Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Chegámos a Outubro, o fim-de-semana é abençoado com um feriado e as atenções vão estar quase todas no MAAT – afinal, o museu celebra o seu 10.º aniversário (com dois dias de entrada livre, domingo e segunda-feira) e ainda abre uma das exposições desta rentrée, que junta peças de grande escala de Joana Vasconcelos e a alta-costura de Valentino Garavani. Aproveite a borla e espreite também a exposição "Mais Alto", sobre um grupo de enfermeiras pára-quedistas que serviram durante Guerra Colonial Portuguesa. Termina já na segunda-feira. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Esta semana, há Lisboa Mistura no Palácio Pimenta (olá, Mayra Andrade, Valete, Karetus e Stereossauro), inaugura-se a última exposição de sempre de uma das galerias de arte mais importantes de Lisboa – a Vera Cortês –, celebram-se os 17 anos da Casa da Achada e encontramos na galeria Ochre a exposição do mestre japonês da fotografia, Hosoe Eikoh. Há ainda lugar para o dia de entrada livre no MAAT, que recentemente inaugurou uma grande exposição de Pedro Cabrita Reis, e para sujar os dedos e calças a pintar faixas de incentivo ao bairro e aos ciclistas da Subida da Rampa do Vale de Santo António. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Onde ver Vhils em Lisboa: o roteiro das obras que ainda resistem

Tanta obra de Vhils já desapareceu de Lisboa (lembram-se do grande rosto da Avenida da Índia, em Alcântara, demolido em 2018?). Ser efémero faz parte, e é até uma chamada de atenção ao olho, que mais rapidamente vê como a cidade muda, mas também o que nela resiste. É nesta segunda parte que nos focamos, traçando um roteiro da presença do artista de nome Alexandre Farto, natural do Seixal, com estúdio no Barreiro e intervenções um pouco por todo o mundo, incluindo em diferentes bairros de Lisboa e arredores. Da Graça ao Rossio ou ao Barreiro, em modo individual ou em dupla, do público ao privado e da calçada ao betão, percorremos vários anos, técnicas e colaborações do artista urbano português mais reconhecido no planeta, que ao escavar põe à tona diferentes camadas. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Os melhores parques de campismo para dormir sob as estrelas

Vão longe os tempos em que o campista obedecia a um estereótipo rígido. Já não é o tipo que consegue fazer fogo com dois paus nem a pessoa que dorme ao estilo todo-o-terreno. Ainda há os rijos, sim, mas também quem privilegia o conforto, gosta de uma boa salamandra, fornos de lenha e até colunas de hidromassagem. Para os que estão fartos da vida urbana e de ruídos maquinais e tecnológicos, mas também para quem gosta de percorrer trilhos ou explorar as águas frias do oceano e das praias fluviais, eis mais de 20 parques de campismo espalhados pelo país, onde a natureza está sempre ao comando, com mais ou menos impacto. Dos aburguesados glampings a parques mais agrestes, as opções são várias, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pelos Açores. O difícil pode ser escolher. Desligue-se do mundo em alguns dos melhores parques de campismo de Portugal. Recomendado: As melhores piscinas naturais em Portugal
9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

9 passeios de barco para redescobrir o rio Tejo

Ainda há cacilheiros, sim senhor, mas não é desses passeios que estamos a falar. Impulsionado pelo turismo, o Tejo tornou-se pista de embarcações tradionais a iates de luxo, com opções de pequeno-almoço, festas com DJ, ligação à natureza ou percursos guiados para ver golfinhos. Do género turístico, romântico, familiar ou tradicional, ou ainda uma mistura, sugerimos-lhe oito passeios que envolvem mais ou menos velocidade, a vista de Lisboa durante a noite ou ainda a exploração dos sapais a Norte da cidade, no concelho de Vila Franca de Xira. E um conselho: não se deixe enganar pela ideia de que, ao estar no rio, vai estar pouco calor. Opte por horários de temperaturas mais amenas, leve sempre um bom chapéu e lembre-se que o protector solar é estritamente necessário. Recomendado: Os melhores rooftops em Lisboa
Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Os 10 melhores jardins e parques em Sintra

Uns são jardins que vieram do Barroco, outros claramente nascidos do Romantismo. Nos parque e jardins de Sintra, vai encontrar a exuberância mas também a paixão da realeza (nos seus diferentes séculos). Também vai encontrar México, Japão, canela e ananás, araucárias e sequóias, sem esquecer a marca nacional do sobreiro ou do choupo. Desde o parque no meio da vila aos espaços escondidos nas encostas da serra, há obras-primas de arquitectos e paisagistas do século XIX que tentaram mimetizar sonhos e uma natureza "ideal". O "milagre" é que foram mantidos e recuperados nos séculos seguintes. Pelo meio, ainda há notas sobre a "Versailles portuguesas" ou dicas sobre onde merendar na orla dos passarinhos. Recomendado: 15 jardins secretos para descobrir em Lisboa
15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

15 jardins secretos para descobrir em Lisboa

Pode parar de trautear os "Jardim Proibidos" de Paulo Gonzo. Estes que sugerimos são jardins pouco óbvios, ainda menos falados e muitas vezes fora do circuito mental dos nossos próprios mapas de exploradores urbanos. Só os conhecem, normalmente, os residentes nas proximidades e quem ousa desviar-se das ruas principais, ultrapassando portas e portões mais ou menos pomposos. Entre estes 15 jardins há de tudo, desde lugares palacianos a jardins em museus ou livrarias. Um miradouro com vista deslumbrante sobre o Tejo? Existe. E jardins criados por cidadãos? Também. Até pode visitar o jardim da casa do primeiro-ministro, mas, ressalve-se: só quando ele quiser. Recomendado: Os melhores parques e jardins de Lisboa
Os melhores parques e jardins de Lisboa

Os melhores parques e jardins de Lisboa

Exóticos pelas espécies que exibem, desenhados à inglesa e à francesa, com mais ou menos pendor para o conceito de mata, ajardinados e simétricos ou em jeito selvagem de floresta, os espaços verdes de Lisboa contam histórias seculares, mas também servem o presente dos urbanos que procuram passar tempo entre as árvores e os pássaros, esgueirando-se do betão. Temo-los graças a engenheiros, paisagistas, biólogos, botânicos, cidadãos e jardineiros, claro. Nesta lista, levamo-lo num passeio pelos melhores parques e jardins de Lisboa, entre árvores de grande porte e arbustos, com pistas para correr e pequenos lagos, mas também pela história de uma cidade desenhada. Recomendado: Os melhores sítios para correr em Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha
Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Os melhores miradouros em Lisboa para ver a cidade do alto

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas revelam telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher aonde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte

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MFA – Mostra de Fotografia e Autores

MFA – Mostra de Fotografia e Autores

É uma mostra de larga escala, disposta por vários espaços: os Jardins do Bombarda, os Pavilhões da Mitra, o Mercado de Campo de Ourique, o Mercado da Ribeira e a Casa da Imprensa. Entre Setembro e Dezembro, há para ver a retrospectiva de Céu Guarda; "Algarve 63", de Tim Motion; "Guerra com Gente Dentro", de André Luís Alves; e "Raspberries for Christmas", de Marc Schroeder. Expõem-se também "Outras Paisagens", de Manuel Falcão; "Chão Que Não Se Pisa Não Dá Fruto", de João Pedro Almeida; "A Cidade", de Rui Soares Esteves; e "Retrospectiva", de Manuel Moura. A programação completa está aqui.
Kamaitachi

Kamaitachi

Nesta viagem pela fotografia de Eikoh Hosoe (1933–2024) – nome incontornável da fotografia contemporânea – entramos nos campos e aldeias do Norte do Japão, mas também no nosso próprio corpo. Criada em colaboração com Tatsumi Hijikata, figura fundadora do butoh (forma de dança-teatro surgida no Japão no final da década de 1950), a série resulta dos encontros entre o performer e o fotógrafo e em cenários teatrais, próximos do sobrenatural. Ao mesmo tempo, a palavra "Kamaitachi" (que dá título à exposição) remete para uma figura do imaginário popular japonês associada ao vento e a ataques súbitos e invisíveis. "Nas fotografias de Hosoe, essa presença parece materializar-se através de Hijikata: aparece, desaparece, invade a paisagem, interage com os seus habitantes e perturba a fronteira entre realidade, memória e ficção." Publicado em livro em 1969, o trabalho é uma das séries mais reconhecidas de Hosoe.
Portões que Falam – A Mitra de Lisboa

Portões que Falam – A Mitra de Lisboa

Objectos, fotografias e outros documentos ajudam a atravessar quase um século de actividade do antigo Albergue da Mitra (fundado em 1933), um dos equipamentos sociais mais marcantes da história de Lisboa, onde viveram (muitas vezes até morrerem) cidadãos que não eram considerados aptos para a sociedade estabelecida, como mendigos, pessoas com deficiência ou problemas de saúde mental. O projecto, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, resulta da colaboração com a associação Ephemera, a Câmara Municipal de Lisboa, a Polícia de Segurança Pública e a Santa Casa da Misericórdia de Cascais. Para os três meses de exposição estão também programadas sessões de teatro documental, exibição de documentários, workshops de construção de brinquedos de época, tertúlias e uma aula aberta promovida pela Universidade Lusíada.
Metamorfoses

Metamorfoses

A exposição da Lumina centra-se num longo período de trabalho de Luísa Ferreira. Entre 1991 e 2025, a autora manipulou diversas polaroids durante o próprio processo de revelação, momento em que ainda é possível "deslocar cores, dissolver contornos e alterar a imagem original". Cada fotografia torna-se, assim, testemunha de uma experimentação plástica que a aproxima mais do gesto da pintura. A par do seu trabalho como fotojornalista e fotógrafa documental, Luísa Ferreira desde cedo começou a explorar as possibilidades expressivas da manipulação de polaroids, um processo que ficou associado ao seu nome desde 1993, depois de uma exposição em que apresentou 110 polaroids intervencionadas e ampliadas distribuídas por 33 contentores marítimos no Jardim do Tabaco, em Lisboa. A par do seu trabalho, no espaço Le Mur, da mesma galeria, tem uma instalação de Paulo Robalo, intitulada "Le Mur des Mémoires".
World Press Cartoon

World Press Cartoon

Os melhores cartoons do ano apresentam-se ao mundo no Palácio Anjos, em Algés. São quase três centenas de trabalhos de 138 cartoonistas de 44 países, divididos pelas seguintes categorias que foram a concurso: Cartoon Editorial, Desenho de Humor e Caricatura. Pelo segundo ano consecutivo em Oeiras, a mostra de referência internacional inclui obras criadas em culturas muito diversas, através de olhares plurais sobre os acontecimentos e os protagonistas que fazem a actualidade. Da galeria de notáveis fazem parte reis, ditadores, desportistas, cineastas, músicos, papas e outras figuras históricas. No período da exposição, quem visitar o Palácio Anjos pode também ver mais 40 obras dedicadas a temas relacionados com a vida da União Europeia, uma mostra enquadrada nas comemorações do quadragésimo aniversário da adesão de Portugal às Comunidades Europeias.
Subida da Rampa do Vale de Santo António

Subida da Rampa do Vale de Santo António

Esteve mais de 60 anos esquecida, mas desde que voltou à baila, em 2021, conseguiu afirmar-se como uma grande tradição de bairro (e da cidade). Todos os anos, as inscrições esgotam rapidamente e cresce o número de apoiantes deste desporto popular, que é o ciclismo sobre paralelípedos de granito. O Mirantense FC e a ADR “O Relâmpago” juntam-se para fazer acontecer a prova contra-relógio (com vários escalões) numa das subidas mais íngremes de Lisboa, sem esquecer a comida, a bebida, a festa e a cultura (há sempre música no final). A par do desporto, o evento é uma demonstração de cariz social, que tem como centro a reivindicação do direito à cidade. Para torná-la mais visível, as janelas da rua recebem faixas e instalações feitas pelos moradores, com os mais variados motivos e mensagens. No domingo anterior à Rampa (4 Out, 15.00), a organização fornece os materiais (de tintas a pincéis e sprays) e convida a ir pintar lonas e lençóis para a rua (no cruzamento com a Rua Leite Vasconcelos). Até porque, como diz o hino da prova, esta "é uma rampa que eleva o coração”!
Umbral Mineral

Umbral Mineral

Inserida na bienal Mostra Espanha 2026, a exposição de Antonio Guerra aborda as transformações do território provocadas pela actividade mineira a partir de três locais: Fabero, Riotinto (Espanha) e Covas do Barroso (Portugal). Com recurso à fotografia, escultura e instalação, Umbral Mineral tem como ponto de partida a relação entre extracção, paisagem e imagem, atendendo às ligações entre os estratos geológicos, sociais e ambientais. Estão aqui espaços de fricção, nos quais a possibilidade de regeneração é um gesto crítico, em que podemos aprender a reler e reimaginar.  
O Museu Convida… Indonésia

O Museu Convida… Indonésia

Na Indonésia, rituais e tradições ancestrais mostram diferentes formas de pensar a relação entre quotidiano, espiritualidade, comunidade e natureza. É este universo que o Museu do Oriente convida a descobrir nesta edição de “O Museu Convida…”, com a exposição "Invocar o Silêncio. Equilíbrios Bioculturais na Indonésia", sobre a importância do silêncio enquanto prática de equilíbrio e regeneração. A mostra integra peças raramente expostas do acervo da Fundação Oriente, em diálogo com duas peças convidadas do Museu das Convergências. Além da inauguração, no dia 22, a 26 e 27 de Setembro, o programa inclui as oficinas “A Deusa do Arroz – Teatro de Sombras”, “A Canção de Sri Devi”, “A Dança do Barong” e “As Viagens do Arroz”. Pode-se ainda conhecer o Pencak Silat, arte marcial tradicional indonésia, através de uma demonstração e da aprendizagem de alguns movimentos e técnicas básicas.
The Perfect Ground

The Perfect Ground

É a última exposição na Galeria Vera Cortês (com vernissage dia 1 de Outubro, às 18.00), uma "instituição" no panorama da arte contemporânea em Lisboa e no país. Durante os três últimos meses do espaço, é Béatrice Balcou quem ocupa a casa, artista "conhecida pelas suas performances, esculturas e instalações que transformam o manuseamento e o cuidado das obras de arte num ritual". Com obras em colecções como a do Centre Georges Pompidou (Paris, França), da Fundação CAB (Bruxelas, Bélgica) ou da Kunsthalle (Recklinghausen, Alemanha), a artista traz a Alvalade perto de dez pinturas semelhantes a monocromias, junto a títulos que remetem para a história da pintura. O desejo e o trabalho da autora têm sido precisamente cuidar (e centrar a atenção) no que já existe. "Balcou, em cada quadro, tenta reproduzir à perfeição as preparações históricas, tal como Caravaggio, Monet ou Agnes Martin as realizavam eles próprios no atelier ou confiavam a sua execução a outros. Isto implica uma verdadeira investigação sobre os processos preparatórios, os pigmentos e os gestos que, precisamente, não se destinam a ser apreciados por si próprios, mas que, no entanto, permitem ainda hoje admirar tantas obras-primas", pode ler-se na nota enviada pela galeria.
O Lugar da Charneca

O Lugar da Charneca

Mais de 500 fotografias, documentos e testemunhos foram reunidos numa tentativa de contar a história e a memória da Charneca, na freguesia de Santa Clara. Quem as conta são antigos e actuais moradores, recuando a celebrações religiosas, vida escolar, convívios familiares, movimento associativo e desporto. O resultado está nesta exposição ao ar livre, junto à Igreja de São Bartolomeu da Charneca e organizada pelo Arquivo Municipal de Lisboa, em parceria com a Junta de Freguesia local e com o apoio do Museu Benfica – Cosme Damião. Do programa fazem parte quatro visitas guiadas à exposição (20 de Setembro e 20 de Novembro, às 11.00, e 27 de Setembro e 25 de Outubro, às 14.30) e duas oficinas na Quinta Alegre – Um Teatro em Cada Bairro (Retrato Químico, no dia 27 de Setembro, às 16.00; e A História Também se Vê, a 25 de Outubro, às 15.30, ambas gratuitas mas com necessidade de inscrição através do e-mail umteatroemcadabairro.quintaalegre@cm-lisboa.pt).
DJ Set e cachupa no Palácio Nacional de Sintra

DJ Set e cachupa no Palácio Nacional de Sintra

A associação Ponto Kultural e o teatromosca juntaram-se para organizar uma noite nunca vista no Palácio Nacional de Sintra. Com entrada livre, os sets de Narciso, Gavi e Maskarilha tomam conta do espaço para se terminar à mesa com uma “mega-cachupa” comunitária, também ela oferecida a todos os que passarem pelos ex-terrenos de sua majestade. É o encerramento do festival de artes performativas Muscarium e "um gesto simples, mas simbólico, para juntar pessoas, artistas, públicos, vizinhos, visitantes, turistas e curiosos", descreve a organização. Os objectivos são simples e bons: "comer, conversar, dançar e celebrar, em conjunto, a cultura em Sintra".
'Motivos de Força Maior'

'Motivos de Força Maior'

A artista e moradora da Baixa Isa Toledo comprou objectos em 25 lojas da Baixa lisboeta, numa investigação sobre o comércio histórico da cidade. Agora, a cada semana, objectos de lojas diferentes são emparelhados criando uma peça nova, na montra do número 109 da Rua dos Fanqueiros (loja Mister Man). De extensões da Silétrica a velas da Rosil, passando por um nariz de palhaço da Casa de Carnaval, um besouro de brincar do Hospital das Bonecas, uma grelha da Vida Portuguesa ou um esponja de banho da Drogaria Central, a viagem é uma chamada de atenção para uma Baixa em descaracterização progressiva, mas também que deixou de ser vivida pelos próprios habitantes da cidade. “Quem quiser coleccionar as obras só precisa de ir às compras”, pode ler-se na página de Instagram do projecto.

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Iluminações de Natal já começaram a ser montadas em Lisboa

Iluminações de Natal já começaram a ser montadas em Lisboa

Rossio, Praça da Figueira, Rua Ferreira Borges ou Avenida António Augusto Aguiar são algumas das localizações em Lisboa onde as estruturas para as iluminações de Natal começaram a ser montadas na semana de 14 de Setembro, de acordo com o apurado pela Time Out. Este ano, a responsabilidade do processo passou das mãos da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) para a Associação Turismo de Lisboa (ATL), na sequência da operação Lúmen, sobre suspeitas de irregularidades na adjudicação de contratos de iluminações festivas. O concurso público foi, assim, lançado em Junho e o contrato foi adjudicado em Julho à empresa Teixeira Couto, de Paredes, pelo valor de 556.272 euros (abaixo do preço base do procedimento, de 609 mil euros), avançou o jornal Eco em Julho. Em 2025, o valor investido pela Câmara de Lisboa nas iluminações de Natal foi, à semelhança do ano anterior, de cerca de 750 mil euros, e as luzes acenderam-se a 22 de Novembro, com a habitual festa no Terreiro do Paço.  Rita ChantreCampo de Ourique “As iluminações de Natal são um elemento central da vivência de Lisboa nesta época do ano. Com este concurso, asseguramos uma solução preparada com antecedência, capaz de valorizar a cidade, reforçar a sua atractividade junto dos residentes, visitantes e turistas, e contribuir para a dinamização do comércio local e da economia da cidade durante a quadra natalícia”, enquadrou o director-geral da ATL, António Valle, citado em comunicado pelo mesmo jornal. Rita ChantreC
20 anos depois, vamos poder apanhar o comboio em Marvila nos dias inúteis

20 anos depois, vamos poder apanhar o comboio em Marvila nos dias inúteis

São 20 anos de espera, reivindicações e desistências de sair de Marvila ao fim-de-semana porque o apeadeiro deixou de receber comboios. Mas o Governo promete retomar a circulação na Linha da Azambuja até à estação de Alcântara-Terra durante os fins-de-semana e feriados, a partir do dia 13 de Dezembro.  “A CP prevê proceder ao reforço da oferta ferroviária no serviço Castanheira do Ribatejo-Alcântara-Terra aos fins-de-semana e feriados, medida que será concretizada com a entrada em vigor do horário de 2027, prevista para o dia 13 de Dezembro de 2026”, precisou o Ministério das Infra-Estruturas, em reacção a perguntas do grupo parlamentar do Livre e citado pelo jornal Público. Na semana em que se anunciou o alargamento do Passe Verde aos comboios urbanos, o gabinete de Miguel Pinto Luz reconhece que tem havido “um acréscimo particularmente expressivo nos serviços urbanos e regionais” e que “no eixo de mobilidade Sintra-Azambuja, que integra a ligação Azambuja-Alcântara-Terra, se observam níveis elevados de procura aos sábados, entre as 08.00 e as 18.00, no sentido descendente (Norte-Lisboa), bem como aos domingos durante o período da tarde, no sentido ascendente (Lisboa-Norte)”. A Linha da Azambuja conta com 22 interfaces em toda a sua extensão. Dentro de Lisboa, a ligação referida pelo Governo compreende as estações e apeadeiros do Oriente, Braço de Prata, Marvila, Roma-Areeiro, Entrecampos, Sete Rios, Campolide e Alcântara-Terra. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades
Onde vivem os urbanos mais insatisfeitos do país? Na Área Metropolitana de Lisboa, mostra barómetro

Onde vivem os urbanos mais insatisfeitos do país? Na Área Metropolitana de Lisboa, mostra barómetro

A expressão "urbano-depressivo" pode ter caído em desuso, mas eles continuam por aí. O Barómetro das Cidades, cujos resultados foram divulgados na terça-feira, 29 de Setembro, pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), mostra como, em Portugal, perto de 70% dos cidadãos inquiridos estão satisfeitos com a cidade onde vivem, mas também como esse valor está abaixo da média da União Europeia – e como a Área Metropolitana de Lisboa - AML está no fim da lista. Na AML, que inclui 18 municípios (Lisboa, Almada, Amadora, Cascais e Sintra são alguns), 58% dos residentes estão satisfeitos. Os principais pontos negativos identificados são a habitação e a mobilidade (tal como na Área Metropolitana do Porto), sendo o pouco tempo livre um factor também sublinhado. No plano dos serviços e equipamentos, destacam-se, como motivos de queixa, as áreas da saúde especializada e de emergência, ensino superior e espaços culturais. Quanto ao ambiente urbano, a principal razão de insatisfação é o congestionamento do tráfego. A fiabilidade/pontualidade dos transportes públicos é, por outro lado, o ponto mais fraco deste sistema de mobilidade.  As conclusões partem de um inquérito a 1247 cidadãos, feito entre 10 de Março e 24 de Maio pela empresa DOMP para a Fundação. Apesar de 70% dos inquiridos terem expressado satisfação em relação às cidades onde vivem, noutras cidades europeias a percentagem é de 86%, de acordo com o inquérito Qualidade de Vida nas Cidades Europeias, da Comissão Europeia. Em
Quer cuidar de um canteiro ou jardim? Arroios disponibiliza 44 pontos verdes aos cidadãos

Quer cuidar de um canteiro ou jardim? Arroios disponibiliza 44 pontos verdes aos cidadãos

Da Praça José Fontana à Rua da Bombarda, passando pelo Jardim Constantino ou pelo Campo Mártires da Pátria, a Junta de Freguesia de Arroios sinalizou 44 espaços verdes, de canteiros a jardins, dos quais os cidadãos poderão cuidar. As candidaturas abrem esta quinta-feira, dia 1 de Outubro, e, para já, há 12 espaços disponíveis, como mostra este mapa.  De acordo com a iniciativa, "um canteiro, uma caldeira ou um pequeno espaço verde perto de casa, do trabalho ou da escola pode tornar-se num lugar mais próximo da comunidade, fomentando o contacto das pessoas com a natureza", informa a Junta. De uma forma geral, "quem recebe um espaço compromete-se a cuidar dele regularmente, mantê-lo limpo, seguro e em boas condições, e a utilizar a água de forma responsável", sendo que, não existindo uma tomada de água pública no local, "a rega deve ser assegurada pela pessoa utilizadora". O objectivo é, ainda, praticar uma "jardinagem responsável", sem recurso a "pesticidas nem herbicidas químicos, com espécies adequadas ao clima de Lisboa e apoio técnico da Junta de Freguesia".  Podem candidatar-se todos os cidadãos maiores de idade que residam, estejam recenseados, trabalhem ou estudem na freguesia, mas também a associações, cooperativas, fundações, instituições particulares de solidariedade social (IPSS) e outras entidades da economia social com fins de interesse público, ambiental, social, educativo ou comunitário. Uma vez definido o cuidador, o mesmo tem dez dias úteis para iniciar o seu
Com passadiço e subida às torres sineiras, igreja de Alfama abre-se ao turismo

Com passadiço e subida às torres sineiras, igreja de Alfama abre-se ao turismo

A Igreja de São Miguel, no coração de Alfama, em Lisboa, vai passar a abrir todos os dias, entre as 10.00 e as 18.00, com duas novas experiências turísticas e culturais: os visitantes poderão subir às torres sineiras e atravessar a cobertura através de um passadiço "com vista panorâmica sobre o bairro de Alfama, o rio Tejo e outras atracções da cidade", pode ler-se no comunicado enviado às redacções. A experiência envolve o próprio acesso à igreja, às torres sineiras, ao passadiço e ao coro alto da igreja, "assim como a conteúdos interpretativos sobre o templo", pelo valor de 4 euros. A organização está a cargo da empresa Wonderful Day, que prevê entregar a cada visitante "uma pulseira de São Miguel". O objecto, define o administrador da empresa, Luís Aguiar Campos, "representa um amuleto da sorte, fé e protecção para os viajantes".      DRVista sobre Alfama A igreja foi construída como uma pequena ermida em 1150 e reconstruída entre 1673-1720. No seu interior, sobressaem a riqueza decorativa da talha dourada e as telas do século XVII, atribuídas ao pintor Bento Coelho da Silveira. Outras igrejas de Lisboa, como a da Graça ou a do Castelo, aderiram também a programas turísticos e culturais, através de serviços de outsourcing. A Igreja do Castelo, por exemplo, lançou recentemente um concurso que "que desafia os participantes a tocar um dos sinos do século XVIII, da época da Revolução Francesa", o Bell Challenge. "Através de um sensor de força, cada toque é medido em decib
Aloma volta a ganhar título de melhor pastel de nata

Aloma volta a ganhar título de melhor pastel de nata

A pastelaria Aloma, cuja primeira loja foi fundada numa esquina de Campo de Ourique em 1943, arrecadou pela terceira vez consecutiva o título "O Melhor Pastel de Nata de Lisboa", somando agora seis distinções no mesmo concurso. A final decorreu esta segunda-feira, no Congresso de Cozinha, nos Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras. Em segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, os pastéis de nata das pastelarias 7 Desejos, na Ericeira, e Casa do Padeiro, na Pontinha. O júri, presidido pelo gastrónomo Virgílio Gomes e composto por Lara Figueiredo (chef pasteleira do MACAM Hotel), Filipe Manhita (chef pasteleiro da Fortaleza do Guincho), Joana Barrios (apresentadora do 24 Kitchen e autora), Teresa Vivas (gastrónoma), Manuela Brandão (chef do Pap’Açorda) e Diogo Pimenta (criador de conteúdos), avaliou, em provas cegas, pontos como o aspecto, o toque da massa, o sabor e a consistência da massa, o recheio e o sabor global.  A final, aberta ao público, contou com a presença, ainda, de outros finalistas: a Casa Negrito (Vila Nogueira de Azeitão), a Castro - Atelier de Pastéis de Nata (Lisboa), a Confeitaria Glória (Amadora), a Nat'elier (Lisboa), O Pãozinho das Marias (Ericeira), a Panicoelho (Rio de Mouro), a Pastelaria Taigui (Lisboa), a Pastelaria Tinoco (Linda-a-Velha) e a Pastelaria Viriato (Odivelas).    O concurso O Melhor Pastel de Nata, dirigido apenas a estabelecimentos com fabrico próprio na Área Metropolitana de Lisboa, teve a sua primeira edição em 2009 e é
Passe Verde passa a ser válido nos comboios urbanos de Lisboa e Porto

Passe Verde passa a ser válido nos comboios urbanos de Lisboa e Porto

Urbanos, Regionais, InterRegionais e Intercidades. São estes os tipos de comboio abrangidos, desde 27 de Setembro e a nível nacional, pelo Passe Ferroviário Verde, ficando de fora o serviço Alfa Pendular.  Na prática, a mudança é o alargamento do passe aos comboios Urbanos de Lisboa e Porto, que antes não faziam parte do modelo. Assim, "nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, os passageiros que se desloquem exclusivamente de comboio podem usar apenas o Passe Ferroviário Verde em vez do passe intermodal Navegante (Lisboa) ou Andante (Porto), o que representa uma redução do custo mensal para metade", pode ler-se na nota do Ministério das Infraestruturas e Habitação. Nas deslocações em localidades exteriores à Área Metropolitana do Porto "as poupanças podem ser mais significativas", sublinham. O Passe Ferroviário Verde, lançado em 2024, tem o custo de 20 euros e é valido por 30 dias, tendo começado por ser válido nos comboios Regionais, InterRegionais e Intercidades (neste último caso, em segunda classe, com reserva de lugar nas 24 horas anteriores e sob o limite de duas viagens diárias). Além da versão para 30 dias, o passe também pode ser adquirido por períodos de 60 ou 90 dias, por 40 euros e 60 euros, respectivamente. De acordo com o ministério, "foram vendidos 1 milhão e 400 mil passes" desde o seu lançamento, em 2024. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn  
Do futebol feminino às cavalhadas, a Charneca conta a sua história

Do futebol feminino às cavalhadas, a Charneca conta a sua história

Na praça junto à igreja, vêem-se casamentos, as festas de São Bartolomeu, bilhetes de cinema, equipas femininas de futebol, churrascos, uma mulher sentada junto à fonte, a notícia da construção da sede da banda. Nos anos 60 a 80, quando ainda era freguesia (hoje pertence a Santa Clara), a Charneca era um lugar cheio de vida. É isso que mostra a selecção de fotografias e outros documentos (no total, foram recolhidos mais de 500 junto de antigos e actuais moradores, juntando-se aos cerca de 40 que já existiam no Arquivo Municipal de Lisboa) dispostos em mupis em frente à Igreja de São Bartolomeu, até 1 de Novembro.  "Tudo o que nos contavam sobre a Charneca não correspondia à realidade que vemos hoje", conta Filipa Ferreira, do Arquivo Municipal de Lisboa (AML), que há quatro anos iniciou o processo de pesquisa e recolha documental sobre esta zona esquecida, no limite Norte de Lisboa. "Quando falamos de Charneca, as pessoas perguntam: 'Qual Charneca? A da Caparica?'" Era preciso reconstituir pelo menos uma parte da história do lugar, que começou a transformar-se profundamente a partir do início da década de 70, com a chegada de "muita gente vinda do Norte" e com a construção de habitação onde antes existiam mais de uma dezena de quintas, vinhas, vacarias e terrenos de onde se extraía areia.  Fotografia cedida por Maria Gonçalves da Costa ao AMLEquipa de Futebol Feminino do Clube Desportivo da Charneca no campo do Chão de Loureiro, 1962 Franklin Veríssimo e José Luís da Silva
Em Alvalade, 30 mil mosquitos vão ser libertados numa experiência inédita

Em Alvalade, 30 mil mosquitos vão ser libertados numa experiência inédita

Esta quinta-feira, 24 de Setembro, 30 mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados na freguesia lisboeta de Alvalade. É a primeira fase de um projecto experimental de saúde pública, cujo objectivo é reduzir a população do mosquito-tigre-asiático em Lisboa, noticiou a agência Lusa. Anteriormente, no mesmo projecto, já haviam sido libertados 60 mil mosquitos da mesma espécie, no mesmo local. Por serem machos, estes insectos não picam. A esperança é, sim, de que os mosquitos estéreis contribuam para diminuir a reprodução da espécie. "Quando os libertamos no espaço onde existia população deste mosquito, eles, no fundo, vão competir com os mosquitos machos que já existem no local, os mosquitos selvagens", explicou Afonso Moreira, médico de Saúde Pública da Unidade de Saúde Pública Francisco George, da Unidade Local de Saúde Santa Maria. Nesta primeira fase da experiência, a equipa responsável tentará perceber, sobretudo, o comportamento dos exemplares libertados, como a sua capacidade de dispersão e sobrevivência na área de intervenção. A segunda fase deverá começar em Maio, "caso os resultados da primeira etapa sejam favoráveis". "Nós prevemos que, por volta dessa altura, se tudo correr bem, possamos fazer exactamente esse estudo comparativo em que libertamos mosquitos numa zona e noutra zona controlamos. Depois tentamos perceber se há diferença numa zona semelhante àquela onde estamos", indicou o investigador. A presença do mosquito-tigre-asiático (Aedes albopictus) tem
As Gira têm uma nova app. Será que é desta?

As Gira têm uma nova app. Será que é desta?

A nova aplicação das bicicletas Gira, geridas pela Emel, foi lançada esta terça-feira, dia 15 de Setembro. Aos mais de 40 mil utilizadores basta instalá-la (está na App Store e na Play Store), utilizando-a com as mesmas credenciais. "Esta evolução fornece novas ferramentas de gestão desde as estações até às bicicletas. O objectivo é ter uma experiência renovada e uma operação mais fiável e previsível no dia-a-dia de quem utiliza a Gira", informa a Emel no comunicado enviado para as redacções. Entre as novidades, a empresa garante um "interface mais intuitivo, uma experiência melhorada, uma nova carteira digital e um apoio ao cliente facilitado". Num e-mail enviado aos utilizadores, citado pelo jornal Público, refere-se que também as informações do passe são transferidas automaticamente para a nova aplicação, acontecendo o mesmo aos saldos.  Desde 2023, têm sido relatadas várias falhas na aplicação, muitas das quais relacionadas com a sua lentidão, que não permitia aceder a informação em tempo real, como o número de bicicletas disponíveis numa estação. Chegaram a surgir, inclusive, aplicações alternativas criadas por cidadãos de Lisboa.  O sistema de bicicletas partilhadas conta hoje com mais de 2000 veículos distribuídos por mais de 200 estações. Por dia, realizam-se 9000 viagens com Gira, informa a Emel. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Junta de Arroios troca de presidente: sai João Jaime Pires, entra Vítor Carvalho

Junta de Arroios troca de presidente: sai João Jaime Pires, entra Vítor Carvalho

A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã na semana passada, mas o comunicado oficial da Junta de Freguesia de Arroios chegou na manhã desta segunda-feira, 14 de Setembro. João Jaime Pires formalizou a renúncia ao cargo de presidente, por "razões pessoais e familiares", depois de ter sido eleito nas autárquicas de 2025, como candidato independente apoiado pelo Partido Socialista (PS). O Correio da Manhã falava, porém, de inadaptação às funções. Cumprindo-se os procedimentos legais, o secretário do executivo, Vítor Carvalho, passa a assumir a presidência da Junta de Freguesia de Arroios. Os "projectos em curso" e os "compromissos assumidos com a população" mantêm-se, indica o organismo. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Junta de Freguesia de Arroios (Lisboa) (@freguesiadearroios) Em Agosto, José António Videira, também do PS, formalizou a renúncia à presidência da Junta de Marvila, após ter suspendido funções em Fevereiro e durante o seu terceiro e último mandato consecutivo à frente da autarquia. Foi substituído pelo socialista Joaquim Cerqueira de Brito. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Metro lança linha de apoio com ligação directa às estações

Metro lança linha de apoio com ligação directa às estações

Junto aos elevadores da rede de metropolitano de Lisboa, tanto no exterior como nos cais de embarque, vão começar a surgir autocolantes com o número de telefone 965 980 000, o código de cada estação e as instruções para telefonar. É o novo serviço de assistência telefónica da empresa Metropolitano de Lisboa, através do qual os clientes podem contactar directamente a equipa operacional de uma determinada estação, "para pedir apoio relacionado com a utilização ou a indisponibilidade de um elevador, obter informação sobre percursos alternativos ou solicitar outra assistência necessária para prosseguir a viagem", informa a organização. O serviço vai funcionar todos os dias, entre as 06.30 e a 01.00, o horário de funcionamento do metro. A empresa entende que, "para além da instalação, recuperação e manutenção dos equipamentos, é fundamental garantir que os clientes conseguem pedir ajuda de forma simples". Depois de recorde de avarias, melhorias "Desde 2018, o Metropolitano de Lisboa instalou ou substituiu 42 elevadores em 15 estações", dá conta a empresa de transportes, acrescentando que, desde o final de Janeiro até 10 de Julho deste ano, "a taxa de indisponibilidade dos elevadores foi reduzida de cerca de 33% para aproximadamente 17%, enquanto nas escadas mecânicas se verificou uma diminuição de cerca de 15% para 8%". No final de Agosto, o jornal Observador identificou melhorias no plano da acessibilidade da rede perante a mudança da metodologia de manutenção. Isto na sequência