A Queda do Império Americano

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3 /5 estrelas
A Queda do Império Americano

A Time Out diz

3 /5 estrelas

Embora tenha “império americano” no título, o novo filme do veterano realizador canadiano (do Québec, a ressalva é importante) Denys Arcand, pouco ou nada tem a ver com O Declínio do Império Americano, que ele assinou em 1986, ou com As Invasões Bárbaras (2003), que forma um díptico com este.

Em A Queda do Império Americano, Arcand lança mão
do formato do filme policial para contar uma história onde fala, de forma sardónica mas temperada com algum optimismo, do papel do dinheiro nas sociedades contemporâneas, e dos esquemas que fazem circular pelo mundo enormes somas que são escamoteadas e ocultadas dos radares dos estados e dos seus aparelhos fiscais.

Pierre-Paul é um doutorado em Filosofia que trabalhara a entregar encomendas numa empresa, enquanto postula que não há lugar no nosso mundo para as pessoas inteligentes
e decentes como ele, e que os cretinos, os corruptos e os imorais é que se safam.

Um belo dia, fica de posse de dois sacos com milhões de dólares provenientes de um assalto que correu mal, só que não sabe o que fazer com o dinheiro. Por isso, rodeia-se de três “consultores” mais pragmáticos do que ele: Camille, uma prostituta de luxo, Bigras, um ex-criminoso saído da cadeia e que lá tirou um curso de Gestão, e Pierre, sócio muito sabido de uma empresa de investimentos.

Ao mesmo tempo que aproveita para comentar alguns dos aspectos mais negros da sociedade canadiana (criminalidade pesada, proliferação de sem-abrigo, muitos deles inuítes, corrupção galopante), Arcand desenvolve uma intriga onde tenta
conciliar, nem sempre de forma satisfatória, mas com sentido de humor e um estilo sem pressas nem exibicionismos, um cinismo “libertário” e um idealismo de fundo cristão.

Por Eurico de Barros

Por Eurico de Barros

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