Marty Supreme
Photograph: A24

Crítica

Marty Supreme

3/5 estrelas
Podemos sair exaustos do filme de Josh Safdie, mas nunca indiferentes, gostemos ou não. E filmes assim são cada vez mais raros.
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A Time Out diz

Timothée Chalamet ganhou o Globo de Ouro de Melhor Actor num Filme Dramático pela sua interpretação de Marty Mauser, um jovem tenista de mesa egocêntrico, ambicioso, ultra-manipulador e capaz de tudo (até mesmo de se humilhar publicamente) para chegar à fama e à fortuna, nesta segunda realização de Josh Safdie, e primeira sem a participação do seu irmão Benny, de quem se autonomizou em 2024.

O filme, nomeado para nove Óscares passa-se na Nova Iorque de 1952 e conta também com interpretações de Gwyneth Paltrow, Kevin O’Leary (sim, o empresário milionário do programa Shark Tank, no papel de… um empresário rico e implacável), Abel Ferrara, Fran Drescher e Odessa A’Zion, e se há uma coisa de que Marty Supreme não pode ser acusado, é de não ter enredo: tem, e para dar e vender. De tal forma, que sofre de overplotting, por vezes há demasiadas coisas a acontecer ao mesmo tempo ao protagonista (inspirado numa figura real do mundo do ténis de mesa dos EUA, e da Nova Iorque popular) e a fita, tão frenética como Marty, ameaça tombar na inverosimilhança e transformar-se num desenho animado em ambiente realista. Mas Safdie lá consegue que a vertigem visual e a aceleração narrativa não causem um descarrilamento de credibilidade, e Chalamet, que treinou longo tempo para não ser dobrado por um profissional nas sequências de jogos de ténis de mesa, mergulha tão profundamente na personagem de Marty, que se some nela.

Podemos sair exaustos de Marty Supreme, mas nunca indiferentes, gostemos ou não. E filmes assim são cada vez mais raros.

Elenco e equipa

  • Realização:Josh Safdie
  • Argumento:Josh Safdie, Ronald Bronstein
  • Elenco:
    • Timothée Chalamet
    • Odessa A'zion
    • Gwyneth Paltrow
    • Tyler the Creator
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