Ilusões Fatais

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1 /5 estrelas
Ilusões Fatais

A Time Out diz

1 /5 estrelas

Depois de Atracção Fatal, de Adrian Lyne, se estrear em 1987, começaram a sair em rajada de Hollywood filmes policiais e de acção com “fatal” no título, para capitalizarem no enorme sucesso deste. E quando a palavra-chave não constava no título original, os distribuidores tratavam de a acrescentar. Eram invariavelmente muito maus e ao fim de algum tempo o filão secou. Este Ilusões Fatais (Deadly Illusions, no original), um thriller armado ao pingarelho de erótico e estreado na Netflix, parece um desses filmes, por ter o “fatal” no título português, porque a história é uma variante descarada da fita de Lyne e por ser espessamente mau. Kristin Davis interpreta Mary Morrison, uma escritora famosa, casada e com dois filhos, que tem um livro novo para escrever mas está desinspirada e, para ter mais tempo livre, contrata uma ama, a angelical e dedicadíssima Grace (Greer Gramer), que acaba por revelar não ser quem parece. É difícil dizer o que é pior nesta pepineira: se as personagens de cartolina, se o argumento de juntar por números, se a realização robótica, se as interpretações telegrafadas (a bonita Greer Gramer, coitadinha, é uma tal negação para o ofício, que alguém lhe devia sugerir uma carreira alternativa, como esteticista ou recepcionista, por exemplo). Esqueça-se rapidamente.

Por Eurico de Barros

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