‘Projecto Hail Mary’: perdido no espaço e sem memória
O cinema de ficção científica está cheio de astronautas perdidos no espaço, sozinhos ou em equipa, mas foi na televisão que apareceu o primeiro título memorável sobre o tema, com a série Lost in Space (1965-1968), produzida por Irwin Allen. Inspirada no clássico da literatura juvenil A Família Robinson Suíça, escrito em 1812 por Johann David Wyss, Lost in Space põe em cena os Robinsons, uma família de colonos espaciais que fica perdida no cosmos após um acidente causado por um sabotador, e vai protagonizar uma série de aventuras, ao mesmo tempo que procura sobreviver nas profundezas do espaço sideral. Em 1998, Stephen Hopkins assinou uma versão para cinema, Perdidos no Espaço, e a série teve dois remakes televisivos no nosso século, The Robinsons: Lost in Space (2004) e Lost in Space (2018).
Entre os vários filmes que glosam este mesmo tema, de forma mais realista e com preocupações de rigor científico, ou dando asas à especulação e incluindo elementos extraterrestres, podemos citar Perdidos no Espaço, de John Sturges (1969), Missão a Marte, de Brian De Palma (2000), Stranded, de Maria Lidón (2001), que conta com Joaquim de Almeida no elenco, Pandorum – Universo Paralelo, de Christian Alvart (2009), Relatório Europa, de Sebastián Cordero (2013), Interstellar, de Christopher Nolan (2014), Passageiros, de Morten Tyldum (2016), ou Perdido em Marte, de Ridley Scott (2015), este baseado no livro The Martian, de Andy Weir (publicado em Portugal como O Marciano).
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