Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

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Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Março, Marçagão, já sabemos o que acontece às noites e as tardes, para nós, ficarão. Grátis serão, portanto, todos os minutos estendidos em relvados e miradouros, mas também a Feira de Inverno de Santos, a ida ao Mercado da Ribeira para ver moços de recado e lavadeiras de outra Lisboa na exposição fotográfica de Fernando Negreira ou ainda o escurinho do cinema (não queremos estar quentinhos?), em novos e velhos ciclos. No Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, há para ver as novas quatro exposições (destacamos a de Jaime Welsh) e, no fim-de-semana, ao cair do dia, sai outra proposta de aquecimento: a festa-teletransporte à Venezuela, na Musa. Recomendado: As melhores coisas em Lisboa em Fevereiro
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

A última semana de Fevereiro foi profícua em novidades, no que toca ao roteiro da arte. O MAC/CCB inaugurou uma nova exposição permanente, focada nos últimos 50 anos de produção artística internacional, mas também portuguesa. No CAM Gulbenkian, Bruno Zhu parte da ideia de coleccionismo para apresentar uma exposição que convoca também noções do design e da cenografia. Já o Museu Nacional de Arte Contemporânea rebentou com a escala das inaugurações ou abrir quatro novos exposições – entre elas, uma colectiva de artistas nacionais consagrados e outra dedicada à fotografia de Jaime Welsh. Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa em Março de 2026  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Estar longe de ecrãs e das respostas imediatas de motores de busca é um exercício que talvez tenhamos de praticar com mais frequência, em defesa dos nossos pequenos cérebros. E é preciso muito esforço? Talvez seja suficiente relembrar os clássicos da infância (seja a nossa ou a dos nossos pais), viajando por jogos como o Galo, a Forca (ou o Enforcado), o STOP ou a Batalha Naval. O mais impressionante é que pode passar horas a divertir-se apenas com um pedaço de papel e uma caneta. Nervoso? Vá preparando a cultura geral e a agilidade de pensamento, que os adversários já estão à espera. Temos 12 ideias de jogos com papel e caneta para experimentar. Recomendado: Escape rooms em Lisboa e Cascais. Acha que consegue escapar?
Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

Os troncos de Natal que vão brilhar na Consoada

É uma sobremesa típica em França e na Bélgica nesta altura do ano e, na sua versão mais tradicional, tem uma aparência rústica, semelhante a um tronco de madeira. Se é hábito da quadra as famílias reunirem-se à volta da mesa a comer bacalhau, também se tornou tradição juntarem-se com os doces como pretexto. Por cá, os troncos de Natal já são tradição e perdição para os gulosos do chocolate, fazendo competição com rabanadas, azevias, sonhos, coscorões e bolos-reis. Dos clássicos aos inovadores, dos rústicos aos requintados, eis alguns dos melhores troncos de Natal da cidade. Recomendado: O melhor do Natal em Lisboa
Onde comprar panettone em Lisboa

Onde comprar panettone em Lisboa

A massa mais leve e elástica do que a do bolo-rei ou bolo-rainha tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos em Portugal. O "pão doce" italiano começou a aparecer nas nossas mesas da Consoada e de lá não saiu, evidência da globalização mas também da nossa tendência para abraçar o novo e da vontade de remexer um pouco as tradições. Das versões clássicas com passas às mais pornográficas, com recheios de chocolate e quejandos, apresentamos-lhe versões de casas italianas e portuguesas, de pastelarias, mercearia e chefs de hotel. Na Grande Lisboa, não vai ficar de certeza sem um bom panettone para reinar, feito coroa, na mesa. O difícil pode ser escolher. Recomendado: Os doces de Natal que vai querer ter na mesa  
Os melhores presentes de Natal solidários

Os melhores presentes de Natal solidários

Para evitar que o verdadeiro espírito de Natal se perca no vai-vem das compras, da escolha do melhor peru ou dos últimos preparativos da decoração, que tal pensar em presentes duplamente especiais? Foi por isso que juntámos numa única lista uma dezena de sugestões de presentes de Natal solidários, verdadeiros dois em um que dão mais significado a esta quadra. Ao mesmo tempo que oferece algo a alguém de quem gosta, está também a contribuir para uma causa nobre. Espreite as nossas ideias e dê outro sentido ao Natal. Recomendado: As novidades portuguesas que vai querer oferecer este Natal
Os melhores sítios para comprar bolo-rei em Lisboa

Os melhores sítios para comprar bolo-rei em Lisboa

Em forma de coroa e feito de massa lêveda, o bolo-rei popularizou-se em Portugal no século XIX, seguindo uma receita originária do sul de Loire, França. Reza a história que a primeira casa a vendê-lo no país foi a lisboeta Confeitaria Nacional, facto que a coloca em destaque na lista dos melhores sítios para comprar o bolo-rei em Lisboa. Mas há-os de vários níveis de requinte, com ou sem corantes, mais para os frutos secos do que cristalizados ou ainda de fermentação natural. Quem é fiel às tradições, não pode tirá-lo da mesa de Natal, pelo que o melhor é seguir estes exemplares, premiados por um júri ou pelo povo, ainda que já sem fava e sem brinde. Recomendado: Dez cabazes para oferecer este Natal
Campanhas solidárias a não perder neste Natal

Campanhas solidárias a não perder neste Natal

Qual é o seu desejo para este Natal? Para uma criança em Gaza ou num hospital português, um idoso socialmente isolado ou uma mãe recente talvez seja ter algo que o aqueça ou a ideia de que alguém se lembrou deles. Para um animal que não tem casa, por sua vez, o importante será encontrar um padrinho. Para uma pessoa com deficiência, é sentir-se mais integrada. Ninguém disse que, no Natal, a fórmula do dar e receber se circunscreveria à família e amigos mais chegados. Confira diferentes formas de contribuir nesta lista de campanhas solidárias, que vão desde a doação de brinquedos até ao apoio a associações locais ou organizações internacionais. Recomendado: Natal verde: surpreenda com presentes amigos do ambiente 
Os melhores sítios para comprar bolo-rainha em Lisboa

Os melhores sítios para comprar bolo-rainha em Lisboa

"Da fruta cristalizada não gosto" é uma frase que se começou a multiplicar em várias casas portuguesas e da qual ainda hoje se ouve o eco. Talvez apenas se ouça menos porque são muitos os adeptos do bolo-rainha, um elogio aos frutos secos como as nozes, pinhões e avelãs, que continuam a saber a Natal. Com opções tradicionais a pequenas experiências com laranja ou figo, nesta lista vai encontrar dez locais da Grande Lisboa onde comprar bolo-rainha. Se nuns deve encomendar com antecedência, noutros pode ir à confiança, mas convém, em qualquer um dos casos, estudar antes e muito bem a lição. Recomendado: Os melhores sítios para comprar bolo-rei em Lisboa

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7.ª Masterclass Narrativa

7.ª Masterclass Narrativa

Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa e daí resultaram perspectivas sobreassuntos como o território, o luto, a memória, o isolamento, a devoção ou a transformação. Do pinhal da Beira Baixa às pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo, a exposição convida a atravessar diferentes espaços aos quais não podemos ser indiferentes. A masterclass é a génese do projecto Narrativa, promovendo um espaço de construção e de divulgação de novos autores.
Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Cinema e Debates sobre Saúde Mental e Trabalho

Neste ciclo de cinema organizado pela Universidade Nova de Lisboa e acolhido pelo espaço Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro, propõe-se um espaço de reflexão pública sobre os desafios contemporâneos associados ao mundo do trabalho e ao seu impacto na saúde mental. Ao pensamento e à discussão ajudam quatro filmes seguidos de debates com convidados de diferentes áreas. Como em Março se assinala o Mês da Mulher, o ciclo também fará um enquadramento às questões de género, bem como às condições materiais e afectivas que atravessam a vida profissional e pessoal, em particular a partir de perspectivas femininas.
Dois Temas – Um Olhar

Dois Temas – Um Olhar

Profissões e mercados de Lisboa, entre 1975 e 1980. Assim se resume o foco de atenção do fotojornalista Fernando Negreira, que tem agora esta exposição no Mercado da Ribeira, organizada pela associação CC11. As imagens vêm de um "deambular pela cidade enquanto fazia tempo para executar os trabalhos agendados pela redacção ao longo de cada dia" e hoje mostram a evolução social em Lisboa. De lavadeiras a moços de frete, eis uma Lisboa que já não existe.
Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Toma! 150 anos de Zés Povinhos

Comissariada pelo designer Jorge Silva e pelo director do Museu Bordalo Pinheiro, João Alpuim Botelho, a exposição "Toma! 150 anos de Zés Povinhos" acompanha o percurso de uma das figuras mais conhecidas do artista português, Zé Povinho, criada a 12 de Junho de 1875 nas páginas centrais do jornal A Lanterna Mágica. Mais de 150 anos depois, "o Zé continua tão presente no nosso quotidiano", "ganhando um lugar no nosso imaginário como símbolo do povo português". Ao longo do tempo, foi também apropriado por caricaturistas, profissionais do teatro, ceramistas e publicitários. Chegou, ainda, a ser mascote da selecção nacional de futebol. No mesmo espaço, está a nova exposição de longa duração, disposta por sete salas.
A Prova do Tempo

A Prova do Tempo

Uma nasceu nos anos 60, outra nos anos 90. Juntam-se, assim, duas gerações e duas perspectivas sobre os lados pagão e religioso, da tauromaquia às procissões. Mas com muitos pontos em comum. Em "A Prova do Tempo", as fotógrafas Inês Gonçalves e Ana Paganini mostram "surpreendentes afinidades temáticas, formais e simbólicas", como o facto de terem retratado, ambas aos 30 anos, diferentes protagonistas da festa brava, de toureiros a forcados. A acompanhar os trabalhos, no espaço Le Mur, na mesma galeria, está a instalação de Sebastião Castelo Lopes, "O som de fazer o último poema".
Portal do Retorno

Portal do Retorno

Criadas no contexto dos 50 anos de independência de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, as 30 obras em papel e cartão pintadas por Dino D'Santiago a tinta-da-China inspiram-se na memória do tráfico transatlântico de pessoas africanas, fazendo questionar "de que serve a independência sem memória". O contraste com as cores vivas acentuam o conceito de “pessoa de cor”, sublinhando “as vidas que foram – e continuam a ser – interrompidas pelo preconceito”, na visão do artista. A exposição propõe assim um "movimento inverso", assumindo-se como "um acto de desobediência à cronologia da dor". “De que serve a soberania se o espírito permanece exilado?”, pergunta ainda o autor.
PicNic

PicNic

Nuno Andrade é o vencedor da primeira edição do Prémio Narrativa – Fujifilm (que distingue a fotografia portuguesa contemporânea). Com "PicNic", mostra-nos um território de limbo no Seixal, a Ponta dos Corvos (também conhecida como a Praia dos Tesos) e as comunidades que o compõem numa vivência fora da rota. Nele vivem "comunidades que, frequentemente, são retratadas sob o signo da carência, exclusão ou marginalização" mas que aqui surgem como uma janela de liberdade e um contraponto a uma Grande Lisboa em permanente mudança. Assim, o fotógrafo "transforma um território periférico, aparentemente marginal, num espaço de revelação e pertença", escreve a galeria Narrativa, que acolhe a exposição.
Ensinamentos para Senhoritas

Ensinamentos para Senhoritas

Sara Maia, artista residente na Ilha das Flores, apresenta em Lisboa um conjunto de obras que partem do livro de Luísa Costa Gomes, Visitar Amigos e Outros Contos. O título da exposição, "Ensinamento para Senhoritas", é também o título de uma das obras inéditas que a integra e sugere uma "revisitação do passado bafiento e de um lugar a que, durante séculos, as mulheres estiveram votadas: o do que é doméstico e encerrado no lar", destaca a curadora, Helena Mendes Pereira. A maioria das obras é inédita e conta muito sobre "a robustez plástica de uma artista que escolheu as margens das imagens e a ausência de limites formais do papel para se fazer ouvir”.
40 Anos de Fotojornalismo – Prémios Gazeta

40 Anos de Fotojornalismo – Prémios Gazeta

O melhor do fotojornalismo português pode ser visto nesta celebração dos 40 anos dos Prémios Gazeta Fotografia. A exposição reúne todos os trabalhos vencedores na categoria de Fotografia e é um registo único da evolução do fotojornalismo português desde 1984 até hoje. Entre as imagens estarão momentos marcantes como os trágicos incêndios de Pedrógão Grande, fotografados por Adriano Miranda em 2017 e que resultaram em 66 mortos e 253 feridos, além da destruição de várias habitações e de muito património natural; a queda da ditadura, simbolizada pela célebre fotografia de Eduardo Gageiro do retrato de Salazar sendo retirado da sede da PIDE/DGS, em 1974; o incêndio no Festival Andanças, captado por Enric Vives-Rubio em 2016; ou os primeiros dias de guerra na Ucrânia, acompanhados por João Porfírio, em 2022.    
Típica de Alfama

Típica de Alfama

A funcionar desde 1998 numa ruela de Alfama, depois de uma primeira vida como gelataria, a Típica é lugar de refúgio de início da noite. Feita para quem não se quer deitar cedo nos dias chamados úteis, é uma tasca onde se servem bifanas e imperiais e onde as pessoas se juntam para soltar uns dós em grupo, seja nas noites de fado, seja numa sessão balcânica, numa roda de choro, na música do sul de Itália ou no rock de nenhures. Com cinco dias de música por semana, esta tasca-bar tornou-se naturalmente comunitária, como se moldam os lugares que estão mais interessados em fazer boa vida do que dinheiro. 
Chapelaria Lord

Chapelaria Lord

Fundada em 1941 como chapelaria para cavalheiros, ainda circulavam carros a brilhar na Rua Augusta, a Lord veio mais tarde a ser o ponto de encontro da elite que procurava calçado, gravatas e malas de alta qualidade. Também as senhoras passaram a ter na Lord o seu programa e solução, até porque, à época, sair de casa sem luvas, chapéu e mala era de mau tom. No interior, havia um chapeleiro em exclusividade e uma oficina para tratar de pequenos acidentes ou desgastes, que as peças eram para durar para sempre. A Lord deixou a Baixa em 2023, na sequência de uma drástica transformação da zona, que viu muito do seu comércio histórico ser subsituído por lojas de bugiganga e cadeias internacionais. Mas não foi o fim. Instalou-se em 2025 no coração de Alvalade. À frente de tudo está Ana Silva, filha do antigo proprietário. A qualidade e o charme das colecções e do mobiliário mantêm-se.
Piena

Piena

Primeiro, Elisa Sartor e Sara Cappai, duas italianas residentes na capital, abriram a Piena – libri persone visioni, uma pequena livraria independente em Arroios, só com livros em italiano. Três anos depois, mudaram-se para a zona do Campo dos Mártires da Pátria, para um espaço maior, com dois pisos, café, eventos que vão desde tandems linguísticos a leituras de poesia, e autores italianos traduzidos em português. "Somos uma livraria italiana, mas não generalista. Temos muita atenção em relação aos temas que aqui trazemos", explica Sara, editora e revisora, nomeando assuntos da actualidade, como a causa palestiniana, as migrações ou o transfeminismo. No primeiro piso, está a secção infanto-juvenil, com mesas e um espaço acolhedor para crianças, onde se realizam sessões de leitura.

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E que tal renovar o discurso do Museu da Presidência? Unidigrazz ou ±MaisMenos± entram na colecção

E que tal renovar o discurso do Museu da Presidência? Unidigrazz ou ±MaisMenos± entram na colecção

Quem olha para a Galeria dos Retratos do Museu da Presidência da República vê uma linha primordial conservadora. Há Manuel de Arriaga, pintado por Columbano Bordalo Pinheiro, Américo Tomás, por Henrique Medina, ou Aníbal Cavaco Silva, por Barahona Possolo. Pelo meio, Francisco Lapa teve vontade e coragem de quebrar a estética, com o retrato vivaz de António de Spínola, Júlio Pomar mexeu na postura, ao levar para a tela o movimento de Mário Soares, mas apenas Vhils (Alexandre Farto) rompeu com o enquadramento e a técnica: o retrato de Marcelo Rebelo de Sousa, apresentado esta quarta-feira, 4 de Março, é um close-up do rosto, esculpido em jornais e revistas dos últimos dez anos. "Foi a ideia mais louca que tive em dez anos de mandato", descreveu o Presidente cessante, referindo-se à encomenda ao artista natural da Arrentela, Seixal. Foi nesta nova relação entre o artista urbano e a Presidência da República que surgiu outra ideia, a de renovar o discurso artístico do museu. "Por sugestão de Vhils", foram adquiridas obras de 11 artistas e colectivos contemporâneos. São eles: ±MaisMenos±, Mantraste, Fidel Évora, Unidigrazz, Pantonio, Marta Pinto Machado, João Amado, Ana Aragão, Ana Malta, Francisco Vidal e Kindumba. As peças vão integrar a colecção do Museu da Presidência da República e estarão expostas na Sala do Conselho de Estado. "Ficou ainda acordado que serão adquiridas duas obras para reserva e uma para rotação, de AKA Corleone, Tamara Alves e Raquel Belli", acrescenta a Rá
Quatro anos depois, o panda de Bordalo II parou para descansar na Bela Vista

Quatro anos depois, o panda de Bordalo II parou para descansar na Bela Vista

Estávamos em 2022 quando o artista Bordalo II inaugurou a exposição a solo “Evilution”, no Edu Hub Lisbon. Entre outros animais, lá estava "Tired Panda", uma instalação feita de mais de 100 pneus usados e muita tinta. É esse mesmo panda, de 10 metros de altura, que está agora de forma permanente numa rotunda da Bela Vista, freguesia de Marvila, comunica a Valorpneu, organização sem fins lucrativos que trabalha com pneus usados e que doou a instalação à freguesia. A presença da obra na via pública, sublinha a organização, visa "sensibilizar a comunidade para a necessidade de prolongar o ciclo de vida dos materiais, ao mesmo tempo que evidencia o contributo decisivo da Valorpneu para um futuro mais sustentável". Durante o seu percurso, Bordalo II tem passado uma mensagem de combate ao desperdício e de crítica à sociedade do consumo e "à forma desrespeitosa como os humanos tratam a natureza", como declarou o artista em 2020, numa entrevista à Time Out. Também a crítica partidária e o dedo apontado à especulação imobiliária em Lisboa têm feito parte da sua narrativa. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Lisboa tem dois cinemas entre os melhores do mundo

Lisboa tem dois cinemas entre os melhores do mundo

Olhando para cine-teatros clássicos e templos contemporâneos dedicados à sétima arte, a Time Out fez uma lista dos 100 melhores do mundo. Pelo meio, dois espaços lisboetas mereceram menção: o Cinema São Jorge, na 81.ª posição, e a Cinemateca Portuguesa, na 27.ª. "Com o seu icónico letreiro de néon a iluminar a Avenida da Liberdade desde 1950, o Cinema São Jorge continua a ser um dos marcos da cidade. Acolhe festivais como o IndieLisboa, o DocLisboa e o Queer Lisboa, além de exibir clássicos como O Padrinho. Chegue cedo, peça uma bebida no bar e desfrute da magia do grande ecrã nas suas três salas", lê-se no artigo. Já em relação à Cinemateca, instalada desde a década de 1980 na Rua Barata Salgueiro, destacam-se as "três salas confortáveis" e o foco nos clássicos e na história do cinema. Courtesia de CC/Flickr/Tim WangTCL Grauman’s Chinese Theatre "Dos cinemas de culto de Tóquio, dos grandiosos templos cinematográficos parisienses aos adorados cinemas de Sydney e aos palácios cinematográficos de Los Angeles, de um cinema em Berlim com o seu próprio bunker nuclear a um cinema canadiano com apenas 12 lugares, destacamos cem magníficos palácios do cinema que todos os cinéfilos devem conhecer – e visitar", enquadra a Time Out internacional. Os três primeiros lugares da lista são ocupados pelo independente Film Forum, em Nova Iorque; pelo Stella, em Dublin (há lugares com direito a mesa, onde se pode beber um cocktail Citizen Kane ou Dirty Harry); e pelo TCL Grauman’s Chinese The
Este ano, o Concurso Sardinhas quer conhecer a história de cada um

Este ano, o Concurso Sardinhas quer conhecer a história de cada um

Começa esta sexta-feira, dia 6 de Março, o Concurso Sardinhas, em que artistas, designers, ilustradores e criativos são convidados a reinterpretar o símbolo da sardinha. A partir da silhueta original disponível na página da EGEAC – Lisboa Cultura, o objectivo é partir de técnicas artísticas como o desenho, a pintura, a colagem, a fotografia ou a ilustração (ou qualquer outra forma de expressão visual) para uma reinvenção gráfica e conceptual do pequeno peixe. Embora o tema seja livre, há um mote: “Qual é a tua história?”. A ideia é que, através dos trabalhos candidatos, se faça “uma viagem criativa através das histórias que nos marcaram, individual ou colectivamente”, comunica a organização, dando exemplos: “Da Batalha de S. Mamede (fundacional de Portugal) à Revolução de Abril, da invenção da imprensa à chegada do Homem à lua, da Revolução Industrial à era digital, do Renascimento ao Modernismo, dos Jogos Olímpicos ao Campeonato Mundial de Futebol, da Teoria da Relatividade à inteligência artificial, da Magna Carta à Declaração dos Direitos Humanos, das tradições populares às narrativas pessoais e familiares – todas as histórias têm lugar neste desafio.” Mais do que revisitar o passado, o concurso deste ano visa saber o que se quer contar sobre o presente. “Que feitos estamos a construir? Que futuro imaginamos? Cada sardinha poderá ser um manifesto, uma memória, uma celebração ou uma provocação artística. Porque cada sardinha conta uma história. E em 2026, a pergunta é simpl
Ventos fortes e descida das temperaturas obrigam a voltar aos casacos em Lisboa

Ventos fortes e descida das temperaturas obrigam a voltar aos casacos em Lisboa

As temperaturas vão descer e o vento vai soprar forte a partir desta quinta-feira, dia 5 de Março. Com a previsão de rajadas até aos 80 km/h no litoral e nas terras altas, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) lança, aliás, alerta amarelo quanto ao vento e à agitação marítima para a região de Lisboa (na sexta-feira, este último passa a laranja). De acordo com a previsão descritiva, a temperatura máxima vai descer progressivamente desde os 22 graus desta quarta-feira até 12 graus, na sexta-feira. Já a mínima desce dos 12 para os 9 graus. A acompanhar o cenário está o regresso da chuva, a partir da tarde de quinta-feira. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Funicular da Graça volta a circular em Abril

Funicular da Graça volta a circular em Abril

Sujeito a uma vistoria técnica na sequência do acidente do Elevador da Glória, em Setembro, o Funicular da Graça vai voltar a funcionar em Abril, comunicou a Carris esta segunda-feira, citada pela agência Lusa. Inaugurado em Março de 2024, o funicular é o equipamento mais recente da rede de ascensores e elevadores de Lisboa, facto que terá contribuído para a nota positiva nos testes às condições estruturais e operacionais. Já os ascensores da Bica e do Lavra continuarão parados, sujeitos a "estudo, testes e avaliação". Recorde-se que uma das primeiras decisões de Carlos Moedas, presidente da Câmara de Lisboa, a seguir à tragédia do Elevador da Glória foi suspender o funcionamento dos equipamentos similares na cidade. Ficou então definido que todos os ascensores e elevadores "apenas retomariam a operação com padrões reforçados de segurança, totalmente alinhados com as melhores práticas nacionais e europeias". Para apurar o que aconteceu na Calçada da Glória está em curso a investigação do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, depois de em Outubro ter sido divulgado um relatório preliminar apontando para falhas graves no equipamento e na sua monitorização (o cabo do elevador não estava certificado para transporte de pessoas e as inspecções regulares da Carris nunca o detectaram). Estão ainda a decorrer uma investigação da Carris e outra do Ministério Público, esta última para apurar eventuais responsabilidades criminais qua
Eis o RUA, o novo mapa para saber o que acontece no bairro

Eis o RUA, o novo mapa para saber o que acontece no bairro

Neste mapa, os pins não apontam apenas para restaurantes, lojas ou monumentos. O RUA Map, ferramenta digital lançada este mês de Fevereiro, é "um mapa vivo e interactivo que geolocaliza notícias, eventos, iniciativas e histórias de toda a cidade", pode ler-se no comunicado enviado pela startup portuguesa Rede RUA, que criou a plataforma. O mapa funciona como um canal de distribuição de notícias de vários meios, mas também de eventos de bairro, que podem ser directamente adicionados à plataforma por cidadãos, grupos de vizinhos, juntas de freguesia ou instituições de maior porte, fazendo prevalecer a "cultura hiperlocal". Traduzindo, ao abrir o RUA Map para planear uma noite ou um fim-de-semana, poderão aparecer sinais de uma sardinhada organizada por moradores da Graça mas também um concerto de música erudita em Belém. Adeus à pesquisa simultânea em 20 páginas Na nota enviada aos media, a startup explica que o projecto surgiu com o intuito de resolver um problema: a dificuldade em aceder a informação local. A solução encontrada foi tentar compilar toda a informação possível numa única plataforma, de forma que "qualquer pessoa possa descobrir o que acontece à sua volta sem ter de procurar em dezenas de sites e redes sociais". Na visão da empresa, facilita a pesquisa, mas também a comunicação de eventos por associações, colectivos, cooperativas e projectos comunitários que organizam iniciativas nos territórios onde actuam. Inês Costa Monteiro RUA Map Recuando um pouco mais, a
Fábrica de Pólvora do Seixal considerada um dos espaços patrimoniais mais ameaçados da Europa

Fábrica de Pólvora do Seixal considerada um dos espaços patrimoniais mais ameaçados da Europa

A Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços foi incluída na lista dos sete sítios patrimoniais mais ameaçados da Europa pela rede Europa Nostra. A organização identificou “sérias ameaças” resultantes de “décadas de envelhecimento do material”, de “manutenção irregular”, do “colapso de tectos, fissuras estruturais, infiltrações e corrosão”, de “episódios de vandalismo” e do “crescimento descontrolado da vegetação”. Há mais de duas décadas que a Câmara Municipal do Seixal (CMS) faz esforços para a preservação e musealização do espaço, que hoje é parcial, mas não os suficientes para proteger a totalidade do património. Além da degradação progressiva, as condições agravaram-se este mês de Fevereiro, na sequência das tempestades que assolaram o país. Uma enxurrada fez inundar o recinto da fábrica, provocando danos de relevo na maquinaria centenária. “Só uma intervenção muito significativa poderá restaurar o que foi estragado”, garantiu então ao jornal Público a historiadora Graça Filipe, da autarquia. A inclusão da Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços na lista de património em risco da Europa Nostra torna-a elegível para uma subvenção de dez mil euros do Banco Europeu de Investimento. A unidade fabril foi fundada em 1894, mas, três anos depois, um grave acidente destruiu parte do edificado e vitimou mortalmente nove trabalhadores, seguindo-se a reconstrução do complexo. Também a sua desactivação foi tumultuosa: o processo começou em 1998 e terminou em 2002, quando um novo acidente
'Marilyn', de Andy Warhol, está viva por umas horas neste altar profano da Gare do Oriente

'Marilyn', de Andy Warhol, está viva por umas horas neste altar profano da Gare do Oriente

Subidas as escadas rolantes da Gare do Oriente, vê-se um stand de promoção a uma conhecida marca de iogurtes. Do outro lado, está Thomas Hirschhorn, em velocidade furiosa, a montar um altar precário, cheio de mensagens e fotografias coladas em cartões, peluches de ovelhas, macacos e outros animais, oferendas de laranjas e maçãs, incenso e jarras com flores. "O que é isto?", pergunta uma transeunte. É a pergunta certa. "Isto" é um dos altares do artista suíço de 68 anos, radicado em Paris, desta vez dedicado a um dos artistas que mais o influenciou: o rei da pop art, Andy Warhol. Mas é também um sublinhar do ícone Marilyn Monroe, a partir da obra original criada em 1986 por Warhol, que viajou de Cáceres até Lisboa, para ocupar o centro do altar. "Faz lembrar o passado, as festas que se faziam. Era tão saudável e bonito. Hoje as pessoas estão muito egoístas, não querem saber umas das horas", continua a transeunte, como que numa resposta a si própria. É este acto de questionamento, de confronto com quem passa, que procura Thomas Hirschhorn com as suas instalações cacofónicas no espaço público. Ao mesmo tempo, também procura chamar a atenção para a forma como podemos mudar o curso dos dias e o espaço, para a efemeridade e para o carácter aleatório dos acontecimentos. "Escolho locais que não estejam no centro ou em pontos estratégicos de uma cidade, apenas qualquer lugar. Da mesma forma que as pessoas podem morrer em qualquer lugar. A maioria das pessoas não morre no meio de uma p
Durante três dias, a Livraria Snob vai vender livros a cinco euros

Durante três dias, a Livraria Snob vai vender livros a cinco euros

Alfarrábios em bom estado, sobretudo dos campos da ficção, do ensaio e da poesia, estarão à venda na feira organizada pela livraria Snob, nos dias 26, 27 e 28 de Fevereiro (de quinta-feira a sábado).  Entre os livros que vão transitar do armazém para a livraria, com o fim de libertar espaço, estarão exemplares a menos de metade do preço, detalha a organização. À seguir aos dias da feira, também haverá uma venda online de livros. Travessa de Santa Quitéria, 32 A (Rato). 26-28 Fev, Qui-Sáb 12.00-20.00  🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Lisboa eleita o nono melhor destino europeu entre mais de 500 cidades

Lisboa eleita o nono melhor destino europeu entre mais de 500 cidades

Lisboa ficou no nono lugar do ranking de melhores destinos europeus da European Best Destinations. A edição deste ano envolveu mais de 500 destinos e mais de 1,3 milhões de votos de viajantes de 154 países. A favor de Lisboa jogaram a luminosidade, o estilo de vida, a autenticidade dos bairros históricos, a gastronomia e a articulação entre património e criatividade contemporânea. A liderar a lista está Madrid, provando que Espanha está no seu "momentum" no que toca a viagens, depois da vitória de Marbelha em 2024 (no ano passado, o campeão turístico foi o Mónaco). A completar o pódio de 2026 estão a cipriota Nicósia e a região vitivinícola Stajerska, na Eslovénia. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Fechado, degradado ou com projecto para hotel, muito do património lisboeta está sem destino

Fechado, degradado ou com projecto para hotel, muito do património lisboeta está sem destino

Era preciso pegar naquilo e fazer qualquer coisa. Estávamos em 1990, em Marselha, quando deixaram de se produzir cigarros no bairro Belle de Mai. A fábrica, propriedade do Estado, tornou-se um vazio na cidade e, ao mesmo tempo, uma potência. Não tardaram a chegar os agentes culturais, e depois os políticos, construindo-se ali, durante anos, um dos principais pólos de atracção da cidade. Hoje, o centro cultural Friche la Belle de Mai recebe 450 mil visitantes por ano. Se é preciso ir a França para conhecer exemplos de espaços devolutos aos quais se conseguiu dar a volta? Não. No Porto, o antigo matadouro industrial (edifício municipal em que a Mota Engil está a investir cerca de 40 milhões de euros) vai abrir este ano como centro de trabalho, cultura e serviços. Em 2008, a Lx Factory foi uma revolução em Lisboa e a empresa que a gere, a Mainside, prepara-se para fazer algo semelhante na desactivada estação ferroviária do Barreiro. Seis anos depois, numa escala menor, as antigas carpintarias de São Lázaro, junto ao Martim Moniz, foram compradas pela autarquia depois do incêndio que as encerrou e, pelo menos até 2044, o espaço, concessionado, será cultural. Entre outros casos, há ainda a Casa Capitão, que entrou pela porta da antiga casa do comandante da Manutenção Militar, sob um acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), remexendo o Beato. “Sempre se imaginou fazer também alguma coisa na ala Norte [da Manutenção Militar], mas a ideia foi para a gaveta”, lamenta à Time Out