A Autópsia de Jane Doe

Filmes, Terror
4 /5 estrelas
A Autópsia de Jane Doe

A Time Out diz

4 /5 estrelas

O primeiro filme nos EUA do norueguês André Ovredal, realizador do delicioso O Caçador de Trolls (2010), é uma arrepiante, intrigante e inteligente “peça de câmara” de terror, toda passada numa morgue ao longo de uma noite, com apenas três personagens, uma das quais está morta (a Jane Doe do título), menos dependente dos efeitos digitais do que de um clima sobrenatural de fumos demoníacos, que se vai tornando cada vez mais pesado e opressivo.

Estamos numa cidadezinha da Virginia, nos EUA. O cadáver imaculado de uma jovem (Olwen Kelly) sem identidade e desconhecida na região, descoberto meio enterrado na cave de uma casa cujos ocupantes parecem terem-se morto uns aos outros, é levado para a morgue, para ser autopsiado pelo veterano médico-legista (Brian Cox) e pelo filho (Emile Hirsch), seu assistente e sucessor.

Pai e filho começam a examinar o cadáver, e a verificar que se a morta não tem qualquer sinal exterior de putrefacção, está interiormente conspurcada, como se tivesse sido objecto de horríveis torturas associadas a práticas de feitiçaria que datam de tempos mais remotos. Ao mesmo tempo, a morgue, localizada no subsolo da casa, começa a ser palco de fenómenos cada vez mais assustadores.

Menos é mais, muito mais, neste filme onde Ovredal dá uma masterclass de construção de terror cinematográfico mesmo até à última imagem. Medonhamente bom.

Por Eurico de Barros

Por Eurico de Barros

Publicado:

Detalhes

Detalhes da estreia

Classificação
15
Data de estreia
sexta-feira 31 março 2017
Duração
99 minutos

Elenco e equipa

Realização
Andre Ovredal
Elenco
Brian Cox
Emile Hirsch
Catherine Kelly
Michael McElhatton