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Rui Monteiro

Rui Monteiro

Articles (220)

Os dez melhores filmes sobre o 25 de Abril (e a guerra colonial)

Os dez melhores filmes sobre o 25 de Abril (e a guerra colonial)

Os¬†cineastas nacionais n√£o s√£o muito dados a¬†escavar o passado, nem mesmo a desenterrar e autopsiar o salazarismo. Mas as excep√ß√Ķes existem, e tanto a revolu√ß√£o como a guerra acabaram por chegar ao grande ecr√£, em filmes mais ou menos aproximados da realidade, muito ou pouco romantizados, baseados em livros ou em factos. Seja como for,¬†a revolu√ß√£o dos cravos¬†marcou uma p√°gina incontorn√°vel da hist√≥ria portuguesa, por isso, e porque tamb√©m o cinema lhe prestou homenagem,¬†elencamos os melhores filmes sobre o 25 de Abril para que respire a liberdade atrav√©s da s√©tima arte. Recomendado: Cantar Abril: uma d√ļzia de can√ß√Ķes revolucion√°rias

A Páscoa em dez filmes nada bíblicos

A Páscoa em dez filmes nada bíblicos

Cinema b√≠blico √© o que mais h√° na televis√£o (e n√£o s√≥) quando chegam as f√©rias da P√°scoa. Por√©m, nesta altura do ano, tamb√©m h√°¬†alguns filmes¬†que est√£o longe da B√≠blia.¬†N√£o s√£o muitos, mas que os¬†h√°, h√°.¬†Alguns aproveitam-se da √©poca e usam as reuni√Ķes familiares apenas como um pretexto para contar as suas hist√≥rias. Outros fazem correr sangue que n√£o o de Cristo durante esta quadra. E ainda h√° uns quantos que pura e simplesmente ajavardam a coisa. Para saber como,¬†√© ver estes¬†dez filmes pascais pouco ou nada b√≠blicos. Recomendado: J√° sabe o que vai fazer aos mi√ļdos nas f√©rias da P√°scoa?

Coelhos sangrentos, ou terror na P√°scoa

Coelhos sangrentos, ou terror na P√°scoa

N√£o h√° P√°scoa sem coelhos, sempre queridos e fofos, habitualmente agarrados a ovos de chocolate. Os mi√ļdos adoram-nos e n√£o por acaso multiplicam-se os filmes animados sobre estes animais t√£o simp√°ticos. Mas deixamos um aviso, dois na verdade. Primeiro, fique j√° a saber que aqui n√£o encontra nenhum filme desses, depois todos estes filmes s√£o t√£o incrivelmente maus como bizarramente divertidos. No fundo, s√£o t√£o maus que s√£o bons. A surpresa √© existirem tantos cineastas que escolheram coelhos, ou algu√©m vestido de coelho para vil√£o.¬†Eis sete exemplos para ver na P√°scoa. Venham v√™-los √† solta e maldispostos. Recomendado:¬†Programas para sobreviver √†s f√©rias da P√°scoa dentro de casa

P√°scoa, ou a paix√£o de Cristo em dez filmes

P√°scoa, ou a paix√£o de Cristo em dez filmes

H√° muitas maneiras de filmar a P√°scoa. A principal, a praticada pela maioria dos cineastas, √© seguir o roteiro imposto pelo Novo Testamento e filmar o caminho de Jesus at√© √† cruz ‚Äď o que muda, aqui, √© apenas quando come√ßa a hist√≥ria, se quando o menino nasce, se na sua vida adulta, ou mesmo antes de Cristo. E se a maioria √© basicamente conservadora e respeitadora do c√Ęnone, tamb√©m h√° excep√ß√Ķes entre estes¬†dez filmes,¬†que v√£o de O Rei dos Reis¬†(1927) de¬†Cecil B. DeMille¬†ao mais recente¬†Maria Madalena, realizado por Garth Davis em 2018. Recomendado:¬†Programas para sobreviver √†s f√©rias da P√°scoa dentro de casa

Sete filmes mais rom√Ęnticos que os filmes rom√Ęnticos

Sete filmes mais rom√Ęnticos que os filmes rom√Ęnticos

Criar uma boa hist√≥ria de amor √© uma inc√≥gnita. Na vida, que vem sem argumento, √© esperar e ver no que d√°. Na fic√ß√£o, por seu lado, √© imaginar e fazer. N√£o √© simples, por fina ser a linha entre romantismo e xaropice. Por√©m h√° realizadores que conseguem evitar as armadilhas e quebrar o mais empedernido cora√ß√£o ‚Äď com estilo. E a¬†lista que se segue √© prova disso. Estes filmes mais rom√Ęnticos que os filmes rom√Ęnticos contornaram a quest√£o com mestria, ao mesmo tempo que nos deram¬†romances¬†capazes de perdurar no tempo. Recomendado: Os melhores filmes rom√Ęnticos

A esperan√ßa, a hipocrisia e a par√≥dia em 25 can√ß√Ķes de Natal

A esperan√ßa, a hipocrisia e a par√≥dia em 25 can√ß√Ķes de Natal

H√° boas can√ß√Ķes de Natal? Haver, h√°, no entanto uma linha muito estreita separa a qualidade da lamechice e o clich√©. H√° can√ß√Ķes que n√£o se podem mesmo evitar. Outras que, quando surgiram, foram uma surpresa. Algumas s√£o¬†porventura uma par√≥dia, uma provoca√ß√£o, v√° l√°, que √© Natal.¬†E as que s√£o¬†capazes de abalar um cora√ß√£o? Dessas, tamb√©m h√° umas quantas. A esperan√ßa, por√©m, est√° presente em quase todas, assim como uma certa e determinada dose de hipocrisia. Afinal √© Natal. Eis 25 can√ß√Ķes de Natal para ouvir em loop¬†ao longo da quadra. Recomendado: Os melhores mercados de Natal em Lisboa

Nove filmes de Natal alternativos

Nove filmes de Natal alternativos

H√° filmes de Natal, filmes para o Natal, filmes com o Natal por fundo. Nesta altura do ano, os mais populares est√£o alinhados para as programa√ß√Ķes televisivas. Mas¬†as alternativas¬†tamb√©m s√£o muitas. E algumas at√© acrescentam um bocadinho de consci√™ncia, para compensar consumismo e¬†comezaina. Desde¬†esse cl√°ssico absoluto que √© O Apartamento (1960), de Billy Wilder, ao filme neo-noir natal√≠cio Kiss Kiss Bang Bang, escrito e realizado por Shane Black em 2005, e¬†Um Conto de Natal disfuncional de¬†Arnaud Desplechin, estreado em 2008, h√° √≥ptimos filmes de Natal alternativos. Recomendado: O melhor do Natal em Lisboa

25 filmes portugueses obrigatórios

25 filmes portugueses obrigatórios

Essa¬†ideia de o cinema portugu√™s ser uma seca‚Ķ Enfim, s√≥ em parte √© verdade. Ali√°s, existindo desde 1896, com milhares de realiza√ß√Ķes, algu√©m se havia de safar. E safou-se. Nas v√°rias fases do cinema portugu√™s, h√° filmes e realizadores de se lhes tirar o chap√©u, incluindo alguns, at√© mais do que uma vez, reconhecidos internacionalmente. √Č natural por isso que,¬†quando se fala nos filmes portugueses obrigat√≥rios,¬†haja¬†nomes de realizadores¬†que se repetem.¬†Porque, como em tudo o resto na vida,¬†alguns¬†cineastas¬†s√£o pura e simplesmente melhores do que outros. Recomendado: Os melhores filmes musicais deste s√©culo

Doze filmes para o Dia da M√£e

Doze filmes para o Dia da M√£e

Oferecer prendas √† m√£e √© dif√≠cil ‚Äď principalmente para quem n√£o viu a nossa lista de presentes para o Dia da M√£e. Agora, fazer companhia √† m√£e e com ela ver um filme, isso, acrescenta sempre uns pontos. Mesmo que √† ilharga venha um saco de roupa para lavar e engomar. A palavra-chave √©, portanto, companhia. O filme √© o pretexto. Assim, fica aqui uma¬†d√ļzia de pretextos, do cl√°ssico Alma em Supl√≠cio (1945), de Michael Curtiz, a Lady Bird¬†(2017), de Greta Gerwig. S√≥ falta acertar no gosto da m√£e. Recomendado:¬†Dez filmes para ver em fam√≠lia na Netflix

25 filmes portugueses obrigatórios

25 filmes portugueses obrigatórios

Essa¬†ideia de o cinema portugu√™s ser uma seca‚Ķ Enfim, s√≥ em parte √© verdade. Ali√°s, existindo desde 1896, com milhares de realiza√ß√Ķes, algu√©m se havia de safar. E safou-se. Nas v√°rias fases do cinema portugu√™s, h√° filmes e realizadores de se lhes tirar o chap√©u, incluindo alguns, at√© mais do que uma vez, reconhecidos internacionalmente. √Č natural por isso que,¬†quando se fala nos filmes portugueses obrigat√≥rios,¬†haja¬†nomes de realizadores¬†que se repetem.¬†Porque, como em tudo o resto na vida,¬†alguns¬†cineastas¬†s√£o pura e simplesmente melhores do que outros. Recomendado:¬†Os 100 melhores filmes cl√°ssicos

Os melhores filmes sobre o 25 de Abril (e a guerra colonial)

Os melhores filmes sobre o 25 de Abril (e a guerra colonial)

Os¬†cineastas nacionais n√£o s√£o muito dados a¬†escavar o passado, nem mesmo a desenterrar e autopsiar o salazarismo. Mas as excep√ß√Ķes existem, e tanto a revolu√ß√£o como a guerra acabaram por chegar ao grande ecr√£, em filmes mais ou menos aproximados da realidade, muito ou pouco romantizados, baseados em livros ou em factos. Seja como for,¬†a revolu√ß√£o dos cravos¬†marcou uma p√°gina incontorn√°vel da hist√≥ria portuguesa, por isso, e porque tamb√©m o cinema lhe prestou homenagem, damos-lhe os melhores filmes sobre o 25 de Abril para que respire a liberdade atrav√©s da s√©tima arte. Recomendado: Tr√™s s√≠tios para comprar cravos no Porto

Os 100 melhores filmes cl√°ssicos

Os 100 melhores filmes cl√°ssicos

Comédias e westerns, policiais e melodramas, ficção científica e fantástico, sem esquecer o musical, há de tudo nesta lista preenchida com 100 dos melhores filmes clássicos. Nela encontramos obras de alguns dos melhores realizadores da história do cinema, como Buster Keaton, Fritz Lang, Ingmar Bergman, John Ford, Howard Hawks, Federico Fellini, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti ou Martin Scorsese, entre muitos, muitos outros. Pode ser o início de uma colecção de grandes obras do cinema mundial em DVD ou Blu-ray. Ou ainda uma lista para orientação no YouTube, onde se encontram vários destes títulos em boas cópias.    Recomendado: Clássicos de cinema para totós  

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Anita Escorre Branco

Anita Escorre Branco

Com dramaturgia, m√ļsica e espa√ßo c√©nico de Odete, eis mais uma pe√ßa (e performance) sobre a utopia e a sua impossibilidade, sobre batalhas ‚Äúcom o vazio, a sobreviv√™ncia capitalista tardia, rela√ß√Ķes de poder, depend√™ncia.‚ÄĚ Encena√ß√£o, diz a autora, onde ele ‚Äúcuida de mim‚ÄĚ, e ela escolhe uma biblioteca para ficar sozinha, onde se fala ‚Äúda sensa√ß√£o de desejar ardentemente‚ÄĚ e de ‚Äúnada parecer comover-nos‚ÄĚ esquecendo o ‚Äúprazer da luz do sol.‚ÄĚ Isto √©: um ‚Äúpedido, um choro, uma ode a uma outra vida para n√≥s.‚ÄĚ

B Fachada

B Fachada

Na m√ļsica popular portuguesa do s√©culo XXI n√£o h√° outra figura como B Fachada. Entre formatos f√≠sico e digital, lan√ßou cinco EPs, tr√™s mini-√°lbuns de charneira¬†e seis registos de longa-dura√ß√£o. Todos impec√°veis. Na Casa do Capit√£o, vai apresentar o seu mais recente disco, Rapazes e Raposas, gravado em M√©rtola, entre¬†Mar√ßo e Maio, e editado em Julho. Combinando a¬†viola braguesa do in√≠cio¬†com os teclados e a maquinaria electr√≥nica que o fascinaram depois, o novo √°lbum soa a s√≠ntese. E soa muito bem.

A Violação de Recy Taylor

A Violação de Recy Taylor

Agora, quando o racismo e a discriminação se estão a tornar populares, o documentário de Nancy Buirski vem contar a trabalheira que foi para não se fazer justiça, em 1944, quando a afro-americana Recy Taylor, aos 24 anos, foi violada por seis rapazes brancos no caminho entre a igreja e casa, em Abbeville, no Alabama. A participação foi feita, os rapazes foram presos, mas o caso nunca chegou a julgamento, como recordam os irmãos da vítima, que lembram igualmente que a investigadora da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (NAACP na sigla americana) foi Rosa Parks, que, anos depois, teve um papel fundamental no lançamento do movimento dos direitos cívicos. Por Rui Monteiro

Rocketman

Rocketman

2 out of 5 stars

√Äs tantas diz uma personagem ao protagonista: ‚ÄúMata a pessoa que √©s para te tornares na pessoa que queres ser.‚ÄĚ E com esta senten√ßa‚Ä® est√° mais ou menos escrita a ambi√ß√£o de Dexter Fletcher:‚Ä® n√£o ser um realizador de biografias musicais como os outros e, ao inv√©s do caminho habitual, explorar a import√Ęncia art√≠stica para a m√ļsica pop da transforma√ß√£o de Reginald Kenneth Dwight em Elton John atrav√©s da interpreta√ß√£o de Taron Egerton. Pois. De boas inten√ß√Ķes est√° o inferno cheio e o fogo de artif√≠cio abunda em Rocketman. O que, bem vistas as coisas, descontada a vulgaridade, quando n√£o o mau gosto generalizado das can√ß√Ķes, ainda √© o melhor da pel√≠cula. Apesar de procurar a excep√ß√£o, a espa√ßos avistada em uma‚Ä®ou outra sequ√™ncia musical, a realiza√ß√£o conformou-‚Ä®se ao modelo. E pronto, aqui est√° mais uma hist√≥ria de rapaz desajustado e talentoso, que lutando contra o esc√°rnio e o preconceito se vai chegando ao sonho, conhece o compositor Bernie Taupin (Jamie Bell) e, com altos e baixos, drogas e copos e sexo, a sua carreira, j√° francamente colorida, torna-se uma exibi√ß√£o de lantejoulas que fazem dos concertos e da vida uma celebra√ß√£o kitsch onde‚Ä®a m√ļsica, a bem dizer, √© um acess√≥rio, pois o que interessa √© a celebridade. Por Rui Monteiro

Troll e o Reino de Ervod

Troll e o Reino de Ervod

Nesta animação de Kevin Munroe e Kristian Kamp, Trym, o príncipe troll, tem nada mais nada menos do que três dias para salvar o pai, o rei Grom, que não apenas foi transformado em pedra como a sua cauda foi roubada por uma entidade maléfica habitando a floresta. E lá vai Trym e os companheiros, através do reino de Ervod, vivendo uma perigosa aventura para salvar o pai e restituir o trono ao seu verdadeiro dono. Por Rui Monteiro

Segredos do Passado

Segredos do Passado

O filme negro clássico é a inspiração de Francesco Cinquemani e George Gallo para este filme com John Travolta no papel de Carson Phillips, um antigo astro de futebol americano agora virado para a investigação privada. Aqui, o caso de uma pessoa desaparecida, coisa de rotina, mostra-se afinal como parte de uma teia de crimes, na qual é muito possível estar envolvida a sua filha há muito desaparecida. Por Rui Monteiro

Los Colores de la Monta√Īa

Los Colores de la Monta√Īa

O ciclo dedicado ao cinema da Am√©rica Latina prossegue na Livraria Ler Devagar. Para esta semana o programador seleccionou mais um filme, parte daquele grupo de ‚Äúnunca ou raramente vistos‚ÄĚ provenientes de cinematografias, digamos, consolidadas, como as da Argentina e do Chile, ou as ‚Äúemergentes‚ÄĚ em pa√≠ses como a Col√īmbia, o Equador e o Peru. Los Colores de la Monta√Īa, realizado na Col√īmbia, em 2010, por Carlos C√©sar Arbel√°ez, com Hern√°n Mauricio Ocampo, Nolberto S√°nchez e Genaro Aristiz√°bal, conta a hist√≥ria de Manuel, rapaz de nove anos, que sonha em ser um grande guarda-redes de futebol, nem que para isso tenha de percorrer um campo de minas para resgatar a sua nova e preciosa bola.

Divertida-Mente

Divertida-Mente

A exposi√ß√£o C√©rebro ‚Äď Mais Vasto que o C√©u, na Funda√ß√£o Gulbenkian, tamb√©m tem o seu programa cinematogr√°fico e dele faz parte, entre outros (como Encontro de Irm√£os, de Barry Levinson, ou Uma Hist√≥ria de Amor, de Spike Jonze), este delicioso filme de anima√ß√£o sobre as atribula√ß√Ķes do c√©rebro de uma adolescente para garantir √† rapariga uma vida feliz, que tem realiza√ß√£o de Pete Docter e coment√°rio a cargo de Teresa Garcia Marques.

Woodstock - 3 Dias de Paz, M√ļsica e Amor

Woodstock - 3 Dias de Paz, M√ļsica e Amor

Estamos a chegar a Agosto, estamos em 2019, portanto n√£o √© nada inesperado que no calend√°rio surja a comemora√ß√£o dos 50 anos do festival mais famoso de sempre, Woodstock, claro. Para tal, em c√≥pia digital restaurada, ser√° exibida a vers√£o do realizador, Michael Wadleigh, que, ao longo de tr√™s horas e meia, al√©m de extraordin√°rias interpreta√ß√Ķes de Richie Havens, Joan Baez, Joe Cocker, The Who, Santana, Sly and the Family Stone, ou Jimi Hendrix e mais uma m√£o-cheia de m√ļsicos que fizeram daquela d√©cada uma das mais criativas do pop-rock, recorda esses tr√™s dias em que numa quinta, em Bethel, a norte de Nova Iorque, 400 mil pessoas tornaram o que devia ser apenas uma sucess√£o de concertos num ‚Äúmarco na hist√≥ria pol√≠tica, cultural e social dos Estados Unidos.‚ÄĚ

Alma Clandestina

Alma Clandestina

Maria Auxiliadora Lara Barcelos lutou contra a ditadura militar no Brasil na d√©cada de 1960. Foi presa, torturada e, claro, acabou banida do pa√≠s. Pouco depois, suicidou-se em Berlim. O realizador Jos√© Barahona entrega-se neste filme a uma biografia mais dada √†s emo√ß√Ķes, recorrendo a cartas at√© aqui in√©ditas, para tentar penetrar nas emo√ß√Ķes de uma mulher que, depois da clandestinidade, foi condenada ao ex√≠lio. Por Rui Monteiro

Arrivederci Macau

Arrivederci Macau

A melhor maneira de homenagear algu√©m √© mostrar o seu trabalho. E Manuel Gra√ßa Dias, que faleceu este ano, era mais do que o arquitecto, o professor, ou o ‚Äúcidad√£o interveniente‚ÄĚ. Era, principalmente, ‚Äúum esp√≠rito criativo e livre‚ÄĚ sempre dispon√≠vel para novos desafios. Um desses desafios foi o document√°rio Arrivederci Macau que, em 2012, fez com Rosa Coutinho Cabral sobre o arquitecto Manuel Vicente, com quem trabalhara, em Macau, no in√≠cio da sua carreira, e que ser√° motivo de conversa, no final da sess√£o, com os arquitectos Egas Jos√© Vieira e Lu√≠s Urbano, e a realizadora Rosa Coutinho Cabral.

Artavazd Pelechian

Artavazd Pelechian

Artavazd Pelechian √© um realizador peculiar no contexto do cinema sovi√©tico e In√≠cio, a curta-metragem que abre esta sess√£o do novo ciclo da Cinemateca, dirigida em 1967 para comemorar o 50¬ļ anivers√°rio da Revolu√ß√£o de Outubro, √© uma amostra convincente do seu cinema po√©tico, com a ‚Äúsingular√≠ssima aproxima√ß√£o √† ideia de revolu√ß√£o e um portentoso trabalho de montagem.‚ÄĚ Al√©m deste filme, a jornada prossegue com N√≥s (1969, na foto) e As Esta√ß√Ķes, de 1972, encerrando o visionamento com uma conversa com o cineasta.

News (17)

Está aí a Monstra: um mundo de animação entre o Canadá e Portugal

Está aí a Monstra: um mundo de animação entre o Canadá e Portugal

O Festival de Anima√ß√£o de Lisboa est√° de regresso entre 20 e 31 de Mar√ßo. S√£o Jorge, Ideal, City Alvalade, Cinemateca e¬† Museu Nacional de Etnologia recebem a programa√ß√£o, que foi divulgada nesta ter√ßa-feira. O Canad√° √© o pa√≠s convidado, mas cabe a Rex, o c√£o mais mimado pela rainha de Inglaterra, protagonista de Cai na Real, Corgi, iniciar o desfile de her√≥is e anti-her√≥is inclu√≠do na programa√ß√£o da 18.¬™ edi√ß√£o da Monstra ‚Äď Festival de Anima√ß√£o de Lisboa, que decorre entre os dias 20 e 31 de Mar√ßo, nos cinemas S. Jorge, Ideal e City Alvalade, mas tamb√©m na Cinemateca e no Museu Nacional de Etnologia. A sess√£o de abertura, com a antestreia do filme de Ben Stassen (trailer abaixo), marcada para as 19.30 de quarta-feira, dia 20, conta com a presen√ßa do realizador, um dos muitos convidados pela organiza√ß√£o do festival para falar sobre o seu trabalho durante um certame que, entre competi√ß√Ķes, retrospectivas, exposi√ß√Ķes e concertos, centra a sua ac√ß√£o na homenagem ao cinema de anima√ß√£o do Canad√°. E, inevitavelmente, √† sua figura maior, Normam Mclaren, o escoc√™s imigrado que revolucionou o cinema de anima√ß√£o e abriu caminho a cineastas como Fr√©d√©ric Back e Caroline Leaf, a quem tamb√©m s√£o dedicadas retrospectivas aut√≥nomas que, com a mostra de pel√≠culas da produtora National Film Board of Canada (NFB), completam o retrato do cinema de anima√ß√£o naquele pa√≠s da Am√©rica do Norte, a sua import√Ęncia e principalmente a sua influ√™ncia. Olhando para competi√ß√£o de longas-metragens encontr

Joan Baez: a cantiga (ainda) é uma arma

Joan Baez: a cantiga (ainda) é uma arma

Sessenta anos depois, Joan Baez volta a pegar na guitarra e lan√ßa-se numa digress√£o de despedida que passa por Lisboa. Eis o que se vai ouvir no Coliseu. Era uma vez a m√ļsica de interven√ß√£o. Uma m√ļsica que falava da vida dos desafortunados e procurava dar-lhes uma voz agindo, quase sempre, mais pol√≠tica que esteticamente. Ainda¬† existe, mas j√° n√£o √© o que era. A n√£o ser quando cantada por alguns. Joan Baez, por exemplo, que sexta-feira est√° no Coliseu. Algu√©m se lembra da can√ß√£o de protesto? Na Am√©rica foi a banda sonora juvenil da primeira¬† metade dos anos de 1960, e n√£o se ficou por a√≠. Com ela nasceu um tipo de cantor, um int√©rprete que, geralmente vindo da m√ļsica¬† folk, com pouco mais do que uma guitarra, e √†s vezes s√≥ com uma guitarra, procurava acrescentar conte√ļdo social e, na √©poca em que mais se desenvolveu como g√©nero musical, compor n√£o s√≥ para os trabalhadores explorados pelo capitalismo mas tamb√©m participar na luta pelos direitos c√≠vicos dos negros e das mulheres e pelo fim da Guerra do Vietname. Com o tempo os protestantes criaram um cancioneiro que perdurou e ganhou lugar na hist√≥ria da m√ļsica popular. √Č uma lista de can√ß√Ķes e criadores algo extensa, que, resumindo, come√ßa em Woody Guthrie, prossegue com o seu autoproclamado sucessor, Pete Seeger, encontrando-se nas suas fileiras os not√°veis Phil Ochs, The¬† Weavers, Nina Simone, por um¬† muito breve momento Bob Dylan, e uma particularmente activa Joan Baez, que tirava consider√°vel tempo a compor e a cantar para

35¬ļ Festival Almada: C√Ęmara garante programa

35¬ļ Festival Almada: C√Ęmara garante programa

A programa√ß√£o do 35¬ļ Festival de Almada, que decorre, como sempre de 4 a 18 de Julho em v√°rias salas de Almada e Lisboa, foi hoje apresentada na Casa da Cerca, em Almada. Apesar da redu√ß√£o do financiamento por parte da DGArtes, a coisa, com o apoio da autarquia, vai avan√ßar. 24 produ√ß√Ķes, mais 11 concertos e 4 espect√°culos de rua.¬† √Č gra√ßas a um financiamento de emerg√™ncia da C√Ęmara Municipal que o cumprimento da programa√ß√£o do festival de teatro, que decorre entre 4 e 18 de Julho, em Almada e em Lisboa, foi assegurada, disse Rodrigo Francisco na apresenta√ß√£o do evento. ‚ÄúA C√Ęmara acorre de forma excepcional no apoio ao festival porque consideramos que o Estado central n√£o se pode alhear do maior festival de teatro do pa√≠s‚ÄĚ, acrescentou √†s palavras do director desta mostra internacional, In√™s de Medeiros, presidente do munic√≠pio. Referindo estar j√° marcada uma reuni√£o com o secret√°rio de Estado da Cultura, Miguel Honrado, para tentar ultrapassar um problema que, segundo a autarca disse mais de uma vez desde que foi conhecida a decis√£o de reduzir o financiamento da Companhia de Teatro de Almada pela Direc√ß√£o-Geral das Artes, ‚Äúreside nos crit√©rios e no modelo de financiamento‚ÄĚ, In√™s de Medeiros acrescentou que ‚Äúo munic√≠pio quer que o festival continue a ser uma refer√™ncia e o grande evento mobilizador da cidade e do concelho.‚ÄĚ Com apenas 16 por cento de financiamento da DGArtes, num or√ßamento de 576 mil euros, a 35¬™ edi√ß√£o do Festival de Almada apresenta 24 produ√ß√Ķes em 10 sala

Globos de Ouro 2018: e os vencedores são…

Globos de Ouro 2018: e os vencedores são…

Pronto, j√° est√°. Com os Globos de Ouro entregues encerra a √©poca de pr√©mios e j√° toda a gente pode come√ßar a pensar nos do pr√≥ximo ano. Sem protestos de monta e com muitos agradecimentos √† fam√≠lia e aos amigos e aos colegas, aqui est√£o os vencedores‚Ķ M√ļsica Em uma das categorias mais disputadas em concurso reinou a diversidade e foi sem espanto que Amar pelos Dois, de Lu√≠sa Sobral, com interpreta√ß√£o de Salvador Sobral, can√ß√£o vencedora do Festival Eurovis√£o em 2017, venceu na categoria Melhor M√ļsica.¬† ¬† Quem perdeu na categoria anterior, mas acabou por ser compensada recebendo o t√≠tulo de Melhor Int√©rprete, foi Raquel Tavares, pela sua presta√ß√£o no √°lbum Roberto Carlos por Raquel Tavares. ¬† O √ļltimo Globo em disputa nesta categoria, Melhor Grupo, para a qual estavam nomeados D.A.M.A, com Lado a Lado, Ermo, por Lo-Fi Moda, mais os veteranos The Gift, o ano passado autores de Altar, acabou por ser entregue aos HMB, alinhando com o √°lbum Mais. ¬† Cinema Como se esperava, tendo em conta a acumula√ß√£o de pr√©mios verificada ao longo da √©poca, S√£o Jorge, de Marco Martins foi mais uma vez o vencedor recebendo o Globo de Ouro para Melhor Filme. E n√£o se ficou por aqui, pois, como era tamb√©m esperado, Nuno Lopes foi o reconhecido como Melhor Actor. ¬† Outro pr√©mio que n√£o espantou ningu√©m, a bem dizer pelas mesmas raz√Ķes dos anteriores, foi o de Melhor Actriz de Cinema que Rita Blanco recebeu pela sua interpreta√ß√£o em F√°tima, o filme de Jo√£o Canij

Globos de Ouro 2018 ‚Äď e os nomeados s√£o‚Ķ

Globos de Ouro 2018 ‚Äď e os nomeados s√£o‚Ķ

A Forma da √Āgua, o novo filme de Guillermo del Toro, e a s√©rie¬†Big Little Lies¬†s√£o os mais nomeados. O espect√°culo apresentado por Seth Meyers acontecer√° a 7 de Janeiro. Quando se olha para os Globos de Ouro como uma antecipa√ß√£o dos √ďscares, como toda a gente faz nas categorias de cinema, e perante a lista de nomeados agora anunciada, pode bem come√ßar a apostar-se numa disputa entre A Forma da √Āgua, de Guillermo del Toro, com sete nomea√ß√Ķes, e The Post, novo filme de Steven Spielberg, duas nomea√ß√Ķes abaixo. Mas h√° muito mais do que o brilho de Hollywood na cerim√≥nia marcada pela Associa√ß√£o de Imprensa Estrangeira para 7 de Janeiro. Por exemplo: a s√©rie Big Little Lies, com seis nomea√ß√Ķes tornou-se inesperada favorita nas categorias de televis√£o. As comemora√ß√Ķes dos 75 anos do pr√©mio, tanto como a import√Ęncia da nomea√ß√£o e a expectativa sobre os vencedores dos 25 Globos de Ouro nas v√°rias categorias cinematogr√°ficas e televisivas, n√£o escondem ser esta a primeira reuni√£o da comunidade cinematogr√°fica norte-americana depois do esc√Ęndalo iniciado pelas alega√ß√Ķes de abuso sexual do produtor Harvey Weinstein, que, entretanto, alastra como um fogo sem controlo. O primeiro efeito √© nenhum dos filmes produzidos por Weinstein ter recebido qualquer nomea√ß√£o. Outro √© ver como Ridley Scott substituiu Kevin Spacey, depois de surgirem den√ļncias de ass√©dio e viola√ß√£o durante a fase final da rodagem e o in√≠cio da montagem de All the Money in the World, pel√≠cula que, apes

Zé Pedro: o céu ganhou uma estrela de rock

Zé Pedro: o céu ganhou uma estrela de rock

Foram s√≥ seis minutos, mas foram seis minutos fren√©ticos, e fundamentais. Ao princ√≠pio foram uma excentricidade, depois um marco para o punk. Todavia, o passar do tempo tornou a primeira actua√ß√£o dos Xutos & Pontap√©s, em 1979, nos Alunos de Apolo, ali entre as Amoreiras e Campo de Ourique, o momento simb√≥lico de emancipa√ß√£o da juventude atrav√©s da m√ļsica e do despertar de uma cultura que atingiu o seu auge nos criativos anos da d√©cada de 80. O mais conhecido e acarinhado dos protagonistas dessa data morreu. ‚ÄúBoa noite, aqui Xutos & Pontap√©s!‚ÄĚ poder√° ‚Äď espero ‚Äď continuar a ouvir-se no in√≠cio dos concertos, mas j√° n√£o √© a mesma coisa, pois ningu√©m esquecer√° Z√© Pedro. D√©cadas depois, muita √°gua passada debaixo das pontes, mais do que um m√ļsico, morreu um √≠cone da m√ļsica popular portuguesa que encontrou no rock simples e agreste e sem temor da interven√ß√£o uma forma de vida. A sua forma de vida, como guitarrista irrequieto de uma banda que sobrevive a tudo (e muito foi o que por j√° passou), deu-lhe a fama. Mas n√£o foi a fama que o tornou um √≠cone, porque essa condi√ß√£o vem de si, da forma dedicada com que se entregava ao trabalho, que abra√ßava com alegria, com um contentamento contagiante, capaz de contaminar plateias, aplacar gostos divergentes, e encantar f√£s, esses, que tratava como iguais e que com ele, como com nenhum outro astro pop, se sentiam de facto iguais. E nem a medalha com que o Presidente Jorge Sampaio o honrou, ou a doen√ßa que h√° anos o sarrazinava, o tornaram dif

A Gulbenkian e o Cinema Português

A Gulbenkian e o Cinema Português

Com este novo ciclo a Funda√ß√£o Gulbenkian prop√Ķe-se apresentar filmes resultantes dos apoios dados pela institui√ß√£o √† produ√ß√£o e √† internacionaliza√ß√£o do cinema portugu√™s contempor√Ęneo. Reservando o s√°bado para o cinema de ensaio, e dedicando o domingo √† fic√ß√£o. O programa inclui no in√≠cio do fim-de-semana a exibi√ß√£o as curtas-metragens de Raquel Schefer, Av√≥ (Muidumbe) e Nshajo (O Jogo), e, de Rita Macedo, N√£o-filme em Tr√™s Actos e Um Prel√ļdio, Implausible Things, e This Particular Nowhere. No √ļltimo dia prossegue a programa√ß√£o de curtas-metragens, desta vez com as obras de Andr√© Marques, Luminita, Yulya e C√Ęmara Nova.¬† Funda√ß√£o Gulbenkian. S√°b-Dom 19.00. + O √ļltimo ano de vida de Prince vai dar um document√°rio + Veja o trailer de Avengers: Infinity War ¬†

Charles Manson: o assassino mais influente da cultura pop

Charles Manson: o assassino mais influente da cultura pop

Quando queria lidar com assassinos a s√©rio e em s√©rie, a cultura pop entretinha-se com Jack, o Estripador. Contudo, a partir do final da d√©cada de 1960, surgiu no firmamento dos matadores em massa uma figura tenebrosa e fascinante. O que pregou, o que escreveu, o que fez e o que mandou fazer influenciou a cultura pop como nunca at√© ent√£o acontecera. Charles Manson morreu no domingo, aos 83 anos, no condado de Kern, na Calif√≥rnia, onde cumpria pena de pris√£o perp√©tua, sem nunca ser esquecido. E vai tornar-se uma celebridade, outra vez. A interpreta√ß√£o do significado das letras das can√ß√Ķes √© mais ou menos um exerc√≠cio com o valor cient√≠fico da leitura das v√≠sceras de um peixe por um dru√≠da. Ou, posto de outra maneira, perante uma letra menos √≥bvia, √© cada cabe√ßa sua senten√ßa. Por exemplo, Helter Skelter, de Paul McCartney e John Lennon, foi decerto compreendida de muitas maneiras, mas nenhuma da forma profundamente perturbante como Charles Manson a entendeu. Para ele, aquele tema, inclu√≠do em The White Album, era uma refer√™ncia √† guerra racial que estava para vir (sup√Ķe-se que a reboque da luta pelos direitos c√≠vicos nos Estados Unidos que dividia profundamente o pa√≠s), em que os negros subjugariam os brancos, por√©m, incapazes de se governarem, apelariam √† Fam√≠lia Manson, a sua seita, que sobreviria √† tal guerra escondida em abrigos no deserto. Um programa completo, portanto. E foi com este programa, √† luz desta esp√©cie de filosofia onde misturava a sua origin

João Ricardo: actor para todo o serviço

João Ricardo: actor para todo o serviço

Esteve para ser Hugo V√°lter em Crise no Parque Eduardo VII, a pe√ßa em cena no Teatro da Comuna. A doen√ßa j√° n√£o deixou. Jo√£o Ricardo morreu, aos 53 anos, depois¬†de muito batalhar contra o cancro que o venceu na quinta-feira, e em Julho o levara a abandonar o elenco da telenovela Espelho d‚Äô√Āgua. Foi na televis√£o que se estreou (na s√©rie Caixa Alta, de Toz√© Martinho e Manuel Arouca, em 1989) e foi principalmente na televis√£o que o seu trabalho foi reconhecido e o actor ganhou popularidade. O teatro e o cinema, por√©m, n√£o lhe foram alheios. O teatro primeiro. Logo no ano seguinte √† sua estreia televisiva, H√©lder Costa chamou o antigo aluno da escola de palha√ßos do Chapit√ī para substituir um actor subitamente impedido de participar na sua adapta√ß√£o do filme de Ettore Scola, O Baile. T√£o bem se saiu Jo√£o Ricardo que, logo a seguir, o encenador o convidou a participar em Liberdade em Bremen, de Rainer Werner Fassbinder; passando boa parte dos cinco anos seguintes na companhia A Barraca, enquanto prosseguia a sua carreira televisiva, √† qual se dedicou em quase exclusividade a partir de 2010, ap√≥s integrar o elenco de Hannah e Martin, de Kate Fodor, encena√ß√£o de Jo√£o Louren√ßo para o Novo Grupo/ Teatro Aberto. Ap√≥s a sa√≠da da companhia, al√©m de participar em filmes como A Costa dos Murm√ļrios, de Margarida Cardoso, A Passagem da Noite, de Lu√≠s Filipe Rocha, ou, de Jo√£o Botelho, A Corte do Norte, Filme do Desassossego, e o controverso Corrup√ß√£o¬†(longa-metragem renegada pelo realizador d

Doutores Palhaços esta quarta no Cinema São Jorge

Doutores Palhaços esta quarta no Cinema São Jorge

H√° uns bons 15 anos come√ßou a falar-se neles. Uma reportagem aqui, uma not√≠cia ali, de quando em quando l√° se ouvia falar dos Doutores Palha√ßos, um grupo de volunt√°rios, ‚Äúespecialistas em sorrisos‚ÄĚ, que, de hospital em hospital, enfermaria a enfermaria, faz com humor tudo o que pode para aliviar a dor dos outros. Ao fim deste tempo todo s√≥ se pode aplaudir a iniciativa de Bernardo Lopes e Helder Faria, os quais, com a colabora√ß√£o de Jo√£o Fonseca, escreveram e realizaram¬†o document√°rio Doutores Palha√ßos, onde se acompanha estes profissionais. Cinema S√£o Jorge. Qua 21.30.

Festa do Outono: cinema italiano o fim-de-semana inteiro

Festa do Outono: cinema italiano o fim-de-semana inteiro

Este ciclo de antestreias promovido pela Festa do Cinema Italiano, na sequência da XVII Semana da Língua Italiana no Mundo, junta três filmes de produção recente. À frente, ou em primeiro lugar deste trio, encontra-se a película de Pierfrancesco Diliberto, Em Guerra por Amor, uma reflexão sobre o amor, a Sicília e a Máfia. Logo de seguida, quer dizer um dia depois, é a vez de Algo de Novo, onde Cristina Comencini, em jeito de comédia, conta a história de duas amigas muito diferentes uma da outra: Lucia já não quer saber de homens, e Maria que, por sua vez, não consegue viver sem eles. Finalmente, Florença e a Galeria dos Ofícios, de Luca Viotto, leva-nos a um dos museus mais famosos do mundo, em alta definição. El Corte Inglês. Sex, Sáb, Dom 21.30

Tom Petty: morreu o mago do rock melódico

Tom Petty: morreu o mago do rock melódico

Ao morrer, na noite de segunda-feira, Tom Petty, com todo o respeito que pares e cr√≠ticos e p√ļblico lhe prestam e prestar√£o nos pr√≥ximos dias, deixou um corpo musical que, para uns, √© o cancioneiro da Am√©rica da classe trabalhadora branca; para outros o paradigma do rock mel√≥dico e simples que o tornou um favorito da r√°dio nos anos de 1970 e 1980 (entretanto transferido para as esta√ß√Ķes dedicadas √† nostalgia). Teve √™xitos, sim, mas nem vida nem carreira foram auto-estradas. ¬† American Girl ¬†¬† ¬† Foi √† for√ßa de uma combina√ß√£o de riffs, capazes de recordar os her√≥is da guitarra da d√©cada de 1960, e agudo sentido mel√≥dico, √†s vezes capaz de fazer chorar as pedrinhas da cal√ßada, que Petty, j√° a caminho dos 30 anos, teve, com Breakdown, a sua primeira ab√©bia. Contudo, foi preciso esperar at√© 1979 para, com os seus Heartbreakers, conhecer √™xito real, traduzido nos milh√Ķes de exemplares¬†vendidos pelo √°lbum Damn the Torpedoes; mais, para iniciar o seu cancioneiro como menestrel da classe trabalhadora branca com Don't Do Me Like That. ¬†¬† ¬† Don't Do Me Like That ¬† E foi nessa √©poca, a partir dessa can√ß√£o modelar, que o compositor, atrav√©s de temas e melodias de cariz cl√°ssico com uma voltinha, entre a decad√™ncia punk e o caldeir√£o criativo da new-wave, garantiu uma esp√©cie de porto seguro para os que n√£o compreendiam, ou mesmo temiam, ou pura e simplesmente recusavam, as transforma√ß√Ķes est√©ticas e musicais em curso. E Petty passou a encher est√°dios reivindicando uma pureza musical,