Começou a rabiscar textos impublicáveis em criança, tentou seguir ciências exactas na adolescência, chegou à idade adulta e assumiu que a vida devia passar pelo jornalismo. Escreveu nas áreas da saúde, viagens, sociedade, economia e cultura, cofundou uma revista generalista sobre Lisboa e foi freelance durante oito anos, período em que colaborou com o Público, Expresso, Exame e Jornal de Negócios. Vive desde 2008 em Lisboa, cidade-casa, é da geração à rasca e integra, desde 2023, a equipa da Time Out, onde vasculha as folhas da Grande Alface e escreve os temas que fazem mexer a cidade, da política aos becos favoritos de Pessoa. 

rute.barbedo@timeout.com

Rute Barbedo

Rute Barbedo

Jornalista

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Os melhores miradouros em Lisboa

Os melhores miradouros em Lisboa

Não fosse uma cidade feita sobre colinas e não teríamos a sorte de apanhar miradouros em cada contracurva. Se é preciso subir muito? Claro. Mas, ao contrário da expressão popular, em Lisboa, a subir todos os santos ajudam (de Santo António a São Vicente, há por cá muitos). As vistas obrigam a paragem obrigatória, mesmo para quem vai com pressa, e delas vêem-se os telhados cor-de-tijolo, monumentos imponentes, o Tejo, as copas das árvores, o Castelo de São Jorge, a Ponte 25 de Abril ou a Margem Sul. Quase todos são de acesso livre e não obedecem a horários, pelo que a única dificuldade que resta é escolher onde ir. Como bónus desta lista dos melhores miradouros de Lisboa, ainda piscamos o olho aos miradouros de Monsanto e também a alguns miradouros pagos pela cidade. Na companhia de um amigo, de um livro ou de um amante, descubra a cidade de outros prismas. Recomendado: Os melhores rooftops de Lisboa
As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

As melhores coisas radicais para fazer em Lisboa

Isto não é sobre desportos, mas sobre atitude. Por isso, avisamos desde já que, se não tem queda para quedas, ou para o imprevisto, é melhor parar já de ler. Entre atirar machados a um alvo, perder-se no quarto escuro de uma discoteca, voar num túnel de vento ou até saltar de pára-quedas, a dose de adrenalina pode variar, mas a emoção está sempre garantida. Se não tem medo de alturas nem de desafios fora da caixa, veio ao sítio certo. Reunimos neste guia as actividades radicais mais entusiasmantes para quem procura fugir da rotina. Destemidos da cidade: eis as coisas radicais para fazer em Lisboa e arredores que tem obrigatoriamente de riscar da sua lista. Recomendado: Sítios onde um adulto pode ser criança em Lisboa
Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Estes são os melhores arraiais em Lisboa

Ainda antes de se montarem as grelhas já cheira a sardinha assada, tal é a ânsia pela maior festa da cidade. Sabemos todos que a cerveja nunca falta, que o bailarico é o movimento rei dos dias de Junho (e alguns dias de Maio também) e que grandes nomes da romaria e música popular portuguesa arrastam multidões até aos recintos mais badalados. Há festas com palco, mas também colunas encostadas às portas dos prédios, sardinhas a emergir de bacias e convites inesperados para dançar, da Bica a Campolide, que os Santos não são apenas do centro histórico há muito. Tudo é mérito do Santo António, o mais popular de Lisboa, que se abriu ainda a inovações como "seitanas" ou festas muito longe do pimba. Não perca de vista esta lista dos melhores arraiais em Lisboa, mas atenção: o mais provável é que esteja em constante actualização, assim que são divulgados novos cartazes.  Recomendado: Os Dez Mandamentos da Sardinha
As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

As melhores coisas grátis para fazer em Lisboa esta semana

Pela primeira vez, Lisboa celebra a Semana da Bicicleta, numa programação que envolve conversas, passeios organizados, corridas e festa. Festa, aliás, é coisa que não vai faltar, já que os arraiais começam em vários bairros da cidade, de Campolide à Mouraria. No campo das exposições, são os últimos dias para ver a mostra de fotografias de António Variações no MUDE e "À distância de um braço", na Lumina. Para quem tiver até 25 anos, há também dois dias de porta aberta (sem pagar) na ARCOlisboa, que este ano tem duas exposições no programa. No fim-de-semana, arranje-se fôlego para visitar o património botânico nos Jardins Abertos e o conventual no Open Conventos.  Recomendado: As melhores coisas para fazer em Lisboa
Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

Exposições em Lisboa para visitar este fim-de-semana

A Primavera pode ser conhecida por deixar os jardins e canteiros da cidade todos floridos, mas o efeito que tem na agenda de exposições não é muito diferente. Esta semana, há uma nova exposição no MAAT, só com pintura, escultura e desenho de Manuel João Vieira, o homem que estamos habituados a ver atrás de um microfone ou no tempo de antena das presidenciais. No MUDE, também há novidades fresquinhas e envolvem um outro vulto dividido entre a cultura e a política. "Autocolante. Iconografia da Liberdade" reúne 1800 autocolantes do arquivo Ephemera, de José Pacheco Pereira. Recomendado: Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa
Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Siga este roteiro de arte urbana em Lisboa

Vhils, Bordalo II, ±MaisMenos±, Tamara Alves ou Pantónio são alguns dos nomes portugueses mais sonantes neste roteiro de arte urbana em Lisboa. A eles juntam-se artistas vindos do Brasil, França, Polónia ou Estados Unidos, compondo a paisagem visual da cidade e o posicionamento de Lisboa como uma das cidades mais interessantes do mundo no que toca à street art. De Marvila à Madragoa, da pintura à escultura, eis 30 pontos para sinalizar no mapa dos fãs da arte que dominou as empenas e os muros do mundo.  Recomendado: Estes campos de basquetebol em Lisboa são autênticas obras de arte
11 grandes casas de fado em Lisboa

11 grandes casas de fado em Lisboa

Há as clássicas matinées e também as noites que voam pela madrugada. O fado não está preso a horas nem a regras, a não ser a sacrossanta ordem de silêncio sempre que começam a soar as guitarras. Vivo em tascas onde se comem bifanas no chão e em casas solenes de toalha branca e bacalhau assado, a música nascida no século XIX tornou-se chamariz turístico mas também, e ainda, refúgio exigido pelos locais. Nesta lista, partilhamos lugares onde tocam e cantam músicos de todas as gerações, com e sem consumo obrigatório. Recomendado: À descoberta de Amália Rodrigues por Lisboa
18 mulheres marcantes da história de Lisboa

18 mulheres marcantes da história de Lisboa

Estamos em 2026 e ainda nenhuma mulher liderou a Câmara Municipal de Lisboa. As decisões continuam a ouvir-se sobretudo de vozes masculinas, os lugares de poder mantêm-se dentro do mesmo género. Se já estivemos muito mais desequilibrados? Claro. Se é preciso ir muito mais longe? Bingo! As figuras que aqui elencamos são, por isso, mulheres que não devemos perder de vista ou de memória. Muitas desafiaram o regime opressivo, foram presas ou tiveram de fugir. Algumas instauraram na cidade um novo ritmo ou destacaram-se pelo "simples" facto de serem mulheres a falar alto num universo de homens. São mulheres das artes à ciência, da política e das tabernas. Recomendado: Roteiro pelas estátuas de mulheres em Lisboa  
Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Ano Novo Chinês em Lisboa: o que comer e o que fazer

Para quem celebra a entrada no novo ano na passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, fique a saber que o Ano Novo Chinês se faz de maneira diferente. Não há 12 badaladas, muito menos 12 passas e espumante. Começa a 17 de Fevereiro, dia em que tem início um novo ano lunar, desta vez sob o signo do cavalo. As celebrações têm lugar ora à volta da mesa, ora no museu. Nas ruas, a data também não passa em claro – há um desfile e um mercado de artesanato e gastronomia.     Recomendado: Os melhores restaurantes chineses em Lisboa   
12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

12 curiosidades sobre o Carnaval (em Lisboa e não só)

Calha sempre a uma terça-feira, é um feriado facultativo e móvel e é também a desculpa perfeita para usar aquela roupa escondida no armário, assustar estranhos, dançar em lugares improváveis ou mascarar-se, sei lá, de zebra. Há muitas teorias sobre as origens do Entrudo, das linhas pagãs às religiosas, e muitas importações que o foram transformando ao longo das décadas. Certo é que o Carnaval continua a celebrar-se um pouco por toda a parte, de Lisboa a Bragança, e a combinar as mais variadas expressões culturais, sempre com o objectivo de quebrar totalmente a rotina. Fique a saber mais um pouco sobre esta festa, das sátiras do século XXI aos sustos e outras tradições. Recomendado: Já sabe o que vai fazer aos miúdos no Carnaval?
Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

Artes plásticas, fotografia, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à astrofísica, passando pelo corpo, sempre o corpo. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte comerciais, de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares movidos pela força de associações e pelo sector público. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza, contar as cores ou, pura e simplesmente, divertir-se. Gostos, há para tudo. Recomendado: 20 galerias de arte em Lisboa: um roteiro alternativo
Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Para se divertir com estes jogos só precisa de papel e caneta

Estar longe de ecrãs e das respostas imediatas de motores de busca é um exercício que talvez tenhamos de praticar com mais frequência, em defesa dos nossos pequenos cérebros. E é preciso muito esforço? Talvez seja suficiente relembrar os clássicos da infância (seja a nossa ou a dos nossos pais), viajando por jogos como o Galo, a Forca (ou o Enforcado), o STOP ou a Batalha Naval. O mais impressionante é que pode passar horas a divertir-se apenas com um pedaço de papel e uma caneta. Nervoso? Vá preparando a cultura geral e a agilidade de pensamento, que os adversários já estão à espera. Temos 12 ideias de jogos com papel e caneta para experimentar. Recomendado: Escape rooms em Lisboa e Cascais. Acha que consegue escapar?

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Refugee Week

Refugee Week

Já acontecia há uns bons anos pelo mundo, mas foi em 2025 que chegou pela primeira vez a Portugal, implantando-se com 30 eventos e mais de 800 participantes em quatro cidades do país. Este ano, a internacional Refugee Week acontece em Lisboa, Porto, Leiria, Fafe e Odemira, de 15 a 21 de Junho, com uma programação que inclui concertos, gastronomia, oficinas, filmes e, acima de tudo, partilha de conhecimento, de diferenças e afinidades. O tema deste ano é “coragem”.
Miradouro da Rocha do Conde de Óbidos

Miradouro da Rocha do Conde de Óbidos

Mesmo ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga, este miradouro do Jardim da Rocha do Conde de Óbidos (também conhecido por Jardim 9 de Abril ou Jardim das Albertas) tem vista panorâmica sobre o porto e o rio Tejo, a Ponte 25 de Abril e a Margem Sul. Ligado à Avenida 24 de Julho por duas escadarias ou, por cima, pela Rua das Janelas Verdes, é ponto de vista mas também de sombra. 
Miradouro de Santa Clara

Miradouro de Santa Clara

Se a Feira da Ladra, que acontece neste ponto alto da cidade todas as terças-feiras e sábados, é um miradouro para o passado, através da muita quinquilharia e roupa vintage que ali se vende, o Miradouro de Santa Clara é aquele lugar com namoradeiras e vista presente para o Tejo. No jardim (de nome Botto Machado), há quiosque, parque infantil e parque para cães. 
Arraial d'A Voz do Operário

Arraial d'A Voz do Operário

O convívio e os comes e bebes são o forte deste arraial, escondidinho no pátio d'A Voz do Operário, na Graça. No total, são oito dias de festa, a começar no dia 10, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e a terminar no dia 27 de Junho. Sempre a partir das 19.00. Na noite de Santo António, há música ao vivo com o Trio Nova Opção e Ideiafix e, no dia 20, há concerto com Projecto Bug (22.00), seguido do DJ set de Sapatrux.É possível reservar mesas através do email eventos@vozoperario.pt ou do telefone 218862155 (excepto nos dias 10 e 12).
Bruscky em Brusque

Bruscky em Brusque

A ZDB inaugura esta antologia de Paulo Bruscky (1949, Recife), um dos pioneiros da arte conceptual do Brasil, que se manifesta desde a década de 1970 nas relações entre arte, comunicação e tecnologia. Entram no seu trabalho poesia visual e sonora, performances, livros e filmes de artista, xerox arte e fax arte, instalações, intervenções urbanas, e dos novos media. O tecnológico de outras eras, hoje quase visto como manual. A sua obra é caracteristicamente semiótica, privilegiando as significações não-literais, acasos e coincidências como bases para a criação. Tal como aconteceu no início dos anos 1980, quando viajou à cidade de Brusque, no estado de Santa Catarina, apenas atrás do acaso da quase-homonímia. Manipulou postais, fotografou placas informativas, sinaléctica e elementos da cidade. Tudo isto foi “Bruscky em Brusque”, num vínculo entre o acaso e a lógica.
Festival Regador

Festival Regador

Quem disse que conversas sobre política e modos de vida não têm lugar entre bailaricos do Santo António? Nesta horta em que tudo é pela beleza e pela vida em sociedade, a programação das festas inclui conversas, oficinas, mercados, concertos, leitura de histórias, alimentação saudável, convívio e conhecimento. É aqui que tudo começa, mas não é aqui que acaba. O Festival Regador é um dos momentos alto de convívio na Horta do Alto da Eira, mas também uma grande ode à natureza e às colheitas, onde há espaço para dançar, comer e beber. Destaque, no dia 6, para a oficina e degustação "Vamos tomar o Pequeno-Almoço" com Romina Bertolini e Liliana Escalhão e a conversa "Até onde vai o Turismo?", com as juntas de freguesia de Arroios, Penha de França e São Vicente, o movimento Parar o Hotel no Quartel, o colectivo Sirigaita e a Vida Justa. Na noite de Santo António, por exemplo, a vida cinge-se à música, com Largo da Cumbia e A Minha Vida Dava Uma Banda Sonora.
Arraial de São Miguel

Arraial de São Miguel

Não se sabe ao certo em que dia arranca, mas é sempre no final de Maio. Um dos principais arraiais de Lisboa acontece no coração de Alfama e, às vezes, há quem não consiga lá chegar sem ter os pés levantados do chão e ser levado pela multidão de festeiros. O segredo é não ir muito tarde. A música de diferentes colunas mistura-se, o cheiro a sardinha impregna-se na roupa e não há como fugir ao convite do desconhecido para dançar. 
Santos em Santos

Santos em Santos

É seguramente o arraial mais longo de Lisboa, começando em Maio e estendendo-se até Julho, com a ajuda do Mundial de 2026. No Terrapleno de Santos, junto ao rio, espere encontrar os acepipes do costume (sardinha, caldo verde e caracóis incluídos) e os manjericos e bandeirolas da praxe. Datas para cada um dos espectáculos ainda não há (promete-se actualização) e horários exactos também não, mas já se conhecem os nomes do cartaz: Quim Barreiros, Maria Leal com o Turb’Ó Baile, Santos Noventeiros (com assinatura da Revenge of the 90s), Rosinha, Micaela, Saul, Romana, Iran Costa, Jorge Guerreiro, Mónica Sintra, Xana Carvalho, Joana D’Arc e Kiko is Hot. 
Arraial do Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia

Arraial do Centro de Cultura Popular de Santa Engrácia

Formado em 1939 como Grupo Desportivo dos Tabacos, este refúgio da Calçada dos Barbadinhos é um dos mais vivos espaços associativos de Lisboa. E, nos Santos, não foge à regra. Em colaboração com a publicação NiT, o espaço amplo com direito a lugares sentados, palco e vista para o Tejo recebe comida de grelha e nomes como Maria Leal (5), Saul (6), Ena Pá 2000 "Caos Popular" (9) ou Ruth Marlene (12). Estão também programados dois momentos especiais: o concurso "camisola original" e um karaoke de hits portugueses. 
Grande Arraial de Belém

Grande Arraial de Belém

Não há nenhuma música pimba sobre o 29 de Maio, mas não é por isso Belém precisa de esperar para lançar o seu grande arraial. Durante duas semanas, o Parque dos Moinhos de Santana há assadores e barracas por todo o lado, não faltando nunca as máquinas de cerveja à pressão. A festa começa com os Deixa Rolá (29 de Maio, regressando a 11 de Junho), avança com Queres é Pimba (30 de Maio),  Non Stop (3 de Junho), Tio Jel (5 de Junho), Toy (9 de Junho) e Kiko is Hot (12 de Junho). Pelo meio, há DJ e diversões. 
Arraial de Alvalade

Arraial de Alvalade

Alvalade volta a reunir-se em peso no Complexo Desportivo Municipal de São João de Brito para festejar a época mais festiva da cidade. O cartaz também não é levezinho. Quim Barreiros (9) e Rosinha (10) são as estrelas do pimba, os Táxi (12) entram em força com o seu pop-rock e o Coro e Banda UBA - Universidade Briosos de Alvalade (13) vem suavizar com música tradicional portuguesa. Além da música, o recinto tem zonas de alimentação amplas e um espaço de diversão dedicado aos mais novos. Entra-se pela Avenida do Brasil ou pela Estrada da Portela.
Arraial dos Navegantes

Arraial dos Navegantes

Fica no Parque das Nações, junto à Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, e é um dos maiores arraiais de Lisboa. Tem capacidade para 2000 lugares sentados e, nos últimos anos, tem-se contado cerca de 30 mil visitantes ao longo dos três dias do evento. O cartaz de 2026 ainda não está fechado (apenas as datas) mas normalmente vai de música popular portuguesa a coros comunitários, passando ainda pelo jazz.

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Benfica homenageia António Lobo Antunes com mural de Edis One

Benfica homenageia António Lobo Antunes com mural de Edis One

O novo mural de Benfica é "uma sentida homenagem" da Junta de Freguesia ao escritor António Lobo Antunes, que aqui nasceu e cresceu. Da autoria de Edis One, a pintura fica numa empena de 21 metros de altura, no novo edifício de habitação da junta, perto da esquadra da PSP (Rua André de Resende). Além de retratar o autor de Memória de Elefante e Os Cus de Judas, o mural contempla uma criança vestida de astronauta, sentada num baloiço, enquanto lê. É "uma metáfora da imaginação, da descoberta e da construção do pensamento", explica a Junta de Freguesia. "Depois da entrega, a título póstumo, da Chave de Honra da Freguesia à família do escritor, a Junta de Freguesia de Benfica dá agora mais um passo para perpetuar a sua memória no espaço público da freguesia, para que todos o possam recordar, homenagear e sentir como parte viva da história e identidade de Benfica", escreve o organismo nas redes sociais. António Lobo Antunes morreu a 5 de Março de 2026. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Uma pequena-grande revolução está a acontecer na Picheleira

Uma pequena-grande revolução está a acontecer na Picheleira

Há vários bairros dentro do Beato. Os "nobres", como o da Madre de Deus (cuja zona principal foi recentemente requalificada), onde fica a mata da freguesia e a moradia do ex-presidente Ramalho Eanes; a zona em gentrificação acelerada, junto ao Beato Innovation District e à faixa ribeirinha; e os outros. Entre estes últimos está a Picheleira, encostada à linha de comboio que divide a freguesia, com a rodovia, a antiga Curraleira e o muro do cemitério do outro lado. E lá dentro há ainda várias zonas. Foi no Bairro Branco (nomeado Bairro Municipal Carlos Botelho depois do processo de realojamento de famílias que viviam em barracas, no âmbito do PER – Programa Especial de Realojamento), onde a Gebalis anda a pintar prédios, que um conjunto de vizinhos criou, há 25 anos, a Associação de Moradores Viver Melhor no Beato (VMBA). Viver melhor em que sentido? "A associação foi sobretudo criada para regularizar situações do EX SAAL. Ainda há muitos casos por regularizar, tanto daqui, como da Penha de França, do Areeiro... Faz tudo parte da mesma comunidade", enquadra a luso-francesa Amandine Bouillet, coordenadora de projectos na organização, que veio parar ao Beato mais ou menos de pára-quedas, vinda de uma longa experiência de trabalho social em banlieues de Lyon e de outras paragens internacionais. "A minha vida foi sempre isto. Também cresci numa comunidade fechada", explica, referindo-se à comunidade de emigrantes portugueses na cidade francesa, onde se fincava pé por uma cerveja S
Está reposta a circulação na Avenida D. Carlos I

Está reposta a circulação na Avenida D. Carlos I

A circulação rodoviária na Avenida D. Carlos I, em Santos, foi reposta na manhã desta quinta-feira, 28 de Maio, após a conclusão dos trabalhos associados à construção da futura estação de metro de Santos. "Os trabalhos decorreram na zona do Largo Vitorino Damásio, nos quarteirões compreendidos entre a Rua da Boavista e a Rua D. Luís I, onde foi necessário proceder à interrupção temporária do trânsito rodoviário", enquadra a empresa Metropolitano de Lisboa. Voltam, também, a circular as carreiras 706, 727, 774NFS e 67B da Carris e, para 1 de Junho, está planeado o regresso do 25E. A entrada em funcionamento da nova linha circular, que engloba as estações da Estrela e de Santos, está prevista para o primeiro trimestre de 2027. 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
De Santo Amaro à Praça da Figueira, os clássicos da Carris tomam a estrada

De Santo Amaro à Praça da Figueira, os clássicos da Carris tomam a estrada

O Museu da Carris reservou um sábado – 6 de Junho – para fazer circular eléctricos e autocarros que muitos não chegaram a conhecer e outros, ainda, que fazem soar os sinos da nostalgia. O Desfile dos Clássicos do Museu da Carris vai acontecer entre as 10.30 e as 16.00, com partida da Estação de Santo Amaro e chegada à Praça da Figueira. Quem quiser subir a bordo, paga 10€ por percurso (para os menores de 18 anos, o bilhete custa 7,5€ e as crianças até três anos têm entrada gratuita, devendo ir no colo dos acompanhantes). Quem não paga também não anda, mas pode acompanhar o desfile (ou pelo menos parte dele) a partir de terra firme. DR via Museu da CarrisO "Bigodes" Entre as estrelas estarão o Eléctrico Salão Aberto n.º 283, o Eléctrico n.º 444 ou os modelos T1 e T2, todos do início do século XX, mas também veículos que ganharam o carinho e apelidos dos lisboetas ao longo dos anos, como o “Bigodes” (eléctrico n.º 535) ou o "Caixote" (eléctrico n.º 741). Haverá, ainda, lugar para o autocarro n.º 217, de dois pisos, que circulou em Lisboa na década de 1950; para o autocarro n.º 76, um Daimler Victory de um piso, construído in 1967 e restaurado em 2024, "com a curiosa configuração de três portas do lado direito"; e para o autocarro n.º 1001, de 1975, o memorável “laranjinha” que andou por Lisboa na década de 1980. Por fim, também o eléctrico temático n.º 745, revestido de cortiça e decorado com elementos e técnicas tradicionais portuguesas, junta-se aos clássicos de museu. Para
“Numa altura de tanta divisão”, juntam-se a cultura e a coragem de quem veio de fora

“Numa altura de tanta divisão”, juntam-se a cultura e a coragem de quem veio de fora

Já acontecia há uns bons anos pelo mundo, mas foi em 2025 que chegou pela primeira vez a Portugal, implantando-se com 30 eventos e mais de 800 participantes em quatro cidades do país. Este ano, a internacional Refugee Week acontece em Lisboa, Porto, Leiria, Fafe e Odemira, de 15 a 21 de Junho, com uma programação que inclui concertos, gastronomia, oficinas, filmes e, acima de tudo, partilha de conhecimento, de diferenças e afinidades. O tema deste ano é "coragem". Com o "evento âncora", o piquenique comunitário e performativo (com concertos de artistas migrantes e refugiados), a transitar de Lisboa para o Porto, a 21 de Junho (local ainda a confirmar), na agenda lisboeta destacam-se exibições de filmes e conversas sobre temas como pertença, identidade, resistência e solidariedade, concertos, DJ sets, encontros interculturais organizados por associações e comunidades locais, oficinas criativas, teatro participativo, actividades desportivas ou eventos online sobre justiça climática, migração, arte e comunidade. DRWorkshop de caligrafia árabe, Covilhã, 2025 Sendo a organização completamente aberta e cooperativa, em que qualquer pessoa ou organização pode propor o seu evento sem rigidez nos prazos, a tipologia, datas e localizações da Refugee Week deste ano ganharão exactidão mais perto do dia 15 de Junho (acompanhem-se as novidades aqui). Para se ter uma ideia, no ano passado, houve concertos de artistas do Zimbabwe, do Bangladesh ou da Argélia, um workshop de caligrafia árabe
“O Manuel Vieira sou eu mesmo. Não estou a pintar para uma audiência”

“O Manuel Vieira sou eu mesmo. Não estou a pintar para uma audiência”

Conhecemo-lo mais como músico e performer, é a sua vertente pública. Nos palcos andou (e anda) com bandas como os Ena Pá 2000, Irmãos Catita ou Corações de Atum. Este ano, foi candidato à Presidência da República, sob o mote "Só desisto se for eleito". No MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, não é nada disso que Manuel João Vieira (Lisboa, 1962) está a montar. Encontramo-lo numa quarta-feira de manhã, dias antes da inauguração de "A Ilha Púrpura: Notas e Paisagens", que acontece no Dia Internacional dos Museus, 18 de Maio, com entrada livre. Na ilha há perto de 50 pinturas, desenhos e esculturas feitas entre 1982 e 2026. "Aquele desenho, de 20 metros, é deste ano", conta o artista à Time Out. Chama-se Banda Desenhada, o lugar onde quase tudo começou, quando Manuel João Vieira era uma criança e compunha histórias em quadradinhos. Depois vieram as Belas Artes, as paródias e provocações do Movimento Homeostético, que co-fundou em 1983, e que vinham contrariar o snobismo do universo da arte contemporânea. Já naqueles 80s, o crítico de arte João Pinharanda, agora responsável pela curadoria da exposição, dava relevo ao trabalho do colectivo irreverente. Agora, e sobre Manuel João Vieira a solo, o director artístico confirma que "a pintura é uma das áreas onde a sua presença alcança maior significado". Presença artística e cívica. "Há, na sua pintura e desenho, um jogo com o passado que só o presente pode fazer – porque se revela irónico, melancólico e sem saída, como tod
Os não-malucos do cinema de motos comemoram 10 anos a “trazer luz sobre esta cultura”

Os não-malucos do cinema de motos comemoram 10 anos a “trazer luz sobre esta cultura”

"Malucos é um exagero, mas sãos também não somos." A resposta é dada por Manuel Portugal, fotógrafo e um dos fundadores do Lisbon Motorcycle Film Fest (LMFF), um dos festivais de cinema de motos que há mais tempo dura no mundo, para enquadrar o momento em que quatro amigos decidiram criar um evento de nicho, em que quase todos os filmes são documentários de viagem, sobre duas rodas. Primeiro, perguntamo-nos: quão vasto é este universo cinematográfico para permitir fazer um festival anual sobre isso? A questão seguinte é também sobre o tamanho, mas em relação ao potencial público. "Um dos desafios é estarmos há dez anos a passar filmes na Sala Manoel de Oliveira, do Cinema São Jorge, onde cabem [quase] mil pessoas. Nós conseguimos pôr lá 400, o que é muito bom quando estamos a falar de cinema e ainda por cima de cinema de motos, mas, mesmo assim, quando tiramos fotos cá de cima, a sala parece vazia", brinca o organizador. Só uma vez é que isso não aconteceu, na loucura do The Bikeriders, de Jeff Nichols, em 2024, que estreou no festival. Encheram a sala grande e ainda tiveram de fazer uma sessão extra numa das pequenas. DRLisbon Motorcycle Film Fest De resto, os filmes assumem a moto sobretudo como instrumento de liberdade e de superação, como "um sobre uma menina do Irão, que viaja de moto, sendo que às mulheres do país é proibido andar de moto", outro sobre um motociclista cego que bate um recorde num lago salgado americano ou outro ainda sobre médicos que transportam medi
1800 autocolantes entram no MUDE para falar de 50 anos de lutas

1800 autocolantes entram no MUDE para falar de 50 anos de lutas

Vão ficando nas paredes, cadernos, mesas de café, portas de casa de banho, tampos de secretária e de computadores. Outros, os que mantiveram a película de trás intacta, foram parar a gavetas ou arquivos como o Ephemera, projecto fundado pelo historiador José Pacheco Pereira e centrado em contar a história do país através das mais variadas manifestações e documentos, de cartazes políticos a fotografias de casamentos. Desta vez, os documentos que narram a história (não só nacional) são autocolantes, cerca de 1800. E falam do ponto de vista sociológico mas também do design. "Autocolante. Iconografia da Liberdade" inaugura esta quinta-feira, 21 de Maio, às 18.00, no MUDE – Museu do Design. "A exposição explora a diversidade do autocolante como ferramenta de mobilização, pertença e activismo. Começando por apresentar a explosão do autocolante no pós-25 de Abril e o ciclo eleitoral de 1975-76, celebram-se as cinco décadas de vida democrática através de uma grande diversidade de iconografia política e partidária. Destacam-se oficiais nacionais e internacionais, algumas que se transformaram em ícones intemporais, apresentam-se slogans e palavras de ordem que marcaram este período e inclui-se ainda material da evolução das campanhas locais, nacionais (presidenciais e autárquicas) e europeias até à actualidade", pode ler-se no comunicado da associação Ephemera. O percurso expositivo termina numa grande secção dedicada a causas sociais e lutas globais, desde a Reforma Agrária e o sindic
Mais de 400 voluntários vão limpar e recuperar o Anfiteatro Keil do Amaral

Mais de 400 voluntários vão limpar e recuperar o Anfiteatro Keil do Amaral

Mais de 400 voluntários de 17 empresas vão juntar-se esta quarta-feira de manhã, dia 20 de Maio, para trabalhos de recuperação, limpeza e valorização ambiental do Anfiteatro Keil do Amaral, no Parque Florestal de Monsanto. A intervenção no local, promovida pela EPIS – Empresários Pela Inclusão Social, é considerada "a maior acção de requalificação da sua história", lê-se no comunicado enviado pela organização. Nos planos estão a recuperação e limpeza de 26 bancos de jardim, seis papeleiras, 20 mesas e respectivos bancos de piquenique, bem como a recuperação de seis canteiros junto ao lago e o tratamento de seis floreiras de grande dimensão. Também o lago e a zona envolvente serão limpos, serão removidas espécies invasoras em toda a área e serão desobstruídas várias caleiras. Com a acção, pretende-se, ainda, "reforçar a importância da participação cívica e do voluntariado como instrumentos de transformação concreta das comunidades urbanas e dos espaços públicos". 🗞️ Mais notícias: fique a par das novidades com a Time Out 📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Aos 10 anos, ARCOlisboa junta 84 galerias e mostra duas exposições na Cordoaria

Aos 10 anos, ARCOlisboa junta 84 galerias e mostra duas exposições na Cordoaria

A nona edição da feira de arte ARCOlisboa abre ao público no dia 29 de Maio, sexta-feira, na Cordoaria Nacional, na presença de 84 galerias de 18 países. Até domingo, marcam-se, assim, dez anos do encontro original de Madrid na capital portuguesa, com novidades como a realização de duas exposições e uma nova ala. À semelhança do ano passado, os dois primeiros dias são de entrada gratuita para pessoas até aos 25 anos, entre as 16.00 e as 21.00. Entre os participantes, contam-se 30 galerias portuguesas e 17, de diferentes países, "impulsionadoras de novas linguagens e espaços artísticos". "O eixo principal da feira, o Programa Geral, cresce nesta edição com a participação pela primeira vez de galerias como Marcelo Guarnieri, Aninat ou AA Gallery. A este programa regressam também galerias como Juan Silió ou CarrerasMugica, enquanto outras, como Salgadeiras, Ackerman Clarke e Río & Meñaka, passam a integrar a secção geral depois de terem participado na Opening Lisboa no ano passado. Estas juntam-se à continuidade de 3+1 Arte Contemporânea, Kubikgallery, Cristina Guerra Contemporary Art, Francisco Fino, Pedro Cera, Vera Cortés, bem como Ehrhardt Flórez, Each Modern, Leandro Navarro, Sabrina Amrani ou Consonni Radziszewski, entre outras", destaca a organização conjunta da IFEMA Madrid e da Câmara Municipal de Lisboa. Quanto à novidade Arquipélago de Histórias da Arte, espaço dirigido por Cosmin Costinas, destaca-se pela investigação de linhagens e saberes herdados presentes na cria
“Vejo o boxe como um jogo, um bailado com cabeça”

“Vejo o boxe como um jogo, um bailado com cabeça”

Faça-se jus a quem o levou para a tela. Diogo Varela Silva (realizador de Zé Pedro Rock 'n' Roll ou Celeste, sobre a sua avó, a fadista Celeste Rodrigues) já conhecia Orlando dos anos 90, quando era um miúdo de bar em bar e o boxeur um empresário da noite. Mais tarde, foi dar com ele ao ACM, ginásio histórico da Rua de São Bento, onde o várias vezes campeão nacional de boxe treina há uma década. Varela queria aprender o jogo, mas viu também no homem agora com 72 anos faísca para um filme. Em Soco a Soco (vencedor do Prémio do Público no Doclisboa, em 2025), vai-se com Orlando Jesus das barracas da Ajuda à fuga do colégio, à vida na Musgueira e em todos os bairros. Tudo em discurso, já que as imagens da época se perderam (uma pena). "Eu andava por todo o lado, era um rapaz da rua", diz Orlando em conversa com a Time Out. Era também o rufia, o vadio, o moço pendurado na porta do eléctrico, que agora, no filme que chega às salas esta quinta-feira, almoça pacatamente com amigos na esplanada de A Severa (casa de fados da Mouraria), canta fado na Tasca da Bela (Alfama) ou treina com o filho (também metido no boxe) nas subidas de Monsanto. Muito antes, sobreviveu a nove tiros e sete punhaladas, e fez uma boa parte da história de Lisboa, dos combates no Parque Mayer à gerência do Truque ou do Cova do Galo. É também sobre isso que conversamos com Orlando, que desde os 13 nunca largou as luvas. "Vi que o boxe só me arrastava para o bem. Quando dou por mim, estou no meio da sociedade."
Guardam 8000 títulos, 62 mini-chapéus e a história da cidade. São os Amigos de Lisboa e querem renovar-se

Guardam 8000 títulos, 62 mini-chapéus e a história da cidade. São os Amigos de Lisboa e querem renovar-se

Começou no Chiado, foi para o Palácio da Mitra e está desde 2003 num rés-do-chão do Bairro do Rego. As mudanças são geográficas, mas mostram também como foi soando a voz do Grupo Amigos de Lisboa (GAL) na cidade e que lugar lhe tem atribuído, por sua vez, o poder. Desde 1936, quando tudo começou, a associação publicou capas de revista de Almada Negreiros, levantou a voz quanto à proposta de reformulação da Avenida da Liberdade (Gonçalo Ribeiro Telles e Francisco Caldeira Cabral queriam aumentar o espaço verde e pedonal, o que o grupo considerou uma “devastação”, levando a sua avante), interveio no tema do restauro do Castelo de São Jorge e discutiu as cores planeadas para os edifícios e os planos de urbanização de Lisboa. Esse passado está hoje na exposição "Por Amor à Cidade - 90 Anos do Grupo Amigos de Lisboa", no Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, que pode ser visitada até 27 de Setembro. Uma mostra que também serve para dar visibilidade a um grupo de voluntários com capital reduzido e muita vontade. Mas o que faz hoje uma associação moldada há 90 anos com o intuito de formar "consciência pública", como descreveu Luiz Pastor de Macedo no manifesto de fundação do grupo? Concentra-se em partilhar conhecimento, através de simpósios e outros encontros, frequentados por investigadores, curiosos, mas também por "muitos guias turísticos". Sinal dos tempos. Todos os anos, organiza o Concurso de Quadras Populares de Santo António e não com pouca participação: no ano passado, recebe