Quando as amigas coleccionavam Barbies, ela brincava aos telejornais. Começou por achar que queria ser jornalista desportiva, passou pela Rádio Renascença e pelo jornal A Bola, mas rapidamente percebeu que todos os diálogos que sabia de cor de filmes e séries indicavam outro caminho: Cultura. Trabalhou na revista Sábado e na NiT, colabora com o Observador e, em casa, os filhos chamam-lhe “nazi do português”. Cresceu em Bruxelas, na Bélgica, aonde regressa com frequência para repor o stock de gaufres e pralines. Como por lá não se come bem, vinga-se nos novos restaurantes de Lisboa, que visita com enorme esforço para a Time Out. Faz parte da metade da população que come ananás na pizza e a primeira coisa que consulta num menu é a lista de sobremesas (há outra forma de gerir o espaço no estômago durante uma refeição?).