, arquitectónica e artística, sensível aos movimentos dos visitantes, que nos obriga a confrontar com uma ideia de meio ambiente.
Sangue e Leite

Sangue e Leite

Estamos entre o "rugido das guitarras" e o "ritmo pulsante da bateria", entre "refrões infecciosos e urgentes, ao serviço de uma lírica ácida". E não, isto não é uma canção de Mão Morta. É a apresentação do primeiro álbum de Escárnio, em noite de bruxas, na Musa de Marvila. Mas a noite não fica por aqui: a seguir gritam Prado, há DJ sets de Synthetique e Nuno Calado e as flash tattoos de Bruno Lade.
Jardins Históricos - Do caso da Estrela às Políticas de Concessão no Espaço Público

Jardins Históricos - Do caso da Estrela às Políticas de Concessão no Espaço Público

Como se concessionam e gerem os quiosques e as esplanadas dos jardins históricos de Lisboa? O convite para a reflexão parte da Secção Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos e toma como ponto central o caso da concessão do “café amarelo” (transformado no Estrela by Olivier), no Jardim da Estrela, que resultou num movimento cívico e numa petição pública. No encontro será também "abordada a temática do equilíbrio e a sustentabilidade destes equipamentos municipais de natureza pública". O debate conta com as intervenções de Alexandra Leitão, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa; Michel Toussaint, arquitecto, professor jubilado da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa e promotor da petição; Luís Mendes, geógrafo do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa; e Rui Martins, presidente da associação Vizinhos em Lisboa. A organização destaca que também convidou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, a vereadora Joana Baptista e o presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luís Almeida Mendes, mas todos declinaram o convite por motivos de agenda. A sessão é gratuita e aberta ao público.
Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

Feira do Livro de Fotografia de Lisboa

O Arquivo Municipal de Lisboa - Fotográfico recebe a feira que, todos os anos, celebra a fotografia e os fotolivros, entre várias editoras mas também muita edição de autor. Além do Mercado de Fotolivros, onde há novidades e raridades levadas pela Alexandria Livros – Alfarrabista, Ghost Editions, Pierre von Kleist, STET ou XYZ Books, destaca-se também a exposição de maquetes que poderão vir a resultar em fotolivros. Há, ainda, espaço para a apresentação de projectos, coisa que acontece há 16 edições, fazendo da feira um espaço de comunidade.
Cartografia da Falha

Cartografia da Falha

Na nossa memória, o que persiste, o que se omite e o que se apaga? A investigação de Maria Múrias Corrêa parte de vestígios pessoais, arquivos da Polícia Judiciária e mecanismos de memória para nos fazer pensar sobre ela, através do confronto com as instalações da artista. “Neste trabalho, interesso-me pela tensão entre preservação e perda, entendendo o gesto de guardar como simultaneamente um acto de cuidado e de inevitável transformação. Através da apropriação e recontextualização de materiais de arquivo, incluindo, porexemplo, arquivos da Polícia Judiciária, procuro reflectir sobre aquilo que é preservado institucionalmente, aquilo que é omitido e a forma como os sistemas de registo moldam a memória colectiva", explica a autora. Nos dias 22, 23 e 24 de Outubro, quinta (19.00), sexta (19.00) e sábado (17.00), há também conversas sobre o tema. Fazem-nas a advogada dedicada aos direitos humanos Leonor Caldeira com a jornalista Margarida David Cardoso (Fumaça), no primeiro dia; a artista e psicólogia Maria Múrias Corrêa e Miguel Sayad, psicanalista e criador do EV_Largo, na sexta-feira; e a poeta e ex-conservadora do Museu da Polícia Judiciária, Leonor Sá, com a realizadora Susana de Sousa Dias, no sábado.
Dias Ditos

Dias Ditos

Há o Jazz às Quintas, tradição no Café Dias desde 2003, e há os Dias Ditos, que vieram mais tarde, com poesia e às vezes algumas notas de música. Grande anfitrião, este café familiar e de bairro é um pouco de encontro eclético, onde tanto se pode ir para ver a bola, beber um galão, comer uma empada ou bater o pé ao som do jazz. Nos dias de poesia, há leituras e convidados especiais, e às vezes temas-base, para não nos dispersarmos.
Te Beijo na Apuração

Te Beijo na Apuração

Em dia grande, de eleições no Brasil, ligam-se as antenas ao outro lado do oceano. O combinado é "votar, chamar quem tá do seu lado e depois se encontrar na Casa Capitão, de mãos dadas e com essa mistura desequilibrada de ansiedade e esperança", pode ler-se nas redes sociais do espaço do Beato. Do programa fazem parte feijoada brasileira, cerveja e música, com as actuações de Gardênia a Mello Santana. Às 19.00, sobe ao palco do Rés-do-Chão Juliana Linhares.
Ciclo Sérgio Tréfaut

Ciclo Sérgio Tréfaut

O longo de seis meses, exibe-se um filme por mês do realizador Sérgio Tréfaut. A retrospectiva, chamada Veja, com repetição todas as quintas-feiras, às 20.00, acontece na Biblioteca da Casa do Alentejo, com "tempo e espaço para ver cinema sem pressas, revisitar obras marcantes e descobrir diferentes olhares sobre Portugal, a memória, a identidade e o mundo". De Outubro a Janeiro, os filmes programados são Viagem a Portugal (Outubro), A Cidade dos Mortos e Waiting for Paradise (Novembro), Fleurette e Outro País (Dezembro), e Alcibíades e A Noiva (Janeiro).
Jogos da União

Jogos da União

Já começa a ser tradição por Loures esta ideia de experimentar e praticar diferentes modalidades durante meses, em diferentes pontos do concelho. De Outubro a Maio, os Jogos da União desenrolam-se em encontros desportivos e actividades de experimentação em 18 modalidades, entre as quais o atletismo, a natação, o basquetebol, o judo, o voleibol, o padel, a escalada, desportos de combate e canoagem. A programação inclui ainda actividades de desporto inclusivo e propostas para diferentes idades. Pode ser consultada na íntegra aqui.
Open Azulejo - Palácio da Calheta

Open Azulejo - Palácio da Calheta

Habitualmente está fechado ao público e é por isso que esta visita é especial. O Palácio dos Condes da Calheta, em Belém (junto ao Jardim Botânico Tropical) abre portas para mostrar a sua impressionante colecção de azulejos. A visita à exposição começa com uma sintética história do azulejo em Portugal e prossegue numa descoberta do palácio do século XVII, observando-se os azulejos que por vezes dialogam com peças da colecção do Museu Nacional do Azulejo. Cada espaço permite descobrir diferentes histórias, técnicas e soluções, mas também marcas da passagem do tempo e das transformações que os edifícios e os seus revestimentos foram conhecendo. O museu associado está encerrado para obras, pelo que estes dias abertos são uma forma de manter o edifício vivo.

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Lisboa testa serviço de guia para quem não consegue ir sozinho ao teatro

Lisboa testa serviço de guia para quem não consegue ir sozinho ao teatro

Pessoas que precisem de acompanhamento nas suas deslocações ao teatro podem agora beneficiar de um guia para assistir a espectáculos no São Luiz Teatro Municipal, no Teatro Variedades e no Capitólio. O guia vai buscar a pessoa a casa (ou a outro local combinado), fica com a pessoa durante o espectáculo e acompanha-a no regresso. O projecto VEM – Mobilidade com Dignidade, da EGEAC – Lisboa Cultura, é experimental e decorre até 31 de Dezembro. "Há pessoas que não deixaram de gostar de teatro", mas "deixaram de conseguir lá chegar sozinhas", por "uma dificuldade de mobilidade, uma limitação temporária ou simplesmente a ausência de alguém disponível para acompanhar uma saída", enquadra a entidade, sublinhando a "nova dimensão" no trabalho que tem vindo a desenvolver na área da acessibilidade cultural. "Não se trata de transporte. Trata-se de ter alguém ao lado durante o caminho e durante a experiência, quando é isso que permite à pessoa continuar a sair, participar e usufruir da cidade", pode ler-se no comunicado. A medida justifica-se, ainda, pela visão de que a cultura é um “instrumento de participação e coesão social", nas palavras de Filipe de Sousa e Silva, da direcção do Teatro Variedades & Capitólio. "Ao longo dos últimos anos, temos vindo a ouvir os desafios enfrentados pelos nossos públicos, muitas vezes ainda antes da chegada ao teatro. Este projecto nasce precisamente dessa escuta activa e da vontade de encontrar soluções concretas que contribuam para tornar a experiên
Não é uma ode às bruxas mas monumentos vão iluminar-se de roxo para recordarmos 1755

Não é uma ode às bruxas mas monumentos vão iluminar-se de roxo para recordarmos 1755

Edifícios e monumentos como o Castelo de São Jorge, a Praça de Touros do Campo Pequeno, o Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, o Castelo dos Mouros, em Sintra, ou o Cristo Rei, em Almada, vão iluminar-se de roxo na noite de 31 de Outubro. A iniciativa faz parte do Movimento Recordar 1755, promovido pelo museu Quake, e alarga-se a cerca de 40 monumentos e edifícios de 15 distritos e regiões do país. No dia seguinte, às 09.40 – hora em que ocorreu o terramoto de 1755 –, corporações de bombeiros e embarcações no rio Tejo vão fazer soar sirenes, numa "homenagem a um dos momentos mais marcantes da história da cidade" de Lisboa, contextualiza a organização.  O evento foi pensado para recordar a memória das vítimas do grande terramoto de há 271 anos, mas também para aproximar os cidadãos do património e da história, chamando ainda a atenção para a importância da preparação para futuros eventos sísmicos. Notícia actualizada às 10.35 de 30 de Outubro, devido à alteração de monumentos aderentes à iniciativa. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Em Campolide há 15 torres onde estudantes, professores e vizinhos cultivam juntos

Em Campolide há 15 torres onde estudantes, professores e vizinhos cultivam juntos

Chama-se NOVA Bela Flor e é um projecto cujo centro é uma horta vertical, distribuída por quinze torres de cultivo. Além de provar que a produção hortícola em cidade é possível, o objectivo é unir a comunidade do campus universitário da NOVA IMS, em Campolide, à comunidade local, nomeadamente ao vizinho bairro da Bela Flor. Desenvolvida em conjunto com a associação Upfarming, a horta deu a 15 de Outubro os seus primeiros frutos: 80 quilos de alimentos frescos, de alfaces a coentros, espinafres ou rúcula. Os alimentos "seguem agora para a comunidade académica e para o Centro Social e Paroquial de Santo António de Campolide", informa a instituição de ensino, assinalando que o projecto "está a transformar espaços de Campolide em locais de agricultura urbana, aprendizagem e colaboração, e que parte de uma convicção simples: uma universidade não tem de terminar à porta do campus". Além do momento da colheita, estudantes, docentes e vizinhos cuidam periodicamente das torres, em regime de voluntariado.  DRNOVA Bela Flor Sendo a horta vertical e aeropónica, as raízes recebem a água e os nutrientes de que precisam sem precisarem de contactar com o solo. "O resultado é um sistema compacto e eficiente no uso da água, que demonstra como a produção de alimentos pode ganhar espaço nos ambientes urbanos mais densamente construídos", explica a organização. O projecto acontece no âmbito do programa BIP/ZIP Lisboa 2025, da Câmara Municipal de Lisboa e tem como parceiros a NOVA Medical School
Trabalhadores da CP voltam atrás com greve marcada para esta sexta-feira

Trabalhadores da CP voltam atrás com greve marcada para esta sexta-feira

"Desenvolvimentos positivos" numa reunião com o Ministério das Infra-estruturas fizeram com que o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) cancelasse a greve prevista para esta sexta-feira, dia 30 de Outubro, noticiou a agência Lusa. A paralisação teria, de acordo com o previsto, também impacto na véspera e no dia seguinte. A greve era justificada com reivindicações financeiras, como resposta à "contínua perda do poder de compra e uma degradação das condições de vida das famílias ferroviárias", situação para a qual o Governo se terá mostrado sensível e disponível para dialogar.Também para esta semana, esteve prevista uma greve no Metro de Lisboa, nos dias 28 e 30 de Outubro, que foi igualmente desconvocada. 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
De elefantes na Baixa a leões no Castelo, a história de Lisboa conta-se também com os animais

De elefantes na Baixa a leões no Castelo, a história de Lisboa conta-se também com os animais

Lisboa chegou a ser uma cidade de gatos. Daquelas em que eles se esgueiram pelas ruas, se alimentam do que sobra e desaparecem por trás de muros, entre a vegetação. Chegaram mesmo a amenizar "a solidão dos presos, contribuindo até para a circulação clandestina de mensagens e informações", destaca-se numa das paredes da exposição, ainda em montagem, "Animais de Lisboa - Outra História da Cidade", que inaugura esta quarta-feira, 28 de Outubro, às 18.00, no Museu de Lisboa – Palácio Pimenta. Os "capítulos" da mostra são encabeçados por animais. O cavalo – provavelmente a espécie que mais visibilidade perdeu, ao ter desaparecido do quotidiano (desde o trabalho de carga até às procissões ou ao transporte da realeza) da cidade –, o corvo (havia dois na Sé de Lisboa, conhecidos como "os Vicentes"), o cão vadio, o rinoceronte, o urso, o leão ou o elefante, insectos como a pulga, a mosca, o percevejo, e seres aquáticos como a sardinha ou a baleia estão distribuídos pelas paredes e por séculos, contando parte da história da cidade mas também desenhando um mapa. "É uma área pouco estudada, em que quisemos mostrar como animais não-humanos fizeram parte da construção da cidade", do período medieval ao moderno, descreve Nina Vieira, investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa e comissária da exposição, juntamente com Catarina Simões, que partiu do projecto "Animais de Lisboa", financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. DRExposição "Animais
Esta semana, greve na CP coincide com paralisação parcial do Metro de Lisboa

Esta semana, greve na CP coincide com paralisação parcial do Metro de Lisboa

Os revisores, trabalhadores das bilheteiras e chefias da CP – Comboios de Portugal vão fazer greve na sexta-feira, 30 de Outubro, reivindicando melhores condições de trabalho. O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), que convocou a greve, prevê, assim, “perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte”, segundo o comunicado publicado no site da empresa de transportes. Em causa, dizem, está a “dignidade das suas condições de vida”, condicionadas pelo aumento dos preços dos combustíveis, habitação, bens alimentares essenciais e pela subida dos preços do gás e da electricidade. “Devido aos horários de trabalho e por não haver transportes em determinados horários", os trabalhadores são obrigados a deslocar-se "em viatura própria" e, em alguns casos, também a "pagar estacionamento”. Os trabalhadores reivindicam a valorização do subsídio de deslocação e transporte ainda em 2026, com efeitos retroactivos a Julho, de forma a compensar o aumento dos custos com deslocações. Nos dias 28 e 30, quarta e sexta-feira, respectivamente, é o metro que pára, mas não totalmente. A greve foi convocada para o período entre as 05.00 e as 10.00, nos dois dias, retomando-se o serviço normal a esta hora. Pelo facto de o Tribunal Arbitral ter determinado a prestação de serviços mínimos, as estações terminais, de correspondência entre linhas ou de interface com outros operadores e as que servem hospitais, universidades e tribunais (
Começou a despedida: a dois meses do fecho, Casa Independente põe recheio à venda

Começou a despedida: a dois meses do fecho, Casa Independente põe recheio à venda

O fecho de um dos principais espaços culturais e nocturnos da cidade é conhecido desde Setembro de 2025, quando se soube que o prédio onde fica a Casa Independente, no Largo do Intendente, foi comprado sem a intenção de manter a actividade no local. Pouco mais de um ano depois do choque, as responsáveis pelo espaço, Patrícia Craveiro Lopes e Inês Valdez, decidiram começar a desfazer-se dos bens que mobilaram e decoraram a casa nestes 14 anos.  "Vamos disponibilizando as peças para venda aos poucos, enquanto continuamos de portas abertas e com programação até 19 de Dezembro", pode ler-se na página de Instagram do espaço. A justificação para a venda, que contempla desde taças a 3€ a um par de poltronas a 300€, é simples: "Ao longo destes anos, fomos juntando mesas, cadeiras, sofás, candeeiros, espelhos e tantas outras coisas que acabaram por fazer parte da nossa história. Algumas viram milhares de pessoas passar, outras foram cenário de conversas intermináveis, encontros inesperados e noites que pareciam não ter fim. Agora, queremos que continuem a fazer parte de outras histórias, noutras casas." DRUm dos móveis à venda Entre os bens disponíveis, há sofás, mesas de vários tipos (de apoio a jardim), cadeiras, espelhos, candeeiros, aparadores ou uma secretária. Os veludos e metais abundam e a preferência pelas décadas de 60 e 70 também.  O inventário e as regras de compra podem ser consultados através do link na biografia da conta de Instagram da Casa Independente.  🗞️ Mais
Linha Circular deve estar pronta até Março e expansão da Vermelha continua empatada

Linha Circular deve estar pronta até Março e expansão da Vermelha continua empatada

A presidente da empresa Metropolitano de Lisboa (ML), Cristina Vaz Tomé, garantiu, na terça-feira, 20 de Outubro, no Parlamento, que a obra da Linha Circular terminará até Março de 2027, mantendo-se assim o prazo anunciado em Abril e já depois de a empreitada ter descarrilado mais de três anos (a inauguração foi inicialmente apontada para 2023). O custo também está longe do previsto. Primeiramente orçada em 210 milhões de euros, a obra passou para os 240 milhões, depois para 270 milhões e a seguir para 331 milhões, chegando aos 380 milhões de euros.  O projecto de unir as linhas amarela e verde do metropolitano de Lisboa, ligando as estações do Rato e do Cais do Sodré, começou há 17 anos, altura em que foi emitido o primeiro despacho do Governo a apresentar o plano de expansão da rede (eram José Sócrates primeiro-ministro e António Costa presidente da Câmara de Lisboa).  Alcântara ainda a ver navios A presidente da ML também se debruçou sobre as obras de expansão da Linha Vermelha, até Alcântara, afirmando que a empresa está à espera há dois anos do visto do Tribunal de Contas (TdC) para poder avançar. O TdC não demorou a reagir, explicando que, em Agosto de 2025, pediu esclarecimentos à ML sobre o contrato de fiscalização das obras mas que a empresa de transportes respondeu, no passado mês de Setembro, que está dependente de uma nova resolução do Conselho de Ministros para poder reprogramar os encargos financeiros até 2028, quando, neste momento, a autorização para despesas
Em Queluz, os desconhecidos aposentos de Carlota Joaquina são agora visitáveis

Em Queluz, os desconhecidos aposentos de Carlota Joaquina são agora visitáveis

Os aposentos da realeza nunca foram minimais e os da rainha Carlota Joaquina – mulher de D. João VI e rainha consorte de Portugal e Algarves, de 1816 até 1826, além de rainha consorte do Brasil de 1816 até 1822 – não foram excepção. Num total de cinco salas, recentemente identificados como o lugar onde viveu os últimos anos e acabou por morrer, ao contrário do que até agora se pensava, os aposentos são visitáveis desde 20 de Outubro e revelam "as suas vivências e os seus gostos através dos objectos que lhe pertenceram", comunica a Parques de Sintra, que levou a cabo a investigação sobre o tema. O percurso inclui a sala de entrada, a ante-câmara (que funcionava como sala de espera), o oratório, o quarto de dormir e o camarim, que servia de sala-de-estar privada. Ao longo das salas, estarão exibidas várias peças, algumas pela primeira vez. "É o caso de uma cruz-relicário do Santo Lenho com uma representação escultórica de Pietà, de Miguel Ângelo, produzida em Itália, no início do século XIX", cujo paradeiro era desconhecido desde a sua venda em leilão, após a morte da rainha. Recentemente, a peça apareceu novamente em leilão e foi adquirida pela Parques de Sintra, que a levou para Queluz, "quase duzentos anos depois". PSML/EMIGUSQuarto de dormir Outra novidade é um retrato assinado por Luis de la Cruz y Ríos. "A pintura mostra a rainha nos últimos anos da sua vida, precisamente a altura em que viveu nesta ala do palácio. Com o rosto emoldurado por um exuberante toucado de ren
Metro de Lisboa recebe dois dias de concertos em três estações

Metro de Lisboa recebe dois dias de concertos em três estações

Dezoito concertos estão agendados para as tardes de 22 e 23 de Outubro, quinta e sexta-feira, respectivamente, em três estações do Metropolitano de Lisboa: Cais do Sodré, Marquês de Pombal e Jardim Zoológico. A linha de comboios também não fica de fora, com a estação da Amadora a integrar o leque de concertos na Grande Lisboa. Porto, Aveiro, Braga e Barcelos também integram a iniciativa. A iniciativa "Há Música ao Fundo do Túnel", do Programa Nacional para a Saúde Mental da Direcção-Geral da Saúde, acontece desde 2021 e foi lançada para promover a saúde mental através da música ao vivo em estações de metro e comboio de Lisboa e do Porto. Ao mesmo tempo, visa dar visibilidade a novos artistas, "aproximando a música e a cultura das pessoas que utilizam diariamente os transportes públicos", pode ler-se no comunicado enviado pela empresa de transportes. Abaixo, encontra o cartaz completo. Quarta-feira, 21 de Outubro Estação Ferroviária da Amadora 13.00 – Miguel Gama 16.00 – FITSHAS PROJ3CT 18.00 – Quélia Quinta-feira, 22 de Outubro Metro Cais do Sodré 13.00 – Recante 16.00 – Carina Freitas 18.00 – Community Big Band Metro Marquês de Pombal 13.00 – Pedrinho Da Sousa 16.00 – Mirage People 18.00 – Fala Povo Fala Metro Jardim Zoológico 13.00 – NOBRE 16.00 – antematterz 18.00 – Ana Tereza Sexta-feira, 23 de Outubro Metro Cais do Sodré 13.00 – Yellow Boys 16.00 – Beatriz Almeida 18.00 – Ämbar Metro Marquês de Pombal 13.00 – Folha Livre 16.00 – Nuno Cabral 18.00 – Nayr Faquirá Metro Jar
Metro na Margem Sul com greve e perturbações durante uma semana

Metro na Margem Sul com greve e perturbações durante uma semana

Os trabalhadores da Metro Transportes do Sul (MTS), que opera em Almada e no Seixal, fazem greve total esta terça e esta quarta-feira, dias 20 e 21 de Outubro, reivindicando uma actualização salarial que “tenha em conta a perda de poder de compra” e melhores condições de trabalho, noticiou a agência Lusa. A partir de quinta-feira, dia 22, e até à terça-feira seguinte, 27 de Outubro, a paralisação far-se-á sentir nas “duas últimas horas dos períodos de trabalho iniciados nestes dias”. “Nas situações em que o início da greve coincida com uma circulação em curso, a paralisação terá início na estação de origem dessa circulação, evitando a interrupção do serviço em locais intermédios.” Para este período, foram decretados serviços mínimos, pelo que será assegurada a circulação na linha 3 (Cacilhas/Universidade) entre as 07.00 e as 09.00 e entre as 17.00 e as 19.00. "Os clientes que habitualmente utilizam a linha 2 (Corroios/Pragal) deverão efectuar transbordo na paragem Bento Gonçalves, de forma a prosseguir a sua viagem através das linhas 1 e 3”, informa o Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SNMCFP). Enquanto o sindicato fala em falta de resultados “após cerca de dois anos e meio de negociações” com a empresa de transportes, a MTS qualifica a acção dos trabalhadores como “desproporcional” e expõe um quadro de “abertura negocial permanente”. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagr
Entre cruzeiros e outros gigantes, ‘O nosso último filme sobre Lisboa’ fala do que não calamos

Entre cruzeiros e outros gigantes, ‘O nosso último filme sobre Lisboa’ fala do que não calamos

A fórmula de "transformar a cidade num produto, numa cidade-marca", através de mega-eventos, não é deste século. Lembram-se da Expo'98 ou da grandiosa feijoada na Ponte Vasco da Gama, para 17 mil pessoas? Milhares, neste último caso, eram números para meninos. 25 anos depois, em 2023, mais de 2 milhões de peregrinos encheram Lisboa (e não só) durante a Jornada Mundial da Juventude, evento no qual a autarquia gastou quase 3 milhões de euros no altar de onde falaria o papa. Para o mesmo evento, mandou montar o Parque do Perdão, em Belém, onde mais de 100 confessionários foram feitos por pessoas a cumprir pena em diferentes estabelecimentos prisionais, como que em jeito de penitência pelos seus pecados, sugere O nosso último filme sobre Lisboa, documentário do colectivo Left Hand Rotation (LHR), que se estreia esta quinta-feira, dia 22, no DocLisboa. O título é mais poético do que literal. Remete para a sensação de fim constante em Lisboa, seja pela eminência do fecho de uma tasca, por um despejo ou demolição, ou pelo adeus à pastelaria do bairro. "Há uma efemeridade, mas todas estas transformações continuam a ressoar no presente. E agora há uma sensação de que o sistema está a colapsar, o que já é evidente em muitos campos. O filme tenta brincar com a ideia, com a metáfora, de que a cidade pode ser engolida pelo mar a qualquer momento", conta à Time Out um dos membros do colectivo artístico, que desde que se fixou em Lisboa (vindo de Espanha), em 2012, prefere o anonimato dos s