Rosas de Ermera

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Rosas de Ermera
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A Time Out diz

3 /5 estrelas

José Afonso estava em Coimbra e durante três anos não teve notícias dos pais nem da irmã mais nova, que, sabiam lá ele e o irmão, estavam presos em Timor. Foi durante a II Guerra Mundial, e a história desta família apartada pelas circunstâncias, que seria sempre interessante contar, mais interessante se torna quando se sabe ser a família do autor de Venham Mais Cinco.

Tudo começou quando o pai de José Afonso, juiz em Moçambique, se transferiu para Timor. Estava-se em 1939, isto é, no alvor da II Guerra Mundial. Para a Oceânia partiram o casal e a filha mais nova, Maria das Dores, enquanto José e João trocavam África pela Europa, assentando em Coimbra. Sabiam uns dos outros por carta.

Até ao dia em que a correspondência parou, corria 1942, para durante três anos ninguém saber nada de ninguém e todos pensarem o pior. Do outro lado do mundo acontecera entretanto a invasão japonesa
de Timor, tecnicamente parte de Portugal, portanto, embora só teoricamente, território neutral ao conflito entre os Aliados e as tropas do Eixo. Argumento que os nipónicos rechaçaram invocando o acolhimento dado na colónia a tropas dos Aliados, as quais, por sua vez, argumentavam estar ali para defender a ilha de uma invasão japonesa.

Como tantos outros portugueses, beneficiando de muito menos má sorte que os cerca de 40 mil timorenses mortos durante essa ocupação, a família Afonso foi internada num dos dois campos de concentração criados pelos ocupantes. E sobreviveram, a custo, mas sobreviveram.

É esta a história que Luís Filipe Rocha conta no seu documentário, que depois de uma muito estimulante primeira parte perde um pouco o Norte no sentimentalismo do regresso de Maria das Dores a Timor a que o realizador não resistiu.

Por Rui Monteiro

Por Rui Monteiro

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