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Crítica
A génese e os bastidores da rodagem de O Acossado, primeira longa-metragem de Jean-Luc Godard e um filme-farol da Nova Vaga francesa, bem como a Paris do início dos anos 60 e o ambiente que se vivia entre uma nova, criativa e arrojada geração de realizadores e de actores que iam definir e marcar o cinema, em França e internacionalmente, são aqui recriados por Richard Linklater a preto e branco, até ao mais ínfimo pormenor e com uma vivacidade e um regozijo que replicam de alguma forma os das filmagens originais. É o próprio espírito da Nouvelle Vague que Linklater quer aqui convocar, mais do que apenas lembrá-la e celebrá-la. Interpretado por um grupo de actores que evocam na perfeição as pessoas a que dão corpo, sem as imitarem ou fazerem de clones delas (Guillaume Marbeck, Aubry Dulin e Zoey Deutsch são formidáveis, respectivamente, como Godard, Jean-Paul Belmondo e Jean Seberg), Nouvelle Vague é um gesto de nostalgia, uma homenagem, um elogio e um preito de gratidão a uma época, uma geração e um movimento cinematográfico. E assinado por um realizador americano e não francês…
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