Stefan Zweig: Adeus, Europa

Filmes, Drama
3 /5 estrelas
Stefan Zweig: Adeus, Europa

A Time Out diz

3 /5 estrelas

O maior elogio que se pode fazer a Adeus, Europa é notar que a desesperança que vai tomando conta do escritor austríaco Stefan Zweig no período aqui retratado, entre 1936 e 1942, transparece exemplarmente nas feições de Josef Hader, o actor que lhe dá corpo. Nele e em Aenne Schwarz, que compõe Lotte Zweig, ex-secretária e segunda esposa do autor.

A progressão da desesperança é mostrada na mão cheia de capítulos em que o filme se divide. Em Setembro de 36 Zweig, judeu exilado e um dos mais famosos escritores em língua germânica do século passado, insiste em Buenos Aires, num encontro do PEN Club, quando a sombra da guerra se avoluma, que a mais fundamental das questões é a necessidade de encontrar forma de coexistência pacífica entre raças, classes e credos. Soa a anacronismo bem-intencionado, e o rápido evoluir dos acontecimentos, ilustrado nas suas passagens pela Baía e por Nova Iorque em 1941, demonstram a impossibilidade da condição não interventiva e racional que Zweig considerava basilar no papel de um intelectual, desembocando na ida do casal para Petrópolis, refúgio ilusório que termina com o suicídio de ambos em 42.

A estrutura narrativa de Adeus, Europa livra-o da formatação dos telefilmes. O elenco está recheado de actores portugueses – uns sobressaem a espaços, outros estão no papel de parede.

Por Jorge Lopes

Por Jorge Manuel Lopes

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Detalhes

Detalhes da estreia

Duração
106 minutos

Elenco e equipa