O Sal das Lágrimas

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2 /5 estrelas
O Sal das Lágrimas

A Time Out diz

2 /5 estrelas

O novo filme de Philippe Garrel podia ser uma ilustração do provérbio que diz “Quem tudo quer, tudo perde” aplicado às relações amorosas. Luc, um jovem carpinteiro que trabalha com o pai idoso, e vai candidatar-se a uma grande escola técnica de Paris, envolve-se brevemente com a jovem Djemila, logo a seguir com Geneviève, uma antiga colega de liceu, que engravida e abandona, e finalmente com Betsy, uma enfermeira, submetendo-se a uma relação a três, já que esta dorme também com o colega de casa, indo finalmente pagar pela sua inconstância. Garrel filma, como sempre, a preto e branco austero e no seu registo sobejamente conhecido, o realismo fino e emocionalmente hipersensível, com interpretações naturalistas, mas em O Sal das Lágrimas os diálogos soam demasiado como os das telenovelas, o percurso sentimental de Luc força a verosimilhança e o filme parece uma bolha da espuma que ficou de uma Nova Vaga há muito desfeita na praia. Fica apenas o segundo plano da relação cúmplice e comovedora entre Luc e o seu sempre preocupado pai, interpretado pelo veterano André Wilms.

Por Eurico de Barros

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