Pelé

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3 /5 estrelas
Pelé

A Time Out diz

3 /5 estrelas

“Da Sibéria à Patagónia todo mundo conhece Pelé”, escreveu Vinicius de Moraes. E Luís Fernando Veríssimo: “Pelé é genial mesmo quando ata o laço da chuteira”. Pelé é sem dúvida o jogador de futebol mais elogiado por intelectuais, escritores, artistas e jornalistas. Alguns deles, como Gilberto Gil ou Roberto Muylaert, aparecem neste novo documentário da Netflix, que se centra no percurso de Edson Arantes do Nascimento desde o Mundial de Futebol de 1958, na Suécia, o primeiro que o Brasil ganhou e em que o jovem fenómeno Pelé se revelou, revelando também o Brasil ao mundo; e o de 1970, no México, em que Pelé, já então um mito nacional, se sagrou, e o Brasil com ele, tricampeão mundial, quatro anos após a desastrosa participação no Mundial de Inglaterra (para a qual Portugal contribuiu). Parte do filme é dedicado à relação de Pelé com a política, em especial com o regime militar que mandou no Brasil entre os anos 60 e meados de 80. A intenção não é crucificá-lo pelo seu prudente comportamento durante a ditadura dos generais, e aliás a esmagadora maioria dos entrevistados não o faz e até o compreende e aceita. O partido de Pelé era o futebol, a sua política era marcar golos e ganhar, e a sua missão era afirmar o Brasil através do seu génio em campo, fazer felizes milhões de brasileiros e maravilhar muitos outros milhões de fãs de futebol. Da Sibéria à Patagónia.

Detalhes

Detalhes da estreia

Elenco e equipa

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