O Último Padrinho
DR | O Último Padrinho

Crítica

O Último Padrinho

3/5 estrelas
Fabio Grassadonia não realizou o típico filme policial e de acção sobre a Máfia. O que rodou foi uma história de dignidade perdida na sociedade siciliana.
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A Time Out diz

Toni Servillo e Elio Germano são os principais intérpretes desta fita de Fabio Grassadonia e Antonio Piazza, em que um antigo político e autarca siciliano corrupto sai da cadeia e é levado pelos serviços secretos italianos a ajudar a encontrar e capturar o seu afilhado, o último grande chefe mafioso ainda livre, e que está escondido algures na ilha. O Último Padrinho não é o típico filme policial e de acção sobre a Máfia, é antes uma história de dignidade perdida que se quer recuperar através da traição, tendo como pano de fundo o complexo ecossistema de relações familiares, laços de amizade e ódios, e de lealdades e favores da sociedade siciliana e da sua componente criminosa. Servillo é, como sempre, muito bom no autarca caído em desgraça perante todos (e muito em especial a sua família), e Germano está à sua altura no mafioso que usa óculos tintados mesmo dentro de casa e gosta de ler e citar a Bíblia. Só faltou a Grassadonia e Piazza terem dado um pouco mais de ritmo a O Último Padrinho, que por vezes se arrasta demais.

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