Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Uma festa no MAC/CCB, novas exposições pela cidade, cinema, concertos que misturam jazz com hip-hop, uma celebração romena da Primavera e passeios à descoberta das orquídeas no Parque Florestal de Monsanto. Há ainda propostas de música clássica na Igreja da Graça e de jazz no Café Dias, sem esquecer a leitura de textos de Camões por Beatriz Batarda, numa noite de celebração do poeta. Numa semana de sol e fim-de-semana de mudança de hora, a agenda parece ter horas a menos para suportar tudo o que acontece gratuitamente na cidade. E ainda bem.  Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa em Março
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves, Pantónio ou Mário Belém são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis mais de 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

A Primavera está aí, mas a meteorologia continuar a empurrar-nos mais para dentro de museus e galerias do que para parques e jardins ao ar livre. É aproveitar para fazer uma ronda pelas novidades do mundo da arte – a começar pelo primeiro aniversário do MACAM. No sábado e domingo, a entrada no museu é gratuita, há actividades para todas as idades e serão expostos, reunificados, os painéis Alfaiataria Cunha, de Almada Negreiros. Noutros pontos da cidade, há novas exposições para ver no Museu do Tesouro Real e Na Galeria Francisco Fino. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa em Março de 2026  
18 mulheres marcantes da história de Lisboa

18 mulheres marcantes da história de Lisboa

Estamos em 2026 e ainda nenhuma mulher liderou a Câmara Municipal de Lisboa. As decisões continuam a ouvir-se sobretudo de vozes masculinas, os lugares de poder mantêm-se dentro do mesmo género. Se já estivemos muito mais desequilibrados? Claro. Se é preciso ir muito mais longe? Bingo! As figuras que aqui elencamos são, por isso, mulheres que não devemos perder de vista ou de memória. Muitas desafiaram o regime opressivo, foram presas ou tiveram de fugir. Algumas instauraram na cidade um novo ritmo ou destacaram-se pelo "simples" facto de serem mulheres a falar alto num universo de homens. São mulheres das artes à ciência, da política e das tabernas. Recomendado: Roteiro pelas estátuas de mulheres em Lisboa  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Estar longe de ecrãs e das respostas imediatas de motores de busca é um exercício que talvez tenhamos de praticar com mais frequência, em defesa dos nossos pequenos cérebros. E é preciso muito esforço? Talvez seja suficiente relembrar os clássicos da infância (seja a nossa ou a dos nossos pais), viajando por jogos como o Galo, a Forca (ou o Enforcado), o STOP ou a Batalha Naval. O mais impressionante é que pode passar horas a divertir-se apenas com um pedaço de papel e uma caneta. Nervoso? Vá preparando a cultura geral e a agilidade de pensamento, que os adversários já estão à espera. Temos 12 ideias de jogos com papel e caneta para experimentar. Recomendado: Escape rooms em Lisboa e Cascais. Acha que consegue escapar?
Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

É uma sobremesa típica em França e na Bélgica nesta altura do ano e, na sua versão mais tradicional, tem uma aparência rústica, semelhante a um tronco de madeira. Se é hábito da quadra as famílias reunirem-se à volta da mesa a comer bacalhau, também se tornou tradição juntarem-se com os doces como pretexto. Por cá, os troncos de Natal já são tradição e perdição para os gulosos do chocolate, fazendo competição com rabanadas, azevias, sonhos, coscorões e bolos-reis. Dos clássicos aos inovadores, dos rústicos aos requintados, eis alguns dos melhores troncos de Natal da cidade. Recomendado: O melhor do Natal em Lisboa
Onde comprar panettone em Lisboa

Onde comprar panettone em Lisboa

A massa mais leve e elástica do que a do bolo-rei ou bolo-rainha tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos em Portugal. O "pão doce" italiano começou a aparecer nas nossas mesas da Consoada e de lá não saiu, evidência da globalização mas também da nossa tendência para abraçar o novo e da vontade de remexer um pouco as tradições. Das versões clássicas com passas às mais pornográficas, com recheios de chocolate e quejandos, apresentamos-lhe versões de casas italianas e portuguesas, de pastelarias, mercearia e chefs de hotel. Na Grande Lisboa, não vai ficar de certeza sem um bom panettone para reinar, feito coroa, na mesa. O difícil pode ser escolher. Recomendado: Os doces de Natal que vai querer ter na mesa  
Os melhores presentes de Natal solidários

Os melhores presentes de Natal solidários

Para evitar que o verdadeiro espírito de Natal se perca no vai-vem das compras, da escolha do melhor peru ou dos últimos preparativos da decoração, que tal pensar em presentes duplamente especiais? Foi por isso que juntámos numa única lista uma dezena de sugestões de presentes de Natal solidários, verdadeiros dois em um que dão mais significado a esta quadra. Ao mesmo tempo que oferece algo a alguém de quem gosta, está também a contribuir para uma causa nobre. Espreite as nossas ideias e dê outro sentido ao Natal. Recomendado: As novidades portuguesas que vai querer oferecer este Natal

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Casa Palestina

Casa Palestina

É a primeira casa cultural palestiniana do país e afirma-se como um lugar de comunidade, afirmação, resistência e expressão artística. Fundada por mulheres palestinianas em colaboração com mulheres portuguesas, a Casa Palestina tem uma programação regular, com música, cinema, oficinas ou comida. Ponto de encontro entre a Palestina e Portugal, é um lugar de criação artística e reflexão crítica, onde também se pode ler um livro na pequena biblioteca ou visitar a loja de produtos palestinos. Aberta em 2026, num momento de particular severidade da violência que há anos assola aquele território, a casa surgiu como um acto de afirmação, mas também de cura.
(Still) Waiting for Godot

(Still) Waiting for Godot

À espera de Godot passou de peça de teatro a expressão do quotidiano, por obra e magia do irlandês Samuel Beckett. O artista Daniel Blaufuks pega no clássico para nos fazer reflectir sobre a experiência da espera como condição do nosso tempo. A partir de uma constelação de várias imagens fotográficas, podemos sentir a suspensão do tempo no ser humano, na paisagem, nos gestos e fragmentos da vida de todos os dias. Uma vez juntas, as peças do puzzle tornam-se um retrato do presente, na linha habitual de Blaufuks, em que cada dia, cada momento, serve para construir um tempo histórico.
ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

"Um amigo meu, que é dono de um café, falou-me de uma obra que encontrou abandonada na rua, ali perto. Ligou-me logo porque me queria mostrar, perguntar se eu via nela algum valor”, enquadra Nuno Aníbal Figueiredo, curador da exposição "ID | Quando a identidade (não) é só um rosto", onde figura a peça de autoria desconhecida. A acompanhá-la estão obras de Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino (artistas com e sem diagnóstico psiquiátrico). Algumas estiveram anteriormente expostas, outras foram feitas de propósito para a mostra que ocupa o Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos e que nos quer levar a pensar sobre identidade, olhar clínico e criação artística. Para isso, vai-se também ao conceito freudiano de "id", "a instância primitiva e pulsional da psique humana, actuante como força motriz da personalidade, lugar onde habitam os desejos não nomeados, os impulsos incontroláveis, as imagens mais cruas do inconsciente”, como explica o responsável da associação P28.
7.ª Masterclass Narrativa

7.ª Masterclass Narrativa

Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa e daí resultaram perspectivas sobreassuntos como o território, o luto, a memória, o isolamento, a devoção ou a transformação. Do pinhal da Beira Baixa às pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo, a exposição convida a atravessar diferentes espaços aos quais não podemos ser indiferentes. A masterclass é a génese do projecto Narrativa, promovendo um espaço de construção e de divulgação de novos autores.
Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Neste ciclo de cinema organizado pela Universidade Nova de Lisboa e acolhido pelo espaço Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro, propõe-se um espaço de reflexão pública sobre os desafios contemporâneos associados ao mundo do trabalho e ao seu impacto na saúde mental. Ao pensamento e à discussão ajudam quatro filmes seguidos de debates com convidados de diferentes áreas. Como em Março se assinala o Mês da Mulher, o ciclo também fará um enquadramento às questões de género, bem como às condições materiais e afectivas que atravessam a vida profissional e pessoal, em particular a partir de perspectivas femininas.
Dois Temas – Um Olhar

Dois Temas – Um Olhar

Profissões e mercados de Lisboa, entre 1975 e 1980. Assim se resume o foco de atenção do fotojornalista Fernando Negreira, que tem agora esta exposição no Mercado da Ribeira, organizada pela associação CC11. As imagens vêm de um "deambular pela cidade enquanto fazia tempo para executar os trabalhos agendados pela redacção ao longo de cada dia" e hoje mostram a evolução social em Lisboa. De lavadeiras a moços de frete, eis uma Lisboa que já não existe.
Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Comissariada pelo designer Jorge Silva e pelo director do Museu Bordalo Pinheiro, João Alpuim Botelho, a exposição "Toma! 150 anos de Zés Povinhos" acompanha o percurso de uma das figuras mais conhecidas do artista português, Zé Povinho, criada a 12 de Junho de 1875 nas páginas centrais do jornal A Lanterna Mágica. Mais de 150 anos depois, "o Zé continua tão presente no nosso quotidiano", "ganhando um lugar no nosso imaginário como símbolo do povo português". Ao longo do tempo, foi também apropriado por caricaturistas, profissionais do teatro, ceramistas e publicitários. Chegou, ainda, a ser mascote da selecção nacional de futebol. No mesmo espaço, está a nova exposição de longa duração, disposta por sete salas.
A Prova do Tempo

A Prova do Tempo

Uma nasceu nos anos 60, outra nos anos 90. Juntam-se, assim, duas gerações e duas perspectivas sobre os lados pagão e religioso, da tauromaquia às procissões. Mas com muitos pontos em comum. Em "A Prova do Tempo", as fotógrafas Inês Gonçalves e Ana Paganini mostram "surpreendentes afinidades temáticas, formais e simbólicas", como o facto de terem retratado, ambas aos 30 anos, diferentes protagonistas da festa brava, de toureiros a forcados. A acompanhar os trabalhos, no espaço Le Mur, na mesma galeria, está a instalação de Sebastião Castelo Lopes, "O som de fazer o último poema".
Portal do Retorno

Portal do Retorno

Criadas no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, as 30 obras em papel e cartão pintadas por Dino D'Santiago a tinta-da-China inspiram-se na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, fazendo questionar "de que serve a independência sem memória". O contraste com as cores vivas acentuam o conceito de “pessoa de cor”, sublinhando “as vidas que foram – e continuam a ser – interrompidas pelo preconceito”, na visão do artista. A exposição propõe assim um "movimento inverso", assumindo-se como "um acto de desobediência à cronologia da dor". “De que serve a soberania se o espírito permanece exilado?”, pergunta ainda o autor.
Ensinamentos para Senhoritas

Ensinamentos para Senhoritas

Sara Maia, artista residente na Ilha das Flores, apresenta em Lisboa um conjunto de obras que partem do livro de Luísa Costa Gomes, Visitar Amigos e Outros Contos. O título da exposição, "Ensinamento para Senhoritas", é também o título de uma das obras inéditas que a integra e sugere uma "revisitação do passado bafiento e de um lugar a que, durante séculos, as mulheres estiveram votadas: o do que é doméstico e encerrado no lar", destaca a curadora, Helena Mendes Pereira. A maioria das obras é inédita e conta muito sobre "a robustez plástica de uma artista que escolheu as margens das imagens e a ausência de limites formais do papel para se fazer ouvir”.
PicNic

PicNic

Nuno Andrade é o vencedor da primeira edição do Prémio Narrativa – Fujifilm (que distingue a fotografia portuguesa contemporânea). Com "PicNic", mostra-nos um território de limbo no Seixal, a Ponta dos Corvos (também conhecida como a Praia dos Tesos) e as comunidades que o compõem numa vivência fora da rota. Nele vivem "comunidades que, frequentemente, são retratadas sob o signo da carência, exclusão ou marginalização" mas que aqui surgem como uma janela de liberdade e um contraponto a uma Grande Lisboa em permanente mudança. Assim, o fotógrafo "transforma um território periférico, aparentemente marginal, num espaço de revelação e pertença", escreve a galeria Narrativa, que acolhe a exposição.
40 Anos de Fotojornalismo – Prémios Gazeta

40 Anos de Fotojornalismo – Prémios Gazeta

O melhor do fotojornalismo português pode ser visto nesta celebração dos 40 anos dos Prémios Gazeta Fotografia. A exposição reúne todos os trabalhos vencedores na categoria de Fotografia e é um registo único da evolução do fotojornalismo português desde 1984 até hoje. Entre as imagens estarão momentos marcantes como os trágicos incêndios de Pedrógão Grande, fotografados por Adriano Miranda em 2017 e que resultaram em 66 mortos e 253 feridos, além da destruição de várias habitações e de muito património natural; a queda da ditadura, simbolizada pela célebre fotografia de Eduardo Gageiro do retrato de Salazar sendo retirado da sede da PIDE/DGS, em 1974; o incêndio no Festival Andanças, captado por Enric Vives-Rubio em 2016; ou os primeiros dias de guerra na Ucrânia, acompanhados por João Porfírio, em 2022.    

News (807)

Escadas da Baixa-Chiado vão ser novamente reparadas. Só depois vem o piquete de assistência

Escadas da Baixa-Chiado vão ser novamente reparadas. Só depois vem o piquete de assistência

O novo modelo operacional anunciado em Dezembro pela empresa Metropolitano de Lisboa ainda não começou a ser testado. A empresa divulgou na altura que iria assinar um contrato de "assistência técnica para manutenção completa e piquete de assistência às escadas mecânicas e elevadores das estações Baixa-Chiado e Aeroporto, abrangendo 22 escadas mecânicas e seis elevadores", com vista a "garantir a fiabilidade" dos equipamentos e a "melhorar os tempos de resposta às ocorrências". Ao longo do mês de Março, no entanto, a Time Out verificou que as duas primeiras escadas mecânicas da estação Baixa-Chiado (sentidos descendente e ascendente, na direcção do Largo de Camões) têm estado avariadas (episódio não raro nesta estação), sem a presença de equipas no local. Questionada, a empresa Metropolitano de Lisboa explica que o contrato com a empresa de assistência (a Kone Portugal) foi assinado a 19 de Março. O próximo passo será reparar as escadas e, cerca de três meses depois (ou seja, não antes do final de Junho), a equipa de assistência deverá ir para o terreno. "O contrato em apreço foi já objecto de consignação no passado dia 19 de Março, encontrando-se, neste momento, reunidas as condições para o arranque dos trabalhos", começa por enquadrar a empresa, numa resposta por escrito à Time Out, para de seguida explicar que "a implementação deste novo modelo será desenvolvida em duas fases". "Numa primeira fase, com a duração prevista de 13 semanas, serão realizadas intervenções nas esta
Estúdio onde foram fotografados Natália Correia ou António Costa vai fechar aos 74 anos

Estúdio onde foram fotografados Natália Correia ou António Costa vai fechar aos 74 anos

"Aos meus clientes e amigos, é com muita tristeza que passo a dar esta informação: a Loja com História vai deixar de fazer parte da história de Lisboa." Assim começou por anunciar Adriano Filipe, nas redes sociais, o fecho da Fotografia Triunfo, loja fundada em 1952, onde trabalha desde os 12 anos e que gere há cerca de 40. Podemos sempre corrigi-lo, alegando que o estúdio de fotografia por onde passaram figuras como a poeta Natália Correia, o ex-primeiro ministro António Costa, o escritor Mia Couto, o ex-deputado João Semedo ou o actor Henrique Santana será sempre parte da história da cidade. Mas não viverá de novos capítulos, uma vez que Adriano Filipe apronta-se para encerrá-la de modo definitivo. "Fico até ao final de Abril, mas na última semana já vou estar de portas fechadas, a arrumar e a organizar tudo", conta à Time Out. O fecho prende-se com a pressão, "já há algum tempo", por parte do senhorio para que o fotógrafo abandone o espaço. Proprietário de todo o número 69 da Rua do Poço dos Negros, consta que se desfez dos andares superiores "e agora também quer fazer negócio" com o rés-do-chão. O mesmo foi acontecendo, nos últimos anos, a vários prédios vizinhos, de onde desapareceram lojas de electrodomésticos ou mercearias, para dar lugar a "espaços de comida e bebida modernos", sobretudo. "Moradores antigos já há muito poucos", atesta Adriano Filipe, que pelo Natal até colocou os retratos de alguns deles nas montras, com o intuito de gerar conversa na vizinhança. "Alg
“Colecção inacreditável” de Nuno Markl vai ter espécie de mini-museu em Benfica

“Colecção inacreditável” de Nuno Markl vai ter espécie de mini-museu em Benfica

Acumulador ou coleccionador, dependendo da perspectiva, Nuno Markl tornou há muito tempo público o facto de ter um interesse especial por objectos inusitados, coisas de geek e preciosidades da vida. Agora que está a tentar reorganizar a casa, as "tralhas" do humorista serão transportadas para o Cine-Teatro Turim, numa parceria com a Junta de Freguesia de Benfica. O espaço estará aberto ao público, provavelmente a partir de Setembro, e as visitas serão gratuitas. A nova "Cave do Markl" terá "nostalgia, curiosidades e provavelmente objectos cuja utilidade ninguém consegue explicar, mas que todos vão adorar ver", escreveu Ricardo Marques, presidente da Junta, nas redes sociais. "Cheguei à conclusão que tenho demasiadas coisas em casa. Continuo a adorar estas coisas nerds e as figuras que me rodeiam, mas chegou a uma altura da minha vida que a minha mente precisa de descansar e eu preciso de espaço em casa para a cadeira de rodas circular ou mesmo para eu poder andar sem receio de cair", explicou o humorista, que recentemente sofreu um AVC, no sábado, 21 de Março, na rubrica O Homem que Mordeu o Cão, da Rádio Comercial. Não querendo deitar tudo ao lixo, o radialista conta que telefonou ao presidente da Junta de Benfica, com a ideia de criar uma zona que fosse "a cave do Markl". "Muitas vezes as pessoas dizem que adorariam ver as coisas que tenho na cave. Tenho uma colecção inacreditável de coisas", referiu. A passagem das "tralhas" de Markl para o Cine-Teatro Turim não é a primei
'Marilyn', de Andy Warhol, está viva por umas horas neste altar profano da Gare do Oriente

'Marilyn', de Andy Warhol, está viva por umas horas neste altar profano da Gare do Oriente

Subidas as escadas rolantes da Gare do Oriente, vê-se um stand de promoção a uma conhecida marca de iogurtes. Do outro lado, está Thomas Hirschhorn, em velocidade furiosa, a montar um altar precário, cheio de mensagens e fotografias coladas em cartões, peluches de ovelhas, macacos e outros animais, oferendas de laranjas e maçãs, incenso e jarras com flores. "O que é isto?", pergunta uma transeunte. É a pergunta certa. "Isto" é um dos altares do artista suíço de 68 anos, radicado em Paris, desta vez dedicado a um dos artistas que mais o influenciou: o rei da pop art, Andy Warhol. Mas é também um sublinhar do ícone Marilyn Monroe, a partir da obra original criada em 1986 por Warhol, que viajou de Cáceres até Lisboa, para ocupar o centro do altar. "Faz lembrar o passado, as festas que se faziam. Era tão saudável e bonito. Hoje as pessoas estão muito egoístas, não querem saber umas das horas", continua a transeunte, como que numa resposta a si própria. É este acto de questionamento, de confronto com quem passa, que procura Thomas Hirschhorn com as suas instalações cacofónicas no espaço público. Ao mesmo tempo, também procura chamar a atenção para a forma como podemos mudar o curso dos dias e o espaço, para a efemeridade e para o carácter aleatório dos acontecimentos. "Escolho locais que não estejam no centro ou em pontos estratégicos de uma cidade, apenas qualquer lugar. Da mesma forma que as pessoas podem morrer em qualquer lugar. A maioria das pessoas não morre no meio de uma p
MAC/CCB vai ter dois dias de festa com entrada livre

MAC/CCB vai ter dois dias de festa com entrada livre

Nos dias 27 e 28 de Março, sexta-feira e sábado, a entrada é livre no MAC/CCB, que conta com uma programação especial para assinalar o fim das exposições "Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa" e "Lugar de estar: o legado Burle Marx". Os Dias de Festa abrem com a performance Alarve, de João dos Santos Martins, às 18.00 (a entrada é livre no museu a partir desta hora), o único evento do dia, para prosseguirem no sábado, a partir das 14.30, com concertos, o lançamento do catálogo de "Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa" e oficinas. Durante a tarde de sábado, entre as 14.30 e as 19.00, a Sala Lúdica (piso -1) acolhe os mais novos para mostrar como o jogo se pode tornar um "caminho para descobrir o museu". Às 15.00 lança-se o catálogo Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa e às 16.00 começam os concertos com a curadoria da Filho Único: Vasco Alves e as Rochas da Ajuda, sara, Amuleto Apotropaico, Sheila Ramirez, Vaiapraia e Inês Tartaruga Água. A festa encerra com a reposição da performance Alarve, às 18.00, e com um brinde, às 19.00. Tiago Fezas VitalExposição "Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa" 🎭 Mais cultura: arte, livros, música, teatro e dança em Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Lisboa vai testar sistema de alerta de tsunami fazendo soar sirenes na Baixa e em Alcântara

Lisboa vai testar sistema de alerta de tsunami fazendo soar sirenes na Baixa e em Alcântara

Lisboa vai pôr à prova o sistema de alerta de tsunami na próxima terça-feira, dia 24 de Março, entre as 10.30 e as 12.00. As sirenes instaladas na Praça do Império, na Ribeira das Naus, no Passeio Carlos do Carmo e na Doca de Alcântara vão, assim, soar em diferentes momentos, com uma duração de 20 a 30 minutos. Também serão testadas as rotas de encaminhamento até aos pontos de encontro e a prontidão da resposta preparada, comunica a Câmara Municipal de Lisboa (CML).  A autarquia informa, ainda, que as sirenes de Alcântara foram recentemente instaladas, sendo que o objectivo do executivo é ter dez sirenes em funcionamento em toda a frente ribeirinha até ao final do mandato.  Perante a situação de um abalo sísmico, os cidadãos devem seguir a sinaléctica instalada, dirigindo-se para os pontos de encontro marcados na cidade. Não existindo sinais na zona onde estão, "devem afastar-se o mais possível da zona ribeirinha" e "procurar um local mais alto e seguro”, refere o director dos Serviços Municipais de Protecção Civil, André Fernandes. Sobre a iniciativa da próxima terça, o presidente da CML, Carlos Moedas, afirma que “exercícios como o LisbonWave26 são essenciais para reforçar a cultura de prevenção e de segurança face a esses riscos, contribuindo de forma decisiva para que a população disponha de toda informação e esteja preparada para situações de emergência com as quais poderá vir a ser confrontada no futuro”. 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lis
Do alecrim ao medronheiro, Parque Ribeirinho do Oriente tem mais 1700 arbustos

Do alecrim ao medronheiro, Parque Ribeirinho do Oriente tem mais 1700 arbustos

Foram plantados 1700 arbustos no Parque Ribeirinho Oriente, em Marvila, ampliando a mancha verde e a bioversidade do espaço. Os recém-chegados são de seis espécies: alecrim, madressilva, murta, teucrium, medronheiro e crataegus monogyna, informa a Câmara Municipal de Lisboa, através das redes sociais. Desde o início deste ano, foram plantados 6500 arbustos e 37 árvores no parque junto ao empreendimento imobiliário Prata Riverside Village, desenhado pelo arquitecto Renzo Piano, na zona do Braço de Prata, e cuja primeira fase foi inaugurada em 2020 (a segunda será na Matinha, onde se vai erguer um segundo complexo habitacional, de perto de 2000 fogos).  DRParque Ribeirinho do Oriente Para criar o parque, nesse ano, foram plantadas 360 árvores, tendo sido a vegetação escolhida um dos grandes centros do projecto de espaço público. “O nosso projecto teve uma parte muito forte de apoio na selecção da vegetação. Tivemos um especialista em geobotânica que estudou toda esta área e o que seria a vegetação natural. Se não fosse a cidade e se fosse o campo, estas seriam as espécies que naturalmente surgiriam aqui”, explicou na altura à Time Out a arquitecta Catarina Assis Pacheco, do atelier responsável, o f/c. 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Dez nomes do teatro português entram no Passeio da Fama da Praça da Alegria

Dez nomes do teatro português entram no Passeio da Fama da Praça da Alegria

Inscrever nomes no chamado Passeio da Fama da Praça da Alegria é, desde 2019, uma tradição associada ao Dia Mundial do Teatro. E este ano não foge à regra. No próximo dia 27 de Março, juntam-se a personalidades como Ary dos Santos ou Alexandra Lencastre os actores Ricardo Carriço, Paulo Vasco, Miguel Dias, Maria João Luís, Noémia Costa, Maria Emília Correia, Manuela Couto e Melânia Gomes, o produtor Vasco Morgado Jr. e o actor e fadista Vasco Rafael. A Junta de Freguesia de Santo António, responsável pela iniciativa, convida os lisboetas a brindarem ao teatro na homenagem às dez personalidades, a partir das 15.00. “O Passeio da Fama na Praça da Alegria é um espaço de memória, onde celebramos artistas que marcaram gerações e inspiram o público. Queremos continuar a valorizar o teatro e aproximá-lo das pessoas”, declara a presidente da Junta, Filipa Veiga, no comunicado enviado aos jornalistas. 🏃 Mais coisas para fazer: fique a par do melhor da agenda de Lisboa 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Com pequenos-grandes criadores e produtores, faz-se o Mercado da Primavera em Arroios

Com pequenos-grandes criadores e produtores, faz-se o Mercado da Primavera em Arroios

Arroios vai comemorar a entrada na nova estação com o Mercado Comunitário da Primavera, a 21 de Março. O evento terá lugar no Mercado de Arroios e contará com criadores de várias áreas, das artes à agricultura, mas também com projectos de gastronomia e organizações comunitárias. As candidaturas para montar uma banca no mercado estão abertas até dia 16 de Março, não envolvendo custos.  O encontro surge na sequência do Mercado Comunitário de Inverno, que aconteceu a 20 de Dezembro, funcionando como "um teste" de dinamização do mercado pela Junta de Freguesia. A edição contou com mais de 80 inscrições para bancas, "num gesto de clara aceitação da comunidade da freguesia”, descreveu a organização ao Observador. Rua Ângela Pinto, 40 (Arroios). 21 Mar, Sáb 10.00-18.00. Entrada livre 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Palácio Nacional de Sintra vai abrir à noite para ajudar a reflorestar a serra

Palácio Nacional de Sintra vai abrir à noite para ajudar a reflorestar a serra

É uma comemoração do Dia Mundial da Árvore, que envolve música e iluminação especial, mas também um acto de cuidado pela floresta. A 21 de Março, o Palácio Nacional de Sintra abre a porta a visitas durante a noite (entre as 19.00 e as 23.00, sendo a última entrada às 22.00) e cada pessoa é convidada a contribuir para a reflorestação da Serra de Sintra, que perdeu mais de 250 mil árvores durante as intempéries que este Inverno assolaram o país. A entrada "far-se-á através da compra de uma árvore, no valor de dois euros", sendo todas elas de espécies autóctones e compradas a produtores locais, informa a Parques de Sintra. Depois de disponibilizadas no Terreiro do Palácio, os exemplares são colocados "na escadaria, num sinal visível de compromisso colectivo com o futuro do território que a todos pertence". Numa fase posterior, serão replantados pela Parques de Sintra, "contribuindo para a sua regeneração e para aumentar a sua resiliência às alterações climáticas".  Nessa noite, o palácio estará iluminado por velas e o percurso será acompanhado por "apontamentos musicais". Largo Rainha D. Amélia (Sintra). 21 Mar, Sáb 19.00-23.00. 2€ 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn  
Câmara de Lisboa compromete-se a criar mais oito quilómetros de ciclovias até ao final de 2027

Câmara de Lisboa compromete-se a criar mais oito quilómetros de ciclovias até ao final de 2027

Mais oito quilómetros de ciclovias, sobretudo na faixa ribeirinha, vão juntar-se à rede lisboeta até ao final do próximo ano, compromete-se a Câmara Municipal de Lisboa (CML) no âmbito do novo contrato a ser celebrado com a EMEL para a execução de ciclovias, noticiou o jornal Público. A par da construção, serão também projectados mais 23 quilómetros de ciclovias, entre elas o polémico caso da Avenida de Berna (de onde foi parcialmente retirada a ciclovia, em 2023) e a Avenida da Índia, onde se registaram vítimas mortais que se deslocavam em bicicleta e que consiste num dos principais pontos de reivindicação de condições mais seguras para os ciclistas. Dos cerca de oito novos quilómetros cicláveis que a cidade vai ganhar, 3,3 dizem respeito a intervenções no âmbito do projecto Bici-Escolas, desenvolvido em parceria com a Bloomberg Philanthropies e a Global Designing Cities Initiative, dá conta o mesmo jornal. Em 2026, a restante extensão vai dividir-se entre o Viaduto de Pedrouços (1,2 quilómetros), o Parque das Nações (942 metros entre o Passeio Heróis do Mar, a Rua Príncipe do Mónaco, a Alameda dos Oceanos e a Rua Che He, e 900 metros na Avenida Fernando Pessoa), a Calçada de Carriche (620 metros) e a Rotunda do Relógio (160 metros). No ano seguinte, deverão ser criadas uma via de 800 metros no Viaduto de Alcântara e uma ligação de 400 metros entre o Campo Grande e Calvanas (na mesma zona está ainda prevista “a demolição da ciclovia do Campo Grande”). Em projecto, sem data P
As mulheres do Bairro do Rego foram ao estúdio fotografar-se e o resultado vai estar em exposição

As mulheres do Bairro do Rego foram ao estúdio fotografar-se e o resultado vai estar em exposição

Luzes montadas e cadeiras em posição, talvez o mais importante elemento do Estúdio do Bairro de Nicole Campos Sánchez – que esteve durante cinco dias no Bairro de Santos ao Rego – fosse a porta aberta. "Vinha quem quisesse, quando quisesse. Houve uma senhora que entrou só para saber como era. Depois quis ir ao cabeleireiro, para ser fotografada", conta a artista e mentora do projecto à Time Out. Ao estúdio, montado à antiga mas com uma câmara digital ao centro, acorreram mais de 80 mulheres (o projecto aconteceu no âmbito das comemorações do Dia da Mulher), de diferentes gerações, umas trabalhadoras do bairro, outras residentes desde que era uma zona de barracas, outras ainda recém-instaladas. O resultado é a exposição "O que sempre lá esteve sempre lá estará. As Mulheres do Bairro do Rego", que inaugura na segunda-feira, 9 de Março, às 19.00, no espaço Avenidas (espaço da antiga Biblioteca-Museu República e Resistência).  A ideia de montar um estúdio formal no bairro surgiu como forma de repor um ritual social e cultural que foi, no passado, "vital na vida urbana". "Já não existem assim tantos estúdios de fotografia em Lisboa. Mas, em tempos, eles funcionaram como uma forma de contar também para fora o que acontecia no bairro, na sociedade. Os meus avós, por exemplo, iam ao fotógrafo e depois algumas fotografias ficavam na montra e falava-se disso em casa, de quem estava na montra naquela semana", recorda Nicole Campos Sanchéz. Nicole SanchézAs Mulheres do Bairro do Rego