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Casa Proeza: o espaço dedicado à fotografia comemora seu primeiro ano

A galeria celebra sua trajetória com o lançamento do Proeza Recebe, um projeto que amplia horizontes e acolhe a diversidade artística do Centro

Lívia Breves
Escrito por
Lívia Breves
Editora, Time Out Rio de Janeiro e Brasil
Casa Proeza
Renato Wrobel | Casa Proeza
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Em agosto de 2025, a Casa Proeza abriu suas portas no Centro do Rio, trazendo uma nova luz para a cena fotográfica carioca. Fundada por Eduarda Ballesteros, a galeria que fica pertinho do CCBB, da Casa França e do Paço Imperial, rapidamente entrou no roteiro de arte local. Exposições de Rogérios Reis, Alair Gomes (1921-1992), Kurt Klagsbrunn (1918-2005), Demian Jacob, Lucas Bori, Bá Rosalinski, Ana Fortes, Ángel Castellanos, Felipe Metsavaht, Guilherme "Bill" e Marina Zabenzi agitaram a casa nesse primeiro ano. 

Agora, um ano depois, o espaço inaugura um novo capítulo com o projeto curatorial Proeza Recebe, para apresentar obras que vão além das fotografias. Com curadoria de Cecília Fortes, a exposição acaba de abrir e reúne obras de artistas visuais que desenvolvem seus trabalhos em ateliês localizados no Centro do Rio. Estão lá Andy Villela, Augusto Portella, Chiko, Daniel Frickmann, Fernanda Sattamini, Maria Antonia, Medusa Yoni e Ygor Landarin.

Casa Proeza
Renato WrobelCasa Proeza

Eduarda conta que a ideia surgiu de uma conversa com a curadora Cecília Fortes e o artista Augusto Portella, que a provocaram a enxergar o segundo andar da galeria como um local para acolher diferentes linguagens artísticas. “No início, resisti um pouco, pois a fotografia sempre foi o foco principal. Mas, conforme a ideia amadureceu, percebi que compartilhar esse espaço poderia fortalecer a cena artística do Centro”, reflete eduarda, e continua. “Estamos vivendo um momento importante de resgate do Centro. É emocionante ver ateliês e galerias surgindo, artistas ocupando novamente a região”.

Uma casa e portas abertas, com certeza!

Fizemos um bate-papo com a Duda sobre esse primeiro ano.

Nesse tempo, o que você viu mudar na cena?
Tenho acompanhado uma transformação no Centro do Rio. Ao longo deste último ano, vi ateliês abrindo, galerias surgindo, artistas ocupando novamente a região e uma programação cultural cada vez mais intensa. Existe uma energia de construção coletiva que é muito bom de fazer parte. Acho que estamos vivendo um momento importante de resgate do Centro como um lugar que pulsa culturalmente. Ainda há muitos desafios, claro, mas hoje já é possível perceber uma comunidade se formando e acreditando novamente neste território.

Qual é o prazer de ver a Casa Proeza abrindo espaço para outros artistas?
É uma emoção enorme cada trabalho que chega à galeria e é desembalado. Tenho o privilégio de acompanhar processos criativos, conhecer artistas e aprender com cada um deles. Existe muito trabalho nos bastidores (montagem, produção, logística, inúmeras decisões) mas tudo isso é movido por muito entusiasmo. Poder abrir espaço para a produção artística que está acontecendo no Rio é, para mim, um dos maiores sentidos da Casa Proeza.

Como foi a escolha do tema para comemorar 1 ano?
Celebrar este primeiro é emocionante. Quando inauguramos a Casa Proeza, em agosto de 2025, jamais imaginaria tudo o que viveríamos em tão pouco tempo. Conheci muitas pessoas, criamos projetos, estabelecemos parcerias e estamos construindo uma comunidade em torno da galeria. Foi um ano muito interessante. O Proeza Recebe nasceu de uma conversa com a curadora Cecília Fortes e com o artista Augusto Portella. Eles me provocaram a olhar para o segundo andar da Casa Proeza como um espaço que poderia acolher outros artistas e outras linguagens. No início, confesso que resisti um pouco, porque a fotografia é o foco principal da galeria. Mas a ideia foi amadurecendo de forma muito natural. Percebi que compartilhar esse espaço era também uma maneira de fortalecer a cena artística do Centro e ampliar o diálogo entre diferentes práticas contemporâneas.

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