No Other Choice
Photograph: Venice Film Festival | Lee Byung-hun in ‘No Other Choice’

Crítica

Sem Alternativa

3/5 estrelas
Combinando comédia muito negra, policial de recorte slapstick e sátira, o filme de Park Chan-wook é um alerta para a nova modalidade de capitalismo que vivemos.
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A Time Out diz

Autor de alguns dos melhores filmes sul-coreanos dos últimos anos, caso de Em Nome da Vingança, Oldboy – Velho Amigo, Thirst – Este é o Meu Sangue ou A Criada, bem como da série de espionagem A Rapariga do Tambor, Park Chan-wook centra Sem Alternativa, a sua nova realização, em Man-su (um excelente Lee Byung-hun, de Squid Game), um homem que trabalha na indústria do papel, ficou desempregado e está a cair no desespero, porque a sua família vai perder o confortável estilo de vida que conseguiu atingir, bem como a moradia onde ele passou a infância e que conseguiu voltar a comprar, e melhorou e tornou mais acolhedora com as suas próprias mãos. Man-su descobre então a maneira de garantir uma possibilidade de trabalho que apareceu: eliminar os outros candidatos mais fortes ao lugar.

Sem Alternativa baseia-se em The Ax, um livro do americano Donald E. Westlake, já filmado por Costa-Gavras em 2005, em Golpe a Golpe, e é uma combinação de comédia muito negra, policial de recorte slapstick e sátira com alerta embutido a uma nova modalidade de capitalismo e a um mundo do trabalho em rápida alteração, no qual os robôs e a Inteligência Artificial estão a eliminar milhares e milhares de empregos. Chan-wook consegue manter tudo interligado e levar a azafamada história a bom e amoral termo, mesmo apesar de um enredo quebra-costas que se extravia aqui e ali, de alguma palha narrativa e de uns 15 minutos que podiam ter saltado na montagem.

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