Delírio em Las Vedras

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4 /5 estrelas
Delírio em Las Vedras

A Time Out diz

4 /5 estrelas

Se o Carnaval de Torres Vedras já é em si delirante, imaginem um documentário de Edgar Pêra sobre o mesmo, rodado em 3D e com actores a fazerem de jornalistas de canais de televisão fictícios, mais um representante de uma rádio local também falsa, daqueles que nunca se calam. Bem diz o slogan, “Deixem-se de medras, Carnaval é em Torres Vedras”.

Pêra regista a atmosfera única da edição de 2015 do “carnaval mais português de Portugal”, que teve como tema o amor (e por isso Delírio em Las Vedras abunda em carros alegóricos para maiores de 18 anos e foliões em poses e disfarces eventualmente chocantes, brandindo acessórios sexuais desvairados), ao mesmo tempo que goza com a cobertura entre o imbecil, o redundante e o enche-chouriços que as televisões fazem de acontecimentos como este.

No meio deste delírio pop-desbragado em berrante relevo, brilham o malogrado Nuno Melo como Ermelindo, o veterano e sofredor jornalista da estatal TV Cultura, reduzido a ter de se vestir de mulher para dar gás às audiências, e Jorge Prendas em Waldemar do Amaral, o chunga picareta falante da rádio. Deixem-se de medras, cinema português é Delírio em Las Vedras.

Por Eurico de Barros

Por Eurico de Barros

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