Amor Amor

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3 /5 estrelas
Amor Amor

A Time Out diz

3 /5 estrelas

Marta namora há uma data de anos com Jorge. Carlos, grande amigo de Jorge, namora com Lígia, embora tenha uma paixão assolapada e secreta por Marta. E Bruno, irmão mais novo de Lígia, também está perdido de amores por Marta, apesar de ela ser mais velha do que ele.

Amor Amor, a segunda longa-metragem de Jorge Cramez após O Capacete Dourado (2007), um raro biker movie português, podia ter-se intitulado, em alternativa, Todos Gostam de Marta, só que a fita, livremente adaptada da peça La Place Royale ou l’amoureux extravagant, escrita por Corneille no século XVII, não é sobre ela. É sobre a dança dos amores e dos desamores, sobre as ousadias, os dilemas e as hesitações do coração, sobre o temor de se dar o passo para o casamento e para uma nova vida. Em suma, tudo aquilo de que se fazem as relações sentimentais entre os homens e as mulheres desde que o mundo é mundo.

Mais maduro e mais seguro que O Capacete Dourado, Amor Amor tem, ainda assim, alguns problemas de escrita, que lhe afectam aqui e ali o ritmo, o tom e a legibilidade (a situação final da carta é confusa). Cramez compensa estas falhas de acabamento com uma realização sempre guiada por uma ideia visual, uma preocupação com o rigor do enquadramento e a imagem bonita e original, sem ser preciosa ou rebuscada (soberba, a fotografia de João Ribeiro), um olhar de bom gosto sobre Lisboa e um elenco razoavelmente coeso, em que sobressaem Ana Moreira e Jaime Freitas.

Por Eurico de Barros

Por Eurico de Barros

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