Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

rute.barbedo@timeout.com

Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

A Primavera pode ser conhecida por deixar os jardins e canteiros da cidade todos floridos, mas o efeito que tem na agenda de exposições não é muito diferente. Este fim-de-semana, há duas razões de peso para rumar a Belém. Uma delas fica no MAC/CCB, que acaba de inaugurar uma exposição antológica de José Pedro Croft. A outra está no MAAT e é o segundo capítulo de um olhar do museu sobre o seu próprio acervo, a Colecção de Arte Fundação EDP. Em Alvalade, arranca mais um Ciclo Narrativa, com uma exposição do mexicano Yael Martínez no espaço da galeria. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Na Graça, a conversa "A política do preço certo" acontece entre a dupla improvável Rui Tavares e Pedro Mafama; em Alvalade, os cartazes do PREC deram azo a uma exposição; e em Belém, José Pedro Croft inaugura uma grande exposição. Depois, há as segundas de fado na Típica, a poesia no Café Dias ou a Feira do Livro Independente na Universidade Nova de Lisboa. Nas artes visuais, destaque para as recém-inauguradas exposições do Arquivo Municipal Fotográfico (Rita Barros, Gérard Castello-Lopes e Georges Dussaud) e da Culturgest, que incide sobre os 50 anos da obra de João Penalva. Rompendo com tudo isto, há uma festa só de Catarinas no Mosteiro de São Vicente de Fora. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa
18 mulheres marcantes da história de Lisboa

18 mulheres marcantes da história de Lisboa

Estamos em 2026 e ainda nenhuma mulher liderou a Câmara Municipal de Lisboa. As decisões continuam a ouvir-se sobretudo de vozes masculinas, os lugares de poder mantêm-se dentro do mesmo género. Se já estivemos muito mais desequilibrados? Claro. Se é preciso ir muito mais longe? Bingo! As figuras que aqui elencamos são, por isso, mulheres que não devemos perder de vista ou de memória. Muitas desafiaram o regime opressivo, foram presas ou tiveram de fugir. Algumas instauraram na cidade um novo ritmo ou destacaram-se pelo "simples" facto de serem mulheres a falar alto num universo de homens. São mulheres das artes à ciência, da política e das tabernas. Recomendado: Roteiro pelas estátuas de mulheres em Lisboa  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Estar longe de ecrãs e das respostas imediatas de motores de busca é um exercício que talvez tenhamos de praticar com mais frequência, em defesa dos nossos pequenos cérebros. E é preciso muito esforço? Talvez seja suficiente relembrar os clássicos da infância (seja a nossa ou a dos nossos pais), viajando por jogos como o Galo, a Forca (ou o Enforcado), o STOP ou a Batalha Naval. O mais impressionante é que pode passar horas a divertir-se apenas com um pedaço de papel e uma caneta. Nervoso? Vá preparando a cultura geral e a agilidade de pensamento, que os adversários já estão à espera. Temos 12 ideias de jogos com papel e caneta para experimentar. Recomendado: Escape rooms em Lisboa e Cascais. Acha que consegue escapar?
Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

É uma sobremesa típica em França e na Bélgica nesta altura do ano e, na sua versão mais tradicional, tem uma aparência rústica, semelhante a um tronco de madeira. Se é hábito da quadra as famílias reunirem-se à volta da mesa a comer bacalhau, também se tornou tradição juntarem-se com os doces como pretexto. Por cá, os troncos de Natal já são tradição e perdição para os gulosos do chocolate, fazendo competição com rabanadas, azevias, sonhos, coscorões e bolos-reis. Dos clássicos aos inovadores, dos rústicos aos requintados, eis alguns dos melhores troncos de Natal da cidade. Recomendado: O melhor do Natal em Lisboa
Onde comprar panettone em Lisboa

Onde comprar panettone em Lisboa

A massa mais leve e elástica do que a do bolo-rei ou bolo-rainha tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos em Portugal. O "pão doce" italiano começou a aparecer nas nossas mesas da Consoada e de lá não saiu, evidência da globalização mas também da nossa tendência para abraçar o novo e da vontade de remexer um pouco as tradições. Das versões clássicas com passas às mais pornográficas, com recheios de chocolate e quejandos, apresentamos-lhe versões de casas italianas e portuguesas, de pastelarias, mercearia e chefs de hotel. Na Grande Lisboa, não vai ficar de certeza sem um bom panettone para reinar, feito coroa, na mesa. O difícil pode ser escolher. Recomendado: Os doces de Natal que vai querer ter na mesa  
Os melhores presentes de Natal solidários

Os melhores presentes de Natal solidários

Para evitar que o verdadeiro espírito de Natal se perca no vai-vem das compras, da escolha do melhor peru ou dos últimos preparativos da decoração, que tal pensar em presentes duplamente especiais? Foi por isso que juntámos numa única lista uma dezena de sugestões de presentes de Natal solidários, verdadeiros dois em um que dão mais significado a esta quadra. Ao mesmo tempo que oferece algo a alguém de quem gosta, está também a contribuir para uma causa nobre. Espreite as nossas ideias e dê outro sentido ao Natal. Recomendado: As novidades portuguesas que vai querer oferecer este Natal

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José Pedro Croft. Reflexos, Enclaves, Desvios

José Pedro Croft. Reflexos, Enclaves, Desvios

Gravuras, desenhos, relevos e esculturas de um dos artistas mais proeminentes da cena contemporânea portuguesa ocupam o eixo longitudinal do piso 0 do MAC/CCB. A selecção de obras para esta exposição individual revela a investigação contínua do artista sobre temas como o corpo, a escala, o espaço e a arquitectura, explorando os limites e as relações múltiplas entre o plano e o tridimensional. Esta é a segunda grande exposição do artista natural do Porto no Centro Cultural de Belém e tem a curadoria de Luiz Camillo Osorio, que decidiu organizar a mostra entre o fazer gráfico, a tradição construtiva e os elementos arquitectónicos e o rigor plástico do artista.
O Museu Convida… Japão

O Museu Convida… Japão

Durante o mês de Maio, o Museu do Oriente tem uma programação especial dedicada ao Japão, para assinalar a chamada Semana Dourada, composta no país por quatro feriados seguidos e muita celebração. A 5 de Maio a entrada é gratuita e há visitas guiadas, uma oficina de origami e um concerto de tambores taiko. Nos restantes dias, há diferentes oficinas e cursos para adultos e crianças (os preços variam entre os 6,50 e os 80 euros), que vão da caligrafia à culinária, passando por haikus, a arte de contar histórias ou japonês básico para viajantes. Pelo meio, há arranjos florais ikebana, rituais de beleza inspirados na cerimónia do chá, colagem artesanal chigiri-e ou uma introdução à peregrinação sagrada de Shikoku.
Arraial dos Cravos

Arraial dos Cravos

No dia 24 de Abril, a festa é no Largo do Carmo. Do programa fazem parte Puta da Silva, o Coro da Achada e o colectivo Colombina Clandestina, para além de várias associações e movimentos cívicos que em 2026, 52 anos após a Revolução, lutam por diferentes liberdades. Haverá também bancas de artesanato e feira de livros. É para contar, ainda, com comida, convívio e cerveja. Tudo começa às 18.00.
Hyperosmia

Hyperosmia

De que forma os estímulos do ambiente interferem na nossa memória, corpo e relação com o espaço? Foi com esta pergunta, e com enfoque nos diversos cheiros que sentiu, que Rita Barros, fotógrafa portuguesa residente em Nova Iorque (desde os anos 80 no emblemático Chelsea Hotel, por onde passaram figuras como Patti Smith, Janis Joplin ou Mark Twain), desenvolveu este exercício visual. Aqui, a fotografia é meio e fim para mostrar o que paradoxalmente é invisível. Da exposição faz também parte um livro da também professora na New York University, para folhear mas não apenas para ver, tal como toda a mostra.
À distância de um braço

À distância de um braço

"À distância de um braço" é a primeira mostra individual de João Miguel Barros em vários anos e a segunda em Portugal, depois da exposição de 2018 no Museu Berardo/ CCB. Síntese do trabalho recente do fotógrafo, vive do núcleo “short stories” e inclui quatro fotografias que integraram a Bienal Internacional de Arte de Macau, em 2021, sob o título "Allegory of Globalization". O título da exposição remete para a ideia de uma distância mínima — a que separa o fotógrafo do que fotografa, mas também a que se estabelece entre a imagem e quem a observa. Essa proximidade controlada, que oscila entre intimidade e contenção, é o fio condutor de todos os núcleos apresentados. Na mesma galeria, a Lumina, o espaço Le Mur recebe "Arquitectura de uma flor", de Paulo Canilhas, que nasce da "observação de formas de vida que persistem nas fissuras da cidade".
BLOOM: O Acto de Rememoração

BLOOM: O Acto de Rememoração

Em "Bloom", a neerlandesa Dagmar van Weeghel reivindica a presença de mulheres africanas na História, através do recurso a técnicas fotográficas do século XIX, práticas botânicas e arquivos esquecidos. Desenvolvido durante quatro anos em colaboração com mulheres de ascendência africana residentes em vários países europeus, vem trabalhar uma lacuna: entre a invenção da fotografia (c. 1839) e o ano de 1900, as imagens de pessoas racializadas são raras, anónimas ou inexistentes, centralizando-se a identidade branca. Nas fotografias em exposição, isso desaparece e Van Weeghel não fala pelas mulheres retratadas, abrindo caminho para reflexões sobre migração, pertença e visibilidade.
This Is Not A White Cube

This Is Not A White Cube

Fundada em Luanda em 2016, esta galeria internacional de arte contemporânea representa e colabora com artistas nacionais e internacionais, estabelecidos e emergentes, centrando-se em narrativas do contexto europeu e do Sul Global, como o Brasil e países africanos não-lusófonos. Pelo espaço do Chiado, inaugurado em 2021, passaram já nomes como Francisco Vidal, René Tavares, Ibrahim Bemba Kébé ou Sanjo Lawal, abrindo o leque de representações a países como São Tomé e Príncipe, Mali, Nigéria, Angola, Senegal, Cabo Verde, Congo, África do Sul, Burkina Faso, Bielorússia, Brasil ou Portugal.
Casa Palestina

Casa Palestina

É a primeira casa cultural palestiniana do país e afirma-se como um lugar de comunidade, afirmação, resistência e expressão artística. Fundada por mulheres palestinianas em colaboração com mulheres portuguesas, a Casa Palestina tem uma programação regular, com música, cinema, oficinas ou comida. Ponto de encontro entre a Palestina e Portugal, é um lugar de criação artística e reflexão crítica, onde também se pode ler um livro na pequena biblioteca ou visitar a loja de produtos palestinos. Aberta em 2026, num momento de particular severidade da violência que há anos assola aquele território, a casa surgiu como um acto de afirmação, mas também de cura.
(Still) Waiting for Godot

(Still) Waiting for Godot

À espera de Godot passou de peça de teatro a expressão do quotidiano, por obra e magia do irlandês Samuel Beckett. O artista Daniel Blaufuks pega no clássico para nos fazer reflectir sobre a experiência da espera como condição do nosso tempo. A partir de uma constelação de várias imagens fotográficas, podemos sentir a suspensão do tempo no ser humano, na paisagem, nos gestos e fragmentos da vida de todos os dias. Uma vez juntas, as peças do puzzle tornam-se um retrato do presente, na linha habitual de Blaufuks, em que cada dia, cada momento, serve para construir um tempo histórico.
ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

ID | Quando a identidade (não) é só um rosto

"Um amigo meu, que é dono de um café, falou-me de uma obra que encontrou abandonada na rua, ali perto. Ligou-me logo porque me queria mostrar, perguntar se eu via nela algum valor”, enquadra Nuno Aníbal Figueiredo, curador da exposição "ID | Quando a identidade (não) é só um rosto", onde figura a peça de autoria desconhecida. A acompanhá-la estão obras de Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino (artistas com e sem diagnóstico psiquiátrico). Algumas estiveram anteriormente expostas, outras foram feitas de propósito para a mostra que ocupa o Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos e que nos quer levar a pensar sobre identidade, olhar clínico e criação artística. Para isso, vai-se também ao conceito freudiano de "id", "a instância primitiva e pulsional da psique humana, actuante como força motriz da personalidade, lugar onde habitam os desejos não nomeados, os impulsos incontroláveis, as imagens mais cruas do inconsciente”, como explica o responsável da associação P28.
7.ª Masterclass Narrativa

7.ª Masterclass Narrativa

Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa e daí resultaram perspectivas sobreassuntos como o território, o luto, a memória, o isolamento, a devoção ou a transformação. Do pinhal da Beira Baixa às pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo, a exposição convida a atravessar diferentes espaços aos quais não podemos ser indiferentes. A masterclass é a génese do projecto Narrativa, promovendo um espaço de construção e de divulgação de novos autores.
Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Neste ciclo de cinema organizado pela Universidade Nova de Lisboa e acolhido pelo espaço Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro, propõe-se um espaço de reflexão pública sobre os desafios contemporâneos associados ao mundo do trabalho e ao seu impacto na saúde mental. Ao pensamento e à discussão ajudam quatro filmes seguidos de debates com convidados de diferentes áreas. Como em Março se assinala o Mês da Mulher, o ciclo também fará um enquadramento às questões de género, bem como às condições materiais e afectivas que atravessam a vida profissional e pessoal, em particular a partir de perspectivas femininas.

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Para mudar o olhar, é preciso desviar a ordem e José Pedro Croft guia-nos nisso

Para mudar o olhar, é preciso desviar a ordem e José Pedro Croft guia-nos nisso

É preciso que se mude uma linha, uma cor ou uma posição para que nada fique na mesma. O trabalho de José Pedro Croft, artista maior no panorama da arte contemporânea, é a negação da famosa máxima do romance O Leopardo, de Lampedusa – é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Aqui nunca muda tudo. Permanecemos. É isso que mostra com uma das peças feitas expressamente para a exposição que inaugura esta quarta-feira, dia 29 de Abril, no MAC/CCB e que assinala mais de 40 anos de trabalho do artista natural do Porto: pegou no desenho de uma escultura em ferro, espelho e espaços vazios feita em 2019 (para ser exposta na Fundação Gulbenkian) e trocou a sua relação espacial, virando-a e trocando espelhos de lugar. Se as linhas-base são as mesmas, a relação do objecto connosco e com o espaço é outra: numa encontramos a altura, o céu e as aspirações, na outra, a sensação de abismo, a gravidade. "José Pedro Croft. Reflexos, Enclaves, Desvios" acontece 24 anos depois da última grande exposição do artista no mesmo museu. "Essa exposição antológica permitiu-me fechar uma porta e abrir outra", introduz Croft. E é aí que estamos agora, num trabalho "muito mais focado, económico", a que chegou através de "uma capacidade de ser mais complexo sendo mais simples". Uma depuração crescida da experiência, aprimorada no acto de seleccionar e excluir, para ficar com o que importa. Daniel Malhão'José Pedro Croft. Reflexos, Enclaves, Desvios' Nas 170 obras divididas por cinco salas do pis
Marvila tem um novo parque urbano de quatro hectares. Conheça-o em imagens

Marvila tem um novo parque urbano de quatro hectares. Conheça-o em imagens

No Bairro dos Alfinetes, havia um terreno de quase sete hectares em desuso e faltava um parque que incluísse área verde, espaços para brincar e para fazer desporto. Depois de várias tentativas e de adaptações ao projecto inicial, a ideia concretizou-se no Parque Urbano Mar e Vila, que foi inaugurado a 18 de Abril. Do novo parque de quatro hectares fazem parte uma grande área ajardinada, parques infantis, uma zona para arborismo, um parque canino, um skate park e uma pump track, um campo polidesportivo, um quiosque, pérgulas e um percurso ciclopedonal. No local foram também plantadas 320 árvores e seis mil arbustos, contabiliza a Câmara Municipal de Lisboa (CML), que delegou à Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) de Lisboa a tarefa de desenhar o espaço da antiga Quinta do Marquês de Abrantes, perto da Biblioteca e do apeadeiro de Marvila. A praça multiusos, "arborizada e fortemente equipada na sua envolvente", é o ponto central do parque, como se pode ler na página da SRU. Note-se, ainda, que para esta zona se está projectar toda uma transformação urbana e um novo apeadeiro. Rita ChantreParque Urbano Mar e Vila Rita ChantreParque Urbano Mar e Vila Rita ChantreParque Urbano Mar e Vila Rita ChantreParque Urbano Mar e Vila Durante a inauguração, o presidente da autarquia, Carlos Moedas, frisou a participação da população na idealização do parque. “São quatro hectares que conseguimos fazer com a vossa ajuda e com a vossa participação. Isto mostra que é possível fazer cid
Troço do metro entre Rossio e Cais do Sodré vai estar encerrado quatro dias

Troço do metro entre Rossio e Cais do Sodré vai estar encerrado quatro dias

Entre os dias 2 e 5 de Maio, de sábado a terça-feira, a Linha Verde do Metropolitano de Lisboa fica reduzida ao percurso entre Telheiras e Martim Moniz. O encerramento temporário do troço Rossio-Cais do Sodré prende-se com as obras da futura linha circular, informa a empresa de transportes. Durante aquele período, a estação Baixa-Chiado, da Linha Azul, mantém o seu funcionamento normal. A empresa Metropolitano de Lisboa recomenda os serviços da Carris como alternativa, destacando as carreiras 760 e 208 (entre o Martim Moniz e o Cais do Sodré); 774, 15E e 25E (entre a Praça da Figueira e o Cais do Sodré); e 732, 736 e 207 (entre o Rossio e o Cais do Sodré). 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Os dias dourados do Japão enchem o Museu do Oriente de origami, haikus e tambores

Os dias dourados do Japão enchem o Museu do Oriente de origami, haikus e tambores

Entre 5 e 31 de Maio, o Museu do Oriente conta com uma programação especial dedicada ao Japão. O mote é a chamada Semana Dourada, altura em que "o ritmo do país muda por completo", descreve a instituição em comunicado. "Entre o final de Abril e o início de Maio, quatro feriados nacionais sucedem-se em poucos dias (...). É um tempo de reunião, celebração e renovação, que culmina a 5 de Maio com o Kodomo no Hi, o Dia das Crianças. Nessa data, as famílias exibem as koinobori, bandeiras em forma de carpa que simbolizam força, coragem e o desejo de um futuro próspero para os mais novos. É este espírito que o Museu do Oriente traz para Lisboa." No dia 5 de Maio, terça-feira, a entrada no museu é gratuita e inclui uma oficina de brincos em origami (14.30), visitas orientadas (11.30 e 15.00) e a apresentação da peça convidada "Pente Japonês, período Edo, séc. XVIII/XIX”, vinda do Museu Nacional de Arte Antiga (18.00). O ponto alto do dia, informa o museu, é o concerto Taiko Drums | 和・Oneness Project (19.00), que começa com uma actuação de tambores taiko e prossegue com a entrada em cena de tambores wadaiko, piano, flauta, violino e violoncelo. DR"Pente Japonês, período Edo, séc. XVIII/XIX” A programação continua ao longo do mês com várias oficinas para crianças e adultos, da culinária tradicional a rituais de beleza, caligrafia ou cinema (os preços variam entre os 6,50 e os 80 euros). Também se pode aprender um japonês básico de viajante, escrever haikus, a fazer colagens artesana
CP lança bilhetes Lisboa-Porto a 7,50 euros (e há mais descontos para viajar em Maio)

CP lança bilhetes Lisboa-Porto a 7,50 euros (e há mais descontos para viajar em Maio)

A Comboios de Portugal (CP) lançou esta quarta-feira, 22 de Abril, uma campanha com 5000 lugares com descontos até 80% para viagens no Alfa Pendular, seja na classe Conforto ou na Turística. Os percursos podem ser realizados entre os dias 1 e 15 de Maio e os bilhetes devem ser comprados através dos canais digitais da CP (site e app), entre os dias 22 de Abril e 6 de Maio, pelo menos 10 dias antes da data da viagem. Fazendo as contas, há, assim, bilhetes para viajar entre Lisboa e Porto por 7,50 euros e entre Lisboa e Faro a 5,50 euros. ✈️ Mais viagens: guias e notícias para as melhores escapadinhas 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
De mochila às costas, a Apple anda a mapear a Lisboa pedonal

De mochila às costas, a Apple anda a mapear a Lisboa pedonal

Chamemos-lhe "mochila fotográfica". É com ela que operadores da empresa americana Apple têm estado a fotografar zonas pedonais de Lisboa, ou pelo menos locais aos quais o acesso em veículos não é possível. O objectivo é melhorar e actualizar o serviço Apple Maps, em particular, a funcionalidade Look Around, que permite navegar pelo espaço urbano através da aplicação. De acordo com o comunicado da empresa, partilhado pelo jornal Expresso, a operação em Lisboa começou a 30 de Março e será concluída no dia 11 de Maio, integrando o plano de "manter um mapa actualizado e de elevada qualidade". O levantamento é feito com recurso a "equipamentos instalados no exterior dos veículos, bem como iPhones, iPads ou outros dispositivos no seu interior", bem como de um "sistema de mochilas", lê-se no comunicado. Não deve preocupar-se com questões de privacidade, garante a Apple, já que rostos ou matrículas de veículos aparecerão desfocados nas imagens disponibilizadas na plataforma. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
"Tarzan", o histórico nadador-salvador da Caparica, é homenageado por Vhils

"Tarzan", o histórico nadador-salvador da Caparica, é homenageado por Vhils

António Gonçalves Ribeiro, o homem que salvou mais de 300 pessoas (alguns arriscam dizer mais de 400) de afogamento em praias da Costa de Caparica foi gravado por Vhils na lateral de um edifício da freguesia, no concelho de Almada. O herói das praias era conhecido por uns como o Tarzan e por outros como o Roaz, em referência à sua força, coragem e velocidade, que durante 51 anos estiveram ao serviço da antiga Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT), actual Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres (INATEL). Agora, pode ser visto e recordado no caminho para as praias da Costa, através da figura criada a partir de uma fotografia de 1964, tinha o nadador-salvador 42 anos. Nascido a 7 de Outubro de 1922, António Ribeiro passou a infância numa barraca da Costa de Caparica e não frequentou a escola, perante a obrigação de ajudar o pai na pesca, de onde vinha o sustento da família. "Dizia que não passou fome, a fome é que passou por ele, e a permanente luta pela sobrevivência deram-lhe uma vontade férrea de vencer a adversidade", escreveu o jornal Sol pela altura dos 100 anos do nascimento do antigo banheiro e nadador-salvador. Nas colónias de férias da FNAT, "levantava-se às três da manhã para armar toldos e barracas, depois vigiava a praia e, no final do dia, recolhia o equipamento usado pelos banhistas. Como gostava muito de crianças, ainda arranjava tempo para ensinar os mais novos a nadar", conta o mesmo jornal. Ao que consta, chegou a receber prop
A mais de meio do contrato, projectos apoiados pela Câmara só receberam 15% do financiamento

A mais de meio do contrato, projectos apoiados pela Câmara só receberam 15% do financiamento

Crianças e adolescentes correspondem-se por carta com idosos em São José, miúdos encontram novas oportunidades para brincar ao ar livre no Lumiar, pessoas de várias idades trabalham a saúde mental numa horta da Penha de França, alunos de uma escola da Graça criam um podcast para debater temas cívicos, estudantes de Marvila sobem ao palco numa ópera, um grupo de físicos e engenheiros leva ciência às escolas. A lista poderia continuar, ao longo dos 53 projectos aprovados em 2025 pelo programa Bip/Zip – Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária de Lisboa, criado em 2011 pela autarquia para apoiar o desenvolvimento de projectos sociais em 60 territórios da cidade. Nos últimos anos, aliás, o programa tem visto o montante global de financiamento aumentar e, em 2024, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciou a criação de um novo formato, para apoios de longa duração. Uma "alteração brutal", definiu Filipa Roseta, então vereadora da Habitação, que deixou de fazer parte do executivo de Carlos Moedas no seu segundo mandato, iniciado em Outubro de 2025. Houve, porém, outras duas mudanças recentes que não têm permitido a algumas organizações pagar salários e materiais, comprometendo ainda a realização dos projectos delineados. O financiamento é repartido em quatro prestações e, em Setembro/Outubro de 2025, altura de pagamento da primeira tranche, o montante libertado sofreu uma redução de 30% para 15% do valor total da subvenção. Num apoio na ordem dos 50 mil euros, por exemplo, repre
Traumas do México e uma Lisboa dos anos 80 fazem o festival de fotografia da Narrativa

Traumas do México e uma Lisboa dos anos 80 fazem o festival de fotografia da Narrativa

Estávamos em 1986 e Portugal tinha acabado de entrar na Comunidade Económica Europeia (CEE). Pouco depois, dois fotógrafos alemães, Ute e Werner Mahler, aterraram em Lisboa, acompanhados pelo jornalista Wolfgang Kil. A ideia era comporem um livro de viagens, destinado aos residentes da República Democrática Alemã (RDA). A excitação era sobretudo deles, já que era a primeira vez que conseguiam pisar um país da Europa ocidental. O dito livro, porém, nunca chegou a ser publicado e as fotografias ficaram esquecidas em caixas durante décadas, até 2021, ano em que foram descobertas. São estas imagens que estarão expostas em mupis na Praça dos Restauradores a partir do dia 4 de Maio, naquele que é talvez o momento de maior visibilidade do Ciclo Narrativa, festival de fotografia de quatro dias (1 a 4 de Maio) organizado pela associação fundada pelo fotógrafo Mário Cruz. A Lisboa de 1987 e 1988 é, assim, a de duas pessoas que a exploram pela primeira vez. Nela, ainda se vêem graffiti sobre a reforma agrária, passeantes aprumados da Baixa, gentes do campo e tabacarias, pequenos sinais de liberdade num território não assim há tanto tempo saído da ditadura. Mas as imagens são também um convite a reflectir sobre o presente da cidade, a partir dos "vestígios de outros tempos e as transformações por que passou", como refere a galeria Narrativa, no comunicado enviado à Time Out. Ute e Werner Mahler (Cortesia Narrativa)Lisboa 87/88 Do México, a luz que repara  "Lisboa 87/88" (fruto de uma p
Ouviu as sirenes de alerta de tsunami durante o simulacro? Câmara admite necessidade de melhorias

Ouviu as sirenes de alerta de tsunami durante o simulacro? Câmara admite necessidade de melhorias

As sirenes do sistema de alerta de tsunami, instaladas na Praça do Império (Belém), Ribeira das Naus (Baixa), Passeio Carlos do Carmo (Belém) e Doca de Alcântara (Alcântara), tocaram várias vezes, entre as 10.30 e as 12.00 de 24 de Março, uma terça-feira. Talvez quem estivesse mesmo ao lado, e no exterior, tenha ouvido o alerta, que era parte do exercício e simulacro LisbonWave26. Mas no interior dos edifícios e a menos de 500 metros de distância dos emissores, a vida continuou na sua normalidade. "Na sequência do exercício LisbonWave 26, a Câmara Municipal de Lisboa está a preparar medidas que possam amplificar e melhorar a audibilidade do sistema de alerta de tsunami da cidade", reconhece a autarquia, em resposta às questões da Time Out sobre a fiabilidade do sistema montado na cidade. "O exercício realizado no dia 24 de Março – Lisbonwave26 – testou o som das sirenes como se se tratasse de uma situação real. Um dos objectivos do simulacro foi precisamente testar a audibilidade do sistema de alerta, o que nos permitiu identificar alguns aspetos de melhoria", explica a Câmara. Actualmente, há quatro sirenes de aviso de tsunami instaladas em Lisboa, mas o projecto contempla a instalação de mais seis torres, "prevendo a expansão do sistema para a zona ribeirinha oriental da cidade, até à freguesia do Parque das Nações". Os locais exactos onde as novas sirenes serão instaladas "ainda estão em estudo". Da mesma forma, serão adicionados mais locais ao mapa de pontos de encontro d
“Cantando espalharei por toda a parte”, ou pelo menos em algumas estações. Camões está no metro

“Cantando espalharei por toda a parte”, ou pelo menos em algumas estações. Camões está no metro

Provavelmente já reparou em alguns versos colocados recentemente em algumas estações do metropolitano de Lisboa. Vêm soltos e sem autor, mas têm dois objectivos: assinalar os 500 anos do nascimento de Luís de Camões e permitir o "contacto directo com a poesia durante a viagem", como comunica o Metropolitano de Lisboa (ML), que promove a iniciativa em parceria com a Estrutura de Missão para as Comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões. DR via MLBaixa-Chiado Nas estações Baixa-Chiado, Reboleira e Odivelas podem ler-se, assim, versos como "Bem puderas, ó Sol, da vista destes/ Teus raios apartar aqueles dias" ou "Cantando espalharei por toda parte/ Se a tanto me ajudar o engenho e arte". Camões já fazia parte da paisagem do metro desde a década de 1990, quando, de forma permanente, foram colocados excertos da sua poesia nas estações Parque, Alto dos Moinhos e Entrecampos. Os painéis "convidam à pausa e à reflexão, evocando a ideia de que a viagem, seja pelo oceano ou pelo subsolo de Lisboa, constitui sempre um percurso de descoberta", sublinha a empresa ML. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Reposição de areia na Costa de Caparica vai interditar praias até Junho

Reposição de areia na Costa de Caparica vai interditar praias até Junho

Entre Abril e Junho, várias praias da Costa de Caparica estarão interditas devido a trabalhos de colocação de areia, programados desde Setembro. "Não estarão todas as praias encerradas em simultâneo: à medida que os trabalhos terminam numa praia, essa é reaberta, sendo depois intervencionada a seguinte", indica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), citada pelo jornal Público. A reposição começou esta quinta-feira, dia 16 de Abril, na zona de São João de Caparica, que estará em trabalhos até Maio (o dia exacto não foi comunicado). Ainda em Abril começam as descargas nas praias de Santo António, do Tarquínio-Paraíso e do Dragão Vermelho. As últimas praias a receber areia serão a Praia Nova e a Nova Praia, entre Maio e Junho. Apesar de a obra ter sido consignada em Setembro do ano passado e de ter arrancado em Novembro, não existiram, entretanto, condições meteorológicas favoráveis à sua execução. "Tínhamos já 64 milhões de euros adjudicados, em concurso ou já em construção, já em obra", declarou ao mesmo jornal a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, enquadrando o total de 15 milhões de euros libertados pelo Governo para recuperar praias de todo o país antes do Verão, na sequência das tempestades e outras ocorrências registadas entre 1 de Outubro de 2025 e 3 de Março de 2026. Coincidentemente, desde esta quinta-feira voltou a ser possível circular na principal via de acesso às praias da Costa de Caparica, entre a praia do Rei e a praia da Bela Vista. Nos últimos dois