Diários de Otsoga

Filmes
3 /5 estrelas
Diários de Otsoga

A Time Out diz

3 /5 estrelas

Podemos sempre contar com o inesperado no cinema de Miguel Gomes, e Diários de Otsoga não é excepção. Escrito e realizado com Maureen Fazendeiro, sua companheira (Mariana Ricardo também colaborou no argumento), o filme foi rodado em 22 dias, em Agosto de 2020, numa quinta perto da Praia do Magoito, com os realizadores, actores e equipa técnica a simularem a experiência de confinamento a que a pandemia os havia obrigado pouco antes, e levado a suspender os seus projectos correntes (no caso de Miguel Gomes, Selvajaria, no Brasil, uma recriação da Guerra de Canudos, no final do século XIX). Pormenor fundamental: Diários de Otsoga é contado em cronologia inversa. Não por mera boutade ou por capricho formalista, mas sim por ser a maneira que os seus autores encontraram de figurar a perturbação na percepção do tempo e no decorrer do quotidiano causada pelo confinamento da Covid 19. É a pertinência vivencial e narrativa deste dispositivo, e a clareza com que foi posto em prática, que livram a fita de ser apenas um mero, presunçoso e irritante exercício de “desconstrução” e de metacinema entre amigos.

Detalhes

Detalhes da estreia

Elenco e equipa

Também poderá gostar