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Clara Silva

Clara Silva

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LGBT+: filmes e séries para ver este Natal

LGBT+: filmes e séries para ver este Natal

Já lhe falámos dos melhores filmes de Natal para ver em família, aqueles que são um sucesso junto dos mais pequenos, as comédias românticas de Natal para ver na Netflix ou até mesmo os filmes mais natalícios que encontra nas salas de cinema portuguesas. Mas há mais filmes enquadrados na época além do protagonizado por Macaulay Culkin – e cada vez há mais coisas para ver de temática queer. Da série Pose que lhe vai ocupar bem mais que duas horas, às comédias românticas mais inclusivas do streaming, reunimos cinco filmes e séries para ver este Natal. Recomendado: Meia dúzia de filmes de Natal para ver na Netflix

Paragens obrigatórias na Rua do Açúcar, em Marvila

Paragens obrigatórias na Rua do Açúcar, em Marvila

A leste pode estar o paraíso e Marvila é prova disso. Um dos bairros mais cool da cidade tem o seu epicentro na Rua do Açúcar (assim chamada graças à antiga fábrica de açúcar) e na Praça David Leandro da Silva, com o nome de um comerciante que morreu no fim do século XIX. Depois de décadas ao abandono, a zona industrial está mais viva do que nunca e em cada armazém esconde-se uma bela surpresa. Dos restaurantes à cerveja artesanal, passando pela música e teatro, há muitas razões para se orientar por estas bandas. Recomendado: O melhor de Alvalade

Férias de sonho sobre rodas: autocaravanas para alugar

Férias de sonho sobre rodas: autocaravanas para alugar

O pão de forma é um culto com muitos anos, um pouco por todo o mundo. Símbolo de paz e de liberdade, muito associado ao movimento hippie, a carrinha da Volkswagen de 1959 continua a ser uma imagem de marca dos surfistas. Talvez por isso tenha também inspirado a popularidade das autocaravanas, que podem ser uma excelente opção para um fim-de-semana na estrada ou férias prolongadas sobre rodas. E, se pensar bem, Portugal tem grande potencial para roadtrips. Primavera ou Outono, Verão ou Inverno, é sempre altura de trocar o apartamento do Airbnb ou o tradicional hotel pela van life. Eis como alugar autocaravanas. Recomendado: Parques de campismo para dormir à luz das estrelas

Kosmicare: os guardiões das festas

Kosmicare: os guardiões das festas

O serviço é gratuito e anónimo. Às terças e quartas, das 16.00 às 21.00, e sem marcação, qualquer pessoa pode entregar uma pequena amostra das suas drogas recreativas no centro pioneiro da Kosmicare, na Penha de França, que inclui um serviço de drug-checking. Os resultados chegam na sexta-feira seguinte e, quase sempre, vão influenciar o consumo. “O que têm de deixar é muito pouco”, diz Helena Valente, psicóloga, investigadora e uma das cerca de dez pessoas que fazem parte da equipa principal da Kosmicare, entre psicólogos, psiquiatras, químicos, farmacêuticos e antropólogos. Segundo o site da associação bastam 20-30 mg de pó ou pastilha. “São destruídos durante a análise, não devolvemos.” No entanto, entregam um relatório que pode ser precioso e mostra se o produto foi adulterado e qual a concentração de determinada substância, para incentivar consumos mais informados e uma “redução de danos”, evitando bad trips, intoxicações ou até situações mais graves. “Tentamos potenciar que as coisas corram o melhor possível.” Entre Novembro de 2019, quando o centro abriu portas, e Novembro do ano passado, meses antes da pandemia e do ritmo de testes (e de festas) abrandar, analisaram 236 amostras, a maioria (45%) de MDMA, além de LSD (18%) ou cocaína (8%). Super-manOs resultados dos testes mostram que o produto consumido não é aquilo que muitos esperavam: “Metade das amostras submetidas como cocaína não continham a substância esperada ou estava adulterada com outras.” Já metade das amo

Os melhores bares em Lisboa

Os melhores bares em Lisboa

Dizem que Lisboa é a nova Berlim – e são capazes de ter razão. A movida da cidade já ganhou fama internacional e há discotecas para todos os gostos, do rock ao techno, passando pelo funaná ou o electro dos subúrbios. Há um bar de cocktails na lista dos melhores do mundo, outros clássicos onde precisa de tocar à campainha para entrar e sítios onde dá jeito conhecer o porteiro para passar à frente na fila. Dizemos-lhe os bares que acabam de abrir e recomendamos outros onde nunca vai passar sede. São os 30 melhores bares em Lisboa e não pode ficar sem os conhecer. Recomendado: Copos e bola? É para já – os melhores sports bars de Lisboa 

Sair do armário – o melhor da agenda LGBT em Lisboa

Sair do armário – o melhor da agenda LGBT em Lisboa

A agenda LGBT em Lisboa é bastante profícua: há sempre uma festa para ir, um copo para partilhar e uma pista de dança para ocupar. Se lhe faltam planos, não desespere. Pode sempre contar connosco para lhe dar o que fazer. Junte os amigos e siga estas sugestões. Há cada vez mais coisas a acontecer em Lisboa e ninguém se pode queixar de uma semana sem eventos. O encerramento do Rama em Flor e do Queer Lisboa, com um aniversário pelo meio, marcam a agenda LGBT da semana. Se há altura para investir no arco-íris, é agora. Recomendado: Os 50 melhores bares em Lisboa

Queer Lisboa. 25 anos em cinco actos

Queer Lisboa. 25 anos em cinco actos

De 17 a 25 de Setembro, o festival de cinema mais antigo de Lisboa está de volta ao Cinema São Jorge e à Cinemateca, numa edição especial, de comemoração do 25º aniversário – e nem o realizador Gus Van Sant quis perder a festa. A convite do BoCA Bienal e numa parceria também com o Dona Maria II, o cineasta e artista plástico cria o seu primeiro musical de palco, inspirado no universo criativo da Factory de Andy Warhol, em colaboração com músicos e performers nacionais. O realizador vai estar presente também na Cinemateca para uma conversa com o público depois da exibição de dois filmes escolhidos por si, Batman Dracula, de 1964, de Andy Warhol, e Andy Warhol: A Documentary Film, de Ric Burns, de 2006. Recomendado: Gus Van Sant reconstrói o passado de um Warhol em início de carreira

DJs com horas vagas

DJs com horas vagas

A pandemia foi e continua a ser particularmente dura para músicos e, sobretudo, DJs. Com os bares e discotecas fechados, muitos tiveram de se reinventar e começar a fazer coisas novas. Marco Antão, mais conhecido como Switchdance, vende chamuças para fora, enquanto a sua colega no Lux, Yen Sung, voltou ao estúdio quase 20 anos depois e lançou uma label digital. Já Karlon dá aulas a miúdos numa nova escola de música e Paulo Furtado, ou The Legendary Tigerman, abriu uma loja com amigos. Recomendado: Os concertos em Lisboa e os festivais de Verão a não perder

Livros LGBT+ para celebrar o mês Pride

Livros LGBT+ para celebrar o mês Pride

Junho é mês de hastear a bandeira arco-íris. Mas, se quer apoiar a comunidade durante o resto do ano, pode começar a pensar em adicionar à estante lá de casa alguns livros LGBT+, que representam e celebram a comunidade. Para não se aventurar sozinho pelas livrarias deste país, sugerimos dez obras para diferentes faixas etárias. De histórias ficcionadas a histórias semi-biográficas ou mesmo reais, de livros infanto-juvenis até romances feministas, o difícil vai ser resistir a encher o carrinho das compras. Vai uma aposta? Recomendado: Bola de cristal arco-íris: o que esperar de 2021

Está pronto para voltar a sair à noite? Guiamo-lo passo a passo

Está pronto para voltar a sair à noite? Guiamo-lo passo a passo

Sabemos que muita gente ainda não está pronta para voltar a sair como dantes, e para eles temos inúmeras sugestões Time In para fazer em casa. Mas a pensar nos outros, naqueles que estão cheios de vontade de matar as saudades das saídas e da noite, fizemos este breve guia de reintrodução à vida nocturna. Estão aqui os novos e os velhos bares, os cocktails que nos servem de combustível e desbloqueador social e até um workshop de dança numa pista de discoteca. Divirta-se, mas sem perder a cabeça (nem a máscara). Recomendado: Salas do Circuito Lisboa vão receber 120 concertos entre Maio e Junho

Oito séries LGBT+ para ver ou rever

Oito séries LGBT+ para ver ou rever

Há cada vez mais e melhores conteúdos para o público LGBT+ nas plataformas de streaming. Desde novidades ainda frescas como It’s A Sin ou Veneno, ambas da HBO, a clássicos modernos como Transparent, uma das melhores produções originais da Amazon Prime Video, ou apenas episódios perfeitos para binge watching durante o confinamento – como os das 12 temporadas de RuPaul’s Drag Race, que podem ser vistos na Netflix. Escolhemos oito séries LGBT+ para ver ou rever. Recomendado: Vista a camisola: estas colecções de moda ajudam associações LGBT+

Sugestões LGBT+ para o período de confinamento

Sugestões LGBT+ para o período de confinamento

Sabemos que não é fácil estar em casa, e na hora de inventar programas até a imaginação tem os seus limites. Para o ajudar a combater o tédio, a oferta cultural online tem continuado forte, e a agenda LGBT não ficou de fora. Um queer quiz sobre desporto, uma agenda virtual pensada para a Queerentena, podcasts arco-íris e o LGBTFLIX, a alternativa LGBT à Netflix. Damos-lhe quatro sugestões online e gratuitas para se entreter sem sair de casa. Recomendado: Time In - As melhores coisas para fazer sem sair de casa

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Lena Willikens

Lena Willikens

Nascida e criada na Alemanha, mas actualmente radicada em Amesterdão, a DJ e produtora Lena Willikens é uma das residentes do Salon Des Amateurs, em Düsseldorf, e radialista da NTS. Com obra editada pela Cómeme e a Dekmantel, entre outras editoras, é versada num techno experimental e obscuro, mas não se coíbe de introduzir outras músicas electrónicas nos seus sets. Nesta passagem por Lisboa, vai partilhar a cabine com Lizatron e Ana Pacheco.

Soprar as velas do Queer As Fuck

Soprar as velas do Queer As Fuck

O colectivo Queer As Fuck festeja quatro anos no sábado com uma programação especial no Valsa, em Lisboa. Além do lançamento do dossiê de linguagem neutra e inclusiva de Pri Bertucci, um dos responsáveis pela discussão sobre linguagem neutra no Brasil, haverá uma roda de conversa sobre masculinidades, o lançamento da bandeira drag king queer e um DJ set de Phizz. O evento exige máscara e um certificado de vacinação (ou teste).

Ó que linda Rama

Ó que linda Rama

Chega ao fim este fim-de-semana o festival Rama em Flor, que desde Maio celebra o feminismo e a cultura queer. Depois de uma edição em 2016 e outra em 2018, o festival regressou este ano, mas com actividades espalhadas pelos últimos cinco meses, que incluíram conversas, cinema, música, DJ sets, workshops, exposições e uma feira de zines. Este fim-de-semana termina em grande com os concertos da festa de encerramento. Maria Reis apresenta o seu último disco, A Flor da Urtiga, e Trypas Coração (Tita Maravilha e Cigarra) juntam-se numa criação entre música e performance. Depois, é a vez de Nídia (Nídia é Má, Nídia é Fudida, lançado em 2017 pela Príncipe Discos) mostrar porque é que é uma das melhores artistas da nova electrónica nacional.

Piquenique Queer

Piquenique Queer

É o primeiro evento da Rede de Acção Queer Universitária de Lisboa e o objectivo é juntar a comunidade universitária queer num piquenique no Jardim Amália Rodrigues, no topo do Parque Eduardo VII. Organizado por cinco núcleos inclusivos de estudantes, o Queer IST, o Letras Fora do Armário, o Nu Pride, o MAIS e o Out Ciências, a primeira edição deste Piquenique Queer promete jogos, comes e bebes e novos amigos.

As Feministas Odeiam Os Homens?

As Feministas Odeiam Os Homens?

Todas as terceiras terças-feiras de cada mês, o Com Calma, em Benfica, lança uma pergunta provocatória baseada num preconceito para a mesa das Conversas #NuncaMais. Na próxima, a convidada é Carmo Gê Pereira, activista feminista LGBT+ e educadora sexual de adultos, num debate sobre o feminismo, o poder patriarcal, a defesa dos direitos das mulheres e a desconstrução de estereótipos como os que são enumerados na descrição do evento: “As feministas andam de tronco nu e nunca se depilam. As feministas odeiam crianças e não querem ter família. As feministas são mulheres mal-amadas, que nunca conseguiram conquistar um homem. As feministas são lésbicas. As feministas odeiam os homens.”

Baile do Engate

Baile do Engate

Guerra de almofadas, lutas na lama, mágicos, danças de olhos vendados, pratos com minhocas e gafanhotos, piscinas de bolas e um ritual xamânico. Já se viu um pouco de tudo no Baile do Engate, a festa organizada pela companhia de teatro de João Garcia Miguel que desde 2016 animava as noites alfacinhas. Animava, leu bem. Depois de bailes regulares todos os meses, a companhia anunciou o fim da festa – a última foi em Novembro de 2017. Regressa no sábado ao Teatro Ibérico para uma festa única com a cantora Ágata. Para uma noite que tão cedo não se repete.

Wanda

Wanda

Depois de “O Astrágalo”, de 2015, e do documentário “Chavela”, de 2017, o ciclo
 de cinema “O Feminino 
do Avesso” continua esta quarta-feira no Espaço Nimas, resultado de uma parceria entre a Medeia Filmes e a Sociedade Portuguesa de Psicanálise. “Num tempo de redescoberta do género, iluminemos o humano a partir da bissexualidade psíquica”, propõem. O ciclo pretende “convocar o olhar
 e a palavra sobre o feminino nas suas múltiplas dimensões e jogos de luz e de sombra, projectados no ecrã do cinema, como uma superfície onde se descobre o interior: o avesso, a pele e o corpo”. O filme desta semana é Wanda, de 1970, realizado por Barbara Loden. A seguir à projecção haverá uma conversa com Luísa Branco Vicente, Maria Brás Ferreira e Teresa Coutinho.

O Narcisismo das Pequenas Diferenças

O Narcisismo das Pequenas Diferenças

Até 11 de Janeiro, “O Narcisismo das Pequenas Diferenças”, da fotógrafa Pauliana Valente Pimentel, põe jovens de várias classes sociais da ilha de São Miguel nas paredes do Arquivo Municipal de Lisboa. A exposição, inaugurada em Outubro, resulta de um trabalho de um ano na ilha, feito a propósito dos festivais Tremor e Walk & Talk. Das famílias mais
 abastadas de São Miguel à 
crescente comunidade gay
 e trans de Rabo de Peixe,
 Pauliana quis traçar um retrato
social e paisagístico da ilha.


Halloween do Corvo

Halloween do Corvo

No Corvo, no Príncipe Real, a festa de Halloween dura três dias e estende-se desde o bar da entrada até à cave. O melhor? Em nenhum dos dias se paga. Na quinta-feira, o bar vai transformar-se num hospital assombrado com a festa “Haunted Hospital”. Na sexta-feira, pinte uma caveira mexicana na Noche de Los Muertos com o DJ Bill Onair e muita tequila. No sábado a noite é de Black Raven Sabbath.

Hostel do Trumps

Hostel do Trumps

O Trumps leva a sério o Halloween e nenhum recanto da discoteca costuma escapar. Das casas de banho à pista de dança, o terror vai estar por toda a parte e tudo se pode esperar. Este ano, a discoteca transforma-se num hostel com “uma comunidade familiar canibal que usa os hóspedes como prato principal das suas iguarias”, prometem. Conte, por exemplo, com quartos temáticos e uma piscina de sangue, entre outras animações. Para tornar a ocasião mais real,
 a discoteca costuma contratar actores e bailarinos profissionais para garantir “terror e diversão ao máximo”. Este ano não será excepção. Além dos DJs da casa, a dupla inglesa Sexshooters toma conta da banda sonora.


Pride Halloween Party

Pride Halloween Party

No Bairro Alto, o antigo Pride, agora Pride Burlesque (em tempos também foi o bar lésbico Salto Alto), tornou-se conhecido pelas festas temáticas, aproveitando ocasiões especiais. No Halloween, o bar organiza uma festa com música e animação do gogo dancer Mattias. No fim da noite haverá um concurso de máscaras com direito a prémio.

Halloween do TR3S

Halloween do TR3S

Como é da praxe, o TR3S, bar bear no Príncipe Real, organiza uma festa de Halloween com direito
 a um prémio para o melhor disfarce. Há um ano, os donos do bar, também organizadores 
do festival internacional Lisbon Bear Pride, inauguravam um gay resort com piscina e sauna na Costa da Caparica. A julgar por festas anteriores, é provável que o prémio seja uma estadia no Villa 3. Capriche no disfarce.

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A nova estátua do Príncipe Real

A nova estátua do Príncipe Real

De vendedor ambulante de pequenos electrodomésticos em escritórios a professor de História, de presidente da Opus Gay a vereador suplente da Câmara, António Serzedelo tem currículo suficiente para preencher quase uma hora ao telefone. Mas a nova estátua do Príncipe Real, inaugurada a 17 de Junho, dia da Marcha do Orgulho LGBT, e uma ideia sua, é que nos ocupa grande parte da conversa. Um desejo antigo, à semelhança de estátuas de homenagem que já existem em algumas cidades da Europa, como o Pink Triangle, em Sitges, ao pé de Barcelona, ou Homomonument, em Amesterdão. Em Lisboa, faz sentido um monumento que homenageie todos os que foram perseguidos pela sua orientação sexual, desde a “inquisição até ao Estado Novo”, resume. Com 72 anos, Serzedelo assume-se o “militante mais antigo desta causa” e recorda o manifesto “Liberdade Para as Minorias Sexuais”, que publicou a 13 de Maio de 1974 no Diário de Notícias e que, entre outras coisas, reivindica “a possibilidade jurídica de contestar actos de chantagem, extorsão e perseguição de que os homossexuais são alvo”. Mas, e como o próprio costuma repetir, o seu trabalho não se fica por aí. “A luta continua, ainda temos muito que lutar.” A estátua, uma proposta que ganhou a aprovação da Câmara graças a João Carlos Afonso, vereador dos Direitos Sociais, é mais uma vitória, embora, segundo Serzedelo, a inauguração “tenha sido em parte boicotada por algumas organizações LGBT”. “De um lado está um homem, do outro lado uma mulher dentro do

Festas em Lisboa? Ó prò novo dancefloor da mina

Festas em Lisboa? Ó prò novo dancefloor da mina

A mina, festa que agita a noite underground de Lisboa desde 2017, está finalmente de volta – e, pelos vistos, vem para ficar. Depois de um período sem festas techno (o 3º aniversário, marcado para fim de Março de 2020, teve de ser cancelado), o colectivo juntou-se provisoriamente à Rádio Quântica no espaço Manta, na Calçada de Santana, com uma programação com DJ sets, filmes, workshops e clubes de leitura. Agora, anunciou a boa nova: “Encontrámos o nosso espaço de sonho”, escrevem num comunicado. A “venue multiusos”, como lhe chamam, vai estar disponível a partir de Dezembro e fica numa “área industrial, livre de qualquer restrição de ruído” – o que significa que não irá haver problemas com os vizinhos nas festas noite dentro. O novo espaço não será apenas para raves com preocupações de liberdade e segurança para a comunidade LGBTQ+ – aliás, tiveram alguns problemas com outros espaços na cidade por não concordarem com as políticas discriminatórias de alguns sítios. Pretende ser um “centro comunitário cultural”, com lugar “para vários estúdios e estações de trabalho, salas de ensaio e espaços incríveis para apresentações musicais e performances”, adiantam. “Lá poderemos organizar nossas festas e também acomodar outros eventos da nossa comunidade, além de shows e ensaios, palestras, workshops, exposições, exibições de filmes e encontros comunitários.” Por enquanto, o colectivo ainda não alcançou a meta monetária a que se propôs: 10 mil euros. O dinheiro servirá, explicam na cam

Festa do Cinema Italiano presta homenagem à diva Raffaella Carrà

Festa do Cinema Italiano presta homenagem à diva Raffaella Carrà

“Considerava-a uma mãe adoptiva quando era uma criança queer [a crescer] numa cidade pequena do Sul de Itália”, diz à Time Out o artista e activista Paolo Gorgoni sobre a maneira como a cantora Raffaella Carrà marcou a sua infância. “Quando ela faleceu, fiz um verdadeiro luto. Chorei muito, porque foi como perder um símbolo e uma luz. [Ela] conseguiu quebrar muitos tabus, apoiou sempre a comunidade LGBTQIA+ e posicionou-se a favor da liberdade pessoal em inúmeras ocasiões e até nas letras de algumas músicas.” Raffaella Carrà, uma das homenageadas esta semana na Festa do Cinema Italiano, morreu em Julho, aos 78 anos. “Um ícone LGBT+”, lia-se praticamente em todos os títulos das notícias da sua morte. Cantora, actriz e apresentadora, teve direito a um funeral transmitido em directo na televisão italiana, com milhares de fãs com fotografias suas, flores e cartazes nas ruas de Roma. Ao lado do seu caixão estava uma bandeira LGBT. Carrà enfureceu o Vaticano e a Itália conservadora dos anos 70 quando apareceu na televisão com o umbigo à mostra. Foi a primeira mulher a fazê-lo. Em 1978, lançava uma canção, “Luca”, também com uma versão em espanhol, sobre um rapaz gay que desaparece misteriosamente. Tornava-se um ícone tanto do feminismo como da comunidade gay em várias partes do mundo e vendeu mais de 60 milhões de discos. Em 2011, a sua antiga canção “A Far L’Amore Comincia Tu”, de 1978, ganhou um novo fôlego e chegou a outros públicos com um mix de Bob Sinclair que foi incluído na

Ao vivo – finalmente – com Magazino

Ao vivo – finalmente – com Magazino

Chuva e um arco-íris a rasgar o céu. O regresso de Magazino à cabine no passado sábado à tarde, quase dois anos depois de ter tocado pela última vez, foi especial. Para muita gente que encheu a abandonada piscina olímpica do Belenenses, ao lado do Estádio do Restelo, era também o regresso às festas de electrónica, em particular às da Bloop, editora/promotora da qual Magazino é uma peça-chave. “Foi mais do que especial, foi mágico”, escreve a Bloop na sua página de Instagram no pós-festa. Gabriell Vieira Depois de um set de duas horas com a pista em êxtase, Magazino saiu da cabine directamente para o carro com um roupão cheio de estrelas que alguém lhe arranjou. Saiu poucos segundos apenas para a foto da Time Out e foi aplaudido por um mar de gente, que entretanto o reconhecia. Sorriu, agradeceu da borda da piscina e voltou para o carro, exausto, mas aparentemente feliz. “A piscina inundou de amor. Foi uma catarse geral de celebração da vida”, escreveu mais tarde nas redes sociais, onde também agradeceu aos sócios da Bloop por montarem “a nossa melhor festa de sempre”. “O arco-íris ao fim da tarde foi mágico, não há coincidências, malta.” Gabriell Vieira A festa foi o culminar de uma semana louca de entrevistas de apresentação da sua autobiografia Ao Vivo, com um lançamento no Lux Frágil e aparições em vários programas, incluindo o de Cristina Ferreira (na televisão pede propositadamente para não haver música triste), além das transfusões e da quimioterapia que se tornaram

Miss Drag Lisboa: conheça a realeza alfacinha

Miss Drag Lisboa: conheça a realeza alfacinha

Em 2020, e apesar de terem aberto inscrições em Fevereiro, a organização decidiu não coroar a Miss Drag Lisboa devido à pandemia. Este ano, o concurso que elege a melhor drag queen da cidade regressa daqui a menos de um mês, a 6 de Novembro, um sábado. Será no Estúdio Time Out, no Time Out Market, em Lisboa, e os bilhetes foram postos à venda na terça-feira em duas modalidades: plateia em pé (12€) e plateia sentada (20€). Depois de um longo período sem festas e com shows de drag queens a acontecerem exclusivamente online, a cidade volta a ganhar vida – e perucas e maquilhagem. São oito as concorrentes ao título do concurso que se inspira nos talent shows clássicos e em RuPaul’s Drag Race. As concorrentes terão de participar em dois desfiles e uma prova de talento e as três escolhidas pelo júri disputam a coroa num lyp sync final. Babaya Samambaya, eleita Miss Drag Lisboa em 2019 e também semi-finalista do Got Talent Portugal em 2020, entregará a coroa à sucessora do trono. Antes dela, Lola Herself, que este ano participou na campanha LGBT+ da Levi’s, foi a vencedora do concurso em 2018, e Sylvia Koonz, residente do Trumps e jurada do All Together Now, na TVI, ganhou a primeira edição, em 2017. A ideia do concurso foi do luso-canadiano Adam Moço (na pele de Miss Moço), que vem de propósito de Toronto para apresentar a quarta edição. Em 2017, juntou-se a Miguel Rita e juntos criaram o primeiro Miss Drag Lisboa, na Galeria Zé dos Bois. Nas edições seguintes o concurso aconteceu

O Trumps reabre na sexta-feira. É hora de voltar onde fomos felizes

O Trumps reabre na sexta-feira. É hora de voltar onde fomos felizes

Há luz ao fundo do túnel. Ou melhor, há luz ao fundo das escadas do número 104 B da Rua da Imprensa Nacional – e é já na sexta-feira. O Trumps anunciou nas redes sociais que iria voltar a funcionar como discoteca a partir de 1 de Outubro e os clientes reagiram. “Eu vou chorar”, “Finalmente”, “Eu tou a tremer”, “O meu coração não aguenta, socorro” são alguns dos comentários. O entusiasmo é grande, incluindo de turistas, mas há quem ainda tenha dúvidas. “Vai ser como antes com pista de dança ou vai ser ‘sentados’?”, pergunta um cliente. Marco Mercier, sócio-gerente da discoteca, garante que vai voltar a ser tudo como dantes, com pista de dança e sem máscaras. Só as entradas mudam, com a exigência de certificado de vacinação completa (válido na União Europeia), de recuperação ou teste negativo (não são feitos testes à porta). Um dos sócios do Trumps, Pedro Dias, morreu em Dezembro do ano passado e Marco Mercier fala num período “emocional” e de mudança na discoteca. Optaram por não funcionar com lugares sentados como outros espaços da cidade e conseguiram “manter-se à tona”. “Achámos sempre que a experiência que se vivia dentro do Trumps ia ficar muito aquém se abríssemos num formato que não fosse diversão pura.” A “diversão pura” recomeça na sexta-feira (e continua no sábado e na segunda-feira, véspera de feriado), com as habituais festas da discoteca: o regresso de The Royal House of Trumps, com house, a festa Dirrty Pop, com pop e drag queens, e o funk da Funk Off. A equipa a

O drag brunch está de volta e traz yoga, bingo e um arraial

O drag brunch está de volta e traz yoga, bingo e um arraial

A pandemia obrigou-os a fechar portas na LX Factory, em Alcântara, mas a Drag Taste, conhecida pelos brunches e eventos com drag queens, conseguiu dar a volta e começou a organizar experiências virtuais para o mundo inteiro. De tal maneira que “Sangria and Secrets With Drag Queens”, já recomendada pelo New York Times, pela Forbes ou pelo Washington Post, se tornou a experiência online do Airbnb número 1 do mundo. Este fim-de-semana, dias 21 e 22 de Agosto, a Drag Taste volta aos eventos presenciais no Núcleo A70 (antigo Anjos70). “Durante a pandemia a Drag Taste decidiu abandonar a LxFactory, o seu antigo espaço, e mesmo não tendo ainda um Palácio Drag fixo na capital, decidiram que esta era a altura certa para reabrir, mesmo que só durante um fim-de-semana", explicam num comunicado. No sábado e no domingo haverá nove experiências disponíveis, de manhã à noite, com “mais de cinquenta artistas, desde drag queens, bailarinos, músicos, DJs, acrobatas aéreos, comediantes e muitos outros”, avançam. Entre os nomes no cartaz estão, por exemplo, Teresa Al Dente (host dos eventos Drag Taste), Favela Lacroix, Kiko is Hot, Mariño DJ Set, Lexa BlacK, Lola Herself, Cher No-Billz, Tuxa Fierce e Lovey Musa. Além do drag brunch que deu fama à casa, haverá um jantar com drag queens, um drag ball para crianças, uma masterclass de saltos altos, uma aula de voguing, drag yoga, bingo, um jam bar e um arraial drag, que promete “sardinhas cor-de-rosa". Os bilhetes para cada experiênc

A Drag Taste é a única casa do país com espectáculos todos os dias

A Drag Taste é a única casa do país com espectáculos todos os dias

Teresa Al Dente tem corrido o mundo no último ano, na verdade sem sair de um estúdio em Sintra, alugado em Junho de 2020. Já foi host de eventos online para mais de 200 mil pessoas, “incluindo a mulher de Mark Zuckerberg”, e a sua empresa, a Drag Taste, tem a experiência online do Airbnb número 1 do planeta, “Sangria and Secrets With Drag Queens”, já recomendada pelo New York Times, pela Forbes e pelo Washington Post. Por cá, a empresa passa mais ou menos despercebida, mas é “provavelmente a única do país a receber turistas todos os dias”, diz Pedro Pico, o fundador, que encarna a drag queen Teresa Al Dente. É igualmente a “única casa com espectáculos todos os dias” – ainda que virtuais. Não admira que tenha contratado este ano, a meio de uma pandemia, vários actores, bailarinos e drag queens que ficaram sem os seus trabalhos habituais em teatros, bares e discotecas. Além de freelancers, a Drag Taste tem 18 drags a full-time. Uma loucura. O teatro, a animação e a comida sempre fizeram parte da vida de Pedro, agora com 30 anos. Aliás, foi por gostar demasiado de comida que entrou no mundo do espectáculo. Treinava luta greco-romana, até ter sido visto “por um olheiro no Ateneu” que o aliciou para o wrestling. “Tinha uma personagem, o Iceborg, e comecei a fazer combates. Com 17 anos já tinha 160 quilos.” Competia pela Europa fora e tinha de pagar dois bilhetes de avião para caber no lugar. “Quando estava a fazer wrestling no estrangeiro estava a tirar medicina veterinária. Desis

O velho novo Red Frog

O velho novo Red Frog

Na lista dos 100 melhores bares do mundo, o Red Frog, na Rua do Salitre, numa porta identificada com um sapo vermelho onde era preciso tocar à campainha para entrar, estava fechado desde Março de 2020, quando começou a pandemia. Não voltaria a abrir portas no mesmo sítio. O senhorio não quis renovar o contrato e passou pela cabeça dos sócios do bar, Paulo Gomes e Emanuel Minez, “acabar com a marca”, confessa Paulo, o cérebro dos cocktails do bar. Os dois sócios tinham aberto em 2019 outro bar ali perto, o Monkey Mash, no antigo clube de strip Fontória, com decoração colorida, cocktails mais tropicais e a apostar no desperdício zero. Foi essa a salvação do Red Frog. No segundo confinamento, já em 2021, o bar fechou para uma “mudança estrutural” e renasceu com os dois negócios a funcionar lá dentro: o Monkey Mash e o Red Frog, este último numa versão mais pequena e mais exclusiva.   © Mariana Valle Lima “Foi pôr um bar dentro de outro, sem desvirtuar os dois”, resume Paulo. Sem alaridos, apenas com uma subtil actualização da morada do bar nas redes sociais. O novo bar, escondido numa sala dentro do Monkey Mash, é “um terço do Red”. “Está lá a essência, o espaço e a decoração”, mas em ponto pequeno. Se no antigo speakeasy bar cabiam 70 pessoas, agora cabem menos de metade. Mais ainda em período de restrições e distanciamento. A solução que encontraram para acolher mais gente por noite foi através de reservas no site do bar em vários slots de duas horas, a partir das 18.00 e ag

O Posh Terrace é um dos oásis LGBTQ+ deste Verão

O Posh Terrace é um dos oásis LGBTQ+ deste Verão

Antes da pandemia, a Posh, discoteca na Rua de São Bento, no espaço da antiga Lontra, estava em altas. “Pensávamos até em expansão porque o espaço já era pequeno”, conta Stéfan Materazzo, o responsável. Mas em Março de 2020 teve de fechar portas como todos os outros estabelecimentos. Agora, mudaram-se para um rooftop. Já se tinham reinventado antes, com um conceito de café-concerto, e voltado a abrir em Outubro passado no espaço de São Bento, com jantares e espectáculos drag. Mas foi sol de pouca dura. “Logo nesse mês o governo voltou a confinar e diminuiu os horários da restauração”, continua Stéfan. “Era inviável manter o estabelecimento aberto com café-concerto e fechámos novamente.” Até que, no final de Maio, surgiu a oportunidade de ocuparem aos sábados e domingos o Level Eight, rooftop na Rua Castilho, e avançaram para um Posh Terrace pop-up. “É um projecto para o Verão, para deixar o nosso público com um local para poder ir. Com as restrições, os lugares e espectáculos para um público LGBTQ+ ficaram cada vez mais reduzidos.” O conceito é semelhante ao da Posh. Ao sábado, mais virado para quem gosta de “pop, música brasileira, espectáculos de drag queens e jogos interactivos, como um drag bingo”, conta Stéfan. Ao domingo, a aposta é “num público mais adulto”, com “música mais electrónica” e festas “sunset”. ©DR A grande novidade de Agosto será um drag brunch, que por enquanto ainda não tem data marcada, mas que acontecerá ao sábado. Naomi Beauty (Bruno Oliveira) e Ale

Há duas dezenas de cachaças artesanais para provar no Copa

Há duas dezenas de cachaças artesanais para provar no Copa

É um sacrilégio pedir uma caipirinha no Copa. “Até podemos fazer, mas tentamos aconselhar outra bebida”, diz Rafael Agapito, o dono deste novo bar lisboeta, em Santos. “O nosso foco é no seu outro potencial e em fazer outras bebidas com cachaça.” Rafael trabalhou muitos anos em restauração na Irlanda. Em 2019, veio para Lisboa para abrir um negócio, o Onda Cocktail Room, na Rua Damasceno Monteiro, na Graça. Esse bar de cocktails clássicos continua a existir, é de um amigo, mas Rafael sentiu que o confinamento poderia ser uma boa altura para pôr em prática uma ideia antiga e abrir o seu próprio bar de cachaça. Em Fevereiro, encontrou o espaço perfeito, uma antiga loja de roupa na Rua dos Mastros, em Santos, e, com a companheira, Louise Grimoir, pôs mãos à obra e começou a redecorar o espaço. Em Junho, abriam o Copa, um bar dedicado à cachaça, um universo ainda “por explorar”, e outras bebidas da América Latina, como a tequila ou o pisco. “A cachaça ainda é muito pouco conhecida”, afirma. “As pessoas já ouviram falar, já tomaram uma caipirinha, mas a cachaça feita da maneira certa, artesanalmente, vende-se muito pouco na Europa.” Rafael tem a sua própria marca de cachaça artesanal, a Fubá, feita em Minas Gerais. No bar, além desta marca, há cerca de duas dezenas de rótulos de cachaça, bem diferentes das que encontramos à venda habitualmente em Portugal. “Temos cachaças artesanais, não temos essas marcas industriais que se vendem no supermercado. Todas as nossas marcas são de em

O Pride não é só em Junho

O Pride não é só em Junho

Passada a avalanche de arco-íris nas redes sociais, nunca é demais lembrar que o Pride se celebra o ano inteiro. Aliás, um post nas redes sociais que se tornou viral no final de Junho lembrava que o casamento entre pessoas do mesmo sexo só é legal em 29 países (15% do mundo) e que 69 países têm leis que criminalizam a homossexualidade. Um deles é a Nigéria, considerado um dos dez países do mundo mais perigosos para ser queer depois de uma lei anti-LGBT aprovada em 2014 – de acordo com um estudo citado pelo The New York Times também é um dos países mais homofóbicos do mundo –, que é agora o centro das atenções do novo documentário da HBO, The Legend of the Underground, disponível na plataforma desde a semana passada. O filme, realizado por Nneka Onuorah e Giselle Bailey, centra-se na comunidade queer nigeriana e acompanha o caso mediático de 57 homens que foram presos em 2018 em Egbeda, um bairro em Lagos, por alegadamente participarem numa festa homossexual – a pena pode chegar aos 14 anos de prisão. Um dos protagonistas do documentário é o jovem bailarino e agora influencer James Brown, um dos participantes, que se tornou uma celebridade aos 20 anos, com as suas declarações aos meios de comunicação social depois do raid policial à festa. Na altura, até 50 Cent partilhou o seu vídeo com um “LOL”. Mais pelos erros gramaticais que James Brown vai dando quando se tenta defender das acusações da polícia do que pelo conteúdo. Outro dos protagonistas é o activista Micheal I

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