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Crítica
O novo filme do tunisino Abdellatif Kechiche é, como o título informa, o primeiro de uma trilogia adaptada do livro La Blessure, la vraie, de François Bégaudeau, onde o realizador regressa ao cenário de uma das suas melhores obras, O Segredo de um Cuscuz (2007), a cidade costeira de Sète, no Sul de França. Estamos no Verão de 1994, há corpos de rapazes e raparigas abertos ao sol por toda a parte, e o jovem Amin, que quer ser fotógrafo e argumentista, chega de Paris para estar com a família e os amigos e mergulhar de cabeça no estio, na luz, no mar, no sexo. Não há propriamente história em Mektoub, Meu Amor: Canto Um.
Há Amin a andar de um lado para o outro, a engatar raparigas, a ir à praia e a restaurantes e a conviver com a família e os amigos, e Kechiche, parte sensualista apolíneo, parte voyeur do esplendor da juventude (sobretudo das raparigas) a segui-lo por toda a parte com uma câmara incansável. Ao fim de três horas, Mektoub, Meu Amor: Canto Um está transformado no filme de um realizador enfeitiçado pelo seu próprio estilo. Até lá, temos belíssimos nacos de cinema puro para apreciar.
Por Eurico de Barros
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