Eurico de Barros

Eurico de Barros

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Os filmes em cartaz esta semana, de ‘A Revolta’ a ‘Só Uma Ilusão’

Os filmes em cartaz esta semana, de ‘A Revolta’ a ‘Só Uma Ilusão’

Tanto cinema, tão pouco tempo. Há filmes em cartaz para todos os gostos e de todos os feitios. Das estreias em cinema aos títulos que, semana após semana, continuam a fazer carreira nas salas. O que encontra abaixo é uma selecção dos filmes que pode ver no escurinho do cinema, que isto não dá para tudo. Há que fazer escolhas e assumi-las (coisa que fazemos, com mais profundidade nas críticas que pode ler mais abaixo nesta lista). Nas semanas em que há estreias importantes de longas-metragens no streaming, também é aqui que as encontra. Bons filmes. Recomendado: Os melhores filmes de 2025
Parada de terrores: 6 filmes a não perder no MOTELX

Parada de terrores: 6 filmes a não perder no MOTELX

O MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa apaga 20 velas no bolo de aniversário este ano, e celebra a data com a maior edição de sempre, que decorre entre 3 e 13 de Setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca. Serão exibidos mais de 170 filmes vindos de 40 países, em 145 sessões. O centenário de Roger Corman é assinalado com a presença da sua filha Julie Corman (que dará uma masterclass sobre o pai e a sua obra) e a exibição de dois filmes. O Prémio Mestre do Terror vai ser entregue ao realizador italiano Sergio Martino, do qual também será vista uma pequena selecção de filmes na secção Suite 13, e com o qual haverá uma conversa aberta ao público; e o Prémio Noémia Delgado irá para a cineasta sueco-portuguesa Solveig Nordlund, de quem serão projectados cinco títulos, entre longas e curtas-metragens. A nova secção Lost in Europe, criada em parceria com a Cinemateca Portuguesa e que pretende explorar cinematografias de terror pouco representadas na história do género, estreia-se este ano no MOTELX com o tema “Terror por Detrás da Cortina de Ferro”, sendo composta por seis filmes rodados antes da queda do Muro de Berlim em países comunistas submetidos a uma cerrada censura estatal. Na secção Falar Sobre a Morte (Nunca Matou Ninguém), uma parceria do festival com o Goethe-Institut Portugal, passam duas fitas de Jörg Buttgereit (que dará uma masterclass) e uma de Werner Herzog, através das quais se podem fazer reflexões sobre a morte. Já a secção Quarto Per
As estreias de cinema em Setembro, de ‘Santo António, o Casamenteiro de Lisboa’ a ‘Natal Amargo’

As estreias de cinema em Setembro, de ‘Santo António, o Casamenteiro de Lisboa’ a ‘Natal Amargo’

O calendário de estreias de cinema é vasto e obriga a escolhas. Entre produções há muito esperadas, pérolas insuspeitas e títulos que chegam sem grande alarido, há muito para ver nas próximas semanas. Seleccionámos oito filmes que justificam a ida ao cinema em Agosto. Se estes não lhe bastarem, pode sempre contar com propostas fora do circuito comercial: os festivais e ciclos de cinema em Lisboa continuam a dar personalidade, vanguarda e memória à agenda da cidade, onde não faltam salas de cinema entre as melhores do mundo e para todos os gostos. Recomendado: Os melhores filmes em cartaz esta semana
IndieLisboa 2026: 10 filmes a não perder no festival

IndieLisboa 2026: 10 filmes a não perder no festival

O 23.º IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema de Lisboa decorre entre 30 de Abril e 10 de Maio, apresentando um total de 241 filmes nas habituais secções, entre curtas e longas-metragens, de ficção, documentais, de animação experimentais, com o selo do cinema independente. Destes, 29 serão vistos na Competição Nacional (oito longas e 21 curtas). A retrospectiva deste ano é dedicada ao Mockumentary, o documentário falso, simulado ou satírico, com o subtítulo Isto Não é Um Documentário. Para o ajudar a navegar num dos maiores festivais de cinema de Portugal, seleccionámos dez filmes imperdíveis. Espalhada por vários espaços da cidade, da Culturgest à Cinemateca, dos cinemas São Jorge, Fernando Lopes e Ideal à Piscina da Penha de França, a programação completa do IndieLisboa 2026 pode ser consultada aqui. Recomendado: IndieJúnior: seis motivos para levar a família toda ao cinema
Festa do Cinema Italiano: os melhores filmes em cartaz

Festa do Cinema Italiano: os melhores filmes em cartaz

É entre 9 e 19 de Abril que decorre a 19.ª edição da Festa do Cinema Italiano. Em Lisboa, a programação regressa aos cinemas São Jorge, UCI El Corte Inglês e à Cinemateca, com 12 filmes em antestreia nacional e um variado panorama do cinema italiano contemporâneo. O evento assinala os 50 anos da morte de Pasolini com o ciclo Pier Paolo Pasolini – Raridades, assim como da inesquecível comédia Feios, Porcos e Maus. Claudia Cardinale, que morreu em 2025, é homenageada. Na secção Cinema Transfronteiriço, está em destaque a Eslovénia. Entre os eventos paralelos, contam-se uma oficina criativa para crianças destinada à criação de cartazes de cinema, stand-up comedy italiana, colóquios ou conversas com convidados. Haverá também as habituais extensões a uma série de cidades, começando pelo Porto, de 9 a 11 de Abril. Seleccionámos seis fitas e uma retrospectiva de entre toda a oferta. A programação completa e demais informações podem ser consultadas aqui. Recomendado: O roteiro dos melhores festivais e ciclos de cinema em Lisboa
Erros que ficaram para a história na entrega dos Óscares

Erros que ficaram para a história na entrega dos Óscares

A cerimónia dos Óscares não é perfeita e também se faz de falhas e erros. A mais recente, e provavelmente a mais grave, aconteceu em 2017, quando houve uma troca de envelope na entrega do prémio de Melhor Filme. O erro demorou a ser corrigido e só quando a equipa de La La Land – A Melodia do Amor já estava em palco, com os discursos de agradecimento a decorrer, é que se percebeu que o verdadeiro vencedor era Moonlight. Ao longo dos anos, porém, não foi caso único. Entre trocas de nomes e momentos insólitos – incluindo um homem nu em palco –, a cerimónia soma vários episódios embaraçosos. Recomendado: Os filmes com nomeações aos Óscares que pode ver em casa
As actrizes e os actores com mais Óscares

As actrizes e os actores com mais Óscares

Desde a primeira cerimónia dos Óscares, em 1929, centenas de actores e actrizes receberam a prestigiada estatueta dourada. No entanto, repetir o feito é bem mais raro: pouco mais de quatro dezenas de intérpretes conseguiram duas vitórias ao longo da carreira. Ultrapassar esse número é ainda mais excepcional. Katharine Hepburn continua a ser a mais premiada de sempre, com quatro Óscares de Melhor Actriz, conquistados entre 1934 e 1982. Logo atrás surgem Frances McDormand, Daniel Day-Lewis, Meryl Streep, Jack Nicholson, Ingrid Bergman e Walter Brennan. A lista pode crescer já na cerimónia de 2026, caso Sean Penn (Batalha Atrás de Batalha) e Emma Stone (Bugonia) vençam nas respectivas categorias. Recomendado: Os filmes que ganharam mais Óscares
As únicas comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme

As únicas comédias que ganharam o Óscar de Melhor Filme

Tal como a maior parte das cerimónias de prémios, os Óscares tendem a privilegiar um certo tipo de filmes – mais sérios, por assim dizer – em detrimento de quase tudo o resto. Embora haja sempre excepções, as comédias raramente estão nas boas graças da Academia de Hollywood. Uma tendência que foi recentemente contrariada, em 2025, graças a Anora. De resto, ao longo dos anos, só oito filmes cómicos levaram para casa o cobiçado Óscar de Melhor Filme. Frank Capra, Leo McCarey, Billy Wilder, Tony Richardson, Woody Allen, a dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert, e Sean Baker foram os realizadores dos filmes premiados. Recomendado: Os filmes que ganharam mais Óscares
Grandes actrizes e actores que nunca ganharam o Óscar

Grandes actrizes e actores que nunca ganharam o Óscar

Hollywood continua a ser implacável com algumas das caras mais conhecidas do cinema. Timothée Chalamet, a jovem coqueluche da indústria, espera conseguir contrariar a tendência este ano. Na cidade dos anjos contam-se histórias que traduzem amores e desamores da condição humana, histórias de força e superação, histórias de desastre e redenção, para que nos seja possível suportar a existência. Mas, no fim, há mais em jogo do que uma linha que nos estremece ou um monólogo que nos acompanha como bíblia para o resto dos dias. A estatueta dourada é a bitola que separa o que é bom do que é divino, mas nem sempre é consensual. Esta é a lista das actrizes e dos actores que nunca ganharam o Óscar. Recomendado: As actrizes e os actores com mais Óscares
Um ano doce: as melhores séries portuguesas de 2021

Um ano doce: as melhores séries portuguesas de 2021

O ano de 2021 foi marcado pela produção da primeira série portuguesa para a Netflix, Glória, uma história de espionagem passada em Portugal no tempo da Guerra Fria e antes do 25 de Abril. Não foi a única. Houve outras séries que se destacaram na produção nacional, mostrando que o investimento na ficção televisiva e para streaming começa a apresentar resultados apreciáveis, com a RTP a funcionar como catalisador na maior parte dos casos. Ainda assim, continuam a estrear-se muitos títulos medíocres ou esquecíveis. Pesando prós e contras, estas são as melhores séries portuguesas exibidas este ano. Recomendado: As melhores séries do momento
Os filmes que ganharam mais Óscares (e onde os ver)

Os filmes que ganharam mais Óscares (e onde os ver)

Ben-Hur, Titanic e a terceira parte da trilogia O Senhor dos Anéis lideram a lista dos filmes com mais estatuetas douradas na história dos Óscares, cada um com 11 prémios. A versão de 1961 de West Side Story – Amor sem Barreiras, distinguida com dez, é outro dos filmes em destaque. Apesar de hoje em dia a Academia optar por dividir os prémios por várias produções –, existem títulos que, teoricamente, podem ultrapassar o recorde em 2026. Pecadores fez história ao tornar-se o filme com mais nomeações de sempre (16). O que não quer dizer nada: nem sempre os filmes com mais nomeações são os que saem da cerimónia com mais prémios. Outros filmes com oportunidade para entrar neste top incluem Batalha Atrás de Batalha (13 nomeações), Frankenstein, Marty Supreme e Valor Sentimental (todos com nove). Recomendado: Todos os filmes com nomeações aos Óscares que pode ver em casa
Os 26 filmes que nos vão levar ao cinema este ano

Os 26 filmes que nos vão levar ao cinema este ano

A televisão foi a primeira grande culpada. Depois vieram os clubes de vídeo, os VHS e os DVD, a pirataria na internet. Agora é o streaming. Há mais de 60 anos que a queda no número de espectadores nas salas de cinema gera preocupações, dilemas e estratégias para a combater. Nem todas funcionam. Por cá, propomos a única solução ao nosso alcance: sugerir bons filmes. Pelo menos, filmes que queremos ver. Até ao final do ano, haverá muito mais, mas destacamos 26 longas-metragens que chegam aos cinemas em 2026. Do cinema independente aos grandes blockbusters, há espaço para todos. Estas são as estreias de cinema a não perder. Recomendado: Os melhores filmes de 2025

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Livros Restantes

Livros Restantes

Denise Fraga interpreta, em Livros Restantes, Ana Catarina, uma professora de Literatura que se muda do Brasil para Portugal, trazendo consigo apenas cinco livros, com a intenção de os devolver às pessoas que lhos ofereceram ao longo de 20 anos.
Bodyhackers

Bodyhackers

O português Carlos Conceição (Serpentário, Nação Valente) assina aqui um filme de terror de inspiração cronenberguiana, cujo herói é um activista ambiental que quer denunciar as práticas da indústria dos cosméticos. Conhece então uma bailarina que se submete a cirurgias plásticas para ter um corpo perfeito, e que o faz descobrir um submundo secreto de cirurgiões sem escrúpulos e operações bizarras. Com McCaul Lombardi, Joana Ribeiro, Alba Baptista e Elina Löwensohn.
Só Uma Ilusão

Só Uma Ilusão

Olivier Nakache e Éric Toledano assinam esta comédia familiar autobiográfica passada nos subúrbios de Paris, em 1985, no seio da família Dayan, formada pelo pai, pela mãe e pelos dois filhos: Arnaud, já adolescente, e Vincent, de 12 anos. A euforia com a chegada ao poder dos socialistas está a desfazer-se, devido à crise económica. O pai perdeu o emprego e é a mãe que paga as contas com o seu ordenado. Entretanto, Vincent apaixona-se por uma colega de turma. Com Louis Garrel e Camille Cottin.
Heart of the Beast: Heróis Inseparáveis

Heart of the Beast: Heróis Inseparáveis

Após um horrível acidente de avião no Alasca, James Belmont (Brad Pitt), um antigo soldado das Forças Especiais, e o seu fiel cão, têm que lutar pela sobrevivência. Perdidos numa paisagem inóspita e hostil, humano e animal enfrentam o terreno adverso, os elementos inclementes e, no caso de James, o peso dos dramas pessoais, numa tentativa desesperada de se manterem vivos e de regressarem à civilização. Um filme de David Ayer, também com J.K. Simmons e Anna Lambe.
Resident Evil

Resident Evil

Zach Cregger, o realizador de Hora do Desaparecimento, surge à frente desta fita passada no universo do jogo de vídeo Resident Evil, que tem uma história original e não está associado à série de filmes anteriores. Um estafeta que tem que entregar uma remessa de medicamentos a um remoto hospital, e tem que enfrentar uma horda de criaturas mutantes.
Hope

Hope

4 out of 5 stars
Hope Harbor, o cenário de Hope, a nova realização de Na Hong-jin (O Lamento), é uma sonolenta vila costeira da Coreia do Sul, situada perto da Zona Desmilitarizada que a separa da Coreia do Norte. Não é para admirar, assim, a quantidade de cartazes a prevenir os locais sobre a possibilidade de andarem espiões na zona, e sobre os campos minados na separação entre os dois países. É numa estrada perto de um destes que um grupo de caçadores descobre um touro morto e estranhamente mutilado. Chamam o chefe da polícia da vila, Ko Bum-seok, e uma vez este presente começam as especulações sobre que tipo de animal poderia ter deixado o touro naquele estado. É levantada a hipótese de ter sido um tigre da Sibéria, que conseguiu contornar os campos de minas. Mas as marcas de garras no touro são invulgarmente grandes. O chefe da polícia volta então à vila para lançar um aviso, enquanto os caçadores, que avançaram no terreno, encontram mais touros mortos numa quinta próxima, que foi parcialmente arrasada. E encontram também o dono desta morto e despedaçado: um dos braços foi parar aos ramos de uma árvore. E quando, pelo seu lado, Bum-seok chega a Hope, depara com um cenário de destruição e vários habitantes mortos, descobrindo que há um monstro à solta. Um monstro que se movimenta tão depressa, que não o consegue ver e está sempre vários passos à sua frente. Além disso, parece ter uma enorme resistência às balas. De onde terá vindo? Do mar? De sob a terra? Do espaço? Combinando a acção, o t
Bad Apples

Bad Apples

Maria (Saoirse Ronan) é professora numa escola inglesa, e faz o seu melhor para interessar e inspirar a sua turma, em que a idade média dos alunos ronda os dez anos, mas é contrariada por um miúdo indisciplinado e caótico. Vendo a sua carreira em causa, e o comportamento do jovem a piorar cada vez mais, Maria toma uma série de más decisões, que a levam, por acidente, a levar a criança para casa e trancá-la lá. As consequências são totalmente inesperadas. A realização é de Jonatan Etzler.
Oasis: Don’t Look Back in Anger

Oasis: Don’t Look Back in Anger

Documentário de Will Lovelace e Dylan Southern sobre a digressão Oasis Live 25, que marcou a reunião da banda de Liam e Noel Gallagher, e que recorda a sua jornada das ruas de Manchester até à fama planetária. 
Magia e Sedução: Segredos de Família

Magia e Sedução: Segredos de Família

Continuação da comédia sobrenatural de 1998 em que Sandra Bullock e Nicole Kidman regressam às suas personagens de feiticeiras cujas famílias foram amaldiçoadas, e condenadas a nunca conhecerem o amor ao longo dos séculos. Elas vão agora tentar quebrar a maldição. Também com Dianne Wiest e Stockard Channing. Susanne Bier realiza.
O Jacaré

O Jacaré

O terceiro e último filme do luso-suíço Basil da Cunha passado na Reboleira. Um assaltante tem um acidente no centro do bairro e foge, deixando 180 mil euros no carro. A polícia faz buscas e rusgas e os moradores vão à procura de quem terá ficado com o dinheiro. E há também um jacaré à solta.
Cartas Amarelas

Cartas Amarelas

O realizador alemão de origem turca Ilker Çatak, autor de Sala de Professores, assina aqui um filme sobre um professor universitário e a sua mulher, uma actriz, que se vêem impedidos de dar aulas e de representar pelo governo turco, por se terem pronunciado em público e nas redes sociais contra o regime. Cartas Amarelas ganhou o Festival de Berlim este ano.
Na Companhia das Estrelas

Na Companhia das Estrelas

3 out of 5 stars
O regresso de Ridley Scott à ficção científica faz-se em Na Companhia das Estrelas, baseado num livro de Peter Heller e passado num mundo pós-apocalíptico em que um terrível vírus dizimou a população da Terra, e os sobreviventes têm que enfrentar perigosos saqueadores. Um mecânico (Jacob Elordi) que perdeu a mulher na pandemia vive num hangar de aviões no Colorado, na companhia do seu cão e de um amigo ex-militar e perito em armas (Josh Brolin). Um dia, após ter ido na sua avioneta a Denver buscar mantimentos, combustível e medicamentos que guarda lá num esconderijo, ouve de novo uma emissão de rádio que capta irregularmente. E decide, contra o conselho do amigo, ir ver de onde provém e quem a faz. Na Companhia das Estrelas é uma boa surpresa: uma ficção científica pós-apocalíptica “realista” e aventurosa, sem zombies, criaturas mutantes nem peripécias desmedidas, realizada com conta, peso e medida por Ridley Scott, e adequadamente interpretada por Elordi, Brolin, Margaret Qualley e Guy Pearce.

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Soy Cuba’: o filme soviético-cubano salvo pelos americanos

Soy Cuba’: o filme soviético-cubano salvo pelos americanos

No final de Fevereiro de 1963, o realizador russo Mikhail Kalatozov começou a rodar em Cuba uma grande produção intitulada Soy Cuba, um panegírico formalmente arrojado da revolução castrista que havia derrubado o regime autoritário e pró-americano de Fulgencio Baptista, e glorificador da ideologia comunista. Por essa altura, as relações entre Havana e Moscovo – que estavam no auge quando foi decidida a parceria cultural para rodar Soy Cuba –, haviam sido prejudicadas pela recente Crise dos Mísseis Cubanos. Nikita Khruschev tinha decidido retirar os seus mísseis do solo cubano sem consultar Fidel Castro. E este havia enviado a população em protesto para a rua, gritando frases como “Nikita, mariquita, lo que se da no se quita!”. Apesar do ambiente de protesto contra a União Soviética orquestrado pelo governo que se vivia então em Cuba, a rodagem deste ambicioso filme de propaganda, co-produzido pela Mosfilm e pelo Instituto Cubano del Arte e Industrias Cinematograficos, e escrito pelo cubano Enrique Pineda Barnet e pelo poeta “oficial” soviético Yevgeni Yevtushenko, foi para a frente. Rodado num preto e branco deliberadamente muito contrastado, e com uma narração personificada pela própria Cuba, Soy Cuba decorre entre os últimos tempos do governo de Baptista e o triunfo da revolução castrista, e é composto por quatro histórias sobre exploração, miséria e revolta colectiva. Na primeira, uma jovem que vive num bairro da lata tem que trabalhar como prostituta num cabaré de Havana,
‘A Saga de Anatahan’: era uma vez, algures no Oceano Pacífico…

‘A Saga de Anatahan’: era uma vez, algures no Oceano Pacífico…

Nunca exibido em Portugal no circuito comercial, A Saga de Anatahan (1953), o derradeiro filme de Josef von Sternberg (embora o último a ser estreado tenha sido As Estradas do Inferno, em 1957), foi apenas visto no nosso país incluído em ciclos ou em sessões avulsas em instituições como a Cinemateca ou na Fundação Gulbenkian. A Midas Filmes estreia-o agora, num programa triplo neste mês de Agosto, e de que fazem ainda parte a longa-metragem de propaganda Soy Cuba (1964), de Mikhail Kalatozov (estreia dia 13), e o drama policial A Piscina (1969), de Jacques Deray (estreia dia 20), interpretado por Alain Delon, Romy Schneider, Maurice Ronet e Jane Birkin. Nesse início da década de 50, von Sternberg, o homem que descobriu e “criou” Marlene Dietrich, autor de filmes tão marcantes como A Última Ordem, O Anjo Azul, Desonrada, O Expresso de Xangai, A Imperatriz Vermelha ou Aconteceu em Xangai, já não estava nas boas graças de Hollywood. O realizador tinha, no entanto, bons contactos no Japão desde os anos 30, que restabeleceu após a II Guerra Mundial e a normalização das relações a nível internacional com aquele país, onde também gozava de grande popularidade junto do público e da crítica. Conseguiu assim, junto do produtor e distribuidor Nagamasa Kawakita, um orçamento e meios para rodar, com total controlo sobre o projecto, um filme baseado num artigo que havia lido na revista Life, sobre um facto ocorrido na remota ilha de Anatahan, situada no Oceano Pacífico e parte do Arquipéla
‘Na Companhia das Estrelas’: Ridley Scott pós-apocalíptico

‘Na Companhia das Estrelas’: Ridley Scott pós-apocalíptico

No cinema, na televisão e agora também no streaming (ver, por exemplo, a série inglesa de culto dos anos 70 Survivors, e mais recentemente, a russa To the Lake, ou americanas como The Stand – que tem duas versões, em 1994 e em 2020 –, The Walking Dead, Jericho e The Last of Us), o planeta Terra já foi atingido por toda a sorte de cataclismos, que aniquilaram a grande maioria da população e deram origem a precárias e perigosas sociedades pós-apocalípticas. Foram guerras nucleares, invasões alienígenas, criaturas fantásticas, epidemias devastadoras, esgotamento dos combustíveis, ou uma multiplicidade de catástrofes cósmicas, naturais e ecológicas, que tornaram regulares e abundantes (embora nem sempre em qualidade) os filmes, telefilmes e séries desta muito popular vertente da ficção científica. Entre os melhores, e ficando apenas pelos filmes, encontramos títulos como a trilogia Mad Max, de George Miller, Um Rapaz e o seu Cão, de L. Q. Jones, Nova Iorque 1997 e Fuga de Los Angeles, de John Carpenter, O Homem que Veio do Futuro, de Franklin J. Schaffner, os títulos dos Mortos-Vivos de George Romero, Para Além do Amanhã, de Ray Milland, O Último Combate, de Luc Besson, A Hora Final, de Stanley Kramer, Zardoz, de John Boorman, Testamento, de Lynne Littmann, Reino de Fogo, de Rob Bowman, Waterworld, de Kevin Reynolds, Quando o Mundo Cegou, de Steve Sekely, Tank Girl – Uma Mulher de Armas, de Rachel Talalay, O Último Homem na Terra, de Sidney Salkow, ou Bem-Vindo à Zombieland, de R
O Pátio das Antigas: O Cristo Rei em plena construção

O Pátio das Antigas: O Cristo Rei em plena construção

O Santuário Nacional de Cristo Rei, ou Cristo Rei, foi buscar a sua inspiração ao Cristo Redentor do Corcovado, no Rio de Janeiro, após uma visita a esta cidade, em 1934, do então cardeal-patriarca de Lisboa, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, que teve a ideia de construir um monumento com as mesmas características em Lisboa. Em 1940, este desidério foi reforçado com o cumprimento de um voto feito pelo episcopado português em Fátima, para que Deus mantivesse Portugal fora da II Guerra Mundial. Erguido unicamente com dinheiro proveniente de uma campanha nacional de angariação de fundos que se prolongou por vários anos, da década de 30 à de 50, o Cristo Rei foi projectado pelo arquitecto António Lino, responsável pelo pórtico, e pelo escultor Francisco Franco de Sousa, que concebeu a estátua. Instalado em Almada, o monumento tem 110 metros de altura e é uma das mais altas construções de Portugal. O lançamento da primeira pedra foi em 18 de Dezembro de 1949 e a inauguração no dia 17 de Maio de 1959, tendo cerca de 300 mil pessoas assistido à cerimónia. A fotografia desta página documenta uma fase desta obra monumental em que a estátua do Cristo Rei está já de pé sobre o pórtico, tendo sido construída na própria estrutura, recorrendo a moldes de gesso, após o que foi cuidadosamente esculpida à mão. No total, foram usadas mais de 40 mil toneladas de betão para edificar o Cristo Rei. Coisas e loisas de outras eras + Pinóquio, ontem loja de brinquedos, hoje restaurante + Estúdio do Imp
‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: tudo o que precisa saber sobre o filme

‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: tudo o que precisa saber sobre o filme

Faz em 2027 meio século que o Homem-Aranha, criado em 1962 por Steve Ditko e Stan Lee, apareceu pela primeira vez numa série de televisão com o seu nome (foi então exibida em Portugal pela RTP), interpretado por Nicholas Hammond, um actor que tinha aparecido num papel secundário em Música no Coração, de Robert Wise. (Antes, o super-herói havia surgido entre 1974 e 1977, numa série de pequenos sketches intitulados Super-Spidey Stories, incluídos num programa infantil chamado The Electric Company, e hoje quase totalmente esquecidos, tal como o seu intérprete, Danny Seagren.) A série Homem-Aranha foi exibida entre 1977 e 1979 na estação CBS (que, à altura, e ironicamente, não estava muito confortável com os super-heróis dos comics, considerados demasiado infantis, o que a levou a cancelar, apesar das boas audiências, O Homem-Aranha e A Super-Mulher, esta com Lynda Carter no papel que é hoje de Gal Gadot), e os seus episódios foram depois remontados entre si para darem origem a três filmes de longa-metragem, em 1977, 1978 e 1981, todos eles exibidos nos cinemas portugueses. Em 1978, passou no Japão uma série com a personagem, embora modificada para caber nas peculiares características dos programas infanto-juvenis nipónicos (basicamente, o Homem-Aranha foi transformado num super-herói chamado… Homem-Aranha Japonês). Por essa altura, a Marvel nem sequer sonhava que o Homem-Aranha iria transformar-se num dos super-heróis mais populares do cinema (incluindo o de animação), e do Univ
‘A Odisseia’: a mais cara e controversa adaptação de Homero ao cinema

‘A Odisseia’: a mais cara e controversa adaptação de Homero ao cinema

O poema épico de Homero, que é, com A Ilíada, um dos maiores e mais perenes da história da humanidade, fascinou o cinema desde o tempo do mudo, datando a sua primeira transposição à tela de 1911, numa versão muda assinada pelo italiano Giuseppe de Liguoro. Mas só mais de 40 anos depois, em 1954, vimos outra adaptação cinematográfica, para muitos uma das melhores – ou mesmo a melhor – de todas: Ulisses, de outro italiano, Mario Camerini, com Kirk Douglas no papel principal, e com uma interpretação histórica (o actor ficou para sempre associado à personagem no imaginário cinéfilo), Anthony Quinn como Antinous e, numa original ideia de casting, Silvana Mangano no duplo papel de Circe e de Penélope.  Mas é na televisão que encontramos duas das mais conseguidas adaptações subsequentes de A Odisseia. A primeira data de 1968 e é uma série em co-produção italiana, francesa, alemã e jugoslava, tutelada pela RAI. O jugoslavo Bekim Fehmiu desempenha o papel de Ulisses, acompanhado por nomes como Irene Papas, Renaud Verley ou Barbara Bach. Os realizadores foram três: Mario Bava, Franco Rossi e Piero Schivazappa. A segunda foi a minissérie assinada em 1997 por Andrei Konchalovsky, tendo Francis Ford Coppola como um dos produtores, através da sua Zoetrope, Armand Assante interpretando Ulisses e um elenco onde Irene Papas volta a aparecer, e que inclui Greta Scacchi, Isabella Rossellini, Christopher Lee, Eric Roberts, Vanessa Williams, Jeroen Krabbé, Geraldine Chaplin ou Bernadette Peters,
‘O Convite’: dois casais e um serão muito especial

‘O Convite’: dois casais e um serão muito especial

Na base de O Convite, realizado pela actriz Olivia Wilde (é a sua terceira longa-metragem atrás das câmaras), que também interpreta, acompanhada por Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton, está um filme espanhol de 2020 intitulado Sentimental, assinado por Cesc Gay, que se estreou em Portugal sem ninguém dar por ele. Gay adaptou aqui ao cinema a sua própria peça de teatro de grande sucesso, Los Vecinos de Arriba, que além dos americanos, também já atraiu a atenção de países tão variados como a Coreia do Sul, a Suíça, a Itália ou a França, onde já teve versões cinematográficas. Desde 2021 que este remake americano estava anunciado, e o projecto passou por várias mãos antes de chegar às de Olivia Wilde, alguns anos depois. Se os argumentistas de O Convite se mantiveram os mesmos desde o início – Will McCormack e Rashida Jones –, realizador e actores mudaram desde que o projecto surgiu até começar finalmente a ser rodado. A fita esteve para ser feita por Jonathan Dayton e Valerie Faris (Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos), e Amy Adams, Paul Rudd e Tessa Thompson iam interpretar três dos quatro papéis, mas finalmente, Wilde assumiu a realização e uma das personagens, acompanhada pelos citados Rogen, Cruz e Norton. Wilde não tenta escamotear as origens teatrais de O Convite, uma “peça de câmara” que se passa integralmente no apartamento de São Francisco de Joe (Rogen) e Angela (Wilde), casados e com uma filha de 12 anos. O seu matrimónio está a desfazer-se porque deixar
O Pátio das Antigas: Pinóquio, ontem loja de brinquedos, hoje restaurante

O Pátio das Antigas: Pinóquio, ontem loja de brinquedos, hoje restaurante

Em Agosto de 1950, em pleno Verão lisboeta, abriu nos Restauradores, mesmo ao fim da praça, no canto esquerdo, junto ao quiosque homónimo, aquela que foi uma das melhores lojas de brinquedos da capital: a Pinóquio. Escrevia, à altura, o Diário de Lisboa, citado pelo blogue Restos de Colecção: “Os olhos de todos os meninos de Lisboa – e dos adultos também – vão ficar cativados por esse mundo maravilhoso onde não faltará nada para fazer a alegria de um pequenito”. A loja juntava-se, naquele ramo de comércio e na localização, às prestigiadas Biagio Flora e Kermesse de Paris, que ficavam no lado oposto dos Restauradores. Além de brinquedos, a Pinóquio vendia ainda artigos para crianças e bebés, desde roupas a carrinhos. E como as duas atrás citadas, tornou-se num endereço obrigatório para a miudagem ir ver brinquedos na Baixa, uma verdadeira caverna de Ali-Babá do género. A Pinóquio tinha também o seu próprio Pai Natal, que todos os anos, na quadra natalícia, estacionava o seu trenó puxado por renas (de cartão…) à porta, e tirava fotografias com os mais pequenos, trazendo também consigo “as últimas novidades em brinquedos nacionais e estrangeiros”, como rezava então a publicidade. A Pinóquio fechou em 1980. Em 1982, e mantendo o nome, abriu em seu lugar um restaurante e cervejaria, que ainda lá hoje se mantém. Coisas e loisas de outras eras + Estúdio do Império, a sala “arte e ensaio” pioneira + O teatro que tinha um túnel secreto + As longas noites do Porão da Nau + Star, o cine
‘Supergirl’: as aventuras da prima mais nova do Super-Homem

‘Supergirl’: as aventuras da prima mais nova do Super-Homem

Criada em 1959 nas páginas dos DC Comics por Otto Binder e Al Plastino, Kara Zor-El, ou Supergirl (ou ainda Linda Lee, na sua identidade pública em Metropolis), é a prima mais nova de Super-Homem, sendo filha de Zor-El, o irmão do pai do Homem de Aço, Jor-El. Supergirl já apareceu em séries de televisão como Smallville ou naquela com o seu nome, que durou entre 2016 e 2021, e interpretada, respectivamente, por Laura Vandervoort e Melissa Benoist. A personagem também já marcou presença em várias séries de animação, de Superman: The Animated Series a DC Super Hero Girls ou My Adventures With Superman. A sua estreia no cinema foi, no entanto tardia, em 1984, no filme Supergirl, de Jeannot Szwarc, que deveu a sua produção ao sucesso dos títulos da série Super-Homem interpretados por Christopher Reeve. Helen Slater foi a escolhida para personificar Supergirl na sua primeira aparição cinematográfica, na companhia de nomes como Peter O’ Toole, Faye Dunaway, Mia Farrow ou Brenda Vaccaro, numa história que a punha a enfrentar uma poderosa feiticeira chamada Selena (Dunaway). Só que Supergirl esteve bastante aquém de ter o impacto esperado, não conseguindo repetir os bons resultados de bilheteira dos três Super-Homem feitos até aí. A personagem foi metida na gaveta e os planos de Supergirl 2 cancelados e esquecidos. DRSupergirl (1984) Só 42 anos mais tarde, e após duas breves aparições em The Flash (2023) e no mais recente Superman, realizado por James Gunn em 2025, é que Supergirl v
‘Dois Procuradores’: dentro da máquina trituradora do terror estalinista

‘Dois Procuradores’: dentro da máquina trituradora do terror estalinista

Em 2018, o realizador ucraniano Sergei Loznitsa fez um documentário intitulado Process, composto por imagens de arquivo e referente a um processo-fantoche em que o Estado soviético julgou e condenou um grupo de engenheiros, economistas e pessoas ligadas à indústria, acusadas de sabotagem e de planearem um golpe contra o poder estabelecido (as acusações eram todas fabricadas, e os réus estavam condenados à morte logo à partida). Do lado da acusação estava, entre outros, o temível Andrei Vishinsky, então presidente do Supremo Tribunal da União Soviética, e que anos depois chegaria a procurador-geral do país. Este documentário forma agora um díptico com Dois Procuradores, o novo filme de Loznitsa, e a sua primeira longa-metragem de ficção desde Donbass, de 2018, que esteve na Competição Oficial do Festival de Cannes do ano passado. E o citado Andrei Vishinsky volta a aparecer, desta feita interpretado por um actor. A história de Dois Procuradores foi inspirada por uma novela do escritor e cientista Georgy Demidov escrita em 1969. Demidov foi preso em 1938 e esteve internado num dos campos do Gulag durante 14 anos, e até à sua morte, em 1987, nunca deixou de ser vigiado pelo governo soviético e de ser regularmente importunado pelo KGB. O filme passa-se em 1937, quando as purgas estalinistas do Grande Terror estavam no auge. O protagonista é Kornyev (Aleksandr Kuznetsov), um jovem procurador de província recém-nomeado para o cargo, e que é um bolchevique convicto, mas também um ju
‘O Dia da Revelação’: Spielberg acredita mesmo em extraterrestres

‘O Dia da Revelação’: Spielberg acredita mesmo em extraterrestres

Passaram 49 anos sobre a estreia de Encontros Imediatos do Terceiro Grau, e 42 sobre a de E.T. – O Extraterrestre, e Steven Spielberg acredita, mais do que nunca, em ovnis e em extraterrestres. E volta a usá-los como matéria narrativa em O Dia da Revelação, a sua nova superprodução de ficção científica, que se estreia no dia 11 de Junho. Um filme com argumento do veterano David Koepp, seu colaborador de longa data (recordemos Parque Jurássico, A Guerra dos Mundos ou Indiana Jones e o Marcador do Destino), assente numa história escrita pelo realizador. E para o qual Koepp escreveu 42 rascunhos, o que constitui um recorde na sua já longa carreira de guionista. Numa entrevista dada ao número de Junho da revista francesa Première, Steven Spielberg disse, com toda a clareza: “Eu acredito [na vida extraterrestres]. Acredito mesmo. Nunca vi nenhum OVNI nem nenhum UAP (Unidentified Aerial Phenomenon), mesmo que tenha sempre sonhado com isso. Aliás, sempre achei bastante injusto que a pessoa que realizou Encontros Imediatos do Terceiro Grau e E.T. nunca tenha tido a oportunidade de ter um encontro do primeiro tipo digno desse nome! [Risos.] Dito isto, provas circunstanciais, elementos aos quais toda a gente tem hoje acesso, permitem-me dizer que pelo menos há 80 anos, fomos descobertos por uma espécie de um outro mundo, uma inteligência não-humana que interage connosco desde então nos ares e sob os mares”. O realizador acrescentou ainda que em O Dia da Revelação, tudo é “especulação c
O Pátio das Antigas: Estúdio do Império, a sala “arte e ensaio” pioneira

O Pátio das Antigas: Estúdio do Império, a sala “arte e ensaio” pioneira

Inaugurado em 1964 com Os Chapéus de Chuva de Cherburgo, de Jacques Demy, o Estúdio do Cinema Império (que havia aberto as portas 12 anos antes, em 1952), foi a primeira sala-estúdio, ou de cinema de “arte e ensaio”, de Lisboa, tendo aproveitado a alteração da lei municipal efectuada em 1959, que passava a autorizar a construção de pequenos cinemas nos prédios de habitação e comércio da capital. O Estúdio “nasceu” por cima do segundo balcão do Império, no lugar onde havia originalmente um bar, e tinha 243 lugares. O lado direito da sala, que dava para a Alameda Afonso Henriques, era totalmente envidraçado, e quando as sessões começavam era accionada uma espessa cortina deslizante que cortava por completo a luz exterior.  No início, algumas pessoas, habituadas às espaçosas “catedrais do cinema” de Lisboa, como o Monumental, o São Jorge ou o próprio Império, queixaram-se de algum desconforto e mesmo de claustrofobia, mas o Estúdio depressa vingou junto dos espectadores, para o que contribuiu a sua programação de filmes então ditos “difíceis”, ao gosto de um público mais militantemente cinéfilo. Foi o caso dos de Ingmar Bergman, que ali eram estreados com regularidade e faziam lotações esgotadas, ou de Jean-Luc Godard, e também títulos portugueses como Uma Abelha na Chuva, de Fernando Lopes. O Estúdio fechou as portas ao mesmo tempo que o Império, a 31 de Dezembro de 1983. Coisas e loisas de outras eras + O teatro que tinha um túnel secreto + As longas noites do Porão da Nau + S