Velocidade Furiosa 9

Filmes, Acção e aventura
1 /5 estrelas
Velocidade Furiosa 9

A Time Out diz

1 /5 estrelas

Insondavelmente disparatado e abissalmente estapafúrdio, assim é ‘Velocidade Furiosa 9’, de Justin Lin

Inaugurada há precisamente 20 anos com o filme original realizado por Rob Cohen, a série Velocidade Furiosa transformou-se numa das mais lucrativas de todos os tempos (ocupa a sétima posição na respectiva lista) e é a mais rentável da história dos estúdios Universal. Já foram feitas nove fitas e um spin-off, mais duas curtas-metragens e uma série de animação. Isto sem contar com as atracções temáticas do parque de diversões da Universal e ainda um espectáculo itinerante, Fast & Furious Live Tour.

Aquilo que começou, em 2001, com um filme policial de acção, sobre speed freaks, maluquinhos da velocidade, dos carros modificados e das corridas ilegais, acabou por evoluir com a sucessão dos títulos, acabando por se transformar num émulo das superproduções de espionagem, aventura e intriga internacional. Em Velocidade Furiosa 9, de Justin Lin, esta tendência atinge o seu apogeu. É um compósito hipertrofiado dos filmes de James Bond, da série Missão: Impossível e de fita de super-heróis à paisana. Não é por acaso que, a certa altura, Roman (Chris “Ludacris” Bridges), depois de ter escapado a uma saraivada cerrada de balázios de militares mexicanos, diz aos seus parceiros que está convencido de que os membros do grupo são invulneráveis. E a verdade é que em Velocidade Furiosa 9 essa capacidade dos protagonistas de saírem incólumes – ou apenas com dois ou três arranhões – das mais abracadabrantes situações de perigo sobre duas, quatro ou mais rodas, de campos minados, de tiroteios alucinantes e de mísseis lançados por drones, bem como de enormes ensaios de pancada e de quedas das mais variadas alturas, em especial de veículos em movimento para cima de outros, ou para a rua, é levada ao extremo mais delirantemente inverosímil.

Tal como sucede nos desenhos animados, as leis da Física não funcionam no mundo de Velocidade Furiosa. Neste novo filme, que é um verdadeiro apocalipse de chapa batida, o longo sonho húmido de qualquer sucateiro que se preze, chega-se ao ponto de pôr um carro equipado com foguetes a colidir com um satélite no espaço sideral, e os dois ocupantes sobrevivem e até conseguem obter uma boleia de volta à Terra graças à Estação Espacial Internacional. Já lá vão os tempos em que até os mais espectaculares filmes de acção procuravam manter sempre um mínimo de credibilidade. Mais do que os seus predecessores, Velocidade Furiosa 9 é insondavelmente disparatado, abissalmente estapafúrdio, pedindo aos espectadores que deixem o cérebro à entrada do cinema.

A história assenta numa trágica querela de juventude entre os irmãos Toretto, Dominic (Vin Diesel) e Jakob (John Cena, tão canastrão que, ao pé dele, Diesel faz figura de Sir Laurence Olivier) e usa como MacGuffin um dispositivo que permite a quem o detém controlar todos os sistemas de armas e informáticos do mundo. A coisa é cobiçada por um multimilionário vilão de Leste que recrutou os serviços de Jakob para a roubar, o que obriga Dominic e Letty (Michelle Rodriguez) a saírem da reforma e a juntarem-se ao resto do grupo para salvarem o mundo. A Cipher de Charlize Theron regressa, há mortos que voltam à vida porque afinal não morreram e novas personagens, todos eles a contribuir para o descomunal e absurdo charivari que é Velocidade Furiosa 9. E cujos verdadeiros heróis acabam por ser as dezenas e dezenas de “duplos” creditados na longa ficha técnica final, onde Justin Lin nos dá também um cheirinho do 10.º filme da série, alegadamente o último. Fiem-se nisso, fiem…

Detalhes

Detalhes da estreia

Elenco e equipa

Realização
Justin Lin
Argumento
Justin Lin
Elenco
Vin Diesel
Michelle Rodriguez
John Cena
Chris 'Ludacris' Bridges
Jordana Brewster
Charlize Theron
Helen Mirren
Tyrese Gibson
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