Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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As melhores exposições de fotografia para ver em Lisboa

As melhores exposições de fotografia para ver em Lisboa

Na rentrée cultural, uma exposição nunca vem só, e a fotografia não é excepção. A Mostra de Fotografia e Autores - MFA não nos deixa esquecer que é preciso mexer, trazendo à tona o olhar de diferentes fotógrafos a vários espaços da cidade. Já em "Saison Floue - Temporada Turva" (na Narrativa), vamos à França rural, onde nos confrontamos com os "bandos à parte" do trabalho sazonal e as suas vidas em caravanas, ao relento e em casas ocupadas. Até ao final do ano, marca o calendário Imago Lisboa Photo Festival, sob o mote “Quebrar o Silêncio – Caminhar Juntos” e com dez exposições que colocam o dedo nas feridas da xenofobia e do racismo. Na Ochre Space, chegam-nos as prisões do Norte de Myanmar, pelos olhos de Lu Nan. Tempo ainda para conhecer o trabalho de mulheres pioneiras da fotografia no Museu do Chiado e para ver (se ainda não o fez) "Venham Mais Cinco - O Olhar Estrangeiro sobre a Revolução Portuguesa", que foi prolongada até Novembro, em Almada. Recomendado: 🖼️ Os melhores museus em Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Na semana em que regressam as curtas-metragens do ShortCutz Lisboa e termina o ciclo de longas dedicado a Javier Bardem, há bem mais do que cinema. Os Dias de Marvila levam teatro, música, performance e festa aos vários bairros da freguesia e o MIL toma conta da Casa Capitão com conversas e concertos, no Beato, freguesia que também recebe o Festival Impacto, para nos fazer pensar sobre ética. Na Ajuda, o mestre japonês da fotografia, Hosoe Eikoh, conduz a um universo de ventos imaginários, enquanto nos Anjos, fecha-se uma rua ao trânsito para brincar e celebrar os dez anos de uma livraria infantil. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Chegámos a Outubro, o fim-de-semana é abençoado com um feriado e as atenções vão estar quase todas no MAAT – afinal, o museu celebra o seu 10.º aniversário (com dois dias de entrada livre, domingo e segunda-feira) e ainda abre uma das exposições desta rentrée, que junta peças de grande escala de Joana Vasconcelos e a alta-costura de Valentino Garavani. Aproveite a borla e espreite também a exposição "Mais Alto", sobre um grupo de enfermeiras pára-quedistas que serviram durante Guerra Colonial Portuguesa. Termina já na segunda-feira. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Tanta obra de Vhils já desapareceu de Lisboa (lembram-se do grande rosto da Avenida da Índia, em Alcântara, demolido em 2018?). Ser efémero faz parte, e é até uma chamada de atenção ao olho, que mais rapidamente vê como a cidade muda, mas também o que nela resiste. É nesta segunda parte que nos focamos, traçando um roteiro da presença do artista de nome Alexandre Farto, natural do Seixal, com estúdio no Barreiro e intervenções um pouco por todo o mundo, incluindo em diferentes bairros de Lisboa e arredores. Da Graça ao Rossio ou ao Barreiro, em modo individual ou em dupla, do público ao privado e da calçada ao betão, percorremos vários anos, técnicas e colaborações do artista urbano português mais reconhecido no planeta, que ao escavar põe à tona diferentes camadas. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Vão longe os tempos em que o campista obedecia a um estereótipo rígido. Já não é o tipo que consegue fazer fogo com dois paus nem a pessoa que dorme ao estilo todo-o-terreno. Ainda há os rijos, sim, mas também quem privilegia o conforto, gosta de uma boa salamandra, fornos de lenha e até colunas de hidromassagem. Para os que estão fartos da vida urbana e de ruídos maquinais e tecnológicos, mas também para quem gosta de percorrer trilhos ou explorar as águas frias do oceano e das praias fluviais, eis mais de 20 parques de campismo espalhados pelo país, onde a natureza está sempre ao comando, com mais ou menos impacto. Dos aburguesados glampings a parques mais agrestes, as opções são várias, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelos Açores. O difícil pode ser escolher. Desligue-se do mundo em alguns dos melhores parques de campismo de Portugal. Recomendado: As melhores piscinas naturais em Portugal
9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

Ainda há cacilheiros, sim senhor, mas não é desses passeios que estamos a falar. Impulsionado pelo turismo, o Tejo tornou-se pista de embarcações tradionais a iates de luxo, com opções de pequeno-almoço, festas com DJ, ligação à natureza ou percursos guiados para ver golfinhos. Do género turístico, romântico, familiar ou tradicional, ou ainda uma mistura, sugerimos-lhe oito passeios que envolvem mais ou menos velocidade, a vista de Lisboa durante a noite ou ainda a exploração dos sapais a Norte da cidade, no concelho de Vila Franca de Xira. E um conselho: não se deixe enganar pela ideia de que, ao estar no rio, vai estar pouco calor. Opte por horários de temperaturas mais amenas, leve sempre um bom chapéu e lembre-se que o protector solar é estritamente necessário. Recomendado: Os melhores rooftops em Lisboa
Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Uns são jardins que vieram do Barroco, outros claramente nascidos do Romantismo. Nos parque e jardins de Sintra, vai encontrar a exuberância mas também a paixão da realeza (nos seus diferentes séculos). Também vai encontrar México, Japão, canela e ananás, araucárias e sequóias, sem esquecer a marca nacional do sobreiro ou do choupo. Desde o parque no meio da vila aos espaços escondidos nas encostas da serra, há obras-primas de arquitectos e paisagistas do século XIX que tentaram mimetizar sonhos e uma natureza "ideal". O "milagre" é que foram mantidos e recuperados nos séculos seguintes. Pelo meio, ainda há notas sobre a "Versailles portuguesas" ou dicas sobre onde merendar na orla dos passarinhos. Recomendado: 15 jardins secretos para descobrir em Lisboa
15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser. Recomendado: Os melhores parques e jardins de Lisboa
Os melhores parques e jardins de Lisboa

Os melhores parques e jardins de Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha
Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa

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Imago Lisboa – Photo Festival

Imago Lisboa – Photo Festival

A crise da habitação em Lisboa (Gonçalo Fonseca), animais imaginários em cenários improváveis (Joan Fontcuberta), planos reprodutivos na Alemanha nazi (Marc Schroeder), as mitologias da região ucraniana de Poltava (Viktoria Sorochinski), feridas e imagens idílicas do Líbano (Ian Cheibub), a luta pela igualdade de género por uma influente poeta (Rocío Bueno), o branco na fotografia (José Luís Neto), ficções futuristas (Chloé Azzopardi) ou o questionamento da autoridade do arquivo colonial (Délio Jasse). A lista de temas é extensa e poderia continuar, abarcando a amplitude a que já nos habituou o festival de fotografia Imago. Os lugares do evento são, também eles, uma manta diversa, da Livraria Sá da Costa à loja da Leica, passando pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado ou pela Sociedade Nacional das Belas Artes (sem nunca esquecer, claro, a própria Galeria IMAGO). O festival integra a rede europeia do Mês Europeu da Fotografia, centrando-se na promoção de artistas contemporâneos e no diálogo entre criadores, especialistas e público. Além das exposições, o programa inclui debates e oficinas, tudo sobre o mote "Repensar a Fotografia: Ecologias da Imagem", para uma reflexão crítica sobre os impactos das novas tecnologias na fotografia artística. A agenda completa pode ser consultada aqui.
Espaços Outros (Linha de falha)

Espaços Outros (Linha de falha)

Artistas portugueses e estrangeiros (cujas obras partem da Colecção Américo Marques) exploram, através da fotografia, as formas de construção, negociação e dissolução dos vínculos humanos. O ponto de partida é, quase sempre, a experiência amorosa, fazendo com que o visitante da exposição atravesse camadas como o desejo, a intimidade, a aproximação, a tensão, o afastamento e a perda. Aqui, a expressão "linha de falha" socorre-se do seu significado original – o de uma fractura na crosta terrestre onde duas placas tectónicas se encontram, acumulando tensão e, na deslocação, transformando a paisagem – para abarcar as relações humanas. Cada aproximação contém em si a possibilidade de mudança.
Novas Cartografias

Novas Cartografias

Seis artistas experimentaram o novo para desafiarem e tentarem expandir a própria definição de fotografia e o resultado é esta exposição colectiva, integrada no programa EMOP Repensar a Fotografia. Os autores são Marta Djourina, Serge Ecker, Marco Godinho, Raisan Hameed, Carine Krecké e Paulo Simão e a exposição, dizem os organizadores, é "para quem quiser ver até onde a fotografia pode ir". Para ver há fotografias que se transformam de acordo com a posição do observador, imagens com recurso a técnicas de análise open source e inteligência geoespacial ou trabalhos sem câmara, em que a luz, a água, a bioluminescência e descargas eléctricas são ferramentas centrais. 
orientaLX

orientaLX

Georgs Avetisjans, da Letónia, Louisa Boeszoermeny, da Alemanha, e Sonia Hamza, de França, fizeram uma residência artística na associação Procurarte, em 2025. Daqui nasceu um projecto artístico que usa a fotografia como ferramenta de leitura crítica da cidade enquanto espaço político, social e simbólico. Como flâneurs e observadores, os três autores criaram um retrato contemporâneo e multifacetado da zona oriental de Lisboa, "território marcado por profundas transformações urbanas, diversidade social e tensões associadas ao direito à cidade".
Espaços Outros

Espaços Outros

Nesta selecção de obras de uma das mais relevantes colecções privadas portuguesas, a de Américo Marques, alguns dos melhores fotógrafos mundiais da contemporaneidade ocupam uma parte do MACAM. "Espaços Outros (Parte I)" (a segunda parte chega em Novembro) alberga, assim, obras de Andreas Gursky, Andres Serrano, Bernd Becher & Hilla Becher, Candida Höfer, Cindy Sherman, Edgar Martins, Eija-Liisa Ahtila, Helena Almeida, Helmut Newton, João Penalva, Jorge Molder, Martin Parr, Nan Goldin, Richard Prince, Thomas Ruff ou Wolfgang Tillmans, num total de 36 artistas.
Semana Cultural nos Cemitérios de Lisboa

Semana Cultural nos Cemitérios de Lisboa

Gosto mórbido, curiosidade abrangente ou saber lidar com o tema da morte? Na semana em que os cemitérios de Lisboa (e não só) se abrem à comunidade, as motivações para lá ir são muitas. Este ano, além do bestseller das visitas nocturnas, pode aprender-se a fazer urnas em cerâmica, há visitas maçónicas e discussões filosóficas sobre a morte. A programação cruza o património funerário com a história, a arquitectura, a arqueologia, a natureza, a filosofia e a antropologia, este ano, também em parceria com o festival "Falar sobre a morte (nunca matou ninguém)", do Goethe-Institut. Os pontos de visita e de encontro são vários: o Cemitério Alemão de Lisboa, o Britânico, o dos Prazeres, o do Alto de São João, o de Carnide ou o do Lavradio (Barreiro), mas também a Casa Ásia, o Museu Arqueológico do Carmo ou o FabLab Lisboa. Todas as actividades são gratuitas (o programa completo está aqui), mas a inscrição é obrigatória, pelo e-mail (cemiterios.visitas@cm-lisboa.pt).
World Press Photo

World Press Photo

Referência mundial do fotojornalismo, a exposição de 42 fotografias dos acontecimentos mais marcantes de 2025 ocupa o Parque dos Poetas. Em destaque estão as crises de Gaza ou do Sudão, mas também os incêndios que devastaram Los Angeles, nos Estados Unidos, ou a Galiza, em Espanha. Com entrada livre, a mostra também abarca histórias de resistência, como um casamento no meio de uma inundação nas Filipinas ou a conquista de espaço por mulheres na Tbourida, uma tradição equestre que, durante séculos, foi privilégio dos homens, em Marrocos. A par da exposição, existe ainda um programa de debates, workshops, um passeio fotográfico e visitas guiadas.
Os Dias de Marvila

Os Dias de Marvila

Espalhado por diferentes bairros da freguesia e com o epicentro na Biblioteca de Marvila, o festival de artes performativas centra-se no tema Liberdade e Democracia e convida à criatividade e à participação comunitária. Durante uma semana, as ruas enchem-se de uma programação plural e gratuita que cruza géneros tradicionais e movimentos emergentes, indo do teatro à dança, cruzando música, performance, cinema, oficinas, visitas guiadas, e exposições. No teatro, destaca-se a peça Jantar de Gala, do Teatro Meridional. Na música, contam-se as actuações do Coro de Marvila, Rato Chinês e o espectáculo Dancefloor da Liberdade. Exibe-se, ainda, o filme O Palácio de Cidadãos, de Rui Pires, e estão programadas oficinas de arte urbana, a exposição de fotografia "Fragmentos de Liberdade" e percursos guiados sobre a história industrial e habitacional de Marvila. O evento culmina no baile Trigalada, no Parque Urbano Mar & Vila. O programa completo está aqui.
Festival Impacto

Festival Impacto

O tema é "ética" e desenrola-se desde a política ao ambiente, passando pela justiça, tecnologia e direitos humanos. O Festival Impacto, que acontece entre a Casa do Jardim da Estrela e a Fábrica de Unicórnios do Beato, põe-nos a questionar os dilemas do nosso tempo, através de conversas sobre temas como o envelhecimento, a desinformação, o futuro do planeta, a relação entre saúde humana, animal e ambiental e os desafios éticos da inovação e da biotecnologia. Do programa fazem também parte workshops sobre primeiros socorros, consentimento, comunicação e defesa pessoal. E há, ainda, uma selecção de curtas-metragens documentais e jogos em grupo. Entre os nomes mais sonantes do evento estão os cientistas Maria do Carmo Fonseca e Arlindo Oliveira, a juíza Teresa Féria ou a socióloga Susana Santos.
MFA – Mostra de Fotografia e Autores

MFA – Mostra de Fotografia e Autores

É uma mostra de larga escala, disposta por vários espaços: os Jardins do Bombarda, os Pavilhões da Mitra, o Mercado de Campo de Ourique, o Mercado da Ribeira e a Casa da Imprensa. Até 10 de Outubro, há para ver a retrospectiva de Céu Guarda; "Algarve 63", de Tim Motion; e "Guerra com Gente Dentro", de André Luís Alves. "Raspberries for Christmas", de Marc Schroeder, fica nos Jardins do Bombarda até dia 11 de Outubro. Expõem-se também "Outras Paisagens", de Manuel Falcão; "Chão Que Não Se Pisa Não Dá Fruto", de João Pedro Almeida; "A Cidade", de Rui Soares Esteves; e "O Mar", de Eduardo Leal, até 31 de Dezembro. Por fim, "Retrospectiva", de Manuel Moura, fica até 27 de Novembro na Casa da Imprensa. A programação completa está aqui.
Kamaitachi

Kamaitachi

Nesta viagem pela fotografia de Eikoh Hosoe (1933–2024) – nome incontornável da fotografia contemporânea – entramos nos campos e aldeias do Norte do Japão, mas também no nosso próprio corpo. Criada em colaboração com Tatsumi Hijikata, figura fundadora do butoh (forma de dança-teatro surgida no Japão no final da década de 1950), a série resulta dos encontros entre o performer e o fotógrafo e em cenários teatrais, próximos do sobrenatural. Ao mesmo tempo, a palavra "Kamaitachi" (que dá título à exposição) remete para uma figura do imaginário popular japonês associada ao vento e a ataques súbitos e invisíveis. "Nas fotografias de Hosoe, essa presença parece materializar-se através de Hijikata: aparece, desaparece, invade a paisagem, interage com os seus habitantes e perturba a fronteira entre realidade, memória e ficção." Publicado em livro em 1969, o trabalho é uma das séries mais reconhecidas de Hosoe.
Metamorfoses

Metamorfoses

A exposição da Lumina centra-se num longo período de trabalho de Luísa Ferreira. Entre 1991 e 2025, a autora manipulou diversas polaroids durante o próprio processo de revelação, momento em que ainda é possível "deslocar cores, dissolver contornos e alterar a imagem original". Cada fotografia torna-se, assim, testemunha de uma experimentação plástica que a aproxima mais do gesto da pintura. A par do seu trabalho como fotojornalista e fotógrafa documental, Luísa Ferreira desde cedo começou a explorar as possibilidades expressivas da manipulação de polaroids, um processo que ficou associado ao seu nome desde 1993, depois de uma exposição em que apresentou 110 polaroids intervencionadas e ampliadas distribuídas por 33 contentores marítimos no Jardim do Tabaco, em Lisboa. A par do seu trabalho, no espaço Le Mur, da mesma galeria, tem uma instalação de Paulo Robalo, intitulada "Le Mur des Mémoires".

News (925)

Mais de 400 árvores poderão estar em risco por causa de duas grandes obras em Lisboa

Mais de 400 árvores poderão estar em risco por causa de duas grandes obras em Lisboa

O futuro Eléctrico 16, que vai ligar Terreiro do Paço ao Parque das Nações, pode obrigar a transplantar centenas de árvores, nas previsões do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), noticiou o Público. O número exacto de exemplares ainda não é conhecido, uma vez que existem cinco traçados possíveis sobre a mesa (o de referência e quatro alternativos), mas o número mínimo de árvores afectadas é de 116. Ainda assim, "terá de ser avaliado o estado fitossanitário de outros 668 exemplares, para perceber se podem ser transplantados ou podados", escreve o mesmo jornal. Já o pior dos cenários implicaria um impacto directo sobre 520 árvores. Independentemente do número, o transplante “deverá ser efectuado para locais disponíveis”, na área geográfica de qualquer uma das seis freguesias por onde passará o novo eléctrico, prevê o programa base do projecto. Apenas depois de elaborado o relatório técnico de avaliação visual do arvoredo, se conhecerão as novas localizações dos exemplares potencialmente alvos de transferência ou de poda. A informação é conhecida desde Setembro e estava explícita nos documentos disponibilizados para consulta pública pela autarquia, com a Carris a garantir que alteraria o projecto com o fim de minimizar impactos de cariz ecológico ou relacionados com o ruído, por exemplo. Mas a perda de mancha arbórea ao longo do traçado – onde vivem hoje mais de 4000 árvores – é inevitável, em especial em vias como a Avenida Infante Dom Henrique, a Avenida Dom João II e a Alameda
Iluminações de Natal já começaram a ser montadas em Lisboa

Iluminações de Natal já começaram a ser montadas em Lisboa

Rossio, Praça da Figueira, Rua Ferreira Borges ou Avenida António Augusto Aguiar são algumas das localizações em Lisboa onde as estruturas para as iluminações de Natal começaram a ser montadas na semana de 14 de Setembro, de acordo com o apurado pela Time Out. Este ano, a responsabilidade do processo passou das mãos da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) para a Associação Turismo de Lisboa (ATL), na sequência da operação Lúmen, sobre suspeitas de irregularidades na adjudicação de contratos de iluminações festivas. O concurso público foi, assim, lançado em Junho e o contrato foi adjudicado em Julho à empresa Teixeira Couto, de Paredes, pelo valor de 556.272 euros (abaixo do preço base do procedimento, de 609 mil euros), avançou o jornal Eco em Julho. Em 2025, o valor investido pela Câmara de Lisboa nas iluminações de Natal foi, à semelhança do ano anterior, de cerca de 750 mil euros, e as luzes acenderam-se a 22 de Novembro, com a habitual festa no Terreiro do Paço.  Rita ChantreCampo de Ourique “As iluminações de Natal são um elemento central da vivência de Lisboa nesta época do ano. Com este concurso, asseguramos uma solução preparada com antecedência, capaz de valorizar a cidade, reforçar a sua atractividade junto dos residentes, visitantes e turistas, e contribuir para a dinamização do comércio local e da economia da cidade durante a quadra natalícia”, enquadrou o director-geral da ATL, António Valle, citado em comunicado pelo mesmo jornal. Rita ChantreC
Ao 78.º mural, Amadora pondera dar um twist à arte urbana no concelho

Ao 78.º mural, Amadora pondera dar um twist à arte urbana no concelho

Passada a rotunda das Portas de Benfica, vindos de Lisboa, uma placa anuncia a entrada na esfera da videovigilância. Bem-vindos à Amadora, a cidade que “está sempre a levar por tabela relativamente à insegurança”, nas palavras do próprio presidente da Câmara, Vítor Ferreira, numa entrevista de 2024 à Time Out. Na cidade dos estigmas, há, claro, fragilidades reais. Fracturas socioeconómicas, bairros, edifícios e infra-estruturas por cumprir e reabilitar. “Nesse aspecto, o festival [Conversas na Rua] mudou muito a paisagem e ajudou a acabar com o estigma em algumas zonas”, acredita Ana Dias, artista ligada à banda desenhada – a grande marca cultural do município, que organiza o Amadora BD desde 1990 e que este ano acontece de 15 a 25 de Outubro –, convidada a participar na primeira edição do festival de arte urbana da cidade, em 2015.  Começou-se com menos de meia dúzia de murais, depois de as pessoas “já se terem familiarizado com a arte urbana”, a partir de umas obras aqui e ali, na Rua Elias Garcia, junto ao IC19 ou à CRIL, e muitos anos depois de Odeith, o artista-embaixador da Amadora, ter conseguido firmar (também do ponto de vista legal) o seu hall of fame da Damaia, nos anos 1990, ainda com as linhas de uma subcultura e contra-cultura.  DRSalgueiro Maia pintado por Odeith (Avenida Dr. Fernando Piteira Santos) Passados 11 anos do primeiro Conversas na Rua (a mais recente edição terminou oficialmente a 14 de Setembro, mas dias depois ainda havia quem andasse frente a em
20 anos depois, vamos poder apanhar o comboio em Marvila nos dias inúteis

20 anos depois, vamos poder apanhar o comboio em Marvila nos dias inúteis

São 20 anos de espera, reivindicações e desistências de sair de Marvila ao fim-de-semana porque o apeadeiro deixou de receber comboios. Mas o Governo promete retomar a circulação na Linha da Azambuja até à estação de Alcântara-Terra durante os fins-de-semana e feriados, a partir do dia 13 de Dezembro.  “A CP prevê proceder ao reforço da oferta ferroviária no serviço Castanheira do Ribatejo-Alcântara-Terra aos fins-de-semana e feriados, medida que será concretizada com a entrada em vigor do horário de 2027, prevista para o dia 13 de Dezembro de 2026”, precisou o Ministério das Infra-Estruturas, em reacção a perguntas do grupo parlamentar do Livre e citado pelo jornal Público. Na semana em que se anunciou o alargamento do Passe Verde aos comboios urbanos, o gabinete de Miguel Pinto Luz reconhece que tem havido “um acréscimo particularmente expressivo nos serviços urbanos e regionais” e que “no eixo de mobilidade Sintra-Azambuja, que integra a ligação Azambuja-Alcântara-Terra, se observam níveis elevados de procura aos sábados, entre as 08.00 e as 18.00, no sentido descendente (Norte-Lisboa), bem como aos domingos durante o período da tarde, no sentido ascendente (Lisboa-Norte)”. A Linha da Azambuja conta com 22 interfaces em toda a sua extensão. Dentro de Lisboa, a ligação referida pelo Governo compreende as estações e apeadeiros do Oriente, Braço de Prata, Marvila, Roma-Areeiro, Entrecampos, Sete Rios, Campolide e Alcântara-Terra. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades
Onde vivem os urbanos mais insatisfeitos do país? Na Área Metropolitana de Lisboa, mostra barómetro

Onde vivem os urbanos mais insatisfeitos do país? Na Área Metropolitana de Lisboa, mostra barómetro

A expressão "urbano-depressivo" pode ter caído em desuso, mas eles continuam por aí. O Barómetro das Cidades, cujos resultados foram divulgados na terça-feira, 29 de Setembro, pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), mostra como, em Portugal, perto de 70% dos cidadãos inquiridos estão satisfeitos com a cidade onde vivem, mas também como esse valor está abaixo da média da União Europeia – e como a Área Metropolitana de Lisboa - AML está no fim da lista. Na AML, que inclui 18 municípios (Lisboa, Almada, Amadora, Cascais e Sintra são alguns), 58% dos residentes estão satisfeitos. Os principais pontos negativos identificados são a habitação e a mobilidade (tal como na Área Metropolitana do Porto), sendo o pouco tempo livre um factor também sublinhado. No plano dos serviços e equipamentos, destacam-se, como motivos de queixa, as áreas da saúde especializada e de emergência, ensino superior e espaços culturais. Quanto ao ambiente urbano, a principal razão de insatisfação é o congestionamento do tráfego. A fiabilidade/pontualidade dos transportes públicos é, por outro lado, o ponto mais fraco deste sistema de mobilidade.  As conclusões partem de um inquérito a 1247 cidadãos, feito entre 10 de Março e 24 de Maio pela empresa DOMP para a Fundação. Apesar de 70% dos inquiridos terem expressado satisfação em relação às cidades onde vivem, noutras cidades europeias a percentagem é de 86%, de acordo com o inquérito Qualidade de Vida nas Cidades Europeias, da Comissão Europeia. Em
Quer cuidar de um canteiro ou jardim? Arroios disponibiliza 44 pontos verdes aos cidadãos

Quer cuidar de um canteiro ou jardim? Arroios disponibiliza 44 pontos verdes aos cidadãos

Da Praça José Fontana à Rua da Bombarda, passando pelo Jardim Constantino ou pelo Campo Mártires da Pátria, a Junta de Freguesia de Arroios sinalizou 44 espaços verdes, de canteiros a jardins, dos quais os cidadãos poderão cuidar. As candidaturas abrem esta quinta-feira, dia 1 de Outubro, e, para já, há 12 espaços disponíveis, como mostra este mapa.  De acordo com a iniciativa, "um canteiro, uma caldeira ou um pequeno espaço verde perto de casa, do trabalho ou da escola pode tornar-se num lugar mais próximo da comunidade, fomentando o contacto das pessoas com a natureza", informa a Junta. De uma forma geral, "quem recebe um espaço compromete-se a cuidar dele regularmente, mantê-lo limpo, seguro e em boas condições, e a utilizar a água de forma responsável", sendo que, não existindo uma tomada de água pública no local, "a rega deve ser assegurada pela pessoa utilizadora". O objectivo é, ainda, praticar uma "jardinagem responsável", sem recurso a "pesticidas nem herbicidas químicos, com espécies adequadas ao clima de Lisboa e apoio técnico da Junta de Freguesia".  Podem candidatar-se todos os cidadãos maiores de idade que residam, estejam recenseados, trabalhem ou estudem na freguesia, mas também a associações, cooperativas, fundações, instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e outras entidades da economia social com fins de interesse público, ambiental, social, educativo ou comunitário. Uma vez definido o cuidador, o mesmo tem dez dias úteis para iniciar o seu
Com passadiço e subida às torres sineiras, igreja de Alfama abre-se ao turismo

Com passadiço e subida às torres sineiras, igreja de Alfama abre-se ao turismo

A Igreja de São Miguel, no coração de Alfama, em Lisboa, vai passar a abrir todos os dias, entre as 10.00 e as 18.00, com duas novas experiências turísticas e culturais: os visitantes poderão subir às torres sineiras e atravessar a cobertura através de um passadiço "com vista panorâmica sobre o bairro de Alfama, o rio Tejo e outras atracções da cidade", pode ler-se no comunicado enviado às redacções. A experiência envolve o próprio acesso à igreja, às torres sineiras, ao passadiço e ao coro alto da igreja, "assim como a conteúdos interpretativos sobre o templo", pelo valor de 4 euros. A organização está a cargo da empresa Wonderful Day, que prevê entregar a cada visitante "uma pulseira de São Miguel". O objecto, define o administrador da empresa, Luís Aguiar Campos, "representa um amuleto da sorte, fé e protecção para os viajantes".      DRVista sobre Alfama A igreja foi construída como uma pequena ermida em 1150 e reconstruída entre 1673-1720. No seu interior, sobressaem a riqueza decorativa da talha dourada e as telas do século XVII, atribuídas ao pintor Bento Coelho da Silveira. Outras igrejas de Lisboa, como a da Graça ou a do Castelo, aderiram também a programas turísticos e culturais, através de serviços de outsourcing. A Igreja do Castelo, por exemplo, lançou recentemente um concurso que "que desafia os participantes a tocar um dos sinos do século XVIII, da época da Revolução Francesa", o Bell Challenge. "Através de um sensor de força, cada toque é medido em decib
Aloma volta a ganhar título de melhor pastel de nata

Aloma volta a ganhar título de melhor pastel de nata

A pastelaria Aloma, cuja primeira loja foi fundada numa esquina de Campo de Ourique em 1943, arrecadou pela terceira vez consecutiva o título "O Melhor Pastel de Nata de Lisboa", somando agora seis distinções no mesmo concurso. A final decorreu esta segunda-feira, no Congresso de Cozinha, nos Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras. Em segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, os pastéis de nata das pastelarias 7 Desejos, na Ericeira, e Casa do Padeiro, na Pontinha. O júri, presidido pelo gastrónomo Virgílio Gomes e composto por Lara Figueiredo (chef pasteleira do MACAM Hotel), Filipe Manhita (chef pasteleiro da Fortaleza do Guincho), Joana Barrios (apresentadora do 24 Kitchen e autora), Teresa Vivas (gastrónoma), Manuela Brandão (chef do Pap’Açorda) e Diogo Pimenta (criador de conteúdos), avaliou, em provas cegas, pontos como o aspecto, o toque da massa, o sabor e a consistência da massa, o recheio e o sabor global.  A final, aberta ao público, contou com a presença, ainda, de outros finalistas: a Casa Negrito (Vila Nogueira de Azeitão), a Castro - Atelier de Pastéis de Nata (Lisboa), a Confeitaria Glória (Amadora), a Nat'elier (Lisboa), O Pãozinho das Marias (Ericeira), a Panicoelho (Rio de Mouro), a Pastelaria Taigui (Lisboa), a Pastelaria Tinoco (Linda-a-Velha) e a Pastelaria Viriato (Odivelas).    O concurso O Melhor Pastel de Nata, dirigido apenas a estabelecimentos com fabrico próprio na Área Metropolitana de Lisboa, teve a sua primeira edição em 2009 e é
Passe Verde passa a ser válido nos comboios urbanos de Lisboa e Porto

Passe Verde passa a ser válido nos comboios urbanos de Lisboa e Porto

Urbanos, Regionais, InterRegionais e Intercidades. São estes os tipos de comboio abrangidos, desde 27 de Setembro e a nível nacional, pelo Passe Ferroviário Verde, ficando de fora o serviço Alfa Pendular.  Na prática, a mudança é o alargamento do passe aos comboios Urbanos de Lisboa e Porto, que antes não faziam parte do modelo. Assim, "nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, os passageiros que se desloquem exclusivamente de comboio podem usar apenas o Passe Ferroviário Verde em vez do passe intermodal Navegante (Lisboa) ou Andante (Porto), o que representa uma redução do custo mensal para metade", pode ler-se na nota do Ministério das Infraestruturas e Habitação. Nas deslocações em localidades exteriores à Área Metropolitana do Porto "as poupanças podem ser mais significativas", sublinham. O Passe Ferroviário Verde, lançado em 2024, tem o custo de 20 euros e é valido por 30 dias, tendo começado por ser válido nos comboios Regionais, InterRegionais e Intercidades (neste último caso, em segunda classe, com reserva de lugar nas 24 horas anteriores e sob o limite de duas viagens diárias). Além da versão para 30 dias, o passe também pode ser adquirido por períodos de 60 ou 90 dias, por 40 euros e 60 euros, respectivamente. De acordo com o ministério, "foram vendidos 1 milhão e 400 mil passes" desde o seu lançamento, em 2024. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn  
Do futebol feminino às cavalhadas, a Charneca conta a sua história

Do futebol feminino às cavalhadas, a Charneca conta a sua história

Na praça junto à igreja, vêem-se casamentos, as festas de São Bartolomeu, bilhetes de cinema, equipas femininas de futebol, churrascos, uma mulher sentada junto à fonte, a notícia da construção da sede da banda. Nos anos 60 a 80, quando ainda era freguesia (hoje pertence a Santa Clara), a Charneca era um lugar cheio de vida. É isso que mostra a selecção de fotografias e outros documentos (no total, foram recolhidos mais de 500 junto de antigos e actuais moradores, juntando-se aos cerca de 40 que já existiam no Arquivo Municipal de Lisboa) dispostos em mupis em frente à Igreja de São Bartolomeu, até 1 de Novembro.  "Tudo o que nos contavam sobre a Charneca não correspondia à realidade que vemos hoje", conta Filipa Ferreira, do Arquivo Municipal de Lisboa (AML), que há quatro anos iniciou o processo de pesquisa e recolha documental sobre esta zona esquecida, no limite Norte de Lisboa. "Quando falamos de Charneca, as pessoas perguntam: 'Qual Charneca? A da Caparica?'" Era preciso reconstituir pelo menos uma parte da história do lugar, que começou a transformar-se profundamente a partir do início da década de 70, com a chegada de "muita gente vinda do Norte" e com a construção de habitação onde antes existiam mais de uma dezena de quintas, vinhas, vacarias e terrenos de onde se extraía areia.  Fotografia cedida por Maria Gonçalves da Costa ao AMLEquipa de Futebol Feminino do Clube Desportivo da Charneca no campo do Chão de Loureiro, 1962 Franklin Veríssimo e José Luís da Silva
Em Alvalade, 30 mil mosquitos vão ser libertados numa experiência inédita

Em Alvalade, 30 mil mosquitos vão ser libertados numa experiência inédita

Esta quinta-feira, 24 de Setembro, 30 mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados na freguesia lisboeta de Alvalade. É a primeira fase de um projecto experimental de saúde pública, cujo objectivo é reduzir a população do mosquito-tigre-asiático em Lisboa, noticiou a agência Lusa. Anteriormente, no mesmo projecto, já haviam sido libertados 60 mil mosquitos da mesma espécie, no mesmo local. Por serem machos, estes insectos não picam. A esperança é, sim, de que os mosquitos estéreis contribuam para diminuir a reprodução da espécie. "Quando os libertamos no espaço onde existia população deste mosquito, eles, no fundo, vão competir com os mosquitos machos que já existem no local, os mosquitos selvagens", explicou Afonso Moreira, médico de Saúde Pública da Unidade de Saúde Pública Francisco George, da Unidade Local de Saúde Santa Maria. Nesta primeira fase da experiência, a equipa responsável tentará perceber, sobretudo, o comportamento dos exemplares libertados, como a sua capacidade de dispersão e sobrevivência na área de intervenção. A segunda fase deverá começar em Maio, "caso os resultados da primeira etapa sejam favoráveis". "Nós prevemos que, por volta dessa altura, se tudo correr bem, possamos fazer exactamente esse estudo comparativo em que libertamos mosquitos numa zona e noutra zona controlamos. Depois tentamos perceber se há diferença numa zona semelhante àquela onde estamos", indicou o investigador. A presença do mosquito-tigre-asiático (Aedes albopictus) tem
As Gira têm uma nova app. Será que é desta?

As Gira têm uma nova app. Será que é desta?

A nova aplicação das bicicletas Gira, geridas pela Emel, foi lançada esta terça-feira, dia 15 de Setembro. Aos mais de 40 mil utilizadores basta instalá-la (está na App Store e na Play Store), utilizando-a com as mesmas credenciais. "Esta evolução fornece novas ferramentas de gestão desde as estações até às bicicletas. O objectivo é ter uma experiência renovada e uma operação mais fiável e previsível no dia-a-dia de quem utiliza a Gira", informa a Emel no comunicado enviado para as redacções. Entre as novidades, a empresa garante um "interface mais intuitivo, uma experiência melhorada, uma nova carteira digital e um apoio ao cliente facilitado". Num e-mail enviado aos utilizadores, citado pelo jornal Público, refere-se que também as informações do passe são transferidas automaticamente para a nova aplicação, acontecendo o mesmo aos saldos.  Desde 2023, têm sido relatadas várias falhas na aplicação, muitas das quais relacionadas com a sua lentidão, que não permitia aceder a informação em tempo real, como o número de bicicletas disponíveis numa estação. Chegaram a surgir, inclusive, aplicações alternativas criadas por cidadãos de Lisboa.  O sistema de bicicletas partilhadas conta hoje com mais de 2000 veículos distribuídos por mais de 200 estações. Por dia, realizam-se 9000 viagens com Gira, informa a Emel. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn